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Chapo exige um secretariado mais eficiente no encerramento do CC da Frelimo

A Quarta Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo chegou ao fim. No discurso de encerramento, o presidente do partido, Daniel Chapo, exigiu ao secretariado mais dinâmica e eficiência, à altura dos desafios actuais que Moçambique enfrenta No derradeiro momento da Quarta Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo, Daniel

A Bancada Parlamentar da Frelimo, reagindo em nome dos seus 171 deputados e do povo moçambicano que representa, saudou, esta segunda-feira, o que considera histórico e patriótico encontro realizado na noite de domingo, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o candidato nas eleições de Outubro de 2024, Venâncio Mondlane .

“Depois de meses marcados por inquietação, actos de vandalismo, destruição de património público e privado, e limitações à livre circulação de cidadãos inocentes, este encontro vem restaurar a fé dos moçambicanos no poder do diálogo, na reconciliação e no compromisso com a paz”, adianta a nota de imprensa, na qual ainda se lê: “Este momento simbólico e profundamente necessário, aguardado com esperança e ansiedade por mais de 30 milhões de moçambicanos, representa um virar de página e um passo firme em direcção à estabilidade, à unidade e ao progresso. Moçambique merece a paz. Moçambique exige entendimento. A FRELIMO  anseia por um futuro onde todos, independentemente das suas diferenças, possam contribuir para o bem comum”.

De acordo a Bancada Parlamentar da Frelimo, Daniel Chapo tem reiterado, com serenidade e firmeza, a sua total abertura ao diálogo inclusivo e construtivo, como pedra angular de uma governação participativa e virada para o desenvolvimento. “O gesto de encontro entre os dois líderes, ocorrido no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, simboliza uma vitória do povo, da maturidade política e da responsabilidade patriótica”.

Na mesma nota, pode-se ler que a Bancada Parlamentar da Frelimo encoraja os dois líderes e demais actores políticos a privilegiarem sempre o caminho do diálogo, da reconciliação e do entendimento mútuo, pois só assim Moçambique poderá florescer em paz; só assim os moçambicanos poderão trabalhar, produzir e viver com dignidade; só assim poderemos continuar a consolidar a nossa jovem democracia e a construir o país próspero que todos ambicionam.

“Aos moçambicanos de todo o território nacional e na diáspora, deixamos uma palavra de esperança: o futuro constrói-se com coragem, com tolerância e com espírito de unidade nacional. Que este encontro inspire outros gestos nobres e patrióticos em todos os níveis da nossa sociedade”, termina a Bancada Parlamentar da Frelimo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou, esta segunda-feira, uma visita de Estado de três dias à província de Niassa, com um comício popular na capital, Lichinga. Diante de uma multidão entusiasmada, adianta uma nota de imprensa, o Chefe de Estado reafirmou o compromisso de governar junto do povo e para o povo, destacando a importância da paz e da reconciliação como pilares para o progresso nacional.

“No dia 15 de Janeiro, durante a nossa tomada de posse, dissemos que vamos governar perto do povo, vamos governar com o povo, vamos governar para o povo e vamos governar como povo, é por isso que estamos aqui”, declarou o Presidente, que agradeceu à população de Lichinga e de toda a província de Niassa pelo apoio,

sublinhando que a sua visita inclui reuniões com diversas entidades, como empresários, líderes comunitários e a realização de uma sessão do Conselho de Ministros, para avaliar o desenvolvimento da região.

Segundo a nota de imprensa, a população de Lichinga teve a oportunidade de expressar suas preocupações, destacando a necessidade de redução do custo de vida e combatendo casos de corrupção na atribuição de vagas na Função Pública e em instituições de ensino técnico. Apesar desses desafios, os cidadãos também reconheceram os avanços já registados na governação actual, demonstrando confiança nos esforços do Executivo.

Durante o comício, Daniel Chapo transmitiu felicitações aos moçambicanos que celebram o Ramadão e a Quaresma, além de homenagear as mulheres pelo mês de Março. “Viemos dizer muito obrigado à população de Lichinga, muito obrigado à população de Niassa. E trazemos aqui algumas mensagens”, afirmou, antes de apresentar os ministros que o acompanham na visita e anunciar a realização da sessão do Conselho de Ministros em Lichinga esta semana.

O Chefe de Estado abordou avanços na gestão pública, incluindo a resolução de preocupações dos funcionários públicos e antigos combatentes sobre o pagamento de pensões. Contudo, reconheceu que ainda há desafios a serem superados.

Chapo enfatizou a paz como o pilar fundamental para o desenvolvimento, alertando que “não se desenvolve um país com violência, porque violência gera violência. Não se desenvolve um país com ódio, porque o ódio gera ódio. Não se desenvolve um país com maldade, porque maldade gera maldade”.

Chapo destacou a importância do diálogo e da reconciliação, incentivando os moçambicanos a promoverem a paz no seio familiar, nas comunidades e em todas as esferas da sociedade. “Temos que nos unir entre moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, e perceber que quando temos preocupações, desavenças, ninguém deve fazer justiça pelas próprias mãos, pois temos instituições”, reforçou.

O Presidente abordou ainda o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, assinado em 5 de Março, como um passo crucial para garantir a estabilidade do país após as eleições. Sublinhou que o acordo é apenas o início de um processo que visa envolver todas as forças vivas da sociedade moçambicana e instou a população a participar activamente.

No seu discurso, também reconheceu os progressos alcançados desde a independência nacional, mas ressaltou a necessidade de continuar investindo em infra-estruturas essenciais como água, energia, estradas, escolas e hospitais. “É por 

isso que estamos aqui, para continuarmos a trabalhar com o nosso povo para trazermos mais água, mais energia, mais escolas, mais medicamentos”, afirmou.

Para concluir, Chapo destacou o potencial agrícola da província de Niassa como uma oportunidade para a criação de empregos para os jovens e reafirmou o compromisso do governo no combate à corrupção. “Temos que continuar mais unidos, trabalhar para que haja paz e reconciliação, para que haja perdão entre os moçambicanos, porque só assim vamos construir Moçambique”, finalizou. 

O Presidente da Confederação das Associações Económicas, Agostinho Vuma, diz esperar que o encontro entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane não seja apenas mais um diálogo, mas “seja uma efectiva estabilização”. 

Agostinho Vuma reagiu, esta segunda-feira, ao encontro ocorrido ontem entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane. Vuma explicou que a preocupação do sector privado, neste momento, é “a nova maneira de estar, que se instalou depois da crise pós-eleitoral”, e reconheceu a importância do encontro para a estabilização do país.    

“Temos todos os dias agitações sociais, que mostram que também temos a obrigação de promover a concórdia entre nós, mas também passar a mensagem. Mas sem dúvida nenhuma que a mensagem  do pacto  a sair do encontro de ontem, do ex-candidato presidencial e do presidente Chapo tem um peso específico enorme para estabilização do nosso país e do tecido empresarial”, disse. 

O sector privado espera que o encontro traga soluções e não seja “mais um diálogo”. “Temos um pouco por todos dias agitações (…) que não mostram uma concórdia, uma melhoria do ambiente de fazer negócio tão rápido, mas a mensagem que pode sair desses dirigentes colectivos, também vai fazer uma grande diferença”, concluiu. 

 

O académico Lourenço do Rosário diz que é preciso que Venâncio Mondlane “ponha os pés no chão” e perceba que para ser oposição tem de juntar-se aos partidos políticos que assinaram o acordo, “para dar substância aos partidos e ao mesmo tempo ser legitimados por eles”. Do Rosário diz ainda que Venâncio Mondlane tem a base social que falta aos outros partidos. 

Lourenço do Rosário reagiu, esta segunda-feira, ao encontro ocorrido ontem entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane. Em entrevista ao “O País”, do Rosário disse que houve um desequilíbrio durante a assinatura do acordo entre os partidos políticos e o Presidente da República. 

O acordo político assinado com os partidos políticos tinha um peso desequilibrado, porque, do lado da Frelimo, tinha todo protagonismo  de ter um presidente que é Presidente da República e um secretário geral de uma máquina que se chama Frelimo. Os outros partidos foram assinar aquele acordo com um sentimento de orfandade, porque não tinham base social. Portanto, eram partidos, são partidos políticos reconhecidos, mas, no contexto actual, depois das eleições de 9 de Outubro, estes partidos não têm base social. A base social estava com Venâncio Mondlane”, disse o académico. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se ontem, domingo à noite, com Venâncio Mondlane, antigo candidato presidencial, num encontro que visou abordar os desafios políticos do país e reforçar o compromisso com a reconciliação nacional.

De acordo com um comunicado da Presidência da República partilhado na madrugada desta segunda-feira, a reunião decorreu em Maputo e insere-se na agenda política recente do Chefe de Estado, “que tem privilegiado o diálogo com diversas forças políticas”.

A Presidencia diz que o encontro acontece num contexto de maior mobilização para um diálogo nacional inclusivo. Segundo o documento, “este compromisso visa estabelecer princípios e diretrizes para um diálogo nacional inclusivo, abordando questões essenciais como a revisão constitucional e a governação”, um processo que envolve partidos com representação nas diferentes instâncias legislativas do país.

O comunicado destaca que “o gesto do Presidente da República de dialogar com Venâncio Mondlane simboliza a vontade de construir pontes e promover um diálogo aberto e construtivo.” A Presidência sublinha que esse esforço será determinante para restaurar a confiança nas instituições democráticas e assegurar um ambiente político estável.

Na sequência da assinatura recente de um compromisso político entre o Governo e vários partidos, diz o comunicado, a iniciativa tem sido apresentada como um passo para estabilizar o ambiente político e abrir caminho para discussões estruturais sobre temas como revisão constitucional e governação.

Com a Assembleia da República ainda por se pronunciar sobre o documento que formaliza este compromisso, o “encontro entre Chapo e Mondlane reforça a tendência de maior abertura ao diálogo. Para alguns observadores, a continuidade destes encontros será determinante para restaurar a confiança nas instituições democráticas e assegurar um ambiente político estável”.

O Presidente da República está de visita de trabalho à República da Namíbia, onde participará na cerimónia de Investidura de Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah, Presidente eleita daquele país. A deslocação do Chefe de Estado coincide com as celebrações do 35º aniversário da independência namibiana, marcando um momento de relevância histórica e diplomática para a região austral de África.

A cerimónia de investidura de Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah reveste-se de grande significado para a Namíbia e para o continente africano, uma vez que a nova Chefe de Estado se torna a primeira mulher a assumir a Presidência do país. Foi eleita a quinta Presidente da República da Namíbia, o que faz com que a sua posse represente um marco no fortalecimento da participação feminina na liderança política da região.

De acordo com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuel dos Santos Lucas, o programa oficial inicia esta quinta-feira, primeiro dia da visita, com um banquete oferecido pelo actual Presidente namibiano aos Chefes de Estado presentes na cerimónia. 

Durante a sua estadia em Windhoek, Daniel Chapo manterá encontros com outros Chefes de Estado e de Governo presentes na cerimónia. Estas interacções servirão, segundo a ministra, para reforçar os laços diplomáticos e discutir temas de interesse mútuo, alinhados com a cooperação regional e os desafios comuns enfrentados pelos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu nesta quarta-feira, em cerimónia oficial, as Cartas Credenciais de três novos embaixadores acreditados em Moçambique: Satu Lassila, da Finlândia; Tran Thi Thu Thin, da República Socialista do Vietname; e Rostylay Tronenko, da Ucrânia. Durante os encontros, foram abordadas questões centrais sobre cooperação bilateral, destacando-se áreas como educação, digitalização, agricultura e apoio ao sector privado.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, destacou as relações históricas entre Moçambique e a Finlândia. “Sua Excelência o Presidente da República e a embaixadora passaram em revista a cooperação e estas relações históricas que temos com a Finlândia. Há muitas áreas que nós cooperamos com a Finlândia, mas hoje identificaram áreas que são vitais para Moçambique, e uma das áreas é educação”, afirmou, em declarações à imprensa no final da cerimónia.

A educação técnico-profissional foi um dos temas centrais das discussões, com a Finlândia a comprometer-se em apoiar a formação de jovens moçambicanos para facilitar sua inserção no mercado de trabalho. “A Finlândia vai também agora concentrar-se na área da educação, mas técnico-profissional, para poder dar oportunidade aos jovens a terem um instrumento para depois criarem o seu próprio emprego ou serem empregues pelo sector privado”, frisou a ministra.

Outro aspecto destacado na reunião foi a digitalização, uma área na qual a Finlândia é uma referência mundial. O país europeu pretende apoiar Moçambique na modernização dos serviços administrativos e no desenvolvimento tecnológico. Além disso, foram identificadas oportunidades na agricultura e na inovação.

Sobre a cooperação com o Vietname, a ministra sublinhou a história de colaboração entre os dois países, com ênfase na educação técnico-profissional e vocacional. “Vietname tem-nos apoiado na área da educação, e Sua Excelência o Presidente da República enfatizou a área de educação, mas educação técnico-profissional e vocacional”, disse.

O Vietname também manifestou interesse em expandir a cooperação na agricultura, além de se envolver no processo de digitalização da administração pública moçambicana. O sector privado vietnamita, já presente no país, pretende investir ainda mais nas áreas de recursos minerais e agricultura.

Em relação à Ucrânia, a ministra salientou o contributo do país na formação de quadros moçambicanos, tanto a nível militar como académico. “A Ucrânia sempre formou os nossos quadros, não só a nível militar, mas também a nível da formação clássica, educação”, destacou, acrescentando que mesmo após a eclosão da guerra, o país continua comprometido com a educação dos moçambicanos.

A produção de cereais foi outro ponto relevante na discussão com o embaixador da Ucrânia. “A Ucrânia é conhecida no mundo pela produção de cereais, como milho, arroz, trigo; então também foi um compromisso que o embaixador teve aqui com Sua Excelência o Presidente da República para poderem trabalhar nesta área da agricultura”, revelou a ministra.

No final dos encontros, o Presidente trocou impressões com os diplomatas sobre as reformas em curso em Moçambique, apelando ao apoio dos países da União Europeia, incluindo a Finlândia, para a promoção do diálogo inclusivo no país. Além disso, agradeceu as mensagens de felicitação enviadas pelos Chefes de Estado dos três países pela sua eleição como Presidente da República de Moçambique.

O número de mulheres assassinadas na província de  Sofala, pelos seus parceiros, é preocupante. Dados actualizados apontam para seis vítimas mortais só este ano. A última foi encontrada sem vida no sábado passado, depois de ter sido dada como desaparecida do convívio familiar há cerca de uma semana. 

De visita à  cidade da Beira, Chakil Aboobacar, secretário-geral da Frelimo, referiu que os casos de feminicídio derivam de conflitos passionais sem consenso, considerando que é urgente que os mesmos sejam imediatamente denunciados para que não cheguem ao extremo, com a morte de mulheres. 

“A pessoa que pratica feminicídio, neste caso, tem sido os homens, dão sinais, não acontece por acaso. É importante que as mulheres criem o hábito de denunciar. Por vezes, há uma forma de falar, há um gesto agressivo  e há sempre aquela expectativa de que não vai fazer mais, não vai acontecer mais. Acontece a primeira vez, acontece a segunda, acontece a terceira e a mulher não denuncia. De forma fatal, às vezes, temos acompanhado esses casos de que acabaram cometendo homicídio”, notou. “Então, o nosso apelo para a nossa mulher foi criado.  Há uma secretaria que atende a mulher especificamente para denunciar esses conflitos. Que a mulher denuncie. A questão da agressão à mulher é uma coisa que não deve ser permitida na sociedade actual. As pessoas têm que falar, têm que conversar”, apelou.

Aboobacar  falava durante a celebração do dia da OMM, apelando, na ocasião,  que as mulheres continuem a contribuir na construção de uma nação mais unida. E a mulher compreende a maioria do povo moçambicano.”Estamos convosco, contamos convosco”. 

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, condenou, hoje, a participação das mulheres nas manifestações violentas, que culminaram com saques e destruição de bens públicos e privados. Mariazinha Niquisse falava, este domingo, na praça da OMM, durante as celebrações dos 52 anos de criação da organização.

Canta-se Samora, canta-se Josina, recorda-se, neste domingo, o longínquo 16 de Março de 1973, o nascer da Organização da Mulher Moçambicana, OMM.

Várias gerações da OMM juntaram-se, nesta manhã, para marcar a efeméride, com a deposição de flores, presidida pela Secretária-geral da organização, em representação a Primeira-dama.

Após o encontro, Mariazinha Niquice destacou a importância da paz na edificação de uma sociedade justa.

“Usamos a ocasião para condenar veementemente as manifestações violentas e chamar a todos os moçambicanos  para maior união, em prol do desenvolvimento do nosso país. Violência e destruição nunca foram o caminho para o entendimento entre moçambicanos. Diálogo sim   e a conversa entre nós é o que devemos privilegiar para manter o nosso país em paz e a desenvolver”, disse Mariazinha Niquisse, secretária-geral da OMM. 

Para Niquisse os 52 anos da OMM devem servir para recordar as mulheres sobre o seu papel na sociedade.

“52 anos depois da fundação da OMM, assumimos que devemos continuar a dar o nosso melhor para glorificar os ideais que guiaram a origem da OMM: a necessidade de remover todos os obstáculos que impedem o desenvolvimento da mulher (…) Vemos as mulheres em frente a actos que escandalizam o nosso país, porque não é nossa cultura ver mulheres envolvidas nesses actos. A nossa cultura é vermos a mulher a desenvolver o nosso país e educar a nossa sociedade. Falo de  alcoolismo (…) Nós dizemos: greve sim, porque está na constituição, mas uma manifestação que está organizada e pacífica”, acrescentou Niquisse. 

A ministra da Educação, por sua vez, apontou para educação da mulher como um desafio, 52 anos depois.

“Nós como sector da Educação, estamos lá a lutar. A nível do ensino primário estamos próximos da paridade, mas a nível do ensino secundário temos mais meninas, e estamos a trabalhar no ensino técnico para termos mais meninas  a abraçarem as áreas de ciências naturais, estamos a falar de engenharia, de matemática e tecnologias” disse Samaria Toveja. 

Para o primeiro-secretário da Frelimo, a nível da capital, as mulheres devem ajudar-se mutuamente para o bem comum.

“O que nós temos estado a assistir é que o papel da mulher, de forma mais inclusiva e interventiva, tem ajudado aquelas que ainda não estão devidamente engajadas, para que elas possam assumir os seus deveres e obrigações, num sentido mais patriótico. Por esta via, darem a contribuição de forma proactiva  e não reactiva”, disse o Primeiro-secretário da Frelimo na cidade de Maputo. 

A OMM foi criada durante a luta de libertação de Moçambique, como braço civil feminino da Frelimo, com o objectivo de promover a educação e emancipação das mulheres.

 

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