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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

A Associação Portuguesa em Maputo diz que a suspensão de voos regulares entre Lisboa e Maputo e a quarentena obrigatória de 14 dias, devido à eclosão da variante Ómicron da COVID-19, são medidas discriminatórias. Por conta disso, a agremiação questiona a demora do Governo português em levantar as restrições.

Depois do anúncio da existência da nova variante da COVID-19, Ómicron, pela África do Sul, vários países suspenderam ligações aéreas com a África Austral. Para além de proibir os voos regulares entre Lisboa e Maputo, Portugal introduziu a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias, medida que é contestada pela Associação Portuguesa em Maputo.

Numa carta do dia 9 de Dezembro, dirigida ao Governo português, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, a Associação Portuguesa questiona a demora no levantamento das medidas que considera discriminatórias.

Com cinco pontos nos quais a agremiação se esgrime em argumentos e explicações para contestar a decisão do Governo português, o destaque vai para o número 2 que refere:

“Apesar de o número de casos da variante Ómicron ser em Portugal, França, Alemanha, etc., muito superior aos casos que eventualmente lhe chegam de um país em que a pandemia está devidamente contida, não nos consta que o Governo português esteja a pensar em bloquear, restringir ou forçar a quarentena a cidadãos desses países.”

Nos pontos 3 e 4, a Associação Portuguesa em Maputo afirma e também questiona:

“A Espanha obriga a 7 dias de quarentena. Por que não, enquanto durar o Estado de Calamidade, exigir-se em vez de 14 dias que os passageiros façam um terceiro teste, as suas expensas, com a obrigatoriedade de se enviar um resultado para um correio electrónico pré-definido e quem não cumprir, ficando sujeito a uma coima?”

Os portugueses na capital moçambicana argumentam ainda que “Os pareceres jurídicos já solicitados apontam no sentido de estarmos perante medidas que violam a Constituição da República Portuguesa, tal como, aliás, os Tribunais portugueses já anteriormente reconheceram em diversos procedimentos de habeas corpus”.

A Associação Portuguesa pede que o Estado português reconheça que a privação da liberdade, enquanto medida restritiva de direitos fundamentais, é claramente desadequada e desequilibrada face aos fins que visam tutelar.

Esta não é a primeira vez em que a agremiação contesta as medidas impostas em relação aos países da África Austral, particularmente Moçambique.

Segundo uma de declaração do Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e Presidente do Grupo de Contacto, Mirko Manzoni, datada de 11 de Dezembro corrente, o país alcançou mais um marco positivo no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), com o encerramento da primeira base militar da Renamo na região norte.

De acordo com a fonte, 560 antigos combatentes da base, localizada no distrito de Murrupula, província de Nampula, foram desmobilizados e estão agora a iniciar o seu caminho de reintegração. “Expressamos o nosso profundo apreço às equipas no terreno que trabalharam incansavelmente durante as últimas semanas, apesar das condições difíceis, incluindo as medidas de mitigação da COVID-19 e as elevadas temperaturas”, lê-se no comunicado.

“Ao aproximarmo-nos do final do ano, aproveitamos esta oportunidade para reflectir sobre os progressos significativos feitos até à data. Após a conclusão de hoje, conta-se um total de 11 bases encerradas desde Junho de 2020, com 63 por cento de todos os beneficiários desmobilizados. Felicitamos o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, pela sua dedicação e compromisso em trazer a paz a Moçambique”, refere o documento.

Segundo Manzoni, além dos progressos no desarmamento e na desmobilização, este ano o país deu passos importantes e intencionais rumo à paz definitiva, com progressos tangíveis nas áreas da descentralização, reintegração e reconciliação nacional.

“Enquanto aguardamos com expectativa o ano de 2022, esperamos que as actividades de desarmamento e desmobilização sejam concluídas, permitindo a todos os interessados concentrarem-se nos esforços de reintegração e reconciliação nacional. Continuaremos a trabalhar diligentemente com as partes, comunidades locais e os nossos parceiros para apoiar estas mulheres e homens enquanto contribuem para um futuro de paz e prosperidade em Moçambique”, concluiu.

Lutero Simango desmente que haja um ambiente turvo entre ele e o actual secretário-geral do MDM. O recém-eleito eleito presidente do partido do Galo diz que José Domingos vai continuar no cargo até ao próximo Conselho Nacional.

A relação entre Lutero Simango e José Domingos está boa, mesmo depois de o secretário-geral do MDM ter desistido da sua candidatura à presidência do partido, quando constatou que algo não corria bem naquele processo de democracia interna.

Segundo disse Lutero Simango, José Domingos continua secretário-geral do partido do galo, contrariamente à informação, segundo a qual, ele se terá recusado a permanecer no cargo.

Na sua primeira visita à delegação política de Maputo, o recém-eleito presidente do MDM revelou ainda que haverá mexidas dentro do terceiro maior partido da oposição em Moçambique.

O actual chefe da bancada do MDM na Assembleia da República venceu a corrida à presidência do partido com cerca de 88% dos votos, contra cerca de 10% para Silvério Ronguane, que ficou em segundo lugar.

Foi aprovado, esta sexta-feira, na generalidade, o Plano Económico e Social e Orçamento de Estado (PESOE) para 2022, orçado em mais de 450 biliões de Meticais. A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), chumbaram a proposta de lei, votando contra, por considerarem a proposta irrealista, incoerente e falaciosa.

Trata-se de um plano aprovado em Outubro último, em sessão do conselho de Ministros e posteriormente submetido à plenária para apreciação, na generalidade e especialidade.

O Governo diz que o instrumento foi desenhado tendo em conta o contexto de retoma gradual da economia nacional e internacional, o abrandamento dos efeitos da COVID-19 e os progressos registados na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, o que propicia a circulação normal de pessoas e bens.

“A elaboração desta proposta de Plano Económico e Social e Orçamento do Estado foi feita num contexto em que se vem registando o aumento da actividade económica mundial, o que está a concorrer para o incremento do volume do comércio internacional”, disse Carlos Do Rosário, Primeiro-Ministro”.

O Primeiro-Ministro acrescentou ainda que esta tendência de recuperação da economia faz perspectivar um crescimento económico considerável para 2022, mas tal só será possível se todos os sectores estiverem comprometidos.

“Esta tendência de recuperação gradual da nossa economia, leva-nos a prever que o nosso país venha a registar um crescimento económico de 2.1% previstos no presente ano de 2021. Tendo em conta que no ano passado tivemos um crescimento de -1.3%, esta recuperação da nossa economia esperada para 2021 testemunha os esforços conjugados de todos os sectores da sociedade no cumprimento das medidas de prevenção da COVID-19, assegurando, dessa forma, o equilíbrio entre a preservação da saúde pública e a salvaguarda da economia”, disse o Governante.

Aprovado pela Bancada maioritária, o PESOE-2022 por se considerar oportuno e pertinente, este não reuniu consenso, tendo a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique chumbado a proposta, por o considerarem incoerente, vazia e surreal.

Abiba Abá, deputada da Renamo, apresentando o posicionamento da sua bancada justificou a decisão de votar contra a proposta de lei por várias irregularidades, com destaque para a degradação de estradas e a incidência de acidentes de viação.

“Como nas propostas anteriores, este instrumento não esclarece o que será feito para acabar com o desemprego e a corrupção crónica. A qualidade de ensino e de saúde é uma miragem. Esta proposta não mostra como, de forma diferente, a agricultura poderá contribuir no desenvolvimento de Moçambique, porque aposta nos mesmos cavalos falhados, como Sustenta, que terá o mesmo fim como o MOSÁCRIOS, projecto dos sete milhões, PROACRI, PACRE, entre outros”, referiu.

Por seu turno, o MDM deu nota zero ao plano devido ao elevado nível de endividamento público que se manterá em 2022, crise de transporte e desigualdades sociais.

“A minha bancada entende que, com este documento, o Governo prossegue com a política de distribuição desigual da riqueza nacional, deixando mais claro que as populações nas províncias continuarão mais pobres e os níveis de assimetria continuarão crescentes, propiciando tensões sociais. Não obstante o elevado índice de sinistralidade, aliado ao alto nível de degradação das estradas nacionais, sobretudo a estrada nacional número um, no documento o Governo não apresenta acções concretas para o problema”, defendeu Silvério Ronguane, deputado da MDM.

Ao contrário disso, as comissões responsáveis pelas avaliações apreciam positivamente o documento por este conter elementos importantes para a gestão do país, porém propuseram melhorias, tendo em conta as constatações que as três bancadas apresentaram.

Orçado em mais de 450 mil milhões, os sectores sociais serão os mais beneficiados em 2022, com destaque para a Educação, Saúde e Proteção Social, com cerca de 110 biliões de meticais, seguido do sector agrário com um investimento de 47.3 mil milhões de meticais.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, dirige hoje, na Academia Militar Marechal Samora Machel, na província de Nampula, a Cerimónia de Graduação do Curso de Formação de Oficiais (CFO) – 2021.

De acordo com a nota da Presidência, enviada a nossa redacção,  nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar pelo Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Tribunal Superior de Gauteng reafirmou a extradição do ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, para os Estados Unidos da América para ser julgado por corrupção no âmbito das dívidas ocultas de mais de 2,2 mil milhões de dólares.

“Ao considerar a questão da extradição, concluo que a melhor abordagem é assegurar que o Sr. Chang seja levado à justiça e responsabilizado. A extradição para os EUA não apresenta riscos para todas as partes nesta saga, pelas razões expostas”, disse a juíza Margarete Victor.

De acordo com a Lusa, que cita uma fonte do processo judicial, Moçambique tem 15 dias a partir da data da sentença por escrito para complementar o seu pedido para autorização de recurso, sendo que a juíza indicará, posteriormente, uma data para nova audiência.

Em termos do recurso directo ao Tribunal Constitucional, Moçambique tem igualmente 15 dias a partir da data do julgamento para se candidatar directamente ao Tribunal Constitucional para autorização de recurso.

Na sentença tornada pública por escrito, a juíza sul-africana reiterou a invalidação da extradição de Manuel Chang para Moçambique, decidida anteriormente pelo Governo sul-africano.

“A decisão do segundo respondente [ministro da Justiça] em 23 de Agosto de 2021 para extraditar o primeiro respondente [Manuel Chang] para a República de Moçambique é declarada inconsistente com a Constituição da República da África do Sul, de 1996, e é inválida e nula”, lê-se na sentença por escrito, citada pela Lusa.

Recorde-se que a decisão judicial surge na sequência de um recurso do Fórum para a Monitoria do Orçamento (FMO), um grupo de organizações da sociedade civil moçambicana, que contestou a decisão do Governo da África do Sul de extraditar Manuel Chang para o seu país, anunciada em Agosto passado.

Segundo escreve a agência portuguesa de notícias, o advogado sul-africano da PGR, Busani Mabunda, salientou que o pedido completo de Moçambique para autorização de recurso dará entrada no Tribunal sul-africano até à próxima semana.

“Estamos a complementar o nosso pedido para autorização de recurso e a solicitação de acesso directo ao Tribunal Constitucional”, disse o advogado.

Com esta acção da Procuradoria-Geral da República de Moçambique, poderá ser suspensa a execução da extradição do ex-ministro das Finanças para os EUA.

Manuel Chang, detido desde 2018 na vizinha África do Sul, está supostamente envolvido no caso da contração das dívidas ocultas entre 2013 e 2014, junto das filiais britânicas dos bancos de investimento Credit Suisse e VTB pelas empresas ProIndicus, Ematum e MAM.

Através de um comunicado de imprensa divulgado esta terça-feira, o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) saúda a eleição do Lutero Simango para o cargo de Presidente do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM), no III Congresso que teve lugar nos dias 3 a 5 de Dezembro na cidade da Beira.

Para o IMD, Lutero Simango, assim como outros candidatos, demonstraram ter capacidade e estrutura para dirigir o partido, ajudar a superar os desafios ligados à coesão interna, a crise de resultados e manter o MDM como actor relevante no cenário político nacional.

“No caso particular do Lutero Simango, é um quadro sénior e membro fundador do partido, tem uma vasta experiência política e é conhecedor do cenário político, económico e social do país. Tudo isso pode ser capitalizado em favor do partido MDM. A sua vitória expressiva demonstra confiança no novo líder do partido, confere legitimidade e maior responsabilidade para conciliar as expectativas dos membros do Partido MDM, que não atravessa o seu melhor momento no cenário político nacional”, diz o IMD.

O IMD realça que o processo eleitoral interno, constituiu um marco importante para a democracia intra-partidária e reforça o compromisso do partido de se manter em conformidade com os seus estatutos e a lei dos partidos políticos, na medida em que os membros tiveram a oportunidade de eleger a sua liderança para os próximos 5 anos, tendo em conta os pleitos eleitorais de 2023 e de 2024.

A ONG reitera o seu apoio ao MDM, no quadro dos partidos políticos com representação na Assembleia da República (AR), com a qual tem estabelecido acordos de financiamento bilateral para o desenvolvimento institucional e para a promoção da democracia interna.

O Governo aprovou ontem a ratificação do apoio financeiro para electrificar Temane no valor de 120 milhões de dólares. Foram também aprovados a mudança do nome do Fundo de Desenvolvimento Agrário, a criação do Parque Nacional de Maputo e o Estatuto da Autoridade Reguladora da Concorrência.

Os 120 milhões de dólares destinados ao projecto regional de electrificação de Temane, em Inhambane, surgem no âmbito do acordo entre o Governo moçambicano e a Associação de Desenvolvimento Internacional, assinado a 3 de Dezembro de 2021 corrente, em Maputo. A resolução que ratifica este acordo de apoio a Temane e Sasol foi aprovada ontem pelo Executivo, na quadragésima sessão ordinária do Conselho de Ministros.

Além de ratificar este acordo, o Conselho de Ministros decidiu também mudar o nome do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), que passa a ser Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural e a definição das suas atribuições, competências, autonomia, regime orçamental, organização e funcionamento.

“O Decreto visa adequar a instituição ao regime jurídico estabelecido no Decreto n. 41/2018, de 25 de Julho, e conferir ao sector uma instituição especializada e vocacionada na provisão de serviços de extensão e assistência no meio rural, para contribuir significativamente para a segurança alimentar e nutricional e melhoria da renda das famílias”, explica Inocêncio Impissa, porta-voz da sessão do Conselho de Ministros de ontem.

Das decisões do Conselho de Ministros, consta a extinção da Reserva Especial de Maputo e da Reserva Marinha Parcial da Ponta d’Ouro e, no seu lugar, foi criado, por via de decreto, um Parque Nacional, com objectivo de “garantir a protecção, conservação, preservação e maneio integrado da flora e fauna bravia, bem como a protecção de locais, paisagens e formações geológicas de particular valor científico, cultural ou estético, no interesse e para recreação pública, representativos do património nacional”.

Foi igualmente aprovado o estatuto da Autoridade Reguladora da Concorrência e alterados os artigos 11 e 17 do Regulamento da Lei da Concorrência. Essencialmente o que muda nestes artigos são os volumes de negócios e a definição dos respectivos limites e condições de obrigatoriedade de comunicação de operações de concentração de empresas à Autoridade Reguladora da Concorrência, o que vai contribuir, diz Impissa, para a facilitação de negócios e reduzir os custos de transacção das empresas envolvidas nas operações de concentração.

Na sessão desta terça-feira, o Governo aprovou, ainda, a adjudicação directa ao Instituto de Gestão de Participações do Estado do direito de conceber, desenvolver e negociar um empreendimento turístico na Ilha Santa Carolina, no Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, entretanto não avança as causas da adjudicação directa.

Esteve também na mesa de debate do Governo a administração da televisão pública TVM, tendo sido afastada do cargo de presidente do Conselho de Administração Faruco Sadique e, no seu lugar, segue Élio Jonasse, que dirigia a filial do Banco Central em Nampula.

Os Municípios do país continuam a ressentir-se dos atrasos na disponibilização de fundos de investimento e compensação por parte do Governo central. Os atrasos registam-se desde o ano passado e a situação afecta a melhoria das infra-estruturas. A informação foi partilhada esta terça-feira, na abertura do Conselho Nacional das Autarquias.

Com a eclosão da pandemia da COVID-19 no país, em Março de 2020, o funcionamento de vários sectores foi perturbado pelos impactos causados pela doença.

Com isso, a gestão das autarquias também foi, significativamente, afectada pelos atrasos no desembolso do dinheiro, situação que está a inquietar os autarcas que estão reunidos na Cidade de Maputo entre terça-feira e quarta-feira.

Os autarcas falam de constrangimentos na melhoria de infra-estruturas como, por exemplo, as de electricidade, abastecimento de água e manutenção de vias públicas.

Para lidar com esta situação, os Municípios têm usado as suas próprias forças, recorrendo às receitas por si colectadas, mas receiam resvalar na incapacidade.

“Xai-Xai é daqueles municípios que sofreram cortes de até 45 por cento no fundo de investimento e no de compensação e isto, de facto, impactou naquilo que eram as nossas actividades programadas”, disse Emídio Xavier, edil de Xai-Xai.

As preocupações são comuns em todas as autarquias e a cidade de Nampula não é uma excepção, que o diga o seu presidente autárquico, Paulo Vahanle.

“Nós planificamos as actividades na base desses mesmos fundos e, quando atrasam, acabamos por usar as receitas dos próprios Municípios e pagamos pelos serviços adjudicados”, disse Vahanle.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, Calisto Cossa, o desafio das autarquias é capitalizar as suas colectas, para fazer face ao programa de actividades dos conselhos autárquicos.

“Era importante perceber que, como Municípios, vivemos as dificuldades que o nosso país enfrenta. Claro, era preciso que houvesse celeridade nos processos, mas, agora, a ideia é alargar a base tributária, sem, com isso, sufocar os munícipes”, afirmou Calisto Cossa.

Na reunião que termina nesta quarta-feira, os Municípios têm como um dos objectivos encontrar caminhos para o reforço da sua capacidade financeira e discutir a sua agenda para o próximo ano.

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