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O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, responsabilizou a Frelimo, hoje, pelo incêndio à casa da mãe do cabeça-de-lista da Zambézia, Manuel de Araújo. Momade disse que o partido no poder pretende desmoralizar a “perdiz” de fazer parte da campanha eleitoral para as eleições de 15 de Outubro.

Ossufo Momade considerou que o incêndio à casa da mãe de Manuel de Araújo é parte de uma velha artimanha da Frelimo para enfraquecer a Renamo.

Aconteceu o mesmo com o falecido líder Afonso Dhlakama, “em Zimpinga, quando saía de Chimoio”, província de Manica.

À data dos factos, a Frelimo acusou publicamente a Renamo de ter tentado assassinar o próprio líder. “Hoje a mesma Frelimo quer responsabilizar a Renamo pelo atentado à casa da mãe do nosso futuro governador. São eles que fazem tal prática. Eles (os da Frelimo) são maus, ouviram bem?", disse Ossufo à população que se fez em massa no comício por si orientado no campo da vila sede de Pebane.

"Nós não vamos recuar. Eles querem nos tirar a moral de continuarmos a trabalhar para colocarmos o nosso governador nesta província", afirmou Ossufo, cujo discurso foi em língua local, para passar a sua mensagem de “caça ao voto” ao eleitorado daquele ponto de de Pebane.

O candidato voltou a prometer melhorar a educação, agricultura e outros sectores se for eleito Presidente da República no dia 15 de Outubro.

O candidato da Frelimo trabalha desde hoje na província de Niassa. A porta de entrada foi a cidade de Cuamba e depois o distrito de Mecanhelas. Nos dois distritos a oposição tem estado a crescer nos últimos anos, tendo em 2018 a autarquia de Cuamba ter ficado com a oposição e em 2014, Mecanhelas também votou tal qual Cuamba. Nyusi quer mudar esta tendência, por isso, manteve a mesma estratégia que vem usando desde que iniciou a campanha, que é escalar os locais onde a oposição tem sido forte.

E para forçar a mudança do sentido do voto, o candidato tem apontado as dificuldades que as autarquias que estão a ser governadas pela oposição estão a enfrentar para dizer aos eleitores que se não apostarem nele e na Frelimo nada garante que os projectos de desenvolvimento que o seu Governo está a implementar vão continuar.

Em Cuamba apontou as obras de ampliação do Hospital Distrital, a construção do troço da Estrada que sai do Rio Lúrio até Cuamba, de Cuamba a Lichinga e o projecto da Estrada Cuamba-Marrupa que podem ficar paralisados se ele e a Frelimo não renovarem os seus mandatos. Por outro lado, apontou a entrada em funcionamento do Sistema de abastecimento de água que é um dos maiores do país, para mostrar que quando promete cumpre.

Ainda hoje o candidato Nyusi foi trabalhar em Mecanhelas. Orientou um comício popular onde condenou a onda de violência que tem caracterizado a campanha eleitoral, aponta os países vizinhos que raramente registam níveis de violência semelhante a que se regista em Moçambique em momentos eleitorais.

Falou do seu projecto de criação de 3 milhões de empregos e financiamento a agricultura. Disse que a aposta vai para a formação profissional para que os jovens ganhem habilidades nas áreas de serralharia, electricidade, construção civil, carpintaria entre outros para que possam responder à demanda de emprego que poderá surgir no país com entrada de cada vez mais investimentos. Apelou ao aumento à produção, até porque o seu Governo vai criar condições para que os agricultores tenham acesso a insumos agrícolas, máquinas agrícolas e o mercado. Diz ter conseguido que empresas chinesas possam comprar o tabaco, o feijão boer, a soja e o gergelim produzidos por agricultores moçambicanos, pelo que do lado dos cidadãos nacionais só precisam esmerar-se para aumentarem a produção.

E mais uma vez usou o projecto da reabilitação e entrada em funcionamento da linha férrea de Entre Lagos como exemplo de que quando promete cumpre, a entrada em funcionamento de uma agência bancária é outro exemplo, a construção de três pequenos sistemas de abastecimento de água, a construção da Escola Secundária de Chiúta e a entrega de 6 mil carteiras a diferentes escolas daquele distrito, são realizações que podem ser verificadas no terreno.

Depois do comício Filipe Nyusi, visitou o mercado de Mecanhelas. O candidato interagiu com os vendedores, serralheiros, mecânicos entre outros e exibiu-os como os principais beneficiários da sua iniciativa de criação de empregos, porque pretende financiá-los e capacitá-los para que possam ter capacidade para empregar outras pessoas e melhorar a qualidade do trabalho que fazem, podendo crescer e alcançar o nível de pequenos empresários. Estima-se que no país existam mais de 11 milhões de pessoas que trabalham no sector informal e mais de 6,5 milhões de desempregados, número que Nyusi quer reduzir pela metade ao longo dos próximos cinco anos.

 

António Muchanga da Renamo, Augusto Pelembe do MDM e Galiza Matos Júnior, em representação de Júlio Parruque da Frelimo, estiveram hoje, num debate eleitoral, que contou com a participação de estudantes e membros de Organizações da Sociedade Civil.

A deia do debate foi permitir que os cabeças-de-lista que concorrem para Assembleia Provincial de Maputo fossem confrontados após apresentação de suas promessas eleitorais.

Num debate organizado pela Sociedade Aberta e o Centro de Desenvolvimento Urbano, representantes dos três principais partidos tiveram a oportunidade de vender as suas promessas eleitorais aos estudantes e Organizações da Sociedade Civil.

Augusto Pelembe, cabeça-de-lista do MDM para a província de Maputo, foi o primeiro a apresentar o manifesto do partido, tendo dito que, se for eleito governador, vai apostar na educação e agricultura.

Galiza Matos Júnior, em representação de Júlio Parruque, cabeça-de-lista da Frelimo, falou de projecto de cidades para a província de Maputo.

António Muchanga, cabeça-de-lista da Renamo, prometeu apostar na construção de casas para jovens e criação de emprego.

Os cabeças-de-lista foram também confrontados pela plateia.

Os organizadores, Sociedade Aberta e o Centro de Desenvolvimento Urbano, prometem trazer mais debates envolvendo cabeças-de-lista que concorrem noutras províncias.

 

A Amnistia Internacional (AI) apela aos partidos políticos que concorrem às eleições de 15 de Outubro para respeitarem os direitos humanos.

"Os partidos políticos e candidatos que disputam as eleições têm de se comprometer com uma cultura de respeito pelos direitos humanos", apelou o diretor regional da AI para a África Austral, Deprose Muchena.

O movimento considera que à medida que se aproximam as eleições, os activistas, jornalistas e dirigentes da sociedade civil "estão a enfrentar mais riscos" pelo que os concorrentes às eleições "devem levar a sério" o assunto.

"O respeito integral pelos direitos humanos de todas as pessoas deve ser a nova pedra angular do Moçambique pós-eleições. Tudo o que seja menos não é aceitável", concluiu o diretor.

No dia 15 de Outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, 10 governadores provinciais, 250 deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais.

As próximas eleições gerais serão as sextas no país, desde a introdução da primeira Constituição da República multipartidária, em 1990.

No décimo oitavo dia da campanha eleitoral, o candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, trabalhou  na vila sede da Maganja da Costa, onde estão recenseados mais de 97 mil eleitores.

Porque a região está localizada na costa, o candidato da Renamo prometeu, se for eleito presidente da República, criar incentivos para apoaiar actividade pescatoria.

"Eu sei que aqui vocês têm muito peixe e se nós ganharmos as eleições vamos apoiar com meios para desenvolverem vossa actividade com dignidade".

O candidato prometeu, igualmente, criar emprego. " Votem na Renamo e no Ossufo Momade porque nós vamos criar postos de trabalho. Se me perguntarem como será possível, eu vou responder que o país é rico e tem condições para fazer a devida distribuição da renda e gerar oportunidades de emprego para todos".

Na vila sede da Maganja da Costa, Ossufo Momade, membros e simpatizantes da Renamo fizeram uma passeata. Momade disse que pretende mudar a vida dos Moçambicanos.

Num ambiente de festa, a Frelimo escolheu o bairro Habana 2 na Cidade da Maxixe para mobilizar o eleitorado. Alcinda de Abreu, membro da Comissão Política daquele partido começou por explicar aos presentes como votar no seu partido e no respectivo candidato.

Alcinda de Abreu apelou na ocasião a presença em massa nas Mesa a de voto para garantir a vitória.

Ao som da música típica de Zavala, o Partido de Reconciliação Nacional, escolheu o mercado Dumbanengue na Cidade da Maxixe para apresentar o seu cabeça-de-lista Mineses Naife, que prometeu na ocasião mais investimento para a juventude.

Quem também escolheu Maxixe foi o cabeça-de-lista da Renamo Daniel João, que trabalhou no interior do distrito onde foi pedir voto porta a porta.

 

 

 

O cabeça-de-lista da Renamo na província de Maputo, António Muchanga, diz que tem projectos concretos para a restauração do tecido industrial na Matola. Já Augusto Pelembe, cabeça-de-lista do MDM promete governar sem corrupção caso seja eleito governador da província de Maputo

Num dia em que o cabeça-de-lista do partido Frelimo para a província de Maputo, Júlio Parruque, não foi à rua para pedir votos, tendo-se dedicado para trabalhos internos do seu partido, o da Renamo para o mesmo espaço eleitoral, António Muchanga, começou esta terça-feira as suas actividades na avenida das indústrias onde no contacto interpessoal ia explicando a sua estratégia de governação para os próximos cinco anos caso seja eleito governador desta província.

António Muchanga diz que já tem em mão projectos que possam restaurar as indústrias que outrora colocaram bem alto o nome de Moçambique na região, no continente até mesmo no mundo. Sem revelar quais são os referidos projectos, Muchanga disse que todas as indústrias paralisadas nesta avenida como por exemplo a Vidreira, IMA, ECOME, CAJU, entre outras voltarão a funcionar e desta forma terão emprego os jovens que mesmo com qualificações literárias consideráveis estão abraçados com o desempregado.

“Matola é desde muito considerado maior parque industrial do país devido ao número de indústrias que possui, não se justifica que tenhamos indústrias como a Vidreira, ECOME, IMA, CAJU estejam paralisadas sem a devida explicação. A Renamo tem solução deste problema, estas industrias voltarão a funcionar e haverá emprego para toda a população da Matola e do resto da província de Maputo”, referiu o cabeça-de-lista da Renamo na província de Maputo.

O partido da perdiz deu ainda promessas de reduzir o Imposto sobre o Valor Acrescentado, IVA, para que a população desta província tenha o poder de compra, melhorar os salários dos funcionários públicos, saúde e a educação sobretudo o ensino primário.

Augusto Pelembe que é cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique pela província de Maputo, também trabalhou na Matola concretamente no bairro de Matola Gare onde porta-a-porta e no contacto interpessoal pedia votos com promessas de uma governação sem corrupção e abrangente. Garantiu que com o MDM a governar a província de Maputo todos os jovens terão oportunidades iguais sobretudo na luta pelo emprego.

“Queremos acabar com os corruptos e ladroes que há mais de 40 anos atrasam a vida dos moçambicanos. Os jovens terão emprego sem olharmos para a sua cor partidária”, disse Augusto Pelembe, cabeça-de-lista do MDM na província de Maputo.

Quem também pediu votos deixando promessas de defender os interesses do povo é o cabeça-de-lista da Nova Democracia, Salomão Muchanga, que concorre para a Assembleia da República.

“Nós da Nova Democracia queremos trazer mudanças no nosso parlamento, não queremos ter deputados que egoístas, queremos sim, ser aqueles que vão defender os interesses dos cidadãos incansavelmente”, disse.

 

 

A missão de observadores eleitorais da União Europeia (MOE-EU) apelou hoje aos partidos políticos que participam no processo eleitoral em curso no país, para tomarem medidas visando controlar as emoções dos militantes, de modo a travar a violência que caracterizou a primeira quinzena da campanha eleitoral.

Em entrevista à nossa reportagem, a chefe-adjunta da MOE-EU, Tânia Marques, fez uma breve análise ao primeiro terço da campanha que ficou marcada por alguns episódios de violência, fatalidades e ilícitos eleitorais, e deixou um apelo aos partidos políticos.

“Entramos no segundo terço da campanha eleitoral e mais de metade do período ainda está por vir e é importante que os partidos políticos tomem aqui uma posição de pacificar os seus membros e simpatizantes, para que haja respeito pelas liberdades, pelos direitos políticos de cada um, para que esta campanha de 2019 não seja marcada pelos primeiros 15 dias” exortou.

A MOU-EU está em Moçambique a convite do governo para avaliar o processo eleitoral.

Com 32 observadores em todas as províncias do país, a missão, chefiada por Nancho Sánchez Amor, membro do Parlamento Europeu, está atenta a todo o processo, desde a campanha eleitoral, a votação, o desempenho de todos os actores envolvidos (incluindo a sociedade civil), o financiamento, bem como o recenseamento eleitoral que foi dos primeiros momentos do processo.
"O mandato da Missão consiste em analisar o processo eleitoral em todos os seus aspectos, à luz das normas internacionais em matérias de eleições democráticas e da legislação moçambicana" explicou a adjunta chefe da missão.

O relatório de avaliação preliminar será divulgado logo após o dia da votação, enquanto o final, que vai incluir as respectivas recomendações, será divulgado, no mínimo, dois meses depois.

Recenseamento eleitoral

A MOU-EU diz estar atento ao desenrolar do processo em torno do recenseamento eleitoral, cujos resultados de algumas províncias foram questionados.

Tânia Marques não quis tecer comentários a cerca das polémicas e disse que a Missão que representa está a acompanhar o processo, que está actualmente no fórum judicial.

"A questão do recenseamento eleitoral não está totalmente decidida. Há ainda uma instituição que tem que dar uma tresposta (PGR). O que a Missão, e toda a gente espera, é que seja uma resposta atempada e que, de facto, consiga dar resposta às dúvidas levantadas" frisou.

 

Daviz Simango diz que a província do Niassa não pode continuar esquecida, por isso pediu à população dos distritos de Ngauma e Mandimba para no dia 15 de Outubro votar em si e no MDM para levar o desenvolvimento à população daquele ponto do país.

A província do Niassa, no extremo noroeste do país, é a mais extensa com 129 000 km2 e a menos povoada, com 14 habitantes por km2.

A população, na sua maioria vive na pobreza absoluta. Os números do último Inquérito ao Orçamento Familiar, do Instituto Nacional de Estatística, falam por si: Niassa é a província que mais gasta com produtos alimentares por pessoa, apenas 4,7% dos agregados familiares têm acesso a fontes de água canalizada para beber e 88% dos agregados familiares vivem em casas com cobertura de capim.

Em mais um dia de campanha eleitoral, candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango procurou capitalizar estes indicadores para convencer a população que esta província foi esquecida pelo actual governo.

Depois deste ponto, a caravana liderada por Daviz Simango seguiu para o distrito de Mandimba que fica próximo da fronteira com o vizinho Malawi. Perante jovens, o candidato presidencial do MDM pediu voto e prometeu melhorar as condições de vida da população.
Esta quarta-feira, Daviz Simango termina o seu périplo pela província do Niassa no distrito de Mecanhelas e parte para Zambézia, entrando pelo distrito de Milange.
 

 

 

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