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PR promete soluções para preocupações de estudantes na China 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

O Parlamento vai discutir a proposta de lei do Sistema Nacional de Saúde. A II sessão ordinária referente a X Legislatura arranca, esta quarta-feira, e estão previstas para o debate um rol de 19 matérias. 

Os deputados da Assembleia da Assembleia da República voltarão a reunir-se, entre 22 e 16 de Dezembro, no âmbito da II Sessão Ordinária. 

A priori, são 19 as matérias elencadas, para serem apreciadas havendo espaço para mais. 

“Os primeiros temas são regimentais, a primeira sessão será Solene de abertura. Constarão aqueles temas normais, neste caso, os discursos de abertura da presidente da Assembleia, dos chefes das bancadas  e aprovação da agenda de trabalho”, explicou Luciano de Castro, porta-voz da sétima sessão da Comissão Permanente. 

Entre os pontos agendados para esta sessão, destaca-se a apreciação da proposta de lei do Sistema Nacional de Saúde. 

“Teremos também a proposta de lei que estabelece o Regime Jurídico do Sistema Nacional de Saúde. Esse tema é muito importante porque o sector da saúde remeteu o documento há muito tempo e estamos à espera desta magna casa para que possa entrar em vigor nos próximos tempos”. 

As informações foram partilhadas, esta segunda-feira, pela Comissão Permanente que apreciou igualmente a situação dos mandatos de dois deputados do partido Podemos, que ainda não tomaram posse. 

“Segundo a lei, se não tomaram posse ainda não perderam a oportunidade. O processo está a seguir os seus trâmites e se não tomaram posse na primeira sessão ordinária poderão fazê-lo até o fim da segunda. Esse é um direito dos deputados”. 

Na II sessão ordinária da Assembleia da República será apresentado o Informe Anual do Provedor de Justiça e Informações do Governo. 

A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvida Levi, participou, esta segunda-feira, em Nairóbi, nas comemorações do Dia dos Heróis do Quénia (Mashujaa Day), uma celebração nacional dedicada à memória dos fundadores e defensores da independência queniana.

Na sua intervenção, a dirigente moçambicana transmitiu saudações do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, ao seu homólogo queniano, William Ruto, e ao povo do Quénia, destacando os laços históricos e de amizade entre os dois países.

Durante o seu discurso, Benvida Levi apresentou ainda sentidas condolências pelo falecimento do líder queniano Raila Odinga, a quem descreveu como “um verdadeiro nacionalista cuja voz continuará a ecoar na luta por uma sociedade mais justa e democrática”.

A governante sublinhou que as celebrações do Mashujaa Day constituem “um momento de introspecção e reflexão sobre os feitos dos melhores filhos da nação queniana que lutaram, morreram e sacrificaram-se por uma causa nobre: a libertação, construção e consolidação do país”.

Recordando os fundadores do Quénia, Jomo Kenyatta e seus companheiros, Maria Levi afirmou que homenagear os heróis nacionais é “um acto de preservação da história colectiva do povo queniano”, reafirmando os valores e ideais que sustentam o desenvolvimento de uma Quénia mais justa, inclusiva e próspera.

A Primeira-Ministra concluiu a sua intervenção reafirmando a importância da unidade como pilar de força, liberdade e dignidade dos povos africanos, e expressou o agradecimento de Moçambique pelo convite para participar nesta efeméride simbólica.

Moçambique participa, a partir desta segunda-feira, do Fórum Global de Turismo, que decorre em Bruxelas, capital da Bélgica. O evento, que terá duração de dois dias, contará com a presença de diversos países e incluirá um painel no qual o país compartilhará sua experiência na área do turismo.

O Secretário de Estado para o Turismo, Fredson Bacar, representa Moçambique no fórum, onde o país participa pela primeira vez. Bacar destaca que a participação do país vai além da promoção turística, sendo também uma oportunidade para estreitar parcerias, fazer diplomacia econômica e atrair investimentos.

“Fomos convidados a participar deste evento para partilhar a nossa experiência, que tem como tema, que é a África em Extensão, infraestruturas turísticas ou para o turismo, emprego jovem e investimento. Vamos falar daquilo que são os desafios de hoje, é verdade que há desafios globais e há desafios contextualizados. E, naturalmente, neste exercício de troca de experiência, de interação e de reflexão, vamos aprendendo uns com os outros”, explicou, Bacar. 

Segundo o representante de Moçambique, neste fórum que reúne diferentes actores da cadeia produtiva do turismo, incluindo governos, académicos, instituições financeiras, operadores turísticos, agências de viagem e hotéis, o país pretende mostrar que tem potencial para transformar os recursos que tem em riqueza material e garantir que as comunidades que vivem em torno dos recursos naturais tenham a vida melhorada, mas para tal, há necessidade de atrair parceiros. 

O vice-presidente do fórum, Sekip Hardal, reforça o prestígio do evento e o papel de Moçambique como destino turístico sustentável. 

Segundo ele, a experiência do país pode servir de exemplo para outros países africanos e europeus, contribuindo para a promoção de práticas de turismo responsável e sustentável. O Fórum Global de Turismo termina nesta terça-feira e este ano decorre sob o lema: “Redefinindo o Turismo num Mundo em Transformação e Mudança”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, discursou como orador principal no painel de alto nível, que marcou a abertura do Congresso Extraordinário da Organização Mundial de Meteorologia. Durante o discurso, Chapo defendeu o investimento em sistemas de aviso prévio, para evitar danos humanos e materiais causados pelos eventos climáticos extremos.

O Chefe de Estado assumiu ainda o compromisso do seu Governo em trabalhar afincadamente, em conjunto com os parceiros de cooperação e organizações internacionais, na mobilização do financiamento, para garantir o cumprimento da meta definida pelas Nações Unidas de garantir maior cobertura territorial dos sistemas de aviso prévio. 

É que segundo Daniel Chapo, Moçambique é o terceiro país africano mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, recorrendo aos dados registados desde 2019, que mostram que vários ciclones se abatem consecutivamente pelo país, causando destruição e luto, além da seca, que tem afectado o centro e sul do país.

Para o Presidente da República, ter sistemas de aviso prévio aprimorados é caminho andado para evitar a reversão dos ganhos obtidos nos sectores sociais e económicos do país, pois cada dólar investido em sistema de aviso prévio pode representar até seis dólares poupados da destruição e/ou perdas causados pelos eventos climáticos extremos.

Por outro lado, Daniel Chapo falou da expansão da instalação de sistemas de aviso prévio, em todo território nacional, através da montagem de estações meteorológicas em cada um dos distritos do país, para garantir boletins meteorológicos em tempo recorde e em linguagem acessível para o cidadão comum e até difundida em rádios comunitárias e agentes locais o que tem permitido maior preparação para eventos climáticos extremos e evitado perdas humanas.

Neste momento, o Governo de Moçambique avança para modernização do sistema de aviso prévio com instalação de radares meteorológicos tendo já em funcionamento dois, em Maputo e na Beira, e faltam por instalar mais quatro em Xai-xai, Nacala, Tete e Lichinga.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, manteve, neste domingo, em Genebra, um encontro  com a comunidade moçambicana residente na Suíça, no quadro da  sua visita de trabalho à Confederação. No diálogo, o Chefe do Estado  destacou os principais objectivos da missão, centrados no  estreitamento das relações bilaterais, na partilha da experiência  moçambicana na gestão de desastres e na mobilização de  investimento e apoio multilateral. 

O Presidente Daniel Chapo explicou que a sua presença  na Suíça está directamente ligada à diplomacia climática,  destacando o papel de liderança de Moçambique na prevenção e  resposta a desastres naturais. 

“É verdade que o objectivo principal que nos leva a esta terra é  participarmos num fórum de alto nível para falarmos sobre o nosso  trabalho em Moçambique que está relacionado com os desafios que  o mundo tem hoje por causa das mudanças climáticas,” afirmou. 

O estadista realçou a experiência do país, que sofre ciclicamente de  fenómenos como cheias, inundações e ciclones. “Nós temos tido uma  experiência em que quando temos estas calamidades ou estes  desastres naturais o número em termos de óbitos e danos que são  causados não tem sido significativo em relação àquilo que é a  dimensão de cada desastre ou calamidade,” frisou. 

A União Africana elegeu  Moçambique como campeão regional na área de prevenção de  desastres e calamidades naturais, distinção que reflecte a experiência  acumulada do país na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas  e na implementação de mecanismos eficazes de prevenção e gestão  de riscos. 

Neste contexto, Daniel Chapo explicou que a  participação de Moçambique no fórum de alto nível sobre mudanças  climáticas visa partilhar essa experiência com a comunidade  internacional. Informou que o país pretende mostrar ao mundo como,  a partir da sua própria realidade, tem conseguido reduzir o impacto de fenómenos extremos e contribuir para um esforço global de  adaptação e resiliência climática. 

Além da vertente climática, o estadista moçambicano sublinhou o  desejo de aprofundar os laços de amizade e cooperação com a  Suíça, recordando que essas relações são excelentes e remontam ao  período anterior à independência nacional. Acrescentou que a visita  visa estreitar ainda mais essa parceria histórica, consolidando a  cooperação entre os dois países. 

O Presidente da República explicou que a visita à Suíça tem  igualmente como objectivo mobilizar investimentos que impulsionem o  crescimento económico, social e político de Moçambique. Sublinhou  a importância de envolver o sector privado nesse esforço, destacando  que a atracção de novos investidores constitui uma das principais  metas da sua deslocação ao país europeu. 

Ademais, salientou que Genebra, sede de diversas organizações  internacionais e multilaterais, incluindo as ligadas às Nações Unidas,  oferece uma oportunidade estratégica para mobilizar esses parceiros  e obter apoio ao desenvolvimento de Moçambique. 

O Chefe do Estado elogiou a contribuição dos moçambicanos  residentes no exterior, destacando que o seu trabalho e empenho  beneficiam tanto o país de acolhimento quanto Moçambique. 

Durante o encontro, os membros da comunidade apresentaram as  suas preocupações. Entre os temas abordados, está a questão relacionada ao desembaraço de contentores de doações provenientes da Suíça, em que o dirigente moçambicano defendeu a revisão de políticas  alfandegárias para facilitar a entrada de bens de apoio humanitário e  agrícola.

O líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, nega ter convocado manifestações nas ruas e diz ter convocado os moçambicanos a reflectirem sobre o país que querem . Por sua vez, a Polícia apela para a não adesão a manifestações que ponham em causa os direitos comuns e a ordem pública.

O Comando-geral da Polícia desencorajou, através de comunicado, as supostas manifestações públicas convocadas nas redes sociais, que perturbem a ordem pública.

A polícia reconhece o direito do cidadão à manifestação, mas recorda a necessidade de não se sobrepor o direito à livre circulação, à segurança e à tranquilidade dos cidadãos que não desejem participar. 

“Nesse sentido, a PRM apela ao exercício legal, responsável e pacífico das liberdades, desencorajando qualquer acto que ponha em causa a ordem pública, a integridade das pessoas e o património público e privado. A PRM reafirma o seu compromisso de proteger todos os cidadãos, actuando de forma proporcional, preventiva e em estrito respeito pelos princípios do Estado de Direito Democrático”, le-se no comunicado. 

Porque a comunicação da PRM surge após o político Venâncio Mondlane convocar, para segunda-feira, uma reflexão geral em torno dos actuais desafios do país, no contexto da passagem de um ano após o assassinato do advogado Elvino Dias, neste domingo, Mondlane distanciou-se da convocação de manifestações nas ruas. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, está em Genebra, na Confederação Suíça, para uma visita de trabalho que decorre até 22 de Outubro, a convite da Secretária-Geral da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), Andrea Celeste Saulo.

Durante a sua estada, o Chefe do Estado moçambicano será Orador Principal no painel de Alto Nível sobre a “Iniciativa de Aviso Prévio para Todos e o Papel dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais”, agendado para o dia 20 de Outubro. No evento, o Presidente irá partilhar a experiência de Moçambique na gestão e resposta a situações de emergência, destacando as políticas e acções estratégicas que o país tem vindo a implementar em matéria de adaptação e resiliência climática.

À margem do Congresso, o estadista moçambicano manterá encontros bilaterais com autoridades da Confederação Suíça e com representantes de diversos organismos multilaterais sediados em Genebra. Estão igualmente previstas reuniões com Embaixadores e Representantes Permanentes da CPLP junto das Nações Unidas e outras organizações internacionais, bem como com empresários e membros da comunidade moçambicana residente na Suíça.

De acordo com a Presidência, a participação de Moçambique neste fórum internacional reforça o compromisso do país com a diplomacia climática e com a cooperação multilateral no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

O Presidente da República endereçou, hoje, uma mensagem ao povo  moçambicano por ocasião do 39.º aniversário da morte do Presidente  Samora Moisés Machel, primeiro Chefe de Estado de Moçambique,  falecido a 19 de Outubro de 1986. 

Na sua mensagem, Daniel Chapo destacou o legado  histórico, patriótico e revolucionário de Samora Machel, sublinhando  que o seu exemplo continua a inspirar as actuais e futuras gerações na  defesa da soberania nacional, na promoção da unidade e da moçambicanidade, bem como na consolidação da paz e do  desenvolvimento. 

“O Presidente Samora Machel dedicou a sua vida à libertação de  Moçambique e à construção de um Estado independente, unido e  solidário. O seu pensamento visionário e o seu compromisso com a  dignidade humana permanecem como pilares fundamentais da nossa  identidade nacional e da nossa caminhada colectiva”, afirmou o  Presidente.

O Chefe do Estado recordou que foi sob a liderança de Samora  Machel que, a 25 de Junho de 1975, Moçambique proclamou  solenemente a sua Independência Nacional, momento que marcou o  triunfo da luta do povo moçambicano pela liberdade e  autodeterminação. Nesse contexto, sublinhou que preservar esta  conquista é um dever patriótico e uma responsabilidade de todas as  gerações. 

“Devemos continuar a honrar a herança de independência e  soberania que o Presidente Samora Machel nos legou, trabalhando  com dedicação, unidade e sentido de missão para que o nosso País  avance firmemente no caminho do progresso e da justiça social”,  referiu. 

O estadista moçambicano apelou ainda aos moçambicanos para  que mantenham viva a memória de Samora Machel, através da  prática dos valores que sempre defendeu: o patriotismo, o trabalho, a  integridade e o amor ao próximo. Sublinhou que honrar a sua memória  é continuar a lutar por um Moçambique mais próspero, inclusivo e  pacífico, onde cada cidadão contribui activamente para o bem  comum.

O Presidente da República concluiu a sua mensagem exortando a  todos os moçambicanos a renovarem o espírito de unidade e de  esperança, reafirmando que o caminho trilhado por Samora Machel é  um guia seguro para a construção de um futuro de progresso,  liberdade e harmonia social. 

Os desmobilizados da RENAMO desvalorizam a reunião do Conselho Nacional do partido, ocorrida em Nampula, alegando que não surtiu os efeitos esperados, nomeadamente a discussão interna e a destituição de Ossufo Momade do cargo de líder. Para já, anunciam a criação de uma equipa técnica que irá procurar reunir as partes.

O grupo é composto por ex-guerrilheiros e membros da RENAMO que contestam a actual liderança do partido e desvalorizam todas as decisões e pronunciamentos saídos da reunião do Conselho Nacional, realizada esta semana em Nampula.

Para estes, que lamentam a exclusão do encontro, a reunião falhou por não ter destituído Ossufo Momade.

Para já, e segundo os protestantes, a solução passa por voltar a reunir a família RENAMO para discutir o partido o que, segundo defendem, exige a realização de um Congresso Nacional.

Contrariamente ao período anterior, em que os ex-guerrilheiros da RENAMO haviam forçado o encerramento das delegações provinciais, o grupo pondera agora trabalhar nos próximos dias para reabrir as sedes.

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