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O País – A verdade como notícia

Chapo exige respostas às recomendações do Parlamento Infantil

O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola. Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento

O professor catedrático e jurisconsulto português, Jorge Bacelar Gouveia, alerta para a possibilidade de haver conflitos de leis com a revisão da Constituição em Moçambique. Entretanto, Gouveia diz que os moçambicanos devem se orgulhar por ter revisto a Lei Mãe, embora considere ser uma revisão complexa.
 
O advogado, jurisconsulto e professor catedrático, Jorge Bacelar Gouveia, foi convidado a dar uma palestra, esta sexta-feira, com o tema: Paz, Democracia e Descentralização: Desafios para Moçambique.

E mesmo falando em desafios, Gouveia aponta alguns que poderão surgir com a revisão pontual da Constituição no ano passado.
“Recentemente Moçambique fez uma reforma fiscal tributária em que passarão a haver impostos e taxas locais, provinciais e distritais, como vai ser o sistema de receitas e despesas destes dois níveis descentralizados de governação”, questionou o professor.
O professor alerta também para a possibilidade de conflitos entre as leis, que deverão ser criadas para se adequar aos princípios da Constituição. Contudo, considera que a revisão desta Lei basilar deve orgulhar os moçambicanos.

Edson Macuácua, docente universitário e presidente da primeira comissão na Assembleia da República, a quem coube fazer a contextualização do tema da palestra, também avança alguns desafios, com destaque para possíveis conflitos na divisão de competências nas governações locais.

Lembre-se que com a revisão da Constituição, cujo pano de fundo era a descentralização do poder, Moçambique vai ter as primeiras eleições de governadores provinciais este ano e de administradores de distritos a partir de 2024.
 

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, deve até próxima segunda-feira, dia 21 deste mês, entregar o poder ao presidente da Assembleia Municipal de Quelimane Domingos de Albuquerque. Na tarde de sexta-feira deu entrada um ofício ao gabinete do presidente da Assembleia Municipal e Conselho Municipal com conhecimento do governador da província.

O ofício número 04 refere que através do acórdão número 86/2018 de 21 de Dezembro, o Tribunal administrativo julgou improcedente o recurso contencioso número 85/2018-P, interposto pelo Manuel de Araújo, contra o Conselho de ministros por falta de fundamento legal.

E porque mantém-se válida a perda de mandato do presidente do Conselho Municipal de Quelimane Manuel de Araújo, de acordo com o documento este deverá proceder a entrega dos serviços ao presidente da Assembleia Municipal.

O documento refere ainda que o presidente da Assembleia Municipal deverá apenas assegurar a gestão corrente do município até ao fim do mandato.

Domingos de Albuquerque é licenciado em Direito e Mestrado em Ciências Políticas governação e relações internacionais.

O presidente eleito do Conselho autárquico de Quelimane, Manuel De Araújo,  diz que  é extemporâneo o posicionamento do Tribunal Administrativo ao considerar improcedente o seu recurso sobre a sua perca do  mandato prestes a terminar, depois da validação dos resultados das últimas eleições autárquicas, pelo Conselho Constitucional.

“Os acórdãos do Conselho Constitucional são irrecorríveis, nem o Conselho Constitucional pode mudar. Por tanto, não poderá ser o Tribunal Administrativo a  mudar um acórdão do CC”, disse Araújo acrescentando que uma justiça que tarda não é justa e não serve os propósitos.

Manuel De Araújo criticou a actuação da justiça no país. “Nós precisamos reinventar o nosso sistema judicial porque não é independente”, acrescentou.

Para Manuel De Araújo, num país onde o judiciário se encontra acorrentado  não há justiça. De Araújo disse ainda que sem justiça não pode haver democracia
 

Três supostos moçambicanos terão recebido vistos falsos de trabalho nos Emirados Árabes Unidos, onde entraram como colaboradores da Privinvest. Lembre-se que esta empresa foi intermediária no processo de canalização do dinheiro das dívidas ocultas às empresas ProIndicus, Ematum e MAM.

Os supostos moçambicanos terão entrado na empresa Privinvest como “mecânico de máquina a petróleo”, “mecânico de máquina a gasolina” e “mecânico hidráulico”, de acordo com uma carta de procuradores norte-americanos, citada pelo Observador, jornal português.

E o facilitador destes vistos falsos de trabalho aos moçambicanos terá sido o libanês Jean Boustani, então executivo da Privinvest. Os vistos foram enviados via correio eletrónico por Jean Boustani a 2 de janeiro de 2012.

“Para ativar e promover o esquema, o acusado e os seus co-conspiradores criaram três entidades em Moçambique, detidas e controladas pelo Estado, cujo objectivo aparente era obter empréstimos para fundos dos três projetos marítimos”, refere a carta de procuradores norte americanos.

Os procuradores dos Estados Unidos descrevem também o envolvimento do ex-ministro das finanças Manuel Chang, apelidado de Chopstick, que teria assinado as autorizações necessárias aos empréstimos das três empresas moçambicanas, nomeadamente Proindicus, Ematum e MAM. Manuel Chang terá recebido cinco milhões de dólares entre 20 de Outubro de 2012 e 4 de Dezembro de 2013.
 
O documento da acusação judicial indica também que 200 milhões de dólares (175 milhões de dólares) foram pagos em subornos a funcionários do Governo de Moçambique e que o próprio Jean Boustani terá enriquecido em 15 milhões de dólares no esquema.

Funcionários da Embaixada dos Estados Unidos acabam de confirmar que aquele país já submeteu o pedido de extradição de Manuel Chang para Nova Iorque.

Lembre-se que na última audição, os norte-americanos ainda não tinham submetido à justiça sul-africana os documentos necessários para dar andamento ao pedido de extradição.

Questionadas minutos antes do início da audição, as representantes da embaixada norte-americana confirmaram essa informação, mas recomendaram-nos a contactar a Embaixada para mais detalhes.

 

O ex-ministro das Finanças acaba de entrar na sala de audições do Tribunal de Kempton Park para a continuação da audição que vai decidir sobre a sua extradição para os Estados Unidos ou, agora, para Moçambique, visto que a PGR moçambicana, também pediu a extradição de Manuel Chang.

A audição foi adiada de dia 10 para hoje a pedido dos advogados de Chang para recorrer ao Tribunal Superior de todas as decisões tomadas pela Juíza do Tribunal de Kempton Park, Sagra Subrayen.

A defesa do ex-ministro já adiantou, em entrevista à Agência Lusa, que não espera uma decisão final sobre o caso ainda hoje. A última decisão contestada pelos advogados de Manuel Chang foi a de enquadrar os crimes de que o ex-ministro é acusado na escala número 5 da Lei Criminal Sul-africana, uma das mais altas e com maiores exigências para a aprovação pela justiça do pedido de extradição.

A pedido dos advogados de Manuel Chang, a juíza do Tribunal de Kempton Park acaba de adiar a decisão sobre o caso Manuel Chang para o dia 05 de Fevereiro.

Lembre-se que a audição foi adiada de dia 10 para hoje a pedido dos advogados de Chang para recorrer ao Tribunal Superior de todas as decisões tomadas pela Juíza do Tribunal de Kempton Park, Sagra Subrayen.

Entretanto, hoje, a defesa voltou a pedir ao Tribunal o adiamento da audição.

 

O primeiro secretário do Comité da cidade de Quelimane coloca o seu lugar a disposição depois de um encontro havido, quinta-feira, com o secretariado do Comité Provincial.  A decisão surge em virtude de alguns membros terem a dias elaborado um abaixo assinado contra o referido secretariado.

Pita Duarte exercia as funções de primeiro secretário do Comité  da cidade de Quelimane desde 2012 onde foi eleito na décima segunda conferência, avançou a informação oficialmente ao nosso jornal. A frente do Partido ele acompanhou as eleições autárquicas de 2013, gerais de 2014 e autárquicas 2018 tendo o Partido perdido todas as três eleições, razão pela qual levou alguns membros a fazerem o abaixo assinado contra o seu secretariado.

Pita Duarte deixa o partido no segundo ano do seu segundo mandato que ia até 2022.
 

O Chefe do Estado Moçambicano, Filipe Nyusi, felicita Ossufo Momade pela eleição a Presidente da Renamo. Nyusi disse esperar que a implementação do Memorando de Entendimento sobre os assuntos militares, para o alcance de uma paz sustentável seja contínuo.

Em comunicado, o estadista saudou ainda a intervenção de Ossufo Momade, durante o congresso, na qual reiterou o seu empenho no processo de consolidação da paz, ora em curso. Nyusi disse ainda que foram registados muitos progressos, tanto na liderança do falecido líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, como na liderança do actual presidente Ossufo Momade.

“Cientes de que a paz constitui um dos valores mais nobre para o povo moçambicano, reafirmamos o nosso compromisso neste processo, até ao alcance de uma paz sustentável e definitiva, na qual todos os moçambicanos se revejam”, lê-se no comunicado.
 

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