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O País – A verdade como notícia

Governo defende mercado segurador mais sólido e resiliente

A Primeira-Ministra, Benvinda Levy, defende o fortalecimento do mercado segurador moçambicano, como forma de garantir maior protecção aos cidadãos, empresas e investimentos face aos riscos associados às mudanças climáticas e à transformação da economia nacional. Benvinda Levy afirma que Moçambique está particularmente exposto a ciclones, cheias e secas, fenómenos que

A presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, diz que a cerimónia de empossamento de Daniel Chapo foi o culminar de todo o processo eleitoral. Ribeiro disse, em entrevista aos jornalistas, esperar que a paz seja uma realidade no país.

“É, de facto, o culminar de todo o processo eleitoral. É o culminar de todo este trabalho. O que nós auguramos, agora, é que o nosso país consiga retornar à paz que perdemos momentaneamente.

Já a antiga vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira, defende que o ” nosso país está cada  vez mais exposto àquilo que é o processo de endividamento, quer seja ao nível de recursos externos.”

A antiga governante defende, por isso, que “temos que verificar como podemos redimensionar, minimizando aquilo que é a nossa exposição à dívida pública interna e externa. Nós sabemos que o maior crescimento da nossa população acaba impondo despesas maioritariamente nas áreas sociais”.

O Presidente da África do Sul disse, hoje, esperar dos moçambicanos espírito de unidade para um futuro mais brilhante. Cyril Ramaphosa assistiu à tomada de posse de Daniel Chapo como Chefe de Estado de Moçambique.

Em comunicado, Cyril Ramaphosa referiu que a tomada de posse de Daniel Chapo “constitui uma oportunidade para todo o povo de Moçambique trabalhar em conjunto em prol da paz, da democracia e do desenvolvimento”.

Ramaphosa disse, também, que espera trabalhar em estreita colaboração com Daniel Chapo, para “reforçar ainda mais as fortes relações fraternas existentes entre os dois países”. 

 

O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, desafia o novo Presidente da República, Daniel Chapo, a implementar e transformar em acções tudo o que disse no seu discurso. Forquilha entende que o discurso de Daniel Chapo é de esperança, mas realça a necessidade de se atacar os principais problemas que o país enfrenta, como é o caso da corrupção e melhoria dos serviços essenciais, saúde e educação. 

“Já houve muitos discursos e, por sinal, bonitos. O que se pretende é que haja mais acção. É isso que as pessoas esperam ver”, disse Daniel Chapo.

FUTURO DE MOÇAMBIQUE 

No seu primeiro discurso como Presidente da República, Daniel Chapo disse que o  futuro de Moçambique está nas mãos de todos os moçambicanos, por isso, pede união, coragem e determinação. No entanto, reconhece que não será uma jornada fácil, “mas temos que ter plena confiança na força do nosso povo. Cada um de vocês tem um papel vital nesta transformação, renovação, mudança e esperança. Este Governo será incansável, mas o  verdadeiro poder de mudança está na nossa capacidade de trabalhar juntos, como uma só Nação”.

E porque conhece os desafios a serem enfrentados para o alcance dos seus objectivos, Daniel Chapo falou várias vezes de uma série de medidas, com maior destaque para o sector da Educação e Saúde.

“A saúde é um direito básico e garantir o acesso universal a serviços de qualidade é uma obrigação do Estado. Ainda assim, enfrentamos um sistema de saúde fragilizado, onde a falta de recursos e infra-estrutura limita o atendimento a quem mais precisa. Não podemos aceitar que moçambicanos sofram ou percam as suas vidas por doenças evitáveis, por falta de medicamentos ou por atendimento inadequado”. Por isso, anuncio as seguintes acções:

Expansão dos Centros de Saúde: equipamento e expansão dos centros comunitários de saúde, especialmente nas áreas rurais. Cada vila e localidade terá acesso a cuidados básicos. Serão criadas unidades móveis de saúde para atender comunidades remotas.

Parcerias para Hospitais de Referência: Incentivo a parcerias público-privadas para construir hospitais especializados, capazes de atender casos complexos e reduzir a necessidade de tratamentos no exterior.

Saúde Preventiva: Lançamento de campanhas nacionais de vacinação e educação sobre saúde, com foco na prevenção de doenças e na promoção de hábitos saudáveis. “Trabalharemos para garantir que medicamentos essenciais estejam disponíveis e acessíveis a todos”, disse.

Dignidade e Valorização dos Profissionais de Saúde: melhorias das condições de trabalho dos médicos e enfermeiros e agentes de serviço, fornecendo os equipamentos e materiais necessários para o exercício das suas funções.

Daniel Chapo considera que “não há desenvolvimento sem educação de qualidade”, por isso anunciou:

Reforma dos Recursos Educacionais: Livros escolares gratuitos serão distribuídos, tanto em formato impresso quanto digital, assegurando que nenhuma criança fique sem acesso ao material necessário. O processo de revisão dos livros será regulado para evitar desperdícios e garantir a sua disponibilidade no início do ano lectivo.

Infra-estrutura Escolar: Investimento na construção e renovação de escolas, especialmente em áreas rurais, para garantir que todos os estudantes aprendam em condições dignas.

Valorização do Professor: melhorias das condições de trabalho para motivar os professores, reconhecendo-os como agentes transformadores. “Programas de capacitação serão oferecidos para garantir que os nossos educadores estejam preparados para os desafios do século XXI”

 

Passavam poucos minutos depois das 11 horas, quando Daniel Francisco Chapo foi oficialmente declarado como o quinto Presidente da República de Moçambique. Na Praça da Independência, Cidade de Maputo, Daniel Chapo recebeu os símbolos de poder das mãos da Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro.

Os símbolos de poder recebidos pelo quinto Chefe do Estado incluem a Constituição da República, a bandeira nacional, o emblema da República e e um martelo.

A tomada de posse de Daniel Chapo foi testemunhada por cerca de 2500 convidados. Entre eles o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o Presidente da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, ou o Ministro dos Negocios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. 

O quarto Presidente da República, Filipe Nyusi, despediu-se, esta manhã, das suas funções com sentimento de gratidão.

Ao fim de uma década ao serviço da pátria, como Presidente da República, Filipe Nyusi subiu ao pódio, na Praça da Independência, para se dirigir aos moçambicanos, no seu derradeiro discurso como Chefe do Estado.

Na sua intervenção, Filipe Nyusi disse que é com respeito e gratidão a todos os moçambicanos, no país e no estrangeiro, que se despede, uma vez que o povo lhe conferiu a grande oportunidade de governar.

Nyusi agradeceu pelo carinho, pelo apoio de todos os que, com ele, mesmo tendo enfrentado condições adversas de governabilidade, souberam liderar os destinos do país.

Filipe Nyusi falou dos desastres naturais que afectaram a econonomia, falou da tensao militar no Centro, do terrorismo que causou mortes e deslocados em Cabo Delgado, da COVID-19 e dos desafios das restrições orçamentais impostas pelos países, como factores críticos de governação. Ainda assim, o apoio popular, dos membros do Governo, do seu partido Frelimo, de líderes da oposição, como Afonso Dhlakama e Ossufo Momade, dos parceiros, das FDS e da SADC foi determinante para que a liderança dos destinos do país prosseguisse com efeito.

Segundo Nyusi, o seu Governo, muitas vezes, fez omeletes sem ovos suficientes.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal aterrou na Cidade de Maputo para representar o seu país na tomada de posse de Daniel Chapo, Presidente eleito nas eleições de 9 de Outubro.

Na Praça da Independência, Paulo Rangel falou da relação histórica entre Moçambique e Portugal, que precisa ser aprofundada.

Igualmente, Paulo Rangel disse que o destino de desenvolvimento e prosperidade que se almeja para Moçambique é uma realização que também alegra Portugal.

Por conseguinte, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal lembrou que o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, tem uma ligação íntima com Moçambique, como todos os portugueses. E ainda acrescentou, dizendo que, deixa uma mensagem calorosa e de esperança para os moçambicanos, de modo que possam alcançar condições de prosperidade e um  futuro decente para as crianças e para os jovens.

Graça Machel foi à Praça da Independência para acompanhar a cerimonia de investidura de Daniel Chapo. Ao chegar ao local, a activista social defendeu aos jornalistas que este é o momento de os moçambicanos aproveitarem darem as mãos uns aos outros  e caminharem juntos por um Moçambique para todos, em que cada um se sinta filho da pátria.

Para Graça Machel, os moçambicanos não devem perder a grande oportunidade de se unir. 

Paralelamente, continuou, agradeceu a todos os que se esforçaram para que a tomada de posse dos deputados, na segunda-feira, e cerimónia de investidura do presidente eleito acontecesse, porque, rematou, houve forças muito poderosas que não queriam que tal acontecesse. 

Na ocasião, o Bastonário da Ordem dos Advogados mostrou-se expectante pela eparação de poderes, com respeito pelos direitos fundamentais cruciais para democracia.

“Precisamos de diálogo e de reconciliação, de consensos para o futuro, com separação de poderes, o que não é um problema jurídico, mas político. É possível sermos amigos da transparência e da inclusão. E não se desenvolve um povo com violação dos direitos humanos”, finalizou.

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, é uma das altas personalidades presentes na tomada de posse de Daniel Chapo, na Praça da Independência, na Cidade de Maputo. Falando à imprensa, Guebuza afirmou que espera que o quinto Chefe de Estado moçambicano absorva a realidade de tensão que Moçambique enfrenta nos últimos meses.

Questionado pelos jornalistas, Armando Guebuza disse ainda que espera que Daniel Chapo possa fazer o milagre que todos esperam que ele faça.

Na Praça da Independência também intervieram mais convidados. Como o Antigo Procurador Geral da República, Augusto Paulino, para quem o trabalho com as leis é fundamental para a construção do Estado democratico. 

Por sua vez, o acadêmico Jamisse Taimo defendeu a abertura ao diálogo por parte de todos os actores políticos, a partir do momento da tomada de posse Daniel Chapo. 

Taimo lembrou que a abertura ao diálogo é fundamental porque o país, como o mundo em geral, encontra-se numa situação de crise econômica profunda. Logo, sem estabilidade, o investimento que seria para o desenvolvimento, pode ter que ir para resolução dos conflitos, o que não iria priorizar a paz almejada para se dar o salto de qualidade.

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