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O País – A verdade como notícia

Chapo conhece entraves à produção na Cadeia Regional de Mabalane

O Presidente da República é confrontado com a vandalização do sistema de irrigação por pivô, cuja reparação está avaliada em 20 milhões de meticais, a insuficiência de máquinas e tractores e os danos causados pelas cheias, que estão a comprometer o potencial produtivo da Cadeia Regional de Mabalane. Os constrangimentos

A Liga Feminina da Renamo assinalou, este sábado, o 46.º aniversário da sua criação, evocando o papel das mulheres que participaram na luta armada e reafirmando a determinação de continuar a defender os ideais do partido, apesar das divergências internas que marcam a actualidade política da organização.

Durante as celebrações, a presidente da Liga Feminina da Renamo destacou a coragem das fundadoras, sublinhando que a efeméride constitui um momento de reflexão sobre o percurso do movimento e os desafios que ainda se colocam às mulheres no seio da oposição.

Segundo a dirigente, as mulheres da Renamo continuam a inspirar-se na geração que combateu ao lado dos homens durante a guerra, considerando que esse legado de resistência permanece vivo entre as actuais militantes.

Referindo-se à situação interna do partido, a responsável desvalorizou as tensões existentes, afirmando que conflitos são comuns em todas as formações políticas e manifestando confiança na capacidade dos órgãos competentes da Renamo para encontrar uma solução.

“A mulher, por natureza, é pacificadora”, afirmou, acrescentando que a Liga Feminina continuará a trabalhar pela estabilidade e coesão da organização.

A dirigente garantiu ainda que as comemorações decorreram em todo o País, desde Cabo Delgado até Maputo, envolvendo militantes e simpatizantes da Renamo.

Na ocasião, rejeitou igualmente qualquer possibilidade de desaparecimento do partido, defendendo que a sua história e o contributo dos antigos combatentes demonstram a capacidade de resistência da formação política.

A responsável recordou que entre as participantes nas celebrações estiveram mulheres desmobilizadas que integraram as forças da RENAMO durante o conflito armado e que hoje continuam activas na vida política, reafirmando que o partido “nunca vai acabar”, apesar das dificuldades que enfrenta.

O Presidente da República, Daniel Chapo, concluiu a visita oficial à República Unida da Tanzânia com um apelo ao reforço da cooperação económica entre os dois países, defendendo uma nova etapa das relações bilaterais assente no comércio, investimento, industrialização e integração regional.

No balanço da participação na 50.ª edição da Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), onde Moçambique participou na qualidade de convidado de honra, Chapo classificou o certame como uma plataforma estratégica para a promoção de negócios, inovação e fortalecimento da integração económica africana.

O Chefe do Estado agradeceu à Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, pelo convite e pelo acolhimento reservado à delegação moçambicana, sublinhando que a hospitalidade demonstrada reflecte os históricos laços de amizade, solidariedade e cooperação que unem os dois países.

Segundo Daniel Chapo, a presença de Moçambique na feira permitiu apresentar aos investidores internacionais as potencialidades económicas do País, com destaque para os sectores da energia, gás natural, energias renováveis, recursos minerais, agricultura, turismo, transportes e logística.

O Presidente destacou igualmente a posição estratégica de Moçambique e da Tanzânia no Oceano Índico, considerando que os corredores de desenvolvimento e de transporte entre os dois Estados podem desempenhar um papel determinante na ligação entre a África Austral e a África Oriental, impulsionando o comércio regional e a integração económica no espaço da SADC.

Durante o certame, acrescentou, foram estabelecidos contactos com grupos económicos internacionais e empresas tanzanianas interessados em investir em Moçambique, ao mesmo tempo que foram identificadas novas oportunidades para a expansão de pequenas e médias empresas moçambicanas no mercado da África Oriental.

No plano político e diplomático, Daniel Chapo revelou ter mantido conversações com a Presidente Samia Suluhu Hassan, durante as quais ambas as partes reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral nos domínios político, económico, social, da paz e da segurança.

A visita incluiu ainda um encontro com Maria Nyerere, viúva do antigo Presidente Julius Nyerere, figura histórica da luta de libertação africana. O estadista moçambicano prestou homenagem ao papel desempenhado pelo antigo líder tanzaniano no apoio aos movimentos de libertação do continente, particularmente à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

Daniel Chapo recordou que foi em solo tanzaniano que, a 25 de Junho de 1962, nasceu a FRELIMO, facto que considera um dos maiores símbolos da irmandade entre os dois povos. Defendeu, por isso, a necessidade de preservar este património histórico e transmiti-lo às novas gerações.

No âmbito da deslocação, o Presidente inteirou-se igualmente do andamento das obras da nova Chancelaria da Embaixada de Moçambique em Dar es Salaam. O espaço onde decorre a construção inclui a antiga residência do primeiro Presidente de Moçambique, Eduardo Mondlane, que, segundo anunciou, será preservada devido ao seu elevado valor histórico e simbólico.

Para Daniel Chapo, a visita representa um marco no aprofundamento das relações entre Moçambique e a Tanzânia, reforçando uma parceria estratégica orientada para o crescimento económico, a criação de emprego, o aumento do investimento e a melhoria das condições de vida dos povos dos dois países.

O Chefe do Estado concluiu afirmando que a história comum entre Moçambique e a Tanzânia constitui um património que deve continuar a inspirar as gerações actuais e futuras.

 

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, efectuou, esta quinta-feira, uma visita de trabalho ao Teatro Operacional Norte (TON), nos distritos de Mueda e Mocímboa da Praia, para avaliar a evolução da situação de segurança, fortalecer a coordenação das operações militares e transmitir novas orientações às FDS no âmbito do combate ao terrorismo. 

A jornada iniciou no distrito de Mueda, onde o Chefe do Estado manteve um encontro de trabalho com o Comando da Força Local. Na ocasião, inteirou-se da situação operacional, informou-se dos progressos que estão a ser registados, ouviu as principais preocupações e desafios enfrentados no terreno e encorajou os combatentes a prosseguirem a sua missão com determinação, disciplina e patriotismo, destacando o papel decisivo da Força Local na protecção das populações e na defesa da soberania nacional. 

De Mueda, o Presidente da República seguiu para o distrito de Mocímboa da Praia, onde reuniu com o Comando do TON, tendo recebido uma actualização sobre a evolução das operações militares e definido novas directrizes para o reforço da ofensiva contra os grupos terroristas. Na sequência, Daniel Francisco Chapo anunciou a transferência do Comando do TON de Pemba para Mocímboa da Praia, uma decisão estratégica destinada a aproximar o centro de comando das principais zonas de operações. 

“Tomámos a decisão de transferir o Comando do Teatro Operacional Norte de Pemba para aqui em Mocímboa da Praia para estarmos mais próximos do centro das operações e do núcleo do combate aos terroristas. A partir daqui estamos mais próximos de Palma, Macomia, Quissanga e dos restantes distritos da zona norte”, sublinhou o Presidente da República.  

O Comandante-Chefe explicou que a instalação do Centro de Operações em Mocímboa da Praia permitirá uma resposta mais célere e eficaz às ameaças terroristas, reforçando a coordenação das operações militares. Por conta disso, esclareceu que “Mocímboa da Praia já se transformou no centro de operações do Teatro Operacional Norte. Queremos continuar a desferir golpes cada vez mais fortes contra os terroristas até colocarmos definitivamente fim ao terrorismo.” 

O Presidente da República reafirmou igualmente o compromisso do Governo de continuar a investir no fortalecimento das capacidades das FDS, através da construção de infra-estruturas, do reforço da logística, da modernização dos equipamentos e da intensificação da formação e do treino. “Vamos investir na construção das nossas infra-estruturas, no Centro de Operações em Mocímboa da Praia, no equipamento, na logística, na formação e em tudo o que for necessário para termos Forças de Defesa e Segurança cada vez mais fortes”, asseverou.

Daniel Francisco Chapo sublinhou que o reforço da segurança em Cabo Delgado já está a produzir resultados concretos, reflectidos na retoma dos grandes investimentos económicos na província. “O projecto da Total foi retomado, assinámos a decisão final de investimento (FID, na sigla em inglês) do Coral Norte e esperamos assinar ainda este ano a FID do projecto da ExxonMobil. Estes avanços demonstram que a situação de segurança melhorou”, frisou o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança. 

O Chefe do Estado enfatizou que o fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança representa um compromisso permanente do Estado moçambicano com a defesa da independência, da soberania e da integridade territorial. “A nossa independência custou muito sangue. Temos de continuar a defender a nossa soberania, a nossa integridade territorial e a paz, para garantirmos o desenvolvimento do nosso País”.  

Dirigindo-se aos efectivos destacados no TON, o Comandante-Chefe transmitiu uma mensagem de reconhecimento pelo empenho e coragem demonstrados no cumprimento da missão. “Em nome do povo moçambicano, queremos dizer-vos que estamos juntos. De segunda a segunda-feira, vinte e quatro horas por dia, acompanhamos as operações e continuaremos a criar melhores condições para que possam cumprir a vossa missão.” 

A visita do Presidente da República ao Teatro Operacional Norte reafirma o compromisso do Governo com a consolidação da paz, a derrota definitiva do terrorismo e a criação de condições de segurança que permitam acelerar a recuperação económica, o regresso definitivo das populações às suas zonas de origem e o desenvolvimento sustentável da província de Cabo. 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, defende um maior envolvimento da comunidade jurídica da África Austral na resposta aos desafios da agricultura, das migrações e do desenvolvimento sustentável da região.

Intervindo na Conferência Anual da SADC Lawyers’ Association, Guebuza afirmou que a agricultura continua a ser a principal fonte de subsistência, emprego e rendimento para cerca de 61% da população da SADC, pelo que os impactos das alterações climáticas e dos fenómenos extremos afectam directamente as condições de vida das comunidades.

Segundo o antigo Chefe do Estado, o enfraquecimento da capacidade de resposta aos eventos climáticos extremos tem contribuído para o aumento do êxodo rural, agravando a pobreza nas zonas urbanas e dificultando o acesso da população a serviços essenciais, como saúde e educação.

Perante este cenário, Armando Guebuza apelou aos profissionais do Direito para colocarem o desenvolvimento das comunidades no centro da sua actuação, defendendo soluções jurídicas que contribuam para a estabilidade social e económica da região.

Guebuza alertou igualmente para o aumento dos fluxos migratórios na África Austral, associados ao desemprego, à insegurança alimentar e a outros factores socioeconómicos, considerando necessário que a SADC Lawyers’ Association participe activamente no debate sobre os instrumentos jurídicos que regulam a circulação de pessoas no espaço regional.

Para Guebuza, a integração regional preconizada pela SADC exige mecanismos legais capazes de facilitar a mobilidade dos cidadãos, salvaguardando simultaneamente os seus direitos e promovendo o desenvolvimento dos Estados-membros.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, de 2 a 4 de Julho, na 50.ª Feira Internacional de Dar es Salaam (Saba Saba), na República Unida da Tanzânia, na qualidade de Convidado de Honra, a convite da Presidente tanzaniana, Samia Suluhu Hassan.

Segundo o comunicado da Presidência da República, a participação do Chefe do Estado visa reforçar a diplomacia económica de Moçambique, promovendo o investimento, o comércio, a industrialização e a integração regional, bem como aprofundar a cooperação económica e comercial entre Moçambique e a Tanzânia.

O mesmo documento destaca que a presença de Moçambique naquele certame internacional reforça igualmente os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países e cria novas oportunidades de negócio para os respectivos sectores produtivos.

Integram a delegação presidencial o Alto-Comissário de Moçambique na Tanzânia, Ricardo Mtumbuida, o Secretário de Estado do Comércio, António do Rosário Grispos, além de quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, fez esta terça-feira o balanço da visita de governação de proximidade realizada de 29 de Junho a 1 de Julho em Cabo Delgado, classificando-a como “francamente positiva” e reafirmando que o combate ao terrorismo continua a ser a principal prioridade do Governo na província.

Durante a missão, o Chefe do Estado escalou os distritos de Montepuez e Meluco, bem como a cidade de Pemba, onde manteve encontros com autoridades locais, líderes comunitários, sector privado, mulheres e população em geral.

Daniel Chapo anunciou que o Governo está a trabalhar para duplicar ainda este ano o financiamento do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) em todos os distritos do país e garantiu a manutenção da emissão gratuita de bilhetes de identidade até Dezembro .

O Presidente reiterou igualmente o compromisso de retomar gradualmente o pagamento de horas extraordinárias aos funcionários públicos , garantindo em simultâneo o pagamento atempado dos trabalhadores públicos.

No domínio da segurança, sublinhou que “atacar Cabo Delgado é atacar Moçambique” e defendeu que a paz é condição necessária para a construção de estradas, escolas, hospitais, sistemas de abastecimento de água e expansão da energia.

O Chefe do Estado alertou ainda para os perigos da desinformação e dos barcos , que estes instrumentos são usados ​​para dividir os moçambicanos e provocar violência.

Num encontro com mulheres da província, Chapo reafirmou o compromisso do Governo com o empoderamento económico feminino , destacando a criação do Fundo Pró-Mulher no âmbito do programa Empodera .

No final da visita, o Presidente encorajou o sector privado e os investidores nacionais e estrangeiros a continuarem a investir em Cabo Delgado , apontando o potencial agrícola, mineiro, pesqueiro, turístico e industrial da província.

“Saímos de Cabo Delgado ainda mais confiantes na capacidade dos nossos compatriotas de continuar a construir uma província cada vez mais desenvolvida, segura e próspera”, afirmou Daniel Chapo.

Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.

Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”

“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado

Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.

“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra” 

Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta terça-feira, em Pemba, o compromisso do Governo com o empoderamento da mulher moçambicana e com a reconstrução social e económica de Cabo Delgado, destacando o papel central das mulheres no desenvolvimento do país, no âmbito da iniciativa de Governação de Proximidade com o Povo. 

O anúncio da operacionalização do fundo “Pro Mulher” foi o ponto alto do encontro interactivo, onde o Executivo desenhou novas linhas de financiamento distrital e assegurou esforços contínuos para garantir a estabilidade na região Norte. 

Durante uma interacção com mulheres da província, o Chefe do Estado sublinhou que a aposta em programas específicos para o género feminino decorre da confiança na sua capacidade de gestão e liderança, afirmando que o desenvolvimento de Moçambique não é possível sem a participação activa da mulher. No seguimento da sua visita de trabalho que realiza desde segunda-feira, o governante expressou o entusiasmo da liderança central com este diálogo directo. 

Para sustentar a visão de inclusão do Executivo, o estadista moçambicano revisitou o percurso histórico do país desde a independência, em 1975, lembrando que a nação contou com uma única mulher no cargo de Primeira-Ministra, a falecida Luísa Diogo. A seguir, defendeu que a actual filosofia de governação assume como critério o equilíbrio de género nas tomadas de decisão na esfera do poder, estabelecendo que, caso a presidência seja ocupada por um homem, a liderança do Conselho de Ministros deve ser confiada a uma mulher. 

O Presidente fundamentou que essa divisão de responsabilidades decorre do reconhecimento de que as mulheres são grandes gestoras, justificando assim a nomeação de quadros femininos para a pasta das Finanças, além dos ministérios da Educação, Combatentes, Trabalho e Negócios Estrangeiros. Em tom descontraído e próximo, o Presidente Chapo recorreu a exemplos do quotidiano doméstico para ilustrar a eficácia das cidadãs na administração de orçamentos familiares curtos, contrapondo com a facilidade com que os homens esgotam recursos. 

Como resposta prática aos desafios económicos, o Chefe do Estado apresentou as directrizes do fundo “Pro Mulher”, um programa de financiamento estruturado que irá funcionar nos moldes do fundo Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e que se estenderá a todos os distritos do país. Esta iniciativa surge para dar robustez financeira ao programa “Empondera”, lançado no ano passado pela Primeira-Dama em Nampula, tendo como único requisito de acesso a confirmação de que a beneficiária é uma mulher moçambicana. 

O governante enalteceu a resiliência das mulheres de Cabo Delgado, classificando-as como o símbolo máximo da resistência feminina no país por manterem o foco no trabalho e no desenvolvimento local, mesmo sob o peso das adversidades. Expressou a sua gratidão pelas ofertas e mensagens de apoio recebidas durante o evento em Pemba, notando que a capacidade de agradecer pelos pequenos gestos é a base para o crescimento colectivo. Durante a interacção, o Presidente Chapo abordou a crise humanitária provocada pelo terrirismo na província, tendo manifestado solidariedade para com as famílias deslocadas e sobreviventes, asseverando que a dor de Cabo Delgado repercute-se em todo o território nacional.  

O Chefe de Estado lamentou que as acções terroristas estejam a desestruturar o tecido social através da separação forçada de famílias, mortes e destruição de infra-estruturas vitais, tais como escolas, hospitais e campos de cultivo que garantem o sustento comunitário. Diante deste cenário, o Executivo reafirmou o compromisso de trabalhar ininterruptamente para a reposição da ordem pública e da paz, garantindo que as raparigas e mulheres em situação de deslocação não percam o acesso à saúde e à educação. No encerramento do encontro, o Presidente Daniel Chapo apelou a um esforço conjunto de homens e mulheres para erradicar o terrorismo, e sublinhou que a violência nas famílias, seja ela física ou psicológica, compromete a harmonia social, destacando que os Gabinetes de Atendimento à Mulher e à Criança da Polícia da República de Moçambique (PRM) estão igualmente instruídos para acolher e mediar conflitos que afectem qualquer um dos cônjuges. 

O Governo reafirmou o seu compromisso de continuar a implementar reformas estruturantes destinadas a melhorar o ambiente de negócios no país, com destaque para a redução dos custos de transação, o aumento da eficiência administrativa e a maior previsibilidade regulatória na economia.

A posição foi expressa durante o encerramento do Décimo Terceiro Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN), um encontro que reuniu representantes do Executivo, do sector privado e parceiros institucionais.

Na ocasião, foi destacado o carácter produtivo da interacção entre as partes, que permitiu avaliar e perspectivar políticas e acções orientadas para o fortalecimento do ambiente de negócios em Moçambique.

O Governo saudou o Ministério da Economia, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e demais intervenientes pelo contributo prestado na realização do evento, sublinhando a importância do CMAN como mecanismo de diálogo público-privado.

Foi igualmente reiterado o compromisso do Executivo em prosseguir com a adopção de medidas estruturantes, com enfoque na prevenção e combate à corrupção, simplificação de procedimentos, expansão da digitalização dos serviços públicos e integração de sistemas electrónicos de atendimento ao cidadão e ao investidor.

Ao longo do presente semestre, foram aprovados vários instrumentos legais e regulatórios, com destaque para a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, cuja regulamentação se encontra em fase final de elaboração.

Constam igualmente a revisão das leis do Sector Empresarial do Estado, de Minas e de Petróleos, bem como a aprovação do regulamento das Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas Industriais, além do regime da mera comunicação prévia e do licenciamento simplificado.

O Executivo sublinhou que a implementação efectiva destas medidas exige o envolvimento de toda a sociedade, incluindo o sector público e privado, organizações empresariais, academia e demais parceiros de desenvolvimento.

Foi também reafirmado que a estabilidade macroeconómica deve ser assumida como uma responsabilidade colectiva, sendo essencial para garantir um desenvolvimento económico sustentável e inclusivo.

O Governo defendeu ainda a necessidade de um sector privado forte, competitivo e dinâmico, em parceria com o Estado, como condição fundamental para impulsionar o crescimento económico, gerar emprego, atrair investimento e melhorar o bem-estar dos cidadãos.

A terminar, o Executivo reiterou a sua determinação em continuar a implementar acções concretas para a melhoria do ambiente de negócios, tendo como referência o trinómio custo, tempo e benefício.

 

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