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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, defendeu, em Chimoio, a adopção de medidas concretas para responder às principais preocupações da população, com destaque para a segurança alimentar, saúde, emprego, infra-estruturas, educação e paz. Chapo falava num comício realizado em Manica, no âmbito da Conferência Anual de Quadros da Frelimo.

Entre as prioridades identificadas no encontro está o combate à fome, através do reforço da produção agrícola. Chapo defendeu a necessidade de aumentar a produção de alimentos e melhorar as condições para que os camponeses possam escoar os seus produtos para os mercados. 

Na área da saúde, o dirigente apontou a construção e expansão de hospitais, postos de saúde, bem como a disponibilização de ambulâncias e medicamentos. Sublinhou igualmente a necessidade de melhorar a forma como os profissionais de saúde atendem os cidadãos, defendendo um tratamento baseado no respeito, carinho e dignidade.

O combate à corrupção foi igualmente apresentado como uma das prioridades. Chapo condenou práticas de cobrança ilegal de dinheiro para o acesso a serviços públicos e, em particular, ao emprego, defendendo que os cidadãos que reúnam os requisitos para ocupar uma vaga não devem ser obrigados a pagar para conseguir emprego.

Para responder ao desemprego juvenil, o Presidente da Frelimo defendeu a criação de mais empresas, indústrias e obras, de modo a aumentar as oportunidades de trabalho para os jovens que concluem o ensino secundário, técnico e superior.

No domínio das infra-estruturas, Chapo apontou a necessidade de melhorar a Estrada Nacional Número 1 e reabilitar estradas e pontes nos distritos, sobretudo aquelas destruídas por cheias, ciclones e outras calamidades. Segundo explicou, melhores vias de comunicação são essenciais para permitir que os produtores transportem os seus produtos para os mercados.

A educação constitui igualmente uma das áreas prioritárias. O Presidente da Frelimo defendeu a construção de mais salas de aula, a disponibilização de carteiras e livros e a criação de melhores condições para professores e alunos.

Chapo referiu ainda a necessidade de acelerar a expansão do acesso à energia eléctrica e à água potável, sobretudo nas zonas onde estes serviços ainda não chegaram em condições adequadas.

Paz e segurança como condição para o desenvolvimento

Na parte final do discurso, Daniel Chapo destacou a paz e a segurança como condições fundamentais para o desenvolvimento do país.

O Presidente da Frelimo apelou à união dos moçambicanos no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, destacando o papel das Forças de Defesa e Segurança e das forças locais que actuam naquela província.

Para Chapo, a defesa da paz deve envolver toda a sociedade, apelando à população para que permaneça vigilante e rejeite a violência, a desinformação e os rumores que possam criar instabilidade.

O dirigente defendeu também a continuidade do diálogo nacional inclusivo, considerando-o um instrumento para que os moçambicanos possam apresentar ideias e contribuir para a definição do futuro do país.

Chapo sustentou que a paz não se resume ao silêncio das armas, mas deve começar nas comunidades e nas famílias, através do respeito, do diálogo e da capacidade de resolver os conflitos de forma pacífica.

65 anos da Frelimo

Durante a intervenção, Daniel Chapo anunciou ainda que a Frelimo vai iniciar um movimento nacional de preparação das celebrações dos 65 anos do partido, que serão assinalados em 2027.

O Presidente da Frelimo recordou que o partido foi fundado a 25 de Junho de 1962, na Tanzânia, e afirmou que as celebrações deverão envolver o país de Rovuma a Maputo e do Zumbo ao Índico.

Ao concluir, Chapo reiterou que as prioridades apresentadas resultam das preocupações recolhidas durante o processo de auscultação realizado pelo partido em diferentes níveis e províncias.

Defendeu, por isso, que a actuação do partido e do Governo deve continuar centrada na melhoria das condições de vida da população, tendo como prioridades a produção de alimentos, saúde, educação, emprego, infra-estruturas, energia, água, paz e segurança.

Domingos Tivane denuncia corrupção, arrogância e falta de coragem dentro da Frelimo. Na Reunião Nacional de Quadros, o membro do partido defendeu que dirigentes incompetentes ou envolvidos em práticas irregulares devem ser afastados e que as suas saídas sejam explicadas publicamente ao povo.

Falando este sábado, num encontro de grupos de trabalho constituídos para discutir diferentes matérias, no âmbito da Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, Domingos Tivane considerou que a corrupção e a arrogância no seio do partido estão entre os factores que prolongam os debates internos.

O membro da Frelimo diz que, no passado, os quadros tinham maior coragem para apontar publicamente comportamentos considerados desviantes e defender o afastamento de dirigentes quando existissem evidências.

Na sua intervenção, Domingos Tivane apelou igualmente para a renovação geracional, defendendo maior espaço para os jovens na liderança da Frelimo, com destaque para a composição da Comissão Política do partido.

Apesar do apelo para a renovação, Tivane defende que os jovens devem beneficiar da experiência dos quadros mais antigos, que considera fundamentais para a transmissão do conhecimento e da experiência acumulada no partido.

A Ucrânia promete reforçar o apoio ao desenvolvimento de Moçambique, com destaque para as áreas da na Agricultura, Saúde e Educação. O intercâmbio entre os dois países completa agora 33 anos.

Há 33 anos que Moçambique e Ucrânia estabeleceram as suas relações diplomáticas. Em 2024, a cooperação entre os dois países ganhou mais força com a abertura oficial da embaixada ucraniana em Moçambique. Passados estes anos, a Ucrânia mantém-se firme em continuar a apoiar Moçambique no desenvolvimento socioeconómico. 

Nesta segunda-feira, a Ucrânia assinala 35 anos da sua independência, e para celebrar a efeméride, a comunidade ucraniana em Moçambique participou de uma missa especial na Sé Catedral da Igreja Católica, na Cidade de Maputo. 

Na ocasião, o embaixador ucraniano apelou à paz e união de todos os povos, com especial atenção para o seu país.

Para a Igreja Católica em Moçambique, abrir as portas para o povo ucraniano na Sé Catedral, é uma forma de mostrar solidariedade. 

Os interlocutores falavam neste domingo na Sé Catedral, em Maputo.

O Presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, reuniu-se, em Chimoio, com representantes de partidos políticos considerados irmãos da formação política no poder em Moçambique, à margem da Reunião Nacional de Quadros da FRELIMO.

O encontro contou com a participação de dirigentes do Chama Chama Pinduzi, da Tanzânia, SWAPO, da Namíbia, ZANU-PF, do Zimbabwe, e MPLA, de Angola, que manifestaram disponibilidade para reforçar a cooperação com a FRELIMO em diferentes áreas.

Representando o Chama Cha Mapinduzi, Aly Happy destacou os laços históricos entre os dois partidos, recordando o papel desempenhado pela Tanzânia no processo de libertação de Moçambique.

“A FRELIMO e o Chama Cha Mapinduzi são partidos irmãos. Partilhamos uma história muito importante em comum”, afirmou, acrescentando que a FRELIMO nasceu em Dar es Salaam e que os líderes Julius Nyerere, Samora Machel e Eduardo Mondlane trabalharam em estreita colaboração pela libertação dos seus povos.

Por seu turno, a representante da SWAPO, Naime Mwenyekange, sublinhou a relação histórica de amizade e fraternidade entre Moçambique e a Namíbia.

“Moçambique é Namíbia e Namíbia é Moçambique”, afirmou, defendendo o fortalecimento dos laços existentes entre os dois países e respectivos partidos.

Do Zimbabwe, Richard Ndlovu, da ZANU-PF, recordou a cooperação entre os movimentos de libertação durante a luta contra o colonialismo e destacou os laços culturais e históricos entre as populações de Manica, em Moçambique, e Manicaland, no Zimbabwe.

“Partilhámos as mesmas trincheiras. Os colonialistas também nos oprimiram a todos”, afirmou Ndlovu, lembrando igualmente o apoio prestado por Moçambique ao Zimbabwe após a independência moçambicana, em 1975.

Os representantes dos partidos irmãos reiteraram, assim, a sua disponibilidade para continuar a cooperar com a FRELIMO, com base nos laços históricos construídos durante as lutas de libertação e na partilha de interesses e desafios comuns.

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo.

Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o desenvolvimento do país.

Uma das vozes ouvidas destacou a referência feita a grandes líderes históricos da FRELIMO.

“A constante referência é Eduardo Mondlane e Samora Machel, primeiro e segundo presidentes da FRELIMO, assim como Nelson Mandela, que foi líder do ANC, partido sul-africano. São figuras que ajudaram a construir as independências e que tinham ideias claras sobre o bem-estar do povo. Daniel Chapo está a regressar às raízes para poder depois conseguir caminhar. E eu até respirei um pouco de ar puro, porque esses são os nossos grandes líderes, aqueles que nos guiaram para grandes realizações”, afirmou.

Na mesma intervenção, foi levantada a questão do alinhamento entre a governação e o desejo do povo.

“Será que é para regressarmos ao ponto de partida e corrigir o que está errado? Não sei, porque o que eu senti nos últimos tempos é que parece ter havido um desfasamento entre a governação e o desejo do povo, o que é contrário aos princípios desses homens que eu mencionei”, disse.

Para o músico Isaú Meneses, o discurso trouxe clareza e uma nova orientação para os membros do partido.

“É um discurso muito cheio de conteúdo, um discurso inovador, um discurso que esclarece muitas coisas. Penso que é um discurso que definitivamente não deixa dúvidas a ninguém sobre qual é o rumo que nós devemos tomar para desenvolver Moçambique e para reorganizar a nossa…”, declarou.

Do lado académico, o docente Paulo Wache viu no discurso a continuidade do compromisso assumido na tomada de posse, mas com provas concretas.

“A tomada de posse foi aqui trazida com alguma diferença específica, que é as evidências que ele apresenta. Quer dizer, já não é um discurso de aspiração, é um discurso que ele já traz elementos que provam. Um dos exemplos que fixei logo foi o exemplo da lei sobre recursos minerais e hidrocarbonetos”, explicou.

Paulo Wache destacou ainda o enfoque na industrialização como caminho para o emprego.

“O outro aspecto importante que é realçado é a questão da industrialização. Os recursos naturais devem ser extraídos, mas não podem ser transformados fora do país, devem ser transformados aqui na indústria nacional, para produzir emprego”, sublinhou.

Para o académico, a mensagem de Chapo acompanha o momento do país e do partido, projectando o futuro.

“Acho que quando ele diz que tem a experiência que tem, mas a renovação é importante, é para enquadrar aquilo que o contexto nacional e global representa. Os desafios da experiência devem ser usados, mas sobretudo tem que olhar para as questões de renovação, para assegurar que a FRELIMO continue moderna, actual e possa responder aos desafios do país e dos moçambicanos. Creio que é uma mensagem muito forte”, concluiu.

Quadros seniores da Frelimo saudaram o discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo, na Conferência Nacional de Quadros, que decorre em Chimoio, considerando-o “claro, económico e estratégico” para os desafios actuais do partido e do país.

Para o antigo Presidente da Frelimo, Joaquim Chissano, a intervenção do líder do partido cumpre o papel de orientar e, ao mesmo tempo, deixar espaço para a reflexão colectiva.

“Achei o discurso do Presidente Chapo muito económico, muito completo, mas nunca pode ser completo para uma reunião de quadros, porque deixa sempre a abertura para que os quadros realmente se pronunciem. O discurso também serve para a reflexão”, afirmou Chissano.

O antigo estadista manifestou a expectativa de que o encontro contribua para aproximar ainda mais o partido da população.

Na mesma linha, a antiga Ministra da Educação, Graça Machel, destacou a clareza das orientações apresentadas e fez um apelo à liberdade de expressão durante os debates.

“Eu senti que nós temos um presidente com muita clareza e indica-nos estratégias muito concretas. Estou contente de estar aqui e apelo aos camaradas a estarem livres para se expressar nesta reunião. Todos nós devemos sentir que dentro da FRELIMO podemos dizer o que pensamos e o que sentimos”, disse.

A fundadora do Destacamento Feminino, Marina Pachinuapa, reforçou o espírito de unidade que deve marcar a conferência.

“Esse encontro é o encontro da família e é para nós discutirmos o problema do país primeiro e depois ver como é que nós podemos caminhar. Os membros do partido estão prontos para assumir essa responsabilidade”, declarou.

Antes do início oficial dos trabalhos, delegados à conferência já apontavam as principais expectativas, nomeadamente, mais coesão interna, melhoria das condições de vida dos moçambicanos e combate efectivo à corrupção.

“O combate à corrupção é um dos males que mina a nossa relação, a relação partido e a população. O partido tem a responsabilidade de encontrar formas eficazes de combatermos a corrupção”, referiu Carmelita Namashulua, antiga Ministra da Educação.

A qualidade da educação foi outro tema antecipado pelos participantes. O antigo Ministro da Educação, Augusto Jone, defendeu honestidade no diagnóstico dos problemas.

“Todos nós falamos sobre o problema da qualidade de educação, turmas numerosas, horas extras. Eu espero que nessa conferência as pessoas sejam honestas consigo mesmas, apresentem os problemas e apresentem as soluções”, sublinhou.

A Conferência Nacional de Quadros reúne mais de 3 mil membros em Chimoio e deve submeter as suas conclusões ao Comité Central, que se reúne no dia 26 deste mês, também na capital de Manica.

Na sua alocução de abertura, o Presidente Daniel Chapo foi decisivo em afirmar: o país está perante um desafio geracional que exige uma mudança de paradigma. “Se os primeiros cinquenta anos foram marcados pela conquista e consolidação da independência política, os próximos cinquenta anos devem ser orientados para a conquista da independência económica”, declarou o dirigente perante os delegados.

Para Chapo, este objectivo não significa o isolamento de Moçambique, nem a rejeição do investimento estrangeiro ou da cooperação internacional. Pelo contrário, trata-se de capacitar o país para participar activamente na economia global, a partir de uma posição de soberania, transformando os recursos naturais como o ouro, o carvão, o gás, o rubi e o grafite  em riqueza nacional geradora de emprego e prosperidade para as famílias moçambicanas.

Reformas estruturais e participação do Estado

O Presidente da Frelimo sublinhou a necessidade de acções concretas, destacando o papel das reformas legislativas recentemente implementadas. O líder partidário defendeu a importância da revisão da legislação mineira e petrolífera, que assegura ao Estado uma participação gratuita e não diluível de quinze por cento em todos os empreendimentos do sector.

“Não faz sentido que, sendo os recursos naturais propriedade do Estado, a sua participação nos projectos seja condicionada à realização de capital ou beneficie apenas um grupo restrito de pessoas”, afirmou Chapo, reiterando que o foco deve ser o benefício colectivo do povo. O plano inclui a industrialização, o processamento interno dos recursos e a modernização da agricultura, sectores que Chapo identifica como vitais para a soberania alimentar e o dinamismo económico.

Coesão e abertura democrática

A conferência, descrita pelo líder como um órgão consultivo de extrema importância, reflecte a natureza da Frelimo como um partido “verdadeiramente democrático”. Daniel Chapo valorizou a presença de diversos convidados, provenientes de vários segmentos da sociedade civil, académica e política, reafirmando a visão de que a diversidade é uma riqueza que deve ser fortalecida.

O evento serviu também para saudar a solidariedade internacional, com a presença de delegações de partidos históricos da região, como o ANC (África do Sul), a Chama Cha Mapinduzi (Tanzânia), o MPLA (Angola), a SWAPO (Namíbia) e a ZANU-PF (Zimbabué). O Presidente da Frelimo evocou o legado dos líderes fundadores como Eduardo Mondlane, Samora Machel, Agostinho Neto, Nelson Mandela, Robert Mugabe, entre outros  para apelar a uma actuação conjunta contra a violência e a instabilidade na região da África Austral.

Com este encontro, a Frelimo procura traçar as linhas gerais que orientarão o Comité Central na elaboração das teses para o próximo Congresso. O sentimento, à saída da abertura dos trabalhos em Chimoio, é de que a consolidação da coesão interna e o renovar do pacto com o povo são os pilares indispensáveis para que Moçambique vença o desafio da independência económica. 

A capital da província de Manica acolhe, estes dias, um conclave que se afigura determinante para o futuro político da Frelimo e, por extensão, do próprio Estado moçambicano. Mais do que um exercício de reflexão interna, a 11.ª Conferência Nacional de Quadros é apresentada como o laboratório de ideias onde se forjará o novo pacto de compromisso entre o partido e a sociedade.

Em declarações aos jornalistas, Edson Macuácua foi decisivo ao definir a tónica do encontro. Para o dirigente, o país atravessa um contexto ímpar, em que o Presidente do partido, Daniel Chapo, lançou à actual geração o desafio histórico da independência económica. “Temos aqui uma oportunidade soberana para aprofundar este paradigma da agenda nacional”, afirmou Macuácua, perspectivando que a conferência funcione como um catalisador para a coesão interna.

O objectivo, segundo o responsável, é claro: sair de Chimoio com maior união e, sobretudo, com “mais clareza sobre os passos e os caminhos” que o partido deve prosseguir. Esta nova agenda é encarada por Macuácua como uma “nova epopeia” que deverá culminar na preparação do XIII Congresso da Frelimo. “Espero que o congresso que se avizinha seja um momento de coroação e consolidação da visão e da missão de conquistar a independência económica de Moçambique, sob a liderança do Presidente Daniel Francisco Chapo”, declarou.

Sobre a abrangência dos temas a debater, Edson Macuácua fez questão de afastar qualquer ideia de condicionamento. Sendo a conferência um órgão de carácter consultivo, o dirigente garantiu que o debate não terá limites temáticos. “É uma agenda aberta, que permite que todos os aspectos da vida política, económica, social e cultural possam ser objecto de debate sem restrição”, assegurou.

O processo de auscultação da agenda pública, que decorre em paralelo, servirá de suporte a esta reflexão. Macuácua lembrou que os participantes na conferência são, antes de tudo, cidadãos que integram o tecido social do país e que têm participado activamente no diálogo nacional. Assim, temas estruturantes como a economia, a consolidação da democracia e os desafios culturais e sociais, estarão, segundo o dirigente, no centro das preocupações dos quadros, reflectindo a preocupação do partido em sintonizar a sua actuação com as reais aspirações da população moçambicana. 

 

A cidade de Chimoio tornou-se, nestes dias, o epicentro da vida política moçambicana. Três mil delegados e convidados convergem para a capital da província de Manica, no âmbito da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, um encontro que marca o regresso deste formato após uma década de interrupção. O ambiente é de expectativa e responsabilidade, num momento em que a formação política que governa o país se prepara para definir as linhas mestras da sua estratégia futura.

No centro das atenções, a intervenção de Graça Machel trouxe uma reflexão contundente sobre o papel do partido perante os desafios sociais. Ao interpelar os presentes sobre o que se pode esperar do encontro, Machel foi clara a conferência não pode limitar-se a exercícios retóricos. Para a histórica figura da Frelimo, o objectivo fundamental é o de confrontar, com coragem, os problemas que ainda afligem a nação, nomeadamente a pobreza, o analfabetismo, a escassez de água e o flagelo da fome.

“Temos de sair desta reunião tendo discutido os principais problemas que consideramos que o partido tem de atender e propor soluções para daqui trabalharmos com o povo”, defendeu Graça Machel, sublinhando que a tarefa central é a criação de uma “ligação profunda” entre o partido, os seus membros e as largas massas populares. Machel insistiu que a acção política deve transcender a teoria, exigindo o engajamento de todas as forças vivas da sociedade para transformar a realidade económica e social do país. “Essa é a linguagem que eu conheço”, reiterou, apelando a que a consciência colectiva se traduza numa actuação prática e resolutiva.

 

A Conferência Nacional de Quadros, que decorre sob a direcção do Presidente do partido, Daniel Francisco Chapo, surge numa fase de reorganização interna. Este encontro serve, igualmente, de preparação para os desafios que se avizinham, incluindo a IV Sessão Extraordinária do Comité Central, agendada para o próximo dia 26 de Agosto, também em Chimoio.

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