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O País – A verdade como notícia

Joaquim Chissano defende cultura de não-corrupção em Moçambique

O antigo Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, defende a criação de uma verdadeira cultura de não-corrupção em Moçambique, como forma de combater os recorrentes casos de corrupção e desvio de recursos na Administração Pública. Falando na qualidade de uma das figuras associadas ao processo de paz em Moçambique, Chissano

Venâncio Mondlane anunciou, este domingo, que vai concorrer às eleições presidenciais de 09 de Outubro próximo se o povo assim o desejar. Na visão dos analistas Samuel Simango, Moisés Mabunda e Fernando Lima, é um desejo que se pode realizar, mas há risco de problemas para a sustentabilidade da candidatura, hostilidades por parte do partido no poder, entre outros.

O membro da Renamo que foi impedido, não só de aceder ao VII Congresso do seu partido em Alto Molocué, aterrou no Aeroporto de Mavalane com um novo caminho para ser Presidente do país. Contudo, para alcançar o seu desiderato, precisa de pelo menos 100 mil assinaturas para sustentar a sua candidatura.
Na sua perspectiva optimista, Venâncio Mondlane não só vai conseguir conquistar 100 mil assinaturas, mas 110 mil, sendo 10 mil em cada província, incluindo a Cidade de Maputo. Para os analistas do programa Noite Informativa, da STV Notícias, edição de domingo, é possível que Venâncio consiga fazer frente a Daniel chapo, Lutero Simago e, sobretudo, Ossufo Momade.

Moisés Mabunda antevê dificuldades na capacidade organizacional, estrutural e financeira de dirigir um partido, caso Venâncio Mondlane consiga as assinaturas. “Se passarmos por aspectos logísticos, financeiros, organizacionais, se conseguir tudo isto, ele é uma figura política a considerar.”
A justificação de Mabunda sobre a possibilidade da candidatura de Venâncio Mondlane é que a sua “força política” foi testemunhada aquando das autárquicas. “As marchas que protagonizou depois das eleições autárquicas mostram que tem uma aceitação no meio político nacional”, mas alerta que “nem sempre um bom jogador pode ser bom montador de equipas”.

Em acréscimo, Mabunda diz que “a presença de Venâncio é uma mancha muito grande e caberá à Renamo encontrar estratégias fortes para abafar qualquer entusiasmo da juventude, uma vez que Venâncio vai também direcionar o seu pedido de voto ao grosso número de jovens da Frelimo que estão frustrados. Os novos votantes verão em Venâncio uma figura em ascensão, por ter uma popularidade muito grande”.

Fernando Lima também concorda que Venâncio Mondlane seria um obstáculo nas eleições, não só para a Renamo (seu partido), mas também para a Frelimo e para o MDM. Também concorda que “haverá muitas barreiras legais para Venâncio Mondlane concorrer”, mas diz que a prioridade, agora, é correr contra o tempo, uma vez que os partidos já submeteram as suas candidaturas e o calendário eleitoral não espera por ninguém. Venâncio deve decidir se será candidato de um partido ou vai optar por uma coligação de partidos políticos”, defendeu.

Lima recordou que Daviz Simango, o falecido antigo presidente do MDM, também começou a sua eleição em circunstâncias semelhantes. “Daviz Simango, na sua primeira candidatura na Beira, foi como independente e teve problemas na própria cidade que o elegeu, porque não tinha grupo na Assembleia Municipal, por isso é importante que Venâncio Mondlane equacione as possibilidades a pensar em ter, politicamente, um grupo de apoio”, alertou.

O analista Samuel Simango, que prevê o mesmo cenário, diz que caso Mondlane consiga lograr as suas intenções, o partido Renamo, sobretudo o seu presidente, serão os primeiros a ressentirem-se das suas decisões. “A primeira candidatura que irá sentir a presença de Venâncio como candidato será Ossufo Momade, porque tudo indica que as declarações dos delegados no congresso não são totalmente verdadeiras, pois há-de haver apoiantes do próprio Congresso”, reflectiu.

Sobre a postura do partido Renamo face aos exercícios legais levados a cabo por Venâncio Mondlane, o último que o obrigava a participar no Congresso Nacional, Fernando Lima diz que era previsível que houvesse impedimentos. “Seria muito difícil para Ossufo Momade e para a Renamo acolher Venâncio depois de todas as batalhas judiciais a que os sujeitou. Os sapos que Mondlane distribuiu foram tantos e tão volumosos que o próprio Ossufo Momade teria uma indigestão ao engolir”, referiu.

E, apesar das confusões no congresso, nem tudo foi mal. Para Samuel Simango, houve também bons exemplos. O primeiro é que “foi boa a ideia de se realizar o congresso no distrito. Foi louvável. De alguma forma, transferiu algum fluxo da economia. O segundo diz respeito às intervenções dos delegados provinciais, que, além de saudações, incluíam alguns posicionamentos políticos”, acrescentou.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, confere posse hoje, no Gabinete da Presidência da República, a Custódio Fabião Zandamela, nomeado ao cargo de Reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL).

Em seguida, o Chefe do Estado recebe uma Saudação, na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, por ocasião do 49º Aniversário da Polícia da República de Moçambique, indica um comunicado recebido na nossa redacção.

O Ruanda está a reforçar o actual contingente de 2.500 militares que combatem os terroristas em Cabo Delgado. O anúncio foi feito pelo Presidente da república, Filipe Nyusi, que se reuniu após um encontro com o homólogo ruandês.

“Esta semana está a desembarcar mais contingente, não para trocar, mas para acrescentar fluxo. E isso sobretudo por causa da saída da SAMIM, missão militar dos países da África Austral e quando sair definitivamente da zona de Macomia vamos ocupar”, avançou Filipe Nyusi, em declarações aos jornalistas durante o balanço da visita que realizou até sexta-feira ao Ruanda.

“Não porque Moçambique não pode assegurar a defesa, mas não se combate terrorismo só. Mas a responsabilidade maior é dos moçambicanos”, explicou Nyusi, citado pela DW.

“Ficou completamente seguro que o Ruanda coopera com o país, não coopera com pessoas. E o maior orgulho que nós teríamos era deixar as coisas bem feitas para ter a sua continuidade”, disse.

O membro do Conselho Nacional da Renamo, Manuel de Araujo, edil de Quelimane, disse que todos devem aceitar a decisão do congresso em relação a escolha do presidente do partido, pois foi um processo que ocorreu de forma justa e leal.

Manuel de Araujo destacou que o desafio pós-congresso é a proposta de composição do conselho jurisdicional, do conselho nacional e, por último, a proposta da composição do conselho nacional do partido.

“O presidente Ossufo disse que queria trabalhar com os antigos candidatos e queria unir o partido. Eu penso que o primeiro teste vai se verificar na composição das listas, se as listas reflectirem uma multiplicidade e uma convergência estará dado o primeiro passo para que todos juntos trabalhemos, para que no dia 9 de Outubro, consigamos aquele que é o desejo da maioria dos moçambicanos”, disse De Araújo.

O membro do Conselho Nacional da Renamo explicou que, por agora, Ossufo Momade foi eleito apenas o presidente da Renamo, não o represetante do partido para as eleições presidenciais.

“Que eu saiba, não foi declarado candidato para as eleições, foi eleito presidente do partido, portanto, vamos esperar que as coisas se desenrolem. Foi eleito presidente do partido e tem todo o mérito, porque foi um processo justo e leal, agora, vamos esperar as restantes deliberações”, acrescentou.

O antigo Secretário-Geral da Renamo, Manuel Bissopo, sugere que Ossufo Momade mude as suas estratégias de liderança e que melhor defina as prioridades da formação política.

Manuel Bissopo diz acreditar que as coisas possam mudar dentro do partido Renamo, no entanto, cabe a Ossufo Momade adoptar uma postura diferente. 

“Tenho que ter esperanças que algo pode vir a mudar, mas tudo depende dele. O meu desejo é que ele mude de estratégia em relação a utilização das pedras e da definição de prioridades, entre outras coisas que ajudam a unir mais o partido e a  torná-lo mais credível”, disse.. 

Bissopo acrescentou que, como quadros da Renamo, todos estão a mostrar disponibilidade para fazer o trabalho, através da participação no processo, mas cabe ao presidente “jogar as pedras para o sucesso do partido”. 

O antigo Secretário-Geral da Renamo explicou ainda que as falhas anteriores de Ossufo Momade podem ser justificadas pelo facto de ele ter tomado o poder logo depois da perda de um grande líder, mas espera que os passados cinco anos lhe tenham servido de aprendizado.

 “Se calhar acabávamos de perder um grande líder, e ele não estava preparado para lidar com as diferenças, mas sinto que nos últimos anos, ele aprendeu muito com as falhas”.

De referir que Manuel Bissopo foi, numa primeira fase, impedido de fazer parte do congresso, e só pouco antes das 16 horas é que conseguiu fazer parte do evento, como mandatário do candidato Elias Dhlakama.

A deputada da Renamo, Ivone Soares, defende que o partido deve ouvir o que cada candidato disse, usar o que há de melhor em cada manifesto para garantir que a força política seja, depois deste congresso, mais robusta, mais forte e mais coesa. 

A candidata que foi a terceira mais votada para o cargo de presidente da Resistência Nacional Moçambicana disse que está satisfeita pelo facto de, pela primeira vez, a voz de uma mulher ter se feito sentir como candidata na Renamo e disse ainda estar orgulhosa pelo apoio de militantes, membros e simpatizantes do partido, que lhe propuseram apresentar a sua candidatura. 

“O terceiro lugar para quem está a começar não é mau, penso que foi uma experiência muito boa, combati um bom combate, vou continuar como militante da Renamo, a trabalhar, como sempre trabalhei, de forma árdua”.

Em relação às críticas feitas ao Governo de Ossufo Momade, Soares explicou que devem servir para que o partido cresça e amadureça. 

“Eu sou uma mulher frontal, sempre fui muito frontal, não me conheço de outra forma, sempre digo aquilo que tem que ser dito, porque é uma forma de fazer com que a organização cresça, amadureça e melhore os seus procedimentos. Acho que toda a crítica e auto-crítica que for feita dentro do partido e dentro das organizações deve ser tida em conta”, disse. 

Por fim, a parlamentar disse não sentir que tenha feito uma afronta ao seu partido, apenas disse o que deveria ter dito. “Não me sinto como se tivesse feito uma afronta, mas sinto que disse o que devia ser dito para a organização ser mais forte e poder estar adequada a enfrentar os desafios que a sociedade impõe”.

Ossufo Momade foi reconduzido ao cargo de presidente da Renamo. Momade promete trabalhar com todos os membros da Renamo.

Com um total de 383 votos, Ossufo Momade carimbou a situa vitória na corrida à liderança do maior partido na oposição, deixando para trás os  seus oponentes, nomeadamente Ivone Soares, 78 votos, Elias Dlakhama, 147 votos, Alfredo Magumisse, 42 votos, André Magibire, 7 votos, e Salvador, com dois.

Segundo prometeu Momade, logo após a consolidação da sua vitória, vai trabalhar com todos os candidatos que com ele ombrearam para assumir a liderança da perdiz.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que o processo de votação do presidente do partido está a decorrer normalmente e sem sobressaltos. De Araújo diz ainda que “a esperança dos membros da Renamo é que saiamos daqui todos unidos”.

Ainda está em curso o processo de votação do líder da Renamo. Embora se tenha registado uma confusão na chegada do edil de Quelimane já foi reportada a tranquilidade. 

Depois de terem votado os que por inerência de funções deviam o fazer primeiro, os delegados da  cidade e província de Maputo foram às urnas para  escolherem quem será o próximo presidente da Renamo.

Segundo avançou Manuel de Araújo, nenhum alarme soou até porque o processo está a decorrer de forma ordeira.

De Araujo avança que todos os candidatos devem ter o mesmo período de tempo para apresentarem o seu manifesto para atrair o maior número possível de eleitores. 

Neste processo, três candidatos lançaram a toalha ao chão e manifestaram seu apoio a Ossufo Momade, que luta para conseguir um segundo mandato. São eles Juliano Picardo, Anselmo Victor e Hermínio de Morais.

As razões, segundo explicou De Araújo, são compreensíveis. “Os candidatos disseram que aquilo que eles tinham como fanifesto estava reflectido no manifesto do outro  outro candidato.

O membro do Conselho Nacional da Renamo disse que a esperança dos membros do partido é que saiamos daqui todos unidos tendo em conta que já se avizinham as eleições de 9 de Outubro.

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