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O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

Passavam 20 minutos das 11 horas desta terça-feira quando Ossufo Momade e a sua caravana entravam na vila do distrito de Marracuene para o início da campanha eleitoral. 

O local escolhido para o comício foi o mercado Guazamuthini, por sinal o maior do distrito. Ossufo Momade manifestou preocupação com as condições de trabalho dos vendedores e prometeu construir bancas melhoradas e reduzir a taxa de energia eléctrica se for eleito Presidente da República.

Outra preocupação do candidato presidencial da Renamo é a falta de tratamento condigno aos doentes nos hospitais públicos. 

A esposa de Ossufo Momade também usou da palavra para pedir voto à Renamo e ao seu candidato a Presidente da República.

Já António Muchanga apresentou as linhas de governação que irá implementar no distrito de Marracuene, caso seja eleitor governador da província de Maputo. 

Além de Marracuene, a caravana da Renamo liderada pelo seu candidato presidencial fez campanha em alguns bairros das cidades de Maputo e Matola. Na quarta-feira, Ossufo Momade vai trabalhar no distrito de Boane.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, acaba de falar à nação. Na sua comunicação, Nyusi afirmou que cerca de 500 moçambicanos foram despojados dos seus bens na África do Sul, devido à onda de xenofobia que afecta aquele país.

Condenando a acção dos malfeitores que estão a causar dor aos emigrantes na África do Sul, Filipe Nyusi garantiu que o seu Governo está a acompanhar a situação com medidas capazes de proteger os emigrantes moçambicanos na terra do Rand.

De acordo com o Presidente da República, há contactos permanentes com o governo sul-africano com a finalidade de ajudar a todos os moçambicanos. Inclusive, o Governo instruiu o INGC com vista a desencadear assistência a todos em condição de vulnerabilidade que venham a ser repatriados.

Para Nyusi, a xenofobia é um acto contrário aos direitos humanos. Por isso, exorta aos moçambicanos na África do Sul e no país a absterem-se da retaliação.

Além de ajudar todos os necessitados, Nyusi reiterou, esta noite, o compromisso de proteger vidas e bens de moçambicanos na África do Sul.

 

Filipe Nyusi trabalhou hoje em Gurué e Alto Molócuè e comprometeu-se a reintegrar condignamente os homens armados da Renamo.

Em caravana com membros e simpatizantes da Frelimo seguiu do aeródromo até ao centro da cidade. E no campo municipal milhares de pessoas foram ver e ouvir o candidato da Frelimo.

Nyusi explicou aos presentes porque devem confiar nele e na Frelimo:
As infra-estruturas são outra grande aposta de Filipe Nyusi.

Depois de Gurué, Nyusi, partiu para Alto Molócuè. Aqui também milhares de pessoas foram para comício popular ouvir as promessas eleitorais do candidato da Frelimo. Filipe Nyusi falou do processo de paz e convidou mais uma vez os homens armados da Renamo a sair das matas.

Nyusi quer facilitar ainda mais o ambiente de negócios para atrair investimentos e assim criar mais empregos para os jovens.

Esta mensagem foi bem recebida por alguns jovens de Alto Molócuè, uma vez que para além da agricultura e função pública não há outras oportunidades de emprego neste distrito.

 

O Movimento Democrático de Moçambique diz que quatro jovens membros do partido foram fisicamente agredidos e duas viaturas vandalizadas por supostos integrantes do partido Frelimo, na última segunda-feira no distrito de Magude.

O MDM ao nível da província de Maputo chamou a imprensa esta terça-feira para anunciar que passados dez dias da campanha eleitoral, a mesma já está a ser manchada por agressões físicas contra os seus membros e vandalização de meios circulantes. Falando ao “O País” este partido referiu que foram quatro jovens que sofreram agressão física quando na última segunda-feira pediam voto no distrito de Magude, concretamente em Mahele, Mapulangwene e Matsandzane.

Para o MDM não restam dúvidas que os protagonistas da agressão são membros e simpatizantes do partido Frelimo que de tudo fizeram para impedir a sua caça ao voto naquele dia.

“Nossos do MDM foi atacados por membros da Frelimo em plena campanha eleitoral. Na segunda-feira, quatro jovens foram agredidos fisicamente tendo contraído ferimentos ligeiros em Mahele, Mapulangwene e Matsandzane. Fomos agredidos porque aqueles não queriam que fizéssemos a campanha naquele dia. Esta situação é lamentável e inadmissível”, contestou Renato Muelega, membro da Comissão Política Nacional do MDM.

Para além de agressão física contra os quatro jovens, os supostos membros e seguidores da Frelimo vandalizaram duas viaturas uma das quais do deputado Silvério Ronguana.

As queixas não param por aqui, o partido do galo diz-se agastado com o suposto silêncio de quem de direito, nomeadamente a Policia da República de Moçambique e a Procuradoria-geral da República.

Ainda ontem, o partido Frelimo orientado pelo seu cabeça-de-lista para a província de Maputo, Júlio Parruque, trabalhou na mais conhecida zona de João Mateus, mercado Madruga e Shoprite, onde no contacto interpessoal pedia votos aos passageiros, motoristas, vendedores quer formais, quer informais. Caso seja eleito governador da província de Maputo, Júlio Parruque prometeu ampliar o ensino técnico-profissional e garantir mais postos de trabalho para os jovens para além de melhores condições na actividade comercial.

“O partido Frelimo aposta na continuidade e nós queremos garantir um ambiente de paz, de esperança para a toda a população da província de Maputo. Temos um plano concreto para a formação de jovens e para a criação de mais postos de trabalho. Estamos preparados para continuarmos a desenvolver esta província, mas para tal precisamos do voto dos eleitores. Com a Frelimo está garantido o desenvolvimento de Maputo”, referiu Júlio Parruque.

Quem também caçou voto é a Nova Democracia que concorre para as eleições legislativas e provinciais. O cabeça-de-lista da Nova Democracia na província de Maputo pediu voto com a promessa de tornar os órgãos do Estado mais próximos da população.

 
 

 

Algumas vítimas do ciclone Kenneth, nos distritos de Ibo e Quissanga, centro de Cabo Delgado, não estão a receber donativos, alegadamente porque pertencerem à Renamo

A denúncia foi feita pelo partido dirigido pelo Ossufo Momade, nesta terça-feira, 10 de Setembro, na cidade de Pemba,  numa conferência de imprensa convocada pelo partido.

“O Governo da Frelimo, ao nível dos distritos de Ibo e Quissanga, usa os  donativos para fins de campanha  eleitoral, o que e condenável e abominável”, criticou Mustagibo Bachir, membro da Comissão Política da Renamo, que avançou à imprensa o que considerou ser prova da denúncia do seu partido.

Segundo a fonte,  “os chefes de postos administrativos, localidades e de aldeias falam publicamente, em campanha eleitoral, que só recebe donativos aquele que é membro  da Frelimo”.

De acordo com as acusações da Renamo, recentemente, nos locais acima referidos, vários membros do partido que foram vítimas do ciclone Kenneth, não receberam arroz de doação.

Entretanto, além de vítimas dos Kenneth, a perdiz denunciou igualmente tortura  psicológica e humilhação pública aos idosos beneficiários do subsídio social, membros do seu partido.

“No acto de pagamento dos subsídios sociais, o chefe da aldeia de Zaulane, no posto administrativo de Murrebue, distrito de Mecúfi, ameaça os idosos cortar os benefícios, caso não renunciem a Renamo”, acusou Mustaagibo Bachir.

No décimo primeiro dia da campanha eleitoral, em Cabo Delgado, os jovens da Frelimo, marcharam por algumas artérias do bairro de Natite, na cidade de Pemba, ate ao famoso mercado do Mbanguia, onde deixaram varias promessas aos vendedores e clientes, e pediram voto para o partido e para o candidato à presidência da República, Filipe Nyusi.

“Aqui no bairro de Natite, foram construídas algumas pontes que resolveram o problema de transitabilidade, e por isso acreditamos no nosso partido e nosso candidato para resolver outros problemas que continuam a afectar os moradores, explicou secretário da Organização da Juventude de Moçambique na cidade de Pemba”, Joel Amba, acompanhado de outros jovens da Frelimo.

Entre as promessas feitas pela juventude para convencer ao eleitorado, constam as vias de acesso, solução para água potável, e emprego para reduzir os elevados níveis de desemprego na província de Cabo Delgado.

O MDM e o seu cabeça-de-lista, José de Jesus Avelino, escolheram o 11º dia da campanha eleitoral para o pedido de voto no distrito de Ancuabe.

No entanto, na cidade de Pemba, outros membros e simpatizantes do partido, estiveram ocupados em preparativos para a recepção do seu presidente, Daviz Simango, que devera chegar a Cabo Delgado, na próxima quinta-feira, 12 de Setembro, onde terá o seu primeiro contacto directo com o eleitorado da província.

 

 

A China quer partilhar com Moçambique as estratégias para erradicar a pobreza. Para o efeito, uma delegação do parlamento chinês está no país e, na manhã de hoje, foi recebida pela Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo.

Com os homólogos da Assembleia da República (AR), os membros do parlamento chinês querem aprimorar as relações de cooperação, que duram há quarenta anos. Para a troca de experiências, deixam a garantia de transmitir a Moçambique, as estratégias para erradicar a pobreza, uma vez que a China tem conseguido bons resultados nessa área.

“Um dos principais elementos que abordamos na nossa conversa é a eliminação da pobreza. Pensamos que este aspecto é pertinente, uma vez que todos os governos têm pensando nisso, por estar ligada a estabilidade social, como é o caso de provisão as populações, do abrigo, da comida, e de todas as condições básicas para sobreviver”, disse Wu Yuliang que integra a delegação.

“Esperamos que no futuro, os nossos governos trabalhem em conjunto para melhorar a vida dos dois povos,” acrescentou Yuliang.
Já do lado moçambicano, a expectativa é enorme, na experiência a trocar com a China.

“Sabemos que em 2020 a China vai declarar pobreza erradicada, em parte considerável naquele país. Portanto, queremos colher as experiências e sobre como devemos aplica-las aqui no nosso país” declarou o deputado Edmundo Galiza Matos, que preside a liga parlamentar de amizade, solidariedade e cooperação Moçambique-China.

Além das conversações de âmbito parlamentar, a delegação do parlamento chinês quer inteirar-se do sistema judiciário moçambicano, bem como pretende colher experiências sobre o funcionamento da Polícia da República de Moçambique.

 

O cabeça-de-lista da Frelimo Daniel Chapo, que concorre para a sua própria sucessão está na cidade da Maxixe para o trabalho de caça ao voto.

Na manhã desta segunda-feira Daniel Chapo manteve um encontro com líderes comunitários para ouvir destes os principais pontos a serem colocados no seu programa de governação.

Na tarde do mesmo dia, Daniel Chapo manteve um encontro popular no Bairro Magul na mesma Cidade, onde explicou com detalhe os programas de governação do partido, que prevê a construção de várias infra-estruturas sociais, com destaque para o novo Hospital Provincial de Inhambane, escolas e mercados.

Já esta noite, Daniel Chapo vai encontrar-se com agentes econômicos de Inhambane para ouvir suas contribuições para o seu programa de governação.

 

 

O candidato presidencial da Renamo escalou hoje o distrito da Manhiça, província de Maputo, para pedir votos. Ossufo promete melhores salários, emprego para os jovens e combate a corrupção.

Ao décimo dia da “caça” ao voto, o Presidente da Renamo, Ossufo Momade escolheu Manhiça, um distrito com 214,751 habitantes de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, para namorar o eleitorado.

Chegou aguardado por centenas de pessoas ao longo da Estrada Nacional Número Um. Fez uma passeata por aquela via e pelas ruas da vila municipal distribuindo panfletos e deixando a seguinte mensagem: “vote em Ossufo Momade, vote na mudança”.  

O ponto de paragem foi o mercado Wa Nkakana, onde Momade interagiu com os munícipes da Manhiça, prometendo melhores salários aos funcionários públicos e combate cerrado a corrupção caso vença as eleições de 15 de Outubro. “Nunca, nunca devem confiar naqueles que eu não quero dizer o nome aqui. Aqueles são ladrões e corruptos, só querem encher os seus bolsos.

Podem ouvir eles a chorarem a vossa frente, serão lagrimas de crocodilos”, disse Momade, prometendo medidas sérias e muito rigor no combate a práticas corruptas, não só no distrito da Manhiça como em todo o país. “Eles não tem sentimento”, acrescentou, exemplificando “O Chang está aonde? É um peixe miúdo mas há tubarões que estão sentados lá nos palácios. Queremos que aqueles também entrem nas cadeias. Para que sejam julgados por terem provocado uma divida que não aplicaram aqui em Moçambique. Por isso nós dizemos que ninguém deve pagar essa dívida. Eles merecem castigo”, considerou.

Quanto as condições de trabalho e pagamento no aparelho do Estado disse: “O funcionário do aparelho do Estado deve ter bom salário e não aquilo que estamos a receber agora. Um salário que não chega para nada e por isso em casa os filhos não tem comida. Os polícias devem receber, os enfermeiros e médicos não podem mais sofrer. Na educação os professores não conseguem concentrar-se em melhorar a qualidade de ensino porque recebem mal”.

Do mercado Wa Nkakana, a caravana seguiu pelas ruas da vila, entretanto pelo percurso surgiu uma confusão. Membros da Frelimo, trajados de roupas do partido terão provocados os integrantes da comitiva da Renamo tendo começado uma sessão de pancadaria. Resultado: uma motorizada da Frelimo ficou com o farol e os espelhos retrovisores partidos, uma viatura de uma militante foi batida por paus e dois militantes dos dois partidos envolveram-se em luta física.

O presidente do partido e sua caravana só voltaram a parar no mercado aeródromo onde Ossufo Momade voltou a falar dos seus propósitos, caso vença as eleições gerais de 15 de Outubro próximo. “Hoje para comprar tomate temos que ir para a África do Sul, enquanto aqui em Moçambique temos terras, rios, água, mas esse governo não tem boas políticas. Por isso temos que mudar e mudar para melhor”, afirmou.

Momade usava sempre da ocasião para apresentar António Muchanga, como candidato da Renamo a governador da província de Maputo. Hoje, o candidato presidencial da Renamo trabalha no distrito de Marracuene, com o mesmo objectivo de pedir votos ao eleitorado de Maputo província.

 

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