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O País – A verdade como notícia

Chapo quer transformar Tete de território de recursos em território de valor

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu a transformação da província de Tete de um território de exploração de recursos naturais para uma plataforma de produção, industrialização, emprego e criação de valor acrescentado. Falando na abertura da Conferência Internacional de Investimentos de Tete 2026, o Chefe do Estado afirmou

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, hoje, com a directora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA (ONUSIDA) e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, para discutir os avanços e desafios no combate ao HIV no país. 

O encontro ocorreu à margem da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, em Adis Abeba, Etipóia, e destacou a necessidade de reforçar esforços diante das mudanças no financiamento internacional.

Segundo Winnie Byanyima, Moçambique tem feito “muito progresso, reduzindo as novas infecções e reduzindo as mortes.” No entanto, o país ainda enfrenta um grande desafio, uma vez que “Moçambique tem dois milhões de pessoas que estão em tratamento, 400 mil ainda a serem levadas ao tratamento, 80 mil novas infecções a cada ano, então continua crescendo”.

Dados oficiais indicam que 2,4 milhões de pessoas vivem com HIV no país, reforçando a importância da continuidade do acesso ao tratamento. O avanço na luta contra a doença é resultado de esforços conjuntos entre o governo moçambicano e organizações internacionais, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Um dos desafios mais prementes é a redução do apoio norte-americano, o que pode comprometer os programas de tratamento e prevenção. “Falamos como gerir a situação actual, devido às mudanças na política norte-americana, o facto de que o apoio vai se tornar menor. Sobre como Moçambique vai se recuperar e conseguir manter o progresso, discutimos várias maneiras de fazer isso e acredito que há cometimento e determinação”, afirmou Byanyima.

Diante dessa realidade, o Presidente Chapo e a directora-executiva da ONUSIDA discutiram estratégias para manter os avanços conquistados. Uma das principais propostas é adoptar uma abordagem colectiva para negociar com os Estados Unidos uma transição organizada, evitando cortes abruptos no financiamento. “Concordamos que deve haver uma abordagem colectiva para discutirmos com o governo americano como ter uma transição organizada, não parar imediatamente, mas para dar tempo para Moçambique mobilizar recursos”, destacou Byanyima.

Outras soluções debatidas incluem o incentivo à produção local de medicamentos, reduzindo a dependência de importações e contribuindo para a geração de empregos para jovens moçambicanos. A criação de uma infra-estrutura sólida para sustentar o tratamento e a prevenção aparecem como um passo essencial para garantir que o país continue progredindo na luta contra o HIV e a SIDA.

Os Presidentes de Moçambique e Zimbabwe, reuniram-se, hoje, em Adis Abeba, à margem da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, para discutir o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países e povos. 

Durante o encontro, Daniel Chapo e Emmerson Mnangagwa enfatizaram a necessidade de estreitar laços de cooperação, reforçando as conexões entre os dois países, ambos membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Após a reunião, o Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou a importância do encontro para aprofundar os laços de amizade e cooperação entre os dois países. “Achámos que era muito importante fazer este encontro para estreitar cada vez mais as nossas relações de amizade e cooperação”, afirmou, destacando que o reforço das relações económicas, políticas, comerciais e diplomáticas foi um dos principais temas em discussão.

Os líderes reconheceram os desafios económicos enfrentados tanto por Moçambique quanto pelo Zimbabwe e defenderam a necessidade de desenhar estratégias conjuntas para promover o desenvolvimento. “O Zimbabwe tem desafios económicos para o desenvolvimento, nós também, Moçambique, temos os mesmos desafios, e como uma região da SADC há a necessidade de desenharmos estratégias para o desenvolvimento dos nossos dois países”, destacou Chapo.

A presidência rotativa da SADC, actualmente sob a liderança de Emmerson Mnangagwa, foi outro ponto central do diálogo. Ambos os líderes destacaram a necessidade de um alinhamento estratégico dentro da organização regional, visando fortalecer a cooperação e garantir o progresso da região como um todo.

O encontro entre os dois Chefes de Estado reforçou o compromisso de Moçambique e Zimbabwe com uma cooperação sólida e sustentável, baseada na fraternidade e na partilha de desafios e soluções. 

“Estarmos cada vez mais unidos, estarmos cada vez mais fortes, estarmos, portanto, cada vez mais relacionados como irmãos entre os dois países”, concluiu o Presidente Chapo, reforçando a importância da solidariedade regional para o crescimento e desenvolvimento mútuo.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, desafia o novo secretário-geral do Parlamento, Alberto Nkutumula, a apresentar propostas e medidas para garantir a melhoria dos serviços da Casa do Povo. Talapa falava, neste sábado, na tomada de posse do novo secretariado, directores e conselheiros.

A Assembleia da República conta com uma nova estrutura de administração. Membros de diversos pelouros fundamentais para o funcionamento do órgão tomaram posse neste sábado, em cerimónia dirigida pela respectiva presidente, Margarida Talapa.

Alberto Nkutumula passa a assumir as funções de secretário-geral, cargo para o qual é desafiado a apresentar propostas para a melhoria dos serviços. 

“Assegure a articulação entre o secretário-geral da Assembleia da República  e outras entidades públicas e privadas. Estabeleça relações de cooperação com instituições cogéneris, outros parlamentos ou de organizações internacionais. Vele pela segurança dos edifícios da Assembleia da República. Queremos um secretário-geral humilde, acessível, comunicativo e trabalhador”, disse Margarida Talapa. 

Nkutumula, que no Governo já dirigiu a pelouro da Juventude e Desportos, reconhece os desafios do Parlamento e garante estar pronto para procurar produzir os resultados desejados.

“Temos também o dever, conforme as palavras de sua excelência presidente da Assembleia da República(…) dominar a Constituição da República, dominar a legislação atinente às nossas competências, ao funcionamento do órgão, bem como a relação entre o nosso órgão, a Assembleia da República, e outros órgãos públicos entre públicos e privados”, disse Alberto Nkutumula, secretário-geral da Assembleia da República.  

Na mesma  cerimónia tomaram posse novos directores, conselheiros e assessores, de quem Margarida Talapa espera ver proactividade. O secretariado da Assembleia da República é o órgão que presta assistência técnico-administrativo aos deputados, responsáveis pela produção, análise e aprovação de leis.

 

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, participou, hoje, em Adis Abeba, Etiópia, da 29ª Sessão Aberta da Assembleia-Geral Ordinária da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD). Gueta Chapo que participou pela  sua primeira vez expressou sua honra e entusiasmo por integrar debates cruciais para o desenvolvimento do continente africano.

É a primeira vez que Gueta Chapo participa da Sessão Aberta da Assembleia-Geral Ordinária da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento. Falando à margem do evento, a Primeira-Dama afirmou ter colhido experiências que serão úteis na implementação do plano estratégico do seu gabinete. 

“É a nossa primeira participação e sentimo-nos muito honrados e colhemos várias experiências, e também partilhamos a nossa experiência como Moçambique. Acreditamos que com tudo o que ouvimos, vamos poder praticar no nosso país, para o bem-estar das raparigas, mulheres e crianças, das pessoas desfavorecidas. Então, com este relatório e as actividades que aqui decorreram, iremos melhor enquadrar as nossas actividades e os nossos programas e o nosso plano estratégico, de acordo com o plano fundamental da organização das primeiras-damas”, disse.

A Associação Industrial de Moçambique defende que os megaprojectos devem impulsionar o desenvolvimento das indústrias locais e melhorar a vida das comunidades, enquanto operarem no país. O posicionamento foi apresentado, esta sexta-feira, num encontro com o ministro da Economia, durante o qual a associação pediu mais acesso ao financiamento.

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) reuniu-se, nesta sexta-feira, com o ministro da Economia, Basílio Muhate. A reunião abordou, segundo comunicado enviado ao “O País”, de forma contundente os desafios enfrentados pela indústria, incluindo as barreiras regulatórias, a infraestrutura deficiente e a necessidade urgente de modernização da tecnologia e processos.

Na reunião, a AIMO enfatizou também a necessidade de se criar mais fontes de financiamento para permitir que as indústrias locais se expandam e modernizem as suas acções. 

“O presidente da AIMO, Rogério Samogudo, fez um apelo para a criação de condições que favoreçam a concessão de crédito, além de políticas que incentivem a captação de investimentos privados e internacionais no setor”, lê-se no comunicado.

O Ministro da Economia, Basilio Muhate, ao lado de sua equipa, fez questão de enfatizar que o governo está comprometido em apoiar, sem reservas, os esforços para impulsionar a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das indústrias locais. Ele reafirmou que a parceria com a AIMO será a chave para enfrentar os desafios e realizar os grandes sonhos de industrialização que mudarão o futuro da nação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, foi recebido, hoje, pelo Secretário Geral das Nações Unidas António Guterres e manteve encontros com a Presidente da Tanzânia e do Banco Africano de Desenvolvimento. 

A Sede da União Africana, em Adis Abeba, já acolhe a 38 Assembleia da Organização e antes do início da cerimônia de abertura, o Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo foi recebido pelo Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, uma oportunidade que os dois dirigentes tiveram para abordar temas relacionados à cooperação entre Moçambique e a Organização das Nações Unidas, em vários domínios. 

Na sua primeira na União Africana, como Presidente de Moçambique, Chapo manteve um encontro com a delegação da Tanzânia, liderada pela Presidente Samia Soluhu. A Tanzânia continua a apoiar o país no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, mesmo depois da saida formal das tropas da SAMIM, em Julho de 2024.

Outra audiência concedida na manhã deste sábado, por Daniel Chapo, foi ao Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, um parceiro moçambicano para o desenvolvimento. O encontro visava discutir estratégias para fortalecer a cooperação bilateral e explorar novas oportunidades de financiamento para projetos de desenvolvimento no país. 

Daniel Chapo participa da cerimônia de abertura da Assembleia da União Africana e há previsão de faca para uma intervenção na plenária, como presidente recém eleito. Abdul Manhiça e Antonio Tua, Adis Abeba, Etiópia. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, pela primeira vez, na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorre nos dias 15 e 16 de Fevereiro corrente, em Addis Abeba, capital da Etiópia. 

Segundo explica a Presidência da República, em comunicado de imprensa, durante a cimeira, o estadista moçambicano terá uma agenda intensa, tanto no evento principal como nos encontros à margem, envolvendo líderes internacionais e instituições financeiras, conforme deixou claro a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, em declarações à imprensa, que destacou a importância da participação do Presidente Chapo neste evento.

“É a primeira vez que que Sua Excelência o Presidente Daniel Francisco Chapo vai participar nesta cimeira. É muito importante, é todo o continente aqui, aqui que é a sede da diplomacia africana. E além de nós africanos, temos também a comunidade internacional aqui, e é por isso que ele, depois, vai ter uma agenda muito intensa, não só da cimeira, mas também intensa fora da cimeira ”, afirmou a ministra.

A 38ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da UA, órgão supremo de tomada de decisões da organização, irá debater temas de grande relevância para a África. Entre os principais pontos da agenda estão a Justiça Reparatória e a Cura Racial, bem como a situação da Paz e Segurança em África. O encontro discutirá, ainda, a participação da União Africana no G20 e o processo de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para além dos debates sobre políticas continentais, a presença do Presidente Chapo será marcada por reuniões estratégicas com várias entidades internacionais. “Temos encontros com o Secretário-Geral das Nações Unidas [António Guterres], encontros com vários países membros da União Africana, mas também com instituições financeiras”, revelou a ministra Maria Manuela dos Santos Lucas.

Um dos momentos mais aguardados será a reunião do Presidente Chapo com o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e o presidente do Banco África 50, instituição que actua como braço do Banco Africano de Desenvolvimento.

A promete ser um marco na história diplomática do continente. Com a participação do Presidente da República na Cimeira da União Africana, Moçambique reafirma o seu compromisso com as políticas e iniciativas que visam impulsionar o desenvolvimento africano, consolidando a unidade continental e promovendo a justiça para os povos africanos e suas diásporas.

O evento realiza-se sob o lema “Construindo uma Frente Unida para Promover a Causa da Justiça e o Pagamento das Reparações aos Africanos”.

Moçambique vai defender, na União Africana, o diálogo para resolução do conflito na República Democrática do Congo e solidariedade para com as Nações que querem ser reparadas pelas consequência do colonialismo e do apartheid. A Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo inicia amanhã e termina domingo. 

A capital política africana, Addis Abeba, volta aos holofotes este sábado e domingo, com a presença na Sede da União Africana dos Chefes de Estado e de Governo dos 54 países que fazem o continente. 

A 38ª Sessão da Assembleia Geral da União Africana vai marcar a participação, pela primeira vez, de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República de Moçambique, daí que terá a oportunidade de discursar na plenária. O tema central desta edição tem a ver com justiça e compensação devido ao colonialismo. 

O movimento nascido em algumas antigas colónias francesas, ganha agora dimensão continental, ao ter sido eleito com o lema da reunião de 2025. Mas compensação pelo passado colonial não é para Moçambique uma prioridade. 

A cúpula não vai deixar de lado o tema da segurança no continente, particularmente num contexto de preocupação crescente em torno do conflito na República Democrática do Congo. A Chefe da Diplomacia Moçambicana vê neste encontro uma oportunidade para o reforço dos entendimentos já alcançados em torno do problema da RDC.

O encontro dos Chefes de Estado foi antecedido de reuniões do Conselho de Ministros da União Africana e do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, num contexto em que Moçambique vai iniciar a produção do seu próximo relatório, que será avaliado pelos seus pares. 

Esta será para Moçambique, também, uma oportunidade de criar corredores diplomáticos, até porque já são quase certos encontros que Daniel Chapo poderá manter com o SG das Nações Unidas, António Guterres e o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.

Na tarde desta sexta-feira, Chakil Aboobacar foi eleito Secretário-Geral da Frelimo, durante a terceira Sessão Extraordinária do Comité Central, na Matola.

O número dois do partido Frelimo é político e escritor, tendo nascido na cidade de Quelimane, província da Zambézia. É licenciado em Ensino de Matemática, pela Universidade Pedagógica.

Desde cedo, dedicou-se à vida associativa, destacando-se como um activista social e político, particularmente na promoção da juventude, desporto e cultura. Na sua trajectória, entre várias actividades, desempenhou as funções de secretário provincial da Organização da Juventude Moçambicana, de Vice-presidente da Associação Centro de Arte e Artesanato – ASSOCIARTE, de secretário provincial da Associação Provincial de Atletismo  e de vice-presidente e membro fundador da Associação Cultural Casa do Artista da Cidade da Beira, na província de Sofala.

É membro da Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO) e, recentemente, desempenhava a função de vice-Presidente e Membro fundador da Ovedekula, Associação Moçambicana Para o Fundo de Literatura e Leitura.

Publicou, pela Associação dos Escritores Moçambicanos, a sua primeira obra de ficção narrativa “Uma Vida Qualquer” (2010) e “Pétalas d’água” (2018).

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