Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O ministro da agricultura Higino de Marrule escalou o bairro de reassentamento de Dugudiua, em Nicoadala, onde estão alojadas 81 famílias vítimas das Inundações. Algumas das quais, perderam suas habitações de forma completa outras apenas aguardam o abrandamento das mesmas para retornarem às suas casas.

O ministro conforto às famílias e garantiu que o governo vai continuar a apoiar as vítimas.

A população, acomodada, pediu insumos agrícolas para fazer face à segunda época tendo em contas que parte da produção da primeira está perdida. De Marrule indicou o director provincial da agricultura para responder a inquietação.

“Vamos quantificar as perdas, neste momento estamos a trabalhar ao nível do Governo com os nossos parceiros para mobilizarmos aquilo que são os instrumentos para apoio”, informou o director provincial da agricultura.

Higinio de Marrule visitou a escola secundária geral de Nicoadala, que Janeiro sofreu danos através de um vendaval mas que neste momento já foi feita a reposição do tecto.

O número de mortos vítimas do ciclone Idai subiu para 74 nas províncias de Manica e Sofala. Os dados foram actualizados hoje em Maputo na reunião do Conselho Técnico do INGC.

Ainda no encontro, a Directoria-geral do INGC, Augusta Maíta, fez saber que o Governo já disponibilizou cerca de 300 milhões de meticais para assistência às vítimas.

“Até este momento temos criados na província de Sofala 28 centros de acomodação, 18 na cidade da Beira e 10 no distrito de Dondo”, disse Maíta acrescentando que foram afectadas cerca de 8800 famílias.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, falou à nação, esta tarde, tendo dado a conhecer as novas estatísticas sobre o número de mortos causados pelo ciclone Idai. De acordo com informações avançadas pelo PR, são contabilizados até ao momento mais de 84 mortos. No entanto, a situação é ainda mais grave: “Tudo indica que poderemos registar mais de 1000 óbitos”, disse o PR, acrescentando que mais de 100 mil pessoas correm risco de vida.
 
A Estrada Nacional Número 6 sofreu quatro cortes e a qualquer momento esse número poderá aumentar, isolando por terra as cidades da Beira e Dondo.

“As águas do rio Pungué e Buzi transbordaram, fazendo desaparecer aldeias inteiras e isolando comunidades, e vê-se corpos a flutuar. Um verdadeiro desastre de grandes proporções”, informou Filipe Nyusi, falando à nação a partir da Presidência da República.

O estadista informou ainda que a ponte sobre o Rio Buzi ficou destruída, isolando os distritos de Búzi, Chibabava, Muanza, em Sofala, e o distrito de Mossurize, em Manica, do resto do país.

Nyusi disse que a preocupação do Governo é de salvar vidas humanas, sem acusações nem desculpas. As Forças de Defesa e Segurança estão na Beira com meios marítimos e aéreos para ajudar a salvar vidas.

Para assegurar a rápida assistência humanitária o Governo mobilizou vários meios aéreos.

“Foi igualmente mobilizado um navio cargueiro para seguir ao porto da Beira e contamos ainda com outros apoios que estão a ser mobilizados interna e externamente”, disse o estadista.

O Governo vai realizar, amanhã, na cidade da Beira a IX sessão ordinária do Conselho de Ministros para acompanhar e avaliar a situação no terreno.

A Frelimo decidiu cancelar a sessão do Comité Central marcada para os dias 22, 23 e 24 do mês em curso, em solidariedade às vítimas do ciclone Idai.

A informação foi avançada pelo Secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, que lamentou a perda de vidas humanas e de infraestruturas causadas pelo ciclone Idai.

Roque Silva diz que o seu partido está sensibilizado com o sofrimento das vítimas do ciclone, daí ter criado internamente grupos de apoio em vários sectores para a angariação de fundos. Na ocasião também apelou à solidariedade de todos.

Refira-se que semana passada, a bancada parlamentar da Frelimo na Assembleia da República remeteu um cheque no valor de 417 mil meticais ao INGC fruto da contribuição dos deputados daquela bancada, em apoio as vítimas das calamidades naturais.

 

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), através do INGC, canalizou uma quantia de quatro milhões de meticais em resposta à situação crítica vivida no Centro do país.

A quantia visa prestar apoio às populações afectadas pelo ciclone Idai que assolam as províncias de Sofala, Manica e Zambézia, causando perdas de vidas humanas, de extensões de parcelas agrícolas e de infra-estruturas sociais e económicas, bem como de bens materiais de várias famílias.  

Em Sofala, mais de 10 mil pessoas residentes nos distritos  de  Nhamatanda e Búzi estão penduradas nas árvores e tectos das casas, desde o fim da tarde de Domingo, na sequência de inundações provocadas pelos rios Púngue e Búzi.

Os  caudais   do  Búzi e Mutua,  rios  localizado  na província de
Sofala, subiram  bruscamente  e as suas águas ganharam uma velocidade espantosa, desde a tarde do passado sábado. 

Celso Correia, Ministro de Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, que está a representar o Conselho de Ministro em Sofala, na operação de apoio às vitimas das inundações e do ciclone Idai, indicou que o impacto das inundações foi muito grande.

Os residentes da cidade da Beira procuram a todo custo  reerguerem-se da devastação provada pelo ciclone Idai. Nesta segunda-feira, iniciaram o seu trabalho do dia a dia debaixo de imensas
dificuldades, uma vez que falta de quase tudo, desde energia eléctrica, água potável, combustíveis e comunicação.

O pico da movimentação dos beirenses foi registado ao longo da manhã desta segunda-feira, quando centenas de funcionários do sector público e privado chegaram às suas instituições, que foram arrasadas pelo ciclone Idai. Assim, os colaboradores uniram esforços para repor
a  instituição  com limpezas que estão a ser desencadeadas por todos, sem distinção das categorias profissionais.

As vítimas do ciclone Idai, na cidade da Beira, não esperaram pela orientação das autoridades. Invadiram as instalações que acharam seguras, independente de serem públicas ou privadas.

 

 

 

Em Fevereiro passado, centenas de membros do maior partido da oposição em Moçambique, Renamo, entraram em choque com a liderança máxima da “perdiz”, em causa o diferendo com a indicação de um delegado desta formação política.

Há menos de duas semanas, membros da Renamo tentaram ocupar à força as instalações do partido na Beira, em protesto contra a indicação de delegados do partido neste ponto do país e na província de Sofala. Os contestatários defendem a eleição dos delegados e não a sua indicação pela direcção do partido.

Aliás, alguns membros da Renamo, residentes na cidade da Beira e oriundos dos distritos da província de Sofala, chegaram a eleger Sandura Ambrósio como delegado, contrariando as ordens do presidente do partido Ossufo Momade.

Confrontado com este diferendo, o edil de Quelimane, Manuel de Araújo considerou “normal” a situação que o seu partido atravessa.
“Acho que é típico de um partido em transição. A Renamo precisa reinventar-se pós Afonso Dhlakama. Acredito que vamos ultrapassar essa situação da Beira e voltar a ser forte”, referiu de Araújo.

Sobre a alegada contestação à liderança de Ossufo Momade, o autarca de Quelimane defendeu que o general é a pessoa certa para conduzir a Renamo. “Tem o perfil ideal para o partido, bem como conhecimento de vários dossiers sobre questões militares e reintegração”.

O edil de Quelimane falava esta segunda-feira, em Maputo, à margem do congresso da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, que elegeu Carlitos Cossa como novo presidente da agremiação.

O presidente do Conselho Autárquico da Matola foi eleito com 212 votos, de um total de 214 congressistas que se fizeram às urnas, numa eleição que contava com uma lista.

 

Os vereadores e directores do Conselho Autárquico de Maputo participam, desde hoje, de uma capacitação em matérias de liderança e governação municipal. O Presidente da autarquia diz que esta medida visa colocar os vereadores alinhados com os objectivos do plano quinquenal e os anseios dos munícipes.

A capacitação é monitorada por professores sul-africanos da Westminster Foundation for Democracy e abrange 17 vereadores, sete directores e quadros de apoio directo ao presidente do Conselho Autárquico de Maputo.

Eneas Comiche espera que este encontro sirva para reforçar a capacidade de trabalho no terreno, dos gestores da autarquia, articulando a sensibilidade política com a técnica.

“Vamos, efectivamente, nos capacitarmos, todos nós para podermos irmos já na implementação do nosso plano de desenvolvimento municipal, tendo todos um pensamento comum, mas também percebendo o que cada um deve dar, no sentido de fazermos boa gestão autárquica durante os próximos cinco anos”, afirmou Eneas Comiche, presidente do Conselho Autárquico de Maputo.  

Para o professor que está liderar a capacitação, a mesma vai tomar como base os desafios enfrentados pelos munícipes de Maputo.

“Os líderes do municípios serão capazes de direcionar e ter a certeza de que os serviços estão a ser disponibilizados. Estradas estão a ser construídas, a água está sendo disponibilizada. Enfim, que todos esses serviços estão a ser implantados porque há um melhor entendimento entre a liderança e o executivo”, explicou Trevor Fowlwe, Professor da Universidade de Witwaterand. 

Já os benificiários da formação louvam a iniciativa da edilidade e esperam receber ferramentas para lidar com desafios diários no exercício das suas funções.

“Temos consciência de que se nós fizermos tudo aquilo que está no nosso programa teremos resultados, mas se nós fizermos de forma coordenada, como um grupo, em que cada um faz a sua parte nós terenos o impacto da acção muito mais visível do que se cada um de nós fizer sozinho aquilo que é a sua actividade”, disse Alice de Abreu, Directora para área da saúde.

A capacitação dos membros autárquicos em matéria de liderança e boa governação tem a duração de três dias.

 

A informação foi avançada, hoje, em Maputo pela Directora-geral do INGC, Augusta Maíta. Ao todo, são cerca de 1.1 bilião de meticais necessários para dar assistência às vítimas das inundações que fustigam, sobretudo, a zona Centro do país.

Nesta segunda-feira, o Conselho Técnico do INGC esteve reunido, em Maputo, para avaliar os impactos causados pelo ciclone Idai

Além do apoio do Executivo, a Directora-geral do INGC disse que os parceiros internacionais têm prestado a sua solidariedade através de alimentos e transporte.

No que diz respeito a questões hidrográficas, as autoridades avançam que a situação está a voltar à normalidade, com excepção das bacias de Púnguè e Búzi que ainda continuam em alerta. 

Quanto à comunicação, A Motivel restabeleceu em pelo menos cinco bairros da cidade da Beira a sua operacionalidade, nomeadamente Matacuane, Maquinino, Manga, Esturo e Aeroporto. Mas a fibra óptica continua inoperacional.

O director de comunicações da Movitel, Hélder Cassimo, disse que os distritos de Mossurize, Sussudenga e a vila de Manica, continuam a registar falhas, quer no serviço de dados, quer no de voz.

A Moçambique Telecom (Tmcel) reporta uma situação diferente e assegura que restabeleceu, esta segunda-feira, as comunicações através da rede fixa em toda a província de Tete e na cidade da Beira. A porta-voz da Tmcel, Márcia Fenita, disse que a maior preocupação da sua empresa é recuperar as infra-estruturas danificadas para a reposição das comunicações.

 

 

Beira, a segunda maior cidade do país, localizada numa região pantanosa, junto à foz do Rio Púnguè, e sobre alongamentos de dunas de areia ao longo da costa do Índico, viu quase tudo que construiu em 112 anos, destruir-se em menos de um dia.

O barulho das águas que vagueiam com fluxo próprio impediu estudantes fossem às aulas, deixou mais doente quem já se encontrava enfermo e, cortou ligações terrestres da cidade.

Tudo porque o ciclone Idai, para além das vidas que ceifou, destruiu casas, escolas, estradas e hospitais, o que significa uma destruição em 90 por cento da cidade, de acordo com a Cruz Vermelha, citada pela RTP.

Passadas as chuvas, há quem já começa a reconstruir, na expectativa de reerguer, parte do seu sonho, e evitar roubos, na medida em que a falta de energia elétrica propicia a actuação de malfeitores.

Por enquanto, chegam os apoios, o mais alto dos quais pelo Presidente da República, mas os sinais de destruição continuam em toda zona urbana, e os impactos podem ser maiores do que os avançados.

A tempestade afectou Moçambique, Zimbabwe e Malawi.

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos