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Presidentes dos parlamentos de Moçambique e Angola reforçam cooperação

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, recebe na próxima Segunda-feira, na sede do Parlamento moçambicano, em Maputo, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, no âmbito da visita oficial, que efetuará a Moçambique.  A visita insere-se no quadro do reforço das relações

A Renamo desmente a informação partilhada pelos desmobilizados da Renamo, sobre a nomeação de Ossufo Momade para o cargo de administrador não executivo da EMOSE. O Porta Voz do Partido,  Marcial Macome, diz que se trata de uma atitude de má-fé que visa não só denegrir a imagem do partido, mas também do presidente do mesmo e da sua família.

Foi esta a informação partilhada pelos desmobilizados da Renamo, que se reuniram em Chimoio, e entre vários pontos desenhavam estratégias para retirar Ossufo Momade da liderança do partido, após o sucedido. 

Em reação a esta informação o porta-voz do partido, Marcial Macome contactou o nosso jornal para desmentir essa informação. Segundo ele,   trata-se de um acto de má-fé que tem por objectivo denegrir, não só a imagem do partido, mas também do presidente do mesmo e da sua família.

Fomos surpreendidos com uma informação sobre a  nomeação do Presidente Ossufo Momade para um cargo na Emose, gostaríamos de dizer que essa informação não constitui verdade. O presidente Ossufo Momade não foi contactado nem pelo presidente da República, nem pelo Primeiro-Ministro a falar de qualquer tipo de nomeação.

Segundo Marcial, o compromisso de Ossufo Momade ainda continua a ser com o partido Renamo, e deve no entanto  haver provas sobre a referida nomeação. 

O compromisso do presidente Ossufo Momade é com o partido RENAMO e até ao momento continua a ser com partido RENAMO, pelo que não sabemos de onde vem essa informação.  Queremos desde já reiterar que é uma acção de má fé, que visa denigrir não só o partido RENAMO, como também a imagem do presidente da RENAMO e de todos os seus familiares, porque se esta informação fosse verdade, poderia ter sido partilhada pelos órgãos de comunicação social e por despachos.  Não tendo sido partilhada, desafiamos a quem pôs essa informação a circular para nos provar sobre essa nomeação e dos despachados que dão conta da mesma.

Os desmobilizados da Renamo estão reunidos em Chimoio para discutir formas de destituir Ossufo Momade da liderança do partido.

À volta de uma fogueira acesa no coração da noite, dezenas de jovens de Inhambane reuniram-se para refletir sobre os desafios que enfrentam no dia-a-dia — desde as dificuldades de acesso ao emprego e educação, até à sua participação na vida política e social do país. O encontro, marcado por um ambiente descontraído mas carregado de simbolismo, tornou-se palco para uma intervenção incisiva do Secretário-Geral da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Constantino André, que não poupou palavras ao alertar para o que considera ser um dos maiores perigos que afetam a juventude moçambicana: a sua instrumentalização por parte de políticos gananciosos.

Com voz firme, André sublinhou que existem atores políticos que veem os jovens não como parceiros para o desenvolvimento do país, mas como ferramentas descartáveis para cumprir agendas pessoais, muitas vezes obscuras e divorciadas do interesse nacional. “Há políticos que usam a juventude como escudo. Usam os jovens para sustentar projetos de poder que, em nada, respondem às necessidades reais do nosso povo”, disse, perante olhares atentos dos participantes.

O dirigente da OJM reforçou que, mais do que nunca, os jovens precisam estar conscientes do seu papel histórico e não se deixar manipular. “O nosso apelo é simples e direto: concentremo-nos em desenvolver Moçambique. O jovem não deve ser instrumento de quem quer que seja. Não deve ser usado para criar desordem, nem para destruir infraestruturas públicas e privadas. Porque, no final, os maiores prejudicados seremos nós próprios, os jovens, e o desenvolvimento do país fica comprometido”, afirmou.

Num discurso em que a crítica se mesclou com o apelo à consciência coletiva, Constantino André lembrou que os jovens sempre desempenharam um papel central nas grandes viragens da história de Moçambique. “Os jovens de ontem sacrificaram-se. Deram a sua vida para que conquistássemos a independência depois de 500 anos de jugo colonial. Hoje, nós somos os continuadores naturais dessa luta. Mas a nossa missão já não é pegar em armas. É lutar com a nossa energia, a nossa vitalidade e a nossa criatividade para construir o país que sonhamos”, declarou, despertando fortes aplausos.

Para o secretário-geral da OJM, os desafios da atualidade exigem a mesma coragem e determinação que orientaram a luta pela libertação, mas aplicadas a um novo campo de batalha: o desenvolvimento económico e social. “A independência económica não vai cair do céu. Não será fruto de casualidades. Será o resultado de muito trabalho, de esforço coletivo, de sacrifício e da conjugação de sinergias. Só assim poderemos celebrar novas conquistas e alcançar as chamadas novas independências, que são tão urgentes quanto a que alcançámos em 1975”, vincou.

Durante a interação, Constantino André não se limitou a apontar os problemas. Procurou também inspirar os jovens a assumir a liderança das soluções. “Nós, como juventude, temos de ser os protagonistas do futuro. Não podemos ficar à espera que outros definam o nosso destino. Temos de participar, de propor ideias, de inovar, de usar o nosso conhecimento e criatividade para transformar as comunidades onde vivemos”, sublinhou, acrescentando que a juventude deve ocupar espaços de decisão em todos os níveis — da política à economia, da ciência à cultura.

A mensagem foi recebida com atenção por jovens que, reunidos em torno da fogueira, aproveitaram o momento para partilhar as suas angústias e aspirações. Muitos expressaram preocupações relacionadas com o desemprego, a exclusão social e a falta de oportunidades, desafios que, segundo eles, contribuem para a vulnerabilidade da juventude à manipulação política.

André reconheceu essas dificuldades, mas insistiu que a juventude não deve deixar-se paralisar por elas. Pelo contrário, deve transformá-las em combustível para a mudança. “É verdade que há carências, é verdade que há dificuldades, mas isso não pode ser desculpa para nos deixarmos arrastar por projetos que só servem interesses obscuros. Precisamos usar essa mesma energia de inconformismo para criar alternativas, para construir soluções que sirvam Moçambique”, disse.

O secretário-geral da OJM aproveitou ainda para recordar que a juventude é a força mais numerosa do país e, por isso mesmo, tem uma responsabilidade proporcional na construção do futuro. “Mais de metade da população moçambicana é jovem. Isso é uma vantagem enorme, mas também é uma responsabilidade. Se os jovens se distraírem, todo o país perde. Mas se os jovens se focarem no essencial, todo o país avança”, frisou.

A visita de Constantino André a Inhambane insere-se numa série de encontros de trabalho com jovens de vários distritos da província, onde o objetivo é ouvir, dialogar e, sobretudo, incentivar a participação ativa da juventude na vida política, económica e social de Moçambique. “Queremos que os jovens sintam que são parte da solução, e não apenas espectadores ou instrumentos. É essa a essência da OJM: mobilizar a juventude para construir o futuro”, concluiu.

Num tempo em que o país enfrenta múltiplos desafios — desde a crise económica até aos elevados índices de desemprego juvenil — o apelo de Constantino André ganha uma relevância especial. Mais do que uma crítica à classe política, é um chamado à consciência da juventude para não deixar que a sua força seja desviada de um propósito maior: o de construir um Moçambique mais justo, mais próspero e verdadeiramente independente.

O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, queixa-se de não usufruir das regalias do estatuto de presidente do maior partido da oposição com assento no Parlamento. Forquilha expressou a demora esta noite em Nampula, à margem da primeira conferência do partido, onde foi eleito o novo secretário provincial.

O partido PODEMOS realiza hoje a sua primeira conferência para eleger os membros do conselho provincial em Nampula. O presidente da formação política, Albino Forquilha, disse que os membros a eleger vão organizar a máquina do partido na província. 

“Surgimos como partido para corrigir as coisas que não andam bem na governação, e nós sabemos o que não anda bem na governação do dia. O partido surge como um mecanismo de correção deste problemas. Portanto, não devemos ser nós, membros do partido, que vão agir exactamente como aqueles que fazem o que nós julgamos que não está correcto”, apelou o presidente do PODEMOS. 

Albino Forquilha apelou ainda à consciência e ao respeito dentro do partido.

Desmobilizados da Renamo, oriundos de todas províncias do país, estão reunidos em Chimoio para desenhar estratégias para retirar Ossufo Momade da liderança do partido. Os antigos combatentes acusam Ossufo Momade de vender a Renamo para a Frelimo, em troca de benesses. Usam como exemplo a sua recente nomeação de Momade a administrador não executivo da EMOSE.

“A queda da Renamo hoje é responsabilidade do Senhor Ossufo. Ele está ali somente para receber benesses da Frelimo. Há pouco tempo, soubemos que ele [Ossufo Momade] foi nomeado presidente da EMOSE”, acusou Edgar de Jesus Silva, desmobilizado da Renamo. 

Jesus Silva reclama ainda o facto de alguns desmobilizados não receberem as suas pensões, assim como o facto do processo de DDR ter contemplado pessoas que não estiveram na frente de batalha. 

“Nós queremos que ele deixe o nosso partido, porque estamos a ver que doravante seremos sequestrados. Estamos a cumprir uma agenda de alguém, uma agenda que não é nossa. Nós queríamos alternância de poder, ele não é capaz de governar este Moçambique. Sendo assim, pedimos a ele que ponha a mão na consciência e deixe-nos. Nós queremos organizar o partido, e tudo faremos para resgatar os valores pelos quais a Renamo foi criada”, apelou. 

O Porta-voz dos desmobilizados, João Machava, avançou que a reunião visa encontrar estratégias, decisões e orientações claras para todos os membros do partido. “Temos a missão de tudo fazer e reconquistar a confiança do partido pelo povo moçambicano”. 

A Comissão Política da Frelimo encoraja o Governo a acelerar a implementação do plano de recuperação económica, de modo a promover o crescimento económico sustentável e o desenvolvimento inclusivo do país. A Comissão Política apela ainda ao envolvimento de todos os moçambicanos no processo do Diálogo Nacional Inclusivo em curso.

Reunida em mais uma sessão, a Comissão Política da Frelimo debateu questões de natureza sociopolítica e cultural do país, focando-se em nove pontos, com destaque para o fortalecimento da economia nacional.

O órgão destacou ainda o desempenho do Governo pelo conjunto de reformas que têm estado a implementar, o que contribui para a retoma da confiança, sobretudo internacional.

A Comissão Política foi informada também sobre o estágio do Diálogo Nacional Inclusivo, processo oficialmente lançado no dia 10 deste mês.

Durante a sessão, o órgão ficou a saber que o Presidente da República deverá fazer a comunicação à nação no dia 18 de Dezembro.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu esta sexta-feira, em Maputo, o embaixador  cessante do Reino da Tailândia, Soradjak Puranasamriddhi, para  apresentação de cumprimentos de despedida, depois de três  anos de mandato em Moçambique. 

Durante o encontro, foram abordados assuntos de interesse mútuo  de âmbito bilateral e multilateral, com enfoque para o  fortalecimento da cooperação nas áreas política, economia,  mineração e agricultura.

O encontro serviu igualmente para sublinhar a cooperação entre os  dois países no quadro multilateral, particularmente nas Nações Unidas. 

“Tivemos a primeira consulta política este ano e esperamos a terceira  do Comité de Comércio que deverá ser feita em Bangkok. Em relação  à economia, a Tailândia é um dos provedores de arroz para  Moçambique. Nos últimos dois anos, Moçambique também ofereceu o  gás LNG para a Tailândia, o que fortalece a relação entre os nossos  países”, sublinhou o embaixador cessante, tendo acrescentado que  ambos países precisam de aprender de forma recíproca para o  fortalecimento das suas relações bilaterais. 

Na audiência, foi igualmente discutida a possibilidade de expandir a  cooperação agrícola, tendo em conta as condições semelhantes  entre os dois países. 

“Temos que fortalecer a nossa cooperação para o  desenvolvimento da agricultura em Moçambique, porque  Tailândia e Moçambique estão muito próximos geograficamente  e têm o mesmo clima. Hoje em dia, a Tailândia se tornou uma das maiores exportadoras de alimentos do mundo. Nós temos bastante  técnicas na agricultura e gostaríamos também de compartilhar  nossa experiência com Moçambique”, salientou o diplomata,  defendo a necessidade de desenvolvimento da mecanização  da agricultura em Moçambique. 

Outro sector abordado foi a mineração, onde o diplomata salientou  que o seu país é um dos líderes na produção de rubis.  

“Falamos sobre a mineração, porque a Tailândia é uma das líderes em  produção de rubis e o Presidente disse que o rubi de Moçambique é 

um dos melhores do mundo, o qual eu concordo, e há muitas pessoas  tailandesas que vêm a Moçambique para adquiri-lo”, referiu,  sublinhando que os dois países procuram colaborar nesse campo no  futuro próximo. 

No balanço da relação bilateral, o diplomata sublinhou que o Chefe  do Estado moçambicano destacou a solidez da parceria entre os dois  países. “O Presidente disse que a relação entre Moçambique e a  Tailândia é bem próxima”, afirmou. 

Segundo o embaixador, a cooperação entre os dois Estados também  se estendeu ao palco multilateral, referindo que o Presidente da  República agradeceu o apoio prestado pela Tailândia durante a  Presidência de Moçambique ao Conselho de Segurança das  Nações Unidas. Ademais, acolheu o convite formulado para  efectuar uma visita àquele país asiático. 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  felicitações a Arthur Peter Mutharika, pela sua eleição ao cargo de  Presidente da República do Malawi.  

Na mensagem, o Chefe do Estado refere que é com grande prazer  que transmite, em nome do Povo e Governo da República de  Moçambique e no seu próprio, as calorosas felicitações pela eleição ao cargo de Presidente da República do Malawi. 

“Gostaria de aproveitar esta ocasião para manifestar a minha inteira  disponibilidade para continuar a trabalhar com Vossa Excelência no  fortalecimento das excelentes relações bilaterais existentes entre os  nossos dois povos e países, bem como consolidar a nossa  cooperação multilateral no âmbito da Comunidade de  Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana, das  Nações Unidas e de outros fóruns internacionais”, lê-se na mensagem  do Presidente 

As Eleições Gerais no Malawi foram realizadas no dia 16 de setembro  de 2025. 

Os ataques terroristas em Cabo Delgado intensificam-se. Grupos armados continuam a raptar civis e saquear comunidades para sustentar a sua máquina de guerra. O ministro da Defesa admite o agravamento da situação e revela que os malfeitores chegam a exigir até 200 mil meticais por resgate de reféns.

Os relatos de terrorismo em Cabo Delgado não param de chegar. Grupos armados continuam a semear terror em várias localidades do norte da província, com registo de novos ataques, pilhagens e sequestros.

Questionado sobre o problema, o ministro da Defesa Nacional confirmou que os grupos terroristas têm intensificado as suas acções, numa tentativa de garantir recursos logísticos.

“A reacção imediata dos terroristas é mesmo a de tentarem também atacar algumas zonas, particularmente em Mocímboa da Praia, em busca de mantimentos, mas também de recursos, sobretudo financeiros, para continuarem a assegurar a sua logística. E, nesta intenção de assegurar a sua logística, quando conseguem, raptam cidadãos nacionais para depois pedirem resgate. Infelizmente, este fenómeno, temos assistido desde os finais do ano passado… várias pessoas foram raptadas, transportadores… os transportados, na EN380, sobretudo… tem acontecido várias vezes, quando as pessoas não estão a transitar com a protecção das Forças de Defesa e Segurança”, explicou Cristóvão Chume, ministro da Defesa.

Segundo o ministro, os raptos têm sido uma táctica recorrente desde o final de 2024. Cidadãos, sobretudo transportadores e passageiros que circulam sem protecção das Forças de Defesa e Segurança, são alvos preferenciais.

Questionado sobre os 300 desmobilizados que estiveram destacados em Catupa e que, após um ano de combate, foram retirados da base sem nenhum pagamento, Chume diz que aguarda um relatório detalhado das Forças Armadas para esclarecer os factos.

“Eu prefiro, em relação a este assunto, aguardar o relatório que solicitei às Forças Armadas, para podermos, com maior propriedade e objectividade, responder ao público, porque é preciso também respondermos ao público, mas, como eu disse durante a nossa alocução aqui, nas Jornadas Científicas da Universidade Pedagógica, o momento de desmobilização acontece por iniciativa do militar ou por iniciativa das Forças Armadas, quando chegam à conclusão de que este militar não reúne perfil para continuar nas Forças Armadas. Do que eu sei, grande parte dos jovens têm pedido para não voltar às Forças Armadas”, explicou.

O ministro acrescentou que, de acordo com a legislação vigente, militares desmobilizados não podem ser readmitidos ao serviço, excepto por convocação oficial do Ministério da Defesa, algo que não ocorreu durante o seu mandato.

Cristóvão Chume falava após participar em Jornadas Científicas da Universidade Pedagógica de Maputo, onde abordou o legado da libertação na construção da paz e cidadania activa.

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