Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chissano destaca educação, cultura e conhecimento como motores de transformação

A educação, a cultura e o conhecimento devem assumir um papel transformador na construção e no desenvolvimento de Moçambique. A posição foi defendida pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, durante a cerimónia da 5.ª edição do Prémio Joaquim Chissano – Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, que distinguiu o Professor

O ex-vice-ministro do Trabalho e Segurança Social, Rolinho Farnela, foi empossado, ontem, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, como secretário de Estado na província de Tete. Farnela ocupa o cargo em substituição de Elisa Zacarias, recentemente nomeada presidente da Autoridade Tributária de Moçambique.

Discursando na cerimónia em que empossou o novo secretário de Estado da província de Tete, Rolinho Farnela, o Estadista moçambicano referiu que, em todo momento, o empossado “deve pautar por uma gestão criteriosa e transparente da coisa pública tendo sempre em vista a observação da lei.”

Nyusi disse, ainda, ser importante dominar os mecanismos de articulação com outros órgãos de governação, caso do governador e da assembleia provincial.

“Ao secretário de Estado na província compete desempenhar funções exclusivas de soberania do Estado, bem como a supervisão dos serviços de Estado não adstritos aos órgãos de governação descentralizada provincial, nem as autarquias dentro da respectiva jurisdição “, disse Nyusi.

Acrescentou que “cientes disso, o legislador instituiu os conselhos de coordenação entre os órgãos locais e centrais que devem ser devidamente explorados para a promoção do desenvolvimento da província”.

O governador de província é o órgão executivo de governação descentralizada que dirige o respectivo conselho executivo, enquanto o secretário do Estado é o órgão de representação do Estado na província que exerce funções exclusivas e de soberania do próprio Estado.

Nyusi desafiou o empossado a usar a sua capacidade e experiência para garantir que a população tire maior benefício do potencial existente na província de Tete.

Segundo Nyusi, a província de Tete possui elevadas potencialidades que devem ser exploradas de forma sustentável para o benefício das populações locais e desenvolvimento da província.

Falando à imprensa, Rolinho Farnela disse que o passo seguinte é a avaliação do Plano Económico e Social, para a identificação do que já foi feito e do que ainda tem por fazer. O novo secretário de Estado na província de Tete destacou alguns desafios que vão merecer especial atenção, como a questão da transitabilidade e do potencial agrícola daquela província.

 

O candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, promete reduzir ainda mais o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), assim como o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS), caso seja eleito.

Falando no espaço de entrevista da STV, criado para os candidatos presidenciais, Simango disse que a redução dos referidos impostos vai permitir alargar a base tributária no país. Reconhece, no entanto, que, nos primeiros sete meses, o impacto vai ser negativo e acredita que, um ano depois, a situação vai melhorar.

Para o candidato presidencial do MDM, com a redução do IVA, os preços, a nível geral, vão reduzir, com destaque para os preços dos combustíveis líquidos. Durante a entrevista, Lutero Simango fez saber que o MDM é um partido de centro-direita, daí que defende a redução dos encargos fiscais.

Lutero Simango defende que é necessário criar condições para que a população tenha cada vez mais poder de compra dos produtos e serviços, o que, no seu entender, vai permitir que haja maior circulação de produtos na economia.

No tocante à corrupção, o candidato do MDM prometeu acabar com o que chamou de “comissões de 10%” exigidas às empresas para terem acesso aos concursos públicos. Segundo Lutero Simango, se se acabar com a corrupção, a ninguém vai ser exigido “refresco” em troca de prestação de serviços públicos ou de sua liberdade e todos vão pagar impostos.

Caso seja eleito, Lutero Simango diz que uma das suas bandeiras de governação será a transformação das actividades informais em formais. Para Simango, o mais preocupante não é o sector informal ligado à população comum, mas o ligado aos recursos minerais.

Lutero Simango diz que o seu partido já denunciou, na Assembleia da República, a existência de empresas que exploram recursos, como a madeira, os minerais, os pesqueiros e outros, e exportam de forma ilegal para o país. Diante da situação, promete acabar com a ilegalidade.

Outra aposta de Simango, segundo prometeu, é a despartidarização do Estado. Diz que não vai admitir que haja células partidária nas instituições públicas. Para tal, compromete-se a criar uma lei de despartidarização do Estado e criar caminhos para a promoção na carreira.

No entender de Lutero Simango, não se percebe porque é que, até aqui, apenas 9 por cento da população paga imposto. Considera, assim, que o ideal seria que pelo menos 65% da população trabalhasse no sector formal.

O candidato presidencial do MDM comentou, ainda, acerca da reforma salarial introduzida pelo Governo através da Tabela Salarial Única. Caso chegue à Presidência da República, promete manter intactas as remunerações que beneficiam os cidadãos e corrigir as problemáticas.

 

 

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) é o grande entrevistado da Stv, esta noite. Segundo o candidato a Presidente da República, caso seja eleito a 9 de Outubro, vai investir na segurança nacional, na defesa, na educação e na saúde, pois só assim se pode servir o cidadão com eficácia e eficiência. Para o efeito, Simango fala de “reduzir gorduras” do Estado, pois sem educação não se pode ter uma geração com domínio na técnica e no conhecimento.

“No desenvolvimento da educação, temos de contar com os parceiros do Estado. Estamos a falar da educação do ensino primário e secundário e estamos a pensar na construção de duas mil escolas durante os cinco anos de governação. Vamos retirar o dinheiro do Fundo Soberano. Vamos convidar as confissões religiosas para a educação, aumentar escolas, apetrechar escolas e investir em professores com capacidade técnica para transmitir conhecimento. O sector privado está a fazer o seu trabalho, mas nós, como governo, estaremos preocupados com o sector público. A nossa concentração será a educação primária e secundária”.

Em relação aos professores e às preocupações com salários e horas extras, Simango acredita que tais problemas podem ser resolvidos com transparência e combate à corrupção. Esse combate inclui eliminar os cinco mil funcionários fantasmas do aparelho do Estado.

De acordo com Lutero Simango, Moçambique tem uma má qualidade de serviços, pelo que promete uma revisitação de programas que o país tem para a criação de um tribunal de contas, de modo a trazer melhorias. “Não há necessidade de ter os vários fundos existentes, temos de os enquadrar”, para reduzir os custos do Estado.

Simango quer implementar instrumentos digitais-tecnológicos, através de cobranças de impostos e de forma gradual. Em cinco anos, o candidato acredita que consegue ter uma boa base para a afirmação das suas ideias.

Lutero Simango, segundo ele próprio disse, é o candidato mais indicado para garantir a transição de que o país precisa, pois é um político que conhece a história do país, o que é fundamental para não cometer os erros do passado. Um desses erros, conforme sugeriu, é a partidarização do Estado, que, na sua opinião, deve pertencer a todos os moçambicanos. “Ganhando as eleições, não vou admitir que em todas as instituições públicas haja células do MDM. Aquele que promover células em instituições públicas terá de responder”.

Para Lutero Simango, o Estado moçambicano precisa de fazer reformas inadiáveis, de modo a que se garanta a prestação de serviço de qualidade às populações e o desenvolvimento dos moçambicanos.

Uma das medidas de Lutero Simango, se for eleito Presidente da República, é revisitar o dossier sobre a presença das tropas estrangeiras em Moçambique, em particular das ruandesas. Em relação às tropas da SADC, o candidato diz que não tem problemas, porque fazem parte de um pacto regional. No entanto, sobre as tropas de Ruanda, Simango almeja perceber em que circunstâncias e condições permanecem no país. “A presença de uma tropa estrangeira no país é uma ameaça séria para o país no futuro”.

Além disso, Simango promete criar medidas económicas e sociais para as populações de Cabo Delgado, o que implica a criação de condições de educação e emprego.

Simango quer a renegociação dos megaprojectos e estabilidade social. Por isso mesmo, promete fazer com que os mesmos megaprojectos garantam a defesa dos interesses nacionais. “Caso contrário, temos de chamar à razão, renegociar, para garantir a estabilidade social dos moçambicanos”.

O candidato disse, ainda, que a defesa da soberania do país passa por se equipar as Forças de Defesa e Segurança.

 

Lutero Simango promete isentar actividades culturais de pagamento de taxas

Questionado sobre as suas ideias para Cultura e Desporto, durante a entrevista na Stv, Lutero Simango prometeu que, se for eleito, vai isentar as actividades culturais de todas as taxas no país. “Temos de promover a cultura”, disse o candidato, acrescentando que, no seu entender, o Turismo e a Cultura complementam-se.
Quanto ao Desporto, “vamos apoiar iniciativas individuais e colectivas”. Tal apoio, disse, inclui a atribuição de bolsas de estudos e criação de bom ambiente desportivo, para que todos sejam valorizados.
O Presidente do MDM exortou os moçambicanos a votarem nele, no dia 9 de Outubro, de modo que se faça mudanca. Na sua percepção, só assim se poderá garantir a implementação de reformas, a construção de um país tolerante, com economia participativa e inclusiva.

A bancada do partido Frelimo, na Assembleia Municipal da Beira, convocou a imprensa, esta segunda-feira, para explicar as razões que levaram os seus membros a não participaram na última sessão do órgão, que decorreu há cerca de uma semana.

A Frelimo disse que a agenda não encaixava no regimento e a Assembleia Municipal da Beira rebateu afirmando que os “camaradas” pretendiam discutir a distribuição de fundos do erário público.

O chefe da Bancada da Frelimo, Manuel Severino, explicou que, de acordo com o regimento, as sessões devem ser convocadas para apreciar, debater e deliberar matérias que têm a ver com a vida dos munícipes e apresentação do informe do Presidente do Município sobre o seu desempenho. Entretanto, a Presidente da Assembleia Municipal da Beira, Jacinta dos Remédios, disse que tal facto não constitui a verdade.

Jacinta dos Remédios explicou que a bancada da Frelimo propôs uma agenda para a sessão: “O ponto que queriam [discutir] é a transferência de verbas para as bancadas. Nós dissemos que, até aqui, têm o direito de propor uma agenda. Contudo, a Mesa da Assembleia pediu que trouxessem base legal, para permitir que as outras bancadas dessem parecer segundo o documento que trouxessem. Como não tinham a base legal, eles preferiram ‘gazetar'”, disse a Presidente da Assembleia Municipal da Beira.

Na mesma conferência de imprensa, a bancada da Frelimo na Assembleia Municipal da Beira acusou a edilidade de estar a comprar prémios internacionais que tem recebido relacionados à boa governação.

Reagindo às acusações da bancada da Frelimo, Albano Carige começou por dizer que: “O Severino é um analfabeto político”. E acrescentou o Edil da Beira: “Esta forma de agir, de estar, alguém está a analisar, alguém está a seguir, e, no fim do dia, a classificação são prémios”

 

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na Província de Inhambane, desdramatiza a denúncia de Venâncio Mondlane, sobre uma eventual tentativa de assassinato. A PRM diz que foi a própria CAD que solicitou a protecção policial das pessoas envolvidas nas suas passeatas. Por isso mesmo, não entende por que razão os apoiantes de Venâncio Mondlane decidiram imobilizar o agente da polícia e fazerem-se passar por vítima

No princípio da noite do último domingo, aconteceu o que era para ser mais uma passeata dos seguidores de Venâncio Mondlane, na Vila de Quissico, em Inhambane, quando a confusão começou.
Na verdade, tudo começou depois que, entre os integrantes da marcha, estava um homem que trazia uma arma do tipo pistola e que, segundo Venâncio Mondlane, pretendia invadir o seu cordão de segurança.

Venâncio Mondlane disse à imprensa que o referido homem armado empurrava e pisoteava um dos integrantes da sua segurança, que estava na parte de trás, o que chamou atenção da sua equipa. Foi num desses momentos que o homem usou a força para chegar próximo, mas foi neutralizado.

Depois da neutralização, a equipa de segurança de Venâncio Mondlane descobriu que, na verdade, o homem trazia uma arma de fogo do tipo pistola, com 15 munições no carregador.

Interrogado no momento, Venâncio Mondlane disse que o homem revelou que foi enviado para fazer a sua segurança e, nesse instante, apareceu o Comdante Distrital da PRM em Zavala, que pediu que os homens da CAD devolvessem a arma que estava nas suas mãos, mas que estes os disseram que só o fariam dentro da unidade policial.

Nesse momento, segundo ainda Venâncio Mondlane, chegou ao local o Procurador-Chefe distrital e convidou a todos que fossem até à Procuradoria Distrital da República em Zavala, para que fossem ouvidos.

Venâncio Mondlane relata que, nesse movimento, entre o comando da polícia e Procuradoria, o homem que estava com a arma colocou-se em fuga diante do olhar dos agentes da polícia.

Diante do episódio, Venâncio Mondlane diz estar convencido que se tratava de um atentado à sua vida: “Isto foi claramente uma tentativa frustrada de assassinato do candidato do povo, mas nós vamos continuar a trabalhar, não vamos nos intimidar com isso, não vamos recuar nem um milímetro”, acrescentou o candidato.

A PRM em Inhambane desdramatiza a situação e diz que foi a própria CAD que solicitou a protecção policial das pessoas envolvidas nas suas passeatas.

Nercia Bata diz que a referida solicitação de protecção foi feita através de ofícios dirigidos aos comandos distritais, por onde o candidato iria trabalhar, e foi em resposta a esse ofício que a PRM mobilizou seus operativos em diversas frentes, desde patrulhamento motorizado ou apeado, combinado com a mobilização de agentes à paisana.

Nercia Bata diz, por outro lado, que a corporação não entende por que razão os apoiantes de Venâncio Mondlane decidiram imobilizar o agente da polícia e fazer-se passar por vítima. Segundo Bata, os membros da CAD neutralizaram o agente, arrancaram a sua arma, fizeram fotos e textos e espalharam nas redes sociais, dizendo que se tratava de um atentado a Venâncio Mondlane, o que não é verdade.

O “O Pais” sabe que o referido agente, que supostamente executaria o atentado contra Venâncio Mondlane, fazia-se transportar numa viatura da mesma marca e modelo das que são usadas pela polícia.

Após o recente anúncio sobre orçamento deficitário para a cobertura do processo eleitoral, hoje, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Dom Carlos Matsinhe, disse que não se realizam eleições sem dinheiro.

As eleições de 9 de Outubro próximo vão custar cerca de 20 mil milhões de meticais e, há dias, a Comissão Nacional de Eleições anunciou dispor apenas da metade desse valor.

À margem do Seminário de Capacitação de Magistrados Judiciais, do Ministério Público, e Oficiais do SERNIC, em Matéria de Ilícitos e Contencioso Eleitoral, o “O País” perguntou se há dinheiro para as eleições, ao presidente da CNE.

“Pode-se realizar eleições sem dinheiro? Eu acho que não se realizam eleições sem dinheiro”, disse, Dom Carlos Matsinhe.

Adelino Muchanga, Presidente do Tribunal Supremo, em reacção à aprovação da Lei Eleitoral que retira dos Tribunais a competência de recontar os votos, defendeu que o órgão vai respeitar o princípio de separação de poderes.

“A separação de poderes é um princípio inegociável do Estado de Direito. Esse princípio pressupõe que cada poder actue de forma independente no exercício das suas funções.”

No seminário que decorre por cinco dias, até sexta-feira, em Chimoio, serão abordados temas como: impugnação de actos eleitorais, recurso de contencioso eleitoral, actos dos juízes e procuradores, entre outros.

O candidato à Presidência da República, Venâncio Mondlane, denunciou, esta segunda-feira, que foi vítima de uma tentativa de assassinato, na noite de domingo, em Inhambane.

Segundo uma nota de imprensa da CAD, o suposto assassino é um agente da PRM, que carregava consigo uma arma e 15 balas.

O atentado, avança ainda a CAD, aconteceu na Vila Autárquica de Quissico, quando um suposto agente da polícia tentou furar a barreira de protecção de Venâncio Mondlane, tendo sido, posteriormente, imobilizado pela guarda do candidato.

“O guarda estagiário, Hélder Cossa, tenta furar a barreira de segurança para se aproximar bruscamente do candidato. Nesse exacto momento, a segurança imobiliza o guarda estagiário e nota que trazia uma arma com 15 balas no carregador”, lê-se no comunicado.

A nota da CAD diz ainda que foi instaurado um processo-crime contra o agente da polícia visado, que se pôs em fuga com conivência do Comandante Distrital de Zavala.

Moçambique agradeceu, este sábado, aos países da SADC pelo apoio prestado durante os seus 10 anos de governação e em particular, a SAMIM, no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

Moçambique esteve representado ao mais alto nível na quadragésima-quarta cimeira ordinária da SADC, onde aproveitou para agradecer aos países da região no combate ao terrporismo.

“Discutimos em profundidade a situação do Lesotho, de Eswatini onde notamos que há evolução: A situação de Eswatini vai sair da agenda depois falamos sobre SAMIM que actuou em Moçambique e nesse momento eu aproveitei o espaço para agradecer aos nossos irmãos que participaram lá, sobretudo, até lamentar a perda dos filhos, dos poucos filhos que se perderem lá, mas uma vida é vida”, disse Nyusi.

Em Harare os chefes dos estados da SADC, indicaram indicaram Emmerson Mnangagwa de Zimbabwe como presidente do colectivo, e será coadjuvado pelo Malgaxe Andry Rajoelina e para presidir, a Troika, Samia Suluhu Hassan, da Tanzânia, coadjuvado, por Lazarus Chakwera, do Malawi.

Esta é a última Cimeira da SADC, que Filipe Nyusi participa na qualidade de Chefe do Estado, por isso é que usou do momento para agradecer pelo apoio durante os 10 anos dos seus dois mandatos.

“Ao mesmo tempo aproveitei para agradecer os nossos colegas, o apoio que me deram nos dez anos quase, que estive em frente, no momento que presidi a Troika, no momento que presidi a SADC e não só, agradecer o facto de terem endossado para nós podermos concorrer para as Nações Unidas.”

A quadragésima-quarta Cimeira Ordinária da SADC foi antecedida por duas reuniões que juntou ministros da ciência e tecnologia que discutiram a importância da inteligência artificial, enquanto que os ministros da defesa discutiram estratégias para o combate ao terrorismo.

Um jovem de 35 anos de idade tirou a vida da sua esposa com recurso a um ferro afiado no bairro das Mahotas, na cidade de Maputo. O caso aconteceu durante a madrugada de hoje e teria sido motivado por ciúmes.

O trágico crime colocou fim a uma convivência de mais de 12 anos.

Alice José, concunhada da Vítima, disse que o crime foi aterrorizante e que sequer teve coragem de ver o corpo da sua ente, mas contou que não ouviu qualquer barulho. “Dizem que usou um ferro, mas não sei o que fez. Não sei se lhe amarrou ou se estava a dormir mas tudo aconteceu em silêncio porque não ouvimos nada”, disse.

Alice contou que as discussões e agressões físicas já eram habituais entre o casal, sobretudo, depois de a vítima ter conseguido trabalho numa barraca de Magoanine.

“Ele disse para não trabalharmos nas barracas e nós dissemos que arranjamos emprego para quintais mas não conseguimos. Conseguiram se dar bem mas de lá para cá só discussão. O marido sai às 21h do trabalho e vai buscar a mulher, mas quando chega fica só escondido, não sei se era para ver com quem ela sairia. Sempre que chegavam discutiam.”

Depois de anos de resistência, a jovem de 29 anos decidiu desvincular-se do marido e nesta segunda-feira sairia com as filhas, para um novo endereço, mas o que não sabia é que não viveria para ver este dia a nascer.

Quitéria Vilanculos, vizinha do casal, lamentou a violência e lembrou alguns tristes episódios de violência. Às vezes o marido vinha embriagado e espancava. Já lhe espancou uma vez e eu a ajudei. Ela queria sair de casa mas não poderia por causa das crianças mas ela decidiu sair para arrendar num outro sítio onde eu vivia com o meu marido”, disse.

“A separação era mesmo uma decisão tomada, que foi interrompida, tal como acrescentou a concunhada da vítima. “Quando chegou o momento de separação ela disse que já não queria viver com ele porque estava a sofrer e falou com a família e decidiram que tinha de sair na segunda-feira”.

João Moçambique, Chefe do Quarteirão 12, lamentou a situação. “Estamos muito preocupados e esta situação não pode continuar”, disse,
O criminoso foi entregar-se à Polícia local, que prometeu pronunciar-se sobre o assunto nesta segunda-feira.

+ LIDAS

Siga nos