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O País – A verdade como notícia

O ciclone Idai criou vários prejuízos no Centro do país. Inclusive, a calamidade afectou o funcionamento normal da Eletricidade de Moçambique. Não obstante, Alberto Banze, Director-Geral da EDM, refere que a instituição já restabeleceu a corrente eléctrica nas cidades de Manica e Chimoio. Agora, a falta de energia persiste na cidade da Beira.

De acordo com Banze, a EDM está dependente do tempo para restabelecer a corrente em todos os pontos afectados pelo ciclone Idai. Sem avançar números, a Empresa Pública indica que está a somar prejuízos enormes e fala de uma infra-estrutura submersa.

Além de corte de electricidade, o ciclone Idai está a afectar a Comunicação, impedindo que as pessoas das regiões afectadas interajam através de celular ou de internet. Assim é desde a noite de ontem na zona Centro do país.

Através de uma nota, a Tmcel explicou que a interrupção do tráfego da sua rede iniciou às 21 horas e 30 minutos desta quinta-feira, com maior incidência em Sofala e Manica.

“Os técnicos da Tmcel estão, contudo, nos pontos críticos, a encontrar soluções provisórias, de modo a se conseguir restabelecer as comunicações, no mais breve tempo possível. Em consequência disto, já foi possível restabelecer-se as comunicações através das linhas fixas”, lê-se na nota.

Por seu turno, a Vodacom emitiu também uma nota de esclarecimento a explicar que os seus serviços estão a funcionar com dificuldades, principalmente em Sofala.

Tal oscilação da rede da Vodacom também se registou em Manica, Tete e na Zambézia.

“Neste momento, equipas técnicas estão no terreno para averiguar a gravidade do problema e encontrar soluções o mais breve possível”, refere o comunicado.

Quem ainda ficou afectada é a Movitel, em Sofala, Zambézia, Manica e Tete.

Como consequência do Ciclone, a Movitel explica que teve baixas de torres e postes que caíram ao longo do percurso da sua fibra que liga as províncias da zona Centro. Movitel espera repor a normalidade dos serviços na Zambézia, até amanhã de manhã.   

 

 

 

Os efeitos do ciclone Idai já se fazem sentir na cidade da Beira. O tempo nesta cidade está sendo caracterizado por chuvas e ventos fortes desde as 09h00 de hoje.

A previsão meteorológica indica que o ciclone Idai atingirá a cidade por volta das 19 horas de hoje com ventos acima de 180 quilómetros por hora mas os efeitos começarão a se fazer sentir com mais intensidade a partir das 14horas.

Neste momento o ciclone esta há cerca de 100 quilómetros da cidade da Beira.

A autarquia da Beira continua a monitorar o movimento do ciclone. Daviz Simango voltou a exortar a população que vive próximo da costa a se prevenir.

O ciclone chegará à Beira num momento em que a mare é baixa. Ao longo da manhã a polícia costeira esteve a monitorar o movimento das pessoas na costa que mesmo ciente do perigo procurava aproveitar a areia que era arrastada pelo vento.

 

O Presidente da República considera que o ciclone Idai, cujos danos já se fazem sentir no Centro do país, em particular na cidade da Beira, vai retroceder os passos que visam o bem-estar da população moçambicana. Sendo o fenómeno natural irreversível, Filipe Nyusi apela à população da região a seguir as medidas de precaução previamente anunciadas pelas autoridades competentes.

Na capital de Sofala, esta noite, verifica-se muitos danos na via pública, desde árvores nas estradas, viaturas e infra-estruturas danificadas.

O abrandamento do estado do tempo no Centro está previsto para a partir de domingo, com estágio de depressão tropical, ou seja, o ciclone Idai já não será uma ameaça.

Ainda assim, espera-se que as chuvas fortes se mantenham até próxima semana.

Carlos Agostinho do Rosário reiterou, hoje, no parlamento, que o governo não está a pagar as dívidas da EMATUM, ProÍndicus e MAM.

As únicas dívidas externas que o executivo tem vindo a pagar são a dívida bilateral e multilateral, ou seja, dividas contraídas junto de outros países e instituições financeiras de que Moçambique é membro,

No parlamento, os deputados das bancadas parlamentares da FRELIMO, RENAMO e do MDM solicitaram informações ao governo sobre diversas matérias. O Movimento Democrático de Moçambique quis saber do executivo se vai continuar com o processo de reestruturação das dívidas ocultas.

A FRELIMO, partido maioritário solicitou ao governo informações sobre o impacto dos fenómenos calamitosos, as medidas de resposta incrementadas para mitigar o seu efeito, bem como a reposição das infra-estruturas destruídas pelas chuvas. Os “camaradas” quiseram ainda saber do executivo o que está a ser feito para conter a erosão, elevar o nível de cobertura do abastecimento de água potável, prevenir doenças de origem hídrica e reduzir a vulnerabilidade do país a estes fenómenos da natura.

Por sua vez a Renamo quis saber do executivo que medidas está a tomar para compensar as vítimas dos baleamentos no parque nacional da Gorongosa e que diligências estão em curso sobre os cidadãos que foram detidos pela polícia.

 

 

A Renamo chamou hoje a imprensa para dizer que o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação mentiu ao afirmar que o governo já tinha integrado 400 homens daquele partido nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Foi no encontro de segunda-feira com a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal que o chefe da diplomacia moçambicana revelou que 400 homens da Renamo já tinham sido integrados nas Forças Armadas, no âmbito do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração social da força residual do maior partido da oposição.

José Pacheco fez esta revelação quando procurava mostrar ao executivo português que Moçambique está determinado a resolver a questão da paz efectiva e que havia condições para uma cooperação entre os dois países.

Quem não gostou da revelação foi a Renamo, que a classificou como sendo uma mentira. “Nós queremos que o ministro Pacheco nos esclareça, com carácter de urgência, dada a sensibilidade desta matéria, onde foi buscar esse número de 400 oficiais”, exigiu André Magibire, chefe da equipa na Comissão dos Assuntos Militares daquele partido.

A Renamo tratou de esclarecer os passos que já foram dados em cumprimento de memorando de entendimento acordado pelo Presidente da República e pelo líder da Renamo.

“Já foram enquadrados nos lugares de comando e de chefia 14 oficiais da Renamo, nomeadamente três chefes de departamentos do Estado-Maior General; quatro chefes de repartições do Estado-Maior do ramo do Exército; um comandante de Brigada; dois comandantes de Batalhões Independentes; dois chefes de Estado-Maior de Brigadas; e dois chefes de Estado-Maior de Batalhões Independentes”, detalhou André Magibire, para depois exigir explicações ao ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

 

 

Presidente da República distancia-se dos pronunciamentos do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação sobre a integração dos homens da Renamo nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Filipe Nyusi confirma a integração de apenas 14.

Vinte e quatro horas depois de o ministro dos Negócios Estrageiros e Cooperação ter anunciado que mais de 400 homens da Renamo foram integrados nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi esclarece que os homens a quem José Pacheco se refere, são os desmobilizados do último curso extraordinário de agentes especiais e não da Renamo.

O Presidente da República sublinhou, ainda, que o processo de reintegração dos homens residuais da Renamo está a registar alguns avanços, mas reconhece que nalgumas vezes existem dificuldades que com o tempo poderão ser ultrapassadas.  

Estes pronunciamentos foram feitos esta terça-feira, em Maputo, à margem da habitual conferência de Imprensa do Conselho de Ministros.   

 

As cheias que se fazem sentir nos últimos dias nas províncias da zona centro do país já afectaram mais 141 mil pessoas, o que corresponde a um total de 15 mil famílias além de muitas infra-estruturas destruídas.

Por estes e outros motivos o Governo decidiu aprovar esta terça-feira a activação do alerta vermelho naquela região no país.

Além da declaração do alerta vermelho, o executivo fez saber que são necessários cerca de 1.1 mil milhão de meticais para garantir assistência humanitária aos afectados pelas inundações.

O Conselho de Ministros aprovou ainda o decreto sobre o plano de acção sobre a melhoria do ambiente de negócios 2019-2021.

 

 

 

Numa altura em que os advogados de Manuel Chang travam uma batalha para evitar a extradição do seu cliente para os Estados Unidos, as autoridades norte-americanas lembraram esta terça-feira que o tratado de extradição que assinaram com a África do Sul deve ser respeitado.

A pressão de Washington sobre as autoridades de Pretória foi feita pelo Adjunto secretário de Estado dos EUA para os Assuntos Africanos, Tibor Nagy. “Nós assinámos um tratado de extradição com a África do Sul, e contamos muito com isso”, disse Nagy, numa declaração telefónica à imprensa, citada pelo jornal Observador. O dirigente deixou claro que Washington espera que a África do Sul extradite Manuel Chang para os EUA, apesar de Maputo também reclamar a extradição do antigo ministro das Finanças para Moçambique.

Ainda esta terça-feira, as autoridades norte-americanas anunciaram que o vice-secretário de Estado inicia uma visita à África do Sul, com deslocações a Pretória e Joanesburgo. John J. Sullivan tem encontros previstos com as autoridades sul-africanas para discutir o comércio bilateral e prioridades regionais e multilaterais. Apesar de não constar da agenda oficial, a extradição de Manuel Chang poderá ser abordado durante a visita do número dois da diplomacia norte-americana.

Detido na África do Sul em Dezembro último por ordem da justiça norte-americana, o antigo ministro das Finanças é reclamado nos Estados Unidos e em Moçambique para responder por crimes relacionados com as dívidas ocultas no valor 2.2 biliões de dólares.

O governo de Maputo pediu directamente ao ministro da Justiça da África do Sul a extradição de Manuel Chang para Moçambique, apelando a Pretória que tenha "a consideração devida" no assunto.

Segundo o jornal online Notícias ao Minuto, citando a agência Lusa, a o pedido consta de uma carta de 01 de Fevereiro de 2019 endereçada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Pacheco, ao ministro da Justiça e Serviços Prisionais da África do Sul, Michael Tshililo Masutha.
 

 

Abdul Carimo está no fim do mandato de seis anos como presidente da Comissão Nacional de Eleições. Carimo diz que constatou com preocupação durante o seu mandato falta de maturidade dos principais actores políticos.

“Há uma enorme desconfiança dos partidos políticos entre si, órgãos de gestão eleitoral e sociedade civil. Essa desconfiança não ajuda quando temos processos eleitorais”, disse Carimo

Para Carimo essa desconfiança deve-se a falta de conhecimento daquilo que é a legislação, falta de conhecimento dos procedimentos ou a falta de capacidade por parte dos partidos políticos em acompanhar o processo eleitoral.

Embora o orçamento para o processo eleitoral deste ano não esteja fechado na totalidade, Abdul Carimo tem fé que a qualquer custo às eleições vão ter lugar este ano.

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