Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo e líder do PS português querem reforçar cooperação entre Moçambique e Portugal

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o Secretário-Geral do Partido Socialista (PS) de Portugal, José Luís Carneiro, defenderam o reforço da cooperação entre Moçambique e Portugal, com particular atenção para a mobilidade de cidadãos, investimento, educação, cultura e criação de oportunidades para as novas gerações. A mobilidade de

A província de Sofala foi duramente afectada por ventos, chuvas e secas nos últimos 12 meses. Mas mesmo assim os níveis de produção alcançados neste período foram bastante satisfatórios.

De acordo com o presidente da República, tal facto é surpreendente e mostra um alto sentido de responsabilidade da população de Sofala e do governo provincial.

"Visitei a província de Sofala nos últimos três dias e constatei com felicidade que de uma forma geral, os níveis de desenvolvimento continuam satisfatórios e em relação ao que foi planificado nos últimos 12 meses foi superado. Estou bastante satisfeito se tomarmos em conta que Sofala foi afectada por ventos, secas e inundações, no período em referência, com destaque o ciclone Idai em Março passado.

"Contudo a população e o governo nunca ficaram a espera de apoios, dedicaram todas as suas energias no trabalho", disse Filipe Nyusi.

Nyusi apresentou de seguida alguns exemplos da produção de Sofala, que lhe deixaram comovido.

"Na produção global, em 2017 Sofala produziu 60 mil milhões e em 2018 subiu para 77 mil milhões. Nas receitas houve igualmente uma subida. 5 mil milhões para 17 mil milhões em 2017. A rede industrial também está a subir. Os indicadores na área da pesca são igualmente muito satisfatório. Sofala saiu de 71 mil toneladas para cerca de 105 mil toneladas".

 

 

 

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, efectua, de 29 à 30 de Julho do corrente mês, uma Visita Presidencial à província de Manica.

Nesta província, Filipe Nyusi vai escalar o distrito de Macossa, a Cidade de Chimoio e o distrito de Macate.

Nesta visita, o Chefe do Estado tem agendado encontros com os Governos locais, comícios populares, visitas a empreendimentos de interesse económico e social, bem como interagir com diferentes segmentos da sociedade.

O Presidente Nyusi far-se-á acompanhar pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário; pelos Ministros da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua; dos Combatentes, Eusébio Lambo; do Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque; Vice-Ministros da Saúde, João Leopoldo da Costa; do Interior, Helena Kida; das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Victor Tauacale; Governadora da Província de Niassa, Francisca Domingos Tomás; Quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

 

 

 

 

O presidente da República Filipe Nyusi, aconselhou hoje ao líder da Renamo, Ossufo Momade, a dialogar com os guerrilheiros do seu partido que não concordam com a sua liderança e que garantiram que dentro de dias indicariam um novo líder, na sequência de desentendimentos em torno do processo de desmilitarização.

Filipe Nyusi que falou telefonicamente com o presidente da Renamo na manhã deste sábado e que falava num comício popular, explicou que no contacto que manteve com Ossufo Momade, "algumas questões que não estavam claras na última lista que nos enviaram, em relação a aquilo que tínhamos dialogado em Chimoio, sobre o processo de DDR, foram ultrapassadas. Nós queremos todos os guerrilheiros inclusos neste processo de reintegração. Como governo garantimos que nenhum guerrilheiro da Renamo será excluído deste processo".

Para Nyusi é absolutamente normal no seio de uma organização ou governo haver pessoas com ideias diferentes. Pessoas que querem a guerra em vez de produzir. Estas pessoas não podem ser consideradas inimigas. Defendeu que deve haver diálogo por forma a que se encontrem  soluções para os problemas.  O  Presidente da República, fazia uma clara alusão a crise que se verifica no meio da Renamo entre o presidente Ossufo Momade e a ala militar da perdiz

"O povo moçambicano quer paz. Depende de nós mesmos encontramos soluções para que esta ansiedade seja uma realidade. Vamos alistar todos os guerrilheiros da Renamo e avançarmos com o processo de DDR. Queremos as ideias e forças de todos para construir este país. Pensar diferente não significa pegar em armas e matar o seu compatriota. Pensar diferente não significa ser inimigo. Pelo contrário temos que galvanizar este pensar diferente para construir um país cada vez mais forte"

Nyusi recordou que próximo da região de Zimuala havia uma base da Renamo e que tal facto não pode constituir motivos para desavenças no seio da comunidade de Machanga.

"Se calhar aqueles que viviam naquela base estão aqui connosco. Vamos todos juntos trabalhar para melhorarmos a nossa produção e produtividade. Cada moçambicano é útil para tornar a nossa economia e paz mais robusta. Cada moçambicano deve contribuir com acções que fortaleçam a justiça e concórdia e que cada um seja um instrumento de paz".  

Durante o comício a população pediu mais infra-estruturas, com destaque  um  banco e  hospital.

No final deste comício pediu a população local a tirar máximo proveito das águas do rio Save para aumentar a produção.

Depois do comício Nyusi manteve um breve contacto com os vendedores do mercado local a quem encorajou a procurar melhorar as suas actividades de rendimento.
 

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, voltou a lançar hoje duras críticas quando a liderança de Felisberto Naífe como Director geral do STAE, sobretudo por causa dos resultados de recenseamento eleitoral de Gaza. Daviz Simango diz que mais do que demitir-se todo o staff do STAE devia ser levado a barra da justiça.

Daviz Simango está na Zambézia para medir o termómetro político. Na sua chegada este sábado voltou a tecer duras críticas ao STAE.

“Nos encontros passados pedi aos magistrados quer judiciais quer da procuradoria que investiguem esses casos, porque não podemos hipotecar aquilo que os moçambicanos procuram construir com muito sacrifício por causa de um punhado de pessoas”, disse Simango.

Ontem, sexta-feira, a imprensa na Zambézia ouviu Felisberto Naífe sobre o posicionamento dos partidos da oposição em demitir-se das suas funções e respondeu nos seguintes termos.

“Minha posição é que eu sou um funcionário público, estou em comissão de serviço e estou a trabalhar em prol do processo eleitoral
 

Dezenas de mulheres do MDM reuniram hoje na Matola no encontro regional da Liga Feminina. No encontro, Augusto Pelembe foi apresentado como cabeça-de-lista do MDM na província de Maputo.

O encontro que juntou mulheres das províncias de Inhambane, Gaza, e de Maputo cidade e província tinha como objectivo desenhar estratégias para a conquista do eleitorado nas eleições de 15 de Outubro. Na abertura do evento, a presidente da Liga feminina do MDM defendeu a necessidade de aposta na conquista do eleitorado feminino que é a maioria no país.

Este encontro das mulheres do MDM serviu também para apresentação pública do jurista Augusto Pelembe, cabeça-de-lista do partido para as eleições províncias em Maputo.
 
Na quinta-feira, o MDM na província de Maputo formalizou a sua candidatura para a Assembleia Provincial, entregando aos órgãos eleitorais uma lista de 112 candidatos, dos quais 82 efectivos e 30 suplementes.
 

A Renamo submeteu esta sexta-feira, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), as candidaturas aos deputados da Assembleia da República (AR).

Com bandeiras do partido, cantando e dançando, membros e simpatizantes da Renamo foram na manhã desta sexta-feira, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), acompanhar o depósito da lista dos candidatos a deputados da Assembleia da República. “A vitória é certa” ouvia-se no fundo, em entoação de certeza. Mas como a vitória poderá ser conhecida após as eleições de Outubro, o que é mesmo de certeza é o acto que teve lugar. “É mais um sinal de que a Renamo está preparada para as eleições de 15 de Outubro de 2019” disse André Magibire, em declaração a jornalistas.

Esta submissão da candidatura às legislativas pelo maior partido da oposição, decorre numa altura em que internamente ecoam vozes, no seio da ala militar, contra Ossufo Momade, tal é o caso da autointitulada junta militar que ameaça destituir o líder. “Nos pensamos que de forma inteligente saber-se-á ultrapassar esta situação porque, nós como a Renamo, estamos comprometidos com a paz definitiva neste país. Tudo aquilo que de uma ou de outra maneira tenta manchar este processo, saberemos ultrapassar” acrescentou o secretário-geral.

Entre os 39 partidos que manifestaram interesse em participar nas eleições legislativas, 6 já depositaram candidaturas na CNE, dos quais a Renamo é o primeiro com assento parlamentar a proceder o acto, que termina a 1 de Agosto próximo.

 

A cidade de Dondo, em Sofala, acolheu hoje a quarta sessão ordinária do conselho nacional da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, o braço feminino do partido Frelimo. Discursando no encerramento do evento, Filipe Nyusi, na qualidade de Presidente daquele partido, disse de viva voz que “a campanha já começou e sabem que o forte da Frelimo são as mulheres”, num claro apelo para o engajamento das mulheres na corrida eleitoral de 15 de Outubro.

Oficialmente a campanha eleitoral começa em finais de Agosto próximo, no entanto, há muito que o candidato do partido no poder adiantou-se na maratona, com uma série de eventos que tem vindo a levar a cabo nas províncias, denominados “onda vermelha”.

Se para alguns ainda restavam dúvidas, hoje Filipe Nyusi fez questão de deixar claro que é realmente campanha eleitoral que está a fazer. “A campanha já iniciou. Vocês estão a vir de todos os distritos.

Regressem e transmitam às mulheres essa onda vermelha, essa raiva para a vitória. Não há mais nada, é só ir dizer ‘ali a palavra de ordem foi vitória’. Podem esquecer tudo que falaram aqui, mas saber que dia 15 de Outubro é vitória”, repisou o candidato da Frelimo que ao ritmo de aplausos da plateia acrescentou que “não sei se há uma província que pensa que vai ser governada por um outro partido, não há isto”.

Num evento que essencialmente visava afinar a maquina partidária para as quintas eleições gerais, para as assembleias provinciais e pela primeira vez para a eleição de governadores provinciais, Filipe Nyusi aproveitou a representatividade nacional para abordar a questão dos ataques armados em Cabo Delgado com um novo posicionamento que vai na linha do que muitos segmentos da sociedade tem estado a defender e criticando ao mesmo tempo a forma como o governo está a encarar o conflito.

“Preocupa-nos a situação que se vive em alguns distritos na província de Cabo Delgado caracterizada por violência armada levada a cabo por malfeitores que assassinam cidadãos inocentes e destroem os bens das populações. A accão vigorosa das nossas Forças de Defesa e Segurança e os órgãos da justiça tem permitido a contenção destes actos macabros dos malfeitores, complementada com a colaboração das comunidades, incluindo a mulher moçambicana, na denúncia e desmantelamento dos criminosos e seus financiadores. É chegado o momento de iniciar um movimento de apoio aos nossos irmãos vítimas destes actos que perderam as suas habitações, alimentos e outros bens e se encontram numa situação de total desespero”.
 

A Assembleia da República vai apreciar, na segunda-feira, uma proposta de Lei de Amnistia de responsabilidade criminal pelos actos praticados durante a crise político-militar no país, submetida pelo Chefe do Estado, Filipe Nyusi, no âmbito dos acordos para o fim das hostilidades militares.

Na proposta de lei, com sete páginas e quatro artigos, a que “O País” teve acesso, o Presidente da República diz que a mesma surge no contexto do diálogo político entre o Governo e a Renamo.

Com o instrumento pretende-se afastar a “responsabilização criminal de todos” os envolvidos na prática de “actos punidos por diversa legislação penal”.

O Alto Magistrado da Nação fundamenta que lei em alusão visa promover a estabilidade política, a garantia da paz efectiva e duradoura, assegurar a confiança mútua entre as partes no memorando de entendimento assinado a 06 de Agosto de 2018 e a reconciliação nacional.

O artigo 1 determina que são amnistiados os cidadãos que, no contexto das hostilidades militares tenham cometido crimes contra a segurança do Estado, infracções militares conexas e delitos contra pessoas e propriedade (…), desde a vigência da Lei no. 17/2014, de 15 de Agosto, à data da assinatura do acordo em vista entre o Executivo e a Renamo. Há dias, Nyusi disse, publicamente, que um acordo definitivo será rubricado em Agosto prestes a iniciar.

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleine, está ao corrente da Lei de Amnistia a ser apreciada próxima semana pelo Parlamento. Assegura que a sua “aprovação e implementação não vai acarretar encargos adicionais ao Orçamento do Estado, uma vez que não implica a criação de novos órgãos e nem admissão de funcionários”.

Trata-se, na verdade, de uma norma que, além de pôr termo ao conflito político-militar, visa permitir a realização das eleições gerais marcadas para 15 de Outubro, num clima de paz, a par do que aconteceu em 2014.

SEGUNDO LEI DE AMNISTIA EM CINCO ANOS  

O país terá a segunda lei de amnistia num intervalo de aproximadamente cinco anos, pelas mesmas razões: diferendos políticos entre o Governo e o maior partido da oposição. O primeiro instrumento similar foi aprovado pelo Parlamento a 12 de Agosto de 2014, em sessão extraordinária que se prolongou até à noite, nas vésperas de um acordo assinado a 05 de Setembro do mesmo ano, entre o ex-Presidente da República, Armando Guebuza, e o falecido presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, para viabilizar as eleições gerais.

Contudo, o acordo chancelado num misto de sorrisos, abraços, aperto de mãos e fotografias de momento, não serviu para colocar fim à crise política e militar, cujo principal mote tem sido a discórdia em tornos dos resultados eleitorais ou seus comandos por parte da Renamo.

PRIMEIRO BENEFICIÁRIO DA LEI DE AMNISTIA DE 2014

No dia 07 de Julho de 2014, António Muchanga, na altura porta-voz da Renamo, foi detido depois de ter participado numa sessão do Conselho de Estado, em Maputo. A sua restituição à liberdade aconteceu a 19 de Agosto, na sequência da aprovação da Lei de Amnistia, a 12 do mesmo mês.

 

O Director-Geral do STAE, Felisberto Naífe anunciou, hoje, que a partir desta sexta-feira (26.07) até ao próximo dia 26 de Agosto, os três partidos com assentos no parlamento devem apresentar a lista dos membros das mesas assembleias de voto.

“Queremos também informar que a partir de hoje estão sendo notificados os partidos políticos representados no parlamento, isto é, o partido Frelimo, Renamo e MDM para até o dia 26 de Agosto apresentar a lista dos membros das mesas de voto que nos termos da lei devem compor em cada uma das províncias, em cada um dos distritos para fazerem parte das mesas da assembleia de voto e poderem também serem formados, participar da formação dos membros das mesas da assembleia de voto que estamos a fazer o recrutamento”, informou, Felisberto Naífe.

O STAE diz que precisa de pouco mais de cinco mil milhões de meticais para acautelar a logística dos membros das Assembleias de voto.

“Esta é a grande preocupação nossa. Estamos neste momento a trabalhar estreitamente com o Governo e com o ministério das finanças. Apresentamos aquilo que é a nossa revisão orçamental no sentido de materializar este processo de votação e acreditamos que o Governo pontualmente vai nos responder positivamente”, referiu o Director-Geral do STAE.

Refira-se que todo o processo eleitoral está orçado em Onze biliões e setecentos milhões de meticais.

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos