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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com a CPLP no Conselho de Ministros em Timor-Leste

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, participa, esta quarta-feira, em Díli, Timor-Leste, na 31.ª Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde irá reafirmar o compromisso de Moçambique com os princípios e objectivos

O cabeça-de-lista da Frelimo a Governador da Província de Maputo, votou na Escola Secundária 30 de Janeiro, arredores do Município da Matola, onde apelou para que todos potenciais eleitores votassem em massa.

Manuel Tule chegou à assembleia de voto, pouco depois das 9 horas para depositar o seu voto, e logo de seguida dirigiu-se a imprensa onde apontou que “é uma grande satisfação. Termos conseguido exercer o nosso direito de voto, direito que nos confere a possibilidade de participar da escolha do próximo Presidente da República, dos próximos deputados da República, e dos membros, também da Assembleia Provincial, dos quais poderá sair o governador da Província”, disse o cabeça-de-lista da Frelimo na Província de Maputo, Manuel Tule.

Tule apelou para que todos cidadãos “se aproximem aos locais de votação onde se recensearam, com o seu cartão de eleitor ou qualquer outro documento válido para poder exercer o seu direito cívico e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”

Para Tule, votar é contribuir para garantir a continuação do trabalho que vem sendo feito para o progresso da economia.

Refira-se que Manuel Tule concorre para a sua própria sucessão no cargo de Governador da Província de Maputo, onde tomou posse a 5 de Fevereiro do presente ano, em substituição a Júlio José Parruque, que passou a assumir a pasta de Presidente de Município da Matola, eleito nas eleições autárquicas de 11 Outubro de 2023.

 

Chuvas fracas assolam a cidade de Maputo, mas nem com isso, fecharam a saída dos eleitores as mesas de votação posicionadas em vários pontos da capital. Mais de 600 mil eleitores vão escolher esta quarta-feira para além do Presidente da República, 10 deputados para a Assembleia da República.

Por exemplo na EPC 25 de Setembro no interior da cidade, local onde irá votar o candidato presidencial Venâncio Mondlane, vários eleitores chegaram mais cedo com objectivo de exercer o seu dever cívico e regressar cedo à residência.

Decidi chegar cedo ao posto de votação para também poder regressar o mais cedo para casa, apelo aos outros para que façam o mesmo”, disse Eugênio Reis, município de Maputo que também elogiou a organização.

Bernardo Checo é outro cidadão residente na periferia da cidade de Maputo, chegou trinta minutos antes da hora sete, momento marcado para o arranque do processo. “Estou aqui há alguns minutos e vejo que a organização é impecável, esperamos que assim continue até o fim do processo”, disse.

Com todas as condições acauteladas, a presidente da mesa da assembleia de voto prometeu que a votação irá arrancar a hora marcada.

Em quase todas as mesas de assembleia de voto instaladas no país a preparação para o arranque da votação está garantida e o processo vai iniciar pontualmente quando forem 07 horas.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, será o primeiro cidadão moçambicano a exercer o seu direito de voto, na cidade de Maputo, na mesma cidade em que três dos quatro candidatos presidenciais também vão votar. Um dos candidatos vai exercer seu direito na cidade de Inhambane.

Na província de Inhambane as condições estão criadas para que o processo decorra sem sobressaltos, segundo garantia do director Provincial do STAE em Inhambane. “Estamos a postos e estamos a verificar o material e está tudo a postos. Em toda província vai arrancar às 7 horas. Nosso receio são as ilhas que dependem das marés e felizmente a situação está calma e conseguimos colocar o material nesses locais”, disse.

Em Nampula, maior círculo eleitoral do país, as enchentes nas mesas de votação são uma realidade. Os cidadãos estão ávidos em exercer seu direito de voto, na expectativa de ser eleito aquele que será o próximo presidente da República, os deputados da Assembleia da República e das Assembleias Provinciais, de onde sairão os governadores provinciais.

Hoje é o grande dia da decisão. Mais de 17 milhões de eleitores vão às urnas para escolherem o próximo rosto que vai orientar os destinos do país nos próximos cinco anos. A grande pergunta que paira é: quem será? A resposta só será conhecida depois que o selo das urnas for removido e confirmados os votos.

A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Adamugi Talapa, concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores do sector público e privado, em todo o país, para o dia 9 de Outubro. A medida não se estende aos trabalhadores que exerçam actividades que, pela sua natureza, não possam sofrer interrupção. 

É uma medida que visa permitir que todos possam participar do processo de votação, no âmbito da eleição do Presidente da República, deputados da Assembleia da República e membros das Assembleias Provinciais.

O consórcio eleitoral Mais Integridade promete mover uma acção judicial contra a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia por não ter emitido dentro do prazo legal credenciais para seus observadores eleitorais. Das cerca de 280 solicitações, apenas 45 foram credenciados.

É através deste comunicado de imprensa que o consórcio eleitoral Mais Integridade fez saber sobre a sua indignação com a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia.

Na nota, a plataforma da sociedade civil de observação eleitoral refere que a dois dias da votação, 234 seus observadores eleitorais ainda não têm credenciais para cobrir o processo.

“Passados 15 dias desde o pedido de credenciação de 279 observadores, apenas 45 credenciais foram entregues, e o Presidente da CPE da Zambézia, Sr. Emílio M’paga Supelo alega dificuldades logísticas para a emissão das credenciais e não garante que até a data da votação, todos os observadores do Consorcio terão sido credenciados.”

De acordo com os observadores, o posicionamento da Comissão Provincial de Eleições na Zambézia viola de forma flagrante, o estipulado na Legislação eleitoral sobre a matéria, que refere que:

“Compete a Comissão Provincial de Eleições, decidir sobre o pedido de estatuto de observador do processo eleitoral, no prazo até cinco dias após a recepção do pedido”.

O consórcio cnsidera ainda inaceitável tal conduta e reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos eleitorais e a promoção de um processo eleitoral transparente, instando a Comissão Provincial de Eleições a cumprir as suas obrigações legais.

Filipe Nyusi desafia o sector da saúde a conseguir pelo menos oito mil médicos especialistas a curto prazo, devido à fraca resposta às necessidades do país. O desafio foi lançado este sábado durante a inauguração e entrada em funcionamento do Hospital Distrital de Massinga, em Inhambane.

Quase 10 anos depois do início das obras de construção, o Hospital Distrital de Massinga, em Inhambane, entra em funcionamento, constituindo a quinta unidade sanitária de referência, que vai servir a pelo menos 250 mil habitantes.

Segundo Josefina Chapo, directora da Saúde em Massinga, vai servir e será um alívio, sobretudo, porque tem a capacidade de internar 80 pacientes, um número que não era possível com o anterior.

“O hospital que tínhamos era pequeno e algumas vezes os mesmos compartimentos eram compartilhados por muitas pessoas. Tínhamos o hospital distrital e o centro de Saúde acoplados”, disse.

Mas não é só a capacidade de internamento que aumentou, conforme explica o Presidente da República. “É uma unidade sanitária moderna, equipada com alta tecnologia e com vários serviços, nomeadamente: urgências, bloco operatório, enfermarias, banco de sangue, depósitos de medicamentos, atendimento externo, incluindo laboratório clínico e serviços de radiologia”.

A unidade sanitária entra em funcionamento com cerca de 250 funcionários, desde pessoal técnico e administrativo, contudo, há um problema, a falta de médicos especialistas, que segundo Nyusi é urgente corrigir. “Numa fase imediata, precisamos de acima de 8 mil médicos especialistas”, disse.

No momento, Nyusi disse que esses mesmos médicos especialistas devem ser formados pelas universidades nacionais. “Quando queremos trazer médicos especialistas de fora há gritos de que não nos querem deixar trabalhar, mas agora está aqui o hospital”.

Na mesma ocasião, o presidente da República aproveitou para anunciar a construção do maior Centro Cirúrgico Nacional, que será financiado pelo governo Chinês em 42 milhões de dólares norte-americanos.

Armindo Tiago, ministro da saúde também referiu que estão neste momento em requalificação o hospital distrital de Angónia, a construção de raiz dos hospitais distritais de Sussundenga, Meconta e da Ponta de Ouro, este último que será o próximo a ser inaugurado.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou, esta sexta-feira, o Vice-Chefe do Estado Maior General das FADM, Bertolino Jeremias Capitine.

No comunicado de imprensa enviado ao “O País”, pela Presidência da República, refere-se que a exoneração de Bertolino Capitine ocorre no âmbito das competências que o artigo 160 da Constituição da República confere ao Chefe do Estado.

Minutos antes do arranque da cerimónia de apresentação do seu novo romance, Mia Couto foi questionado pelos jornalistas sobre o debate referente ao Presidente da República presidir a um partido político. Segundo disseo escritor, espera que, no caso, se siga a lei de Moçambique, quer dizer, que se respeite a Constituição da República.

Para Mia Couto, se houver alguma coisa que está errada, é preciso corrigir. No entanto, sem ser conclusivo em relação à questão de o Presidente da República presidir a um partido político, referiu que, pelo menos, se trata de uma situação muito pouco comum no mundo. “Acho que, se aconteceu [o Presidente da República presidir a um partido], em Moçambique, por uma razão histórica, é preciso repensar”, recomendou o escritor.

Citando um provérbio do seu novo livro, A cegueira do rio, que diz que “a boca pode ser o teu pior inimigo”, Mia Couto disse que o que espera é que haja uma disponibilidade de todos os poderes para discutirem o assunto com profundidade. “Que não haja uma espécie de fechamento e uma defesa cega desse legado [de um Presidente da República presidir a um partido]”.

Mia Couto lançou o seu mais recente romance, A cegueira do rio, esta quinta-feira, no Centro Cultural Moçambique-China, na Cidade de Maputo.

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