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O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou Albano Macie do cargo de vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública. A exoneração de Albano Macie surge na sequência da sua indicação para o cargo de juiz conselheiro do Conselho Constitucional.

Ainda hoje, o Presidente da República exonerou Rosário Fernandes do cargo de presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A decisão surge dias depois de o presidente do INE ter enviado uma carta ao ministro da Economia e Finanças e ao primeiro-ministro a colocar o cargo à disposição. Confrontado com o assunto, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, não confirmou nem desmentiu a recepção da carta.

Em entrevista ao semanário Savana,Rosário Fernandes disse que tinha colocodo o cargo à disposição em respeito à sua coerência com os princípios.

 

O Conselho de Ministros aprovou, hoje, a resolução que ratifica o acordo sobre entradas de navios militares da Rússia, nos portos nacionais. O governo diz que a decisão visa aprimorar a cooperação na defesa e segurança.

Em Abril de 2018, o ministro da Defesa Nacional, Atanásio M’tumuke, e o homólogo da Rússia, Sergei Shoigu, assinaram em Moscovo um acordo sobre o regime simplificado de entrada de navios militares da Marinha russa, em portos moçambicanos. Passado mais de um ano, o Conselho de Ministros anunciou, hoje, que apreciou e aprovou o instrumento.

“O conselho de Ministros aprovou a resolução que ratifica o acordo entre o governo da República de Moçambique, e a Federação Russa, sobre a simplificação de entrada de navios militares, nos portos da República de Moçambique”, anunciou Ana Comoana, porta-voz do governo.

Coincidência ou não, a verdade é que o acordo é aprovado num contexto em que grupo de homens armados, até aqui desconhecidos, aterroriza desde 2017, populações da província de Cabo Delgado, no norte do país.

Entretanto, o governo avança que os navios militares russos “serão, particularmente, para ajudar no combate à pirataria”, deixando subentendido que o alvo não são os supostos insurgentes.

Ainda no domínio da defesa e segurança, o governo aprovou, igualmente, outro acordo que ratifica a cooperação com a Itália.
“O Conselho de ministros aprovou a resolução que ratifica o acordo entre a República de Moçambique, e o governo da República italiana, sobre a cooperação no domínio da defesa, assinado em Maputo, a 19 de Maio de 2014”, informou Comoana, explicando que o acordo visa a cooperação, como a formação, por exemplo.

Além destes instrumentos, outros documentos aprovados hoje, pelo Conselho de ministros, foram o decreto sobre o licenciamento da Actividade do Ensino de Condução, que visa aprimorar os procedimentos de licenciamento do ensino de condução, no qual o processo de autorização seja precedido pela realização de vistoria das instalações e suas condições, assim como a resolução que ratifica a Constituição da Conferencia Ministerial Africana sobre Meteorologia, e a resolução sobre prestação de serviços aéreos com o Seychelles e o Zimbabwe.

 

Já existe uma rede de prevenção, monitoria e resposta aos conflitos que poderão surgir antes, durante e depois das eleições gerais deste ano. As acções desta plataforma deverão incidir nos pontos tidos como os focos da violência eleitoral.

Passam 25 anos desde que Moçambique realiza eleições para sucessão de governos e há 25 anos que este processo é tido como sinónimo de violência, ainda que não generalizada. Nas eleições gerais de 2019 prevê-se que não seja diferente.

E perante esta incapacidade do Estado em resolver conflitos eleitorais, foi criada a rede de prevenção, monitoria e resposta que, em tempo real, poderá identificar focos de violência e dar possíveis soluções.

Apesar de os órgãos eleitorais serem apontados como os culpados dos conflitos pela forma como conduzem o processo, Abdul Carimo prefere partilhar a culpa com os partidos políticos e as mudanças na legislação eleitoral que, geralmente, acontecem nas vésperas da votação.

A rede de prevenção, monitoria, resposta e mitigação de conflitos eleitorais será implementada nas províncias de Maputo, Gaza, Sofala, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado identificados como centros de violência eleitoral.

A campanha eleitoral arranca já este sábado e as eleições deste ano têm a particularidade de incluir a escolha de governadores provinciais. Este facto impõe um redobrar de esforços para o grupo Soico, daí ter realizado um encontro para afinar a estratégia de cobertura deste evento.

Dos principais pontos que dominaram o encontro, o destaque vai para a alocação das equipas pelas províncias, que vão garantir que o essencial da campanha eleitoral chegue aos leitores e a outros públicos, tendo em conta a diversidade das plataformas deste grupo de mídia.
Mas há outro foco: a visita papal, agendada para 4, 5 e 6 de Setembro. O maior grupo privado de mídia quer garantir coberturas em directo dos principais momentos do Papa Francisco em Moçambique.

“São momentos que exigem uma estratégia editorial bem afinada principalmente porque somos um grupo de mídia, temos várias plataformas de difusão e havia necessidade de sentarmos com todas as equipas envolvidas na cobertura destes dois grandes eventos para alinharmos a nossa estratégia editorial e garantirmos uma cobertura de excelência, levarmos qualidade, levarmos conteúdos diferenciadores aos nossos leitores”, disse Olívia Massango, directora de informação do Grupo Soico.

E justamente porque a legislação mudou e é preciso entender o novo quadro político do país, a Soico está a apostar também na transmissão de conhecimentos aos seus quadros. O presidente da primeira comissão do Parlamento, Edson Macuácua, foi convidado a falar aos jornalistas dos aspectos legais a ter em conta durante a cobertura do processo eleitoral.

“Como é de costume ao nível do Grupo Soico, sempre que se aproximam as eleições trazemos sempre um especialista abalizado naquilo que são as matérias relevantes para o conhecimento dos jornalistas. Para este ano convidamos o presidente da primeira comissão da Assembleia da República para partilhar a legislação eleitoral, o pacote da descentralização”, argumentou Massango, para depois acrescentar que se pretendia com a formação “olhar para um dos aspectos que são muito recorrentes em períodos eleitorais: o contencioso eleitoral”.

O encontro de desenho de estratégias para a cobertura da campanha eleitoral e da visita papal juntou membros do Conselho de Administração da Soico, jornalistas, incluindo correspondentes dos vários pontos do país, equipa técnica, editores de vídeo, apresentadores e produtores.

 

O presidente da Renamo, Ossufo Momade terminou no último sábado, 24 de Agosto, a pré campanha eleitoral na zona norte do país.

O périplo começou na província de Nampula, no dia 17 de Agosto corrente, e depois foi a Cabo Delgado e terminou na província de Niassa.

Nas três províncias, Ossufo Momade, que esteve acompanhado por alguns deputados da Assembleia da República e sua esposa, reuniu-se com membros e simpatizantes do partido, liderou marchas de exaltação do partido,  e orientou comícios onde falou do último acordo de Paz definitiva assinado este mês na cidade de Maputo.

“Este mês assinamos dois acordos com o governo. No dia 1 foi acordo de cessação das hostilidades militares e no dia 6 foi o acordo de Paz Definitiva e Reconciliação Nacional de Maputo. E como a guerra acabou, agora é momento de virarmos nossas atenções para eleições de Outubro próximo”, disse Ossufo Momade, que apelou aos membros e simpatizantes da Renamo a respeitarem os os entendimentos alcançados com o presidente da República Filipe Nyusi.

Além da Paz Definitiva, nas três províncias do norte do país, o presidente da Renamo, concentrou suas atenções nas eleições de Outubro próximo, e anunciou vários planos caso vença o escrutínio.

“Queremos tirar  a população das garras daqueles que estão a governar mal Moçambique há mais de quarenta anos. Todo esse tempo não fizeram nada para o desenvolvimento do país, senão roubar as riquezas e humilhar a população. Mas para isso, temos que  trabalhar arduamente para vencer as próximas eleições para implementarmos nossos projectos”, apelou Ossufo Momade que em cada comício ia fazendo promessas aos membros e simpatizantes do partido em caso de Vitória.

Entre as promessas feitas pela Renamo, constam planos de investimento na agricultura, com objectivo de acabar com a fome no país.

“Vamos procurar investimentos para agricultura, e temos um plano para abrir bancos para dar empréstimos para comprar tractores, charruas e outras maquinarias que vão garantir produção agrícola suficiente para alimentar as nossas famílias e até para vender”, prometeu o presidente da Renamo que também garantiu acabar com a corrupção.

Segundo Ossufo Momade, “Os Policias, enfermeiros e professores, não são culpados por estar a cobrar dinheiro a população, porque o salário que recebem e pouco, e nem dá para alimentar suas famílias. E para resolver o problema, vamos aumentar salariais na função pública, por forma a acabar com corrupção”.

A pré campanha eleitoral de Ossufo Momade, serviu também para apresentação pública aos membros e simpatizantes, dos candidatos do partido ao cargo de governadores provinciais, os quais foram apelados a servirem ao povo, caso a RENAMO vença as eleições de 15 de Outubro próximo.

Trata se de Luis Mecupia, candidato a governador de Nampula,  ngela Fernando para Cabo Delgado e Hilário Uaite para a província de Niassa, esta última, de acordo com Ossufo Momade, que continua esquecida pelo actual governo.

No final da sua digressão de cerca de 10 dias a  zona norte do País, o presidente da RENAMO, concedeu uma entrevista  exclusiva ao O País, onde fez um balanço positivo, e deixou um apelo tanto para os membros e simpatizantes do seu partido, como a todos concorrentes às próximas eleições.

“Estamos preparados para uma campanha eleitoral ordeira, e esperamos que todos concorrentes pautem por civismo, e que no final, ao contrário do que aconteceu nos pleitos eleitorais anteriores, que o país seja governado por aqueles que realmente forem eleitos pelo povo”, concluiu Ossufo Momade.

Esta é a primeira visita e primeiro contacto directo de Ossufo Momade, com  membros e simpatizantes da RENAMO na zona norte do país, na qualidade de Presidente do partido, cargo que ocupou após a morte do líder do partido, Afonso Dhlakama.

O presidente da Renamo Ossufo Momade terminou ontem, a pré- campanha na província de Cabo Delgado. Em Montepuez, Ossufo Momade, prometeu acabar com a fome, através de grandes investimentos na agricultura.

No segundo dia de visita à província, Ossufo Momade, escalou o distrito de Montepuez, onde tal como aconteceu em Chiúre e na Baía de Pemba, voltou a marchar na companhia dos membros e simpatizantes do partido.

A marcha que serviu para avaliar o nível de prontidão do partido para a campanha eleitoral, percorreu a principal avenida de Montepuez, e terminou com um comício, onde Ossufo Momade, voltou a deixar promessas.
“Nós queremos que a população tenha comida. A população deve ter pequeno-almoço, almoço e jantar.

Investir na agricultura, produzir. Não é produzir com enxada de cabo curto, não. É preciso criarmos bancos para dar dinheiro as pessoas, dar emprestado dinheiro para que comprem maquinas, tractores, charruas, para abrir grandes campos de produção.

Durante o comício de Montepuez, o presidente da Renamo voltou a falar de corrupção, e explicou as possíveis soluções para o problema.

“Meus irmãos, meus pais, para dizer a verdade nem o polícia, nem enfermeiro, nem professor é culpado. O problema é que o salário é pouco e não chega para comprar farinha de milho para a família. Quando a polícia, enfermeiro e professor receberem bom salário, a corrupção vai acabar.

Durante o comício que marcou o fim da visita à Cabo Delgado, Ossufo Momade, que está na companhia da sua esposa e deputados da Assembleia da República, apresentou publicamente a candidata do partido a governadora da província, Ângela Fernando.

 

 

 

O Presidente da República Filipe Nyusi chegou ao princípio da manhã deste sábado no aeroporto de Maputo na companhia da sua esposa, Isaura Nyusi vindo da sua visita oficial à Rússia.

À sua chegada, Filipe Nyusi foi recebido pela presidente da Assembleia da República Verónica Macamo, ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação José Pacheco, a governadora da cidade de Maputo Iolanda Cintura, Presidente do Tribunal Supremo Adelino Muchanga entre outras individualidades.

Durante a sua estadia na Federação Russa, o chefe de Estado manteve encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, no âmbito do reforço da cooperação bilateral, nas áreas de hidrocarbonetos e da defesa.

Filipe Nyusi fez-se acompanhar nesta visita pelos ministros e empresários moçambicanos onde dentre vários objectivos pretendiam atrair investimentos particularmente na área de hidrocarbonetos.

Além de participar no fórum empresarial Moçambique-Rússia, Filipe Nyusi reuniu-se com a comunidade moçambicana residente naquele país.

 

Jovens da Frelimo na cidade de Maputo estiveram ontem reunidos com o primeiro-secretário do partido no poder para desenhar estratégias de campanha para as eleições gerais à porta.

Como é habitual, o vermelho dominava o encontro com o braço juvenil do partido no poder, na cidade de Maputo. Eufóricos, os jovens cantavam cancões que carregavam uma mensagem de confiança na vitória nas eleições de 15 de Outubro. “Venha o que vier, estamos preparados” era a canção mais dominante da reunião. Entretanto, para vencer o escrutínio, será preciso mais do que cânticos.

“Esta reunião é mesmo para afinar a máquina. Sobre estratégias, já começámos a discutir há muito tempo. Nesse encontro só vamos concluir a nossa preparação”, afirmou Rasaque Manhique, primeiro-secretário da Frelimo, na cidade de Maputo.

E o resultado dessa preparação vai se verificar no dia da votação, até porque a Frelimo não quer se mostrar profético quanto ao vencedor do escrutínio. “Nós a Frelimo preparamos a nossa vitória e organizamos a nossa vitória. O que estamos a fazer nesta reunião, será a consequência do que veremos no dia 15 de Outubro”, rematou Rasaque Manhique num tom confiante.

Mas a Organização da Juventude Moçambicana não quer esperar para ver no dia 15 de Outubro… “Estamos muito bem organizados, alinhados e a vitória é certa”, carimbou, Edilson Munguambe, da Organização da Juventude Moçambicana.

A campanha eleitoral para as eleições gerais inicia oficialmente a 31 deste mês.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que nas conversações que manteve com Vladimir Putin foram criadas as bases para uma cooperação económica vantajosa para os dois países. A Rússia quer investir na montagem de automóveis, nas comunicações, energia entre outros sectores.

“As condições estão criadas para o aprofundamento das relações económicas com vantagens mútuas entre Moçambique e Rússia e isto vai começar ainda este ano. Solicitamos o apoio do Presidente Putin na mobilização dos empresários russos para investir em Moçambique”, disse Nyusi.

Nas conversações com Vladimir Putin foram identificadas as áreas que a Rússia quer apostar. A industrialização de Moçambique é uma delas e por isso já estão identificadas as prioridades.

“Áreas como automóvel, equipamentos para o sector de energia, comunicações entre outros. Putin encorajou para que Moçambique continue o diálogo no processo de reestruturação ou no âmbito do relacionamento da dívida com o VTB”, acrescentou o PR.

Rússia quer colaborar com Moçambique no combate a violência armada em Cabo Delgado.

E porque agora há que acelerar o passo para a concretização das ideias, há necessidade de um segundo encontro.

“Convidamos a sua excelência Vladimir Putin para visitar Moçambique, questão que será acordada no âmbito diplomático quando houver disponibilidade dos dois lados em termos da nossa agenda”, informou o chefe do Estado, acrescentando que será uma visita histórica porque há muito tempo que não se realizava.

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