Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

O candidato presidencial do partido Acção do Movimento Unido para Salvação integral, AMUSI, retomou actividade de caça ao voto fora da capital provincial. Mário Albino que interrompeu a sua viajem a província do Niassa devido ao ataque de um autocarro no distrito de Malema, mudou de direcção preferindo manter-se por alguns dias em Nampula, onde a partir desta terça-feira visita os distritos costeiros da província.

Mário Albino escalou a Ilha de Moçambique, Mossuril, Nacala e Memba.

No percurso, Mário Albino teve uma paragem no posto administrativo de Anchilo onde saudou a população local e falou das razões que o levam a concorrer ao cargo de presidente da República.

Mário Albino explicou como se deve votar e indicou a sua posição e a do seu partido no boletim de voto. Contudo, o candidato do Amusi não deixou de lamentar referindo estar a registar grandes constrangimentos.
 
 

A Renamo e MDM acusam a Frelimo de influenciar autoridades dos bairros para recolherem cartões de eleitor em alguns pontos da província de Maputo.

Ao décimo sétimo dia da campanha eleitoral a Renamo convocou uma conferência de imprensa para denunciar ilícitos eleitorais cometidos por supostos chefes de quarteirões orientados pelo partido Frelimo.

O cabeça-de-lista do MDM, Augusto Pelembe, diz que os ilícitos acontecem sob um silêncio de quem de direito.
Enquanto a oposição se queixava, a Frelimo pedia votos no contacto interpessoal no bairro Ndlavela, na Matola prometendo emprego e serviços sociais básicos.

 

Terminou hoje o périplo pela província de Cabo Delgado do candidato da Frelimo, Filipe Nyusi que durante três dias escalou sete distritos. Em Mocímboa da Praia o candidato da Frelimo falou do gás natural e da distribuição da riqueza que resultará da exploração daquele importante recurso no vizinho distrito de Palma, naquela província.

Filipe Nyusi começou por dizer que o gás é de todos os moçambicanos e que o dinheiro resultante da sua exploração tem de servir todo o país, tal como serve o país inteiro a captura do camarão, o carvão mineral de Tete, a energia eléctrica de Cahora Bassa, os sistemas ferro-portuários do centro, sul e norte do país.

A seguir disse que o seu Governo pretende usar o dinheiro que será gerado pela exploração daquele hidrocarboneto para diversificar a economia através do financiamento à transformação da agricultura facilitando o acesso a maquinaria agrária por parte dos agricultores, provimento de insumos agrícolas, formação de técnicos, construção de regadios, barragens e represas, mas também de industrialização do país em vários domínios incluindo o agro-processamento.

A construção de estradas, pontes e outras infra-estruturas essenciais para a dinamização da economia é outra aposta. O candidato da Frelimo diz que a Frelimo aprendeu dos vários países do mundo que fizeram depender as suas economias em hidrocarbonetos e nos dias que acabam ou os preços baixam entram em crise, pelo que a diversificação da economia deverá ser o ponto forte do seu executivo.

O candidato da Frelimo defende ainda que o dinheiro não deverá ser usado todo ele para os projectos acima descritos, pelo que o seu Governo defende a criação do Fundo Soberano para poupar e reinvestir em áreas rentáveis que poderão multiplicar o dinheiro que deverá servir as futuras gerações. Nyusi disse que nesta altura está a ser debatido como irá funcionar esse fundo, porque o dinheiro deve estar protegido para que não seja usado para fins ilícitos e que beneficiam apenas algumas pessoas tal como se viu em alguns países, entretanto não citou nenhum. Mas também deverá se evitar que se use o Fundo Soberano para financiar projectos duvidosos que não irão trazer quaisquer benefícios ao país.

A outra dimensão apontada pelo candidato da Frelimo é a promoção do conteúdo local. Nyusi diz que o seu Governo negociou com as multinacionais que exploram o gás natural para contratarem empresas moçambicanas no fornecimento de bens e serviços aos seus projectos.

Actualmente a Anadarko disponibilizou três mil milhões de dólares e o consórcio liderado pela ENI e Exxon Mobile também deverão disponibilizar o mesmo valor para o seu projecto. Nyusi acredita que assim as empresas nacionais poderão ganhar mais robustez e poderão ter capacidade para empregar mais pessoas.

Na ocasião esclareceu que até ao momento tudo isso são previsões uma vez que ainda não está a jorrar gás natural na bacia de Rovuma e que é preciso que os moçambicanos tenham paciência.

Filipe Nyusi falou ainda da situação dos ataques de insurgentes naquela região, condenou os ataques e garantiu que as Forças de Defesa e Segurança estão no terreno a perseguir os malfeitores de modo a neutraliza-los e proteger as comunidades.

Ainda hoje o candidato da Frelimo trabalhou nos distritos de Muidumbe e Mueda. Em Muidumbe falou das obras do seu Governo que permitiram construir hospitais, edifícios onde funcionam o Governo distrital, pequenos sistemas de abastecimento de água, extensão de energia eléctrica. Em Mueda milhares de pessoas receberam o filho da casa que igualmente falou dos esforços em curso para reabilitar o Sistema de abastecimento de água, expansão dos serviços de saúde com construção de centros de saúde e as obras da Estrada Mueda-Negomano. Esta Quarta-feira Filipe Nyusi tira um dia de descanso.

 

A Acção do Movimento Unido para Salvação Integral, AMUSI sente-se mais galvanizada e procura neste momento ganhar o tempo perdido.

O candidato presidencial do Amusi, Mário Albino que só agora recebeu os fundos para a campanha eleitoral, continua optimista e assegura que vai conseguir escalar diferentes pontos da província e do país.

Depois da disponibilidade dos fundos, o candidato presidencial do partido Acção do AMUSI iniciou a sua digressão para os distritos do interior para a seguir chegar a vizinha província do Niassa, facto que não aconteceu devido ao ataque ao Autocarro em Malema.

Só na manhã desta segunda-feira começou o processo de distribuição de material de propaganda. Mário Albino que sente galvanizado avança que vai continuar dentro da província de Nampula. Albino, refere haver ainda tempo para espalhar o seu manifeste eleitoral.

Refira-se que a regularização de dados bancários do seu partido levaram ao atraso no desembolso dos fundos destinados ao financiamento da campanha eleitoral pela Comissão nacional de eleições.

 

Joaquim Chissano disse hoje, que os moçambicanos devem concentrar-se na campanha eleitoral e que a violência que tem sido gerada é de pessoas com mau carácter. Chissano acredita que tudo poderá correr bem, ate ao dia da votação.

“Os que fazem violência são pessoas com mau carácter, não são boas pessoas. Mesmo assim, eu penso que vamos chegar ao fim da campanha e realizarmos as eleições. Pessoas de mau carácter não podem nos impedir de fazer o que é bom. Vamos nos concentrar na campanha e não nos deixemos distrair. Que todos partidos e cidadãos cooperem”, disse Chissano.

Ainda na tarde de hoje, o presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, reuniu-se, com funcionários públicos, da cidade de Maputo. O antigo presidente da República pediu aos funcionários que afluam as urnas no dia 15 de Outubro e votem em Filipe Nyusi.

Joaquim Chissano juntou no mesmo local funcionários públicos provenientes de diversas instituições e, num discurso curto e directo, deixou dois pedidos. O primeiro foi o seguinte: “Ninguém deve faltar, vamos todos votar”.
O segundo foi mais direcionada e sem muitos detalhes, porque tudo parecia que o auditório já esperava. “Lá votem certo”.

Os funcionários públicos garantiram que darão vitória à Frelimo e Filipe Nyusi, de uma forma consciente e sem qualquer coação, diz o primeiro secretário do partido na cidade.

 

 

Ossufo Momade escalou esta segunda-feira o posto administrativo de Mongoé, distrito de Milange. Em todo o distrito de Milange estão em disputa pouco mais de 390 mil votos. Ossufo Momade promete trabalhar em áreas de desenvolvimento social para a população daquele posto administrativo.

Mongoé é uma das zonas onde durante a guerra civil a Renamo estabeleceu a sua base de guerrilha. Aqui Ossufo Momade incidiu o seu discurso no sector agrícola.

Ossufo Momade também falou de preços de produtos agrícolas. Sucede que os Malawianos entram no país para comprar produtos mas estes é que ditam os preços.

Ossufo Momade prometeu erguer fábricas de processamento de produtos agrícolas se chegar ao poder.

Esta terça-feira Ossufo Momade vai trabalhar no distrito da Maganja da Costa.

 

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, denunciou este domingo, a existência de membros da Frelimo que estão a inviabilizar a sua campanha eleitoral em alguns pontos do país.
 
A denúncia foi feita na vila autárquica de Milange, província da Zambézia, onde se encontra em trabalho de caça ao voto.
 
Segundo Momade, a situação registou-se na vila sede distrital de Nicoadala e, neste domingo a situação ocorreu na vila autárquica de Milange.
 
O líder da perdiz disse que a situação compromete os acordos de paz e de reconciliação nacional assinados recentemente em Maputo entre ele e o Presidente da República, Filipe Nyusi.
 
"Vou contactar pessoalmente Filipe Nyusi sobre este assunto, porque não faz sentido que estejam a inviabilizar a nossa campanha porque um grupo da Frelimo não respeita o estado de direito democrático" frisou.
 
Ainda assim Ossufo Momade diz que não vai recuar e vai trabalhar comprometido com a paz.

O candidato presidencial da Frelimo escalou na manhã deste domingo, o distrito de Namuno, em Cabo Delgado, em mais uma “caça ao voto”. Filipe Nyusi comprometeu-se a mobilizar mais apoios para o sector privado, agricultura, energia e outros serviços básicos.

Em mais um dia de campanha eleitoral, a famosa “onda vermelha” da Frelimo, encabeçada pelo seu candidato presidencial às eleições gerais de 15 de Outubro próximo, prometeu colocar o distrito de Namuno, em Cabo Delgado, na rota do desenvolvimento no próximo ciclo governamental.

Caso seja reconduzido ao segundo mandato, Filipe Nyusi já tem alguns projectos socioeconómicos em carteira para Namuno, com destaque para a instalação de uma central solar.

A ideia, segundo o candidato da Frelimo à ponta vermelha, é construir uma central solar semelhante com a de Mocuba, na província da Zambézia.

Nyusi inaugurou a central de Mocuba em Agosto passado. Trata-se de um empreendimento com 126 hectares, com a capacidade de 40 megawatts que serão injectados na rede eléctrica nacional.

A central solar de Mocuba irá produzir energia limpa para fornecer anualmente 175 mil clientes.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz estar preocupada com o nível de ilícitos e violência eleitorais que marcaram a primeira quinzena da campanha em curso.

A inquietação foi expressa no último sábado, num encontro que juntou membros da CNE e os mandatários dos partidos políticos concorrentes às eleições de 15 de Outubro próximo.

De acordo com dados avançados pelo presidente daquele órgão eleitoral, até ao último sábado tinham sido registados em todo o país, 33 casos de ilícitos eleitorais que se caracterizaram por “destruição de cartazes e panfletos, violação da liberdade de reunião, ofensas corporais voluntárias, pancadaria em cruzamentos de caravanas”, situação que para a CNE são incompreensíveis.

“Olhamos com maior preocupação a constatação de algumas situações que decorrem à margem da lei que, face ao nível de maturidade democrática em que nos encontramos como nação, já não se justificam” disse Abdul Carimo, presidente da CNE.

Das estatísticas da primeira quinzena de campanha, constam ainda situações trágicas que já levaram a morte de 14 pessoas e dezenas de feridos. Das vítimas mortais, 10 resultaram de um incidente ocorrido semana finda no Estádio 25 de Junho, em Nampula, no final de um showmício do candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi, e quatro foram provocados por um acidente de viação numa caravana de campanha do partido no poder, ocorrido no distrito de Gondola, província de Manica.

A CNE olha com preocupação para o que ainda resta do tempo da campanha e espera que os membros e simpatizantes dos partidos e coligações concorrentes ao escrutínio, saibam tirar ilações do balanço da primeira quinzena e mudem de postura, cumprindo integralmente e rigorosamente a legislação e o código de conduta eleitoral.

“Olhamos com muita apreensão os próximos cerca de vinte e oito dias, ávidos e com sentimento de querer corrigir, que aguardamos que todos tenham o sentimento correctivo, entre outros, a constante obstrução, a colagem de panfletos sobre os de outrem, a colagem de cartazes em locais proibidos por lei” exortou Carimo.

Refira-se que, como resultado dos ilícitos já registados, os órgãos eleitorais dizem que houve 29 pessoas detidas.

+ LIDAS

Siga nos