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O País – A verdade como notícia

A Frelimo diz que a assinatura do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, realizada a 5 de Março, é um passo determinante para a construção de um futuro de paz e desenvolvimento do país.

“Este acordo, que envolve partidos políticos com assento na Assembleia da República, Assembleias Provinciais, Autárquicas e outras forças vivas da sociedade, constitui um passo determinante para a construção de um futuro de paz e desenvolvimento”, disse Ludmila Maguni, Porta-Voz da FRELIMO.

A Comissão Política da Frelimo considera “este um momento sublime na história do país, reforçando a necessidade de unidade entre todos os moçambicanos, independentemente de sua afiliação política, origem étnica ou crença religiosa”.

Apesar do dialogo em curso, o partido no poder lembra que o compromisso com as reformas na administração pública, no sistema eleitoral e na descentralização deve continuar a ser prioridade, “consolidando um Estado de Direito Democrático cada vez mais inclusivo e próximo do cidadão”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que o balanço da assinatura do Compromisso para o Diálogo Nacional Inclusivo é “extremamente positivo”, destacando a participação de diversos sectores da sociedade e a continuidade do processo. A avaliação foi feita hoje, em Maputo, após um encontro com partidos políticos, para discutir os próximos passos da implementação do compromisso assinado a 5 de Março.

“O objectivo principal deste encontro de hoje era fazer o balanço. Como sabem, no dia 5 de Março assinou-se o Compromisso para o Diálogo Nacional Inclusivo, e achámos que era muito importante os signatários fazerem um balanço”, afirmou o Chefe de Estado. Segundo ele, a cerimónia de assinatura decorreu conforme o previsto, contando com a presença de representantes da sociedade civil, partidos políticos, academia, juventude, mulheres, líderes religiosos e comunitários.

O Presidente destacou que a recepção do compromisso pela sociedade foi amplamente positiva. “A conclusão a que os signatários chegaram é que a sociedade recebeu muito bem a assinatura do acordo, sobretudo pelo facto de ter ficado claro que o acordo não prevê discutir pessoas, não prevê discutir interesses pessoais, não prevê discutir interesses de grupos, mas prevê discutir e debater o país que todos nós pretendemos como moçambicanos, do Rovuma ao Maputo”, frisou.

Daniel Chapo sublinhou que este processo não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida, convocando a participação de todos os moçambicanos. “Achamos que foi importante o facto também de a sociedade toda ter-se apercebido que, afinal de contas, não é o fim de um processo, mas é o início de um processo. Sendo o início de um processo, todos os moçambicanos são chamados a participar”, acrescentou.

Durante o encontro, foi também discutida a necessidade de implementação das próximas etapas do compromisso, nomeadamente a inclusão de três figuras da sociedade civil no grupo de trabalho encarregado de conduzir o processo. “Chegámos à conclusão de que no próprio documento aparece a necessidade de termos três figuras da sociedade civil, e achamos que vão ter que ser desenhados os termos de referência para a inclusão destas figuras, de reconhecido mérito na sociedade”, explicou o Presidente.

Outro ponto destacado foi a elaboração de um Plano de Acção para a implementação do compromisso. “Nos próximos dias vai haver o desenho do Plano de Acção, por um lado, e vai haver também o desenho do Termo de Referência para a integração de três figuras da sociedade civil”, avançou Daniel Chapo.

A Presidência da República assumiu ainda o compromisso de submeter o documento à Assembleia da República para debate e possível transformação em lei. “Ficou a responsabilidade sobre a nossa parte, como Presidência [da República], para darmos entrada a este documento ao nível da Assembleia da República [o parlamento], como no próprio documento está escrito, para que a Assembleia da República possa realmente debater”, afirmou, reforçando que a intenção é que o compromisso seja aprovado e publicado no Boletim da República.

No final da reunião, o Chefe de Estado reiterou que o consenso geral é de que o balanço do processo foi positivo. “O que nós vimos no meio de tudo isto foi um consenso de que o balanço é extremamente positivo, por um lado, pela forma como foi realizada a cerimónia, como decorreram as assinaturas, mas também como a sociedade recebeu o documento”, concluiu.

A expectativa agora recai sobre os próximos passos do diálogo, com a participação activa da sociedade e a concretização das medidas previstas no compromisso, reforçando o caminho para uma governação mais inclusiva e participativa em Moçambique.

A Procuradoria Geral da República aplicou o Termo de Identidade e Residência a Venâncio Mondlane, no âmbito do processo que corre contra si, associado às manifestações violentas que tiveram lugar no país, e que culminaram com vandalizados e saques a bens públicos e privados. 

Isto significa que Venâncio não pode mudar de residência por mais de cinco dias, o que inclui também determinadas deslocações, sem comunicar a PGR.

“Foi uma medida, digamos assim, sancionatória ou de limitação. É o Termo de Identidade de Residência. Isso significa que eu não posso me deslocar sem avisar a procuradoria, não posso ficar mais de cinco dias fora da minha própria casa. Portanto, são aquelas questões básicas do Termo de Identidade de Residência. Eu, honestamente, vou namorar um pouco mais a procuradoria. A única questão é que todos os movimentos, para além de cinco dias, têm de ser informados”, reagiu Venâncio Mondlane, após ser ouvido pela Procuradoria.

O termo de identidade e residência é uma medida de coação aplicada em processos penais no país. É uma das medidas menos graves de coação e é aplicado quando um indivíduo é constituído arguido.

De acordo com o artigo 237 do Código do Processo Penal em vigor em Moçambique, são deveres do arguido: identificar-se e indicar a sua residência, não mudar de residência ou ausentar-se por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência e comparecer perante as autoridades sempre que a lei o obrigar ou for notificado para tal.

 

VENÂNCIO RESPONSABILIZA PRM PELOS SAQUES E VANDALIZADOS

Venâncio Mondlane diz não ter clareza de que crimes e acusação e questiona, ainda, a rapidez com que o assunto está a ser tratado, ao contrário dos vários processos por si submetidos.

“Há processos que estão aqui, que não têm praticamente andamento nenhum, mas o caso do Venâncio tem comunicados de imprensa, tem toda esta celeridade incrível, e com este aparato todo que é feito, e eu questionei a parcialidade da própria procuradoria, e disseram que vão nos dar a oportunidade de nos explicarem, processo por processo, em que estágio, em que esses processos foram feitos”, explicou.

O ex-candidato presidencial atribuiu a responsabilidade pelos saques e vandalização à Polícia da República de Moçambique e explica: “os saques e vandalização toda a gente sabe que eles foram motivados por um facto precedente. A Polícia da República de Moçambique, com agentes qualificados e bem treinados, fizeram vandalização de armazéns, de lojas e de empreendimentos, e depois convocaram a população faminta para fazer o saque”, disse, acrescentando que 

“não só a Polícia vandalizou e convocou as pessoas para entrar e fazer o saque, temos imagens de saques que a própria Polícia fez para proveito próprio, Polícias a carregarem geleiras, a levarem arroz, a arrebentarem barracas, a tirarem bens, portanto, temos tudo isso”.

O executivo garante que vai cumprir integralmente o plano de 100 dias de governação. A informação foi dada hoje, pelo porta-voz do Governo, após mais uma sessão do Conselho de Ministros.

“O Governo apreciou o nível de cumprimento do plano de 100 dias de governação, que compreende 77 acções monitoradas por 96 indicadores. Volvidos 54 dias a este respeito, podemos partilhar as seguintes informações: 68 indicadores que estão acima de 50% de cumprimento, sendo que parte delas as ações foram concluídas em 100%, 18 indicadores entre 25% a 49% e 10 indicadores estão abaixo de 24% de implementação”, avançou Inocêncio Impissa.

Das acções concluídas, o destaque vai para dois sistemas de abastecimento de água em Nacala e em Nampula, 18 sistemas de abastecimento de água, dos quais 8 em Inhambane, 5 em Tete e outros 5 em Sofala. 

O Governo destacou também a construção de infraestruturas, como é o caso do Tribunal Provincial de Nampula e distritais nas províncias de Cabo Delgado, Tete e Sofala. No âmbito do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração foram alocados fundos a 26 pequenas e médias empresas, sendo 8 em Tete e Nampula, 6 em Cabo Delgado, 2 em Manica e 1 na Zambézia e outra em Sofala.

“Portanto, como se pode ver, há aqui indicações de que este plano está a ser executado devidamente e, até hoje, temos 68 indicadores dos 96 em implementação, mais de 50% concluídos e então podemos dizer que o plano de 100 dias será cumprido integralmente, como foi bem anunciado no início da sua aprovação”, garantiu o porta-voz do Governo.

Respondendo às questões dos jornalistas, o porta-voz do Governo disse que já iniciou o pagamento dos valores em dívida com fornecedores de bens e serviços ao Estado. “Portanto, na semana passada, começou o pagamento com fornecedores e, como dizemos, o pagamento é feito por partes. Portanto, já estão a ser contactados a partir das províncias, naturalmente, porque as contratações são feitas ao nível territorial e, naturalmente, pelos ministérios”.

E mais, esclareceu igualmente que o pagamento das horas extras já iniciou nos mesmos termos e que “há um trabalho que está a ser feito, um pouco mais complexo, porque nos apercebemos que no processo de pagamento, o processo de gestão desses pagamentos não está a ser de acordo com a nossa expectativa. Significando que temos que continuar a conversar com os gestores, aqueles que devem, efectivamente, fazer a distribuição pelos professores, pelo pessoal da saúde, inclusive, pelos funcionários, no geral, sobre como é que tem que ser feito o pagamento”.

Arranca a 26 de Março a primeira sessão ordinária da Assembleia da República. Serão levadas para o debate um rol de 26 matérias, com destaque para o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, Informações do Governo e Conta Geral do Estado.  

São ao todo 26 matérias elencadas para apreciação e discussão pela Assembleia da República, durante a primeira sessão ordinária, que vai decorrer entre os dias 26 de Março e 28 de Maio. 

A informação foi partilhada, esta terça-feira, depois da reunião entre a presidente do Parlamento, Margarida Talapa, e a Comissão permanente. 

“A Comissão Permanente da Assembleia da República, reunida nesta terça-feira, na sede de parlamento,  deliberou marcar para o dia 26 de Março corrente, o início da I sessão ordinária da Assembleia da República, na sua X Legislatura, cujo o término está previsto para o dia 28 de Maio de 2025”, avançou o porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República, Manuel Rodrigo.  

No encontro foi decidido igualmente, que cada deputado vai descontar um dia de seu salário para apoiar as vítimas do ciclone Jude. 

“Na ocasião, a mesa da Assembleia da República solidarizou-se com as vítimas da Tempestade Tropical Jude, que assola as províncias de Cabo Delgado, Nampula e Zambézia, através de uma contribuição de um dia de salário de cada um dos deputados moçambicanos”, avançou Manuel Rodrigo. 

Sobre as matérias levadas à I sessão ordinária, o porta-voz da Comissão Permanente esclareceu que há abertura para acréscimo de mais tópicos.

Houve confusão e pancadaria entre membros e simpatizantes da Renamo, na cidade de Tete.   O clima tenso instalou-se quando ex-guerrilheiros da Renamo, munidos de paus e outros instrumentos, decidiram encerrar as portas e expulsar os membros da actual direcção daquela formação política, por alegados maus tratos e enganos no processo DDR. Na sequência da confusão, quatro membros do grupo ficaram gravemente feridos.

“Nós somos militares, não há população. Todos que estão aqui são militares. O Presidente Ossufo está a maltratar-nos. Não recebemos o nosso dinheiro e estão a colocar população como delegados provinciais (…) Tem que sair, o delegado da província e o da cidade, não queremos mais, estão a estragar partido”, afirmou ex-guerrilheiro da Renamo.   

Os ex-guerrilheiros da Renamo, também exigem o afastamento imediato de Ossufo Momade do cargo de presidente, por estar a aniquilar os ideais do partido.  Caso não aconteça, ameaçam dirigir à revelia todas delegações políticas.

A polícia foi acionada, para garantir que parte dos membros da direção, que estavam trancados no interior do edifício onde funciona a delegação política da cidade, não fossem espancados. No entanto, a presença dos agentes não intimidou os militantes.

Devido a fortes ameaças dos ex- guerrilheiros, o delegado político da cidade junto de seu corpo de direção viram-se obrigados a renunciar aos cargos que exercem no partido para salvaguardar a sua integridade física.

“Para o meu bem e da minha família, a partir de hoje, deixo de ser delegado de Tete”, declarou Evaristo Sixpense. 

O delegado político provincial, já reagiu sobre o desentendimento no seio da Renamo em Tete e disse que se trata de indivíduos que pretendem desestabilizar o partido. 

 

Depois do adiamento da audiência de ontem, segunda-feira, justificada pelos seus mandatários, Venâncio Mondlane já está no interior da Procuradoria Geral da República, onde será ouvido no âmbito do processo 773/11/P/2024, no qual é acusado de incitamento à desobediência colectiva, no quadro das manifestações pós-eleitorais, que culminaram com a destruição de várias infra-estruturas públicas e privadas. 

Foi criado um cinto de segurança em fronte e nas proximidades da PGR, como forma de evitar a presença da população que se encontra acampada nos arredores.

Está adiada, para amanhã às 09 horas, a audição de Venâncio Mondlane. O pedido foi feito pelo próprio ex-candidato a Presidente da República, através de um ofício, submetido à Procuradoria Geral da República, pelo seu mandatário. 

A Procuradoria Geral da República tinha intimado Mondlane para o ouvir, hoje, no âmbito do processo 773/11/P/2024, no qual é acusado de incitamento à desobediência colectiva, no quadro das manifestações pós-eleitorais, que culminaram com a destruição de várias infra-estruturas públicas e privadas. 

Venâncio Mondlane saiu do país, na quinta-feira da semana passada, com destino a Gaberone, Botswana. No entanto, nas suas redes sociais, Mondlane confirma que estará presente na audiência de amanhã  

Mais de 200 ex-guerrilheiros da Renamo na Zambézia decidiram encerrar, esta sexta-feira, a delegação política da Renamo, por entender que está a haver uma gestão danosa ao nível do partido. 

O encerramento foi feito por volta das 12 horas e tudo porque acusam o líder do partido, Ossufo Momade, de má gestão e de ter desviado fundos. Dizem que não querem ver Momade à Frente do partido. 

Os homens dizem que vão continuar a remover os símbolos que estiverem ligados à sua imagem. 

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