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O País – A verdade como notícia

Governo defende mercado segurador mais sólido e resiliente

A Primeira-Ministra, Benvinda Levy, defende o fortalecimento do mercado segurador moçambicano, como forma de garantir maior protecção aos cidadãos, empresas e investimentos face aos riscos associados às mudanças climáticas e à transformação da economia nacional. Benvinda Levy afirma que Moçambique está particularmente exposto a ciclones, cheias e secas, fenómenos que

O acadêmico Hélder Jauana não tem dúvidas. Daniel Chapo vai herdar um país com muita dificuldade. Por isso mesmo, do novo Presidente da República, o comentador da Stv

espera que a governação seja de ruptura necessária do passado, pois isso é o que o povo clama.

De igual modo, Hélder Jauana espera que Daniel Chapo seja capaz de responder aos anseios do povo e dialogar com todos os sectores da sociedade. “Isso é importante numa sociedade popularizada”, disse, esta manhã, durante o especial sobre a Tomada de Posse, da Stv.

Jauna lembrou ainda que a unidade nacional foi sempre o que permitiu aos moçambicanos resolver muitos conflitos. Estando os moçambicanos polarizados, disse, Chapo também herda um país em que jovens clamam por melhores condições de vida e oportunidades, em que 40%% da população é analfabeta. Portanto, o analista político revelou a sua expectativa em relação a um discurso de ruptura da tomada de posse de Daniel Chapo, ao anúncio do seu Governo, a sua acção como Presidente da República e do Governo.

No mesmo painel do programa, o analista político Alberto da Cruz falou da ausência dos presidentes dos outros países, que, no seu entender, tem a ver com o actual estado de insegurança em Moçambique. “Nenhum Presidente da República ousaria vir a um país com tamanha instabilidade”, defendeu Alberto da Cruz.

Para Cruz, formar um Governo de pessoas comprometidas, focado no bem-estar social, e trabalhar para o povo e não para servir os seus próprios interesses, é outro aspecto importante a considerar.

O académico Luís Covane defende que Daniel Chapo deve priorizar, no seu Governo, a estabilização do país e a busca da paz efectiva. Para Covane, é fundamental que se busquem soluções definitivas para a situação que se vive no país. 

É investido, hoje, o quinto Presidente de Moçambique, eleito nas eleições gerais de 9 de Outubro. Daniel Chapo vai assumir a presidência num momento em que o país é dos mais pobres do mundo, com quase 20 milhões de moçambicanos a viverem abaixo da linha da pobreza. 

Luís Covane reconhece a instabilidade que se vive no país, no entanto, reconhece que é um momento importante para os moçambicanos  e acredita que é uma cerimónia que mostra o desenvolvimento de práticas democráticas em Moçambique. 

Quanto aos desafios de Daniel Chapo, Covane destaca a urgência da estabilização do país, desafiando o novo Governo a aconselhar o novo Presidente, para que encontre uma solução definitiva para a situação que se vive no país.  “Há muito que se fala de diálogo, mas é preciso que se encontre uma plataforma de entendimento entre os moçambicanos”, explicou. 

Marina Pachinuapa, antiga combatente, por sua vez, diz acreditar que Chapo vai responder aos anseios da sociedade, pois “é um presidente jovem e conhece as necessidades dos jovens”. Acrescenta ainda que há necessidade de trabalho conjunto para o desenvolvimento do país. 

A Praça da Independência, na Cidade de Maputo, começa a ficar preenchida por todos os convidados da cerimónia de investidura de Daniel Chapo como o quinto Presidente da República. Um desses convidados é o antigo Ministro dos Transportes e Comunicações, Tomaz Salomão. Para o político, o primeiro grande desafio do presidente eleito nas eleições de 9 de Outubro é reunir a família moçambicana desavinda.

Para Tomaz Salomão, família moçambicana desavinda são, por exemplo, os políticos, os partidos e a sociedade civil. “Temos de olhar o país na óptica do futuro. O maior desafio de Daniel Chapo, é reconciliar a família moçambicana”, frisou, momentos antes do início da cerimónia da tomada de posse.

O antigo Secretário Executivo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral roga que Daniel Chapo tenha sabedoria de reconciliar a todos os moçambicanos, apesar das diferenças evidentes. Para o efeito, sublinhou, o diálogo com os líderes da oposição é fundamental.

Os Presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, são os únicos chefes de Estado que confirmaram a sua presença na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira.

A vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula falou também da presença de três vice-Presidentes, nomeadamente da Tanzânia, Malawi e Quénia, bem como dos primeiros-ministros de Eswatini e do Ruanda.

Eldevina Materula acrescentou que oito ministros de diversos países estarão no evento, incluindo o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel.

Questionada se foi convidado o candidato Venâncio Mondlane, Eldevina Materula explicou que “esta é uma cerimónia aberta e está aberta para o candidato presidencial Venâncio Mondlane como também para a mamã do mercado (…). Venâncio Mondlane é um cidadão moçambicano e está convidado”.

São esperadas 2.500 pessoas para a cerimónia de tomada de posse de Daniel Chapo.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas, exonerou, através de Despacho Presidencial, Adriano Maleiane, do cargo de Ministro da Economia e Finanças.

Em Despacho Presidencial separado, o Chefe do Estado exonerou Armindo Tiago, do cargo de Ministro da Saúde.

Ainda no uso das competências que lhe são conferidas, o Presidente da República exonerou Benvida Levi e Arsénio Henriques, do cargo de Conselheiro do Presidente da República. 

Portugal vai estar representado, na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira, como novo Presidente da República de Moçambique, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O chefe da diplomacia portuguesa chega a Maputo no dia 15 de Janeiro. 

Pela primeira vez em anos, Portugal vai enviar um ministro, e não o Presidente da República, à cerimónia de tomada de posse do novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, nesta quarta-feira.

Segundo escreve a imprensa portuguesa, a hipótese de ir o Presidente da República foi posta de lado nas últimas horas, chegou a ser pedida a autorização de sobrevoo em nome de Marcelo Rebelo de Sousa, ficando a escolha a ser feita entre Rangel e, mais abaixo e na versão mais minimalista possível, o embaixador em Maputo, António Costa Moura. 

Outra hipótese seria o ministro da Presidência, abaixo de Rangel, que é ministro de Estado e número dois do Governo, mas esse cenário não terá estado em cima da mesa. 

Momentos depois de terminar a sessão de investidura dos deputados da Assembleia da República, na capital do país, esta segunda-feira, o Alto Comissariado Britânico Maputo fez uma publicação na sua página Facebook. 

A presença do  Alto Comissariado Britânico Maputo, representado por Helen Lewis, na cerimónia de tomada de posse dos deputados eleitos nas eleições legislativas de 9 de Outubro, segundo se pode ler na publicação daquela instituição, reflecte o apoio do Reino Unido às instituições políticas moçambicanas, bem como as ligações históricas entre os parlamentos de Moçambique e do Reino Unido.

Para o Alto Comissariado Britânico Maputo, as ligações políticas existentes entre Moçambique e Reino Unido são essenciais para promover um diálogo significativo e credível, que avança as reformas políticas necessárias, e é para todos os actores políticos, pelo que o Reino Unido está pronto para continuar a apoiar esse processo. 

O analista político Anastácio Chembeze diz que a actual legislatura terá o grande desafio de representar, verdadeiramente, os anseios de uma juventude irreverente e inconformada. Chembeze critica ainda a existência de deputados com idades acima de 60 anos, período legalmente instituído para reforma, na administração pública. 

A Assembleia da República, nesta décima legislatura, será composta por muitas caras novas, algumas estreantes e outras regressadas, sendo que algumas delas despertam curiosidade para o analista político Anastácio Chembeze. Para Chembeze, o grande desafio será representar os verdadeiros anseios dos jovens. 

O analista político questiona a existência de deputados com idade acima do legal para reforma, tais são os casos de Eneas Comiche, de 86 anos de idade, e Eduardo Nihia, de 83 anos, ambos da bancada da Frelimo.

Anastácio Chembeze falava nesta segunda-feira, no especial “Tomada de posse e investidura da X legislatura da Assembleia da República”, da Stv Notícias. 

 

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