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O País – A verdade como notícia

MDM acusado de enfraquecer fóruns internos de debate

Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusa a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, situação que, segundo defende, está a enfraquecer o debate e a dinâmica da organização. Falando esta sexta-feira, na

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede esta quarta-feira ao lançamento da primeira pedra para a construção do novo edifício-sede do Conselho Constitucional, na cidade de Maputo.

A infra-estrutura será erguida na Avenida Friedrich Engels. “O acto enquadra-se no encerramento do ciclo de comemoração do quadragésimo quinto aniversário da Constituição moçambicana e a celebração do décimo sétimo aniversário da entrada em funcionamento do Conselho Constitucional”, diz uma nota enviada ao “O País”.

Na mesma ocasião, o Chefe do Estado irá testemunhar ao lançamento do livro “O Guardião”, uma obra que reúne textos resultantes de palestras proferidas por proeminentes figuras do sistema político e de direito, em torno da génese e de todo processo de desenvolvimento do Constitucionalismo moçambicano, refere o documento.

Depois de mais de um terço dos norte-americanos terem votado por correio ou presencialmente nos dias anteriores, hoje é último dia para o povo dos Estados Unidos decidir quem deve liderar. Entretanto, os resultados oficiais podem não ser conhecidos esta noite, devido ao facto de os votos por correio exigirem mais tempo de contagem.

É hoje o dia oficial e o último dia para votação nos Estados Unidos. São precisos 270 votos colegiais para o candidato presidencial ser considerado o vencedor.

O republicano Donald Trump, presidente norte-americano, e o democrata Joe Biden, antigo vice-presidente na Administração Obama, são os dois principais candidatos rumos à Casa Branca. Ambos líderes terminaram a sua campanha eleitoral ontem.

Trump esteve a realizar vários comícios na cidade Grand Rapids e Michingan, onde em 2016 terminou a sua campanha eleitoral. Já Biden esteve focado em Pensilvânia e Ohio.

Ainda está imprevisível o futuro vencedor, apesar de Biden mostrar-se favorável a vitória, precisando somente manter os Estados já controlado por republicanos e conquistar Pensilvânia, Michigan e Wisconsin.

Entretanto, cerca de 90 milhões de eleitores norte-americanos, equivalente a mais de um terço dos registados, já depositou o seu voto por meio de correio ou presencialmente.

Sendo assim, espera-se que nestas eleições, a taxa de afluência seja maior que a de 58% registada nas eleições de 2016.

Este cenário de maior número de eleitores a votar antecipadamente mostra claramente o entusiamo dos norte-americanos para com estas eleições, mas também o cuidado que eles têm devido coronavírus, que já fez mais de 230 mil mortos e nove milhões de infectados, explica o especialista.

“Muitas pessoas anteveem que, quando aumentarmos eleitores antecipados, e terça-feira é o dia das eleições, teremos uma alta afluência, mais alta que quatro anos atrás”, disse Don Raviv, colunista do jornal Newsday em Nova Iorque à CCTV news.

“Seja como for, notamos muito entusiasmo que muitas pessoas esperavam, tendo em conta que este é um ano da COVID, mas claramente é por medo da coronavírus que obrigou as pessoas a votar antecipadamente”, avançou Raviv.

No entanto, o voto pelo correio que tem sido a opção de muitos eleitores compromete seriamente a divulgação dos resultados eleitorais, na noite de terça-feira, podendo a contagem de votos levar dias ou até semanas.

Os democratas apostaram no voto por correio como uma maneira segura de prevenir-se do coronavírus, enquanto Trump e os republicanos ficaram à espera do dia de hoje.

Trump lançou críticas contra o voto por correio, alegando ser vulnerável a fraudes, apesar de não ter fornecido provas das suas alegações.

“Nós estaremos lá, à noite, logo que as eleições terminarem, nós avançaremos com os nossos advogados”, Trump disse aos jornalistas.

“Eu não acho certo que tenhamos de esperar por longo tempo após as eleições”, acrescentou Trump. Alguns Estados, incluindo Pensilvânia, não vão processar os votos por correio antes de terminar a votação.

Dos votos antecipados, estima-se maior afluência dos eleitores democratas. Mas ainda é cedo para prever-se a vitória de Joe Biden.

“Quando virmos a primeira contagem de votos, quando os postos de voto encerrarem na noite de terça-feira, poderemos ver muitos votos de Biden que poderão aparentar que ele esteja em frente em alguns Estados de “campo de batalha”, disse Raviv.

Entretanto, o colunista de Newsday sublinhou que para o dia de hoje, os republicanos poderão votar em massa.

“Os republicanos mostram-se confiantes de que o seu homem Trump vai acabar por vencer, mesmo que esteja atrás de quase todas as sondagens eleitorais”, disse.

As eleições de 3 de Novembro vieram revelar o divisionismo no seio do povo norte-americano.

Na sexta-feira, apoiantes de Trump impediram a realização de comícios dos democratas no Texas.

Este incidente foi aplaudido por Trump, tendo publicado o vídeo e legendado “I love Texas”, uma declaração que chocou Biden, tendo dito que isso foi algo que ele nunca tinha visto antes.

Este incidente no Texas também está sob investigação do FBI, que disse estar a investigar um comboio de veículos pró-Trump que cercou veículo de turismo que transportava funcionários da campanha de Biden.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Socialista do Vietname, Nguyen Phú Trong, pela perda de vidas, feridos e destruição de infra-estruturas económicas e sociais diversas, em resultado da ocorrência de chuvas torrenciais no centro daquele país asiático.

“Em nome do povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, gostaria de apresentar por intermédio de si, Senhor Presidente, as nossas profundas condolências e a expressão de solidariedade ao povo e Governo da República Socialista do Vietname pelas vítimas desta calamidade natural”, lê-se na mensagem do Chefe do Estado, enviado ao “O País”.

Na mesma mensagem, Filipe Nyusi diz: “neste momento de dor e de desafios acrescidos, gostaria de confortar, encorajar e exprimir a nossa confiança de que sob a vossa liderança, o Vietname, mais uma vez, consiga superar esta adversidade e que as pessoas vítimas e afectadas retornem à normalidade”.

A verba, correspondente a 8.3 biliões de meticais, destina-se à Educação, Acção Social e acesso aos serviços de saúde e não significa retoma do apoio directo ao Orçamento do Estado, porquanto o acordo fechado esta segunda-feira surge para um problema pontual: aliviar os efeitos da COVID-19.

E porque o histórico das dívidas ocultas colocou em causa a confiança que era depositada ao país, o embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sachez-Benedito Gaspar explica que o uso do valor será fiscalizado.

E a menos de dois meses para o fim do ano 2020 e com a retoma gradual das aulas a decorrer, Verónica Macamo, titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação explica que metade dos 100 milhões de euros, ou seja, 4.1 biliões de meticais serão canalizados ainda este ano.

“A cerimónia da assinatura da Convenção tem lugar num período em que o índice das infecções de coronavirus no país tende a aumentar gradualmente, constituindo deste modo, uma dos maiores prioridades entre os desafios principais que o país enfrenta. Daí a importância particular desta cerimónia”, disse Macamo.

O Presidente da República lança esta quinta-feira, em Cuamba, a campanha agrícola 2020-2021. O Governo está a apostar fortemente na disponibilização de meios de produção e insumos agrícolas para aumentar a produção e a produtividade dos campos.

A localidade de Titimane, no posto administrativo de Etatara, distrito de Cuamba, província de Niassa, é o local escolhido para o lançamento oficial da campanha agrícola 2020/21.

Esta quinta-feira, várias equipas trabalhavam para os últimos acertos. A nossa equipa de reportagem acompanhou a chegada de tractores e alfaias agrícolas que deverão ser disponibilizados aos produtores seleccionados, dentro do programa SUSTENTA.

A aposta na mecanização visa essencialmente aumentar as áreas de cultivo, assim como a maximização do rendimento por hectare, e nesse processo outra componente fundamental que tem merecido aposta do Governo é o acompanhamento dos agricultores pelos extensionistas. A estes últimos, serão disponibilizadas motorizadas para facilitar a deslocação para os campos recônditos onde os agricultores desenvolvem o seu trabalho.

O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, acompanhou os trabalhos e destacou a importância do evento, onde para além das perspectivas para este época agrícola será apresentado o desempenho dos produtores na campanha que termina.

“A expectativa é grande pois prevê-se o lançamento daquilo que são os indicadores da próxima campanha, mas também dentro do programa existem outras informações que serão passadas para o país todo. É um momento importante para todos os produtores (o lançamento da campanha, depois da colheita). Portanto, é uma campanha, naturalmente, que terá grande expectativa tendo em conta os desafios que nós próprios lançamos”, explicou Correia.

Está prevista uma exposição agrícola e será numa tenda acondicionada para o evento onde os convidados vão acompanhar a parte solene que terá como momento mais alto o discurso do Chefe de Estado.

 

O Presidente da República autorizou, esta quinta-feira, o início dos campeonatos nacionais de todas as modalidades desportivas a partir 15 de Novembro. Entretanto, numa fase inicial, os jogos devem se realizar sem público, que poderá regressar aos campos mediante os indicadores da pandemia e os comportamentos dos intervenientes da área do desporto.

 

Numa comunicação dirigida à Nação, o Presidente da República autorizou a retoma do Moçambola, de todos os campeonatos nacionais de desporto, dos treinos da selecção de sub 20, com compromissos ligados ao CAN, e permitiu o início de treinos das equipas nacionais de voleibol com compromissos internacionais, asseguradas os protocolos de saúde. Outras modalidades, o ténis, a natação, o automobilismo, o ciclismo, o atletismo, o hóquei, o tiro, a vela e a canoagem, igualmente, regressam à actividade, desde que apresentem planos de regularização consoante a nova situação.

Entre as novas medidas anunciadas esta quinta-feira, pelo Presidente da República, destaca-se uma boa nova para os automobilistas. Os que tiverem cartas de condução com prazo vencido, podem renova-las até 31 de Dezembro deste ano.

Ainda na sequência das novas medidas presidenciais, Filipe Nyusi anunciou a retoma da emissão de vistos de turismo. Paralelamente, afirmou que os viajantes que, no momento de entrada no país, apresentem um teste PCR negativo para COVID-19, realizado nas últimas 72 horas, ficam isentos do regime de quarentena. A validade do teste para COVID-19 passa a ser de 14 dias, a partir da data da colheita de amostra para indivíduos de nacionalidade moçambicana ou estrangeira que precisam de entradas múltiplas no país num curto intervalo de tempo ou que façam uma viagem de curta duração ao exterior. Agora, os cidadãos que não apresentaram o teste PCR, estarão sujeitos à quarentena ou a testes suportados por eles próprios.

Quanto às crianças, dos 0 aos 11 anos de idade ficam isentas de apresentar teste de COVID-19 ao entrarem no país.

No dia 2 de Novembro, próxima semana, as turmas de 7ª classe, de alfabetização e do 2º ano de educação de adultos também voltam às aulas.

De acordo com o Presidente da República, o país introduziu de forma atempada as medidas de prevenção da COVID-19. “No dia 1 de Abril foi declarada o Estado de Emergência, o que permitiu a implementação de medidas restritivas adicionais, obedecendo sempre o princípio do bom senso e da proporcionalidade. Durante os primeiros meses da pandemia, Moçambique registou uma subida lenta e contida de aumento de casos, internamento e óbitos. A implementação das medidas de contenção permitiu retardar o pico da pandemia da COVID-19 e proteger o Sistema Nacional de Saúde”. E acrescentou: “Findo o Estado de Emergência, que foi prorrogado três vezes, no passado dia 7 de Setembro foi declarada a Situação de Calamidade Pública. Anunciamos então algumas medidas que permitiram aliviar as restrições, que faziam parte da transição para um novo normal, um exercício delicado e complexo de conciliar a saúde e a economia”.

Moçambique continua a registar um número considerável de casos novos, e a cidade que mais preocupa o Governo é a de Maputo, que apresentou o número de transmissão mais intensa nas últimas semanas, tendo registado 96,3% das hospitalizações em Setembro e Outubro. A taxa de ocupação de camas hospitalares, a nível nacional, excluindo a cidade de Maputo, é de 1%. Em Maputo a taxa de ocupação de camas hospitalares triplicou nos últimos dois meses. Em termos de óbitos, foram registados no mês de Setembro 38 óbitos e em Outubro 30 óbitos. 85,3% de óbitos ocorridos em Setembro e Outubro tiveram lugar na cidade de Maputo.

Segundo disse Filipe Nyusi, com a retoma gradual de actividades económicas, era expectável o aumento de infecções e hospitalizações. A decisão da retoma gradual socioeconómica por parte do Governo teve como base equilibrar a vida produtiva do país com a saúde pública. No contexto de transição para o novo normal, lembrou Nyusi, houve: abertura de praias, reinício das aulas no ensino superior e técnico profissional, na 12ª classe, na formação de professores, retoma de cultos, aberturas de ginásios, de casinos, aumento do número de pessoas presentes nos funerais, nos eventos públicos e privados, e ainda retoma de emissão de documentos oficias e de voos internacionais em regime de reciprocidade.

Para Filipe Nyusi, a abertura de 182 instituições de indústrias culturais e criativas contribuiu para a mitigação de problemas financeiros que afectavam os trabalhadores. No turismo, também, a abertura de 211 estabelecimentos resultou na reintegração de 358 empresas, abrangendo 12134 trabalhadores que voltaram aos seus postos de trabalho.

Na Educação, consoante as medidas governamentais, 36 estabelecimentos de formação de professores, 284 escolas públicas da 12ª, 396 escolas da 10ª e 1472 de centros de alfabetização abriram. No ensino superior e técnico profissional o país reabriu todas instituições, estando em curso acerto de calendário.

Nos transportes e comunicações, afirmou o Presidente, houve incremento de uso e tecnologias, retomada de voos para alguns países em reciprocidade e aumento de utilização de aeroportos, o que relança serviços e empregos.

Na indústria e no comércio, reabriram-se os balcões de atendimento público, que reorientou o sector empresarial para produção de produtos contra COVID-19.

Contudo, face ao aumento de casos diagnosticados e ao aumento de hospitalizações e óbitos, são mantidas as medidas de prevenção da COVID-19 que se encontravam até aqui em vigor. Assim, as autoridades de Saúde devem reforçar a sua actividade de monitoria e responsabilização dos cidadãos e das instituições que não cumprem. “Não pretendemos manter para sempre as medidas de prevenção e restrições a qualquer custo”, lembrou.

A terminar a sua comunicação, Nyusi manifestou preocupação pelo uso incorrecto de máscara, incremento de aglomerados sem medidas de prevenção, pelas enchentes nas praias, pela super lotação dos transportes públicos e pelo incumprimento do isolamento de 14 dias no caso de indivíduos com diagnóstico positivo da COVID-19. “Queremos reforçar a necessidade do uso de máscara e lavagens das mãos, cumprimento da etiqueta da tosse, pois só com responsabilidade podemos salvar mais vidas e desconfiar de forma faseada. Só assim manteremos a economia em funcionamento. A defesa da vida continuará a ser a tarefa de todos nós”.

 

 

 

Vinte e dois terroristas foram mortos pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), nos últimos três dias, em Cabo Delgado, informou esta quinta-feira o ministro do Interior, Amade Miquidade.

“Foram infringidas baixas significativas nos últimos três dias, onde foram postos fora do combate terroristas e alguns líderes. Foram destruídos meios que os terroristas usavam para a sua mobilidade, meios esses que foram violentamente apossados da população”, informou o ministro.

Segundo o governante, “as Forças de Defesa e Segurança no teatro operacional norte continuam a realizar operações cirúrgicas contra os terroristas inserindo a sua acção sobre bases de acampamentos dos terroristas”.

Amade Miquidade lamentou a deslocação de cidadãos das zonas de conflito, mas considera ser uma “acção necessária para a sua segurança”.
“Pedimos aos moçambicanos para se unirem” no combate aos terroristas em Cabo Delgado.

Em relação aos ataques armados em Manica e Sofala, atribuídos à Junta Militar da Renamo, o ministro do interior reiterou a decisão do Presidente da República de não perseguir a “Junta”, durante uma semana, de modo a permitir a aproximação do líder daquele grupo ao Governo, para diálogo de pacificação.

Amade Miquidade pede a colaboração da Renamo na denúncia de esconderijos da Junta Militar da Renamo.

“Temos informações, e existem factos, de que alguns membros” da Junta Militar da Renamo que pretendem abandonar o movimento. Os que conseguiram materializar tal intenção “foram perseguidos e mortos”.

O ministro do interior falava a jornalistas, na Assembleia da República, após uma sessão de informações aos deputados, pelo Governo.

Terminaram as obras complementares da barragem de Corumana, no distrito de Moamba, província de Maputo. Cerca de dois milhões de habitantes daquele distrito, bem como de Magude e Manhiça passam a beneficiar de água potável.

Na inauguração do empreendimento, esta quinta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que o seu Governo “elegeu o acesso à água potável e ao serviço adequado de saneamento como elementos essenciais para a melhoria da qualidade de vida, bem-estar e dignidade” da população.

A obra que acaba de entrar em funcionamento enquadra-se na visão de melhorar a disponibilidade da água, o abastecimento da mesma e o aumento da produção e da produtividade, prosseguiu Filipe Nyusi.

A barragem, cujas obras custaram 40 milhões de dólares, pode armazenar 1.380 milhões de metros cúbicos de água.

Com essa capacidade, segundo o Chefe do Estado, haverá “fiabilidade na irrigação de cerca de 19 mil hectares na bacia hidrográfica do rio Incomáti”, assim como “melhor gestão de cheias e seca na região sul do país, em particular na bacia do rio Incomáti”.

De acordo com Filipe Nyusi, os problemas de falta do precioso líquido com que os moradores dos bairros Muchipe, Dindiza, Batime e Fongotine se debatiam estão ultrapassados. “Estamos a celebrar o bem-estar gradual para as populações desta região”.

Nyusi disse ainda que o Executivo está empenhado na mobilização de fundos para a construção da barragem de Moamba-Major, que vai permitir a expansão do fornecimento de água ao Grande Maputo e fiabilidade na irrigação de campos agrícolas.

A construção da barragem de Corumana, localizada no posto administrativo de Sábiè, iniciou em 1983 e foi antecedida por estudos preliminares, entre 1972 e 1973, e projecto executivo, entre 1983 e 1989.

A edificação da infra-estrutura, na bacia hidrográfica do rio Incomáti, concretamente na bacia do rio Sábiè, iniciaram em 1983. A cerimónia foi orientada pelo falecido Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Machel.

Em 1989, houve inauguração da mesma infra-estrutura, dirigida pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano.

Trata-se de uma barragem construída com metal e betão. Devido à guerra civil e às limitações de financiamento, as obras não foram concluídas. Seis comportas ficaram por montar, o que não permitia que a infra-estrutura operasse na capacidade inicialmente projectada.

Para a conclusão da obra, o Governo mobilizou fundos juntos do Banco Mundial. A empreitada consistiu na montagem de equipamentos hidromecânicos [cuja força motriz é a água], instalação de seis comportas radiais [emissão de raios de luz ou calor] no descarregador principal.

As referidas comportas, fabricadas na República Popular da China, têm 7,27 metros de altura, 18 metros de largura e um peso de 70,51 toneladas cada uma. O processo de fabrico durou oito meses, desde a concepção até a entrega em Corumana.

O trabalho consistiu igualmente na instalação de uma comporta ensecadeira no descarregador principal, composta por quatro troços de aço com 1.75 metro de altura e 18 metros de largura e 5.65 toneladas cada uma.

Dada a dimensão da obra, foram reassentadas 533 pessoas e construídas 132 casas do tipo 3, 4 e 5. Além disso, as autoridades construíram um sistema de abastecimento de água para abastecer cerca de cinco mil pessoas, entre outros benefícios.

Aliás, foram preparados 234 hectares de terra para 154 famílias praticarem agricultura.

Dessa empreitada, as autoridades contam que tiveram duas lições a não perder de vista: uma diz respeito à necessidade de “maior articulação contínua com as comunidades para melhor apropriação dos benefícios sociais” da barragem de Corumana e “diminuição da percepção de perda de terras e/ou de infra-estruturas no âmbito do reassentamento”.

Outra lição tem a ver com a necessidade de inclusão, na equipa de fiscalização, de técnicos com domínio da legislação e de práticas costumeiras nacionais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere hoje, na cidade de Maputo, uma comunicação à Nação no âmbito do estado de calamidade pública.

A comunicação do Chefe do Estado é feita no contexto das medidas de prevenção da pandemia da COVID-19, segundo indica uma nota da Presidência da República enviada ao “O País”.

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