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O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

A Renamo convocou hoje a imprensa em Quelimane para reagir às declarações da nova presidente do Instituto Nacional de Estatística. Falando em nome do presidente do partido, Venâncio Mondlane disse que as palavras de Eliza Magaua são uma espécie de declaração de guerra quando diz que o desfecho do processo de esclarecimento dos dados de recenseamento em Gaza só será em Dezembro.

"Ontem recebemos esta notícias bombástica de que o esclarecimento dos dados do recenseamento só será feito em Dezembro deste ano. Portanto, aqui nós temos uma situação que é importante salientar: primeiro é que os processos eleitorais, sob o ponto de vista legal têm privilégio em relação a todos os processos normais. Significa que a PGR que recebeu a queixa-crime há mais de um mês já devia no mínimo ter notificado a Renamo para dizer em que ponto é que se encontrava a queixa-crime. A CNE que recebeu para além dos ilícitos eleitorais há mais de dois meses que nós submetemos recebeu o pedido da Renamo para a realização da auditoria, portanto, em um mês não disse absolutamente nada. Portanto, é a PGR, é a CNE que estão a servir como agentes de obstrução da justiça eleitoral. Esta é uma situação muito grave que queremos denunciar. Este pronunciamento da nova presidente do INE representa para nós uma espécie de uma declaração de guerra", disse Mondlane.

O Movimento Democrático de Moçambique diz estar a sofrer maus-tratos aos seus membros desde que a campanha eleitoral arrancou. Sande Carmona, porta-voz do partido, diz que a situação já está a afectar a “caça ao voto”

Carmona acredita que a suposta perseguição visa causar mau desempenho do partido nestas eleições.
“Em Changara, Tete, um grupo de pessoas ameaçaram o nosso vogal da Comissão Nacional de Eleições a abandonar o activismo ao MDM, sob risco de ser morto.

E na madrugada de segunda-feira, teve a sua residência incendiada, onde somente conseguiu salvar a sua família” deplorou Carmona.

“Em Macossa, na província de Manica, o nosso delegado político também teve a residência e o celeiro incendiado” acrescentou, apontando que tais situações “prendem-se com o arranque da campanha”.

O porta-voz citou, igualmente, Namaacha e Matutuine, na província de Maputo, como outros pontos do país onde os membros do MDM têm, alegadamente, sofrido sevícias.

Carmona disse que o partido já participou os casos nos comandos da PRM dos respectivos distritos, onde se deram os casos.

Esta é a primeira vez que o MDM faz denúncia sobre supostas perseguições aos seus membros, desde o arranque da campanha eleitoral, no dia 31 de Agosto.

O Movimento Democrático de Moçambique diz estar a sofrer maus-tratos aos seus membros desde que a campanha eleitoral arrancou. Sande Carmona, porta-voz do partido, diz que a situação já está a afectar a “caça ao voto”

Carmona acredita que a suposta perseguição visa causar mau desempenho do partido nestas eleições.
“Em Changara, Tete, um grupo de pessoas ameaçaram o nosso vogal da Comissão Nacional de Eleições a abandonar o activismo ao MDM, sob risco de ser morto.

E na madrugada de segunda-feira, teve a sua residência incendiada, onde somente conseguiu salvar a sua família” deplorou Carmona.

“Em Macossa, na província de Manica, o nosso delegado político também teve a residência e o celeiro incendiado” acrescentou, apontando que tais situações “prendem-se com o arranque da campanha”.

O porta-voz citou, igualmente, Namaacha e Matutuine, na província de Maputo, como outros pontos do país onde os membros do MDM têm, alegadamente, sofrido sevícias.

Carmona disse que o partido já participou os casos nos comandos da PRM dos respectivos distritos, onde se deram os casos.

Esta é a primeira vez que o MDM faz denúncia sobre supostas perseguições aos seus membros, desde o arranque da campanha eleitoral, no dia 31 de Agosto.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em Manica, acusou hoje, no decurso do quarto dia de campanha eleitoral, a Frelimo de ter incendiado residências dos seus delegados nos distritos de Macossa e Guro.

O delegado provincial do MDM naquela província referiu que no distrito de Macossa, “indivíduos foram até a casa do delegado político distrital, onde atearam fogo na sua residência e no seu celeiro, tendo na ocasião perdido todos os seus bens, sem no entanto causar vítimas humanas.

Humberto Escova, disse ainda que “já no povoado de Catunguilene, foram até a sede do partido MDM tirar a bandeira e roubar o material de propaganda política”.

Escova que revelou ter-se, nos dois caos se submetido queixa na Polícia para investigação, não descarta tratar-se de acções levadas a cabo pelo partido Frelimo, embora sem especificar as reais motivações.

Reagindo a estas acusações, Daniel Andicene, do gabinete provincial de preparação das Eleições na Frelimo em Manica, disse tratar-se “de mania da oposição sempre que se trata de campanha eleitoral”.

“Eles sempre…basta chegarmos no período de campanha, acusam a Frelimo destas acções, mas nós não estamos preocupados com isso, por entender que é pirlim-pim-pim (em alusão a brincadeiras de crianças)”, disse Andicene, avançando que neste momento o partido Frelimo está preocupado com a sua vitória.

As acusações foram feitas pelo delegado do MDM em Manica em plena campanha porta-a-porta que realizou hoje no bairro Tambara 2.

Ainda hoje, várias brigadas do partido Frelimo estiveram a caçar voto no bairro 7 de Setembro, igual bairro escalado pela Renamo.

 

O candidato do MDM Daviz Simango escalou na manhã desta terça-feira o povoado de Nicadine, distrito de Pebane província central da Zambézia.

Dados parciais de eleitores inscritos no recenseamento eleitoral de 2019 indicam que naquele distrito estão inscritos mais de 94 mil eleitores. Nicadine está localizado a 27 quilómetros da vila sede distrital de Pebane.

Daviz Simango pediu voto e prometeu mudar a vida dos moçambicanos se chegar ao poder.

"Meus irmãos a Frelimo é um partido caducado e nós precisamos de mudar a governação deste país. Vamos todos no dia 15 votar no MDM e no seu candidato aqui presente", disse Simango.

Dado importante na campanha de caça ao voto é que o candidato do MDM está a instruir os eleitores a serem vigilantes no dia de voto no sentido de evitar alegada fraude eleitoral. Explicou na ocasião a população como votar no próximo dia 15.

 

 

Presidente da República conferiu posse, hoje, à nova presidente do Instituto Nacional de Estatísticas, a quem exigiu maior domínio no manuseamento e cruzamento de dados, por evitar questionamentos

Abre-se uma nova página no Instituto Nacional de Estatísticas com a saída de Rosário Fernandes e entrada de Eliza Mónica Magaua, empossada hoje pelo Presidente da República Filipe Nyusi.

Depois de conferir posse à nova presidente do INE, o Presidente da República, Filipe Nyusi, propôs um brinde, para o qual o pretexto foi a credibilidade do INE. “Por um INE cada vez mais credível”, disse Nyusi com o copo de champagne na mão e levando à boca.

Mas antes do brinde, o Presidente já tinha feito um discurso de ocasião, onde frisava a responsabilidade que é dirigir o INE e fez exigências. “As responsabilidades que pesam sobre o Instituto Nacional de Estatísticas, decorrentes das suas atribuições e competências, são bastante importantes e exigem dos seus dirigentes e colaborados, para além de uma refinada competência técnica, muito tacto no tratamento e cruzamento de dados”, finalizou o Presidente da República.

ROSÁRIO FERNANDES EXPLICA-SE

Rosário Fernandes explicou a sua saída com a necessidade de que o Instituto Nacional de Estatísticas continue a pautar pelas “boas práticas” estatísticas sem quaisquer pressões.

É que, neste momento, os resultados do censo 2017 em Gaza não estão a coincidir com os do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, uma diferença de cerca de 300 mil pessoas. E Rosário Fernandes diz que mais do que resultados eleitorais, dados não confiáveis podem comprometer tudo o resto, desde os orçamentos aprovados, as infra-estruturas necessárias e prioritárias, bem como a alocação dos recursos do país.

“Se a ciência e técnicas estatísticas forem sufocados, colocam-se em causa as políticas públicas”, disse Fernandes, alargando as consequências da confusão dos números das estatísticas em Gaza para fora dos resultados eleitorais.

E sobre a confusão, a nova presidente do INE, Mónia Magaua, diz que até finais de Dezembro deste ano poderá terminar o trabalho que vai culminar com o esclarecimento de todas e quaisquer dúvidas relacionados com estes dados.

“Estamos a trabalhar, estamos a verificar cada uma das etapas. Há fase dos cartógrafos, há fase dos demógrafos, dos amostristas e digo que não somos só nós, mas outras instituições a trabalhar nisto”, começou a sua explicação no primeiro contacto com a imprensa enquanto presidente do INE.

No que diz respeito especificamente à instituição que passa a dirigir, Mónica Magaua diz que o trabalho que está a ser é de “criar indicadores demográficos para poder fazer as projecções da população e o término previsto é Dezembro de 2019”.

Ou seja, será depois das eleições marcadas para 15 de Outubro, o que significa que os deputados em Gaza já terão sido eleitos, embora sem tomar posse ainda.

 

 

António Muchanga escala Matola e pede voto com garantias de melhorar os serviços sociais básicos e acabar com a corrupção na província de Maputo.

Um dia depois de o líder da Renamo Ossufo Momade ter escalado Matola, a Renamo chefiada pelo seu cabeça-de-lista na corrida ao cargo de governador da província de Maputo, António Muchanga, escalou o mesmo município. O mercado da Madruga, um dos mais antigos e procurados pelos municípios da Matola e pelo público no geral, foi o local escolhido por António Muchanga onde em contacto interpessoal explicava a sua estratégia de governação para os próximos cinco anos caso seja eleito para o cargo em disputa.

Na área da educação António Muchanga promete construir escolas condignas e nenhuma criança vai estudar debaixo das árvores tal como acontece em alguns pontos da província, serão melhoradas as condições de trabalho dos professores de modo a garantirem o ensino com qualidade.

Melhores condições também serão oferecidas aos funcionários de saúde e os hospitais não terão escassez de medicamentos. A construção e reabilitação de estradas, o alargamento da rede de abastecimento de água e de corrente elétrica, a criação de mais postes de emprego para jovens em especial, são outras garantias dadas por Muchanga.

Na ocasião este corrente ao cargo de governador provincial esclareceu que o seu plano de governação será transparente e inclusivo pelo que não dará trégua a corrupção. Hoje quinto dia da campanha, o cabeça-de-lista da Renamo na província de Maputo escolheu trabalhar no distrito de Marracuene.

 

O bairro da Munhava, o mais populoso da cidade da Beira, província de Sofala, com pouco mais  de 121 mil habitantes, dos cerca de  633 mil  existente nos 26 bairros do Chiveve, continua a ser o centro das atenções dos principais partidos que concorrem para as eleições gerais naquela urbe.

Hoje, quarto dia da campanha eleitoral, tal como nos primeiros três dias, a Frelimo a Renamo e o MDM, palmilharam aquele bairro.

Lourenço Bulha, cabeça-de-lista da Frelimo, depois de nos primeiros três dias ter sido apadrinhado pelo presidente do seu partido, Filipe Nyusi, começou hoje a contactar pessoalmente os eleitores na Beira, e no bairro da Munhava, pedindo votos para o seu partido.

Bulha promete  melhorar as condições de vida da população de Sofala, garantindo investimentos nos sectores de agricultura e de  mineração facto que para ele criará novos empregos.

"A população de Sofala a semelhança de todo o pais é na sua maioria agrícola. Infelizmente as famílias estão a produzir actualmente num espaço de um hectare cerca de uma tonelada. Votando na Frelimo e no seu candidato vamos investir em técnicas agrárias e com elas
passaremos a produzir cinco toneladas de produtos diversos no mesmo hectare. Por outro lado criaremos condições para que mais jovens seja formados em áreas técnicas e partir daí haverá maior empreendedorismo e serão admitidos nas empresas que a Frelimo irá facilitar a sua criação", prometeu Lourenço Bulha.

O cabeça-de-lista do MDM em Sofala,  esteve hoje, quarto dia da campanha eleitoral no distrito de Cheringoma, há cerca de 250 quilómetros da cidade da Beira e o da Renamo reservou o dia para reflexão.

Entretanto Afonso Dhlakama Júnior e Rosália Dhlakama, filho e esposa do falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reforçaram hoje, a campanha eleitoral da perdiz na cidade da Beira. Os dois estão convictos que a Renamo sairá vencedora em Sofala e em todo o país.

A Renamo continua a priorizar contactos interpessoais para convencer os eleitores a votarem no partido e no seu candidato. A iniciativa está a ser liderada pelo delegado da cidade. João Marata, que vem prometendo melhores condições de vida aos eleitores.

"Votar na Renamo e no seu candidato é mesmo que dizer sim a uma vida melhor. A Frelimo está há 40 anos no poder e só limita a fazer promessas. Cada dia que passa a pobreza e o número de pobres tendem a aumentar no país. Um país que é muito rico em recursos minerais que infelizmente devido à péssimas políticas de governação, os mesmos recursos estão  ser dizimados por nacionais  e estrageiros e exportados. Queremos garantir que os nossos recursos sirvam as necessidades dos moçambicanos".

 

Ossufo Momade desembarcou no aeroporto de Quelimane na tarde desta terça-feira e à sua espera estavam membros e simpatizantes da Renamo encabeçados pelo cabeça-de-lista para o cargo de governador da Zambézia e actual edil de Quelimane, Manuel de Araújo. Naquele ponto do país, o candidato da Renamo promete um combate cerrado contra a corrupção caso seja eleito.

Antes de saudar a população, o candidato presidencial da perdiz falou aos jornalistas e dentre vários assuntos comentou em braves palavras a crise dentro do seu partido. Momade disse que Mariano Nhongo é um cidadão moçambicano e pede que volte à razão.

Seguiu-se uma caravana bastante concorrida, por um lado, com a população a marchar, mas também os famosos ciclistas a comporem a imagem que marca a chegada de Ossufo Momade à segunda província mais populosa do país.

Foram necessárias cerca de duas horas para chegar ao campo de Chirangano, na periferia da cidade de Quelimane…

O presidente da Renamo aproveitou a ocasião para apresentar oficialmente Manuel de Araújo como cabeça-de-lista e este por sua vez dirigiu-se em língua local aos presentes.

 

 

 

 

 

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