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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

“Desponta a necessidade de combate à corrupção no vosso seio (…). O que interessa ao cidadão comum, acima de tudo, é a prontidão de justiça e a prevalência da justiça justa sobre a justiça formal”, nem mais. Nyusi quer, por isso, que a justiça administrativa seja desburocratizada. São desafios colocados aos três novos juízes conselheiros do Tribunal Administrativo

Amélia Eunice Simbine, Nelson Jeque e Cláudio Pene são os três empossados que se juntam à equipa de juízes conselheiros do Tribunal Administrativo.

Chegam ao topo da carreira da magistratura judicial administrativa numa instituição cuja missão é fiscalizar e garantir a boa gestão de recursos públicos, que ainda se debate com vários desafios.

Filipe Nyusi aponta alguns, a começar pelo reforço da fiscalização nos órgãos de governação descentralizada.

“Desponta a necessidade de proceder-se à fiscalização dos fundos alocados a estas entidades, a aprovação dos instrumentos jurídicos atinentes ao processo judicial electrónico, que poderá galvanizar em termos de celeridade e economia processual, implementação das ferramentas de trabalho adequadas a situações excepcionais em que o país e mundo vivem, a exemplo de guiões e procedimentos para a realização de auditorias no contexto de desastres”

E há um desafio, a corrupção até mesmo no seio da justiça.

“O combate à corrupção no vosso seio. A instrução rápida de um processo não deve constituir um favor, mas um vosso método de trabalho. Tenham sempre em mente que a justiça deve facilitar o ambiente de negócios e tornar o mercado nacional atractivo, competitivo e seguro para o investimento nacional e estrangeiro”.

Filipe Nyusi defende, também, que as instituições priorizem a justiça, no lugar de se ater aos formalismos.

Entretanto, os empossados entendem que deve haver participação de todos para que alguns desafios sejam ultrapassados, como é o caso da corrupção.

“Essa questão de combate à corrupção deve ser olhada de uma maneira sistemática. Não se pode combater a corrupção olhando para um sector, tão pouco para determinadas pessoas, no caso os três juízes conselheiros hoje empossados. Todos nós somos chamados a combater a corrupção. Repare que, neste fenómeno, temos a parte activa e a passiva”, disse Amélia Simbine.

Os novos juízes conselheiros do Tribunal Administrativo chegam ao cargo após concurso público, cujo resultado foi homologado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa.

Ossufo Momade anunciou a criação de um “Governo Sombra” para fazer face às próximas eleições locais em Moçambique, a terem lugar em Outubro de 2023. E para materializar este feito, foi agendada para o próximo mês a realização do Conselho Nacional daquele partido político.

Foi assim há cerca de 20 anos, e agora, a Renamo repesca o velho instrumento de fiscalização política, o “Governo Sombra”. Só que desta vez, o “Governo Sombra” vai além do Governo Central, isto é, acompanha o novo modelo de governação descentralizada em curso no país, com foco nas eleições locais, tal como explicou esta quarta-feira, o presidente da Renamo, Ossufo Momade, na Stv Notícias.

Segundo Momade, o partido vai colocar em todas províncias, distritos, postos administrativos e localidades, representantes do partido, para aos poucos se inteirarem do processo de governação descentralizada e permitir a sua participação nas eleições autárquicas e distritais.

“Dentro de dias, eu vou anunciar o meu ‘Governo Sombra’. E este ‘Governo Sombra’ vai se estender até aos distritos. Vamos colocar administradores, governadores provinciais, isto para dizer que nós estamos preparados porque estamos representados em todos distritos, postos administrativos, localidade e zonas. Por isso, temos levado muito tempo no campo para explicarmos o que nós somos e o que pretendemos fazer enquanto Governo”, afirmou o presidente da Renamo.

Com efeito, depois de adiamento devido à pandemia da COVID-19, a Renamo agendou para o próximo mês de Abril, a realização do seu Conselho Nacional, um fórum onde realinha a sua orientação política e estratégica visando a participação nos próximos pleitos.

“Depois do Congresso, nós realizamos o primeiro conselho nacional e todos moçambicanos e o mundo sabem que estávamos numa situação de pandemia por isso não conseguimos realizar o conselho nacional. Mas, no próximo mês de Abril, vamos realizar o Conselho Nacional, não porque não tínhamos condições, mas a situação das medidas de prevenção da pandemia impediram o evento”, concluiu Momade.

A Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, pediu, recentemente, apoio à candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato de 2023/2024, cujas eleições se realizam em Junho.

Falando na nona sessão do Parlamento Internacional para a Tolerância e Paz e Conferência sobre a Tolerância e Coexistência, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, Bias solicitou aos deputados presentes no encontro que usem da sua influência para que a candidatura de Moçambique triunfe.

Uma vez no órgão, a líder do Parlamento moçambicano disse que o país vai contribuir para a paz e segurança no mundo, valendo-se da sua experiência na matéria.

“Moçambique espera contribuir no Conselho de Segurança com a sua experiência na promoção da paz e segurança internacionais, assim como em matérias candentes da agenda global”, prometeu Esperança Bias.

Na ocasião, a parlamentar defendeu que todos devem contribuir para a paz, educando o cidadão e a sociedade.

 

O PAÍS ESTÁ À ALTURA DE SER MEMBRO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU, DEFENDE ANA RITA SITHOLE

A deputada da Assembleia da República, Ana Rita Sithole, diz que Moçambique está à altura de ser membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o órgão ao qual o país concorre para um lugar não permanente para o biénio 2023-2024.

Sithole justifica a sua posição com a experiência que o país acumulou na gestão de conflitos que foram surgindo desde a sua independência, como também pela sua participação na pacificação de outros países, incluindo na independência de nações.

“Depois da independência, tínhamos a missão de reconstruir Moçambique, mas também tínhamos a de ajudar os povos irmãos da África do Sul, Zimbabwe e Namíbia por causa do regime do apartheid. No Conselho de Segurança da ONU, porque é um fórum que lida com matérias de paz, podemos dar um pouco da nossa experiência – a reconciliação entre os homens, a pacificação dos países para poderem desenvolver as respectivas economias”, apontou Sithole.

A deputada também fez menção à questão democrática, referindo-se, por exemplo, ao facto de, regularmente, o país realizar eleições gerais em intervalos de cinco amos. A deputada afirma ser este um exemplo a partilhar com o mundo.

“Primeiro, decidimos como queremos gerir e, depois, solicitámos apoio internacional, fazendo parte do concerto das nações, fazendo parte de vários organismos, entre eles a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), fazendo parte da União Africana (UA), e nunca pusemos em causa os valores mais importantes da nossa soberania, a unidade nacional e a paz”, comentou.

Considerando estes e outros aspectos, Ana Rita Sithole afirma que a experiência moçambicana na gestão de conflitos será bem-vinda e útil no Conselho de Segurança da ONU, porque “todos vão olhar para nós e vão dizer: apesar de tantas adversidades, este país está de pé”.

“Vale a pena Moçambique estar nesse órgão”, conclui a deputada.

A Academia Política da Mulher (APM), uma iniciativa do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), que faz a monitoria e promove a participação política da mulher em Moçambique, considera ser um marco histórico, ousado e bastante encorajador o facto de o país ter alcançado a paridade de género ao nível do Governo.

O facto foi possível após a recente remodelação do Governo, que culminou com a nomeação, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, de duas mulheres para os cargos de ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas e de ministro de Combatentes, respectivamente.

“A Academia constatou, com satisfação, que, com a recente remodelação governamental, Moçambique alcançou, ao nível do Governo, a meta de paridade de género (50-50), o que coloca o país na lista dos 14 países do mundo que já alcançaram este feito, sendo o terceiro no continente africano”, refere o IMD, em comunicado de imprensa, no qual explica que “este acto representa um grande progresso na longa marcha de promoção do género, é um marco histórico e bastante encorajador para as mulheres”.

De um total de 22 ministros que compõem o actual Governo de Moçambique, a presença de mulheres passou de 10 mulheres no início do presente mandato para 11.

Segundo a academia, a paridade do género no Governo, mais do que alcançar o compromisso assumido no âmbito dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que estabelecem a meta de 50-50 por cento na igualdade de género até 2030 nos diferentes órgãos de tomada de decisão, é consentâneo com a Constituição da República de Moçambique (artigos 35 e 36), com o princípio de igualdade de oportunidade que caracteriza o Estado de Direito Democrático, valoriza e reconhece o esforço e potencial das mulheres.

“Estas nomeações contribuem para desconstruir as barreiras políticas e socioculturais que masculinizam determinados cargos. É a primeira vez, em Moçambique, em que há mulheres na liderança máxima do Ministério do Interior e do Ministério dos Combatentes. Do total das 11 mexidas feitas no Governo desde o início do presente mandato de Janeiro de 2020 a Março de 2022, verifica-se maior estabilidade de mulheres em relação a homens. Neste período, apenas duas mulheres foram exoneradas, contra oito homens exonerados, dos quais três voltaram a ser nomeados para outros ministérios. Oito mulheres mantêm-se no cargo desde o início do mandato e foram nomeadas mais três”, considera a organização.

“Ao nível dos Secretários de Estado Provincial, no actual mandato, dos 11 nomeados, seis eram mulheres, correspondendo a 55 por cento. Actualmente, passou para 45 por cento por conta da exoneração da secretária de Estado da Cidade de Maputo, sendo que, no seu lugar, foi nomeado um homem. Ao nível do sector da administração da justiça, o Presidente da República nomeou mulheres para os cargos de Presidente do Tribunal Administrativo, Presidente do Conselho Constitucional, Procuradora-Geral da República (para segundo mandato), sendo estas as primeiras mulheres a ocuparem os respectivos cargos. Isto demonstra que há uma consciência clara do Presidente da República em relação à necessidade de considerar a nomeação de mulheres”, lê-se no comunicado a que temos vindo a citar.

A Academia Política da Mulher diz estar ciente dos ganhos que tendem a ser alcançados em termos de representatividade das mulheres nos diferentes órgãos de tomada de decisão. Contudo, reconhece que este aumento deve ser acompanhado de uma qualidade interventiva destas mulheres no exercício dos respectivos mandatos, que pode inspirar e influenciar outras mulheres.

Para tal, considera que é importante que, no exercício do seu mandato, as mulheres sejam exemplares e tenham em conta a promoção do bem-estar da população, a justiça social e observem, com rigor, os princípios da boa-governação, como transparência, inclusão, prestação de contas e respeito pelo bem público.

A Academia alerta, ainda, para os riscos de retrocesso, caso não sejam adoptadas políticas adequadas de transformação estratégica em favor da paridade do género e que permitam a consolidação dos ganhos e reitera o seu compromisso de continuar a realizar acções que concorram para o incremento da participação política da mulher, tanto quantitativa como qualitativamente.

O Governo quer redução dos níveis de desnutrição crónica, através do aumento da produção e disponibilidade de alimentos de qualidade no país. A missão foi confiada a Leonor Mondlane, nova secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, empossada, hoje, pelo Primeiro-Ministro.

A desnutrição crónica continua a ser um problema de saúde pública em Moçambique, chegando a afectar 38 por cento da população infantil, com menos de cinco anos.

Para evitar que a situação piore e se traduza em mais mortes, o Primeiro-Ministro sabe muito bem o que deve ser feito.

“Fortalecer e institucionalizar as estruturas de coordenação da segurança alimentar e nutricional ao nível provincial e distrital, em todo o país e reforçar o sistema integrado de informação sobre a segurança alimentar e nutricional de modo a captar dados desagregados a todos os níveis”, referiu Adriano Maleiane, durante o empossamento da nova secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional.

Na ocasião, o governante reforçou a necessidade de aquele órgão promover acções de advocacia para a mudança social e de comportamento alimentar no âmbito da redução da desnutrição crónica e, acima de tudo, “capacitar os dirigentes e gestores das instituições públicas, sociedade civil e profissionais de comunicação social sobre matérias relativas à segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

Por sua vez, Leonor Mondlane, técnica do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, diz-se pronta para as funções que lhe são confiadas.

“O desafio grande é cumprir aquilo que o Governo espera em torno da segurança alimentar. Temos que responder a nível interno e externo e, por ser um sector transversal, que envolve a educação a saúde, a agricultura, pescas, entre outras, sendo a meta conseguir coordenar estes sectores para darem melhor resposta à situação de segurança alimentar, sobretudo em crianças de 0 aos 5 anos e as mulheres grávidas, que são fases fundamentais para a construção de um Homem saudável”, disse a recém-empossada.

A secretária-executiva apontou vários avanços no campo de produção de alimentos fortificados e de qualidade, porém sublinha que há muito mais a ser feito.

“Mais do que produção de alimentos, é preciso apostar na questão de educação alimentar, pois temos zonas que produzem alimentos em abundância, mas continuam a enfrentar desafios nutricionais”, concluiu.

A empossada é veterinária de formação e substitui Celmira Pena da Silva, que cessou funções em Fevereiro do ano corrente, estando, neste momento, no cargo de diretor-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação defende paz e diálogo construtivo para a resolução de qualquer conflito. Para Verónica Macamo, que falava, fim-de-semana findo, na Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD), é urgente a erradicação do terrorismo.

Moçambique debate-se com o terrorismo há quase cinco anos e o seu combate não mostra clareza de quando é o país vai travar este fenómeno. Este tema foi colocado à mesa de debate na reunião ministerial virtual da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África.

“Moçambique, como vítima do terrorismo, considera urgente erradicar este fenómeno”, diz a governante, que avança que “neste contexto, propomos que o seu combate seja uma das prioridades da parceria que o TICAD pretende estabelecer”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, ao discursar na tarde de domingo, na reunião ministerial da TICAD, que decorreu durante dois dias (sábado e domingo), em formato virtual, a partir de Tóquio, capital do Japão.

No evento, a governante reiterou a posição de Moçambique, sobre a resolução pacífica dos conflitos, assente num diálogo construtivo. E este discurso surge num contexto em que o país sempre defendeu este caminho para a guerra Rússia-Ucrânia, sem se posicionar a favor ou contra uma das partes.

“Gostaria de reiterar que Moçambique defende a solução pacífica de conflitos, uma solução centrada no diálogo construtivo, que tem em vista acabar com a morte e o sofrimento das pessoas causados pela guerra“,

A ministra acrescentou ainda que Moçambique tem esperança em ver conjugados os esforços e sinergias necessários na busca de soluções que permitam ultrapassar desafios associados à consolidação da paz e segurança, ao combate à pobreza, à promoção do desenvolvimento económico e social e à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

“A solução desses desafios contempla a priorização de investimento no capital humano; a capacitação institucional; a promoção da transferência de tecnologias amigáveis ao meio ambiente que possibilitem maior empregabilidade da juventude; e de investimento empresarial virado à sustentabilidade económica dos países africanos”, detalhou a titular do pelouro da diplomacia moçambicana, no decurso de debates do painel sobre a paz, estabilidade e segurança da TICAD, onde identificou o terrorismo e o extremismo violento como sendo duas das “maiores ameaças no mundo moderno”.

Outro ponto que constou da intervenção da ministra tem a ver com a COVID-19. E neste aspecto, a governante apelou para a necessidade de elevar os níveis de vacinação da população africana.

“O Japão, no âmbito da TICAD, continuará a desempenhar um papel de liderança no fortalecimento da cooperação na área da saúde, tanto a curto prazo através do programa de vacinação, como a médio e longo prazos, através da criação de condições para a produção de medicamentos, especialmente vacinas contra a Covid-19”, concluiu.

No encontro virtual de dois dias, que terminou este domingo, os ministros dos Negócios Estrangeiros africanos e japonês avaliaram o estágio de implementação das acções acordadas na cimeira havida em 2019 e preparar a de Agosto de 2022, na Tunísia.

A Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano é um fórum criado pelo Japão em 1993, que se reúne, regularmente, com os países africanos, para promover o diálogo político entre os líderes africanos e parceiros de desenvolvimento.

Reagindo ao facto de Moçambique juntar-se ao grupo de apenas 14 países que alcançaram a paridade de género no Governo, e sendo o terceiro país em África a ter 50% ou mais de mulheres em cargos ministeriais, o partido Frelimo, do qual Filipe Nyusi é também presidente, considera que a conquista demonstra o compromisso de Moçambique e do Presidente da República na materialização prática de diversos instrumentos nacionais e internacionais.

Segundo um comunicado enviado ao “O País”, tais instrumentos são, a título de exemplo, a Constituição da República e a Política de Género e Estratégia; o Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento de que Moçambique é signatário, o qual preconiza que todos os Estados Membros devem, até 2030, atingir a paridade de género em todos os órgãos do poder e tomada de decisão; a Agenda 2063 de Desenvolvimento de África, que prevê o alcance da paridade de género nas instituições públicas e privadas, bem como a remoção de todas as formas de discriminação baseada no género; e a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, instrumento das Nações Unidas que no seu Objectivo 5, versa sobre a Igualdade de Género e Empoderamento da Mulher em todos os domínios, político, económico, social e cultural.

“Com esse feito heróico, o Camarada Presidente Filipe Jacinto Nyusi, introuduziu Moçambique no restrito grupo de países cumpridores de compromissos internacionais relativos à igualdade de genero. É o terceiro país africano a atingir a paridade de genero ao nível do Governo. É 14º país no mundo a fazê-lo, muito antes dos prazos estabelecidos”, lê-se no documento.

Com efeito, a FRELIMO encoraja Nyusi a continuar com políticas integracionaistas e inclusivistas sensiveis ao genero.

“Para o Partido FRELIMO, este facto heróico serve de inspiração para todas forças vivas da nação; do Estado, Sector Privado e sociedade em geral e considera-o de exemplo a ser seguido por todos decisores, ao nível nacinal”, sustenta a fonte, acrescentando que a decisão de Nyusi em tornar o Governo sensível ao género radica essencialmente das decisões emanadas do II Congresso do partido, no qual se reconheceu a necessidade de emancipar a mulher em todas as frentes da luta de libertaçao nacional, colocando-a em pé de igualdade com o homem, ao mesmo tempo extirpando todas as formas de discriminação, sejam elas baseadas na fé, na crença ou nos hábitos culturais.

Refira-se que Filipe Nyusi empossou na última terça-feira, Josefina Mpelo, como ministra dos Combatentes. “Para a sua nomeação, concorreram vários factores, por outro lado, o nosso compromisso de dar oportunidade à juventude e à mulher num país cuja maioria da população é jovem”, explicou na ocasião, o Presidente da República.

Em declaração conjunta, o Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e Presidente do Grupo de Contacto, Mirko Manzoni, e a Coordenadora Residente das Nações Unidas e Coordenadora Humanitária para Moçambique, Myrta Kaulard, elogiam o Governo de Moçambique por ter alcançado a paridade de género no Conselho de Ministros, pela primeira vez na história do país, em cumprimento da promessa feita a 7 de Abril pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Segundo a declaração dos referidos diplomatas, “um ano depois, a promessa foi cumprida. Um ano depois, alcançar a paridade de género no Conselho de Ministros é um marco histórico na concretização de suas palavras e uma forma única de celebrar o mês da mulher. É reflexo do trabalho mais amplo que está sendo feito para promover a igualdade de género e o empoderamento das mulheres no âmbito nacional, inclusive por meio do investimento na educação de raparigas e no combate à violência baseada no género”.

Ainda em conformidade com as fontes, ao alcançar a paridade de género entre os Ministros de Estado, Moçambique está liderando pelo exemplo em como construir uma sociedade mais pacífica, inclusiva e resiliente.

“Mostra ao mundo que a pandemia não pode ser usada como desculpa para colocar a paridade em espera. Globalmente, apenas cerca de um quinto dos cargos ministeriais são ocupados por mulheres”, lê-se no documento.

Deste modo, Moçambique junta-se a um grupo de apenas 14 países que alcançaram a paridade de género a este nível e é o terceiro país em África a ter 50% ou mais de mulheres em cargos ministeriais.

Por este feito, as Nações Unidas reafirmam o seu total empenho em trabalhar em conjunto com as instituições moçambicanas e todas as partes da sociedade para alavancar esta conquista histórica da paridade de género a todos os níveis.

Com a finalidade de contribuir para a promoção dos valores do Estado democrático de direito no espaço dos países, territórios autónomos e regiões administrativa especiais de língua portuguesa foi constituída a 26 de Março de  2022, a União Internacional de Procuradores e Promotores do Ministério Público de Língua Portuguesa (UIPLP), que reúne as respetivas associações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

A assinatura do protocolo que dá origem à UIPLP decorreu em Vilamoura, no Algarve, à margem do XII Congresso do SMMP, Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que decorreu naquele local, com a presença dos presidentes do Sindicato Nacional dos Magistrados do Ministério Público de Angola, José Buanga, do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público da Guiné-Bissau, Domingos Martins, da Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público, Eduardo Sumana, e do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público de Portugal, Adão Carvalho.

A UIPLP não tem fins lucrativos nem propósitos de actividades políticas e constitui-se como estrutura internacional de cooperação entre os seus membros ou os que se venham a sê-lo. De acordo com os seus Estatutos compete à UIPLP, entre vários aspectos, promover a cooperação e a solidariedade mútuas, estreitando e fortalecendo a união entre os Procuradores e Promotores do Ministério Público dos países, territórios e regiões administrativas especiais de língua oficial portuguesa.

A UIPLP pautará, sua actividade, no respeito pelas Constituições dos respetivos países e pelos instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos e dos direitos fundamentais e de garantia da independência e autonomia do Ministério Público.

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