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O País – A verdade como notícia

Chapo conhece entraves à produção na Cadeia Regional de Mabalane

O Presidente da República é confrontado com a vandalização do sistema de irrigação por pivô, cuja reparação está avaliada em 20 milhões de meticais, a insuficiência de máquinas e tractores e os danos causados pelas cheias, que estão a comprometer o potencial produtivo da Cadeia Regional de Mabalane. Os constrangimentos

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa esta semana, em Portugal, na Cimeira Europa-África, um encontro que reúne Chefes de Estado e de Governo, líderes de organizações internacionais e representantes do sector empresarial para debater o reforço da cooperação política, económica e estratégica entre os dois continentes.

A deslocação do Chefe do Estado moçambicano insere-se na estratégia do Governo de aprofundar as relações de parceria com a União Europeia, num contexto marcado por desafios globais relacionados com a segurança, o desenvolvimento sustentável, a transição energética, o comércio e o investimento.

Durante a cimeira, Daniel Chapo deverá intervir em sessões dedicadas ao fortalecimento das relações entre África e a Europa, defendendo uma cooperação baseada no respeito mútuo, na promoção da paz, na criação de oportunidades para a juventude e no incremento do investimento privado como instrumento para acelerar o crescimento económico do continente africano.

À margem do encontro, o Presidente da República tem igualmente previstas reuniões bilaterais com diversos Chefes de Estado e de Governo, bem como com representantes de instituições europeias e investidores, com vista à consolidação das relações diplomáticas e à mobilização de novos investimentos para Moçambique.

A agenda inclui ainda encontros com a comunidade moçambicana residente em Portugal e contactos destinados ao reforço da cooperação nos domínios das infra-estruturas, energia, agricultura, educação, saúde e formação técnico-profissional.

A participação de Moçambique na Cimeira Europa-África representa uma oportunidade para projectar o potencial económico do País, atrair investimento estrangeiro e fortalecer a posição moçambicana nos debates sobre o futuro da parceria entre os dois continentes.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional.

Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.

Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional. 

O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.

Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.

O delegado político provincial da Renamo na Zambézia, Inácio Reis, apelou publicamente ao presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, para que intervenha na resolução do conflito interno que afecta o partido na cidade e província, no geral. Reis classificou como “subversores” os membros que, segundo afirma, estão a promover divisões no seio da formação política.

“Temos mesmo de pedir ajuda ao presidente do Conselho Municipal de Quelimane. Nós, a Renamo, estamos a dirigir o município. Manuel de Araújo é um presidente bastante influente na cidade, e pensamos que a intervenção dele pode inverter a actual situação. Ainda não conversei com o edil sobre o assunto, mas lembro que, num passado recente, estivemos em Maputo diante do presidente do partido, Ossufo Momade, onde este pediu que trabalhássemos juntos para o bom andamento do partido na província. Tenho interagido com o edil, mas formalmente nunca falei sobre este assunto”, disse o delegado político provincial da Renamo na Zambézia.

As declarações foram feitas nesta terça-feira, durante uma conferência de imprensa convocada pelo delegado político provincial. Inácio Reis afirmou que a maioria dos membros envolvidos nas divergências internas são quadros do Conselho Municipal de Quelimane, liderado pela Renamo e presidido por Manuel de Araújo.

Por essa razão, considera que o autarca tem um papel determinante na mediação do conflito e na reunificação do partido. “Sendo Manuel de Araújo nosso edil e com todo o respeito, ele pode ajudar-nos a colocar fim a este processo. Temos certeza que pode”.

O delegado político revelou ainda que decorre um processo judicial movido por Manuel de Araújo contra si, na sequência de declarações feitas após o congresso da Renamo que reelegeu Ossufo Momade como presidente do partido. Na altura, António Reis afirmou que a discórdia registada durante o congresso teve origem em quadros da Renamo em Quelimane ligados ao município.

“Esta forma que abordei talvez não agradou ao presidente Manuel de Araújo. Isso é normal e ele foi abrir um processo contra mim. Na altura, quando falei aquilo, eu nem sequer citei o nome dele, mas ele não gostou. Neste momento o caso está na procuradoria e eu aguardo o julgamento”, precisou.

Apesar das divergências, António Reis assegurou que o ambiente interno da Renamo na província é, no geral, positivo. Segundo disse, dos 22 distritos da Zambézia, apenas Quelimane e Nicoadala registam focos de tensão.

Acrescentou ainda que continua sem acesso ao gabinete de trabalho que lhe está destinado na sede provincial do partido.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inicia hoje uma visita oficial de quatro dias à República Portuguesa, em resposta ao convite do seu homólogo, António José Martins Seguro, com o objectivo de aprofundar as relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países.

A deslocação, que decorre entre 14 e 17 de Julho, contempla encontros de trabalho com o Presidente da República Portuguesa, António José Martins Seguro, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e outras altas entidades daquele país, visando o reforço da parceria estratégica e da cooperação bilateral em áreas de interesse comum. 

Durante a visita, Daniel Chapo participará igualmente, na qualidade de Convidado de Honra, na sessão de abertura da 9.ª edição do EurAfrican Forum, marcada para o dia 15 de Julho. O encontro, promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, decorrerá sob o lema “África em Ascensão: Prosperidade através da Cooperação Global”, reunindo líderes políticos, empresários e representantes de instituições internacionais para debater oportunidades de investimento, desenvolvimento sustentável e integração económica.

Segundo a Presidência da República, a visita constitui uma oportunidade para consolidar os laços de cooperação política, económica e empresarial entre Moçambique e Portugal, bem como para promover o potencial do País junto de investidores e parceiros internacionais. 

O Chefe do Estado faz-se acompanhar pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, além de quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República defendeu, esta terça-feira, que o sector privado deve assumir-se como o maior empregador em Moçambique, cabendo ao Estado o papel de regulador, facilitador do ambiente de negócios e promotor de políticas públicas que incentivem o investimento, a produção e a criação de riqueza.

Falando na abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), o Chefe do Estado afirmou que o Governo está empenhado em implementar reformas estruturais destinadas a tornar a administração pública mais eficiente, simplificar procedimentos, digitalizar os serviços do Estado e reforçar a confiança dos investidores.

“O nosso objectivo é ter um Estado onde o sector privado seja o maior empregador e não o próprio Estado”, declarou, sublinhando que a criação de emprego sustentável depende da capacidade das empresas de investir, inovar e expandir as suas actividades.

Segundo o Presidente da República, as reformas em curso visam criar um ambiente favorável ao investimento privado, através da estabilidade política, económica e social, da melhoria da previsibilidade jurídica e da redução da burocracia, factores considerados essenciais para aumentar a competitividade da economia nacional.

O estadista reiterou que o desenvolvimento económico não poderá ser alcançado apenas com base na exploração dos recursos naturais, defendendo uma economia assente na produção, transformação industrial e competitividade. Neste contexto, apelou ao fortalecimento das pequenas e médias empresas, ao aproveitamento do potencial agrícola, da economia azul, do turismo, da logística e da indústria transformadora.

O Presidente destacou igualmente que a confiança entre o Estado e o sector privado constitui um dos principais pilares para o crescimento económico, salientando que nenhuma economia prospera sem instituições credíveis e sem um empresariado forte.

No domínio da segurança, reafirmou o compromisso do Executivo no combate ao crime organizado, em particular aos raptos, considerando que a paz e a segurança continuam a ser condições indispensáveis para atrair investimento e estimular a actividade empresarial.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou ainda que o sector público deve limitar-se às funções de regulação, fiscalização e criação de um ambiente favorável aos negócios, advertindo que não deve haver sobreposição entre funções públicas e interesses privados.

“Não podemos ter pessoas que estão no sector público e no sector privado ao mesmo tempo. Ou joga ou apita”, afirmou, defendendo uma clara separação entre as responsabilidades do Estado e da iniciativa privada.

Dirigindo-se aos empresários, apelou ao investimento de longo prazo, à valorização da produção nacional, à formação dos trabalhadores, à inovação tecnológica e à conquista de novos mercados, reafirmando que o Governo continuará a ser parceiro do sector privado na transformação estrutural da economia.

Sob o lema “Produzir, Transformar e Competir”, a XXI Conferência Anual do Sector Privado reúne empresários, representantes do Governo, parceiros de cooperação e académicos para debater estratégias de desenvolvimento económico e reforçar o diálogo entre o Estado e o empresariado nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência, nesta segunda-feira, no Gabinete da Presidência da República, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que se encontra de visita de trabalho a Moçambique.

Falando à imprensa no fim da audiência, segundo o comunicado da Presidência, Alexandre Padilha disse que, durante o encontro, reforçou o convite formulado pelo Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, para o chefe de Estado moçambicano visitar a República Federativa do Brasil.

“Estamos em contacto com o Governo de Moçambique, com expectativa e esperança positiva dessa visita, que teria entre vários temas a continuidade das acções que já desencadeámos com a vinda do presidente Lula a Moçambique, em Novembro de 2025, tanto na área da saúde quanto na área de minas e energia, petróleo e gás, agricultura, desenvolvimento agrário, produção de alimentos”, salientou o ministro brasileiro da saúde.

O dirigente disse também que o momento serviu para passar em revista os detalhes da cooperação entre os dois países, os avanços registados e as perspectivas, com algumas prioridades registadas pelo Ministério da Saúde de Moçambique e reafirmadas pelo presidente Chapo.

“Fortalecemos cada vez mais a formação profissional para termos profissionais ainda mais qualificados para atender à saúde da população de Moçambique. Ampliamos o que nós já fazemos na cooperação em relação ao Banco de Leite Humano. O Brasil ajudou a construir o primeiro Banco de Leite Humano aqui, em Maputo”, referiu, tendo acrescentado a perspectiva de poder ampliar a presença deste serviço em todo País.

Alexandre Padilha falou, igualmente, do apoio prestado pelo Brasil na construção do primeiro Instituto Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento ao Cancro, tendo afirmado que uma missão técnica moçambicana está de visita ao Brasil para colher mais subsídios relativos a esta instituição.

Alexandre Padilha falou também da elaboração de uma política em relação à segurança dos produtos do sangue, a transfusão de sangue, bem como a transformação digital da saúde.

“Vi hoje, na Escola de Saúde Pública, experiências concretas do uso da tecnologia de informação, do diagnóstico à distância, das ferramentas de inteligência artificial. Podemos apoiar a expansão dessas ferramentas para outras utilidades de saúde do nosso país e avançarmos naquilo que é o apoio do Brasil para a ampliação da capacidade de produção de medicamentos e vacinas em Moçambique”, sustentou.

Sobre este assunto, segundo disse, “O Presidente Chapo solicitou uma prioridade absoluta para esse tema, e reforcei que tem o compromisso do nosso Ministério da Saúde, do Presidente Lula, toda a Embaixada do Brasil aqui, em Moçambique, para ampliarmos a possibilidade dessas parcerias… Estamos absolutamente envolvidos em ampliar ainda mais a capacidade produtiva de medicamentos. Moçambique tem um grande potencial para a produção de medicamentos e vacinas, primeiro pelo tamanho do país, que já gera um potencial de consumo desses produtos, mas também pela posição geográfica que permite que possa ser um pólo regional dentro do continente africano de produção e também a posição geográfica dos canais de exportação, de circulação de medicamentos, tecnologias da saúde, que passa aqui pelo oceano Índico.”

O ministro da Saúde do Brasil disse ter usado a ocasião para reforçar o convite ao Governo de Moçambique para participar na conferência internacional sobre SIDA, que terá lugar no fim de Julho corrente, na cidade do Rio de Janeiro, tendo recebido por parte do Presidente Chapo a confirmação da presença de representantes do governo de Moçambique.

“Saio dessa visita a Moçambique com o compromisso renovado do governo brasileiro de apoiar os nossos irmãos de Moçambique, os nossos parceiros institucionais na ampliação da capacidade produtiva de medicamentos, vacinas, tecnologias de saúde aqui, em Moçambique”, rematou.

O Presidente da República recebeu em audiência, esta segunda feira, no Gabinete da Presidência da República, o Ministro da  Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que se encontra de visita de  trabalho a Moçambique. 

Falando à imprensa no fim da audiência, Alexandre Padilha disse  que durante o encontro, reforçou o convite formulado pelo  Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula Da Silva, para o chefe do  Estado moçambicano visitar a República Federativa do Brasil. 

“Estamos em contactos com o Governo de Moçambique, com  expectativa e esperança positiva dessa visita, que teria entre vários temas a continuidade das ações que já desencadeamos  com a vinda do presidente Lula a Moçambique, em Novembro de  2025, tanto na área da saúde quanto na área de minas e energia, 

petróleo e gás, agricultura, desenvolvimento agrário, produção de  alimentos”, salientou o Ministro brasileiro da saúde. 

O dirigente disse também que o momento serviu para passar em  revista os detalhes da cooperação entre os dois países, os avanços  registados e as perspectivas, com algumas prioridades registadas pelo Ministério da Saúde de Moçambique e reafirmadas pelo  presidente Chapo.  

“Fortalecemos cada vez mais a formação profissional para termos  profissionais ainda mais qualificados para atender à saúde da  população de Moçambique. Ampliamos o que nós já fazemos na  cooperação em relação ao Banco de Leite Humano. O Brasil  ajudou a construir o primeiro Banco de Leite Humano aqui em  Maputo”, referiu, tendo acrescentado a perspectiva de poder ampliar a presença deste serviço em todo país.  

Alexandre Padilha falou, igualmente do apoio prestado pelo Brasil  na construção do primeiro Instituto Nacional de Prevenção,  Diagnóstico e Tratamento ao Câncro, tendo afirmado que uma  missão técnica de moçambicana está de visita ao Brasil para  colher mais subsídios relativos a esta instituição. 

Alexandre Padilha falou também da elaboração de uma política  em relação à segurança dos produtos do sangue, a transfusão de  sangue, bem como a transformação de saúde digital.  “Vi hoje, na Escola de Saúde Pública, experiências concretas do  uso da tecnologia de informação, do diagnóstico à distância, das  ferramentas de inteligência artificial. Podemos apoiar a expansão  dessas ferramentas para outras utilidades de saúde do nosso país  e avançarmos naquilo que é o apoio do Brasil para a ampliação  da capacidade de produção de medicamentos e vacinas em  Moçambique”, sustentou. 

Sobre este assunto, segundo disse, “O Presidente Chapo solicitou  uma prioridade absoluta para esse tema e reforcei que tem o  compromisso do nosso Ministério da Saúde, do presidente Lula,  toda a Embaixada do Brasil aqui em Moçambique para 

ampliarmos a possibilidade dessas parcerias…Estamos  absolutamente envolvidos em ampliar ainda mais a capacidade  produtiva de medicamentos. Moçambique tem um grande  potencial para a produção de medicamentos e vacinas, primeiro  pelo tamanho do país, que já gera um potencial de consumo  desses produtos, mas também pela posição geográfica que  permite que possa ser um polo regional dentro do continente  africano de produção e também a posição geográfica dos canais  de exportação, de circulação de medicamentos, tecnologias da  saúde, que passa aqui pelo oceano Índico.” 

O Ministro da Saúde do Brasil disse ter usado a ocasião para  reforçar o convite ao Governo de Moçambique para participar na  conferência internacional sobre SIDA, que terá lugar no final de Julho corrente, na cidade do Rio de Janeiro, tendo recebido por  parte do Presidente Chapo a confirmação da presença de representantes do governo de Moçambique. 

“Saio dessa visita a Moçambique com o compromisso renovado  do governo brasileiro de apoiar os nossos irmãos de Moçambique,  os nossos parceiros institucionais na ampliação da capacidade  produtiva de medicamentos, vacinas, tecnologias de saúde aqui  em Moçambique” rematou.

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, anunciou, este domingo, apoio à Igreja Evangélica Assembleia de Deus Alfa e Ómega de Magoanine, na cidade de Maputo, comprometendo-se a contribuir para a melhoria das condições da congregação. Na ocasião, apelou aos fiéis à perseverança na fé, à valorização das crianças no seio da igreja e à confiança em Deus como caminho para vencer as dificuldades.

Durante a visita, Gueta Chapo agradeceu o papel desempenhado pelas igrejas na promoção da paz, da estabilidade e da unidade nacional, reconhecendo o contributo das orações em favor do país e das famílias moçambicanas.

A Primeira-Dama explicou que a decisão de visitar a congregação não esteve condicionada pelo estado das infra-estruturas do templo, defendendo que a presença de Deus é mais importante do que as condições materiais do edifício.

Segundo afirmou, a deslocação permitiu constatar as necessidades da igreja, razão pela qual assumiu o compromisso de prestar apoio para melhorar as actuais condições da congregação.

Na sua intervenção, Gueta Chapo encorajou os fiéis a não permitirem que as limitações materiais enfraqueçam a sua fé, sublinhando que a verdadeira igreja é constituída pelas pessoas e não pelas paredes do templo.

A Primeira-Dama destacou igualmente a necessidade de envolver as crianças na vida religiosa desde tenra idade, considerando que a igreja pertence a todas as gerações e desempenha um papel fundamental na formação espiritual e moral da sociedade.

A mensagem incidiu ainda sobre a importância da oração como instrumento para enfrentar as adversidades da vida. Inspirando-se na passagem bíblica da mulher que sofria de um fluxo de sangue, defendeu que cada pessoa enfrenta os seus próprios desafios, os quais devem ser vencidos através da fé e da oração, e não da murmuração.

Como gesto de solidariedade, Gueta Chapo anunciou a oferta de capulanas para as mulheres e para os restantes membros da igreja, bem como de mantas destinadas a minimizar os efeitos do frio. Garantiu, igualmente, que o apoio à congregação não se limitará à visita, assegurando que continuará a trabalhar com as mulheres da igreja para responder às necessidades identificadas.

A Primeira-Dama apelou ainda aos fiéis para que não sintam vergonha das condições em que vivem nem deixem de convidar outras pessoas para participarem nas actividades religiosas devido às limitações materiais, defendendo que a fé deve prevalecer sobre as dificuldades.

Em nome da direcção da Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ómega de Magoanine, os pastores agradeceram a visita e prestaram homenagem à Primeira-Dama, destacando a sua humildade, simplicidade e espírito de serviço.

Os líderes religiosos enalteceram, igualmente, o facto de Gueta Chapo ter recusado qualquer tratamento diferenciado, permanecendo e ajoelhando-se na areia ao lado dos restantes fiéis durante o culto, atitude que consideraram um exemplo de humildade e amor ao próximo.

A direcção da igreja manifestou ainda gratidão pelas palavras de encorajamento dirigidas à congregação, assegurando que a visita permanecerá na memória dos membros, em particular das crianças, e reiterou o compromisso de continuar a orar pela Primeira-Dama, pelo Presidente da República e pela missão de condução do país.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança defendeu, esta segunda-feira, em Maputo, que o fortalecimento das instituições do Estado depende da existência de líderes íntegros, disciplinados e comprometidos com o interesse nacional, durante a cerimónia de promoção e patenteamento de oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).

Na ocasião, o Chefe do Estado afirmou que as promoções representam muito mais do que uma progressão na carreira, constituindo um reconhecimento do Estado pelo profissionalismo, patriotismo, competência técnica, disciplina, lealdade e sentido de responsabilidade demonstrados pelos oficiais ao longo das respectivas carreiras.

Foram promovidos o oficial Francisco Makanja à patente de Brigadeiro, para exercer as funções de Director-Geral-Adjunto dos Serviços Sociais das FADM; Vítor José Raimundo Novela, promovido para assumir o comando do Ramo da Polícia Costeira e Fluvial; e os oficiais Emília Joaquim Celestino de Matos e Isaac Gabriel Nhamassane, elevados à patente de Primeiro Adjunto-Comissário da Guarda Penitenciária, para desempenharem funções de direcção no Serviço Nacional Penitenciário.

Dirigindo-se aos empossados, o Presidente da República afirmou que os moçambicanos esperam líderes capazes de inspirar, decidir em circunstâncias difíceis e assumir responsabilidades, tanto pelos sucessos como pelos fracassos das instituições que dirigem.

“O País não espera justificações perante as dificuldades, mas sim respostas, soluções e resultados concretos”, sublinhou.

Relativamente aos Serviços Sociais das FADM, o Chefe do Estado defendeu a necessidade da sua modernização, tornando-os mais eficientes, inclusivos e próximos dos beneficiários. Entre as prioridades apontadas figuram a melhoria da transparência na prestação dos serviços, a descentralização através da criação de representações provinciais e a garantia de igualdade no acesso aos benefícios, sem qualquer tipo de discriminação.

No domínio da Polícia Costeira e Fluvial, destacou que a segurança marítima constitui um desafio estratégico para Moçambique, tendo em conta a extensa linha costeira e a importância crescente da economia azul. Neste contexto, apelou ao reforço do combate ao terrorismo, à pesca ilegal, ao tráfico de droga, ao crime organizado e a outras actividades ilícitas que ameaçam a soberania nacional e os recursos marítimos do País.

Quanto ao Serviço Nacional Penitenciário, orientou os novos dirigentes a reforçarem a disciplina, a ética, a integridade e o profissionalismo, bem como a intensificarem o combate à corrupção, à entrada de objectos proibidos nos estabelecimentos penitenciários e à criminalidade organizada no interior das cadeias.

O Presidente da República recomendou igualmente o reforço das medidas de prevenção da radicalização conducente ao extremismo violento, através da inteligência penitenciária, da identificação precoce dos factores de risco e da implementação de programas de reabilitação e reinserção social.

Na mesma intervenção, reiterou o reconhecimento do Estado pelo trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, com destaque para os militares e agentes destacados na província de Cabo Delgado, onde continuam a combater os grupos terroristas.

Segundo afirmou, o sacrifício dos homens e mulheres das forças de defesa e segurança tem sido determinante para a preservação da integridade territorial, da estabilidade política, económica e social do País.

Na conclusão do discurso, desejou êxitos aos oficiais promovidos nas novas responsabilidades, apelando-lhes para que pautem a sua actuação pela lealdade, integridade, competência, coragem, disciplina e elevado sentido de missão, honrando a confiança neles depositada pelo Estado moçambicano.

 

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