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PR convida chineses para investirem em estradas com portagens no país

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se nesta terça-feira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Beijing, na capital da China. No evento, foram assinados instrumentos de cooperação para dinamizar as relações diplomáticas. “Durante o encontro, o Presidente Xi Jinping manifestou o seu firme compromisso com a agenda de

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência, no seu gabinete  de trabalho, a Directora para África do Secretariado do Ambiente,  Kina Murphy, com quem abordou questões relacionadas com a  cooperação entre Moçambique e aquela organização no domínio da  biodiversidade, conservação e desenvolvimento sustentável. 

Durante o encontro, as partes trocaram impressões sobre as  oportunidades de parceria para apoiar Moçambique no  fortalecimento das suas políticas de adaptação às mudanças 

climáticas, protecção da biodiversidade e promoção do  desenvolvimento económico sustentável das comunidades locais. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, no final da audiência, Kina Murphy manifestou a sua satisfação pelo  encontro com o Chefe do Estado moçambicano, sublinhando o  compromisso do Secretariado do Ambiente em trabalhar com  Moçambique para tornar o país um exemplo na conciliação entre  conservação ambiental e prosperidade económica. 

“Acabámos de nos reunir com Sua Excelência, o Presidente Chapo,  para discutir formas de apoiar Moçambique a tornar-se um campeão  da biodiversidade e do desenvolvimento económico sustentável das  comunidades. Falámos sobre como conciliar as necessidades de  adaptação climática, de protecção da biodiversidade e de criação  de resiliência económica para o povo moçambicano. O essencial é  encontrar caminhos para promover prosperidade através da  conservação”, disse Kina Murphy no final do encontro.

O Presidente da República defendeu, nesta quarta-feira, a necessidade de aprofundar e acelerar as reformas em curso, para uma independência económica do país. Daniel Chapo vincou que a parceria entre o Governo e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) será mais eficaz se houver alcance dos instrumentos financeiros já disponíveis para a dinamização da economia nacional.

Falando na abertura da vigésima Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre sob o lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”, o Chefe do Estado disse que o Executivo está comprometido em aprofundar e acelerar reformas nos próximos cinco anos, em torno de cinco grandes eixos, nomeadamente: reforma fiscal, reforma administrativa e digital, reforma judicial e de confiança institucional, reforma produtiva e reforma de financiamento e mercado.

Nesse âmbito, a reforma fiscal visa tornar o sistema tributário mais previsível, justo e competitivo, com foco na produtividade e na ampliação da base tributária, “e nisto já começámos a trabalhar com a nossa Autoridade Tributária”. 

Com a reforma administrativa e digital, pretende-se reduzir tempo, custo e burocracia; consolidar as inspeções e modernizar serviços públicos com base em tecnologia e ética. “Por isso, neste momento, estamos a unir as inspecções para que o nosso sector privado não tenha tantas inspecções ao mesmo tempo e tantas taxas e taxinhas, incluindo multas e multinhas”.

Relativamente à reforma judicial e de confiança institucional, Daniel Chapo apontou a necessidade de garantir segurança jurídica, previsibilidade e combate cerrado à corrupção. Ao nível judicial, os processos devem ser céleres, para que a economia e o comércio possam fluir. 

Integrar a agricultura, a indústria, a logística, o turismo, as infra-estruturas e aproveitar o potencial do Oceano Índico como corredor azul para exportar, incluindo a cabotagem, é outro eixo (reforma produtiva) apontado pelo Presidente da República. “Por isso, estamos a fazer grandes investimentos ao nível dos nossos corredores de desenvolvimento. Vai arrancar, brevemente, a obra de ampliação da estrada que liga a nossa Cidade de Maputo à fronteira de Ressano Garcia, a partir do nó de Tchumene em duas faixas”.

Igualmente, será construída uma infra-estrutura que permitirá que “tenhamos uma fronteira de paragem única digitalizada na fronteira de Ressano Garcia, para que não haja estacionamento de camiões, tanto do lado de Moçambique, como do lado da África do Sul”, anunciou Chapo e avançou que o processo já está “bastante avançado” e o acordo já foi assinado.

Brevemente, garantiu o Chefe do Estado, a contraparte da África do Sul estará em Moçambique para que “esta fronteira seja um modelo em África e possamos replicar para outras fronteiras, como a fronteira de Machipanda, entre Moçambique e Zimbabwe, incluindo Cassacatiza, em Tete, entre Moçambique e Zâmbia, e outros países vizinhos”.

REFORMA DE FINANCIAMENTO E MERCADO

Com esta medida, segundo Chapo, o objectivo é expandir o crédito produtivo e o papel do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, em parceria com o sector privado, os nossos parceiros de desenvolvimento, e promover a Bolsa de Valores como um mecanismo eficaz de financiamento produtivo da nossa Economia, através dos recursos que vão aparecer através do nosso Fundo Soberano”. 

MPMES DINAMIZAM ECONOMIA

O Governo reafirmou o reconhecimento em relação às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). Disse que “são o coração da economia nacional” aqui e “em qualquer país do mundo. Por isso, reforçamos o papel do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) como centro estratégico de formação, mentoria, financiamento, incluindo incubadoras para a formação de jovens empresários para a sua integração empresarial”. 

RAPTOS

Na perspectiva do Executivo, “quem está atento consegue perceber que os níveis dos raptos reduziram”. Entretanto, “há pessoas que ainda continuam enfrentar o Estado. Nós, como Estado, vamos continuar a trabalhar, dia e noite, para que esta redução se torne zero raptos em Moçambique para desenvolver a nossa economia”. 

“Não vamos pactuar com criminalidade”, disse Chapo, sublinhando que o Governo quer um país livre, com um ambiente de negócios onde as pessoas convivem 24/24 horas com paz e segurança. 

“Não há nenhum país no mundo que se desenvolva sem paz e segurança. Por isso a nossa luta em relação à Cabo Delgado. Vamos continuar a trabalhar, dia e noite, usando todos os meios que estão ao nosso alcance, para que realmente o terrorismo também possa ter fim. E com o terrorismo terminado, com os raptos terminados, com a economia dinâmica, com oportunidades de negócio em paz e segurança, nós vamos, sem margem de dúvidas, trazer prosperidade para este país, criar esperança para o nosso povo e criar melhores condições de vida para todos os moçambicanos”.

A Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e a petrolífera ENI investem quatro milhões de Euros, o equivalente a mais de duzentos e noventa e cinco milhões de Meticais, para implementação de projectos de fortalecimento da economia azul, na província de Cabo Delgado. Com a duração de três anos, os projectos vão ser implementados nos distritos de Ibo e Pemba, para melhorar infraestruturas escolares e promover práticas sustentáveis ligadas à economia azul.

O projecto de conservação do ambiente e desenvolvimento económico das comunidades costeiras será implementado na ilha do Ibo, que está localizado dentro do arquipélago das Quirimbas, uma área de conservação de Cabo Delgado.

“O que nós queremos é a prática. Iniciamos hoje e precisamos concluir para começarmos com os outros projectos. Não queremos só dois projectos, mas queremos mais projectos, mais programas nesta província de Cabo Delgado, que a população precisa”, disse Fernando da Silva, Secretário de Estado Cabo Delgado, que acrescentou ainda que “nós assumimos essas actividades, esses projectos como nossos”. 

Fernando Silva diz mesmo que a ideia é trabalhar em conjunto com os parceiros “para que possamos ter sucessos que a população precisa”.

Além da ENI, Cabo Delgado recebeu mais três milhões e quinhentos mil euros da Cooperação Italiana, para protecção do ambiente e investimentos no sector da educação. Marica Calabrese, representante da ENI, assumiu que os projectos que estão a ser implementados devem impactar na vida das populações de Cabo Delgado.

“Estes projectos são importantes porque todas as pessoas de Cabo Delgado possam acreditar que o gás de Cabo Delgado impacta na vida dos habitantes. Estes projectos são pagos pelo gás de Cabo Delgado. Então é importante acreditar e lembrar todos os dias que a vida de todas essas pessoas está a mudar graças a esses projectos de gás, disse Marica Calabrese.

Por seu turno, Gabriele Annis, Embaixador da Itália em Moçambique disse que o seu país estará sempre ao lado de Moçambique neste caminho de paz, crescimento e sustentabilidade. 

“O mar, do qual Moçambique possui uma das mais extensas costas de África, com cerca de 2.750 quilômetros de costa incontaminada, e que historicamente ligou as nossas culturas e os nossos povos, continua hoje a unir-nos como símbolo de amizade, confiança e cooperação entre os nossos países”, disse.

O embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, afirmou que o apoio “se insere no novo modelo de cooperação italiana com África”, destacando que Moçambique é uma das prioridades dessa política.

Os memorandos de entendimento para os projectos do meio ambiente e da educação, foram assinados pelo Secretário do Estado na província de Cabo Delgado, representante da ENI e da Agência de Cooperação Italiana.

 

Deputados da bancada parlamentar do PODEMOS visitaram, esta terça-feira, as instalações do grupo Soico, além de felicitar a aposta em profissionais jovens, apelaram para que se  continue  a difundir a informação, como forma de resolver problemas sociais.  

Na visita ao Grupo Soico,na manhã desta terça-feira, os deputados do PODEMOS foram recebidos pela diretora de Informação, Olívia Massango.  

Em cada compartimento por onde passava, o grupo parlamentar inteirava-se sobre as actividades e o objectivo era claro. 

“O objectivo é entender como é que a comunicação social funciona em Moçambique, as dificuldades e seus desafios para que enquanto políticos, possamos ter uma acção concertada. Queremos parcerias e queremos trabalhar com a imprensa para que conheçam aquilo que são os princípios e valores do partido Podemos”, disse Carlos Tembe, deputado do Podemos. 

Os deputados destacaram que o trabalho desenvolvido pelo grupo Soico, por meio das suas diferentes plataformas, é essencial para resolver vários problemas que preocupam a sociedade. 

“Nosso povo precisa ter conhecimento do que está a acontecer no seu país e a Soico tem feito esse trabalho, de comunicar, desde a área de entretenimento  e os grandes desafios da nação, desde a luta contra a corrupção e a gestão da coisa pública”. 

Satisfação, foi a palavra  usada por Carlos Tembe, para descrever a impressão com que ficou das instalações do Grupo de Media, que foi marcada por uma reunião com a directora de informação e participação no programa Manhãs Alegres.  

“Saímos daqui satisfeitos e encorajados que vamos trabalhar e apresentar poderemos apresentar aquilo que são as nossas propostas, oportunamente, sobre a comunicação social em Moçambique”. 

O PODEMOS apelou que a Soico continue a trabalhar com isenção, na difusão da informação. 

Angola celebra, hoje, 50 anos de independência. O momento marca um longo percurso da nação angolana, que pelo caminho enfrentou vários desafios, desde logo a luta pela independência e a guerra civil, que durou 27 anos. 

No seu discurso e perante vários convidados de quase todos os cantos do mundo, entre chefes de Estado e de governo, incluindo a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, e os antigos presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano e Filipe Nyusi, o presidente de Angola, João Lourenço, referiu que o país, banhado pelo Oceano Atlântico, celebra o jubileu num contexto de desafios de muita complexidade. 

Mais do que romper com o subdesenvolvimento, tal como adverte, o combate à fome, pobreza e as desigualdades sociais constituem uma das maiores lutas que o governo angolano tem travado nos últimos anos. Para João Lourenço, a contribuição de todos os angolanos é fundamental para o sucesso de vários projectos que visam garantir a melhoria da vida no país. 

Segundo o Chefe do Estado de Angola, tal só pode acontecer com um povo unido e que luta pela mesma causa, deixando de lado as cores partidárias e todo o tipo de diferenças ideológicas. 

No seu discurso, João Lourenço referiu ainda que, apesar do notável progresso em várias áreas, o país tem ainda o desafio de imprimir profundas reformas para a melhoria contínua do ambiente de negócios. Esse facto, de acordo com o estadista angolano, só poderá acontecer com a diversificação da economia. 

O robustecimento da economia angolana poderá, por tabela, assegura Lourenço, contribuir significativamente para o acesso aos serviços sociais para a população, com a provisão, por exemplo, de energia de qualidade, água e o fortalecimento do ensino e do sistema de saúde nacional.   

“Temos consciência de que o caminho ainda é longo. É preciso assinalar que o crescimento do país depende da contribuição de todos os angolanos. Todos precisamos estar comprometidos com as causas nacionais”, disse João Lourenço, que insta todos os angolanos a valorizar as conquistas que o país alcançou em 50 anos de independência.

O Presidente da República, Daniel Chapo, quer a identificação, detenção e responsabilização dos autores dos raptos, tráfico de drogas e de outros crimes conexos. A exigência foi feita hoje durante o patenteamento de oficiais da Polícia.

O comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) disse ser urgente a adopção de medidas mais flexíveis para “livrar o nosso país dos crimes transnacionais”. O Chefe do Estado diz que é preciso também “libertar o país da corrupção, dentro e fora da Polícia”.

O desafio foi lançado aos oficiais da Polícia, Rosário Miquitaio e Valetim Chiconela, com a patente de adjunto- comissário da Polícia.

Na mesma cerimónia, que teve lugar na Presidência da República, foram patenteados Jaime Manel e Quiazale de Sousa, que receberam as patentes de primeiro adjunto-comissário da Guarda Penitenciária.

Segundo Daniel Chapo, estes têm a responsabilidade de, em curto espaço de tempo,  acabar com as anarquias nas nossas cadeias.

“Acabar com as burlas a cidadãos, com rescurso a telemóvel, cujos criminosos agem estando nas nossas penitenciárias, eliminar o acesso, quase normalizado, do telemóvel nas celas e combater a libertação ilegal de reclusos, que é fruto de esquemas de corrupção montados dentro as penitenciárias”.

Os adjuntos comissários têm, também, a missão de promover penas alternativas à prisão e promover a produção de alimentos para melhorar a dieta alimentar dos reclusos.

Na mesma ocasião foi empossado o Brigadeiro Colane Assane, ao cargo de Chefe do Estado Maior da Casa Militar, uma unidade que presta apoio à guarda presidencial.

A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, agradeceu ontem, em Luanda, o perdão de 50% da dívida que o país tem para com Angola.

Numa breve declaração à imprensa, à saída da audiência com o Presidente de Angola, João Lourenço, Margarida Talapa agradeceu, em nome do chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo “a decisão do Governo angolano de perdoar por 50% da dívida moçambicana” e manifestou “a expectativa de que o parlamento angolano ratifique a decisão brevemente”.

Margarida Talapa transmitiu saudações do Presidente e povo moçambicanos pelas celebrações do jubileu da independência de Angola, que se comemora esta terça-feira.

“Expressamos o nosso reconhecimento, o de Moçambique, pelo papel que Angola desempenha na promoção da integração regional e no fortalecimento da cooperação entre os países africanos, em particular no âmbito da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e da SADC, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, referiu.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta sexta-feira com a comunidade estudantil moçambicana residente em Belém, e destacou a participação de Moçambique na Cimeira do Clima e o compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo e a estabilidade política e económica.

No encontro, realizado no quadro da visita de trabalho ao Brasil, Daniel Chapo explicou que a deslocação a Belém teve como objectivo principal a participação na sessão inaugural da COP30 e nas discussões de alto nível sobre adaptação climática, florestas e oceanos.

Durante o encontro, o estadista moçambicano fez um balanço do processo de diálogo nacional desencadeado após episódios de contestação pós-eleitoral no país, destacando que o mesmo já produziu consensos relevantes.

“E, assim, começou-se a avançar com o diálogo. Assinámos um Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo no dia 5 de Março […]. Neste momento que estamos a falar aqui o país está com uma estabilidade política, económica e social, do Rovuma ao Maputo”, sublinhou.

Chapo afirmou que a economia nacional apresenta sinais claros de recuperação após o impacto das manifestações e da permanência na Lista Cinzenta internacional. 

“A economia está a voltar. Fizemos um esforço enorme, porque desde 2022 o país estava na Lista Cinzenta”, disse, realçando que os grandes projectos de gás em Cabo Delgado serão fundamentais para dinamizar o desenvolvimento económico.

A questão da segurança em Cabo Delgado também mereceu destaque, com o Presidente Chapo a afirmar que a situação está controlada, apesar de persistirem ataques isolados. 

“O desafio maior é o terrorismo em Cabo Delgado. Há ataques esporádicos”, afirmou, destacando a retomada das vilas anteriormente ocupadas e o retorno gradual dos megaprojectos energéticos.

O Chefe do Estado revelou avanços importantes nos projectos de gás natural, apontando compromissos recentes com empresas internacionais, no âmbito das visitas realizadas nos Estados Unidos e no Brasil.

“Estamos, neste momento, à espera que isso aconteça e que é para depois entrarmos nos passos subsequentes”, afirmou, referindo-se ao levantamento formal da Força Maior pela Total e à expectativa de uma decisão final de investimento da ExxonMobil no próximo ano.

Daniel Chapo destacou o reforço da cooperação bilateral com o Brasil, assinalando encontros com Lula da Silva e com empresas brasileiras estratégicas dos sectores como petróleo e gás, agricultura, infra-estrutura, turismo e aviação.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, afirmou no final da sua participação na  COP30, em Belém, que a Cimeira constituiu “uma ocasião para  renovar o nosso compromisso com a agenda sobre o clima e reforçar  a aproximação com outros líderes”, sublinhando que Moçambique sai  do encontro global com resultados tangíveis tanto no plano  multilateral como no bilateral. 

O Chefe de Estado começou por agradecer à comunicação social  que acompanhou a visita presidencial desde o primeiro dia,  destacando que a cidade amazónica se transformou num espaço de convergência entre líderes mundiais, cientistas, sociedade civil e sector  privado para discutir “o futuro do planeta e definir acções concretas  face às mudanças climáticas”. 

Nas três intervenções que realizou durante a Cimeira (na plenária, na  sessão sobre Clima e Natureza: Florestas e Oceanos, e no painel sobre  10 anos do Acordo de Paris), o Presidente moçambicano reforçou a  necessidade de maior determinação global. 

“Apesar dos avanços alcançados nas últimas três décadas, o mundo  precisa de empreender mais esforços para construir maior resiliência e  assegurar a vida de todos ecossistemas no planeta”, afirmou o Chefe  do Estado na plenária da COP30. 

Na sessão temática dedicada às florestas e aos oceanos, reiterou a  centralidade do capital natural moçambicano. 

“As florestas e o oceano representam a base da sobrevivência das  comunidades, o motor da economia, a âncora da segurança  alimentar e a chave da nossa resiliência climática”, disse, sublinhando  ser pertinente haver um compromisso colectivo de proteger as  florestas, o mar, os oceanos e os ecossistemas costeiros para promover  uma exploração responsável e sustentável”, acrescentou. 

O Presidente da República explicou que Moçambique definiu cinco  objectivos fundamentais para a sua participação na Cimeira,  nomeadamente: promover o país como centro energético de fontes renováveis, alinhado com uma transição energética justa, e renovar os  compromissos no quadro do Acordo de Paris, valorizando a agenda  climática no actual ciclo de governação. 

Acrescentou que o país pretende partilhar as acções em curso de  adaptação, mitigação e resiliência; mobilizar recursos financeiros e  tecnologias para a implementação das políticas climáticas; e  defender os interesses de África na gestão de riscos de desastres,  tendo Moçambique o papel de Campeão da União Africana nesta  área. 

À margem da COP30, o Chefe do Estado manteve diversas reuniões  destinadas a fortalecer parcerias. 

Com o Presidente Luís Inácio Lula da Silva, discutiu-se a retoma da  cooperação em sectores de impacto socioeconómico, com destaque  para agricultura, saúde, transportes, logística, infra-estruturas e recursos  naturais. O estadista destacou ainda que o Presidente Lula aceitou o  convite para visitar Moçambique. 

Com o Primeiro-Ministro da Irlanda, Michael Martin, Chapo reiterou o interesse mútuo de fortalecer a cooperação  económica e agradeceu o facto de Moçambique continuar a ser um  dos países prioritários na estratégia irlandesa de cooperação . 

No encontro com o Primeiro-Ministro da Holanda, Dick Schoof, o  governante moçambicano recordou que os dois países celebram este  ano o 50.º aniversário das relações diplomáticas, coincidindo com o  Jubileu de Ouro da Independência de Moçambique. Sublinhou a  necessidade de aproveitar as oportunidades económicas e de investimento oferecidos por Moçambique, associadas à experiência e  capacidade financeira holandesa. 

A agenda presidencial incluiu igualmente encontros com actores  económicos de relevo. Com Sidi Ould Tah, novo Presidente do Banco  Africano de Desenvolvimento (BAD), o Presidente da República  manifestou a disponibilidade do Governo para “dar seguimento aos  projectos e programas acordados” e convidou o dirigente a visitar  Moçambique. 

Reuniu-se ainda com Francisco Vervloet, da Petrobras, para  explorar oportunidades de cooperação com uma das maiores  empresas mundiais de exploração e refinação de petróleo e gás,  reconhecendo a “longa e excelente experiência” da companhia  brasileira no sector. 

No balanço final, o Presidente Chapo sublinhou que a presença em  Belém cumpriu integralmente os objectivos definidos. 

“A avaliação que fazemos da nossa participação na Cimeira é  bastante positiva, onde reforçamos o nosso compromisso com a  agenda do clima, fortalecemos relações bilaterais e demos novo  impulso à diplomacia económica do país”.

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