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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se ontem, domingo à noite, com Venâncio Mondlane, antigo candidato presidencial, num encontro que visou abordar os desafios políticos do país e reforçar o compromisso com a reconciliação nacional.

De acordo com um comunicado da Presidência da República partilhado na madrugada desta segunda-feira, a reunião decorreu em Maputo e insere-se na agenda política recente do Chefe de Estado, “que tem privilegiado o diálogo com diversas forças políticas”.

A Presidencia diz que o encontro acontece num contexto de maior mobilização para um diálogo nacional inclusivo. Segundo o documento, “este compromisso visa estabelecer princípios e diretrizes para um diálogo nacional inclusivo, abordando questões essenciais como a revisão constitucional e a governação”, um processo que envolve partidos com representação nas diferentes instâncias legislativas do país.

O comunicado destaca que “o gesto do Presidente da República de dialogar com Venâncio Mondlane simboliza a vontade de construir pontes e promover um diálogo aberto e construtivo.” A Presidência sublinha que esse esforço será determinante para restaurar a confiança nas instituições democráticas e assegurar um ambiente político estável.

Na sequência da assinatura recente de um compromisso político entre o Governo e vários partidos, diz o comunicado, a iniciativa tem sido apresentada como um passo para estabilizar o ambiente político e abrir caminho para discussões estruturais sobre temas como revisão constitucional e governação.

Com a Assembleia da República ainda por se pronunciar sobre o documento que formaliza este compromisso, o “encontro entre Chapo e Mondlane reforça a tendência de maior abertura ao diálogo. Para alguns observadores, a continuidade destes encontros será determinante para restaurar a confiança nas instituições democráticas e assegurar um ambiente político estável”.

O Presidente da República está de visita de trabalho à República da Namíbia, onde participará na cerimónia de Investidura de Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah, Presidente eleita daquele país. A deslocação do Chefe de Estado coincide com as celebrações do 35º aniversário da independência namibiana, marcando um momento de relevância histórica e diplomática para a região austral de África.

A cerimónia de investidura de Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah reveste-se de grande significado para a Namíbia e para o continente africano, uma vez que a nova Chefe de Estado se torna a primeira mulher a assumir a Presidência do país. Foi eleita a quinta Presidente da República da Namíbia, o que faz com que a sua posse represente um marco no fortalecimento da participação feminina na liderança política da região.

De acordo com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuel dos Santos Lucas, o programa oficial inicia esta quinta-feira, primeiro dia da visita, com um banquete oferecido pelo actual Presidente namibiano aos Chefes de Estado presentes na cerimónia. 

Durante a sua estadia em Windhoek, Daniel Chapo manterá encontros com outros Chefes de Estado e de Governo presentes na cerimónia. Estas interacções servirão, segundo a ministra, para reforçar os laços diplomáticos e discutir temas de interesse mútuo, alinhados com a cooperação regional e os desafios comuns enfrentados pelos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu nesta quarta-feira, em cerimónia oficial, as Cartas Credenciais de três novos embaixadores acreditados em Moçambique: Satu Lassila, da Finlândia; Tran Thi Thu Thin, da República Socialista do Vietname; e Rostylay Tronenko, da Ucrânia. Durante os encontros, foram abordadas questões centrais sobre cooperação bilateral, destacando-se áreas como educação, digitalização, agricultura e apoio ao sector privado.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, destacou as relações históricas entre Moçambique e a Finlândia. “Sua Excelência o Presidente da República e a embaixadora passaram em revista a cooperação e estas relações históricas que temos com a Finlândia. Há muitas áreas que nós cooperamos com a Finlândia, mas hoje identificaram áreas que são vitais para Moçambique, e uma das áreas é educação”, afirmou, em declarações à imprensa no final da cerimónia.

A educação técnico-profissional foi um dos temas centrais das discussões, com a Finlândia a comprometer-se em apoiar a formação de jovens moçambicanos para facilitar sua inserção no mercado de trabalho. “A Finlândia vai também agora concentrar-se na área da educação, mas técnico-profissional, para poder dar oportunidade aos jovens a terem um instrumento para depois criarem o seu próprio emprego ou serem empregues pelo sector privado”, frisou a ministra.

Outro aspecto destacado na reunião foi a digitalização, uma área na qual a Finlândia é uma referência mundial. O país europeu pretende apoiar Moçambique na modernização dos serviços administrativos e no desenvolvimento tecnológico. Além disso, foram identificadas oportunidades na agricultura e na inovação.

Sobre a cooperação com o Vietname, a ministra sublinhou a história de colaboração entre os dois países, com ênfase na educação técnico-profissional e vocacional. “Vietname tem-nos apoiado na área da educação, e Sua Excelência o Presidente da República enfatizou a área de educação, mas educação técnico-profissional e vocacional”, disse.

O Vietname também manifestou interesse em expandir a cooperação na agricultura, além de se envolver no processo de digitalização da administração pública moçambicana. O sector privado vietnamita, já presente no país, pretende investir ainda mais nas áreas de recursos minerais e agricultura.

Em relação à Ucrânia, a ministra salientou o contributo do país na formação de quadros moçambicanos, tanto a nível militar como académico. “A Ucrânia sempre formou os nossos quadros, não só a nível militar, mas também a nível da formação clássica, educação”, destacou, acrescentando que mesmo após a eclosão da guerra, o país continua comprometido com a educação dos moçambicanos.

A produção de cereais foi outro ponto relevante na discussão com o embaixador da Ucrânia. “A Ucrânia é conhecida no mundo pela produção de cereais, como milho, arroz, trigo; então também foi um compromisso que o embaixador teve aqui com Sua Excelência o Presidente da República para poderem trabalhar nesta área da agricultura”, revelou a ministra.

No final dos encontros, o Presidente trocou impressões com os diplomatas sobre as reformas em curso em Moçambique, apelando ao apoio dos países da União Europeia, incluindo a Finlândia, para a promoção do diálogo inclusivo no país. Além disso, agradeceu as mensagens de felicitação enviadas pelos Chefes de Estado dos três países pela sua eleição como Presidente da República de Moçambique.

O número de mulheres assassinadas na província de  Sofala, pelos seus parceiros, é preocupante. Dados actualizados apontam para seis vítimas mortais só este ano. A última foi encontrada sem vida no sábado passado, depois de ter sido dada como desaparecida do convívio familiar há cerca de uma semana. 

De visita à  cidade da Beira, Chakil Aboobacar, secretário-geral da Frelimo, referiu que os casos de feminicídio derivam de conflitos passionais sem consenso, considerando que é urgente que os mesmos sejam imediatamente denunciados para que não cheguem ao extremo, com a morte de mulheres. 

“A pessoa que pratica feminicídio, neste caso, tem sido os homens, dão sinais, não acontece por acaso. É importante que as mulheres criem o hábito de denunciar. Por vezes, há uma forma de falar, há um gesto agressivo  e há sempre aquela expectativa de que não vai fazer mais, não vai acontecer mais. Acontece a primeira vez, acontece a segunda, acontece a terceira e a mulher não denuncia. De forma fatal, às vezes, temos acompanhado esses casos de que acabaram cometendo homicídio”, notou. “Então, o nosso apelo para a nossa mulher foi criado.  Há uma secretaria que atende a mulher especificamente para denunciar esses conflitos. Que a mulher denuncie. A questão da agressão à mulher é uma coisa que não deve ser permitida na sociedade actual. As pessoas têm que falar, têm que conversar”, apelou.

Aboobacar  falava durante a celebração do dia da OMM, apelando, na ocasião,  que as mulheres continuem a contribuir na construção de uma nação mais unida. E a mulher compreende a maioria do povo moçambicano.”Estamos convosco, contamos convosco”. 

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, condenou, hoje, a participação das mulheres nas manifestações violentas, que culminaram com saques e destruição de bens públicos e privados. Mariazinha Niquisse falava, este domingo, na praça da OMM, durante as celebrações dos 52 anos de criação da organização.

Canta-se Samora, canta-se Josina, recorda-se, neste domingo, o longínquo 16 de Março de 1973, o nascer da Organização da Mulher Moçambicana, OMM.

Várias gerações da OMM juntaram-se, nesta manhã, para marcar a efeméride, com a deposição de flores, presidida pela Secretária-geral da organização, em representação a Primeira-dama.

Após o encontro, Mariazinha Niquice destacou a importância da paz na edificação de uma sociedade justa.

“Usamos a ocasião para condenar veementemente as manifestações violentas e chamar a todos os moçambicanos  para maior união, em prol do desenvolvimento do nosso país. Violência e destruição nunca foram o caminho para o entendimento entre moçambicanos. Diálogo sim   e a conversa entre nós é o que devemos privilegiar para manter o nosso país em paz e a desenvolver”, disse Mariazinha Niquisse, secretária-geral da OMM. 

Para Niquisse os 52 anos da OMM devem servir para recordar as mulheres sobre o seu papel na sociedade.

“52 anos depois da fundação da OMM, assumimos que devemos continuar a dar o nosso melhor para glorificar os ideais que guiaram a origem da OMM: a necessidade de remover todos os obstáculos que impedem o desenvolvimento da mulher (…) Vemos as mulheres em frente a actos que escandalizam o nosso país, porque não é nossa cultura ver mulheres envolvidas nesses actos. A nossa cultura é vermos a mulher a desenvolver o nosso país e educar a nossa sociedade. Falo de  alcoolismo (…) Nós dizemos: greve sim, porque está na constituição, mas uma manifestação que está organizada e pacífica”, acrescentou Niquisse. 

A ministra da Educação, por sua vez, apontou para educação da mulher como um desafio, 52 anos depois.

“Nós como sector da Educação, estamos lá a lutar. A nível do ensino primário estamos próximos da paridade, mas a nível do ensino secundário temos mais meninas, e estamos a trabalhar no ensino técnico para termos mais meninas  a abraçarem as áreas de ciências naturais, estamos a falar de engenharia, de matemática e tecnologias” disse Samaria Toveja. 

Para o primeiro-secretário da Frelimo, a nível da capital, as mulheres devem ajudar-se mutuamente para o bem comum.

“O que nós temos estado a assistir é que o papel da mulher, de forma mais inclusiva e interventiva, tem ajudado aquelas que ainda não estão devidamente engajadas, para que elas possam assumir os seus deveres e obrigações, num sentido mais patriótico. Por esta via, darem a contribuição de forma proactiva  e não reactiva”, disse o Primeiro-secretário da Frelimo na cidade de Maputo. 

A OMM foi criada durante a luta de libertação de Moçambique, como braço civil feminino da Frelimo, com o objectivo de promover a educação e emancipação das mulheres.

 

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, apelou aos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para redobrar esforços na operacionalização efectiva do Centro de Operações Humanitárias e Emergências (COHE), sediado em Nacala, para enfrentar os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos na região.

O apelo foi feito durante a reunião do Conselho de Ministros da SADC, que decorreu entre 12 e 15 de Março, em Harare, no Zimbabwe. No seu discurso, a Ministra destacou a frequente ocorrência de fenómenos climáticos severos, como os ciclones Chido e Dikeledi, que recentemente afectaram Moçambique, causando estragos significativos.

Maria Manuela Lucas reconheceu os avanços alcançados na operacionalização do COHE, salientando a instalação de salas de crise e o treinamento da primeira equipa de resposta rápida da SADC. “Temos testemunhado a disseminação de informação pelo COHE sobre a ocorrência de ciclones tropicais, permitindo que comunidades e instituições adoptem medidas antecipadas, reduzindo perdas humanas e reforçando meios de subsistência”, afirmou.

A ministra reiterou o compromisso do Governo de Moçambique na mobilização de recursos para o fortalecimento do COHE e para o aumento da resiliência climática na região.

No âmbito da reunião ministerial, Maria Manuela Lucas também realizou encontros bilaterais com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Malawi e da Namíbia, visando fortalecer as relações de amizade e cooperação entre os países.

A União Europeia reafirmou o seu compromisso em apoiar as reformas estruturais em Moçambique, num encontro entre o embaixador Antonino Maggiore e o coordenador executivo do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, Osvaldo João Machatine. O encontro contou ainda com a participação de embaixadores de 11 países da UE residentes no país.

Durante a reunião, Maggiore destacou a importância das reformas para o desenvolvimento económico e social de Moçambique, sublinhando a disponibilidade da União Europeia e dos seus Estados-membros para apoiar o processo. O diplomata reconheceu os desafios inerentes à implementação das reformas, mas enfatizou a necessidade de avançar com mudanças substanciais.

REFORMAS PARA TODA A SOCIEDADE

Maggiore esclareceu que, para a União Europeia, as reformas governamentais vão além de melhorias institucionais, englobando também benefícios diretos para a população, o sector privado e a área social. “A União Europeia e os Estados-membros querem trabalhar com Moçambique para Moçambique, com reformas que impactem positivamente toda a sociedade”, afirmou.

O embaixador sublinhou ainda a forte liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, na implementação das reformas e a sua capacidade de fomentar a sinergia entre os diferentes partidos políticos. “A palavra-chave é ‘reformas’, e o compromisso político alcançado pelo Presidente tem sido essencial para o avanço desse processo”, ressaltou.

PARCERIA ESTRATÉGICA

O coordenador executivo do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, Osvaldo Machatine, apresentou as linhas estratégicas do órgão, destacando o envolvimento direto da liderança do Presidente Chapo na execução das reformas. A discussão também abordou a cooperação entre a União Europeia e o Governo moçambicano, enfatizando a necessidade de sinergia entre os parceiros.

“A União Europeia e os Estados-membros estão prontos para trabalhar com este Gabinete e avançar com reformas concretas pelo país”, afirmou Maggiore, reforçando o compromisso da UE em fornecer o suporte necessário para o sucesso das transformações estruturais em Moçambique.

A iniciativa reforça a parceria estratégica entre Moçambique e a União Europeia, consolidando o apoio internacional à modernização das instituições moçambicanas e ao fortalecimento da governança no país.

Na manhã desta quinta-feira, o Presidente da República, Daniel Chapo, participou  na Cimeira Extraordinária da SADC, convocada devido à situação de instabilidade no Leste da República Democrática do Congo, o que envolve a ocupação do grupo rebelde M23.

A proposta que foi lançada na Cimeira Extraordinária da SADC, e que ainda será amadurecida, é a da retirada das tropas, processo que deve ser equilibrado para que não fique nenhum vazio de segurança na região, daí a necessidade de ser gradual e sistemático.

De acordo com o Presidente da República, Daniel Chapo, a situação no terreno, neste caso, no Leste da República Democrática do Congo, piorou bastante e as linhas de fornecimento de alimentos, medicação e outros bens de primeira necessidade, estão praticamente fechadas, daí que a cada dia que passa a situação não corresponda ao que se deseja.

Apesar dos graves constrangimentos, na SADC, há esforços, a vários níveis, para restabelecer a paz e a segurança na região da República Democrática de Congo.

Como país, disse o Presidente da República, Moçambique defende sempre o diálogo e os esforços democráticos, que, por um lado, estão a ser levados a cabo por Angola, que assumiu a presidência da SADC, recentemente, em Adis Abeba, na Etiópia.

“Como Moçambique, a nossa posição é continuar a apoiar os esforços de Luanda e de Nairobi, para o restabelecimento da paz naquela região”, sublinhou Daniel Chapo, acrescentando que o país endereçou condolências às famílias enlutadas das tropas que perderam vida, da África do Sul, do Malawi e da Tanzania.

“Aproveitamos a ocasião para, uma vez mais, como Moçambique, defender a solução diplomática para  a paz e estabilidade na região”, sublinhou Chapo, durante a conferência de imprensa da manhã desta quinta-feira, na Cidade de Maputo.

O Chefe do Estado disse que, durante a Cimeira Extraordinária da SADC, reconheceu os esforços do Presidente do Congo, que tem  envolvido a SADC para contribuir para a paz. Chapo destacou ainda o esforço da Presidente da Tanzania, que preside a TROIKA, órgão de segurança na SADC, e do Presidente do ZImbabwe, por ter convocado a cimeira e, sobretudo, na qualidade de presidente da SADC neste momento.

“Como país, vamos continuar a defender a necessidade de  esforços levados a cabo por Ruanda e Nairobi para paz e estabilidade na região leste do Congo”, sublinhou Daniel Chapo.

Irene da Oração Afonso Micas foi nomeada, esta quinta-feira, ao cargo de Vice-Procurador. Em despachos separados foram também nomeados Mário Ernesto Sevene, Firmino Emílio e Eduardo Leovigildo André Barros Sumana para o cargo de Procurador-Geral Adjunto. 

A informação consta de um comunicado enviado pela Presidência da República ao “O País”. “O Presidente da República,  Daniel Francisco Chapo, no uso das competências que lhe são  conferidas pela alínea h) do artigo 158 da Constituição da República,  conjugada com o número 1 do artigo 22 da Lei n.º 1/2022, de 12 de  Janeiro, nomeou, através de Despacho Presidencial, Irene da Oração Afonso Micas e Uthui para o cargo de Vice-Procurador Geral da República”, lê-se no comunicado.

O comunicado também dá conta de que  “Em Despachos Presidenciais separados e no uso das  competências que lhe são conferidas pelo número 2 do artigo  239 da Constituição da República, conjugado com o n.º 2 do  artigo 148 da Lei n.º 1/2022, de 12 de Janeiro, sob proposta do  Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, o Chefe  de Estado nomeou Mário Ernesto Sevene, Firmino Emílio e Eduardo Leovigildo Andre Barros Sumana para o cargo de  Procurador-Geral Adjunto”. 

 

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