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O País – A verdade como notícia

“Não queremos apenas o carvão que sai, queremos uma indústria que fica”

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafia a província de Tete a produzir, transformar, industrializar, empregar pessoas e exportar os recursos minerais que possui. Quer que passe a ser um polo de valor, em vez de ser apenas um território de recursos. “Precisamos de transformar a nossa economia de serviços

O governador de Nampula garante que em três meses o centro de saúde de Namicopo e as duas esquadras vandalizadas estarão novamente em funcionamento. Eduardo Abdula assegura que a reconstrução e reabilitação estará a cargo do Governo provincial e o Município de Nampula.

As instituições e os edifícios públicas constituem a parte visível da presença do Estado numa determinada região ou comunidade, e a ausência delas também pode significar o distanciamento do Estado da população. Em Namicopo, o tenebroso subúrbio de Nampula, desde Dezembro que a Polícia não faz o seu trabalho porque foram destruídas a trceira e a quinta esquadra e igualmente, a Saúde anda ausente porque o centro de saúde local também foi vandalizado e saqueado.

Foi em nome dos protestos contra a proclamação dos resultados eleitorais, no dia 23 de Dezembro. A fúria popular foi tão longe ao ponte de recusar a presença de tudo aquilo que simboloza o Estado. 

“Para mim, isto tem a ver com algo mais do que vandalização ou de reclamação dos resultados. Isto aqui é um extremismo. É um caso para estudo profundo para perceber, de facto, quais são as causas que levaram esse grupo de pessoas [a fazer isto], porque não foi a população. A população não faz isto”, considera o governador de Nampula, Eduardo Salimo Abdula, visivelmente consternado com o que via pela frente.

A entrevista foi na sequência da visita que efectuou esta quarta-feira ao centro de saúde de Namicopo; terceira e quinta esquadras da PRM também em Namicopo (bairro e posto administrativo).

Nos três pontos o que fica são resquícios de um acto de vandalismo total. Decerto, isto já não é notícia. A boa nova que Abdula portava era o início de reconstrução dessas infra-estruturas vitais na vida quotidiana da população.

“Nós vamos começar já amanhã [esta quinta-feira], começando por Namicopo, tentar demolir tudo aquelo no espaço da esquadra para se construir uma esquadra de raíz porque nós queremos voltar a colocar a esquadra lá a pedido do povo de Namicopo”, afirmou o governante. 

A reabilitação do centro de saúde de Namicopo vai custar cerca de três milhões de meticais, sem incluir o apetrechamento. A intervenção nos três pontos vai ser suportada pelo Governo de Nampula e o Município de Nampula.

“Vamos procurer parceiros. Vamos bater a porta do nosso empresariado e vamos pedir ajuda”, abreviou Luís Giquira, edil de Nampula, que fez parte dessa visita, até porque trata-se de uma parcela territorial sob sua gestão. 

Entretanto, do que aconteceu, há uma ilação que o Governo tirou, por isso, o governador provincial deixou um aviso: “o que deixamos aqui é um alerta que a partir de hoje vamos ser implacáveis para esse tipo de comportamento. Portanto, não vamos aceitar, não vamos tolerar este tipo de comportamento”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou, para breve, a nomeação de um Secretário de Estado das Artes e Culturas, e reiterou o seu compromisso com a cultura moçambicana.  

 “Temos que nomear alguém que respire a cultura, que percebe da cultura e que se identifica convosco”, disse Daniel Chapo, esta terça-feira, durante uma reunião, com as organizações e associações artístico-culturais, encabeçadas pela Associação Moçambicana de Autores (SOMAS), num encontro marcado por um diálogo aberto e descontraído sobre o futuro das indústrias culturais em Moçambique. 

Entre as agremiações presentes incluem a Associação Moçambicana de Estilistas, Associação Moçambicana de Teatro, Associação Moçambicana de Gospel, Associação dos Músicos Moçambicanos, Associação Nacional dos Artesãos, Associação dos Músicos de Maputo, Associação Moçambicana dos Disc Jockey, Sociedade Moçambicana de Autores e a Federação das Associações Culturais.

O conjunto reiterou sua disponibilidade para colaborar activamente com o Governo no fortalecimento e promoção da cultura nacional.

Durante a interacção, os representantes das associações culturais apresentaram diversas preocupações, desde a digitalização de conteúdos culturais até questões relacionadas à protecção dos direitos dos autores. Chapo garantiu que estas questões serão tratadas com seriedade e que o Governo está comprometido em trabalhar lado a lado com os artistas.

 “A digitalização é um desafio nosso e vamos ter que trabalhar, tanto para o sector público, quanto para o privado”, destacou.

O governante demonstrou sensibilidade para com os desafios apresentados pelos artistas e enfatizou a importância da preservação da cultura moçambicana, incentivando a promoção e a valorização das artes no país. O Chefe de Estado ainda frisou que as indústrias culturais merecem um tratamento adequado e que a diversidade cultural deve ser um elemento de unidade e desenvolvimento.

O encontro contou com a presença da ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Tovela, que acompanhou de perto as discussões e reforçou o compromisso do Governo em criar condições para o crescimento do sector.

Para garantir maior atenção às questões culturais, o Presidente da República anunciou, para breve, a nomeação de um Secretário de Estado das Artes e Culturas, ressaltando a importância de um gestor que compreenda as dificuldades e necessidades do sector.

A SOMAS reiterou seu papel na defesa dos direitos dos autores e na gestão colectiva desses direitos para garantir maior protecção e eficiência na remuneração dos artistas. Com relações estabelecidas tanto a nível nacional quanto internacional, através de acordos com a CISAC, OMP e UNESCO, a organização afirmou seu compromisso em contribuir para a solução dos desafios do sector. “Nós não podemos estar aqui como problema. Queremos fazer parte da solução”, frisou o Secretário-geral da organização, José Manuel Luís.

O encontro reforçou a necessidade de uma colaboração sólida entre o Governo e os artistas, com o objectivo de criar um ambiente propício para o desenvolvimento das indústrias culturais. O Presidente da República assegurou que haverá mais encontros futuros para discutir soluções concretas e promover iniciativas que impulsionem o sector, fortalecendo a identidade e a cultura moçambicana.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, defendeu, hoje, que a disponibilidade do novo Presidente da República, Daniel Chapo, para o diálogo e para fazer reformas deve ser aproveitada.

Segundo a Lusa, Rangel respondia aos deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, durante uma audição regimental. Na ocasião, sublinhou a importância de todas as partes estabelecerem um caminho para a saída desta crise e instabilidade no país.

A Lusa escreve ainda que Rangel destacou a importância da disponibilidade de Mondlane para entrar no diálogo, “coisa que tem mostrado ter”, adiantou.

Para Paulo Rangel, é importante que todas as partes estabeleçam um caminho para a saída desta crise e instabilidade. Por isso, garantiu: “estamos dispostos a colaborar. É fundamental que haja diálogo. É muito importante abrir canais de diálogo, para criar estabilidade e prosperidade”, indicou.

 Joaquim Chissano reconhece que os actuais desafios da juventude são reais, mas as reclamações devem ser feitas dentro da ordem e convivência com os outros. 

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que os mais jovens devem deixar de ser informados pelas redes sociais e as fofocas e estudarem mais sobre a história do país, principalmente sobre como Eduardo Mondlane criou a Frelimo e como morreu.

“A sua esposa publicou um grande livro de 5 volumes, muito grande, e os jovens têm de procurar isso, para se informarem, para se valorizarem. Os jovens não sabem o que é Gwaza Muthini, o que corresponde, têm de ler, têm de procurar os mais velhos, em Marracuene, no Chibuto, no Chaimite, e tentar conhecer as coisas, para valorizar a sua cultura. Têm de se interessar pela cultura moçambicana, e não dizer que isso é do passado”, afirmou.

Chissano diz mais: “O passado é muito importante para se construir o futuro. Temos de saber de onde viemos, para onde vamos, e por onde passamos. Há muito para se dizer”.

Joaquim Chissano diz que há muitos desafios para a juventude, e esses desafios são muito reais. “Esta consciência de que estou a falar, temos todos de trabalhar com os pais, com os professores, com a sociedade, em conjunto, em prol destes jovens. E eu digo mais, começa das crianças, as próprias crianças. Tem que crescer com esse amor, amor de si, amor dos pais e amor da pátria, etc. As crianças devem ter uma educação correcta”, frisa Chissano.

Para o antigo estadista moçambicano, o Governo deve-se ocupar em encontrar as melhores formas para a educação correcta dos jovens. “Então, isso passa deste debate que há de haver com toda a sociedade, conforme o Presidente disse aqui”.

O líder do segundo partido mais votado nas eleições de 9 de Outubro do ano passado, Albino Forquilha, esteve presente na Praça dos Heróis, tal como o fez aquando da tomada de posse do Presidente da República.

Forquilha diz que participar nestas celebrações é uma forma de reconhecer o papel dos heróis moçambicanos que lutaram para libertar o país, sem olhar para as cores políticas.

“Esta é uma data importante. Importante porque simboliza e representa todos os moçambicanos que perderam as suas vidas pela libertação do país. Como sabemos, quando Eduardo Mondlane perdeu a vida, Josina Machel, Paulo Kankhomba e muitos mais, não havia ainda um partido. Eram moçambicanos que tinham o único objectivo, que era libertar o país do jugo colonial”, disse.

Para o presidente do PODEMOS, a sua presença mostra reconhecimento da bravura dos moçambicanos que deram suas vidas para libertarem o país, mas também, segundo disse, a Praça dos Heróis é um local que merece a sua vénia. “Este recinto é do Estado, portanto, este recinto é como um ministério, onde vamos, é como uma escola onde frequentamos, uma universidade onde frequentamos. Este recinto é do Estado moçambicano, e nós temos de ocupar, porque é o recinto do Estado moçambicano. É nesse sentido que cá nós viemos homenagear os heróis”, esclareceu Forquilha.

As celebrações do dia 3 de Fevereiro acontecem numa altura em que o país vive uma tensão política, em que os moçambicanos estão mais divididos, devido aos protestos, em parte, com alguma força vinda do PODEMOS. Albino Forquilha diz que ainda há espaço para se resgatar a confiança e a união entre os moçambicanos.

“Esse é um trabalho grande que nós temos, porque participar destas celebrações e em outras acções que temos estado a fazer visa, de facto, restaurar essa confiança. Mas o acento tônico está, agora, no diálogo político. Quando se abriu a porta do diálogo, nós entendemos que o que iríamos fazer se tivéssemos ganhado as eleições. Passaria, também, por reformas profundas do Estado. E se essa janela existe e ela surgiu através da pressão que fizemos, que o povo fez ao longo das manifestações, então significa respeitar este diálogo e colocar linhas muito claras que visam reformar o Estado em vários campos, nós teremos ganhado de outra forma”, disse.

“É por isso que nós valorizamos este diálogo e estamos a trabalhar por forma que, de facto, os moçambicanos discutam, se reencontrem e daqui, se calhar, a alguns anos possamos ter uma outra plataforma, um outro chão que o povo moçambicano passará a pisar do ponto de vista da sua governação, do ponto de vista do respeito dos seus direitos e liberdades”, acrescentou Forquilha.

Albino Forquilha enalteceu ainda a abertura do presidente da República, Daniel Chapo, em convidar os partidos políticos para prosseguir com o diálogo, na busca pela paz no país.

“Portanto, tudo o que estamos a fazer é que, se o Venâncio Mondlane, se qualquer outro moçambicano está a fazer uma luta pelo bem deste povo e se ler as linhas, os pontos de referência, provavelmente poderá encontrar-se ali que, efectivamente, a minha luta está aqui contida e então vamos juntos. Este é o primeiro aspecto. O segundo é que todos nós somos chamados a discutir, chamados a debater para o bem”, realçou.

Sobre os protestos que continuam no país, o líder da oposição diz que é preciso manter o diálogo entre as partes por forma a que as mesmas possam ter fim e os moçambicanos possam viver em paz.

“O importante são as matérias que vamos debater, e penso que aí temos todas as linhas para que possamos, no fim, orgulhar-nos de que valeu a pena a revolta, valeram a pena os protestos, ainda que tenham causados mortes, que é a parte negativa, mas conseguimos ter um diálogo que, se calhar, pode resolver um conjunto de aspectos”, disse, acrescentando que “nestes termos, estamos a caminhar bem.”

Sobre as acções de Venâncio Mondlane, Forquilha diz que são da responsabilidade dele. “Ele foi o nosso candidato, e até a avaliação dos resultados da candidatura, terminou. Portanto, as outras coisas são da inteira responsabilidade dele”.

Samora Machel Jr. foi uma das personalidades presentes na Praça dos Heróis Moçambicanos, na Cidade de Maputo, para celebrar os feitos daqueles que contribuíram para a fundação do Estado. 

Confrontado pelos jornalistas, Samora Machel Jr. confirmou que está interessado em ser o próximo Secretário-Geral da Frelimo. E argumentou: “Moçambique precisa de Saúde em condições, de Educação em condições, de segurança alimentar, de oportunidades de emprego e de melhorar a condição de vida dos moçambicanos, porque se o moçambicano tiver a sua condição de vida melhorada, está em paz. Se o jovem pode trabalhar, está em paz, se tem oportunidades diferentes e pode empreender, está em paz. Significa que temos de estar numa situação em que todos nós nos sentimos confortáveis. Se essas forem as premissas para ser Secretário-Geral do partido Frelimo, eu estou interessado”. 

Segundo entende Samora Machel Jr., todos têm que estar interessados em trabalhar para o desenvolvimento do país. “Enquanto isso não acontecer, o país não vai avançar. Temos que entranhar Moçambique como nosso”.

Para ser o próximo Secretário-Geral da Frelimo, lembrou Samora Machel Jr., o partido tem que chancelar o seu interesse. 

Samora Machel Jr. terminou dizendo que tem confiança no Governo e que todos os cidadãos têm de apoiar o Executivo. “Se [o Governo] não tiver apoio, não poderá realizar o seu plano de desenvolvimento do país”. 

 

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, apelou, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, para os os moçambicanos se unirem pelo bem comum. Tal unidade, segundo disse, deve ser acompanhada pela adesão ao projecto de diálogo político rumo à pacificação do país.

“Precisamos da participação de cada moçambicano. A família moçambicana deve reencontrar-se no objectivo de desenvolver a pátria”, afirmou.  

No entendimento da Presidente da Assembleia da República, é necesário que todos estejam juntos naquilo que é objectivo central de um Moçambique uno e indivisível.  

Quanto ao dia 3 de Fevereiro, Margarida Talapa entende que o Dia dos Heróis é importante, e deve servir de reflexão.

“Precisamos que os moçambicanos valorizem o Dia dos Heróis, mas também precisamos que reflictamos sobre o papel de cada moçambicano no desenvolvimento socioecónomico e cultural do país. 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, participou, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, na cerimónia central do Dia dos Heróis Moçambicanos. Questionado pelos jornalistas, Guebuza defendeu que, neste momento particular, todos os moçambicanos devem contribuir para a paz e estabilidade social. 

“Todos têm de trabalhar para que a situação arrefeça. Se uns estão a fazer arrefecer a a a situação e outros estão a colocar cada vez mais fogo, naturalmente, que vamos alcançar os nossos objectivos, mas com muito mais sacrifícios do que se todos nós trabalharmos juntos para que o nosso Moçambique fique em paz”, disse o antigo Presidente da República. 

Armando Guebuza espera que o resultado do diálogo político  seja a paz. “Essa é a nossa grande esperança”, acrescentou: “O Presidente Chapo já declarou que está pronto para falar com Venâncio Mondlane. O Venâncio Mondlane também diz que quer falar. O resto há de se ver lá quando falarem”. 

Na Praça dos Heróis Moçambicanos, Armando Guebuza apelou aos moçambicanos para celebrarem o 3 de Fevereiro e a obra dos heróis, tendo em conta que a paz “que saboreamos um pouco deve melhorar ainda mais, para que os moçambicanos possam, de facto, valorizar ainda mais os esforços de Eduardo Mondlane, de outros heróis e de anónimos que trabalharam para Moçambique”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, exortou, na manhã desta segunda-feira, na Cidade de Maputo, a todos os moçambicanos a envolverem-se na preparação das celebrações dos 50 anos da independência nacional, como forma de valorizar os feitos dos que contribuíram para a fundação do Estado moçambicano 

 

Pela primeira vez, Daniel Chapo dirigiu as cerimónias centrais inerentes ao Dia dos Heróis Moçambicanos. Discursando na Praça dos Heróis, esta segunda-feira, o Presidente da República exortou a todos os moçambicanos a envolverem-se na preparação das celebrações dos 50 anos da independência nacional. 

No entendimento de Chapo, a divulgação da história de Moçambique é fundamental, pois constitui uma inequívoca fonte de inspiração para a juventude de hoje e do futuro. Por isso mesmo, o Presidente da República espera que cada cidadão, onde quer que se encontre, e independentemente das possíveis diferenças, se envolvam em iniciativas criativas para celebrar o grande momento da História de Moçambique. 

Para Chapo, celebrar os 50 anos da independência nacional significa, igualmente, reconhecer todos aqueles que, há mais de meio século, lutaram pela liberdade de todo um povo. “Queremos que todos se inspirem nos nossos heróis”, afirmou, realçando que  a edificação do país deveu-se muito à coragem e à determinação de diferentes gerações, como 25 de Setembro e 8 de Março. 

Na Praça dos Heróis, Daniel Chapo exortou ainda o envolvimento dos moçambicanos na construção de um país harmonioso e mais próspero, o que, reforçou, depende de um diálogo capaz de resolver tudo o que eventualmente os separa. Também por isso, Chapo lembrou que lidera conversações com forças políticas com assento parlamentar. Posteriormente, as conversações em prol da estabilidade social e política vai abranger representantes de outros sectores, como sociedade civil, confissões religiosas e academias.

Chapo almeja para o país um desenvolvimento sustentável, que permita que cada moçambicano tenha o necessário para viver com dignidade, e instituições mais fortes.

Ainda no seu discurso, o Presidente da República defendeu que a construção do Estado tem sido uma grande epopeia, cuja marcha se cruza com princípios intrínsecos à unidade nacional, “que continua a ser e sempre será o segredo do nosso sucesso”. 

Não obstante as dificuldades consequentes da luta pela independência nacional, Chapo entende que o trajecto de Moçambique, desde 1975, tem sido positivo. No entanto, reconhece que os moçambicanos estão longe de atingir o desiderato desejado. 

A fim de acelerar a marcha pelo tão almejado bem comum, o Presidente da República quer implantar o que considera alicerces da independência económica, com combate à corrupção e tantos outros males que enfermam a sociedade e o Estado. 

Daniel Chapo referiu-se à importância de celebrar os 50 anos da independência nacional depois lembrar os feitos de Eduardo Mondlane, presidente da Frelimo assassinado a bomba há 56 anos, concretamente a 3 de Fevereiro de 1969, na Tanzania, durante a luta armada de libertação nacional. 

No entendimento do Presidente da República, o assassinado do “arquitecto da unidade” foi uma tentativa de o regime colonial português impedir a independência dos moçambicanos. 

Daniel Chapo lembrou que o funeral de Mondlane, a 6 de Fevereiro de 69, teve honras militares de um Chefe de Estado. Inclusivamente, milhares de pessoas caminharam até ao cemitério onde foi sepultado para prestar homenagem a Mondlane, personagem histórica “que encarnou na plenitude a luta pela independência nacional de Moçambique”.

 Para Chapo, celebrar o 3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Moçambicanos, significa, igualmente, cumprir um dever patriótico de honrar a memória de todos os que lutaram e continuam a lutar por um Moçambique melhor. E sublinhou que foi com sentido de sacrifício que alguns, como Eduardo Mondlane, ofereceram a própria vida em prol da fundação do Estado, que para muitos era improvável. Logo, as celebrações desta segunda-feira serviram para homenagear todos os heróis moçambicanos. “Não  esquecemos o sacrifício dos melhores filhos de Moçambique e reiteramos a confiança no nosso desígnio nacional”. 

Por fim, além de reiterar a necessidade da valorização dos veteranos da luta de libertação, Chapo sublinhou a necessidade de se honrar todos aqueles que deram o melhor de si por um Moçambique livre e democrático, país que se vai impondo na arena internacional.

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