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O País – A verdade como notícia

A audição do ex-ministro das Finanças início por volta das 11h40 desta segunda-feira e nem durou 30 minutos. O caso foi adiado para a próxima segunda-feira dia 18 de Março. É que a defesa de Manuel Chang submeteu um requerimento ao Estado para que seja o Ministro da Justiça a decidir qual dos dois pedidos de extradição será o primeiro a ser analisado.

Os advogados invocaram o artigo 15 do Acordo de Extradição entre África do Sul e Estados Unidos e o artigo 11 do protocolo de extradição da SADC para justificar que o juiz William Schutte não tem competência para decidir qual será o primeiro pedido de extradição a ser analisado e que tal decisão deve ser tomada pelo titular do pelouro da justiça.

Assim querem que seja o executiva a determinar se entre os pedidos de Moçambique e Estados Unidos qual será o primeiro a merecer atenção do Tribunal.

A decisão do Ministro está prevista para esta quarta-feira dia 13 de Março. A audição do dia 18 de Março deverá continuar no dia 19.

Recorde-se que na última quinta feira o juiz decidiu que o pedido de extradição dos Estados Unidos seria o primeiro ser analisado.

O Presidente da República dirigiu esta segunda-feira a décima reunião nacional das autarquias locais que decorre na capital do país. Durante cinco dias, os 53 presidentes dos municípios serão dotados de ferramentas sobre a legislação que visam melhorar a sua actuação.

Neste que foi o primeiro contacto formal que o presidente da República manteve com os titulares das autarquias locais eleitos nas eleições de 2018, o estadista moçambicano começou por reconhecer o papel das autarquias locais no desenvolvimento do país, tendo em seguida exortado aos presentes a serem mais transparentes e a abandonarem actos de corrupção.

Já que actualmente decorre o debate sobre o novo pacote de descentralização, Nyusi apelou aos edis a saírem dos gabinetes, a a privilegiarem a auscultação pública, assim como a prestação de contas.

Na ocasião, Tagir Carimo, em representação dos 53 presidentes das autarquias locais manifestou todo tipo de apoio ao processo de descentralização.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública falou dos objectivos da reunião que irá abordar trinta temas até a próxima sexta-feira.

Além dos presidentes das autarquias locais, o evento contou com a presença dos órgãos de soberania, governadores provinciais, ministros e vice-ministros entre outros convidados.

O julgamento do pedido de extradição para os Estados Unidos de América de três antigos banqueiros do Credit Suisse acusados de envolvimento no processo de dívidas ocultas de Moçambique foi adiado para 29 de março no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.

A imprensa internacional fala do adiamento do julgamento do neozelandês Andrew Pearse, antigo diretor do banco Credit Suisse, o britânico Surjan Singh, diretor no Credit Suisse Global Financing Group, e a búlgara Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo, que aguardam a extradição para os Estados Unidos, na sequência de um processo por “fraude de grande escala” pela justiça norte-americana.

Os três suspeitos foram detidos no dia três de Janeiro e estiveram presentes no tribunal, na última sexta-feira, mas foram libertados e renovadas as medidas de coação, nomeadamente a apresentação regular numa esquadra de polícia.

Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva são acusados de contornar e defraudar os sistemas de controlo interno dos bancos, de omitir informações importantes sobre a probabilidade da corrupção nestas transacções e de eliminar e substituir regras impostas pelo grupo financeiro.

O processo iniciado pela justiça norte-americana aguarda também a extradição do antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang da África do Sul, enquanto o negociador do grupo de construção naval Privinvest, o libanês Jean Boustani, já está detido nos Estados Unidos.

Todos são acusados de envolvimento num esquema de corrupção que lesou o Estado moçambicano em 2.2 biliões de dólares, devido a empréstimos ocultos às empresas Ematum, Proindicus e MAM, garantidos pelo Estado moçambicano, cujos valores foram desviados para enriquecimento próprio dos suspeitos.

O caso vai ser julgado ao abrigo da Lei Norte-americana das Práticas de Corrupção Estrangeiras, que condena o pagamento de subornos a membros de governos estrangeiros para aprovação de negócios em benefício próprio.

Desde 2016, após a revelação das dívidas ocultas, os parceiros de cooperação suspenderam vários apoios a Moçambique, incluindo o Fundo Monetário Internacional, contribuindo para a degradação das perspectivas económicas do país.

A Frelimo, através do Secretário do Comité de Verificação, Raimundo Diomba disse hoje que Samora Machel Júnior pode ser expulso do partido por violação dos estatutos.

Quanto ao Manuel Chang, Diomba diz que o partido aguarda pelo desfecho do processo que corre na administração da justiça.
Esta é a primeira vez que o secretário do Comité de Verificação do partido Frelimo Raimundo Diomba se pronuncia sobre o caso que envolve o Samora Machel Júnior.

Numa entrevista concedida ao jornal O País, Raimundo Diomba, que também é governador da província de Maputo, disse que não restam dúvidas que Samito violou os estatutos do partido e não descarta a possibilidade deste ser expulso. Quanto ao caso de Manuel Chang, Diomba diz que o partido aguarda pelo desfecho do processo que corre na administração da justiça.

Para o Secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Fernando Faustino o comportamento desviante de Samora Júnior e Manuel Chang não vai afectar a imagem do partido
Lembre-se que a alínea e) do artigo 13 dos Estatutos da Frelimo considera a expulsão como a sansão mais grave que só tem lugar em violações graves.

De acordo com o número 9 do mesmo artigo, a pena de expulsão “implica a cessão definitiva de qualquer vínculo do membro com o partido e só poderá ser aplicada por falta grave, nomeadamente, o desrespeito aos princípios programáticos essenciais e a linha política do partido, a inobservância dos Estatutos, regulamentos e decisões dos órgãos, a violação dos compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete serio prejuízo ao prestígio e bom nome do partido.” Fim da citação.

 

Centenas de membros da Renamo, residentes na cidade da Beira e oriundos dos distritos da província de Sofala, que apoiam o delegado eleito Sandura Ambrósio e que tem estado  contra o delegado indicado por Ossufo Momade, mobilizaram-se na manhã desta sexta-feira junto a sede provincial da Renamo e reocuparam as instalações onde no passado dia  25 de Fevereiro foram escorraçados.

A polícia que já sabia das intenções do grupo tentou impedir a marcha do mesmo a  menos de 100 metros das instalações, mas estes seguiram firme até a sua sede.

Os portões estavam fechados  e mais um contingente policial tentou impedir o avanço deste grupo. A força policial foi dominada, enquanto uns arrombavam os portões outros saltavam o muro de vedação. Os poucos membros que se encontravam foram convidados a abandonar as instalações,  e depois de tomarem a sede festejaram.

Refira-se que a reocupação da sede da Renamo acontece numa altura em que uma brigada central do partido Renamo, chefiada pelo General Hermínio Morais, que está nos distritos de Sofala. Esta brigada destituiu nesta quinta-feira o delegado distrital de Machanga e indicou um novo delegado. O mesmo poderá acontecer nesta sexta-feira no distrito de Chibabava.

O Presidente da República inaugurou hoje 147 quilómetros de estradas e três pontes na província de Gaza. Trata-se dos troços Chissano-Chibuto, Chibuto-Guijá e Chókwè-Macaretane que foram danificadas pelas cheias de 2012 e 2013.

Filipe Nyusi foi recebido entre cânticos e danças à sua chegada no cruzamento de Chissano no distrito de Limpopo em Gaza. Após receber explicações de como as obras decorreram, o Chefe de Estado descerrou a lápide e cortou a fita simbolizando a entrega dos 147 quilómetros de estradas antes intransitáveis.

Depois dirigiu-se à Chaimite exactamente no local onde foi residência do imperador de Gaza, Ngungunhana para orientar um comício.
Na ocasião,  o Chefe de Estado esclareceu que esta aposta do Governo  não significa que o executivo tem muito dinheiro e não atende as outras preocupações da população por negligência. Mas também deixou algumas recomendações para evitar acidentes de viação nestas estradas:
As estradas custaram cerca de 102 milhões de dólares financiados pelo Banco Mundial e Reino Unido.

Ainda no comício Filipe Nyusi saudou as mulheres moçambicanas pela passagem do dia Internacional da Mulher.

 
 

Últimos arguidos detidos no âmbito do processo que investiga as dívidas ocultas, Ângela Leão e Fabião Mabunda foram presentes na tarde desta sexta-feira ao juiz de instrução criminal para o primeiro interrogatório.

Ângela Leão, esposa do também arguido Gregório Leão, antigo director-geral dos serviços secretos (SISE), foi a primeira a ser ouvida pelo juiz e mais tarde foi a vez de Fabião Mabunda.

Após cerca de quatro horas de audição, o juiz decidiu aplicar a medida de coação máxima aos dois arguidos, o que significa que vão aguardar em prisão preventiva as fases subsequentes do processo 1/PGR/2015.

Tal como aconteceu com outros arguidos das dívidas ocultas, Ângela Leão e Fabião Mabunda deixaram o tribunal judicial da capital em viaturas descaracterizadas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que usaram a saída do Palácio da Justiça, na avenida 25 de Setembro.

Os investigadores que estão em frente do processo acreditam que Fabião Mabunda era apenas um testa de ferro da família Leão. Através da sua empresa M Moçambique Construções, Mabunda recebeu milhões de dólares da Privinvest (a distribuidora dos subornos das dívidas ocultas) e usou o dinheiro para a compra e/ou construção de casas para a família Leão.

Com a manutenção da prisão preventiva de Ângela e de Mabunda, sobe para 10 o número de arguidos que aguardam na cadeia os ulteriores trâmites processuais.

 

 

O Chefe de Estado, Filipe Nyusi solidarizou-se com as famílias afectadas pelas inundações nas províncias do centro e norte do país e diz que o INGC está a se mobilizar para dar assistência aos afectados.

Nampula e Cabo Delgado são outras províncias que estão a enfrentar a fúria das águas.

O Governo, segundo o Presidente, já está a mobilizar meios para salvar pessoas sitiadas e dar assistência aos que estão em centros de acolhimento.

 

 

O juiz William Schutte acaba de decidir que os pedidos de extradição de Moçambique e dos Estados Unidos não podem ser analisados em conjunto. Afirma o juiz que a Secção C do Tribunal de Kempton Park já recebeu o pedido dos Estados Unidos e está limitado a analisar o pedido que recebeu.

A decisão do juiz teve como base das datas e o lugar em que os crimes foram cometidos, a nacionalidade do arguido, o interesse dos dois países concorrentes, a ordem de entrada dos pedidos. Teve em conta ainda o lugar de residência de Manuel Chang.

"O que a ministra dos Relações Internacionais disse não constitui nenhuma evidência de que alguma decisão já tenha sido tomada", disse o juiz comentando sobre um dos argumentos da defesa.

Assim, terá de ser indicado um outro juiz para analisar o pedido submetido por Maputo. A próxima audição fica marcada para segunda-feira, dia 11 de Março.

Manuel Chang recusa ir aos EUA e aceita ser extraditado para Moçambique

O advogado Willie Vermeleun acaba de revelar que Manuel Chang afirmou que quer ser extraditado para Moçambique não para os Estados Unidos. O juiz questionou se o facto de aceitar ir para Moçambique não será pelos benefícios que poderá ter por ser um deputado e antigo membro do Governo. O advogado respondeu que Manuel Chang disse que os Estados Unidos é um país estranho onde dificilmente pode conseguir estar em liberdade provisória, enquanto aguarda o desfecho do caso. Algo que em Moçambique pode acontecer.

O advogado defende que é preciso considerar o lugar, as datas onde os crimes foram cometidos e que Estado tem maior interesse de ver o caso julgado. Acrescentam que vai ser injusto se o tribunal decidir pela análise em separado.

Rebatendo os argumentos do Ministério Público segundo os quais a análise dos pedidos deve ser em separado, o advogado de defesa afirmou que o juiz não está amarrado a nenhum pedido, refere-se ao pedido dos EUA – e explicando que a análise pode ser em simultâneo.

Sobre extradição : MP insiste que análise dos pedidos deve ser em separado

O procurador J.J. Du Toit fez a entrega da notificação sobre a entrada do pedido de Moçambique, explicando que os dois pedidos foram, na verdade, assinados pelo Ministro da Justiça no mesmo dia. Entretanto o Ministério Público continua a defender que a análise dos pedidos de extradição deve ser feita por juízes diferentes.

O procurador colocava neste momento os seus argumentos, defendendo que pode ser o mesmo juiz a analisar os dois pedidos mas não pode ser ao mesmo tempo. Rebate ainda os argumentos da defesa segundo os quais já existe uma decisão tomada: "o ministro tem poder para mandar-nos parar com as audições, mas ele ainda não faz. Isso mostra que ainda não existe decisão tomada".

Juiz recusa pedido do CIP para ser amigo do tribunal 

O Tribunal de Kempton Park acaba de recusar o pedido do Centro de Integridade Pública para que a organização fosse amiga do Tribunal, defendendo a extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos.

O juiz William Schutte explicou que este caso é diferente de outros com os quais a justiça já se deparou e o tribunal não pode atribuir-se poderes que a Constituição não permite. O advogado contratado pela organização da sociedade civil moçambicana defendia que de acordo com a Constituição o juiz podia autorizar tal pedido.

O Tribunal, disse o juiz, não tem direito de criar leis. A aplicação foi assim rejeitada, porque o Tribunal justifica que não tem direito de decidir sobre aquela matéria.

Agora, retoma-se a matéria da extradição.

Afinal CIP é que pede ser "amigo do tribunal" contra extradição para Maputo

Ao fim de duas horas de audição, ficamos a saber que afinal a firma Hogan Lovells não foi contratada pelo Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), mas sim pelo Centro de Integridade Pública (CIP). Um documento da firma de advogados, que fez um pedido, está em nossa posse e revela que o CIP é quem contratou aqueles serviços para defender a extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos.

No pedido que surpreendeu a todos, desde a Embaixada de Moçambique, o Ministério Público e a defesa, o CIP pede o direito à intervenções e perguntas ao longo das audições, através de argumentos orais e escritos. Está contra a extradição para Moçambique, porque o pedido dos Estados Unidos deu entrada em primeiro lugar e, segundo explica, o pedido de Moçambique não preenche todos os requisitos exigidos.

Depois de um pequeno intervalo, a audição acaba de retomar. O juiz também já anunciou que o remetente do pedido é o CIP, na qualidade de uma Organização da Sociedade Civil que trabalha na luta contra a corrupção.

Sociedade Civil moçambicana quer aconselhar tribunal a negar pedido de extradição de Moçambique

Além dos advogados de Manuel Chang, estão hoje no Tribunal de Kempton Park advogados de uma firma sul-africana contratada pela Sociedade Civil moçambicana que está, neste momento, a pedir à justiça direito de palavra ao longo das audições sobre matérias ligadas a extradição para Moçambique.

A firma foi contratada pelas organizações que compõem o Fórum de Monitoria do Orçamento, que inclui organizações como Centro de Integridade Pública (CIP), Fundo para Desenvolvimento da Comunidade (FDC), dirigido por Graça Machel, entre outras. Na verdade, a Sociedade Civil quer ser uma espécie de amigo do Tribunal, "Friend-of-court", uma figura que permite ter a palavra ao longo das audições: o objectivo de fundo fornecer informações que pode ajudar a mostrar que Manuel Chang não pode ser extraditado para Moçambique.  

O advogado que representa a firma defende que, por força da Constituição da África do Sul, o juiz tem poderes para autorizar que eles apresentem o seu parecer sobre o processo. O Ministério Público, na voz do procurador J.J. Du Toit, diz que tem receios em relação ao pedido, mas revela que sequer recebeu um pedido com antecedência para que se pudesse analisar os argumentos.

A defesa do ex-ministro diz que o certo é que o Tribunal analise se tem direito de dar resposta ao pedido. E pela sua experiência, Willie Vermeleun defende que o juiz deve negar o pedido, porque não clarifica que poderes a Constituição dá a um tribunal de nível distrital para decidir sobre essas matérias. "Eles têm uma carta que defende que o senhor Chang deve ser extraditado para os Estados Unidos e não para Moçambique".

Pedido de extradição de Moçambique já no Tribunal de Kempton Park

Acaba de arrancar a audição sobre a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang. A primeira novidade do dia de hoje é que o pedido de extradição de  Moçambique foi recebido pelo Ministério de Justiça e foi emitido um mandato de captura contra Manuel Chang no dia 04 de Março passado a favor das autoridades moçambicanas.

Formalmente, as autoridades sul-africana detiveram hoje o deputado da Assembleia da República à pedido do seu país de origem que também pretende que responda por acusações levantadas no âmbito do processo 1/PGR/2015, instruído pela Procuradoria-Geral da República.

O representante do Ministério Público, J.J. Du Toit disse que caberá ao tribunal decidir sobre a análise dos dois pedidos em simultâneo ou não. Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição.

Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição

 12h21: Arranca dentro de instantes mais uma audição em que o Tribunal de Kempton Park, em Joanesburgo, vai analisar a extradição de Manuel Chang.

Na última audição, havida no dia 26 de Fevereiro último, os advogados do ex-ministro das Finanças exigiram que a justiça analisasse em simultâneo os dois pedidos de extradição concorrentes, o de Moçambique e o dos Estados Unidos da América. O pedido de extradição dos americanos foi o primeiro a dar entrada no Ministério Público. E o de Moçambique ainda está a cumprir o protocolo exigido para que chegue às mãos do juiz.

A decisão sobre a autorização ou não para a análise em simultâneo ficou por ser decidida pelo Ministro da Justiça da África do Sul. Trata-se de uma questão para qual existirá, certamente, resposta assim que a audição iniciar.

Esta audição está mais concorrida que às outras,estando a sala repleta de pessoas que pretendem acompanhar por perto o processo. Os advogados e o Ministério Público já estão na sala. Falta chegar Manuel Chang e o juiz.

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