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O País – A verdade como notícia

A ala militar da Renamo, na Província de Nampula, quer o afastamento da delegada política provincial e do presidente da Renamo. Um grupo de ex-guerrilheiros foi trancar as portas da delegação política provincial na cidade de Nampula.

São homens e mulheres da ala militar da Renamo, que se dizem desprezados e enganados pela delegada política provincial em Nampula, assim como pelo presidente do partido, Ossufo Momade, por isso foram até à delegação política provincial esta terça-feira e com recurso a cadeados trancaram os principais acessos.

Em resposta, e numa clara representação da ala da delegada política, Nelson Carvalho deu uma conferência de imprensa esta quarta-feira, defronte da delegação da cidade, com um posicionamento em que explicava que as portas foram trancadas para evitar confrontos e desordem.

Desde as últimas eleições, a delegada provincial da Renamo foi poucas vezes  vista em público em Nampula.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, nesta tarde, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade Maputo, que a reconciliação e a unidade nacional entre os moçambicanos deve prevalecer. Segundo disse, alguns cidadãos condenados durante o processo eleitoral irão beneficiar de indulto presidencial.

Numa cerimónia considerada histórica, por Daniel Chapo, referente à assinatura do compromisso político para o diálogo nacional inclusivo, representantes de nove formações políticas assinaram compromissos para um diálogo nacional inclusivo, de modo a que juntos possam garantir o restabelecimento do Estado mais transparente, participativo e previsível. Entre as formações, destacam-se a Frelimo, o PODEMOS, a Renamo, o MDM, a Nova Democracia e a Revolução Democrática.

Durante o seu discurso, Daniel Chapo explicou que, com o compromisso, se visa criar uma plataforma de diálogo que seja abrangente a todas as forças vivas moçambicanas, entre as quais a sociedade civil, a academia e todos os moçambicanos do Rovuma ao Maputo.

Assim, rumo à pretendida unidade nacional, Chapo disse que os indultos a determinados cidadãos condenados durante processo eleitoral serão avaliados caso a caso.

Numa altura em que o país se prepara para celebrar os 50 anos da proclamação da Independência Nacional, Chapo ressaltou que os moçambicanos estão com os olhos postos no futuro e numa reconciliação efectiva. Se o compromisso for aplicado, como o Presidente acredita, os moçambicanos darão um passo importante para um Estado inclusivo.

Segundo lembrou o Chefe do Estado, o presente compromisso constitui o culminar do processo de negociações iniciado há quatro meses pelo antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, após as eleições de 9 de Outubro. Chapo explicou que os encontros se iniciaram com um certo formato e evoluíram para o actual, no qual se debatem os interesses do Estado, e não individuais.

“O compromisso é sobre o Estado e não sobre pessoas”, disse, sublinhando que se pretende discutir o país com a profunda vontade de tomar decisões corajosas, pensando em pessoas ou interesses de grupo.

Para Chapo, o acordo assinado abre perspectivas para reformas no país, incluindo a revisão constitucional e materiais de governança. E sublinhou que “a reconciliação e unidade devem ser o nosso centro nestes debates todos”, e Moçambique deve continuar uno e indivisível.

Chapo que o compromisso assinado abria caminhos para a cidadania, pois entende que as pessoas devem encontrar nas instituições públicas espaço para reivindicar os seus direitos.

Nove partidos políticos assinaram, esta tarde, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, um compromisso político para o diálogo nacional inclusivo. Trata-se de partidos com assento parlamentar, nomeadamente a Frelimo, o PODEMOS, a Renamo e o MDM, e outros extra-parlamentares, como é o caso da Revolução Democrática e Nova Democracia.

A cerimónia de assinatura contou com a presença de membros políticos, sociedade civil, membros das confissões religiosas, corpo diplomático, representante do Governo do Zimbabwe e Tanzania, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, deputados e Provedor da Justica, entre outros.

Falando em nome dos partidos signatários, Albino Forquilha afirmou que o encontro se reveste de grande importância na historia da geopolítica moçambicana e que se  circunscreve dentro da vontade politica de todos os moçambicanos, de modo que, de forma colectiva, no espírito de uma só pátria, seja possível restaurar a paz e o desenvolvimento inclusivo, rumo  ao estabelecimento Estado de direito e democratico.

Segundo disse Albino Forquilha, os partidos signatários acreditam na democracia e que o diálogo franco pode trazer entendimentos de forma pacífica, para que os grandes problemas se resolvam. Forquilha disse ainda que Moçambique deve estar unido na diversidade, e, assim, eliminar de uma vez para sempre as cíclicas adversidades com que o país se deparara.

Como homens de boa fé e no amor à pátria, acrescentou Albino Forquilha, “nao podemos normalizar a perturbação da ordem pública e circulação de pessoas, pois isto tem impacto na vida quotidiana. Como povo unido, precisamos de acabar com constantes instabilidades e crises que causam mais danos às famílias mocambicanas”.

Para Forquilha, em representação dos partidos signatários, as eleições gerais de 9 de Outubro foram marcadas por tensões políticas, com perdas de vidas e danos económicos. Com efeito, hoje, com clareza e objectividade, os partidos afirmaram que, doravante, a vontade política será inabalável como conquista do povo moçambicano. “Devemos nos engajar com dedicação e responsabilidade em todos os actos reformistas, em conformidade com a nossa ordem constitucional”. E rematou: “Com este  compromisso, abre-se novos horizontes para o pais”, capaz de realizar eleições justas e transparentes.

O Presidente da República conferiu, esta tarde, posse a sete secretários de Estado ministeriais. Durante a cerimonia, na Presidência da República, Daniel Chapo disse que o evento decorria num momento desafiador no país, pois, nos últimos quatro meses, o cenário social e econmico não é dos melhores. Por isso mesmo, convidou os secretários de Estado ministeriais empossados a abordar melhores formas de governação.

Diante de uma situação desafiante, Chapo considera que as dificuldades devem constituir uma oportunidade de superação.

Chapo disse que o Governo reconhece que a sociedade clama por melhor organização do sector mineiro, ensino superior de qualidade e equidade de género. Para o alcance de tais anseios, os secretários de Estado ministeriais, junto do Governo, devem manter foco no trabalho e na busca de soluções e evitar estarem rodeados de pessoas com perfil de bajuladores, pessoas corruptas ou que não sabem criticar de forma construtiva.

Para os cargos, disse Daniel Chapo, foram escolhidas pessoas que os dão garantias que vão fazer diferente na vida dos moçambicanos, com conhecimento nas áreas onde vão actuar, inclusivamente, com destreza e competência técnica que lhes é reconhecida.

Chapo disse ainda que ninguém espera por desculpas e lamentações, por parte dos secretários de Estado ministeriais. Pelo contrário, “esperamos resultados muito positivos e tangíveis”, afirmou.

Ao Secretário do Tesouro, Chapo disse que, entre várias tarefas,  cabe garantir recursos financeiros, coordenar o subsistema do tesouro público e melhorar a gestão da conta de tesouro e garantir permanente liquidez do Estado.

Ao Secretário da Terra e Ambiente, Chapo disse que cabe coordenar ações para mitigar causas das mudanças climáticas e assegurar a execução de políticas viáveis para os moçambicanos no sector.

Ao Secretário das Minas, Chapo lembrou que o sector enfrenta desafios, como contrabando, fraco domínio de alguns operadores e reassentamento de moradores. Por isso mesmo, é urgente encontrar soluções para o sector de minas, nem que seja necessário rever a legislação, para que se torne verdadeira agência de desenvolvimento do país.

Ao Secretário da Ciência e Ensino Superior, Chapo disse que se pretende que esteja ao serviço da nação, elevando o nível dos graduados, de modo que, com isso, possam concorrer com outros graduados do mundo, bem como criar cursos que respondam às reais necessidades do país.

Ao Secretário do Ensino Técnico e Profissional, Chapo exigiu traquejo profissional e massificação do ensino técnico profissional, para que a maior parte dos jovens possam ter empregos e possam gerar os próprios empregos.

Ao Secretário do Género e Acção Social, Chapo disse que cabe dinamizar a execução de medidas de género, valorização do papel das relações de género na família, desenvolver programas que elevem a consciência, promover medidas para combate ao violência baseada no género

Ao Secretário da Juventude, Chapo disse que o Governo deposita toda confiança nas mãos dos jovens, pois se não se investir nos jovens, “estaremos a hipotecar o seu futuro e adiar o alcance da independência económica por parte de Moçambique”.

Ao Secretário da Industria, Chapo disse que cabe encontrar soluções para melhorar a paisagem industrial em Moçambique, repleta de pequenas, médias e grandes indústrias, e implementar programa de industrialização de Moçambique, o que pode impactar na redução de importações e equilibrar balança comercial.

O Presidente da República diz que o Governo está a trabalhar com os órgãos da justiça para que os criminosos no âmbito das manifestações ilegais sejam responsabilizados. Daniel Chapo levou o assunto e sequestros na sua agenda da visita à África do Sul.

Dois assuntos de grande destaque na sociedade moçambicana estiveram na agenda da visita do Presidente da República, Daniel Chapo, a África do Sul. Designadamente, tensão pós-eleitoral e sequestros.

No tocante às manifestações, que têm vindo a acontecer no país, que diz serem violentas e ilegais, Daniel Chapo diz que os envolvidos devem ser, todos eles, responsabilizados.

Sobre a necessidade de diálogo para pôr fim aos protestos violentos, o Chefe de Estado diz que o acordo e compromisso político para um diálogo nacional inclusivo, desta quarta-feira, vai permitir que todos moçambicanos, sem exclusão, apresentem suas ideias.

O Presidente da República explica que o objectivo do compromisso político para o diálogo não é discutir pessoas, mas garantir a estabilidade social.

Para que haja paz efectiva, o Presidente da República explicou ainda que não vê problemas em o país voltar a ter uma lei eleitoral sem um cunho partidário.

Quanto aos raptos no país, Daniel Chapo diz haver necessidade de extraditar os envolvidos que se escondem na vizinha África do Sul.

Na visita à terra do Rand, Daniel Chapo manteve um encontro com a comunidade moçambicana naquele país, a quem deu o ponto de situação social e política do país. Por lá, Chapo manifestou ainda a necessidade de uma fronteira de paragem única entre os dois países, mas ainda sem datas.

O Presidente da República orientou, esta quarta-feira, a cerimónia de celebração dos 35 anos da instituição financeira de desenvolvimento, GAPI. Na Cidade de Maputo, Daniel Chapo enalteceu uma iniciativa que vai gerar milhares de empregos para juventude, designadamente, a incubadora de negócios 2

A incubadora de negócios elogiada pelo Presidente da República vai impulsionar startups que vão gerar três mil postos de emprego no país. Para Chapo, os jovens são motores da inovação e desenvolvimento e transformação social. No entanto, enfrentam desafios para ingressar no mercado de trabalho.

A fim de se reverterem as dificuldades enfrentadas pelos jovens, Chapo entende que o país precisa de agir em conjunto, Governo, empresas, escolas e própria juventude, pois assim podem surgir oportunidades reais. Por essa razão, o Chefe do Estado abraçou a iniciativa incubadora de negócios, que vai fomentar empregabilidade e desenvolvimento inclusivo em Niassa, Cabo Delgado e Nampula. Portanto, o foco do empreendedorismo e de emprego es a zona rural.

No evento de celebração dos 35 anos do GAPI, Daniel Chapo lembrou que os jovens são motores da inovação e desenvolvimento e transformação social, o que implica a colaboração das empresas, que devem repensar práticas de contratação, valorizando a criatividade dos jovens sem que a falta de experiência seja um obstáculo.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, encontra-se, hoje, na Cidade do Cabo, África do Sul, para uma visita de trabalho a convite do seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, tendo no centro das discussões questões ligadas à cooperação económica, com ênfase na melhoria das infra-estruturas de transportes e logística entre os dois países, fundamentais para o fluxo comercial e o desenvolvimento regional.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, adianta uma nota de imprensa,  afirmou, hoje, que Moçambique e África do Sul estão empenhados em melhorar a integração fronteiriça e a eficiência no Corredor da N4, um dos principais eixos de ligação entre os dois países. “Precisamos melhorar a celeridade no processo de tramitação de expediente na Fronteira de Ressano Garcia. A integração de sistemas é urgente para permitir um melhor manuseamento de carga”, destacou o governante, referindo-se aos atrasos que afectam toda a cadeia logística.

Outro ponto relevante da agenda é a possível transformação da Fronteira da Ponta do Ouro

num posto de passagem comercial. Segundo Matlombe, “há um grande potencial nessa fronteira para facilitar as trocas comerciais entre os dois povos”. 

O interesse de ambos os governos é maximizar ganhos e estimular o fluxo económico na região.

O sector ferroviário também está em destaque nas conversas entre as delegações. Nos últimos três anos, a quantidade de carga transportada por ferrovia no Corredor de Maputo subiu de 30 por cento para 50 por cento, graças a investimentos na linha Ressano Garcia/Maputo. “Estamos a investir cerca de 200 milhões de dólares [norte-americanos] para ampliar a capacidade do terminal de contentores no Porto de Maputo, além de mais 180 milhões de dólares para o terminal de carvão”, revelou Matlombe.

Sobre o transporte ferroviário de passageiros, o ministro explicou que a prioridade é fortalecer a infra-estrutura. “O transporte de passageiros é uma componente social, mas a carga é o foco principal. Com a recente duplicação da linha, esperamos melhorar as frequências e incentivar o uso do sistema ferroviário”, disse.

A curto prazo, a principal expectativa é a imediata integração de sistemas para aumentar a eficiência logística e gerar maiores receitas fiscais. “Já temos infra-estrutura pronta para essa integração dos dois lados. Falta apenas a decisão política”, afirmou o ministro, destacando a importância de avanços concretos nesta visita.

O reforço da cooperação entre Moçambique e África do Sul no sector de transportes e logística é um passo estratégico para o crescimento económico regional. O encontro entre os dois chefes de Estado poderá definir novos rumos para facilitar o comércio e fortalecer os laços históricos e de irmandade entre as duas nações.

Além disso, espera-se que a modernização das infra-estruturas logísticas e ferroviárias impulsione o comércio bilateral e a integração económica da região sul do continente africano. A implementação eficiente desses projectos poderá reduzir significativamente os custos operacionais, tornando o transporte mais acessível e ágil para empresas e cidadãos dos dois países.

O encontro também deve reforçar a importância dos investimentos sul-africanos em Moçambique, com destaque para o sector portuário. A proximidade geográfica e as vantagens competitivas do Porto de Maputo fazem dele um ponto estratégico para escoamento de mercadorias sul-africanas, fortalecendo ainda mais a parceria económica entre os dois países e aumentando o potencial de exportações, adianta a mesma nota de imprensa.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou, através de Despachos Presidenciais separados, a Amílcar Tivane, para o cargo de Secretário de Estado de Tesouro e Orçamento; Gustavo Djedje, para o cargo de Secretário de Estado de Terra e Ambiente;  Jorge Daudo, para o cargo de Secretário de Estado de Minas; Edson Macuácua, para o cargo de Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior; Leo Jamal, para o cargo de Secretário de Estado de Ensino Técnico Profissional; Abdul Esmail, para o cargo de Secretário de Estado de Género e Acção Social; e  Emília Araujo, para o cargo de Secretário de Estado da Juventude.

As tomadas de posse estão marcadas para amanhã, pelas 14 horas, no Gabinete da Presidência da República, na Cidade de Maputo. 

 

A primeira secretária da Frelimo em Inhambane diz que a arrogância e nepotismo por parte dos gestores públicos pode afastar a Frelimo do povo. Adélia Macucule defende também que todas acções dos governos municipais devem ser apenas voltadas para resolver os problemas da população 

A primeira secretária da Frelimo em Inhambane dirigiu uma mensagem clara e incisiva aos gestores públicos da província. Num encontro com presidentes de municípios e membros das assembleias municipais, Macucule apelou ao afastamento de comportamentos de arrogância e nepotismo que, segundo ela, podem criar um fosso entre o partido e a população.  

A reunião decorreu num contexto sensível, marcado por protestos que resultaram na vandalização de 16 sedes de comités de círculo e distritais da Frelimo.  

Falando aos jornalistas, no final do encontro, Adélia Macucule condenou os actos de vandalismo  e garantiu que o partido mantém-se resiliente e empenhado em continuar a trabalhar junto das comunidades.  

Apesar dos desafios, a Frelimo reforça o compromisso de trabalhar de forma transparente e próxima das comunidades, numa altura em que os olhos da população estão atentos à resposta dos seus líderes.  

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