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CP da Frelimo não vai sofrer alterações segundo Chakil Aboobacar

A Comissão Política da Frelimo deverá manter-se inalterada depois da presente sessão do Comité Central, segundo deu a conhecer o Secretário-Geral do partido, Chakil Aboobacar. Aboobacar promete aos moçambicanos decisões que gerem impacto na governação e na melhoria das condições de vida dos moçambicanos. O segundo dia dos trabalhos da

O Presidente da República, Daniel Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas, solicitou o agendamento, com carácter de urgência, de um ponto atinente à apreciação da Proposta de Lei que aprova o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, na Assembleia da República.

O Chefe de Estado solicitou o agendamento em conformidade com o compromisso estabelecido entre o Governo e os partidos políticos representados na Assembleia da República, nas Assembleias Provinciais e na Assembleia Autárquica. O pedido ocorre na sequência da aprovação, em 5 de Março de 2025, do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo.

O Ministro na Presidência para os Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais apresentará a referida Proposta de Lei, avança a nota de imprensa da Presidencia da República.

O Presidente da República disse, esta quarta-feira, que o encontro com o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, abre espaço para a estabilização do país. Daniel Chapo diz ainda ser uma forma de recolha de ideias para o desenvolvimento do país. 

Daniel Chapo encerrou, esta terça-feira, a sua visita de trabalho de dois dias à província de Niassa e antes de deixar o local, falou à imprensa. 

O encontro que manteve no domingo com o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, foi um dos destaques da conferência de imprensa. Segundo Daniel Chapo, tratou-se de um passo importante para a estabilização do país e a recolha de ideias.

“Achamos que foi um bom encontro, porque nos vai permitir estabilizar Moçambique, política, social e economicamente, para continuarmos a trabalhar, todos nós, como moçambicanos, para desenvolvermos Moçambique. Se cada um dos candidatos   candidatou-se para ser Presidente da República de Moçambique, tem ideias, e é importante nós colhermos ideias de todos os candidatos e de todos partidos, não só dos que estão no parlamento, mesmo dos partidos extraparlamentares vão participar deste diálogo inclusivo, de forma que possamos desenvolver o país”, disse Daniel Chapo. 

Em Niassa, Chapo fez um comício no qual recebeu queixas e reclamações sobre a corrupção no aparelho do Estado, ao que prometeu “mão dura” para combater o mal.

“Vamos andar atrás destas denúncias, de forma que possamos realmente resolver. A corrupção é um mal, o nepotismo é um mal,  o amiguismo é um mal, e todos estes males devem ser combatidos, para que todos os moçambicanos sintam que têm as mesmas oportunidades, e que a base para admissão dos moçambicanos, seja no sector público ou privado deve ser meritocracia. Tem que haver mérito nas pessoas, tem que haver competência e valores”, acrescentou.  

Outra preocupação da população em Niassa tem a ver com a requalificação da estrada Lichinga-Matchetche, de cerca de 175 quilómetros que liga a vizinha Tanzânia. 

“Esta estrada é muito importante, porque liga a Tanzânia (…). É uma estrada que, havendo investimento para a sua asfaltagem, vai servir, sem mar de dúvidas, como corredor”.

 

CHAPO FAZ AVALIAÇÃO POSITIVA DA VISITA A NIASSA 

O Presidente da República, Daniel Chapo, avaliou positivamente a sua visita de trabalho à província de Niassa, sublinhando a necessidade de consolidar a paz, promover a reconciliação e impulsionar o desenvolvimento económico e social da região.

O estadista destacou o potencial agrícola da província e a importância da industrialização para a criação de empregos para a juventude.

Durante sua estadia, que teve início na segunda-feira, o Chefe do Estado abordou temas centrais como a estabilidade económica do país, o incentivo à produção agrícola e a celebração dos 50 anos da independência nacional.

“Falámos sobre a necessidade da paz, da reconciliação e, sobretudo, da estabilidade política, económica e social do nosso país”, afirmou.

O Presidente da República reuniu-se com o Conselho Executivo Provincial e o Conselho de Serviços de Representação do Estado para avaliar a implementação do plano económico e social. Segundo disse, os indicadores mostram um desempenho positivo, com destaque para o aumento da arrecadação de receitas e a taxa de ocupação hoteleira, ambos acima de cem por cento.

“A província de Niassa conseguiu cumprir as metas estabelecidas, o que demonstra um trabalho eficiente da governação local”, afirmou.

Outro ponto relevante da visita foi a reunião com administradores distritais, chefes de postos administrativos e de localidades. A discussão centrou-se nos desafios enfrentados pela governação local, incluindo o impacto do ciclone Jude nas infra-estruturas e na circulação de bens e serviços. O governante enfatizou a necessidade de investir em vias de acesso para garantir o escoamento da produção agrícola e a dinamização da economia local.

O encontro com funcionários públicos também foi um momento-chave da visita. Chapo destacou as medidas implementadas durante os primeiros 100 dias do seu mandato, como o pagamento do décimo terceiro mês aos funcionários públicos, o ajuste salarial para profissionais da saúde e educação e a quitação de dívidas do Estado com fornecedores.

“Recebemos um feedback positivo dos funcionários públicos, que reconhecem os esforços do Governo em melhorar as condições de trabalho”, salientou.

O Chefe de Estado participou ainda de uma feira agrícola, onde constatou o potencial produtivo da província e a implementação de programas agro-pecuários. “Niassa é uma província bastante rica no sector agrícola e devemos continuar a investir para fortalecer sua produção”, frisou.

O sector privado também esteve na agenda presidencial, com empresários expressando preocupações sobre infra-estrutura rodoviária, contrabando de frango saído do Malawi e excesso de fiscalizações que afectam o ambiente de negócios. O Presidente da República comprometeu-se a analisar essas questões e reforçar o diálogo público-privado para melhorar o ambiente de negócios na província.

Ao finalizar a visita, o Chefe de Estado fez um balanço positivo, ressaltando que governar de forma próxima ao povo permite uma melhor compreensão das necessidades locais. “A nossa missão é fazer uma governação para o povo, com o povo e como o povo. Registámos as preocupações e estamos comprometidos em trabalhar para resolvê-las”, garantiu.

O Presidente da República orientou, nesta terça-feira, em Lichinga, uma reunião com  Funcionários e Agentes do Estado (FAE), no âmbito da visita de  trabalho que realiza à província de Niassa. Durante o encontro, o  Chefe de Estado ouviu e registou diversas preocupações dos  servidores públicos e garantiu que o Governo está empenhado em  encontrar soluções para os desafios apresentados. 

“Registámos as preocupações e vamos ter que sentar para encontrar  as soluções. Esta é a razão da nossa vinda nesta visita”, afirmou o  Presidente. 

No início da reunião, Daniel Chapo explicou o propósito  da sua visita e destacou que segue uma agenda  previamente definida para percorrer as províncias do país. O  Presidente sublinhou que essa abordagem permite estar mais próximo da população e conhecer de perto os desafios enfrentados pelos  cidadãos e pelos servidores do Estado. “Estamos a visitar as províncias  para estar mais próximo do povo e, junto do povo, trabalhar para  responder às preocupações”, destacou. 

O Chefe de Estado reforçou que as reuniões com funcionários e  agentes do Estado são uma parte essencial da sua agenda, pois  permitem ouvir directamente as inquietações da classe e traçar  soluções adequadas. “Eu conheço algumas preocupações, que são  legítimas e que nós achamos que, gradualmente, podemos ir  resolvendo”, afirmou Chapo, acrescentando que o Governo já  começou a solucionar algumas dessas questões. 

Entre as medidas já implementadas, o estadista destacou o  pagamento do 13º salário, o início do pagamento de horas extras e do  turno e meio, e a regularização de pagamentos a fornecedores de  bens e serviços ao Estado. Segundo ele, o Governo está a proceder a  esses pagamentos de forma faseada, de acordo com a  disponibilidade financeira. “É importante que se vá pagando alguma  parte das horas extras enquanto se aguarda pela disponibilidade  financeira em resultado da aprovação do Orçamento do Estado”,  explicou. 

Apesar dos avanços, Chapo reconheceu que ainda  existem desafios por superar, incluindo sobre a implementação da  Tabela Salarial Única (TSU), a morosidade nos actos administrativos e a  falta de visto do Tribunal Administrativo para novos servidores  admitidos, o que causa atrasos no pagamento de salários. “Estamos a  fazer um esforço muito grande para valorizar o trabalho que os  colegas estão a fazer”, assegurou o Chefe de Estado.

Durante o encontro, os funcionários e agentes do Estado de Niassa  apresentaram preocupações relacionadas à falta de liquidez para o  pagamento de subsídios por morte, início de funções e de localização  para novos servidores. Além disso, foram levantadas questões sobre a  morosidade na fixação de pensões e o mau enquadramento de  alguns funcionários após a implementação da TSU. 

O Presidente da República garantiu que todas as preocupações  foram devidamente anotadas e serão objecto de análise e  encaminhamento pelo Governo. 

“Contem sempre com o nosso apoio e, sempre que for necessário,  vamos aparecer mais vezes em Niassa, vamos conversar mais vezes.  Tudo o que foi apresentado como preocupações registámos e vamos  trabalhar para resolver pouco a pouco para melhorar as condições de  trabalho dos funcionários e agentes do Estado em todo o país”,  concluiu o Presidente da República.

Arranca, nesta quarta-feira, a primeira sessão ordinária da Assembleia da República, referente à décima legislatura. O programa da cerimónia foi aprovado pela Comissão Permanente, que apreciou igualmente a situação de perda de mandato dos dois deputados do PODEMOS que ainda não tomaram posse.

A Comissão Permanente da Assembleia da República reuniu-se nesta segunda-feira, há menos de 24 horas para o arranque da primeira sessão ordinária do órgão, nesta décima legislatura, para entre outros aprovar o programa de trabalho.

“Delas, foram deliberados os programas, aprovado que vai de 26 de março a 13 de abril próximo, sendo assim, a cerimónia oficial da abertura da primeira sessão ordinária da Assembleia da República, que realiza-se já quarta-feira, dia 26, e nos dias 27 e 28 do mês em curso, os deputados estarão reunidos em seminários de intervenção, na sede do Parlamento, aqui, em Maputo”, explicou Manuel Ramessane, porta-voz da Comissão Permanente da AR, depois de quatro horas de reunidos a portas fechadas. 

Os deputados, de acordo com o calendário aprovado pelo órgão, só voltarão a reunir-se em plenária, 13 dias depois do início das actividades.

“O Parlamento também voltará a reunir-se nos dias 9 e 10 de Abril próximo, para também  apreciar a informação do Governo, que são solicitadas pelas bancadas parlamentares da Frelimo, Podemos, Renamo e MDM”, disse. 

A mesma comissão apreciou a situação dos mandatos dos dois deputados do Podemos que não tomaram posse.

“Falamos de Faizal Anselmo Gabriel e Pedrito Marques Furuma. A Comissão Permanente deliberou por remeter à primeira Comissão, a Comissão de Legalidade, para  melhor apreciar, atendendo que existem requisitos que ainda não foram cumpridos  para a sua execução. Falamos concretamente do Estatuto dos Deputados da Assembleia da República, no concernente do  artigo 8, na sua linha F, onde dá a possibilidade do deputado perder o mandato, quando ela estiver ausente até à segunda sessão ordinária do Plenário da Assembleia da República. Claro que ainda estamos na primeira sessão ordinária, mas embora tenha sido um pedido do Partido PODEMOS para a substituição, ainda não estão criados os requisitos, conforme a lei, para a substituição. Teremos de esperar até o final da segunda sessão”, disse. 

Os dois deputados do partido Podemos não tomaram posse, por terem perdido a vida antes da cerimónia solene.

O partido Frelimo, em Gaza, estima em quatro milhões de meticais o custo para reabilitar as sedes vandalizadas e destruídas no auge dos protestos pós-eleitorais no país. O partido dos camaradas quer que os autores do que classifica “acto criminal” sejam responsabilizados.

Pelo menos quatro sedes do partido Frelimo foram alvo de ataque nas principais cidades na sequência dos protestos pós-eleitorais na Província de Gaza. O porta-voz do partido Frelimo na província disse, esta terça-feira, que as invasões às instalações daquela formação política, entre os meses de Dezembro e Fevereiro do ano em curso, deixaram um rastro de destruição, além de uma viatura e documentos relevantes totalmente queimados. E, por isso busca caminhos agora para se reerguer.

José Mabutana entende que o partido foi vítima de uma acção “criminal premeditada”, por isso garante que, através do gabinete jurídico, foram instruídos processos junto das autoridades de justiça para identificação e responsabilização dos autores.

Os camaradas apelam à união e cooperação entre diversos segmentos políticos e sociais para restauração da ordem e segurança públicas, com vista a possibilitar o funcionamento normal das instituições para o progresso da província. 

A Comunidade Mahometana manifestou o seu apreço pelo encontro realizado, domingo, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e Venâncio Mondlane.

“Consideramos que este diálogo representa um avanço significativo para o fortalecimento da unidade, inclusão e progresso de Moçambique. A construção de pontes entre diferentes sectores da sociedade é essencial para a promoção da harmonia, da justiça e do bem-estar colectivo”.

Segundo a Comunidade Mahometana, como parte da diversidade cultural e religiosa do país, reconhece o encontro como um reflexo do compromisso com a paz e o desenvolvimento equitativo. O respeito mútuo e a busca pelo entendimento são valores fundamentais para uma sociedade mais justa e próspera.

“Reafirmamos, assim, o nosso apoio a todas as iniciativas que promovam a unidade nacional, o respeito pela diversidade e o crescimento sustentável. Que este momento sirva de inspiração para futuras acções que contribuam para um Moçambique mais unido e harmonioso”, considera a Comunidade Mahometana, num documento assinado pelo seu presidente, Salim Omar.

A Bancada Parlamentar da Frelimo, reagindo em nome dos seus 171 deputados e do povo moçambicano que representa, saudou, esta segunda-feira, o que considera histórico e patriótico encontro realizado na noite de domingo, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o candidato nas eleições de Outubro de 2024, Venâncio Mondlane .

“Depois de meses marcados por inquietação, actos de vandalismo, destruição de património público e privado, e limitações à livre circulação de cidadãos inocentes, este encontro vem restaurar a fé dos moçambicanos no poder do diálogo, na reconciliação e no compromisso com a paz”, adianta a nota de imprensa, na qual ainda se lê: “Este momento simbólico e profundamente necessário, aguardado com esperança e ansiedade por mais de 30 milhões de moçambicanos, representa um virar de página e um passo firme em direcção à estabilidade, à unidade e ao progresso. Moçambique merece a paz. Moçambique exige entendimento. A FRELIMO  anseia por um futuro onde todos, independentemente das suas diferenças, possam contribuir para o bem comum”.

De acordo a Bancada Parlamentar da Frelimo, Daniel Chapo tem reiterado, com serenidade e firmeza, a sua total abertura ao diálogo inclusivo e construtivo, como pedra angular de uma governação participativa e virada para o desenvolvimento. “O gesto de encontro entre os dois líderes, ocorrido no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, simboliza uma vitória do povo, da maturidade política e da responsabilidade patriótica”.

Na mesma nota, pode-se ler que a Bancada Parlamentar da Frelimo encoraja os dois líderes e demais actores políticos a privilegiarem sempre o caminho do diálogo, da reconciliação e do entendimento mútuo, pois só assim Moçambique poderá florescer em paz; só assim os moçambicanos poderão trabalhar, produzir e viver com dignidade; só assim poderemos continuar a consolidar a nossa jovem democracia e a construir o país próspero que todos ambicionam.

“Aos moçambicanos de todo o território nacional e na diáspora, deixamos uma palavra de esperança: o futuro constrói-se com coragem, com tolerância e com espírito de unidade nacional. Que este encontro inspire outros gestos nobres e patrióticos em todos os níveis da nossa sociedade”, termina a Bancada Parlamentar da Frelimo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou, esta segunda-feira, uma visita de Estado de três dias à província de Niassa, com um comício popular na capital, Lichinga. Diante de uma multidão entusiasmada, adianta uma nota de imprensa, o Chefe de Estado reafirmou o compromisso de governar junto do povo e para o povo, destacando a importância da paz e da reconciliação como pilares para o progresso nacional.

“No dia 15 de Janeiro, durante a nossa tomada de posse, dissemos que vamos governar perto do povo, vamos governar com o povo, vamos governar para o povo e vamos governar como povo, é por isso que estamos aqui”, declarou o Presidente, que agradeceu à população de Lichinga e de toda a província de Niassa pelo apoio,

sublinhando que a sua visita inclui reuniões com diversas entidades, como empresários, líderes comunitários e a realização de uma sessão do Conselho de Ministros, para avaliar o desenvolvimento da região.

Segundo a nota de imprensa, a população de Lichinga teve a oportunidade de expressar suas preocupações, destacando a necessidade de redução do custo de vida e combatendo casos de corrupção na atribuição de vagas na Função Pública e em instituições de ensino técnico. Apesar desses desafios, os cidadãos também reconheceram os avanços já registados na governação actual, demonstrando confiança nos esforços do Executivo.

Durante o comício, Daniel Chapo transmitiu felicitações aos moçambicanos que celebram o Ramadão e a Quaresma, além de homenagear as mulheres pelo mês de Março. “Viemos dizer muito obrigado à população de Lichinga, muito obrigado à população de Niassa. E trazemos aqui algumas mensagens”, afirmou, antes de apresentar os ministros que o acompanham na visita e anunciar a realização da sessão do Conselho de Ministros em Lichinga esta semana.

O Chefe de Estado abordou avanços na gestão pública, incluindo a resolução de preocupações dos funcionários públicos e antigos combatentes sobre o pagamento de pensões. Contudo, reconheceu que ainda há desafios a serem superados.

Chapo enfatizou a paz como o pilar fundamental para o desenvolvimento, alertando que “não se desenvolve um país com violência, porque violência gera violência. Não se desenvolve um país com ódio, porque o ódio gera ódio. Não se desenvolve um país com maldade, porque maldade gera maldade”.

Chapo destacou a importância do diálogo e da reconciliação, incentivando os moçambicanos a promoverem a paz no seio familiar, nas comunidades e em todas as esferas da sociedade. “Temos que nos unir entre moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, e perceber que quando temos preocupações, desavenças, ninguém deve fazer justiça pelas próprias mãos, pois temos instituições”, reforçou.

O Presidente abordou ainda o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, assinado em 5 de Março, como um passo crucial para garantir a estabilidade do país após as eleições. Sublinhou que o acordo é apenas o início de um processo que visa envolver todas as forças vivas da sociedade moçambicana e instou a população a participar activamente.

No seu discurso, também reconheceu os progressos alcançados desde a independência nacional, mas ressaltou a necessidade de continuar investindo em infra-estruturas essenciais como água, energia, estradas, escolas e hospitais. “É por 

isso que estamos aqui, para continuarmos a trabalhar com o nosso povo para trazermos mais água, mais energia, mais escolas, mais medicamentos”, afirmou.

Para concluir, Chapo destacou o potencial agrícola da província de Niassa como uma oportunidade para a criação de empregos para os jovens e reafirmou o compromisso do governo no combate à corrupção. “Temos que continuar mais unidos, trabalhar para que haja paz e reconciliação, para que haja perdão entre os moçambicanos, porque só assim vamos construir Moçambique”, finalizou. 

O Presidente da Confederação das Associações Económicas, Agostinho Vuma, diz esperar que o encontro entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane não seja apenas mais um diálogo, mas “seja uma efectiva estabilização”. 

Agostinho Vuma reagiu, esta segunda-feira, ao encontro ocorrido ontem entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane. Vuma explicou que a preocupação do sector privado, neste momento, é “a nova maneira de estar, que se instalou depois da crise pós-eleitoral”, e reconheceu a importância do encontro para a estabilização do país.    

“Temos todos os dias agitações sociais, que mostram que também temos a obrigação de promover a concórdia entre nós, mas também passar a mensagem. Mas sem dúvida nenhuma que a mensagem  do pacto  a sair do encontro de ontem, do ex-candidato presidencial e do presidente Chapo tem um peso específico enorme para estabilização do nosso país e do tecido empresarial”, disse. 

O sector privado espera que o encontro traga soluções e não seja “mais um diálogo”. “Temos um pouco por todos dias agitações (…) que não mostram uma concórdia, uma melhoria do ambiente de fazer negócio tão rápido, mas a mensagem que pode sair desses dirigentes colectivos, também vai fazer uma grande diferença”, concluiu. 

 

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