Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O Presidente da República disse, na comunicação à Nação, que há um certo relaxamento na prevenção da COVID-19, por parte dos moçambicanos. Como forma de garantir o bem-estar dos moçambicanos e impedir que a pandemia se expanda por todo o país, decidiu prorrogar o Estado de Emergência até dia 30 de Maio.

Ao iniciar a sua Comunicação à Nação, o Presidente da República reconheceu que, durante os 30 dias do primeiro período do Estado de Emergência, cada moçambicano mostrou-se interveniente activo na prevenção e luta contra o Coronavírus.

Mas o número de pessoas que saem de casa à procura de serviços não essenciais aumentou. Há ainda pais e encarregados de educação que não controlam os seus filhos/educandos, permitindo que eles estejam na rua. Sobre estes aspectos, Filipe Nyusi apelou para maior consciência dos pais sobre a pandemia.

Volvido mês de Estado de Emerência, o Governo concluiu, após várias análises e consultas, que o cumprimento de medidas ainda requere mais esforços.

“Precisamos fazer muito mais” para eliminar os focos de contaminação, sobretudo porque há gente que continua a fazer viagens que não são de extrema necessidade.

As pessoas contaminadas não são apenas números, mas vidas humanas que é preciso proteger.

Ao tomarmos esta decisão temos a noção de que mais dias difíceis estão por vir e é preciso proteger os moçambicanos. Estas medidas e outras só podem produzir resultados se houver cumprimentos escrupuloso. Por isso, “vamos ficar em casa”. E acrescentou o Presidente da República, dizendo que a prorrogação do Estado de Emergência tem como propósito salvar vidas humanas.

Os ministros do Interior, Amad Miquidade, e da Defesa Nacional, Jaime Neto, apresentaram hoje um balanço das ofensivas das FDS contra os terroristas do Estado Islâmico, durante o mês em curso, na província de Cabo Delgado.

De acordo com dados apresentados, durante o habitual briefing do Conselho de Ministros, 129 terroristas foram abatidos em quatro operações das FDS, nos distritos de Muidumbe, Ibo e Ilha das Quirimbas.

“No dia 7 de Abril de 2020 foram abatidos 39 terroristas, numa tentativa de ataque a aldeia de Muidumbe” informou Amad Miquidade.

A segunda ofensiva ocorreu três dias depois (10 de Abril) e culminou com a morte de “59 (terroristas) como resultado de um ataque que protagonizaram a Ilha Quirimba”.

Já na transição de 11 para 12 do mês em curso, outros “30 insurgentes, numa tentativa de ataque a Ilha do Ibo”.
De acordo com o relato do ministro, o último golpe registou-se no dia 13, durante uma patrulha das FDS.
“No dia 13 de Abril, numa missão de patrulha das Forças de Defesa e Segurança, foi capturada uma embarcação a vela, diverso material bélico e de comunicação, e posto fora de combate, um insurgente, durante a sua tentativa de fuga” anunciou o ministro, sem revelar a existência ou não de baixas, do lado das tropas governamentais.
De acordo com Miquidade as “pesadas” baixas que os insurgentes “vêm sofrendo” terão sido o motivo do massacre do passado dia 8 de Abril, na aldeia de Chitaxi, distrito de Muidumbe,  que vitimou 52 civis.

“Este massacre surge como lição as pesadas baixas que os terroristas têm estado a sofrer, como resultado da pronta resposta das Forças de Defesa e Segurança” concluiu Miquidade.

Apesar desta percepção, o ministro disse ter sido destacada uma equipa para, ao detalhe, apurar as circunstâncias do massacre dos 52 civis na aldeia de Xitachi.

Situação sob controle

Instado a avaliar a situação actual em Cabo Delgado, Amad Miquidade disse que as FDS tem a situação controlada e já fizeram o mapeamento das bases dos terroristas, preparando-se para mais uma ofensiva.
“A situação de Cabo Delgado, neste momento, está sob controle, o que é que quer isto dizer: Identificamos onde o inimigo se encontra. Quais são as suas bases, quais são os seus acampamentos e os seus movimentos. Enquanto isso, as Forças de Defesa e Segurança estão, estrategicamente, preparando-se para mais uma ofesniva” revelou o ministro.

Tolerância zero a actos de “subversão”

Durante a sua comunicação, o Ministro do Interior atacou o que chamou de actos de “desinformação”, protagonizados por “alguns órgãos de informação” e “porta-vozes”.
“Alguns órgãos de comunicação social e porta-vozes têm estado a reportar ou a divulgar informações que colocam em causa a credibilidades das missões combativas das Forças de Defesa e Segurança, por difundirem, a partir de fontes não credíveis, informações manipuladas sobre a situação real das suas acções, desinformando desta forma, a sociedade moçambicana e o mundo em geral”, acusou o ministro.

De forma mais directa, Amad Miquidade apontou o dedo ao porta-voz da Renamo, José Manteigas, e deixou um aviso de que acções de subversão não serão toleradas.
“As Forças de Defesa e Segurança condenam, com veemência, as declarações do porta-voz do partido Renamo,  que acusa o Estado moçambicano, de assassinar civis, numa tentativa clara, de fazer um aproveitamento político”.

As FDS “reafirmam que não tolerarão estes actos de subversão que pretendem desviar o foco da sua missão de defender a pátria e da desvalorização da nobre missão que, com sacrifício, as Forças de Defesa e Segurança cumprem” alertou.

 

 

O dirigente do maior partido da oposição diz que o Estado de Emergência ora em vigor deve ser acompanhado de medidas de apoio aos mais vulneráveis. Água, luz e portagens deviam ser gratuitos e devia haver créditos bonificados para empresas.

Há menos de uma semana para o fim do Estado de Emergência declarado a 30 de Março, o presidente da Renamo defende que se prolongue as medidas em vigor e justifica que seria esta uma “forma de evitar que atinjamos o nível quatro, o chamado ‘lock down’, o que no nosso entender será catastrófico para todo Moçambique”.

Arrola várias medidas de apoio aos moçambicanos enquanto o Estado de Emergência vigorar, como é o caso de isenção do pagamento pela água potável, energia eléctrica, taxas de portagem, redução da taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), criação de linhas de crédito com juros bonificados ou prestação de garantias a conceder através dos bancos comerciais para as empresas que produzem para o sector da saúde por um período de um ano.

Sobre a prevenção, diz que se deve “mobilizar, imperativamente, todos os meios ociosos, como viaturas, instrumentos e equipamentos de comunicação de massas, megafones e outros para sensibilizar a população sobre as medidas de prevenção”, além de utilização dos meios e serviços do Serviço Nacional de Salvação Pública para ajudar a desinfectar as ruas e espaços públicos.

Chama atenção à actuação da Polícia, que considera violenta para o cidadão indefeso.

“Condenamos o aumento da viol6encia contra a população indefesa, em nome do combate à pandemia do novo Coronavírus. Somos contra os excessos e abusos praticados pela Polícia, que teima em ser político-partidária e somos, igualmente, contra as detenções arbitrárias sob qualquer pretexto”.

O presidente da Renamo alerta que o partido no poder, a Frelimo, está a se aproveitar do “momento de dor e tão difícil para fazer propaganda político-partidária forçada envolvendo multidões, numa clara violação às medidas impostas pelo estado de emergência, como aconteceu recentemente num dos mercados da cidade de Nampula, envolvendo membros do partido no poder”.

 

“Reactivação de esquadrões da morte colocam em causa acordos sobre paz”.

Em conferência de imprensa sem direito a questões, Ossufo Momade falou também de alegada reactivação de esquadrões da morte e perseguição aos membros da Renamo, o que entende colocar em causa os acordos fechados com o Presidente da República.

Ossufo Momade desafia o Presidente da República e a comunidade internacional a averiguar os casos.

Momade termina dizendo que o silêncio de Filipe Nyusi, perante alegados assassinatos, pode significar que não tem voz perante as Forças de Defesa e Segurança.

O Presidente da República fez, esta noite, a partir da Presidência da República, na cidade de Maputo, uma comunicação à Nação. No seu discurso, Filipe Nyusi afirmou que o Governo executou as acções programadas para este período. Ainda assim, Moçambique tem grandes desafios, como acabar com a situação dos ataques terroristas em Cabo Delgado, que, segundo o Presidente, procuram minar a soberania do país.

Na sua comunicação, Filipe Nyusi disse que os moçambicanos sempre conseguiram estar unidos e defender a pátria nos momentos derradeiros, daí que as adversidades actuais não irão comprometer o sucesso dos objectivos de desenvolvimento do país.

No balanço dos 100 dias de governação, o Presidente da República referiu-se aos ataques esporádicos em Manica que limitam a mobilidade das pessoas. Igualmente, Nyusi falou da desmilitarização e integração dos membros da Renamo como uma acção prioritária do Governo.

Filipe Nyusi disse que o Governo promoveu, nestes 100 dias de Governação, o emprego, construiu infra-estruturas de desenvolvimento, deu assistência social a milhares de moçambicanos na pobreza e concluiu 28 escolas, entre secundárias e primárias.

Sob o lema “Zero Malária, começa comigo”, o mundo celebra hoje, sábado, o dia Mundial de Luta contra a Malária.

Em mensagem, Filipe Nyusi, reafirmou a responsabilidade e compromisso como Governo na luta contra a Malária, e apelou a todos os moçambicanos a renovarem os esforços empreendidos ao longo dos anos, na luta e prevenção contra a Malária, que continua a assistir-se, de forma preocupante, o aumento de casos e enchentes nas unidades sanitárias com maior destaque para as consultas de enfermarias de crianças.

Porque as celebrações deste ano acontece numa altura em que o mundo, incluindo o nosso país, é assolado pela pandemia do novo Coronavírus, o Presidente da República diz há necessidade de se redobrar as medidas de prevenção, seguindo as boas práticas de protecção contra o novo Coronavírus recomendadas pelas instituições de saúde.

“Exorto a todos os moçambicanos para que não percamos o foco das nossas atenções em todos os momentos onde as prioridades podem se alterar. Enquanto nos precavermos da COVID-19, vamos todos continuar a dar o nosso contributo individual e colectivo nesta luta contra a Malária. Com as medidas bem conhecidas vamos fazer triunfar a luta contra a Malária contribuindo desta forma para o nosso bem-estar. A malária para além de causar luto doença, pobreza nas famílias e interfere negativamente no desenvolvimento económico e social do nosso país”, disse Filipe Nyusi.

 

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, completa hoje, 25 de Abril, 100 dias de Governação desde a investidura ao cargo, no dia 15 de Janeiro de 2020.
 
Por ocasião da efeméride, o Chefe do Estado moçambicano irá proferir na segunda-feira, dia 27 de Abril de 2020, uma Comunicação à Nação, para partilhar com os moçambicanos o estágio actual, perspectivas e desafios da sua governação.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, promoveu, através de despacho presidencial, cinco oficiais da Polícia da República de Moçambique (PRM) à patente de adjunto do Comissário da Polícia e um ao posto de comodoro.

 

Trata-se de Lurdes Afonso Mabunda Espada, Inácio João Dina, Assane Fikir Nyito, Ania Jagaje Mussa e João Pedro Nhanombe, de acordo com um comunicado enviado ao “O País”. A sua ascensão à categoria em alusão decorreu “sob proposta do ministro do Interior e ouvido o Conselho Nacional de Defesa e Segurança”.

Lurdes Mabunda é directora nacional do Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência na PRM.

Inácio Dina é director da Ordem e Segurança Pública no Comando Provincial da PRM, em Manica, desde ano passado. Foi, entre outros cargos, chefe do Departamento de Relações Públicas e porta-voz do Comando-Geral da PRM.

João Pedro Nhanombe foi director da Ordem e Segurança Públicas da PRM na província de Tete.

Em despacho presidencial separado, o Chefe de Estado promoveu, igualmente “sob proposta do ministro do Interior e ouvido o Conselho Nacional de Defesa e Segurança”, o capitão-de-mar-e-guerra, Aníbal Rafael Chefe, ao posto de comodoro.

 

 

A segunda maior força politica no país, liderada pelo Ossufo Momade, acusa as Forças de Defesa e Segurança de assassinar cidadãos indefesos incluindo seus membros na província de Cabo Delgado. José Manteigas, acrescenta que a PRM tem estado a violar o Estado de Emergência na sua actuação.

O maior partido da oposição, chamou esta quinta-feira jornalistas para em conferência de imprensa denunciar a suposta violência e abusos das Forças de Defesa e Segurança contra cidadãos em quase todo o país, com destaque para assassinatos que se registam na província de Cabo Delgado.

Segundo o porta-voz da Renamo, José Manteigas, os assassinatos registaram-se nos dias 12 e 16 de Abril corrente.

“Uma embarcação transportando pessoas e mercadorias de Pemba para Ibo foi interceptada por elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Depois de um simulado interrogatório, arrastaram a embarcação para baixo da ponte cais e disparam contra todos os ocupantes o que causou a morte de vários concidadãos.

Na Ilha do Ibo, elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique balearam os seus ocupantes que resultou na morte de dois, nomeadamente, Muemede Ali Mbaile e Bachir Muemede Cudeda. Deste acto macabro sobreviveu o proprietário e tripulante da embarcação, Amade Culanda”.

A Perdiz, acrescenta ainda que no distrito do Ibo, elementos das FADM dirigiram-se ao restaurante do cidadão Selemane Idi, onde expulsaram o guarda do estabelecimento, arrombaram a porta, consumiram bebidas alcoólicas e saquearam géneros alimentícios.

Manteigas manifestou a sua preocupação com a actuação da Policia da República de Moçambique.

“É ainda muito preocupante o modo de actuação da PRM um pouco por todo o país, neste período de quarentena, em obediência ao Estado de Emergência. Agentes desta corporação assassinam cidadãos indefesos à luz do dia, sem nenhuma razão plausível, como aconteceu a dias na cidade da Beira. Para além deste crime hediondo, a mesma Policia faz detenções pouco claras e curiosamente faz vista grossa à violação do Estado de Emergência”.

Diante destas situações a Renamo questiona, “Se a Policia mata, os militares matam e os insurgentes matam, quem vai os proteger? Triste e lamentavelmente, o Porta-voz da Policia oculta estes e outros actos criminosos que se assemelham aos dos insurgentes”.

O porta-voz da Renamo exorta o Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança a agir no sentido de mandar parar os supostos assassinatos.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, convocou hoje, a Sessão do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), para avaliar o Estado de Segurança no país.

Na ocasião, o CNDS vai fazer o balanço do Estado de Emergência decretado pelo Chefe de Estado, no âmbito da prevenção e contenção da propagação da COVID-19.

Esta é a segunda Sessão Ordinária desde a tomada de posse do CNDS, órgão dirigido pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.

+ LIDAS

Siga nos