Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Em representação do Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, participa de 18 a 28 de Setembro, em Nova Iorque, no debate geral da 76ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, evento que, este ano, decorre sob o lema “Construindo a resiliência através da esperança recuperar da COVID-19, reconstruir de forma sustentável, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Durante o programa diplomático, de âmbito multilateral e bilateral, Verónica Macamo far-se-á presente em várias sessões do debate geral, em que os chefes das delegações de vários países proferem habitualmente os seus discursos centrados na paz e segurança, mudanças climáticas e, actualmente, a pandemia da Covid-19 e no desenvolvimento económico, social e global.

Nos encontros bilaterais com os ministros dos negócios estrangeiros de vários países de África, Ásia, América, Médio Oriente e Europa, para troca de impressões e informação sobre assuntos de cooperação bilateral e multilateral, Macamo buscou, em audiências diplomáticas, o reforço da cooperação bilateral com os Estados Unidos da América (EUA), Emirados Árabes Unidos e República da Croácia e os votos dos Governos destes países para a eleição de Moçambique ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A governante manteve na tarde de segunda-feira, 20 de Setembro corrente, com a subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, o ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, Shakhbout Bin Nahyan Al Nahyan, e o ministro dos Negócios Estrangeiros e de Assuntos Europeus da República da Croácia, Gordan Grlić Radman.

Além do reforço da cooperação bilateral e a solicitação de votos em prol da candidatura a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a governante moçambicana passou em revista com a subsecretária de Estado americana, Victoria Nurland, “os progressos significativos” da redução de casos e de mortes da COVID-19 em Moçambique, a situação de segurança na província de Cabo Delgado que melhorou consideravelmente” e os “efeitos nefastos” das mudanças climáticas no nosso país.

Ao ministro emirado do Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Macamo manifestou a profunda crença da existência de “espaço e vontade política” em Moçambique e os Emirados Árabes Unidos “para a cooperação e a amizade crescerem rapidamente”.

A conversa entre ambos discorreu tendo como pano de fundo a EXPO-DUBAI 2001 e o 6º Fórum Global de Negócios de África, eventos magnéticos da cooperação bilateral, que têm lugar em Dubai, a partir do próximo mês de Outubro.

Com o ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus da Croácia, a troca de pontos de vista sobre as relações entre Moçambique e Croácia cimentou a convicção da reactivação da cooperação em várias áreas de interesse socioeconómico. Neste âmbito, Macamo sugeriu que a Croácia envie a Moçambique “uma missão empresarial com vista a explorar possíveis áreas de investimento”.

No âmbito da diplomacia multilateral, Macamo participou da reunião de formato híbrido, presencial e virtual, sobre os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), conduzida a partir da sede das Nações Unidas. No decurso da reunião, escutou o discurso transmitido virtualmente, proferido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

“Pretendemos alcançar um país livre da pobreza, das desigualdades, da discriminação, resiliente às mudanças climáticas, livre do terrorismo e do impacto negativo da COVID-19”, afirmou o Chefe de Estado moçambicano, perante numerosos participantes àquela convenção, que incluía os presidentes de Cabo Verde, Egipto, Quênia, Malawi, Serra Leoa, Sudão, Tunísia, Zâmbia e Zimbabwe.

Verónica Macamo é acompanhada pelo embaixador Pedro Comissário, representante permanente de Moçambique nas Nações Unidas; Carlos dos Santos, embaixador de Moçambique nos Estados Unidos da América (representou Moçambique na cerimónia do tributo especial evocativa do 20º aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro em Nova Iorque, que consistiu, essencialmente, na deposição de flores no Memorial 9/11, alusivo às vítimas dos ataques), e Ana Nemba Uaiene, directora de Organizações Internacionais e Conferências no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Macamo foi, igualmente, recebida em audiência pelo Presidente da 76ª Sessão da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, a quem apresentou informação sobre a situação prevalecente do país.

A deputada da Assembleia da República e membro da Comissão Permanente do órgão (CPAR), Ana Rita Sithole, considera que a participação política da mulher é uma prioridade na agenda nacional.

Sithole falava durante a abertura da sessão de diálogo de alto nível entre diplomatas e as Ligas Femininas dos partidos políticos, organizada pelo Instituto para Democracia Partidária (IMD), através da Academia Política da Mulher, tendo afirmado ainda que, historicamente, Moçambique sempre procurou garantir a não discriminação entre homens e mulheres, independentemente da esfera de actuação.

“Hoje, Moçambique mantém firme o forte comprometimento para com esse princípio que sempre nos guiou e, sem rodeios, temos o grande privilégio de afirmar categoricamente que a questão do equilíbrio de género e da participação política da mulher é assunto de interesse nacional”, referiu.

Segundo a deputada e membro da CPAR, a nível da Assembleia da República, por exemplo, a representatividade feminina é notória, sendo que, do universo de duzentos e cinquenta ﴾250﴿ deputados, cento e três (103) são mulheres, o que representa um crescimento em relação à legislatura anterior (2015-1029), em que havia 100 mulheres.

Todavia, a deputada explicou que há sempre espaço para melhorias e o diálogo de alto nível entre mulheres diplomáticas e as Ligas Femininas dos partidos políticos constitui uma importante plataforma de reflexão sobre a situação actual e de debate de ideias sobre que mecanismos devem ser adoptados para fortalecer ainda mais a participação política da mulher no cenário nacional.

Por sua vez, o director-executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, reconheceu os avanços em termos de representação das mulheres nos órgãos políticos, mas apontou alguns desafios.

“Estamos conscientes dos desafios enfrentados pelas mulheres na política”, disse Mulhovo, acrescentando que “por isso, a organização deste encontro visa também, por um lado, conferir um espaço para a reflexão em torno dos desafios enfrentados na vossa luta diária para a afirmação na política e, por outro, permitir uma aprendizagem com base nas experiências dos outros países, através da interacção e do diálogo com as Embaixadas comprometidas com a causa”, disse Mulhovo.

O director-executivo do IMD reconheceu ainda que, apesar da persistência de desafios no alcance das metas estabelecidas na luta pelo equilíbrio de género, sobretudo nos cargos de poder público, existem avanços encorajadores.

“Um levantamento feito pelo IMD sobre a participação política das mulheres em instituições de representação democrática demonstra um aumento de número de mulheres a nível da Assembleia da República e das Assembleias Provinciais, de cerca de 42% e 30% respectivamente, embora nestes últimos num ritmo muito lento”, explicou Mulhovo.

 

LIGAS FEMININAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS DEFENDEM SOLIDARIEDADE ENTRE MULHERES

Na sessão de diálogo de alto nível entre mulheres diplomáticas e as Ligas Femininas dos partidos políticos, promovido pela Academia Política da Mulher do IMD, em parceria com a Embaixada do Reino dos Países Baixos, abordou as perspectivas das Ligas Femininas sobre os desafios institucionais da representação política das mulheres e as experiências sobre a participação política da mulher, olhando para alguns países da Europa e África.

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Mariazinha Niquice, referiu-se aos programas elaborados e implementados pelo partido FRELIMO, visando o empoderamento da mulher e promoção da sua participação nos órgãos de tomada de decisão.

Niquice disse, a título de exemplo, que a FRELIMO tem políticas contra a discriminação da mulher e implementa a política de quotas para a ascensão aos cargos decisórios, sendo 35% para a mulher, 25% para a juventude e 10% para os combatentes.

Depois de afirmar que, em termos formais, a Constituição da República de Moçambique já determina um incentivo baseado no princípio da igualdade de género, a secretária-geral da OMM defendeu a necessidade de priorizar a escolarização da mulher jovem, para que esta possa participar, de forma consciente, nos processos de empoderamento e da sua participação política nos órgãos decisórios.

Por seu turno, a presidente da Liga Feminina do partido RENAMO, Maria Inês Martins, disse que aquela formação política tem vindo, desde a sua génese, a lutar pela inclusão das mulheres nos órgãos decisórios, tendo apontado a existência de delegadas provinciais e distritais, bem como os órgãos partidários nacionais.

Martins, que é deputada da Assembleia da República pela Bancada Parlamentar da RENAMO, falou dos esforços daquele partido político da oposição em prol do empoderamento das mulheres e seu envolvimento nos órgãos de tomada de decisão, apesar da existência de exclusão nos órgãos públicos alegadamente motivada pela intolerância política.

A presidente da Liga Feminina do partido MDM, Judite Macuácua, afirmou que a problemática da participação política da mulher nos órgãos decisórios, visando o seu crescente empoderamento político é um assunto actual que preocupa o mundo inteiro.

Judite acrescentou que o partido MDM se preocupa com o envolvimento da mulher nos órgãos de tomada de decisão, sublinhando ser fundamental a promoção da solidariedade entre as mulheres.

O encontro contou ainda com intervenções das Embaixadas do Reino dos Países Baixos, Finlândia, Suécia, Irlanda, Angola e África do Sul, que reconheceram os avanços de Moçambique, no que diz respeito à participação da mulher e partilharam as experiências dos respectivos países.

A Assembleia da República (AR) está preocupada com o drama em que vivem os deslocados nos centros de reassentamento abertos em Cabo Delgado, onde milhares de famílias estão a sofrer devido à fraca capacidade do Governo em prestar assistência humanitária desejada.

A preocupação foi levantada pela Comissão do Plano e Orçamento, depois da visita efectuada a dois distritos da província que acolhem os sobreviventes dos ataques terroristas.

“Visitámos os distritos de Metuge e Chiúre e constatámos que os deslocados continuam a enfrentar grandes dificuldades, apesar do trabalho de assistência prestada pelo Governo e organizações humanitárias, revelou Abdul Issufo, porta-voz da Comissão do Plano e Orçamento da AR, sem especificar as constatações levantadas no terreno.

Entretanto, para minimizar o sofrimento das vítimas do terrorismo, a Assembleia da República apela ao Governo para alocar fundos à província de Cabo Delgado e reforçar o orçamento dos distritos que acolhem os deslocados.

“O Governo da província de Cabo Delgado precisa de um reforço ao seu orçamento para melhorar a assistência humanitária aos deslocados e começar a reconstruir as infra-estruturas nas zonas já libertadas, de modo a garantir que a população volte às suas de origem, onde poderão deixar de depender de ajuda, como acontece actualmente”, propôs Abdul Issufo.

Comida, roupa, habitação, água potável, cuidados de saúde e educação são as sete necessidades básicas dos sobreviventes dos ataques terroristas, que vivem nas zonas consideradas seguras, na província de Cabo Delgado.

O Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), recorrente ao Tribunal Superior de Gauteng na África do Sul, duvida da imunidade de Manuel Chang em Moçambique, condição através da qual o antigo ministro das finanças poderia ser colocado no banco dos réus para responder sobre os crimes que é acusado de ter praticado, relacionados com as dívidas ocultas, que empurraram o país para uma crise financeira.

O proponente da acção de impugnação contra a extradição de Chang, o FMO, entende que há incertezas sobre a situação do antigo ministro, pelo que aventa a possibilidade de este não ter sido formalmente acusado pelo Ministério Público moçambicano, sobre os crimes de branqueamento e capitais, tráfico de influências e abuso de cargo e funções, bem como pelo facto de provavelmente ainda pertencer ao Parlamento moçambicano, como deputado pelo círculo eleitoral da província de Maputo e, por isso, imune às acusações, não podendo, pois, ser detido.

Posto isto, a decisão do ministro sul-africano da Justiça e Serviços Correcionais, Ronald Lamola, gera uma controvérsia na África do Sul.

Contudo, depois de ter sido adiada por duas vezes, o Governo sul-africano voltou a defender, esta sexta-feira, a extradição do ex-ministro das Finanças para Moçambique, afirmando que a decisão está “racionalmente ligada” ao “propósito” para ser julgado pelos crimes de que é “acusado” no país.

“Nada prova que Chang não goza de imunidade em Moçambique, por isso pode estar sob custódia do SERNAP enquanto decorre o julgamento, além do facto de já ter sido arrolado como testemunha no julgamento em curso na B.O”, considera o Governo sul-africano.

De acordo com a argumentação do Estado sul-africano, “evidentemente, nem o tratado de extradição dos EUA nem o protocolo da SADC determinam que um pedido recebido primeiro goza de prioridade. Assim, não há nenhum mérito de facto e de direito para a alegação do FMO de que o pedido dos EUA merece preferência em virtude de ter sido submetido antes do pedido de Moçambique. Refira-se que, em Agosto último, o porta-voz do Ministério da Justiça sul-africano, Chrispin Phiri, anunciou que a África do Sul decidiu extraditar Manuel Chang para Moçambique.

O estadista moçambicano, Filipe Nyusi, fez ontem o lançamento da campanha para a candidatura de Moçambique a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Filipe Nyusi diz que a participação do país neste órgão vai garantir maior visibilidade no mundo como amante da paz e da prosperidade dos povos.

Caso Moçambique seja eleito para o cargo de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas estará lado a lado com 14 países que integram o órgão, dos quais os permanentes são China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

A eleição para membro não permanente acontece em Junho de 2022 e o ganho em ocupar este cargo é bem claro para o estadista moçambicano.

“Constitui a consagração do papel da diplomacia moçambicana, cuja a trajectória, entre glórias e solavancos, logrou ao longo dos tempos tornar Moçambique mais visível na arena internacional como um país amante da paz e defensor da prosperidade dos povos”, diz Filipe Nyusi.

Aliás, a importância deste órgão para o Estado moçambicano esteve sempre notável nos acordos de paz.

“Tomamos esta decisão pela primeira vez na história de Moçambique como um Estado independente e soberano. Fazemo-lo porque o nosso país sempre atribuiu uma importância especial a esta organização universal pelo papel que tem desempenhado desde o período da nossa luta de libertação ao presente”

Caso seja eleito, Moçambique terá um mandato de dois anos, isto é, a partir de 1 de Janeiro de 2023 a 31 de Dezembro de 2024.

A corrida ao órgão acontece, entretanto, numa altura em que o país debate-se com o terrorismo em Cabo Delgado. Para o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, a luta contra este mal global revela que o país merece estar no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“O esforço que está a ser feito contra o terrorismo não só em Moçambique, é contra o terrorismo como fenómeno internacional. É por isso mesmo que Moçambique merece estar no Conselho de Segurança”, diz Chissano.

O Presidente da República recebeu, esta quinta-feira (16) cartas credenciais de cinco embaixadores e três altos-comissários das Repúblicas da Nigéria, Zimbabwe, Gana, Namíbia, Burkina Faso, Ucrânia, Noruega e Irão. Na ocasião, Filipe Nyusi pediu aos novos chefes de missões diplomatas apoio para a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

São, ao todo, oito os chefes das missões diplomáticas credenciadas, esta quinta-feira (16), no país, pelo Presidente da República.

Trata-se de cinco embaixadores e três altos-comissários, que vêm de países africanos, europeus e asiáticos, conforme deu a conhecer a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, durante o briefing à imprensa, depois da recepção pelo Presidente da República, na Presidência.

Os três altos-comissários são “Yamah Mohammed Musa, designado da República Federal da Nigéria; Alexander Grant Ntrakwa, alto-comissário designado da República de Gana, Nicklaas Rikondja Kandjii, alto-comissário designado da República da Namíbia”.

Nyusi recebeu, ainda na sala protocolar, cinco embaixadores, nomeadamente “Victor Matemadanda, designado da República de Zimbabwe; Oumarou Maiga, designado da República de Burkina Faso; Abravitova Liubov, designado da República de Ucránia; Haakon Gram-Johannessen, designado da República da Noruega e Mehdi Aghajafari, designado da República Islâmica do Irão”.

Verónica Macamo, em representação ao Estado, esclareceu que nem todos os recém- credenciados fixarão residências em Moçambique.

“O alto-comissário da Nigéria e os embaixadores do Irão, Noruega são chefes de missão diplomática com residência em Moçambique, enquanto os altos-comissários da Namíbia e do Gana e os embaixadores de Borkina Faso e Ucrânia terão a sua actividade exercida a partir de Harare e Pretória, onde residem”.

Depois da apresentação das cartas, o Presidente da República, Filipe Nyusi, transmitiu aos altos-comissários e embaixadores uma mensagem de boas vindas e o interesse do Governo de firmar as relações de amizade e cooperação existentes entre o nosso país e os oitos países representados pelas missões diplomáticas.

“Em relação aos países acreditados, o Presidente pediu maior cooperação para o desenvolvimento nas áreas de Saúde, Educação, Energia, Petróleo e Gás”, disse Verónica Macamo.

Filipe Nyusi aproveitou o momento para pedir aos chefes das missões diplomáticas apoio para a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

BELMIRO MALATE APRESENTOU CARTAS CREDENCIAIS AO PRESIDENTE DE SINGAPURA

O embaixador moçambicano, Belmiro José Malate, apresentou na quinta-feira, 16 de Setembro, ao Presidente da República de Singapura, Halimah Yacob, as Cartas Credenciais que o acreditam como Alto-Comissário da República de Moçambique naquele país asiático.

No decurso do evento, a Presidente da Singapura e o Alto-Comissário moçambicano reiteraram o interesse do aprofundamento das relações político-diplomáticas e do incremento da cooperação bilateral, particularmente nos domínios da administração pública e do desenvolvimento do capital humano.

Foi igualmente manifestada a intenção de reforçar as relações económico-empresariais, visando o aumento do investimento e comércio, bem como usufruir das posições geoestratégicas privilegiadas que os dois países ocupam em África e Ásia, respectivamente.

A cerimónia de apresentação das cartas credenciais decorreu virtualmente, devido às limitações de viagens impostas pela pandemia da COVID-19.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede esta quinta-feira ao lançamento da Campanha de Candidatura de Moçambique à Membro Não-Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para 2023-2025.

O lançamento da candidatura acima referida, que terá lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, segue-se à decisão nesse sentido tomada há cerca de um ano pelo Governo de Moçambique, iniciativa que recebeu o endosso da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana (UA).

As eleições para o Conselho de Segurança da Nações Unidas terão lugar durante a 76ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, em Junho de 2022.

Ainda esta quinta-feira, o Presidente da República, recebe, no Gabinete da Presidência da República, Cartas Credenciais do Alto Comissário Designado da República Federal da Nigéria (Yamah Mohammed Musa); Embaixador Designado da República do Zimbabwe (Victor Matemadanda); Embaixador Designado do Reino da Noruega (Haakon Gram-Johannessen); Embaixador Designado de Bourkina Faso (Oumarou Maiga); Embaixador Designado da República Islâmica do Irão (Mehdi Aghajafari); Embaixadora Designada da Ucrânia (Abravitova Liubov); Alto Comissário Designado da República do Gana (Alexander Grant Ntrakwa); e o Alto Comissário Designado da República da Namíbia (Nicklaas Rikondja Kandjii).

Os deputados da Assembleia da República (AR), enaltecem os esforços das autoridades governamentais da província de Tete na colecta de receitas fiscais para os cofres do Estado, tendo-se referido com realce ao desempenho da Autoridade Tributária e das Alfândegas de Moçambique.

O presidente da Comissão do Plano e Orçamento (CPO) da AR, António Niquice, continua a fiscalizar a actividade governativa na região centro do país. Niquice, que falava à imprensa momentos após o grupo de deputados membros da CPO ter efectuado uma visita de trabalho à Autoridade Tributária em Tete, afirmou que aquela província tem uma contribuição significativa na arrecadação de receitas fiscais para os cofres do Estado, baseada na exploração de recursos naturais.

Como exemplo disso, Niquice mencionou o papel da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Vale Moçambique, Mozambique Leaf Tabacco e outras cuja contribuição para os cofres do Estado foi estimada em MZN 15.634,94 milhões em 2020.

“Pretendemos, com esta visita, não só enaltecer os esforços dos quadros da Autoridade Tributaria e das Alfandegas de Moçambique, mas também de todos que se empenham na colecta dos impostos e das receitas fiscais”, disse Niquice, frisando que os quadros dos dois sectores desempenham uma actividade patriótica, financiando o Orçamento do Estado (OE).

O deputado disse ser necessário compreender as vicissitudes deste processo no contexto em que o país é fustigado pela pandemia da Covid-19, que contribuiu para o desinvestimento e cessação de actividades de 69 empresas de diversos ramos, tendo resultado na suspensão de 54 contratos a 2.679 trabalhadores.

Na componente das receitas públicas, Tete arrecadou, no primeiro semestre de 2021, MZN 12.816,31 milhões de receitas próprias e consignadas da meta anual de MZN 58.685,80 milhões.

Ainda no período acima referido, foram arrecadados MZN 12.816,31 milhões de receitas próprias e consignadas da meta anual de MZN 58.685,80 milhões.

Ainda em Tete, a CPO reuniu-se com o Conselho Autárquico de Tete e Organizações da Sociedade Civil, incluindo os Agentes Económicos, bem como visitou alguns empreendimentos económicos da província.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou hoje, em Maputo, o programa de mobilização de cerca de 1,8 mil milhões de dólares norte-americanos para financiar a expansão dos sistemas de abastecimentos de água nas zonas urbanas no país, com a perspectiva de levar água potável a mais quatro milhões de pessoas nos próximos 10 anos.

Para além de água potável, o projecto engloba infra-estruturas de saneamento do meio que devem, igualmente, ser resilientes aos efeitos das mudanças climáticas. O lançamento do programa ocorre numa altura em que apenas 67% dos moçambicanos têm acesso à água potável uma cifra que só foi alcançada nos últimos seis anos quando o investimento nestes sistemas permitiu que mais de quatro milhões passassem a ter água em todo o país.

Recentemente, o Governo lançou o programa “Água para Vida II”, orçado em mais de 58 milhões de dólares, com o objectivo de consolidar os ganhos alcançados com a primeira fase do programa que conseguiu levar água para mais de 1.5 milhão de pessoas, principalmente nas zonas rurais do país, bem como expandir o acesso ao precioso líquido a mais pessoas.

Na ocasião, Filipe Nyusi recordou que o Governo decidiu criar, recentemente, quatro empresas públicas de gestão dos sistemas de abastecimento de água, divididos em diferentes regiões do país, que deverão assegurar o pleno funcionamento dos sistemas, bem como a sua expansão para além de introduzirem uma gestão comercial sustentável dos sistemas. Por outro lado, saúda as experiências de gestão privada de alguns sistemas construídos pelo Governo que estão a permitir uma correcta utilização e prestação de conta.

No entanto, o Chefe de Estado alertou que as tarifas de consumo de água, apesar de ser necessário recuperarem o investimento realizado e a manutenção do sistema, não podem privar o acesso à água a pessoas desfavorecidas, pelo que deve sempre encontrar-se um equilíbrio.

Durante a cerimónia, o Banco Mundial deixou a garantia ao Governo de que vai continuar a investir na melhoria e expansão dos sistemas de abastecimento de água e saneamento no país, tendo previsto para os próximos anos um financiamento na ordem de pouco mais de 500 milhões de dólares norte-americanos. O Reino dos Países Baixos, o Banco Africano de Desenvolvimento e a República Portuguesa reafirmaram, igualmente, o seu interesse em continuar a apoiar Moçambique a melhorar a disponibilização da água potável aos moçambicanos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE