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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, hoje, no seu Gabinete de trabalho, os antigos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

De acordo com uma nota de imprensa enviada à nossa redacção, o encontro tinha como objectivos consultas e troca de pontos de vista sobre o desenvolvimento do país e em particular, sobre o papel da política externa nacional na promoção do bem-estar dos moçambicanos, agora e no passado.

“Os antigos titulares da diplomacia moçambicana, aproveitaram a ocasião para saudar ao Chefe de Estado pelos sucessos alcançados na condução dos destinos do país, permitindo que apesar de inúmeros desafios se caminhe para o alcance dos objectivos preconizados no programa de governação”, avança a nota de imprensa da Presidência.

Os antigos Ministros encorajaram o Presidente da República a continuar a manter a agenda da política externa do país de servir o interesse nacional, buscando cada vez mais amigos e parcerias com outras nações e instituições internacionais, com realce para os países da SADC.

“Os antigos governantes agradeceram ao Chefe de Estado pela abertura e mostraram-se disponíveis a contribuir com o seu saber e experiência para a solução, através da diplomacia, dos múltiplos desafios do país”, lê-se na nota.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, manteve, hoje, uma conversa telefónica com o seu homólogo do Malawi, Lazarus Chakwera, na qual os dois estadistas partilharam assuntos de interesse comum para os dois países

Durante a conversa, o Chefe do Estado moçambicano reiterou a sua felicitação a Lazarus Chakwera pela eleição ao cargo de Presidente da República do Malawi.

Nyusi saudou o estadista malawiano pelo 56º aniversário da independência da República do Malawi, comemorada esta segunda-feira, e agradeceu o convite formulado para participar nas celebrações centrais da efeméride.

Os dois estadistas analisaram igualmente questões sobre o combate à COVID-19, tendo o Presidente Nyusi partilhado a experiência de Moçambique na luta contra esta pandemia planetária, segundo um comunicado enviado ao “O País”.

Por seu turno, o Presidente Chakwera explicou ao Chefe do Estado moçambicano que está a tomar diversas medidas, razão pela qual decidiu cancelar a cerimónia de grande dimensão de celebração do aniversário da Independência do seu país, que estava prevista para ter lugar no Bingu National Stadium.

Ainda na conversa, os estadistas manifestaram o interesse de desenvolver relações de cooperação no âmbito da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), particularmente como irmãos naturais.

Outro tema que mereceu maior atenção dos dois governantes foi a cooperação no âmbito da Defesa e Segurança, com destaque para o combate ao terrorismo, onde o Presidente Lazarus Chakwera condenou as acções terroristas no norte do país, e manifestou o seu apoio de modo a garantir a paz na região, lê-se no documento.

Nyusi manifestou o interesse pessoal de cooperar com o Presidente malawiano e convidou-o a visitar Moçambique, logo que as condições estiverem criadas.

 

Muxúngue, posto administrativo de Chibabava, que foi um dos principais epicentros do último conflito armado, entre os anos 2012 e 2016, acolhe desde esta quinta-feira mais uma fase do processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração dos antigos guerrilheiros da Renamo, um processo que iniciou em Julho do ano passado, em Satungira.

Os primeiros 40 guerrilheiros, dos 251 que passarão a vida civil em Muxúngue, chegaram ao campo preparado para a cerimónia, ido da base de Mangomonhe, cerca das nove horas.

No primeiro contacto com o Grupo de Monitoria e Verificação, composto por altas patentes das Forças de Defesa e Segurança e da Renamo, os guerrilheiros foram sensibilizados em torno das medidas de prevenção da COVID-19.

De seguida, um a um foram encaminhados para o interior do campo referido, passando antes pelo processo de lavagem das mãos e rastreio. Foram colocados na sala de espera, onde receberam instruções da Comissão dos assuntos militares sobre todo o processo de DDR, um processo que compreende duas fases distintas. A primeira é o registo dos combatentes.

“Tal como a emissão de Bilhetes de Identidade para os que não possuem ou para os que perderam. Temos aqui uma equipa da Direcção de identificação Civil que vão emitir os Bilhetes. Temos igualmente uma equipa do registo e notariado para atender aqueles que perderam toda a sua documentação um processo que passará pela emissão de cédulas pessoais. Serão emitidos NUITS e cada combatente será registado num banco e terá um telefone com o seu respectivo número de telefone. Esta fase culminará com a abertura de contas bancárias, através das quais os combatentes irão se beneficiar dos subsídios a que têm direito”, explicou Sansão Sigauque, do grupo de DDR.

Concluído este processo, que deverá durar uma semana, os guerrilheiros regressam às suas bases e ficam a aguardar pela  segunda fase, que passa pela entrega das armas e passagem a vida civil, já com toda a documentação pronta.

“Os passos subsequentes são de entrega dos kits e todos os pacotes de reintegração social, consoante a escolha de cada um, olhando para o que foi preconizado e acompanhamento dos combatentes as suas zonas de origem ou indicadas por eles”.

Jone Joaquim, Guerrilheiro da Renamo desde 1980 que ostenta a patente de coronel, pai de 12 filhos e com duas esposas, está feliz com o DDR, pois desde 2012, altura do reinício do conflito armado, não avistava com a família.

“Estou realmente muito feliz porque não tinha contacto com a minha família há cerca de oito anos. Tinha perdido até a esperança de um dia voltar a ter o carinho dos meus filhos e das minhas esposas. Estou muito feliz. Na vida civil vou dar continuidade a minha profissão. Sou pedreiro e com o apoio que vou receber neste processo irei dedicar-me em erguer obras ajudando o nosso pais a erguer-se”.

Refira-se que este processo iniciou em finais de Julho do ano passado em Satungira com a passagem a vida civil de 50 guerrilheiros da Renamo. O DDR, que conta com o apoio de vários parceiros internacionais, ficou interrompido quase um ano devido a dificuldades financeiras e o mesmo  foi retomado no dia 5 do mês passado em Savane, na presença do Chefe do Estado, Filipe Nyusi e do líder da Renamo, Ossufo Momade. Serão desmobilizados em todo o país 5221 antigos guerrilheiros da Renamo.

11 apoiantes de Mariano Nhongo aderiram ao DDR

Neste processo destaque para a passagem a vida civil de três guerrilheiros da Renamo, que até bem pouco tempo apoiavam a Junta Militar da Renamo. Os três juntam-se aos seus antigos companheiros de armas na base de Mangomonhe e esta quinta-feira foram até ao campo de Muxúngue para serem desmobilizados. Por alegadas razões de segurança dos mesmos, a liderança da Renamo não permitiu que entrassem em contacto com a imprensa.

“Na nossa base de Mangomonhe recebemos 11 combatentes que tinha desertado para a Junta Militar da Renamo. Aqui aparecerem apenas três mas nos próximos dias os outros chegarão a este campo. Para nós este é um bom sinal e sob orientação do nosso presidente e num espírito de reconciliação nacional e de perdão achamos que todos devem se beneficiar deste processo, para que todos juntos trabalhemos para este país em paz. A Renamo jamais irá abandonar os seus guerrilheiros e vamos lutar para que o processo de DDR decorra tal como está preconizado”, garantiu André Magibire, Secretário-Geral da Renamo.

O Governo, através do General Eugénio Mussa, garantiu igualmente que   o  processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração será efectivo e que ninguém será descriminado.

“Queremos que todos combatentes da Renamo aceitem este processo que na verdade é deles, pois estão a sair de uma vida militar para civil. Se eles não mentalizar esta realidade então terão dificuldades para viver a vida civil. Mas como estão aqui é prova inequívoca que encaram o DDR com muita responsabilidade e que serão os pioneiros no processo da sua reintegração. Estão a regressar para as suas casas. Eles são moçambicanos e este país é de todos moçambicanos. Não tenham receios, pois os governos provinciais, as localidades e os bairros para onde irão se fixar estão prontos a vos receber, tal como aconteceu com os primeiros desmobilizados em Satungira e depois os de Savane”, exemplificou Eugénio Mussa

 

Partidos políticos sem assento no parlamento afirmam que o relaxamento de algumas medidas face ao Estado de Emergência é oportuno, embora haja necessidade de se redobrarem medidas segurança. O sentimento foi partilhado hoje, num encontro com o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Depois do encontro com líderes religiosos, na quarta, esta quinta-feira o Presidente da República esteve reunido com representantes de partidos políticos para uma auscultação a volta do Estado de Emergência em vigor, face ao coronavírus. Nas notas introdutórias Nyusi lembrou que a decisão de prorrogar o Estado de Emergência foi cuidadosa.

Depois do discurso de introdução Filipe Nyusi deu palavra aos presentes e João Massango do Partido Ecologista foi o primeiro.

Após as intervenções Nyusi assegurou ter colhido todas as opiniões.

No encontro em que estiveram representados 16 partidos políticos sem assento no parlamento, foi também debatido sobre os ataques de terroristas em Cabo delgado, e dos homens armados no centro. Mas estes assuntos foram a porta fechada e sem acesso à imprensa.

Primeiro-secretário da Frelimo na cidade de Maputo diz-se preocupado com a presença de crianças na via pública e em lugares de aglomeração de pessoas, numa época em que os números da COVID-19 aumentam diariamente.

A preocupação do dirigente da Frelimo ao nível da cidade de Maputo, Rasaque Manhique, surge no âmbito da visita que efectua ao distrito municipal KaMaxakene, na monitoria do envolvimento dos membros do seu partido na prevenção e combate ao novo coronavírus.

Foi no mercado do histórico bairro da Mafalala que Razaque Manhique chamou a atenção dos pais e encarregados de educação para evitar a exposição dos seus filhos e educandos à COVID-19.

A chamada de atenção estende-se aos vendedores dos mercados no momento de interação com a clientela.

“O País” escalou a Praça de Touros, ainda na cidade Maputo, local que concentra muitos vendedores informais e jovens que se dedicam a reparação de viaturas que se dizem conhecedores e implementadores das medidas de prevenção da pandemia.

Segundo o Ministério da Saúde, as cidades de Maputo e da Matola, estão em risco de entrar para a fase de transmissão comunitári

Por ocasião da passagem dos 45 anos da Independência Nacional, o Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu mensagens de felicitações do Papa Francisco, e do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Com grata recordação dos dias felizes vividos com o querido povo moçambicano, que venho associar-me às alegrias da sua Festa Nacional, apresentando deferentes saudações à Vossa Excelência, e quantos regem destinos pátrios, e desejando as maiores venturas nos caminhos do progresso integral e convivência fraterna para todos os cidadãos, sobre os quais invoco a contínua assistência e abundantes bênçãos de Deus omnipotente”, lê-se na mensagem do Papa Francisco que chegou a redacção d´O País.

Por seu turno, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma na sua mensagem que por ocasião das comemorações do Dia Nacional de Moçambique, é com grande satisfação que endereça ao Presidente Nyusi, em nome do povo português e no próprio, felicitações e sinceros votos de bem-estar pessoal, bem como de progresso e prosperidade, para o povo moçambicano.

“Permito-me recordar, com muito apreço e saudade, a minha visita a Moçambique, em Janeiro deste ano, durante a qual pude testemunhar a cerimónia de tomada de posse de Vossa Excelência como Presidente de Moçambique. Esta visita constituiu também uma oportunidade única de contactar com a comunidade de portugueses residentes em Moçambique que, a par da comunidade de moçambicanos residentes em Portugal, são um elemento-chave do contínuo estreitamento dos Iaços entre os dois povos”, diz ainda a mensagem do Presidente de Portugal.

“Gostaria ainda de sublinhar a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da qual os nossos dois países fazem parte, e que constitui um fórum privilegiado de defesa de valores comuns e de afirmação de interesses partilhados no contexto internacional”, refere a mensagem do Presidente de Portugal.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, manteve, hoje, uma conversa telefónica com o seu homólogo da Tanzania e Presidente em Exercício da SADC, John Magufuli. Os dois estadistas partilharam assuntos de interesse comum para os dois países.

 

Durante a conversa, o Presidente da República da Tanzânia felicitou o Presidente Nyusi pela passagem do quadragésimo quinto aniversário da independência nacional, e destacou os bons momentos das relações de cooperação, e reiterando o seu compromisso em reforçá-las, diz um comunicado da Presidência moçambicana.

Os dois estadistas discutiram largamente sobre o combate à COVID-19 e partilharam experiências de cada país.

O Presidente da Tanzânia e Presidente em exercício da SADC trocou impressões com Filipe Nyusi sobre a situação na região, e ainda discutiram o modelo possível para a realização da próxima cimeira da organização regional, que em princípio está agendada para o próximo mês de Agosto.

“Outro tema que mereceu maior atenção dos dois estadistas, foi a cooperação no âmbito da Defesa e Segurança, com destaque para o combate ao terrorismo nos dois países e na região, onde as duas partes concordaram em reforçar a sua coordenação no combate contra este inimigo comum”, lê-se na nota a que “o País” teve acesso.

Mais países continuam a endereçar felicitações a Moçambique pelo quadragésimo quinto aniversário, celebrado a 25 de Junho último. Angola e Cabo Verde não ficaram indiferentes à efeméride

 

Em mensagens enviadas ao homólogo Filipe Nyusi, os presidentes de Angola, João Lourenço; e de Cabo Verde, Jorge Fonseca, desejaram paz, prosperidade e vontade de continuar os laços de cooperação e amizade entre as partes e seus povos.

“Aproveitamos o ensejo para endereçar as calorosas felicitações ao Chefe do Estado moçambicano, sublinhando que a paz e a prosperidade; a segurança e a luta contra o terrorismo; a mobilização face às mudanças climáticas, constituem desafios que ambos países escolheram para enfrentar juntos”, disse o estadista angolano, segundo a Presidência da República de Moçambique, em comunicado enviado ao “O País”.

Por sua vez, Jorge Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde, e Presidente em exercício da CPLP, além de endereçar “felicitações e um abraço fraterno pela passagem de tão importante efeméride”, manifestou disponibilidade para a continuação dos trabalhos com a contraparte moçambicana.

“Nestes tempos de dificuldades e incertezas devido a pandemia da COVID-19 que vem afectando os nossos países, não gostaria de deixar de aproveitar esta oportunidade para manifestar a minha firme vontade e disponibilidade total, na continuação do trabalho que vimos desenvolvendo em prol dos laços de cooperação e amizade que sempre existiram entre os nossos dois países e povos, seja no quadro bilateral, seja no contexto da família que nos é comum, a CPLP, e no plano multilateral mais amplo”, sublinhou o estadista cabo-verdiano, de acordo a Presidência moçambicana.

O Presidente da República Filipe Nyusi, recebeu mensagens de felicitações dos seus homólogos da França, Emmanuel Macron; da Itália, Sergio Mattarella; da Finlândia, Sauli Niinisto; e da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, por ocasião do 45º aniversário da Independência Nacional.

Na sua mensagem, o Presidente francês endereça as calorosas felicitações ao Chefe do Estado moçambicano, sublinhando que a paz e a prosperidade, a segurança e a luta contra o terrorismo, a mobilização face às mudanças climáticas constituem desafios que ambos países escolheram para enfrentar juntos.

“A crise sanitária e económica global que atravessamos é sem precedentes. A França está mobilizada ao lado de África, para que a resposta internacional esteja à altura das necessidades e dos desafios, incluindo através de uma iniciativa no domínio da dívida no âmbito do G20 e do Clube de Paris, a qual desejo que Moçambique possa beneficiar. A crise sanitária não permitiu manter a data prevista da Cimeira África-França, a qual congratular-me-ia em acolhê-lo. Mas a nossa parceria está a desenvolver-se como o demonstra a visita do Ministro para a Europa e Negócios Estrangeiros a Maputo, em Fevereiro último, e continuarei a trabalhar consigo para o seu reforço em nome da amizade entre os nossos dois povos”, salienta o Presidente Macron.

Por seu turno, o Presidente da República Italiana sustenta que nos 45 anos decorridos desde a independência nacional, os laços de amizade entre Maputo e Roma se fortalecem constantemente, estendendo-se em todos os âmbitos de interesse comum, na esperança de geração de oportunidades e benefícios, sobretudo para as gerações mais jovens.

“A Comunidade Internacional está a enfrentar uma emergência sanitária de âmbito mundial que vamos ser capazes de ultrapassar só fortalecendo os mecanismos de cooperação que já nos unem. Desejo vivamente que a pandemia possa ser contida definitivamente, de forma que seja possível reagendar durante o ano de 2021 a Visita Oficial que deveria se realizar em Maputo em Março passado”, lê-se na mensagem do Presidente italiano.

O Presidente da República da Finlândia apresenta em seu nome e do povo finlandês as mais calorosas felicitações ao seu homólogo e povo moçambicano por ocasião da efeméride.

“Gostaria de renovar o compromisso da República da Finlândia de continuar a trabalhar estreitamente com a República de Moçambique para reforçar, ainda mais, as nossas históricas relações e cooperação construtiva, em benefício mútuo dos nossos países e povos”, refere a mensagem do Estadista finlandês.

O Presidente da Bielorrússia usa a oportunidade para enfatizar o interesse em fortalecer ainda mais a cooperação bilateral em vários campos e benefício de ambos países.

“Estou convencido de que agora existem todas as condições necessárias para a intensificação das relações mutuamente benéficas”, sublinha o Presidente bielorrusso.

Fonte: Presidência da República

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