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O País – A verdade como notícia

Chapo anuncia reabilitação do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou esta quinta-feira, em Manica, a reabilitação e o apetrechamento do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza, localizado em Chigodole, distrito de Vanduzi, uma instituição vocacionada para a formação técnico-profissional de filhos de antigos combatentes. A decisão surge depois de uma visita de Chapo ao

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul tem um novo PCA. Trata-se de Simeão Lopes, a quem o Primeiro-Ministro desafiou a encontrar recursos para financiar projectos de geração de mais postos de emprego.

Desde esta terça-feira, Simeão Lopes é o homem forte do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul. Ao novo Presidente do Conselho de Administração da instituição, o Primeiro-Ministro deixou desafios de fomento e orientação de investimentos públicos e privados para projectos e acções prioritárias da economia azul.

“Implementação de programas e projectos que visam melhorar o nível de renda dos pescadores artesanais e da sua cadeia de valor. Promoção do uso de embarcações a motor para os pescadores artesanais, visando dotá-las de maior autonomia e segurança no mar e, consequentemente, a captura de espécies de maior valor”, desafiou o Primeiro-Ministro.

Carlos Agostinho do Rosário orientou ainda Semião Lopes a trabalhar em articulação com os outros sectores, no sentido de promover acções que concorram para uma boa governação do mar, fiscalização e investigação científica e tecnológica, assim como para a protecção e monitoria do ambiente marinho.

Simeão Lopes, que sucede a Miguel Micas no Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul, aceitou o desafio e indicou por onde começar a trabalhar.

“Vamos trabalhar no sentido de ter uma estratégia aprovada até ao fim do ano. É um processo complexo, porque deve envolver todas as sensibilidades e interesses em relação ao mar; é uma estratégia do país e não do ProAzul”, disse Simeão Lopes.

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul existe desde 2019 e visa promover o desenvolvimento sustentável das actividades do sector pesqueiro e marinho.

A guerra na Ucrânia não vai afectar as relações de cooperação entre a Rússia e Moçambique. A garantia é do ministro conselheiro da Rússia no país, Dimitri Sorokin, vincando que os dois países pretendem fortalecer ainda mais a parceria.

A amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e a Rússia remontam desde os primórdios da Luta de Libertação Nacional e foram formalizadas com o estabelecimento das relações diplomáticas em 1975, e, mais tarde, galvanizadas com a celebração do Tratado de Amizade e Cooperação, em 1977.

Com a recente invasão russa à Ucrânia, o que levou a sanções contra a Rússia, há receios de Moçambique ressentir-se dos efeitos dessas medidas no sector das exportações e importações.

Dimitri Sorokin esclarece que não há guerra contra civis na Ucrânia, senão uma operação militar com o objectivo de acabar com o potencial bélico que ameaça a Rússia.

Sobre o assunto, o ministro conselheiro da Rússia garante que a guerra com a Ucrânia não vai afectar o intercâmbio entre os dois países.

Para a Rússia, Moçambique exporta vários produtos, dos quais tabaco, caju e outros alimentícios. Daquele país, importam-se o trigo e algumas peças de maquinaria.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou através de Despacho Presidencial Osvalda Joana para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto a República Democrática de São Tomé e Príncipe.

A diplomata passa a exercer o cargo com residência em Luanda, onde ocupa o cargo de Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República de Moçambique junto da República de Angola, desde 2019.

Osvalda Joana foi Juíza Conselheira do Tribunal Supremo em 2012 e é Pós –graduada em Ciências Jurídicas.

O eco das paredes da sala das plenárias, hoje, tendia para um dos temas de que mais se fala no hodierno: raptos. Os deputados querem o fim deste fenómeno que volta a abalar o país, por isso exigem acções mais enérgicas contra os criminosos.

“Os raptos continuam a ser motivo de medo, pânico e insegurança dos cidadãos”. Quisera a presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, que esse discurso fosse do passado, porquanto, há anos que os raptos têm estado a perturbar o país. Mas, as lamentações e pedidos de combate cerrado ao fenómeno são de hoje, para uma onda de raptos bem presente na sociedade.

Casos mais recentes aconteceram mesmo em Fevereiro, havendo registo de pelo menos três.

“Condenamos veementemente estas acções criminosas, que prejudicam a harmonia social e a economia”, disse a presidente do Parlamento, na sessão solene de abertura da quinta sessão ordinária da Assembleia da República, tendo, de seguida, apelado para “acção mais enérgica contra estes criminosos que põem em causa o desenvolvimento económico do nosso país”.

Esperança Bias diz que deve haver maior vigilância, responsabilização e penalização dos implicados, dos quais pouco se sabe (até existe um detido ligado a um dos raptos do mês transacto, que ocorreu nas proximidades da primeira esquadra, mas, de lá a esta parte, nada mais as autoridades moçambicanos disseram).

A dirigente do Parlamento talvez até pudesse consumir todo o tempo regulamentar da sua intervenção a fazer apelos para o fim dos raptos, dada a sua dimensão que mexe com a estrutura social e económica de Moçambique, mas as preocupações do país são várias, por isso apresentou o seu discurso por temáticas. Bias falou do terrorismo, reiterando a necessidade de as Forças de Defesa e Segurança continuarem a garantir que as populações deslocadas regressem às zonas de origem; abordou também a necessidade de acarinhamento do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo, numa altura em que se fala da possibilidade de ressurgimento da Junta Militar da Renamo; e ainda da onda de golpes de Estado no continente africano.

 

COMBATE AO TERRORISMO

“Apraz-nos enaltecer as Forças de Defesa e Segurança pelo espírito combativo e patriótico, o que tem permitido repelir, com envolvimento da população, e desalojar os terroristas dos seus esconderijos. Saudamos as Forças de Defesa e Segurança, as Forças da SADC e do Ruanda pelos progressos registados no combate ao terrorismo, o que tem resultado na restauração da estabilidade e segurança nas zonas afectadas e encorajamos que continuem a garantir estas condições para o regresso das populações às suas zonas de origem”.

 

ESTÁGIO DO PROCESSO DE DDR

“No contexto da promoção da paz e da reconciliação nacional, saudamos os avanços registados no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens da Renamo e da autoproclamada Junta Militar da Renamo, mostrando que o processo deve continuar a ser acarinhado. Ainda no contexto da reconciliação nacional, encorajamos as iniciativas das confissões religiosas na promoção do diálogo inter-religioso, visando a consolidação da paz, da convivência pacífica entre os moçambicanos e o combate ao terrorismo”.

 

GOLPES DE ESTADO EM ÁFRICA

“Constatamos, com profunda preocupação, o ressurgimento em África do fenómeno de golpes de Estado. Este fenómeno põe em causa a paz, a segurança e a estabilidade regional e continental, violando os princípios básicos do respeito pelas instituições democraticamente eleitas. Manifestamos o nosso repúdio à ascensão ao poder através de meios inconstitucionais. O mundo depara-se ainda com múltiplos desafios, entre os quais as tensões políticas e os conflitos militares em algumas zonas de África, da Ásia, da Europa e do Médio Oriente, que ameaçam a paz e segurança internacionais”.

 

FRELIMO ALERTA À JUNTA MILITAR QUE “BANDITISMO TEM FIM INGLÓRIO”

A anunciada nova liderança da Junta Militar da Renamo, após a morte de Mariano Nyongo, que dirigia o grupo, continua a dar de falar. hoje, na sessão da Assembleia da República, a bancada da Frelimo fez apelos para que os integrantes da Junta Militar da Renamo, a existirem, sigam o caminho da paz.

“Com preocupação, tomamos conhecimento de que a Junta Militar da Renamo nomeou um novo líder, sinal de que pretende continuar pelo caminho do saque, matança, assassinatos e da destruição de infra-estruturas importantes para o nosso desenvolvimento”, disse Sérgio Pantie, na sua intervenção como chefe da bancada. O deputado afirma que “a nossa experiência mostra que, sempre que o povo clama alto, todos os que persistem pelo caminho da insurgência e do banditismo armado têm um fim inglório”.

A bancada maioritária fala também de outros males que desafiam a justiça, em particular, vincando a necessidade de melhorias no trabalho deste sector. “O terrorismo, o branqueamento de capitais, o tráfico de drogas e as formas sofisticadas de corrupção colocam um desafio enorme ao nosso sistema de administração da justiça. É premente e fundamental que todos os actores envolvidos no sistema de administração da justiça se comprometam em trabalhar em conjunto para o aprimoramento do mesmo”.

E no contexto de eventos extremos da natureza, como é o caso da tempestade tropical Ana, que arrasou as províncias do Centro e Norte, a bancada da Frelimo diz que o país tem o desafio de “prosseguir na identificação e implementação de estratégias seguras de prevenção e gestão destes fenómenos naturais”. Não menos importante, aliás, dos temas mais candentes é a situação de acidentes de viação que fazem com que o país contabilize mortes nas estradas. A bancada dirigida por Pantie defende que o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia devem desencadear campanhas de sensibilização que produzam mudanças profundas no comportamento dos automobilistas.

 

RENAMO DIZ QUE FALTA CLAREZA NO PLANO DE RECONSTRUÇÃO DE CABO DELGADO

Na sua vez, a Renamo não perdeu oportunidade de criticar o Executivo em relação a vários aspectos, com destaque para a situação de reconstrução de Cabo Delgado. O Governo anunciou um plano de reconstrução de Cabo Delgado orçado em 300 milhões de dólares. Todavia, não estão claras as formas de coordenação, complementaridade e integração entre o Orçamento do Estado para a província, o ADIN (Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte) e este Plano de Reconstrução”, disse Viana da Silva Magalhães, chefe da bancada da Renamo, para de seguida dizer que o seu “cepticismo não se motiva apenas por ser uma força na oposição, mas pelo histórico que este Governo nos tem demonstrado em matéria de má gestão de fundos públicos, onde os escândalos de roubos e a humilhação do povo se tornaram cultura do regime”.

A Renamo no Parlamento pronunciou-se também sobre as portagens instaladas na Estrada Circular de Maputo, argumentando que o valor cobrado é elevado para o salário mínimo em vigor no país e que se falha por não colocar vias alternativas de entrada e saída do centro da Cidade de Maputo para os que não puderem pagar taxas de portagem.

“Neste trajecto de casa para o serviço, foram colocadas portagens que mensalmente irão custar cerca de 2400 Meticais aos bolsos dos cidadãos, valor este que é quase metade do salário mínimo nacional, o que é inconcebível. E como forma de demonstrar que as portagens foram mesmo feitas com a intenção única de assaltar os bolsos do pacato cidadão, nem estradas alternativas foram construídas, o que contraria os princípios mundiais que norteiam a existência de portagens”, disse Magalhães, que conclui afirmando que “não se percebe como é que em estradas que foram construídas com recurso ao endividamento público venha uma empresa estranha e comece a cobrar aos mesmos moçambicanos que estão endividados. Para piorar, este valor que esta empresa irá arrecadar não vai servir para o pagamento da dívida contraída para a construção da Estrada”.

 

MDM DENUNCIA PARTIDARIZAÇÃO DO APOIO SOCIAL NO ÂMBITO DA COVID-19

Já há muito que a distribuição de dinheiro às famílias como ajuda para minimizar os impactos da COVID-19 vem gerando confusão e insatisfação nos locais de recepção.

Hoje, a bancada do MDM disse que a ajuda está a ser distribuída em função da filiação partidária dos beneficiários.

“Há uma manifestação de insatisfação pela forma como os apoios de carácter social e reforço à resiliência são dados para as famílias em situação da pobreza no âmbito de mitigação do impacto da COVID-19”, contextualizava o chefe da bancada do MDM, para de seguida afirma que “a discriminação nos apoios, baseada na filiação partidária, e o discurso usado para justificar esta atitude, segundo a qual os fundos distribuídos são provenientes dos cofres do partido no poder, só revela a dimensão de corrupção instalada no nosso seio. Apelamos para que haja transparência neste processo de apoio social”.

Na quinta sessão ordinária da Assembleia da República, que hoje iniciou e estender-se-á até 13 de Maio, 25 temas vão a debate, com destaque para propostas legais e uma das quais se refere à Lei da Comunicação Social e Radiodifusão, cuja proposta gera uma onda de contestação nas organizações da sociedade civil e na comunicação social.

O instrumento prevê a existência de uma autoridade da comunicação social subordinada ao Governo, o que é entendido como tentativa de coartar a liberdade de imprensa. Entretanto, a bancada minoritária (MDM, com seis deputados dos 250 existentes no Parlamento), diz que “faremos respeitar as conquistas da liberdade de imprensa e defenderemos uma imprensa livre sem o controlo político nem interesses de grupos socioeconómicos”. O MDM fala também do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo, afirmando que “a insatisfação no processo do DDR deve ser discutida sem preconceitos, de forma inclusiva envolvendo toda sociedade. A resolução de qualquer conflito sem resolver as causas é uma estratégia errada”.

O secretário-geral da Renamo, André Mangibire, duvida da existência de um novo líder da Junta Militar da Renamo, anunciada no último sábado pelo chefe de operações das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Chongo Vidigal, e acredita ser uma “criação do próprio partido no poder, para continuar a falar-se da Junta Militar”.

Falando à STV, Mangibire disse que, com esta informação, que acredita ser falsa, a Frelimo pretende accionar os esquadrões da morte, uma vez que o país se aproxima ao processo eleitoral e com “os problemas que o partido no poder tem, neste momento, esta é mais uma tentativa de desviar a atenção do povo moçambicano para algo que não existe”.

Segundo a fonte, não há novo líder, até porque já não existem homens da Junta Militar nas matas, pois todos aderiram ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Nós desmobilizamos inclusive muitos combatentes se não todos da Junta Militar, sem que tivesse havido algum acordo. Aqueles todos da Junta foram desmobilizados para que tenhamos uma paz sustentável e duradoura”, acrescentou Mangibire.

Conforme anunciou, foram desmobilizados mais de 90 combatentes, que eram o número que a base de dados do grupo apresentava.

Aliás, Mangibire dá garantias de que nenhum desmobilizado da Renamo e da Junta Militar tenha voltado às matas, apesar de ainda não terem recebido as pensões, desde o início do DDR, em Junho de 2020.

“Os nossos combatentes, quero garantir, são disciplinados e não vão juntar-se àquele processo, tanto que eles já estão a constituir as suas vidas nas suas comunidades, nós não acreditamos que eles possam juntar-se a essa Junta Militar, entre aspas, pois, como disse, nós acreditamos que essa é uma criação da Frelimo”, afirmou.

Assim, o número dois da Renamo questiona, caso a informação seja verídica, quem será esse líder e quem serão os membros. Para Mangibire, era de se esperar que as FDS tivessem feito o seu trabalho de casa e trazido todos os detalhes sobre a suposta nova liderança.

“Quando lhe perguntam quem foi essa pessoa, diz que não conhece, se não conhece por que avançou a informação?” questionou, para depois acrescentar que a obrigação do Estado é recolher toda a informação e, quando estiver madura, divulgar.

O gabinete central de preparação do quinto Congresso da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) esteve, sexta-feira, reunido na Cidade de Maputo, para avaliar o nível dos preparativos do evento, a decorrer em Abril próximo. Dentre os temas a serem debatidos, constam o impacto da COVID-19 e do terrorismo sobre as mulheres.

Há sensivelmente um mês para a realização do quinto Congresso da Organização da Mulher Moçambicana, o grupo feminino da Frelimo começa a avaliar o nível dos preparativos do evento.

Na última sexta-feira, a OMM esteve reunida e o encontro, que contou com a presença da Primeira-Dama, Isaura Nyusi, serviu para falar da sua agenda.

Segundo Yolanda Mussá, porta-voz do gabinete de preparação do quinto Congresso da OMM, o encontro do mais alto nível vai debater sobre as realizações das delegações da organização.

Para além dos feitos, Mussá afirmou que a OMM vai servir-se do congresso para reflectir sobre a situação das mulheres, face aos impactos da COVID-19 e dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado.

A organização tem também outros pontos a serem debatidos no congresso. “Uma outra área que é muito importante para ser analisada tem a ver com o empreendedorismo. É importante saber que desafios a mulher enfrenta no tocante ao empoderamento económico, bem como político”, disse Mussá.

O quinto Congresso da OMM, adiado ano passado devido às limitações da pandemia da COVID-19, decorre entre os dias 9 e 12 de Abril.

A Junta Militar da Renamo elegeu, há cerca de uma semana, nas matas localizadas arredores da serra da Gorongosa, província de Sofala, um novo líder, em substituição de Marino Nhongo, que morreu num confronto com as Forças de Defesa e Segurança, nas matas dos distritos de Cheringoma, há cerca de quatro meses.

Este facto foi tornado público no passado sábado, na cidade da Beira, pelo Ministério da Defesa Nacional, através do seu director das operações, Brigadeiro Chongo Vidigal, quando questionado sobre a situação actual da instabilidade militar na zona Centro.

“Na zona Centro, está tudo calmo, mas temos informações de que foram eleitos recentemente novos dirigentes da Junta Militar, nas matas de Gorongosa, facto que prova que este grupo ainda está activo e é, por isso, que nós ainda não desactivamos os nossos efectivos estacionados naquela região, tendo feito apenas alguma alteração em relação à realidade actual. A eleição do novo líder da Junta Militar preocupa-nos e redobramos a nossa vigilância, na base de acções operativas diárias, para podermos inverter qualquer acção de instabilidade”, explicou Vidigal.

Questionado sobre a identidade dos novos líderes da Junta Militar, o Ministério da Defesa Nacional disse não saber ainda. “Não temos informações suficientes para entrar em detalhes em relação a esta pergunta, mas a verdade é que a Junta Militar da Renamo elegeu novos quadros para liderança”.

O Brigadeiro Chongo Vidigal não confirmou nem desmentiu as informações não oficiais de que a Junta Militar pode ter sido reorganizada pelos antigos guerrilheiros da Renamo, supostamente descontentes com o processo de DDR.

“Como não sou porta-voz da Junta Militar, não tenho argumentos para responder a esta questão. O que posso garantir em relação ao processo de DDR é que ele está bem encaminhado, está a ter o progresso, as partes têm estado a cumprir as promessas. É verdade que, nalgum momento, tem havido falhas, nomeadamente o cumprimento dos calendários, mas o processo está a decorrer e auguramos que chegue a bom porto para que a paz na zona Centro e em todo o país seja estabelecida de forma definitiva”, assegurou Vidigal.

Em relação à instabilidade militar no Norte do país, relacionada com os ataques terroristas, Chongo Vidigal admitiu a existência de células em todo o país, mesmo nos locais com o apoio de forças estrangeiras.

“Depois da operação Búfalo, levada a cabo em Dezembro do ano passado, uma parte do grupo terrorista deslocou-se para Mecula, onde protagonizou algumas acções terroristas, durante três semanas. Neste momento, temos estado a monitorar a situação, mas muito provavelmente haja células a operar e isso é normal. O terrorismo está a assolar o país desde 2017 e é natural que tenham algumas células adormecidas não só em Niassa, mas até em Maputo. Porém, garantimos que as Forças Armadas  e seus parceiros estrangeiros estão atentos e no encalço dos mesmos e contamos com o apoio das comunidades locais e de todos os moçambicanos para erradicá-los”, disse.

Chongo Vidigal falava à imprensa à margem da cerimónia de abertura do Ano Operacional Militar, que decorreu no último sábado, na cidade da Beira, orientada pelo ministro da Defesa Nacional.

A presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, recebeu, esta quinta-feira, em Maputo, o embaixador da França em Moçambique, David Izzo, com o qual passou em revista a situação política, económica e social do país.

Durante o encontro, a PAR falou ao diplomata francês do papel que o Parlamento moçambicano tem desempenhado na promoção da participação da mulher nos processos de desenvolvimento do país.

Na ocasião, Esperança Bias fez referência, igualmente, aos esforços que a Assembleia da República tem feito no sentido de garantir a integração da mulher na sociedade, lembrando que Moçambique ratificou vários tratados sobre direitos das mulheres e aprovou várias políticas de género, em princípio assumidas pelo Governo.

Por seu turno, David Izzo agradeceu a audiência que lhe foi concedida e apresentou à PAR algumas intenções que o seu país e outros pretendem levar a cabo no mês da mulher 2022 e que forma a Assembleia da República pode ser associada a tais programas.

No encontro desta quinta-feira, o embaixador francês fazia-se acompanhar pela Alta Comissária do Canadá em Moçambique, Caroline Mary Delany, e pela embaixadora da Suécia acreditada no país, Mette Matilda Sunnergren.

Ainda na manhã desta quinta-feira, na sede do Parlamento, Bias recebeu, em audiência, o embaixador da Indonésia em Moçambique, Herry Sudjat.

Na ocasião, Bias agradeceu o apoio da missão diplomática da Indonésia no país na preparação da participação da delegação parlamentar moçambicana chefiada pelo deputado e antigo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Mulémbwè, na 144ª Assembleia-Geral da União Interparlamentar que se realizou, recentemente, em Nova Iorque.

Esperança Bias manifestou ao diplomata indonésio o desejo de estreitamento das relações de cooperação a nível bilateral entre os dois Parlamentos, através da troca de delegações e experiências, nos domínios político e da administração parlamentar.

As Comissões dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologia e Comunicação Social e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República realizam uma Auscultação Pública sobre a Proposta de Revisão da Lei nº 11/2002, de 12 de Março, que aprova a Lei do Desporto, para colher subsídios e contribuições com vista a sua melhoria, bem como identificar os possíveis constrangimentos na sua implementação.

A auscultação pública vai, igualmente, identificar e corrigir os aspectos críticos constantes da Proposta de Lei em referência com vista a se elaborar um parecer e um relatório, na especialidade, a ser submetido à aprovação do Plenário da Assembleia da República.

São públicos-alvo desta auscultação, dentre vários, os representantes dos Ministérios, Comité Olímpico e Paralímpico de Moçambique, representantes desportivos, clubes desportivos, sócios desportivos, jornalistas desportivos, associações desportivas a nível da Cidade de Maputo, bem como académicos ligados à área de Desporto.

Ainda esta quinta-feira, na sede do Parlamento, a Comissão da Agricultura e Economia e Ambiente (CAEA), realiza, uma Audição Parlamentar com a Associação Moçambicana de Autores (SOMAS) e com a Ministra da Cultura e Turismo, sobre a Proposta de Lei de Revisão da Lei n° 4/2001, de 27 de Fevereiro, Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos.

Refira-se que no leque das actividades do parlamento moçambicano, a Presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, recebe os embaixadores da França e Indonésia em Moçambique, David Izzo e Herry Sudjat, respectivamente.

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