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O País – A verdade como notícia

Chapo quer transformar Tete de território de recursos em território de valor

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu a transformação da província de Tete de um território de exploração de recursos naturais para uma plataforma de produção, industrialização, emprego e criação de valor acrescentado. Falando na abertura da Conferência Internacional de Investimentos de Tete 2026, o Chefe do Estado afirmou

Na terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, coube a Joaquim Chissano empossar o recém-eleito presidente do partido, Daniel Chapo. 

Falando aos membros presentes na Escola Central da Frelimo, Chissano defendeu que Chapo vai conseguir fazer com que a Frelimo consiga melhorar a qualidade de vida do povo moçambicano. Para Chissano, Chapo é sinónimo de esperança e vai saber trabalhar no que considerou novos tempos, em que a Frelimo precisa adaptar-se. 

Depois de felicitar Daniel Chapo pela eleição, certo de que a sua presidência será coroada de êxitos, Joaquim Chissano lembrou que o sexto presidente da Frelimo vai enfrentar momentos felizes e de dificuldades, durante as suas funções. Ainda assim, disse, acredita que o presidente do partido vai conseguir relembrar com acções que em Moçambique há apenas um só povo, e esse povo deve viver em harmonia, com o objectivo único de preservar a sua dignidade e elevar alto o seu bem-estar, com trabalho.

“Temos este sexto presidente da Frelimo, que precisa de ser acompanhado, que precisa dos nossos pontos de vista, para o ajudar a ver todos os problemas que nos preocupa”, acrescentou Chissano: “Ele está aqui para servir. Temos muita confiança de que o nosso partido, orientado pelo camarada Daniel Chapo, vai continuar a crescer não só em quantidade e, sobretudo, em qualidade”. 

Na parte final do seu discurso de ocasião, Joaquim Chissano sublinhou a questão da unidade nacional porque, no seu entender, o povo não deve destruir aquilo que lhe pertence, devendo, de seguida, reconstruir tudo o que destruiu.

A terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo elegeu, na tarde desta sexta-feira, na Cidade da Matola, Daniel Chapo como Presidente do partido.

No acto de tomada de posse, Chapo jurou servir fielmente a Frelimo, defender e preservar a coesão entre os membros e cumprir as tarefas do partido.

Tomada a posse, Daniel Chapo agradeceu os “camaradas” nos seguintes termos: “Este é um momento especial para o nosso partido, e de muita responsabilidade, por estarmos a assumir este grande partido, que começou a construir Moçambique a partir de 1962. Agradecer pelo voto de confiança que os camaradas membros do Comité Central, que representa milhões de membros, simpatizantes, militantes e população moçambicana em geral”.

De seguida, Chapo disse que quer continuar a trabalhar com todos para consolidar a paz, a unidade nacional e o desenvolvimento do país. “Só é possível fazermos isso se estivermos unidos do Rovuma a Maputo”. 

Para Chapo, não há ninguém que pode dirigir um país como Moçambique e garantir o bem-estar dos moçambicanos sozinho. Tal tarefa só é possível com unidade, independentemente das diferenças raciais, étnicas ou religiosas. 

Assim, Daniel Chapo sucede a Filipe Nyusi, que deixou o cargo à disposição na manhã desta sexta-feira. 

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, disse, na manhã desta sexta-feira, durante a abertura da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central do seu partido, na Cidade da Matola, que, apesar de reconhecer que o debate sobre a separação de funções entre o presidente de partido e da República é fundamental, o assunto requer um aprofundamento e decisão máxima da força partidária num congresso. 

No que pode ter sido o último discurso como presidente da Frelimo, Filipe Nyusi considerou fundamental o debate dentro e fora da Frelimo em relação à separação de funções de presidente do partido e da República.

“Não pretendemos fechar esse debate, pois não temos competência para tal. No entanto, achamos ser matéria que requer o aprofundamento e a decisão do órgão máximo da Frelimo, que é o congresso (…), sobre o melhor caminho a seguir. Enquanto esta decisão não for tomada, coerentes connosco mesmo e firmes na nossa posição de sempre e sem pressão de ninguém, tomamos a iniciativa de passar o testemunho da liderança do partido ao novo ciclo governativo, mantendo, deste modo, a tradição da unicidade do comando. Nós acreditamos que esta unicidade poderá reforçar a coesão interna do partido e facilitar que a sua acção esteja devidamente alinhada com a acção do nosso governo”, afirmou, Nyusi.

A nova direcção a ser eleita, segundo Nyusi, vai assumir funções num momento de desafios que o país apresenta e todos os membros do partido deverão trabalhar unidos.

“O nosso apelo a todos os membros do partido é de que apoiemos com sinceridade e honestidade o camarada presidente Daniel Francisco Chapo, de modo que tenha tempo e sucessos necessários para se concentrar ao nosso grande projecto, que é o de consolidar a unidade nacional, promover a paz e o desenvolvimento. E afirmamos a nossa genuína abertura e disponibilidade para continuarmos a dar a nossa contribuição naquilo que se mostrar necessário, a bem do partido e da nação dentro dos limites das nossas capacidades”, sublinhou. 

Nyusi dirigiu a Frelimo durante 10 anos.

“Quero agradecer a aqueles camaradas que, em momentos turbulentos, não pouparam esforços de apontar caminhos certos para que pudéssemos ultrapassar os desafios de diferentes magnitudes que foram surgindo. Estendemos esse reconhecimento aos milhões de membros da nossa gloriosa Frelimo e aos moçambicanos em geral, pela oportunidade que nos foi dada para direccionar os destinos do partido e da nação moçambicana. O nosso sentimento é de missão cumprida. Apesar de uma adversa campanha por dentro e por fora, a Frelimo continua a ser um dos partidos históricos mais enraizados do país, na região e no continente”.

 

NYUSI FELICITA CHAPO

Na sua intervenção, Nyusi felicitou Daniel Chapo por, de forma patriótica, responsável e com sentido de missão, ter aceitado o desafio lançado pelo Comité Central em relação à presidência do país. Por conseguinte, o então presidente da Frelimo convidou Daniel Chapo a prosseguir com firmeza para que Moçambique possa enfrentar com sucesso os desafios actuais, como terrorismo, manifestaçoes violentas e calamidades que atrasam o desenvolvimento. 

Em nome da sua familia e em seu nome, Filipe Nyusi manifestou o que considerou profunda gratidão aos quadros da Frelimo pelo apoio incondicional na lideranca do partido. Nyusi estendeu os agradecimentos aos moçambicanos em geral pela oportunidade de presidir a República.

Instantes depois de o Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, anunciar o único ponto da agenda da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, na Escola Central do partido, na Cidade da Matola, Agostinho Mondlane solicitou uma intervenção para questionar por que a mesma agenda não incluía a eleição dos membros da Comissão Política. 

“Gostaria de obter da nossa mesa, do nosso presidium, a explicação de porquê dos órgãos centrais que estão aqui [na agenda] não temos a Comissão Política”.

Na sequência da questão colocada por Agostinho Mondlane, o Presidente da Frelimo perguntou aos militantes presentes quem votava contra ou a favor da agenda com ponto único. A votação a favor da agenda prevaleceu, pelo que a eleição dos membros da Comissão Política deve ficar para outro encontro dos “camaradas”.

 

A Frelimo encontra-se, desde a manhã desta sexta-feira, reunida na sua Escola Central, na Cidade da Matola.

Na terceira sessão Extraordinária do Comité Central, Joaquim Veríssimo foi promovido a membro efectivo daquele órgão do partido, constituído por 250 militantes.

A promoção de Joaquim Veríssimo a membro efectivo do Comité Central ocorre na sequência do falecimento de Fernando Faustino, antigo secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Fernando Faustino, vítima de doença, no dia 23 de Novembro do ano passado, na África do Sul.

A informação de que Joaquim Veríssimo passa a preencher a vaga deixada por Fernando Faustino, segundo os procedimentos internos do partido, foi dada pelo Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, na abertura da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central. Por conseguinte, Joaquim Veríssimo foi apresentado aos 249 membros presentes do Comité Central.

Ana Rita Sithole defende que os membros do Comité Central, junto à direcção da Frelimo, devem  repor a normalidade e resgatar a imagem do partido.  

Falando nesta terça-feira à margem da terceira sessão extraordinária do Comité Central, Ana Rita Sithole avançou que, provavelmente, Daniel Chapo seja colocado para dirigir o partido, para “facilitar as actividades e congregar as expectativas do povo moçambicano”.  

Sithole diz ainda que espera que a paz seja restabelecida, depois dos protestos pós-eleitorais. Quanto ao secretário-geral, que será eleito na sessão, espera que seja uma pessoa da confiança do Presidente da Frelimo e avançou que, tendo em conta o histórico da Frelimo, provavelmente o novo secretário-geral seja indicado pelo próprio presidente. 

Teodoro waty, membro do comité central da Frelimo,  por sua vez, disse acreditar que o presidente de partido será Daniel Chapo, como tem vindo a ser feito pela Frelimo, mas não se sabe ainda quem poderá ser o novo secretário-geral, mas acredita que a Frelimo estará melhor ou diferente, após a eleição da nova direcção. 

“O que é certo é que a proposta [do novo secretário-geral] será da comissão política, mas ainda não se sabe se será a comissão dirigida  pelo presidente actual ou pelo novo presidente”. 

Waty avançou que a sessão extraordinária do comité central é apenas electiva, então não serão tratados a fundo outros assuntos. 

“O que acontece é que os membros do comité central, antes de serem membros do comité central são também membros do partido e antes disso são cidadãos moçambicanos (…) E não há ninguém que seja cego, e mesmo os cegos sabem que a situação do país não é boa, que a situação pós-eleitoral não é boa”, explicou. 

O Secretário-Geral da Frelimo, Daniel Chapo, diz que a nova direcção da Frelimo, que será eleita, nesta sexta-feira, durante a terceira sessão extraordinária do Comité Central, deve trabalhar para restabelecer a paz no país.

O partido Frelimo realiza, nesta sexta-feira,  terceira sessão extraordinária do Comité Central, para a eleição do novo presidente do partido e o novo secretário-geral. A cerimónia será dirigida por Filipe Nyusi, o actual presidente do partido, que vai passar as pastas para Daniel Chapo.  Falando à imprensa, Daniel Chapo reiterou a importância de serem recuperados alguns valores perdidos pela sociedade, para a construção da Unidade Nacional. 

Chapo avançou ainda que a eleição dos novos órgãos do partido Frelimo vai colaborar para o bem-estar de todos os moçambicanos, independentemente das suas inclinações políticas. 

O secretário-geral da Frelimo condenou a onda de manifestações e apelou que haja união entre os moçambicanos, para que os 50 anos de independência do país sejam comemorados em um ambiente de paz e serenidade. 

Quanto à figura do novo secretário-geral, que será eleito na sessão, Chapo afirma que deverá ser uma figura que conheça a história do país e os desafios, principalmente ligados à juventude e a sua empregabilidade. 

O partido Frelimo vai, nesta sexta-feira, reunir-se na terceira sessão extraordinária do Comité Central. A sessão está marcada para a Escola Central da Frelimo, na cidade da Matola, Província de Maputo, e poderá eleger o novo secretário-geral do partido. No encontro realizado nesta quarta-feira, a Comissão Política da Frelimo exortou os quadros do partido, a todos níveis, a continuarem engajados na procura de soluções para os desafios do país, dentro do espírito de união e coesão.

Nesta quarta-feira, teve lugar, na sede nacional da Frelimo, a quadragésima primeira sessão ordinária da Comissão Política, para analisar a actual situação política, económica e sociocultural do país.

Segundo uma nota de imprensa, a Comissão Política felicitou o Presidente do partido, Filipe Nyusi, por ocasião do seu aniversário natalício, celebrado a 9 deste mês de Fevereiro, e enalteceu a sua dedicação incansável ao desenvolvimento do país.

De igual modo, a Comissão Política saudou Daniel Chapo, Presidente da República de Moçambique, pela sua dedicação ao estabelecimento da plataforma de diálogo com as lideranças dos partidos políticos e com as outras forças vivas da sociedade na busca de soluções para os desafios actuais, rumo ao alcance do objectivo comum, de estabilidade política, paz, desenvolvimento e harmonia social.

A Comissão Política da Frelimo reiterou o encorajamento ao Governo de Moçambique para continuar a promover medidas de âmbito económico, que contribuem para o alívio do custo de vida das famílias moçambicanas, bem como enalteceu os esforços do Governo com vista ao pagamento do décimo terceiro salário e das horas extraordinárias.

Depois do encontro, a Comissão Política avançou que reiterou, igualmente, a condenação e repúdio às manifestações violentas e ao bloqueio das estradas e assumiu que a solução dos problemas no seio de uma sociedade reside no diálogo, sendo que a destruição das conquistas colectivas ou individuais nada ajuda para o crescimento de uma Nação.

A Comissão Política da Frelimo encorajou o Governo para que, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), continue com o trabalho de assistência às pessoas em situação de insegurança alimentar aguda e a população afectada pelas cheias e inundações em algumas regiões do país. Apelou ainda à população para maior observância das medidas de segurança face ao surgimento de doenças de origem hídrica.

No comunicado de imprensa partilhado, pode-se ler que a Comissão Política foi informada da situação do pagamento das pensões aos combatentes da Luta de Libertação Nacional, na província de Niassa, e que exortou o Governo a ultrapassar os constrangimentos e a trazer de volta a normalidade. A Comissão Política foi igualmente informada do decorrer dos trabalhos do primeiro dia da primeira sessão extraordinária da X Legislatura da Assembleia da República.

Não obstante, a Comissão Política saudou o trabalho realizado pelas brigadas centrais de Assistência às províncias e à cidade de Maputo e enalteceu o envolvimento dos quadros do partido em acções que visam a promoção da paz e harmonia no seio da população.

Os deputados Hélder Injojo e Fernando Jone, das bancadas da Frelimo e PODEMOS, respectivamente, são primeiro e segundo vice-presidentes da Assembleia da República, desde a manhã desta quarta-feira, primeiro dos dois dias da sessão extraordinária do órgão.

Foram ainda eleitos 17 membros da Comissão Permanente.  Trata-se de Margarida Talapa, Hélder Injojo, Fernando Jone, Feliz Silvia, Sebastião Mussanhane, Gerônimo Malagueta, Fernando Bismarque, Mariazinha Niquice, Celso Correia, Sérgio Pantie, Luciano Castro, Margarida Naiete, Manuel Ramessane, Carlos Sebastião, Carlos Tambe, Luísa António, Maria Enoque.

Os suplentes são Amílcar Ussene, Deolinda Chochoma, Francisco Cabo, Dominic Phiri, Maria Zalimba, Rute Manjate, Lúcia Afate, Viana Magalhães.

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