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Moçambique e Índia discutem mecanismos para reforço da cooperação

Moçambique e Índia destacam as excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois países. Para o efeito, o  Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação realizou a terceira sessão de Consultas Políticas entre Moçambique e a Índia.  A delegação moçambicana foi chefiada por José Matsinha, director da Direcção

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que o processo de votação do presidente do partido está a decorrer normalmente e sem sobressaltos. De Araújo diz ainda que “a esperança dos membros da Renamo é que saiamos daqui todos unidos”.

Ainda está em curso o processo de votação do líder da Renamo. Embora se tenha registado uma confusão na chegada do edil de Quelimane já foi reportada a tranquilidade. 

Depois de terem votado os que por inerência de funções deviam o fazer primeiro, os delegados da  cidade e província de Maputo foram às urnas para  escolherem quem será o próximo presidente da Renamo.

Segundo avançou Manuel de Araújo, nenhum alarme soou até porque o processo está a decorrer de forma ordeira.

De Araujo avança que todos os candidatos devem ter o mesmo período de tempo para apresentarem o seu manifesto para atrair o maior número possível de eleitores. 

Neste processo, três candidatos lançaram a toalha ao chão e manifestaram seu apoio a Ossufo Momade, que luta para conseguir um segundo mandato. São eles Juliano Picardo, Anselmo Victor e Hermínio de Morais.

As razões, segundo explicou De Araújo, são compreensíveis. “Os candidatos disseram que aquilo que eles tinham como fanifesto estava reflectido no manifesto do outro  outro candidato.

O membro do Conselho Nacional da Renamo disse que a esperança dos membros do partido é que saiamos daqui todos unidos tendo em conta que já se avizinham as eleições de 9 de Outubro.

O membro da Renamo e edil da Quelimane, Manuel de Araújo, “furou” a barreira montada pela Polícia de República de Moçambique, em Alto Molócuè, na Zambézia, e fez-se ao Congresso do maior partido da oposição, depois de minutos a fio sem autorização para aceder ao local. De seguida, os ânimos elevaram-se e instalou-se uma confusão que acabou em pancadaria.

Depois de ter estado ausente na sessão de abertura do Congresso da Renamo, que decorre desde esta quarta-feira, em Alto Molócuè, na Zambézia,  Manuel de Araújo, membro do Conselho Nacional da perdiz, marcou presença na tarde desta quinta-feira.

Na chegada ao local, De Araújo foi questionado sobre a sua ausência na sessão de abertura do Congresso e, de imediato, respondeu que  a mesma foi devido a sobreposição de agenda.

Já sobre o barramento de Manuel Bissopo, mandatário do Elias Dhlakama, um dos candidatos à presidência do partido, Manuel de Araújo julga ser uma clara falta de respeito, visto que Bissopo, para além de ser representante de um dos concorrentes, é também “figura proeminente”, por ter ocupado a pasta de secretário-geral do partido. 

O edil de Quelimane entende que o congresso não deve desunir os membros, mas aproximá-los, uma vez se avizinham as eleições de 9 de Outubro.

Manuel de Araújo que chegou ao local seguido de uma multidão que o acompanhava até o local da cerimónia.

Venâncio Mondlane diz que há candidatos à presidência da Renamo que estão arrependidos de terem aprovado o perfil que o afastou da corrida para a  liderança do partido. Mondlane diz, ainda, que há um “ambiente de terror” instalado na sala do congresso da perdiz, e que os candidatos que ombreiam com Ossufo Momade estão a ser “controlados e não se podem pronunciar”.

O membro e deputado da Renamo, Venâncio Mondlane, convocou a imprensa para, mais uma vez, condenar a sua exclusão do congresso do partido.

Mondlane avança que dentro da sala do congresso há um um ambiente antidemocrático porque os concorrentes que querem suceder Ossufo Momade estão a ser controlados e alguns congressistas tiveram os seus celulares confiscados.

“Aquilo é da ditadura mais atroz, mais ortodoxa que já se viu neste mundo. Não sei se em 1975 se faziam aquelas coisas. Os congressistas nem podem sequer falar ao telefone, há telefones que são arrancados nas mãos dos congressistas, há congressistas que por falarem com duas ou três pessoas estão a ser lançados para fora com violência”, disse Mondlane.

Venâncio, que viu a sua candidatura a ser chumbada, revelou que se vive um ambiente de terror no interior da sala do congresso.

“Alguns candidatos hoje me dão razão, quando pedem a palavra são vaiados, desligam a energia ou cortam o microfone. Infelizmente ele só estao a reconhecer isso hoje”, disse.

 

VENÂNCIO ACUSA CANDIDATOS DE TEREM APROVADO PERFIL PARA O AFASTAR DA CORRIDA 

Depois de muitas vezes apontar Ossufo Momade como o responsável pela suposta pretensão de o afastar da corrida à liderança do partido, Venâncio Mondlane apontou novos culpados.

Desta vez, Mondlane diz que os candidatos à presidência da Renamo estiveram na origem a criação do perfil do candidato que o coloca de fora para que tivessem “o caminho livre”.

“Eles fizeram festa, tocaram trombetas quando se aprovou o perfil porque sabiam que o mesmo iria afastar o Venâncio, mas hoje são os mesmo que estão arrependidos de terem aprovado e promovido aquele perfil.  Estão num ambiente de terror lá dentro, não podem falar ao telefone, não se podem pronunciar”, disse Mondlane.

O edil de Quelimane, Manuel Lopes de Araujo, não esteve presente no primeiro dia do sétimo congresso da Renamo, que decorre na vila municipal de Alto Molócuè na Zambézia, por sinal, uma das duas autarquias que a “perdiz” governa na Zambézia.

Inácio João Reis, delegado político da Renamo na Zambézia, disse que recebeu de Manuel de Araújo uma mensagem telefónica a informar que estaria numa reunião de trabalho em Dar es Salam, na vizinha Tanzânia, e que a qualquer momento podia fazer-se presente ao evento mais importante daquela formação política.

Entretanto, o porta-voz do congresso, Marciano Macome disse, hoje, que “Manuel de Araújo é membro do Conselho Nacional e por inerência de funções ele tem direito de fazer parte do congresso e não precisa de passar por nenhum escrutínio a nível da base. 

No entanto, o Manuel de Araújo submeteu uma carta, por conta de trabalho, anunciando a sua ausência, com previsão de regressar para aqui, hoje, neste congresso, por conta de sobreposição de agenda. Ele está com uma agenda e por isso solicitou ao Conselho Nacional a compreensão da sua ausência”.   

De acordo com o artigo 24 dos Estatutos da Renamo, “O Conselho Nacional é o órgão deliberativo do partido no intervalo entre dois congressos”. É composto por 100 membros eleitos pelo congresso e têm a competência, dentre várias, emitir directivas sobre a composição das listas de candidatos a deputados das Assembleias da República, provinciais e municipais, presidentes dos municípios e do presidente da República, pelo que é dos órgãos mais importantes na Renamo.  

Manuel Bissopo, mandatário do candidato Elias Dhlakama e antigo secretário-geral da Renamo, está a ser impedido de fazer parte do congresso que vai eleger o presidente do partido, mesmo tendo o documento que o autoriza.

Bissopo diz que a organização tem conhecimento do documento que o autoriza a fazer parte do congresso como represetante de Elias Dhlakama, mas ainda assim, não permitiram a sua entrada, justificando que é, para o efeito, necessário uma autorização do actual presidente do partido.

O antigo secretário-geral da Renamo disse que irá permanecer até o fim do congresso, independentemente da decisão que for tomada sobre poder ou não fazer parte do evento.

A candidata à presidência do partido Renamo, Ivone Soares, declarou que o seu partido está dividido, devido a existência, dentro do partido, de muitas facções e tendências. Soares diz ainda que a Renamo carece de uma melhor gestão e organização. 

“Quero imprimir transparência, quero devolver a esperança a todos o moçambicanos através da organização do meu partido, porque, neste momento, estamos muito divididos (…), e é preciso garantir que a família Renamo se reúna e se reunifique, e juntemo-nos para um embate único que são os adversários lá fora”, disse Soares. 

A candidata criticou a falta de prestação de contas dentro do partido e prometeu uma melhor gestão. 

“Nós queremos garantir que haja dinheiro da cotização e que seja bem gerido, queremos gerir o dinheiro das dotações orçamentais que o Estado moçambicano atribui à Renamo, através do número de deputados na Assembleia da República, os tais 8 milhões”, disse.

Todos os membros, continuou Soares, devem saber o quê que se vai fazer com esse dinheiro e deve haver aprovação do plano de actividades, “depois devemos vir aqui para prestar contas, dizer quanto é que foi gasto, tendo em conta o plano, e neste momento não há essa cultura”.

José Samo Gudo, um dos membros de peso da Renamo e deputado da Assembleia da República, delegado ao sétimo  congresso da Renamo, que decorre no distrito de Alto-Molocué, diz estar decepcionado com Venâncio Mondlane, pela forma precipitada como tem estado a se comportar nos últimos momentos, colocando o partido a barra do tribunal. Samo Gudo entende que este feito descredibiliza a Renamo enquanto uma força que lutou pela democracia no país. 

Diz ainda que os problemas devem ser resolvidos passo a passo e não de forma precipitada. “Mesmo quando um filho vai estudar e enche-se de conhecimento não pode vir e dizer que sabe tudo” disse.

Samo Gudo ficou ainda mais decepcionado pelo facto de Venâncio ter ido ao tribunal judicial do distrito de Alto-Molocué, para solicitar uma providência cautelar por forma a participar do sétimo congresso. A providência cautelar a que tivemos acesso, dá razão a Venâncio Mondlane.

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, dirigiu a abertura oficial do sétimo congresso da Renamo que decorre na vila autárquica de Alto Molócuè, na Zambézia, onde fez um discurso muito virado a Venâncio Mondlane, mesmo sem ter mencionado em nenhuma linha o seu nome. 

“Como é de domínio geral, agentes alheios à Renamo investiram energias negativas para convencer a opinião pública nacional e internacional que não queríamos realizar este sétimo congresso em tempo útil, por isso aproveitaram-se dos constrangimentos decorrentes do fim do processo autárquico de 2023 para pôr em causa o mandato dos órgãos do partido, admitindo, deste modo, consagrado no n.°2 ao artigo 107 dos estatutos que determinam ‘os membros  os órgãos eleitos permanecem em exercício de suas funções até à eleição e tomada de posse de outros titulares’. A mesma corrente tudo fez para nos desacreditar e procurou desmobilizar os nossos membros, apesar do disposto no artigo 32 dos estatutos, ‘a Comissão Política Nacional é um órgão de direcção política permanente do partido. Este órgão reuniu no dia 25 de Janeiro do presente ano e através do presidente convocou a sexta sessão ordinária do conselho nacional para a primeira quinzena de Abril passado e no dia 14 realizou-se e teve como um dos pontos de agenda a realização do sétimo congresso que viria a ser convocado para hoje e amanhã, 15 e 16 de Maio”, disse Ossufo Momade para explicar que não foi forçado a marcar o congre

Ossufo Momade entende que com a realização do sétimo congresso abre-se uma nova página no seio da “família” Renamo e saudou a todos os membros da “perdiz”, com particular destaque aos generais que travaram a guerra civil que o maior partido da oposição em Moçambique a considera se luta pela democracia.

De forma incisiva, referiu que “aqui e agora, mais uma vez, queremos dizer que a Renamo não se guia por chantagens e agendas ocultos. A Renamo, a nossa obra-prima, guia-se pelos estatutos que são o instrumento programático e orientador. Não venham nos ensinar a democracia porque nós somos os pais da democracia”, disse Momade seguido de forte aplauso dos congressistas que lotaram a tenda que foi transformada numa sala para os mil participantes do sétimo congresso da “perdiz”. 

A criação de clivagens na família Renamo, avançou o actual presidente daquele partido, nunca devia e nem deve ser aplaudido por um membros sério da Renamo e terminou desejando “boa sorte a todos os concorrentes” ao cargo de presidente do partido, apesar de ele também fazer parte dos nove que disputam o cargo de topo.

O Delegado político da Renamo na cidade de Maputo, Domingos Gundana, diz que o país está longe de vencer eleições por vias democráticas, devido ao elevado índice de ilícitos eleitorais. Gudana, serviu-se dos resultados das eleições autárquicas de 11 ou de outubro, para  que houvesse um grupo que tudo faz para perpetuar-se no poder.  

“ Saudamos aos munícipes de Alto Molócuè, uma das autarquias sobrantes daquilo que foi o apetite do sistema comunista, em arrancar todas aquelas que nós ganhamos. Sobraram esta autarquia para tentar consolar, para tentar dizer que aceitam a derrota. ” disse Domingos Gundana

Gundana defende ainda a criação de instituições credíveis para legitimar a escolha do povo nas urnas. 

“Isto é apenas um sinal de que o nosso país está longe de vencer eleições por vias democráticas, e pelo voto na na urna. É preciso encontramos um outro fórum para que haja credibilidade.” afirmou.

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