Skip to main content

O País – A verdade como notícia

MDM acusado de enfraquecer fóruns internos de debate

Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusa a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, situação que, segundo defende, está a enfraquecer o debate e a dinâmica da organização. Falando esta sexta-feira, na

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Ivete da Encarnação Faustino Uqueio, para o cargo de chefe do Protocolo do Estado, em substituição de Manuel Gonçalves.

Num despacho presidencial, Filipe Nyusi determinou a criação da Secretaria de Estado do Ensino Técnico-Profissional (SEETP), junto do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional.

A instituição, de acordo com uma nota da Presidência enviada ao “O País” subordina-se ao ministro que superintende a área de Ensino Técnico-Profissional.

O documento acrescenta que a organização e funcionamento da Secretaria de Estado de Ensino Técnico-Profissional é definida em diploma específico.

Num contexto em que os ataques armados em Cabo Delgado continuam a provocar deslocados, o partido Frelimo na província de Maputo, organizou-se para dar o seu contributo de modo a amenizar o sofrimento dessas famílias que perderam quase tudo.

Coube a Avelino Muchine, primeiro Secretário Provincial do partido, fazer a entrega simbólica dos produtos.

Falando depois de receber os bens, Luísa Meque, directora-geral do INGC defendeu que, nessas alturas, os moçambicanos devem ser mais solidários para que se possa reduzir o sofrimento das populações que vivem os efeitos da instabilidade “não só no norte do país, mas também na zona centro”.

E porque a época chuvosa se aproxima, a directora-geral do INGC avançou, sem adiantar muitos pormenores, que o plano de contingência já foi esboçado “esperamos que em breve o documento possa ser remetido ao Conselho de Ministros para a sua análise e consequente aprovação. Só depois daí é que poderemos falar ao pormenor as acções previstas”, concluiu a dirigente.

Lembre-se que em resultado da instabilidade na província de Cabo Delgado, foram criados seis centros de acomodação naquela província. Segundo dados do governo, estima-se que os ataques terroristas, iniciados em 2017, tenham  provocado, até esta altura, 370 mil deslocados.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Manuel José Gonçalves para o cargo de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

À data da sua nomeação, Manuel Gonçalves era chefe do Protocolo do Estado.

O lugar para o qual Manuel Gonçalves foi indicado estava vago desde meados de Setembro passado, altura em que Pedro Comissário foi exonerado do cargo de vice da instituição que lida com a diplomacia.

Os artistas moçambicanos devem projectar a imagem do país no mundo, através da sua arte, instou o Presidente da República. Filipe Nyusi falava durante a audiência que concedeu ao músico Moreira Chonguiça, esta segunda-feira, com o objectivo de apresentar um “novo instrumento genuinamente moçambicano”.

Na ocasião, o Chefe do Estado encorajou ao artista a promover a cultura moçambicana através da música, afirmando que os artistas são embaixadores dos valores culturais do país, e que devem continuar com iniciativas que visam pôr o nome de Moçambique no mundo.

“Como Governo vamos sempre apostar em apoiar o ramo cultural no seu todo, e os jovens têm o dever de tomar iniciativa de introduzir novas formas de pensar o país, uma vez que é ela a maioria no país. Por exemplo, hoje temos somente dois instrumentos de marca “moreira Chonguiça”, mas o desafio é produzir para mais moçambicanos terem acesso”, disse o Presidente Nyusi.

O estadista elogiou ao saxofonista pela sua capacidade de elevar o nome de Moçambique no mundo através da sua arte, levando a mensagem do país para outros povos, e criando esta amizade e inspiração entre artistas, facto que orgulha aos moçambicanos, escreve um comunicado enviado “O País”.

Por sua vez, o músico agradeceu ao Chefe do Estado pela audiência, afirmando que como músico nacional envolvido em questões de educação e promoção dos jovens para tocar instrumentos musicais, chegou o momento de investir numa marca pessoal, que é o primeiro saxofone com marca e assinatura “Moreira Chonguiça”.

“O instrumento é uma produção da minha marca, pois temos a ambição, para além de tocar o instrumento, de estar dentro da cadeia de valor de fazer os próprios instrumentos, de modo a inspirar mais jovens a abraçar a carreira artística”, disse Moreira Chonguiça, de acordo com a nota da Presidência.

Segundo o músico, o saxofone é o primeiro instrumento da sua marca, mas tem em carteira outros projectos com outros instrumentos para que os jovens moçambicanos tenham acesso facilitado aos instrumentos e assim abraçarem a oportunidade de se iniciarem na área cultural de uma forma mais acessível.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou hoje a importância da agricultura para o desenvolvimento sustentável e apontou o exemplo do projecto SUSTENTA, que tem como pilares essenciais a aposta na investigação, provisão de insumos para se produzir durante todo o ano, melhoramento da comercialização agrícola, entre outras acções.

O Chefe de Estado falava durante a sua participação na conferência Virtual “Investindo no Futuro de África”, co-organizado pelo Atlantic Council e pela US Interntional Development Finance Corporation (DFC), segundo um comunicado da Presidência, enviado ao “O País”.

Na sua intervenção, Filipe Nyusi afirmou que os recursos provenientes da exploração do gás natural serão investidos noutros sectores prioritários, sobretudo na agricultura, que deve ser a maior fonte de subsistência.

O Chefe de Estado “apontou o exemplo do lançamento do SUSTENTA, que tem como pilares essenciais a aposta na investigação, provisão de insumos para se produzir durante todo o ano, melhoramento da comercialização agrícola e incentivo do processamento dos produtos no país, acções que irão criar 200 mil empregos directos, e mais de um milhão de auto-emprego”.

“Queremos com o investimento na agricultura criar oportunidades para mais 200 mil empregos e mais de um milhão de auto-emprego dos moçambicanos, com destaque para o empoderamento da mulher e dos jovens, o que vai nos permitir alimentar Moçambique rumo à FOME ZERO. Por isso queremos empresários norte-americanos a apostarem no investimento na agricultura do país”, afirmou o Presidente Nyusi.

Segundo o estadista, os projectos de gás estão já em acção, só que ainda não estão a produzir receitas para o país, mas ao ser produzidas, essas receitas devem ser derivadas para outras áreas com o intuito de diversificação da economia, destacando a agricultura como a área com maior potencial, visto que o mercado regional da SADC comporta mais de 300 milhões de consumidores, e o africano mais de um milhão e duzentos.

“Queremos promover a cadeia de comércio regional e africano e dinamizar as trocas comerciais. Queremos ser modelos na aplicação do investimento em África”, afirmou, de acordo com a Presidência.

O Presidente da República anotou ainda que desde a independência nacional, é a primeira vez que se aloca 10 por cento do orçamento do Estado para a agricultura, acompanhada pela criação de zonas francas assim como pela introdução de incentivos fiscais para investidores na área.

O Presidente da República agradeceu ainda o Development Finance Corporation pelo trabalho desenvolvido em Moçambique, nos sectores de gás, energia e financiamento de projectos sócio-económicos.

De referir que o Development Finance Corporation já investiu em Moçambique um total de 1.7 biliões de dólares norte-americanos nas áreas de gás e geração de electricidade a partir do gás natural, refere a nota que citamos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, esta sexta-feira, o enviado especial do seu homólogo do Botswana, Mokgweetsi Masisi. No encontro discutiu-se, entre outros assuntos, questões de paz, segurança e desenvolvimento.

Seis meses depois da visita a Moçambique – uma das primeiras viagens que fez para o estrangeiro após tomar posse como presidente do Botswana – Mokgweetsi Masisi enviou ao país o diplomata Lapologane Legoa, para um encontro com Filipe Nyusi.

Da parte moçambicana, estavam altas figuras ligadas à defesa e segurança do país, com destaque para o Ministro do Interior, Amade Miquidade; o director-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado, Júlio Jane; e o Chefe do Estado-Maior General, Lásaro Menete.
“Este encontro decorre das excelentes relações diplomáticas entre os nossos países e há sectores de cooperação que deveriam ser discutidos. Os nossos países cooperam em várias áreas como são os casos de energia, agricultura, transportes e comunicações, turismo” e outras de “interesse dos dois países”, introduziu Manuel Mazuze, porta-voz do encontro e conselheiro do Presidente da República de Moçambique.

Questionado sobre a presença de quadros ligados à defesa e segurança no encontro, o conselheiro do Chefe de Estado, respondeu nos seguintes termos. “A paz e segurança é um dos pré-requisitos para a concretização” de “aspectos ligados ao desenvolvimento. Então, por vezes”, temas desta natureza “são abordados” em encontros como o que aconteceu hoje. Manuel Mazuze esclareceu que a matéria em alusão não foi muito aborda. “Mas esses assuntos fazem parte dos encontros cooperação”.

Dada a vizinhança entre os dois países, quando questionado, por insistência, se o tema sobre o terrorismo fez ou não parte dos debates, Mazuze respondeu que o assunto não fazia parte dos pontos da agenda.

Moçambique preside a SADC e o Botswana é presidente da Troika do órgão da SADC que lida com cooperação nas áreas de política, defesa e segurança.

 

A situação político-militar nas regiões centro e norte do país dominaram ontem os discursos de abertura da II Sessão Ordinária da IX Legislatura na Assembleia da República. A Presidente do parlamento levou um discurso conciliar e chamou à razão ao grupo da Junta Militar da Renamo

Numa sessão solene que contou com a presença de membros do Governo, chefiados pelo Primero Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, a Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, analisou, no seu discurso de ocasião, a situação vivida pelas populações em algumas regiões do centro e norte do país.

Na zona centro, Bias expressou preocupação com as acções de instabilidade imputadas à Junta Militar da Renamo liderada por Mariano Nhongo, e deixou um apelo ao grupo.

“Instamos a auto-proclamada Junta Militar da Renamo a parar com as atrocidades que vêm perpetrando nas províncias de Sofala e Manica” disse.

“Basta de terro, de mortes de concidadãos inocentes e de destruição de infra-estruturas económicas e sociais. Entreguem as armas e juntem-se à grande família moçambicana, a vossa família” exortou.

A Presidente do parlamento abordou ainda, a situação no norte de Cabo Delgado, expressando condenação “veemente” aos terroristas que, “sem dó, nem piedade, matam e promovem a desordem social”.

Esperança Bias exaltou a “bravura” das Forças de Defesa e Segurança (FDS) pelo seu empenho na defesa da soberania nacional e exortou todos os que estão na frente de combate para “que continuem na perseguição cerrada aos terroristas e assassinos, repondo a ordem e tranquilidade públicas”.

Para a sociedade no geral, apelou à vigilância redobrada e denúncia contra qualquer acto de incitação à violência.

Numa perspectiva diplomática, Bias lançou um apelo internacional para um apoio à candidatura do país a membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Saudamos a decisão do Governo moçambicano de candidatar-se a Membro Não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, um órgão importante para a manutenção da Paz e Segurança internacionais. Exortamos aos países amigos e outros, a apoiarem esta candidatura do nosso País” exortou.

 TROCA DE FARPAS ENTRE AS BANCADAS

 A bancada da Frelimo acusou a homónima da Renamo de furtar-se na busca de “soluções” para o país, preferindo continuar em “manobras demagógicas” e boicote dos processos visando trazer soluções para o país

Mais do mesmo. Esta foi a nota que voltou a caracterizar o arranque dos plenários da Assembleia da República.

Na sessão solene que marcou ontem o arranque da II Sessão Ordinária da IX Legislatura, acusações voltaram a caracterizar parte dos discursos de ocasião das chefias das bancadas da Frelimo e da Renamo.

A bancada maioritária criticou a Renamo, por causa do seu posicionamento em torno da investigação dos factos nas zonas de tensão e insegurança militar, nomeadamente, as províncias de Sofala e Manica (assoladas pela acção dos homens da Junta Militar da Renamo) e a zona norte de Cabo Delgado, dilacerada pelas incursões de grupos terroristas, há três anos.

“Face ao drama humano e do atentado a Paz e soberania de Moçambique, sob proposta da FRELIMO, a Comissão Permanente da Assembleia da República, reunida no dia 09 de Outubro, deliberou mandatar a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, 1ª Comissão, para se deslocar ao terreno e acompanhar a situação social, político e militar e averiguar uma alegada violação dos direitos humanos nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Manica e Sofala” recordou o líder da bancada maioritária, no seu discurso.

A Renamo contrapôs a decisão sugerindo que a missão devia ser realizada por uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI), proposta que foi chumba. Perante esta situação, a bancada que lidera a oposição recusou integrar o grupo enviado para o terreno, o que para a Frelimo, é uma manobra de demagogia.

“A Renamo não integra a missão que se deslocou no terreno, facto que não nos surpreende, pois, este partido, no comportamento que lhe é característico, sempre se furtando a busca das soluções para a Pátria” apontou Pantie.

O líder do grupo parlamentar da manifestou preocupação com a prevalência de insegurança que continua a comprometer a paz e o desenvolvimento nacional, mas mostrou-se confiante de que os desafios serão ultrapassados.

“Hoje, não obstante os avanços que o País regista a nível económico, social e politico, os moçambicanos continuam a clamar incessantemente pela Paz. O nosso povo sempre resistiu contra a invasão do território, lutou contra as forças retrógradas e todas as tendências de exploração. Temos a convicção que imbuídos do mesmo espírito de luta, o povo vencerá o terror que se instalou em alguns distritos da Província de Cabo Delgado e dos ataques protagonizados pela Junta Militar da Renamo na zona centro do País” disse.

RENAMO APONTA PARA O FUNDO SOBERANO

As críticas da Frelimo ficaram sem resposta, por parte da bancada da Renamo, contudo, Viana Magalhães, líder deste grupo parlamentar disse que o seu partido está preocupado com a situação dos Direitos Humanos nas zonas com episódios de conflito.

Magalhães direcionou parte do seu discurso para recorrentes críticas sobre alegada fraude eleitoral, má governação e promoção da corrupção, por parte do governo do dia.

Por outro lado, Magalhães abordou o futuro Fundo Soberano, ainda em fase de proposta que avança para o debate público, para mostrar o posicionamento do seu grupo.

“A demora na constituição do Fundo Soberano, alegando estudos de viabilidade ou reflexões infindáveis, constituem manobras dilatórias para adiar o máximo possível a sua constituição, enquanto se esvaziam os recursos ainda existentes” criticou.

“A exclusão gera insatisfação e a insatisfação pode gerar conflitos. Esses conflitos podem degenerar em insegurança generalizada e guerras indesejadas” alertou.

MDM EXIGE ESCLARECIMENTOS

A situação no norte de Cabo Delgado foi a principal nota de destaque no discurso do líder do grupo parlamentar do MDM.

Lutero Simango expressou preocupação com o que classificou de silêncio do Governo, a quem exige esclarecimentos sobre os factos no terreno.

“O Governo do Dia tem a obrigação constitucional, dever e moral de informar ao Povo Moçambicano, o verdadeiro dono do Poder, através da Assembleia da República, sobre a situação de Cabo Delgado, das medidas em curso na defesa territorial”, disse Simango.

Por outro lado, o grupo parlamentar do Galo alertou ao executivo sobre a obrigatoriedade constitucional do parlamento decidir sobre alguns aspectos, parte das quais, que envolvam a solução avançada para a situação de Cabo Delgado.

“O silêncio do Governo sobre a circulação de várias informações no teatro operacional em Cabo Delgado alimenta especulações, rumores e desqualifica os esforços das Forças da Defesa e Segurança”.

“A partilha de informação e obtenção de autorização da Assembleia da República para recorrer a região e ao mundo em geral para reforçar a nossa capacidade defensiva da soberania é um imperativo nacional e valoriza os princípios de um Estado de Direito, salvaguardando os interesses nacionais, prevenindo a situação que foi criada pelas dívidas não autorizadas”, frisou.

O Governo vai expandir a representação dos serviços do Provedor de Justiça para mais províncias do país. A garantia é do Presidente da República, Filipe Nyusi, que inaugurou hoje o novo gabinete do Provedor de Justiça em Maputo

 

Depois de anos em um edifício arrendado, o Provedor de Justiça passou a contar, a partir desta quinta-feira, com um novo gabinete. A infra-estrutura foi inaugurada pelo Presidente da República.

“Trata-se de uma infra-estrutura que muito nos honra e que concretiza o nosso projecto de assegurar que todos órgãos do nosso Estado funcionem em instalações condignas”, assinalou o Presidente da República, avançando ainda que, com o acto, o Governo quer “contribuir para o fortalecimento desta indispensável instituição para a consolidação do Estado de Direito Democrático onde o primado da lei se impõe”.

Durante o discurso, Nyusi revelou que o Governo pretende expandir a representação dos serviços do Provedor para outros pontos do país. “É nosso desejo, no presente ciclo de governação, expandir os serviços do Provedor da Justiça para as províncias de Nampula, Sofala, Inhambane e Província de Maputo”, informou, declarando ser essa a forma que o Governo encontra como a mais sublime para a materialização do objectivo estratégico de assegurar o bom funcionamento do sistema de administração da justiça.

Entretanto, a expansão de representação dos serviços não será feita de foram simultânea nas províncias mencionadas. Serão observadas algumas prioridades, à semelhança do que sucedeu no passado com os outros órgãos do Estado.

“A expansão dos serviços do Provedor de Justiça será gradual, obedecendo a disponibilidade de recursos humanos e financeiros”, disse.

Com o novo gabinete do Provedor de Justiça inaugurado em Maputo, Nyusi espera que a actuação do órgão melhore continuamente. Aliás, Nyusi quer ainda que os edifícios-sedes de outras instituições de soberania conheçam melhorias em termos infra-estruturais.

“Nunca visitei o Conselho Constitucional. Apenas fui lá para poder entregar a minha candidatura, mas vi que o espaço era muito pequeno. Espero que esse assunto se resolva. Ao tribunal supremo já estive. As salas são muito pequenas. É área de soberania. Tem que dignificar o país. Não podem aparecer outros edifícios, de outras instituições que dependem do vosso desempenho, com infra-estruturas muito mais imponentes”, apelou.

Em falar da qualidade de infra-estruturas, Nyusi pediu manutenção rotineira e preservação do novo edifício do Provedor.

“Esperamos ainda que dêem o vosso contributo na manutenção e conservação destas instalações, bem como exijam dos vossos utentes a mesma atitude. Também espero que amanhã não digam que o Presidente foi inaugurar um edifício que se calhar amanhã vai pingar água ou vai chover”, afirmou, ressaltando que o importante é ter a consciência das responsabilidades.

No discurso que proferiu durante a inauguração do novo gabinete do Provedor de Justiça, Filipe Nyusi terminou apelando ao órgão à necessidade de fazer-se mais conhecido aos moçambicanos, sobretudo aos que residem em zonas mais remotas do país, bem como a consolidar a sua equipa.

Instituído em 2004, após a reforma constitucional, o Provedor de Justiça é uma figura singular do Governo que trabalha em prol da garantia e direitos dos cidadãos, fiscalizando a actuação das instituições de administração pública.

Testemunharam o acto da inauguração do novo edifício do Provedor, diversas individualidades que representam os órgãos de soberania.

O Presidente da República e Presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, interagiu ao telefone, esta quarta-feira, com o seu homólogo da África do Sul e Presidente em exercício da União Africana (UA), Cyril Ramaphosa, no quadro das consultas bilaterais e multilaterais.

Durante a conversa, os dois Chefes de Estado trocaram informações sobre a evolução da COVID-19 na região, as lições aprendidas e o seu impacto socioeconómico.

Na mesma ocasião, os dois estadistas abordaram a situação socioeconómica dos seus países, da SADC e do continente em geral, assim como aspectos ligados ao desenvolvimento da cooperação internacional, indica uma nota da Presidência moçambicana, enviada ao “O País”.

Durante a conversa, os governantes trocaram igualmente informações sobre a situação da segurança prevalecente na SADC, com realce para a questão do terrorismo e outras ameaças, tendo o Presidente Nyusi actualizado ao Presidente sul-africano sobre a situação da segurança em Moçambique.

Os governantes comprometeram-se em continuar a manter consultas com regularidade e a apoiar-se mutuamente no exercício das suas funções, na qualidade de Presidente em exercício da SADC e de Presidente em Exercício da UA, acrescenta o comunicado.

 

+ LIDAS

Siga nos