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O País – A verdade como notícia

Renamo marca Conselho Nacional para Outubro

A Renamo cedeu à pressão de alguns membros e ex-guerrilheiros. Agendou a realização do Conselho Nacional do partido para os dias 21 e 22 de Outubro deste ano, na Cidade de Maputo. Segundo o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, o encontro irá discutir a situação do partido e do País.

Na sua mensagem alusiva ao dia do professor assinalado hoje, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que ser professor não é somente um emprego, mas é uma vocação, uma missão nobre de construção de uma nação pelos seus principais pilares, que são o conhecimento, a cidadania responsável e o patriotismo, valores que são traves-mestras de uma sociedade que quer crescer em todas as vertentes.

De acordo com Nyusi, a missão de um professor não se circunscreve somente no ensino, mas é essencialmente uma missão educativa, de construção de cidadãos que se revêm na sua pátria e nos seus concidadãos, moldados para optar sempre por acções que visam o alcance de um bem comum cada vez melhor e comunitário.

“No nosso país, o professor desde sempre foi e será o farol de milhões de cidadãos que contribuem nas várias vertentes da construção da Nação, usando os conhecimentos por este transmitidos, fazendo deste profissional o elo que conecta Moçambique, porém com um único objectivo que é a construção do bem-estar colectivo”, lê-se na mensagem do Presidente da República.

Por ocasião do 12 de Outubro, Filipe Nyusi lembrou-se dos professores afectados pelas acções dos terroristas no norte da província de Cabo Delgado, que se viram impedidos de continuar com a sua missão.

“Como Governo, sempre envidaremos esforços para que a normalidade seja reposta em todo o território nacional, para que nenhum professor ou aluno tenha que abandonar a sua escola por qualquer motivo que seja. Por outro lado, o meu Governo continuará empenhado na melhoria das condições de trabalho e de vida de cada professor moçambicano, onde quer que se encontre afecto”, frisou Nyusi.

O Presidente da República terminou, agradecendo e reafirmando o respeito e reconhecimento do Governo pelo trabalho abnegado de todos os professores que dão o melhor de si para a formação dos cidadãos para sua participação activa na construção do país.

O académico Severino Ngoenha defende que a morte de Mariano Nhongo não deve ser vista como uma vitória ou motivos para celebrar, pelo contrário é momento de tirar lições, pois conflitos como estes podem continuar caso não haja justiça e diálogo sinceros, que eram a reivindicação de Nhongo.

Ngoenha reagia em torno da morte de Mariano Nhongo, quem, segundo o académico, reivindicava as injustiças que os guerrilheiros da Renamo, que lutaram pela democracia, sofriam.

“É verdade que eles foram parte da construção dessa democracia, mas não tiraram benefício, há parlamentares, até da Renamo, que têm salários e boas condições de vida, mas não foram à guerra enquanto os combatentes não têm. Era isso que ele reivindicava”.

Outro factor trazido pela fonte é o da injustiça em Moçambique” que se agudizou, por não ter havido uma integração “real” que foi prometida aos guerrilheiros da Renamo e, por isso, defende que “isso tem de ser corrigido, para que não volte a nascer” e acrescentou que os níveis de injustiça tendem aumentar, fazendo com que a forma que os “injustiçados” têm para fazer a sua voz ser ouvida e clamar pela justiça são as armas.

“Isso fez com que Mariano Nhongo existisse e muitos deles possam existir, então mais do que pensar se a morte dele vai proporcionar um DDR temos que nos interrogar sobre as razões que fazem com que sempre caiamos em guerras, porque, se não o fizermos e continuarem as injustiças, matámos Mariano Nhongo, mas, novos Nhongos vão surgir de todos os lugares, de todas as maneiras e vão meter o país a rebentar”, sublinhou.

O interlocutor defende que é preciso tirar lições e perceber que a morte não deve ser ocasião de diálogo, é preciso precedermos à busca da justiça, do diálogo e do consenso para evitar que o país volte a situações de conflito e instabilidade.

 

“NÃO PODEMOS AFIRMAR QUE A MORTE DE MARIANO NHONGO É O FIM DA VIOLÊNCIA”

Por seu turno, o especialista em resolução de conflitos, Reverendo Anastácio Chembeze diz que é difícil prever o futuro da paz e segurança do país, enquanto não existir cedência e dialogo.

“Quando olhamos para análise de conflito, começamos a ver o problema da falta de comunicação, desentendimentos e o escalar disso, resvalasse em violência e não podemos afirmar que a morte de Mariano Nhongo é o fim da violência”, disse.

O especialista acrescentou que esta é oportunidade para os moçambicanos se reencontrarem e dialogarem, e, segundo defende, uma das formas de dialogar é negociar, conversar, desenvolver a capacidade de ouvir e escutar e compreender a outra parte e ceder.

“É muito triste e lamentável a morte de Mariano Nhongo, nas condições em que isso aconteceu. Lamento bastante que isto tenha acontecido, mas o apelo que quero deixar é que nós temos que ser uma sociedade que vive na base da concórdia e do diálogo”, apelou o reverendo.

Através de um comunicado de imprensa, o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) lamentou o fim trágico do líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, e considera que, face à sua resistência em integrar-se no processo de DDR e o facto de não ter valorizado as tréguas militares, e se mostrado pouco aberto ao diálogo, bem como a ameaça que constituía para a segurança de pessoas e bens na região centro do país, havia poucas possibilidades para um final diferente.

Segundo a ONG, há mais de dois anos em que as entidades do Governo e vários actores da sociedade procuraram aproximar-se a Mariano Nhongo e encorajá-lo a fazer parte do processo do DDR, na sequência dos progressos registados e da deserção de alguns dos principais membros da Junta Militar, o que dava esperança de uma solução pacífica.

No entanto, estes apelos não tiveram acolhimento por parte de Nhongo que insistia em prevalecer com a via de ameaças e ataques militares.

“As acções da Junta Militar, liderada por Nhongo limitaram os benefícios da paz para as comunidades directa e indirectamente afectadas, pois ao protagonizarem ataques militares contra alvos civis causando mortes, limitando a livre circulação de pessoas e bens, destruindo património público e privado para além de outros tipos de crimes, tornaram os líderes do movimento mais vulneráveis a este fim trágico”, escreve o IMD em comunicado.

Para o IMD, a morte de Mariano Nhongo fragiliza ainda mais a Junta Militar e abre caminhos para a estabilidade da zona centro do país, sendo, no entanto, fundamental que o Governo continue a mobilizar os demais membros da Junta Militar a abandonarem a violência por vias pacíficas e a integrarem-se no processo de DDR.

Contudo, apesar da morte do Mariano Nhongo representar um passo importante para a segurança na região centro do país, o IMD chama atenção para o cumprimento rigoroso do processo de DDR de modo a mobilizar os receosos a fazerem parte do processo.

Mais ainda, a ONG considera haver necessidade do reforço das acções de intervenção social orientadas para a redução dos factores de vulnerabilidade, sobretudo nas zonas mais afectadas por conflitos militares para que se evite que grupos como a Junta Militar possam mobilizar bases de apoio.

O IMD defende o recurso de mecanismos democráticos para a resolução de qualquer que seja a reivindicação, sendo para isso fundamental o reforço das capacidades das instituições, de modo a que todos tenham confiança em relação à sua actuação.

Diversas mulheres exigiram, nesta segunda-feira, na cidade da Beira, a necessidade de terem papéis cada vez mais relevantes nos processos de pacificação do país, assim como na segurança e reinserção social, este último no âmbito do DDR.

“Infelizmente, nós somos um país onde as guerras são recorrentes que terminam com assinaturas de acordos de paz frágeis. Durante estes processos de guerra, as principais vítimas são as mulheres, mas, quando chega o processo das negociações, encontramos uma fraca ou mesmo nula participação da mulher. Se ela não está lá no momento das negociações, como é que serão garantidas aquelas que são as suas necessidades específicas no momento da sua reintegração?”, perguntam as mulheres.

Elas acrescentaram que, neste momento, decorre o processo de DDR na região centro do país, no âmbito do último acordo de paz definitivo, assinado há cerca de dois anos em Maputo.

“Não estamos a conseguir perceber até que ponto estas mulheres que estão a ser reintegradas, as suas preocupações estão a ser atendidas. Temos que entender que reintegração neste contexto não pode significar ter o kit, as chapas de zinco e o subsídio.

A reinserção tem que ser sustentável social e economicamente, porque, se elas não estiverem estáveis, podemos voltar a ver os seus filhos e maridos a serem mobilizados para um novo conflito. É importante a sustentabilidade deste processo, porque são as mulheres que estimulam e garantem a reinserção”, explicaram as participantes, que defenderam a necessidade contínua da formação das mulheres.

Estes desejos e explicações foram manifestadas durante a conferência sobre Mulher, Paz e Segurança. A reunião, organizada pelo instituto para a Democracia Multipartidária, tem como objectivo contribuir para a melhoria da participação qualitativa e quantitativa das mulheres na matéria de paz e segurança e integrar a dimensão de igualdade de género em todas as fases dos processos de construção da paz, incluindo nos órgãos de tomada de decisão.

A Conferência sobre Mulher, Paz e Segurança realizou-se no quadro da implementação do projecto DELPAZ e das comemorações do 29º aniversário do histórico Acordo Geral de Paz, assinado em Roma a 4 de Outubro de 1992. O seu objectivo é contribuir para a melhoria da participação qualitativa e quantitativa das mulheres na matéria de Paz e Segurança e integrar a dimensão da igualdade de género em todas as fases dos processos de diálogo sobre a construção da paz, nos órgãos de tomada de decisão, assente no processo da consolidação da paz e desenvolvimento.

Os organizadores da iniciativa acreditam que, apesar dos avanços em termos de enquadramento, estruturas e formação sobre o papel das mulheres em conflito, elas continuam a ser marginalizadas nos processos formais de paz e segurança e são continuamente sujeitas à violência sexual e baseada no género em situações de conflito e não conflito. Há uma necessidade urgente de melhorar este cenário, para as mulheres exercerem o seu pleno potencial como agentes de paz.

A conferência de um dia contou com a participação de mulheres de diversos extratos sociais e foi orientada pela secretária de Estado na província de Sofala, Stela Zeca, que pediu união entre as mulheres sem olhar para as suas cores políticas.

A secretária do Estado na província de Sofala, Stela Zeca, defendeu, esta segunda-feira, na cidade da Beira, a inclusão da mulher nos programas de desenvolvimento, pois, segundo refere, a inclusão da mulher é uma questão de justiça e deve ser tratada como uma prioridade, até porque representam a maior parte da população.

Stela Zeca falava na abertura da “Conferência sobre Mulher, Paz e Segurança”, organizada pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) em parceria com a Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Capital (UNCDF), através do Programa de Desenvolvimento Local para a Consolidação da Paz iniciativa (DELPAZ).

“Estamos aqui em mais um evento que visa enaltecer o papel da mulher no processo de desenvolvimento. E, como se tem dito, é uma questão de justiça social. O nosso país, de acordo com o senso de 2017, é constituído maioritariamente por moçambicanos do sexo feminino, ou seja, moçambicanas e não faz sentido que este maior número da população não esteja a participar como era esperado no processo de desenvolvimento. Portanto, todas estas acções são uma questão mesmo de justiça social”, referiu Stela Zeca.

A governante enfatizou as políticas internacionais e nacionais que apontam para a necessidade do alcance da igualdade do género e empoderamento da mulher e rapariga.

Por sua vez, Dércio Alfazema, director de Programas do IMD, fala da necessidade urgente de se melhorar o cenário a fim de que as mulheres possam exercer o seu pleno potencial como agentes da paz.

“As decisões que são tomadas nas mesas de negociação têm impacto em toda a sociedade, e não apenas nos contendores do conflito. Por isso, em qualquer agenda ligada à paz, a promoção da segurança, estabilidade política e reconciliação nacional, a mulher deve fazer parte para dar a sua sensibilidade e contribuição”, referiu Alfazema, acrescentado que “as mulheres precisam de ter mais voz e espaço na defesa e protecção dos seus interesses sociais, políticos e económicos para que os desígnios da igualdade de género na sociedade pós-conflito sejam sempre tidos em consideração, até porque, em todas as situações conflitos ou de instabilidade, incluído os registados na zona norte e da zona centro do país, elas têm sido as mais afectadas directa e indirectamente.”, referiu.

O representante do UNCDF, Louis Helling, falou do compromisso da União Europeia no apoio às iniciativas de promoção da paz, baseada num estudo que apontava a exclusão como um dos factores de vulnerabilidade.

“E estas análises e diagnósticos sugeriram que a percepção de exclusão por parte de alguns grupos da sociedade é uma consequência, mas também uma força motriz do conflito. Esta percepção de exclusão deve ser colmatada. O país é único, a população é única, a sociedade é única, então todos devem sentir-se parte do processo da paz e do processo de desenvolvimento.”

A conferência contou com a presença de representantes da secretária de Estado da província de Sofala, de entidades diplomáticas e internacionais, com destaque para as Nações Unidas, assim como presidentes de Assembleias Provinciais de Sofala e Manica, organizações da sociedade civil, entidades religiosas, partidos políticos e académicos. A Conferência sobre Mulher, Paz e Segurança decorreu no quadro das comemorações do 29º aniversário do histórico Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, a 4 de Outubro de 1992.

A morte de Mariano Nhongo era inesperada para as Nações Unidas, que dizem ter mantido a expectativa de ver o conflito com a Junta Militar da Renamo a ser resolvido pacificamente.

Não tardou para Mirko Manzoni, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas e presidente do Grupo de Contacto, reagir à anunciada morte de Mariano Nhongo.

Embora reconhecesse os esforços do Executivo moçambicano em convencer o líder da Junta Militar a aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), Manzoni não esperava que o fim fosse a morte.

“Na sequência dos sólidos progressos feitos até à data neste processo e da recente deserção pelos principais membros da Junta Militar da Renamo, esperávamos que a situação tivesse sido resolvida de forma pacífica. Embora este seja um fim lamentável para a situação, reconhecemos os consideráveis esforços do Governo, no sentido de recorrer a meios pacíficos para devolver a estabilidade à zona centro de Moçambique”, diz Manzoni, em documento divulgado no site das Nações Unidas.

Embora o fim de Nhongo tenha sido a morte, o responsável indicado pelo secretário-geral da ONU espera outra sorte para os demais membros da Junta Militar da Renamo que continuam nas matas.

“Este acontecimento não nos dissuadirá na busca pela paz, devendo servir para nos juntarmos e redireccionarmos os nossos esforços com vista a permitir que os restantes combatentes se juntem ao processo de DDR e se juntem a uma vida de paz”.

Há mais de dois anos em que Mirko Manzoni, na qualidade de presidente do Grupo de Contacto, procurava encorajar Mariano Nhongo a aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração.

Contudo, reitera o compromisso de “apoiar os esforços destinados a trazer uma paz definitiva ao país”.

O Comando Geral da PRM anunciou a morte de Mariano Nhongo, líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo. Nhongo foi morto em confronto, junto do seu homem mais próximo.

É o fim da linha, do homem mais procurado pelas Forças de Defesa e Segurança no centro do país. As informações sobre a sua morte começaram a circular por volta das 13 horas desta segunda-feira, entretanto a confirmação veio mais tarde, às 15h. O Comando Geral da PRM convocou uma conferência de imprensa, na qual disse que o líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo perdeu a vida nas matas de Djovo, no distrito de Cheringoma, durante um confronto com as FDS, logo pela manhã.

“Hoje, dia 11 de Outubro de 2021, as Forças de Defesa e Segurança, em patrulha, tiveram um combate com a Junta Militar, liderado por Mariano Nhongo. Neste combate de encontro entre as Forças de Defesa e Segurança e a Junta Militar, sempre anunciamos que as FDS estavam com operação na zona centro, o que resultou na morte de Mariano Nhongo e o seu seguidor mais próximo, chamado Ngau Kama.”

Em conferência de imprensa, o comandante-geral da PRM, Bernardino Rafael, destacou que as FDS tudo fizeram para que Nhongo saísse das matas com vida, mas houve resistência. Bernardino Rafael acrescentou que “as Forças de Defesa e Segurança fizeram de tudo para que Nhongo respondesse pelos seus actos, mas infelizmente não deu para chegar a este extremo”.

Rafael diz ainda que “o Presidente da República sempre apelou para que Nhongo e a Junta Militar se entregassem para aderir ao DDR. Lamentavelmente, não foi aderido, continuaram a resistir.”

Durante a operação, a Polícia diz que recuperou três armas do tipo AKM, 96 munições de AKM e uma pistola, usadas pela Junta Militar durante o confronto.

Agora, as Forças de Defesa e Segurança trabalham no sentido de se trazer o corpo de Mariano Nhongo e seu seguidor às respectivas famílias.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse aos administradores distritais, que devem fazer o melhor de si para responder às preocupações da população.

Falando no encerramento da VIII Reunião Nacional dos Administradores Distritais, realizada em Moatize, província de Tete, sob o lema “Por uma Governação Inclusiva e Transparente, em Prol do Desenvolvimento Local”, e que abrangeu todos os administradores distritais do país, quadros do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, entre outros actores sociais, com o objectivo de partilhar experiências, o Chefe de Estado exigiu mais trabalho e respeito à população.

“Governar não é apenas preocupar-se em fazer carreira na Administração Pública, mas é, sobretudo, dedicar-se à resolução dos problemas das populações. O vosso clube é o povo, por isso, se não resolverem os problemas do povo, as vossas acções podem ser consideradas inadequadas”, disse o Presidente da República.

Filipe Nyusi acrescentou, ainda, que o administrador não deve ser inimigo do povo, mas um inspirador e exigiu, igualmente dos dirigentes, princípios democráticos, integridade e humildade na tomada de decisões para evitar conflitos com a população. No seu entender, os administradores distritais devem desenvolver capacidade para manusear novas tecnologias.

O Chefe de Estado disse, ainda, que o bom administrador deve conhecer as principais características do espaço da sua jurisdição, dominar as vontades da população, capacidade de saber ouvir (como uma qualidade imprescindível para governar com base na vontade dos cidadãos) e dar de si para o benefício da mesma.

Para Nyusi, os administradores devem ter coragem para tomar decisões, basear as suas acções em programas de governação, como também trabalharem com foco em soluções. O Chefe do Estado disse, também, que ser administrador não é refúgio para incompetência, nem por questões políticas, pois este é um “cargo de grande importância e responsabilidade, que lida directamente com a população e é para estes que o administrador se deve orientar e trabalhar”.

Por sua vez, os administradores distritais prometeram colocar em prática e com muita responsabilidade as orientações deixadas pelo Presidente da República. A reunião dos administradores distritais teve a duração de dois dias.

O partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) acredita que haja envolvimento das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na onda de raptos que assolam o país. O delegado político do partido na cidade de Maputo, defendeu o posicionamento, hoje, durante uma conferência de imprensa.

A delegação da Renamo, na cidade de Maputo, realizou uma conferência de imprensa, hoje, em reacção aos casos correntes de raptos na capital do país, com enfoque para os casos da última quinta-feira, em que um médico e um comerciante foram sequestrados. Na ocasião, os membros da RENAMO condenaram a forma de actuação das autoridades competentes e exigiram respostas sobre os assassinatos no país.

Os dois raptos ocorreram há, praticamente, uma semana depois da tomada de posse do novo director-geral do SERNIC, Nelson Rego.

“A Polícia só é forte para recolher os bens dos vendedores informais”, afirmou Arlindo Bila, delegado político da RENAMO na cidade de Maputo.

Para o maior partido da oposição em Moçambique, este é o momento de começar a pensar no tipo de Governo que a nação merece. Todos os moçambicanos devem estar atentos aos dirigentes, pois se aproximam as eleições autárquicas (2023) e gerais (2024).

O delegado do partido foi mais longe, afirmando que “não se pode aceitar que uma cidade do nosso país, em particular a cidade de Maputo, de forma recorrente os gangsters do Governo continuem a aterrorizar e criar intranquilidade à população, levando-nos a acreditar que, sem sombras de dúvidas, há envolvimento organizado das Forças de Defesa e Segurança e do Serviço Nacional de Investigação Criminal nestes actos macabros”.

 

RENAMO QUESTIONA CONTRAÇÃO DA DÍVIDA DE 88 MILHÕES DE DÓLARES RECENTEMENTE ANUNCIADA

Arlindo Bila considerou estranha a contratação de outra dívida em mais de 88 milhões de dólares para a segurança dos moçambicanos e invocou a actuação das FDS.

“Os investidores e empresários já estão a abandonar o país por falta de segurança, como consequência da inoperância das Forças de Defesa e Segurança. Um Governo que não consegue manter segurança para a população no mínimo devia demitir-se”, afirmou.

A Renamo afirmou que repudia e condena veementemente os crimes e exige incondicionalmente que os cidadãos raptados sejam devolvidos ao convívio familiar.

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