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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

Sob o lema “Revisão das abordagens para uma migração segura, regular e ordenada no contexto da COVID-19”, Moçambique acolheu, pela segunda vez, oito anos depois, a reunião relativa ao Diálogo sobre a Migração na África Austral (IDSA).

Na abertura oficial da 6ª conferência ministerial do IDSA, a ministra os Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse que a migração tem desempenhado um papel importante na região da SADC.

De acordo com a governante, os migrantes têm jogado um papel importante no desenvolvimento de muitos Estados da SADC e continuam a ser o alicerce da economia regional.

A 6ª Sessão Ministerial da IDSA reúne-se no contexto da pandemia da COVID-19 e da preparação para o Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF). E, neste contexto, Verónica Macamo referiu que a SADC não pode perder a esperança de recuperação, apesar dos efeitos negativos da pandemia.

No evento, a ministra defendeu o multilateralismo reforçado e a unidade de propósitos, como fundamentais para mitigar esta emergência sanitária global, acrescentando que a distribuição desigual de vacinas gera, consequentemente, padrões desiguais de vacinação em todo o mundo que são inaceitáveis.

“O nacionalismo de vacinas é auto-destrutivo e é contrário à máxima de que ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Quer seja no hemisfério norte ou no hemisfério sul, quer seja rico ou pobre, velho ou jovem, todas as pessoas, incluindo os migrantes, merecem ter acesso às vacinas”, disse Verónica Macamo.

Prosseguindo com o seu discurso de abertura da 6ª conferência ministerial do IDSA, a ministra moçambicana disse também que o progresso lento da vacinação tem um impacto directo na circulação das pessoas e retrai os movimentos de migração, o que gera um impacto negativo no desenvolvimento das sociedades ao limitar o fluxo de bens e fluxos financeiros aos países de origem.

“Para muitos Estados-membros, as remessas diminuíram no ano passado para níveis de 5,4%, devido à COVID-19, o que contribuiu para retrair o ritmo de recuperação da crise e, consequentemente, reduzir o potencial que a migração tem de impulsionar o desenvolvimento”, frisou.

Além dos dezasseis Estados-membros da SADC, tomou parte da 6ª conferência ministerial do IDSA a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O evento decorreu de forma híbrida – presencial e virtual.

Na sua qualidade de presidente do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (CPS-UA) no mês de Outubro corrente, o Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige esta sexta-feira, 29 de Outubro, a partir do Gabinete da Presidência da República, a reunião virtual de Governo e Chefes de Estados-membros do CPS-UA.

O evento realiza-se sob o tema “Abordando Questões sobre Gestão de Riscos de Desastres em África: Desafios e Perspectivas para a Segurança Humana”.

A reunião do CPS-UA, que conta com a participação dos quinze Estados-membros, representantes das Comunidades Económicas Regionais do continente africano, entre outros convidados, visa proporcionar a oportunidade de, a nível mais alto, trazer uma abordagem integrada sobre questões relativas à gestão de desastres e redução de riscos em África, levando a debate o seu impacto na “segurança humana”, na óptica de desafios e perspectivas de uma nova abordagem conceptual e institucional sobre a matéria.

De referir que Moçambique assume a presidência do CPS-UA no corrente mês de Outubro, exercida numa base rotativa mensal. Neste encontro de alto nível, Nyusi far-se-á acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo; da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze; presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque; representante permanente da República de Moçambique junto da União Africana Alfredo Nuvunga; quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu hoje, no seu gabinete de trabalho, o secretário executivo da SADC, Elias Magosi, que está no país para avaliação da missão regional que combate o terrorismo em Cabo Delgado, bem como se inteirar do funcionamento do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC.

O encontro entre Filipe Nyusi e Elias Magosi decorreu em Maputo, no gabinete de trabalho do Chefe de Estado moçambicano, onde os dois dirigentes passaram em revista assuntos de interesse regional e, de forma particular, o terrorismo na província de Cabo Delgado. No fim da reunião, coube ao secretário executivo da SADC falar à imprensa.

“A razão importante da minha vinda é ver de perto a missão da SADC em Moçambique, a que nós chamamos SAMIM. Então, estou aqui, como secretário executivo, para avaliar, na primeira pessoa, como a missão está a decorrer. Tenho estado a receber relatórios do Gabinete da SAMIM, por parte do chefe da missão e sua equipa, bem como dos outros actores do Secretariado. Estou aqui para ver com outros actores relevantes e também para receber apreciação do Governo. Estes são os assuntos sobre os quais estávamos a falar.”

Ainda esta quarta-feira, o Chefe de Estado recebeu despedidas de dois diplomatas que terminaram as suas missões em Moçambique. Trata-se do embaixador do Vietname que destacou investimentos feitos pelo seu país em Moçambique nas áreas de telefonia, agricultura e recursos minerais.

“As relações entre Vietname e Moçambique são excelentes. Temos sido amigos e temos apoiado um ao outro por muitos anos. Temos uma boa amizade e relações de negócios. Em Moçambique, estamos orgulhosos de ter a Movitel. No total, já investimos mais de 500 milhões de dólares. Nós também apoiamos Moçambique em outros grandes projectos, como nas áreas de agricultura na Zambézia, na educação, saúde e outros sectores.”

Outro embaixador que se despediu do Chefe de Estado é Abdulmalek Alyosfy, do Reino da Arabia Saudita, que destacou as relações entre os dois países e tendo prometido mais oportunidades de investimento no país.

Apesar dos episódios de raptos, tráfico de drogas e terrorismo na zona norte, o Governo considera estável a situação militar e de segurança no país. O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, reagia esta quarta-feira (27) na casa do povo, às perguntas dos deputados da Assembleia da República.

Foram apenas três as perguntas dos deputados, mas que suscitaram um debate fervoroso na casa do povo.

A bancada da Frelimo solicitou ao Governo as informações sobre o ponto de situação do processo de reconstrução de Cabo Delgado e do apoio às populações deslocadas e regressadas. A Renamo, como muito vinha solicitando esclarecimento, questionou as razões por detrás da autorização da entrada de tropas estrangeiras no país, sem prévia discussão e aprovação pela Assembleia da República, ao que apelidou de clara afronta à soberania. O MDM também olhou para Cabo Delgado, mais estritamente nos prejuízos económicos, pela interrupção das actividades da multinacional Total e a arrecadação de receitas nos próximos três anos.

Em representação ao Executivo, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário respondeu às perguntas de uma forma geral, deixando as especificidades aos ministros que o acompanhavam.

Na ocasião, o governante considerou estável a situação militar no território nacional, destacando os resultados das incursões armadas das Forças de Defesa e Segurança.

“Em Cabo Delgado vive-se a situação de desmantelamento das bases e perseguição dos terroristas, uma acção levada a cabo pelas Forças de Defesa e Segurança em colaboração com as da SADC e do Ruanda. A acção e bravura das forças conjuntas permitiram expulsar os terroristas dos locais onde tinham ocupado”, explicou.

Apesar desta estabilidade, o Governo aponta a existência de desafios no concernente à situação de tranquilidade e ordem públicas, com destaque para os raptos, tráfico de drogas e terrorismo na zona norte.

“Em relação aos raptos, o Governo está a tomar medidas adequadas e estruturais para fazer face à situação. Quanto à situação militar na zona norte, registamos uma considerável estabilidade na ordem e tranquilidade públicas. Usamos esta ocasião para apelar que aqueles cidadãos que ainda continuam nas fileiras da auto proclamada junta militar da Renamo, saiam das matas e se juntem ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) em curso”.

Foi para combater estes e outros males que o Governo solicitou a ajuda externa, porque, segundo defende o governante, o terrorismo não é um mal que afecta apenas Moçambique, mas também à região.

“As acções do Governo, no âmbito do combate ao terrorismo em Cabo Delgado têm a sua conformidade no ordenamento jurídico do nosso país e enquadram-se nos instrumentos jurídicos de que somos partes e signatários”.

Do Rosário foi mais além, dizendo que o Governo não podia se evadir das suas funções, que passam por proteger o povo e a soberania.

Na mesma ocasião, Do Rosário lamentou a interrupção das actividades da Multinacional Total e a sua implicação na arrecadação de receitas para o Estado.

Segundo o ministro, esta paralisação veio atrasar os prazos previstos para o início da exploração, no entanto há em curso contactos para garantir que a Total volte a operar no país, no próximo ano.

“Uma vez que todas as actividades do projecto Total foram suspensas, não se prevê a arrecadação de receitas nos próximos três anos. Esperamos, porém, que o início de exploração do gás no projecto Coral Sul, prevista para 2022, venha contribuir para a arrecadação de receitas para o Estado, provenientes da exploração do gás natural”, disse.

Carlos Agostinho do Rosário apelou ao envolvimento de todos os partidos na busca de soluções contra os problemas que atrasam o desenvolvimento de Moçambique.

De Janeiro a Setembro deste ano, o país teve gastos que ascenderam para 174.9 biliões de Meticais, quando, no mesmo período de 2020, as despesas se situaram em 161.9 biliões. Entretanto, o Estado conseguiu superar-se também na arrecadação de receitas – foram 198 biliões de meticais colectados em nove meses, bolo maior que o dos gastos e maior que o da colecta de 2020.

Os dados sobre a execução orçamental do ano 2021 foram revelados hoje após mais uma reunião do Conselho de Ministros, no caso, a 37ª sessão.

Os números indicam que o Estado gastou mais dinheiro de Janeiro a Setembro deste ano, comparativamente ao mesmo período do ano passado.

A despesa foi de 174.918,3 milhões de meticais nos primeiros nove meses deste ano, quando, em 2020, os gastos foram de 161.963,1 milhões.

Mas, a cobrança de receitas, também entre Janeiro e Setembro deste ano, superou o período homólogo do ano anterior. Aliás, fazendo uma comparação dos dados deste ano, o país conseguiu cobrar mais em relação ao que gastou.

“A cobrança de receitas ao Estado foi de 198.067,2 milhões de meticais, correspondente a 74.6 por cento da meta anual, contra 167.798,1 milhões de meticais cobrados em 2020, o que corresponde a 70.4 por cento da meta de 2020, ou seja, um crescimento nominal de 19,5 por cento”, detalha Filimão Suazi, porta-voz incumbido de dar o relatório da reunião aos jornalistas.

Quanto às reservas internacionais líquidas, que é o dinheiro em moeda estrangeira que o Estado tem para fazer face a eventuais situações de crise, Suazi diz que ainda é possível cobrir os próximos seis meses.

“Dos 428 indicadores do Plano Económico e Social de 2021 programados até ao terceiro trimestre, 49 por cento foi alcançada a meta em 208 indicadores. 102 Indicadores foram alcançados parcialmente (24 por cento) e não foi alcançada a meta em 118 indicadores (28 por cento)”, diz o porta-voz, para de seguida acrescentar: “apesar de factores adversos, registou-se estabilidade macroeconómica interna, caracterizada pelo aumento das Reservas Internacionais Líquidas para seis meses de cobertura e a estabilidade da inflação, ao se situar em 4.86%, abaixo dos 5% previstos para o ano de 2021”.

O Regulamento de Aquacultura foi outro instrumento que esteve na mesa de debate do Conselho de Ministro, tendo sido aprovado.

“O Regulamento da Aquacultura estabelece as normas e procedimentos para o exercício da actividade de aquacultura, aplicando-se a todas as pessoas singulares e colectivas nacionais e estrangeiras que exerçam a actividade de aquacultura nas águas interiores ou marítimas no território nacional.”

Foi também aprovado, hoje, o Regulamento Interno da Comissão Interministerial da Reforma da Administração Pública, no âmbito da descentralização. Este instrumento visa redefinir as competências e a composição do Fórum Técnico de Preparação da Comissão Interministerial de Reforma na Administração Pública (CIRAP), com a finalidade de assegurar a harmonização das matérias relativas ao processo da descentralização, “bem como salvaguardar a criação de outros grupos de trabalho que possam apoiar tecnicamente a CIRAP”.

 

GOVERNO APROVA PLANO DE CONTINGÊNCIA COM DÉFICE DE 7.3 MIL MILHÕES DE MT

Na sessão do Conselho de Ministros de hoje, o Governo aprovou o Plano de Contingência para a época chuvosa 2021-2022, o mesmo instrumento apresentado há dias no Gabinete do Primeiro-Ministro.

A proposta do Plano de Contingência foi apresentada no Gabinete de Carlos Agostinho do Rosário (enquanto Primeiro-Ministro) por Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Redução de Desastres. Na ocasião, lembre-se, a dirigente explicou que os eventos esperados para os próximos meses (começando de Outubro corrente) face às previsões meteorológicas são cheias, inundações urbanas, ciclones e ventos, “sendo que se espera que sejam afectadas 1 498 mil pessoas”.

Porém, ontem, Filimão Suazi disse que o número de afectados podia ser de cerca de 1.600 pessoas.

Neste momento, estão disponíveis 3.3 biliões de meticais para a presente época chuvosa, havendo um défice de 7.3 biliões de meticais para acções de antecipação e intervenção nos eventos climáticos.

A Embaixada da Suécia em Moçambique vai lançar, nesta quarta-feira, uma plataforma virtual (website) denominada “Pamoja, juntos a mudança é possível” para divulgar informações sobre o papel histórico da Suécia no apoio à luta contra o colonialismo e o apartheid em África.

A plataforma foi desenvolvida em parceira com a Fundação Liliesleaf na África do Sul, o Instituto Sueco e 10 embaixadas da África, nomeadamente, África do Sul, Zâmbia, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Zimbabwe, Botswana, Namíbia, Angola e Moçambique.

O principal objectivo é dar aos jovens uma maior compreensão das lutas passadas pelos direitos humanos e pela democracia e promover o conhecimento do potencial da solidariedade internacional.

PAMOJA é um instrumento para facilitar a investigação da história das contribuições da Suécia para o desenvolvimento e libertação, particularmente na África Austral, e inspirar o activismo para combater a desigualdade, o racismo e o preconceito.

“Pamoja é uma história de solidariedade internacional e da longa relação de cooperação entre a Suécia e dez países africanos. Esperamos que esta plataforma motive os jovens utilizadores a empenharem-se e a participarem activamente no trabalho em prol de um mundo pacífico, justo, equitativo e leve-os a reflectir profundamente sobre o significado da solidariedade, contribuindo para a mudança nos tempos que vivemos agora”, disse Mette Sunnergren, embaixadora da Suécia em Moçambique.

O website foi lançado pela primeira vez na África do Sul em finais de Setembro de 2021. Moçambique é o segundo país a lançar a plataforma e será seguido pelos restantes oito países africanos envolvidos no projecto.

Feita a avaliação dos últimos 30 dias, de forma geral, excepto actos considerados de irresponsabilidade em algumas praias (nomeadamente, as de Wimbe, Zalala e Costa do Sol), o Presidente da República, Filipe Nyusi, considera que os moçambicanos têm estado a assumir positivamente o cumprimento das medidas que o Governo tem vindo a tomar.

De acordo com Nyusi, e em resultado cumprimento das medidas preventivas, de todos os indicadores epidemiológicos utilizados para a monitoria da pandemia da COVID-19, os casos e mortes reduziram consideravelmente nas últimas 10 semanas consecutivas, o que permitiu que o país baixasse de nível 3 para 1, de alerta.

Em função destes factos, aliados ao quadro epidemiológico da região da SADC; a necessidade de consolidação dos ganhos alcançados até ao momento; o princípio de gradualismo e proporcionalidade; equilíbrio entre a saúde e a economia; bem como assegurar a capacidade de apoio na aquisição do material de protecção, o Governo, depois de ouvir a Comissão Técnico-Científica, decidiu manter as medidas do Decreto n° 76/21 de 24 de Setembro, porém com 25 alterações.

Segundo o Presidente da República, as praias mantêm-se fechadas e no leque delas se acrescenta a do rio Revúbuè na província de Tete. Quanto aos documentos de identificação e outros considerados oficiais, o seu prazo foi prorrogado. O recolher obrigatório passa a vigorar da meia-noite até às 4h, em todas as capitais provinciais, cidades e vilas autárquicas.

Em conformidade com o Chefe do Executivo moçambicano, a capacidade das piscinas públicas passa de 20 para 50%; dos teatros, cinemas, salas de jogos e espectáculos, de 30 para 50%; grandes ginásios, de 30 para 50%, e os pequenos de 20 para 30%; e o número de pessoas em eventos privados passa de 30 para 50 em lugares fechados e de 50 para 100 (ou mais) em locais abertos, sem exceder a capacidade de 50%.

As instituições públicas voltam a funcionar com normalidade. O número de pessoas em reuniões de instituições públicas e privadas, bem como em eventos do Estado, locais de culto, conferências e celebrações religiosas, passa dos 50 para 100 em locais fechados, e de 100 para 250 em locais abertos, sem exceder 50% da sua capacidade dos recintos, contra 30% anteriormente.

“Em situações devidamente fundamentadas, serão autorizadas as reuniões do Estado com 400 participantes, porém com a prévia autorização do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos”, referiu o Presidente da República.

Nos velórios e cerimónias fúnebres, o número de participantes passa de 20 para 50, mantendo-se 10 pessoas quando o finado tiver sido vítima da COVID-19. As visitas aos estabelecimentos penitenciários por recluso passam de 2 para 4 pessoas por mês.

Filipe Nyusi autorizou a retoma de altas competições e de campeonatos provinciais, sob estrita observância do protocolo sanitário do MISAU. Os postos de travessia de Giriondo e Pafúri (na província de Gaza) e Goba (na província de Maputo) estão reabertos.

O alívio de restrições abrange, igualmente, as barracas de venda de produtos alimentares (que continuam vedadas à venda de bebidas alcoólicas) cuja abertura foi anunciada pelo Presidente da República, porém dentro do horário normal. Na mesma senda, os museus, galerias e similares são abertos das 9 às 20 horas, de segunda a sábado, e das 9 às 18h aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto, sob observância do protocolo sanitário.

Os estabelecimentos comerciais estão abertos das 8 às 19 horas, encerrados aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto. As padarias, pastelarias e lojas de conveniência passam a funcionar das 5 às 20 horas e os estabelecimentos do comércio a grosso, das 7 às 17 horas, de segunda a sábado. Os bottle stores passam a adoptar o horário das 9 às 18h, encerrados aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto.

Ainda nas medidas de alívio, o Presidente da República disse que a distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas deverá ocorrer das 7 às 20 horas, de segunda-feira a sábado, e das 7 às 17 horas aos domingos.

Nos restaurantes, o número de ocupação por mesa passa a ser de 4 a 6, com 1,5 metros de distanciamento físico. Neste capítulo, Nyusi autorizou abertura de bares, porém, com áreas ventiladas, das 9 às 21 horas, não excedendo 20% da sua capacidade interior, e 50% exterior.

Estas medidas, que devem ser implementadas sob estreita observância das medidas de prevenção e combate à COVID-19, entram em vigor a 25 de Outubro, cessando a 20 de Dezembro. A extensão do período de vigência deste pacote de alívio é uma espécie de “prémio” ao bom comportamento dos moçambicanos em relação ao cumprimento das medidas preventivas. Porém, alertou o Presidente da República que, caso se registe violação reiterada das medidas, o Governo, à semelhança do período anterior, pode recuar.

“O Governo está preparado para recuar. Recuar não é perder a batalha, mas sim geri-la”, referiu Nyusi, mostrando ainda a sua preocupação em relação aos eventos sociais privados durante os fins-de-semana, bem como a prevalência de aglomerações em de pessoas nos estabelecimentos comerciais e de restauração, e com a tendência de transformar restaurantes em discotecas.

Terminando, Filipe Nyusi disse que o processo de vacinação vai continuar, de modo a que o país atinja 17 milhões de vacinados, como forma de prevenir as formas graves da doença, conforme o plano de vacinação.

“Vacinar sim, prevenir sempre”, exortou o Presidente da República dizendo que acredita que as medidas de prevenção e progresso da vacinação vão contribuir para redução do nível da pandemia por longo período, mas isso depende do empenho de cada um.

“Contamos com cada um dos moçambicanos para salvar a pátria amada!”

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, considera “um insulto” o aumento do preço dos combustíveis no país, afirmando que a decisão vai agravar o custo de vida da população.

Em conferência de imprensa, o porta-voz daquela formaçao política, José Manteigas, repudiou os incrementos, observando que os mesmos acontecem poucas semanas depois de o Governo ter determinado a subida de 5% no salário mínimo nacional.

“Este aumento veio agravar mais o penoso custo de vida que os moçambicanos suportam, diariamente, num país onde o índice de desemprego é altíssimo e assustador”, afirmou Manteigas, citado pela Lusa.

A consequência imediata desta decisão é a subida geral de preços, particularmente dos produtos de primeira necessidade e o transporte de passageiros, notou o porta-voz da Renamo.

O principal partido da oposição exigiu ao Governo que encontre uma estratégia de subsidiar os preços dos produtos de primeira necessidade e a tarifa no transporte público.

“Os moçambicanos não merecem viver eternamente debaixo da fome, por conta da má gestão dos impostos e da coisa pública, que impedem a poupança de recursos”, prosseguiu José Manteigas, para quem “o executivo deve criar reservas financeiras que permitam ao país mitigar o impacto do aumento do custo dos combustíveis no mercado internacional”.

O porta-voz da Renamo lamentou que esta subida ocorra num período em que muitos trabalhadores perderam emprego, devido ao impacto da COVID-19.

O último ajustamento de preços dos produtos petrolíferos ocorreu há quase um ano, em Novembro de 2020.

A Organização da Mulher Moçambicana (OMM) realizou, na última sexta-feira, a segunda sessão extraordinária do Conselho Nacional, no qual discutiu e aprovou as directivas para a realização do quinto Congresso daquele que é braço do partido Frelimo, a ter lugar em Abril do próximo ano.

A Escola Central do Partido Frelimo reuniu, na última sexta-feira, as mulheres moçambicanas filiadas à Organização da Mulher Moçambicana, para discutir a preparação do quinto Congresso. A secretária-geral da OMM, Mariazinha Niquice, em entrevista ao jornal “O País”, disse que os constrangimentos causados pela COVID-19 forçaram o adiamento do Congresso para o próximo ano e diz que os preparativos estão num bom ritmo.

“Perspectivamos as actividades de preparação para os níveis subsequentes que a província e o Congresso vão levar a cabo durante o Congresso, cuja realização está prevista para 09-12 de Abril.”

Para além de exigir debates abertos e francos, a presidente da OMM, Isaura Nyusi, congratulou o envolvimento da mulher em várias frentes da vida política, social e cultural do país.

“Vamos, de forma profunda e detalhada, dedicar a nossa atenção à apreciação dos trabalhos de preparação da nossa grande festa, o quinto Congresso da Organização da Mulher Moçambicana. Com muita ponderação, vamos reflectir sobre os desafios que temos pela frente, pois a OMM é um dos garantes da materialização do programa quinquenal do Governo para 2019-2024, resultante do manifesto eleitoral do nosso glorioso partido Frelimo.”

A OMM felicitou, igualmente, a escritora moçambicana Paulina Chiziane, por ter sido laureada com o Prémio Camões 2021.

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