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O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta segunda-feira, em Maputo, uma delegação da empresa norte-americana International Finance Partners (IFP), que manifestou interesse em investir em projectos de grande dimensão em Moçambique, após identificar oportunidades de negócio em diversos sectores estratégicos da economia nacional.

A delegação foi liderada pelo Presidente e Director Executivo da IFP, Garrett Gish, numa visita que dá seguimento aos contactos estabelecidos a 7 de Junho, em Washington, Estados Unidos da América, à margem do Fórum sobre Fragilidades 2026, promovido pelo Grupo Banco Mundial, evento que contou com a participação do Chefe do Estado moçambicano.

Na ocasião, as partes analisaram oportunidades de investimento no país, tendo Garrett Gish destacado o potencial dos sectores do turismo e da hotelaria para atrair capital internacional. O empresário comprometeu-se, então, a visitar Moçambique para conhecer de perto o ambiente de negócios e as oportunidades existentes, promessa agora concretizada.

Especializada na mobilização de capital e na estruturação de financiamentos para grandes projectos internacionais, a International Finance Partners actua em áreas como o imobiliário, a energia, a hotelaria, a saúde e a tecnologia, sectores que poderão beneficiar de futuras parcerias e investimentos no país.

Falando à imprensa após a audiência com o Presidente da República, Garrett Gish considerou a recepção pelo Chefe do Estado um sinal positivo do compromisso do Governo moçambicano com a promoção do investimento privado e o fortalecimento das relações económicas internacionais.

“Foi maravilhoso ser recebido pelo Presidente. Tive a oportunidade de me reunir com ele há duas semanas, em Washington, para discutir oportunidades de investimento em Moçambique”, afirmou.

Segundo o empresário, durante a visita, a delegação percorreu diversas regiões do país para avaliar o ambiente de negócios e identificar oportunidades concretas de investimento, mantendo contacto directo com o potencial económico existente.

Garrett Gish destacou, igualmente, a abertura demonstrada pelas autoridades moçambicanas e a receptividade do Governo ao investimento estrangeiro, considerando que o país reúne condições para acolher empreendimentos de nível internacional.

“O Governo moçambicano tem sido muito proactivo. Todos aqueles com quem interagimos demonstraram abertura e prontidão. Esperamos continuar o diálogo e avançar para investimentos de grande dimensão em Moçambique”, declarou.

A visita da delegação da IFP surge numa altura em que o Governo intensifica os esforços para atrair investimento externo, dinamizar sectores estratégicos e acelerar o crescimento económico do país através de parcerias com investidores internacionais.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu neste domingo, em Maputo, o turismo de golfe como um instrumento estratégico para impulsionar a diversificação da economia moçambicana, atrair investimento, gerar emprego e reforçar a projeção internacional do país, durante a abertura da V Edição do Presidential Golf Day, do First Lady Golf Classic e do Kids Golf Series 2026. 

Falando na cerimónia realizada no Clube de Golfe da Polana, o Chefe do Estado destacou a crescente relevância de Moçambique nos domínios do turismo, investimento, desporto e cooperação internacional, saudando a presença de participantes nacionais e estrangeiros, incluindo representantes de vários países africanos e dos Estados Unidos da América. 

Na ocasião, afirmou que Moçambique reúne condições únicas para se afirmar como um destino turístico de excelência, graças à sua extensa costa, património natural, diversidade cultural e hospitalidade, defendendo que o turismo deve ser encarado como uma plataforma de transformação nacional capaz de criar emprego, estimular o empreendedorismo e fortalecer as comunidades locais. 

“É esta combinação única que queremos transformar numa vantagem competitiva para o desenvolvimento deste nosso belo Moçambique”, declarou. O Presidente moçambicano sublinhou que o golfe deixou de ser apenas uma modalidade desportiva para assumir um papel relevante na promoção turística, na aproximação entre investidores e mercados e na diplomacia económica, acrescentando que a modalidade representa igualmente uma oportunidade para gerar riqueza e criar novas perspetivas para milhares de moçambicanos. 

Avaliou os avanços registados no último ano no sector do turismo, destacando que, em 2025, Moçambique recebeu cerca de 1,2 milhão de turistas e continua a atrair investimentos de grande dimensão para diferentes regiões do país, reforçando a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. Neste contexto, reiterou a aposta do Governo em transformar Vilankulo e Inhambane no principal polo turístico nacional, recordando que a província foi declarada Zona Especial de Turismo de Golfe. Segundo explicou, a iniciativa visa promover o desenvolvimento regional, criar empregos, fortalecer cadeias de valor locais e potenciar oportunidades para as comunidades. 

“A nossa visão é construir um grande hub turístico em Inhambane, com capacidade de irradiar crescimento económico para outras regiões do país”, afirmou. O Chefe do Estado destacou ainda o potencial económico do turismo de golfe, observando que esta indústria movimenta centenas de milhares de milhões de dólares por ano a nível mundial e gera benefícios em sectores como hotelaria, transportes, imobiliário turístico e pequenas e médias empresas, com impacto directo na melhoria das condições de vida da população. 

Dirigindo-se aos investidores, empresários e operadores turísticos, o estadista moçambicano reafirmou a determinação do país em consolidar o turismo como um dos pilares da diversificação económica: “A visão de um Moçambique moderno, competitivo e aberto ao mundo. A visão de um Moçambique que transforma os seus recursos em prosperidade; que aposta na juventude, no turismo, no investimento nacional e estrangeiro e na inovação”, declarou. 

O Presidente da República usou a ocasião para renovar o convite aos investidores, empresários, operadores turísticos e parceiros internacionais para continuarem a apostar em Moçambique, reiterando o compromisso do Governo com a diversificação económica e a criação de um ambiente favorável ao investimento. Ademais, destacou o potencial do turismo para impulsionar o crescimento e a geração de emprego, defendendo uma estratégia que valorize igualmente a agricultura, a indústria, os transportes, a logística e a energia. “Temos confiança no futuro; no nosso povo, acolhedor, trabalhador e humilde; e na capacidade de transformar potencial em prosperidade”, disse.

O partido ANAMOLA deu início, este sábado, à sua primeira Convenção Nacional, na cidade de Nampula, um evento que irá culminar com a eleição dos órgãos dirigentes da formação política e a aprovação de instrumentos orientadores da sua actividade.

Os trabalhos arrancaram com uma marcha seguida de um comício, que marcou a abertura oficial da convenção e reuniu membros e simpatizantes do partido.

Segundo o porta-voz da convenção, José João Kwaza, o segundo dia será dedicado à discussão dos regulamentos internos, estatutos e respectivas alterações, num processo que descreveu como um debate profundo e conduzido com responsabilidade.

No último dia, os participantes irão apreciar e aprovar os instrumentos debatidos, além de proceder à eleição do presidente do partido, do Conselho Nacional e da Comissão Executiva.

De acordo com a organização, Venâncio Mondlane é, até ao momento, o único candidato à presidência do partido.

A convenção contará igualmente com a participação de vários oradores nacionais e internacionais. Entre os convidados figura o académico e conferencista queniano Patrick Lumumba, que deverá intervir por via remota.

Os trabalhos dos próximos dias decorrerão numa unidade hoteleira da cidade de Nampula, onde serão debatidos temas considerados estratégicos para o futuro da organização política.

A primeira Convenção Nacional do ANAMOLA deverá encerrar na segunda-feira, altura em que serão conhecidos os novos órgãos dirigentes que conduzirão o partido nos próximos anos.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu, esta sexta-feira, em audiências separadas, a Directora-Geral da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, e o Secretário-Geral da Confederação Africana de Golfe, Michael Aggrey, encontros que reafirmaram a confiança dos parceiros internacionais nas potencialidades de Moçambique e no compromisso do Governo com a promoção do investimento e do desenvolvimento sustentável.

No final das audiências, falando à imprensa, a Directora-Geral da ExxonMobil afirmou ter transmitido ao Chefe do Estado o encorajamento da empresa relativamente aos progressos alcançados no Projecto Rovuma, considerado de importância estratégica tanto para Moçambique como para a ExxonMobil e os seus parceiros.

Johanna Boothey destacou o ambiente de cooperação existente com o Governo moçambicano e reiterou o compromisso da empresa de continuar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para impulsionar a concretização deste empreendimento, cujos benefícios deverão ter um impacto significativo no desenvolvimento económico e social do País.

Por sua vez, o Secretário-Geral da Confederação Africana de Golfe manifestou satisfação pela audiência concedida pelo Presidente da República e elogiou a visão do Chefe do Estado de posicionar a província de Inhambane como um importante destino turístico, com o golfe a assumir um papel de destaque na diversificação da oferta turística nacional.

Michael Aggrey sublinhou que Moçambique reúne condições naturais e geográficas ímpares para se afirmar como uma referência regional no turismo desportivo, destacando a localização estratégica do País, o clima favorável, as praias de excelência e o vasto potencial para atrair visitantes ao longo de todo o ano.

Acrescentou que a Confederação Africana de Golfe pretende estabelecer uma parceria sólida com Moçambique para desenvolver esta iniciativa, contribuindo para o crescimento do turismo, da actividade empresarial e da economia local.

As audiências evidenciam o reconhecimento internacional das políticas do Governo liderado pelo Presidente Daniel Francisco Chapo, orientadas para a valorização dos recursos naturais, a promoção do investimento privado, o desenvolvimento do turismo e a criação de oportunidades de crescimento económico inclusivo, consolidando Moçambique como um destino cada vez mais atractivo para investidores e parceiros internacionais.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que Moçambique vai acolher, em 2027, a próxima edição do Fórum Global do Turismo, um dos principais resultados da participação do país na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo, realizada em Luanda, Angola.

Falando à imprensa no final da visita, Daniel Chapo considerou a deslocação «extremamente positiva e produtiva», destacando que a realização do evento em território moçambicano representa um importante ganho para a promoção internacional do país como destino turístico e de investimento.

Segundo o Chefe do Estado, o compromisso foi alcançado durante encontros mantidos com a ONU Turismo e com a organização responsável pelo Fórum Global do Turismo, faltando apenas a definição das datas para a realização do evento.

Durante a cimeira, Moçambique apresentou as suas potencialidades turísticas, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, ilhas paradisíacas, áreas de conservação, parques nacionais e um vasto património histórico e cultural.

Daniel Chapo reiterou que o turismo constitui uma das apostas estratégicas do Governo para diversificar a economia nacional, actualmente dependente das receitas provenientes da indústria extractiva e dos hidrocarbonetos.

O Presidente destacou ainda as reformas em curso para dinamizar o sector, incluindo a transformação do Instituto Nacional do Turismo (INATUR) em Agência Nacional para o Desenvolvimento Integrado do Turismo (ANDITUR), entidade que passará a gerir os activos do Estado no sector e a promover parcerias público-privadas.

Na área da facilitação do investimento, Chapo apontou avanços na emissão electrónica de vistos e revelou que o Governo está a estudar novos mecanismos para atrair investidores, entre os quais a introdução do denominado «Visa Gold», destinado a investidores estrangeiros.

À margem da cimeira, o Presidente reuniu-se com diversos empresários e investidores internacionais que manifestaram interesse em desenvolver projectos nos sectores do turismo, agro-indústria, infra-estruturas, logística e energia em Moçambique.

O Chefe do Estado manteve igualmente um encontro com o Presidente angolano, João Lourenço, durante o qual foram analisadas formas de reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países, incluindo a expansão das ligações aéreas entre Maputo e Luanda.

Para Daniel Chapo, a realização do Fórum Global do Turismo em Moçambique poderá contribuir para atrair mais investimento estrangeiro, impulsionar o crescimento económico, criar emprego para os jovens e mulheres e reforçar a projecção internacional do país.

O Presidente considera que a realização do evento poderá igualmente consolidar a posição de Moçambique como um dos principais destinos turísticos de África, reforçando a sua visibilidade junto de investidores e operadores turísticos internacionais.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que os contactos e parcerias estabelecidos durante a Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, realizada em Luanda, representam um passo significativo no reforço da diplomacia económica de Moçambique e na atracção de investimento estrangeiro.

Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação no evento, o Chefe do Estado classificou a visita como “extremamente positiva e produtiva”, sublinhando que os resultados obtidos reforçam a estratégia nacional de diversificação económica e promoção do turismo como sector prioritário.

Chapo destacou que a participação na cimeira permitiu consolidar a visão de Moçambique sobre o turismo como motor de desenvolvimento, com forte impacto na criação de emprego e inclusão social, sobretudo para jovens e mulheres.

“Temos afirmado reiteradamente que a nossa visão é evitar que a economia fique excessivamente dependente de determinadas receitas, apostando na diversificação económica”, afirmou o Presidente.

O Chefe do Estado sublinhou que o turismo foi identificado como um dos sectores com maior potencial de crescimento, tendo em conta a vasta riqueza natural e cultural do país, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, parques nacionais, ilhas e áreas de conservação.

Segundo o Presidente, existe uma convergência crescente entre países africanos e parceiros internacionais quanto à necessidade de reforçar o investimento no sector turístico, de modo a aumentar a competitividade do continente como destino global.

Chapo destacou ainda a experiência de Angola no processo de diversificação económica, afirmando que o país vizinho tem vindo a reduzir a dependência do petróleo através do investimento em sectores como agricultura, turismo, transportes e logística.

Encontros com investidores e instituições internacionais

À margem da cimeira, o Presidente da República manteve encontros com investidores e instituições internacionais, incluindo representantes de organizações do sector do turismo e grupos empresariais interessados em investir em Moçambique nas áreas de infra-estruturas, logística, energia e agro-indústria.

Entre os contactos realizados, destacam-se reuniões com dirigentes de empresas e fundos de investimento dos Emirados Árabes Unidos, bem como com grupos internacionais ligados ao desenvolvimento de projectos estruturantes.

Segundo o Chefe do Estado, estas interacções deverão ser acompanhadas por instituições nacionais como a APIEX e o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos, em coordenação com os ministérios sectoriais, para garantir a materialização dos projectos anunciados.

Durante a visita, Daniel Chapo reuniu-se também com o Presidente angolano, João Lourenço, tendo ambos reafirmado o compromisso de reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países.

Um dos pontos abordados foi o aumento das ligações aéreas entre Luanda e Maputo, actualmente com cinco voos semanais, com perspectivas de evolução para ligações diárias, visando facilitar o fluxo de negócios e turismo.

O Presidente abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação está circunscrita a algumas zonas da província e que as Forças de Defesa e Segurança continuam a trabalhar com apoio de parceiros internacionais para conter a ameaça.

Chapo defendeu que a estabilidade é um factor essencial para a atracção de investimento e para o desenvolvimento sustentável do país, assegurando que Moçambique mantém condições para continuar a receber projectos de grande dimensão.

No balanço final, o Chefe do Estado reiterou que a diplomacia económica activa constitui uma prioridade do Governo, orientada para a criação de emprego, expansão do investimento privado e aceleração do desenvolvimento económico sustentável.

“Consideramos que esta visita foi extremamente positiva e produtiva”, concluiu o Presidente, destacando os resultados alcançados como um reforço da estratégia nacional de crescimento e internacionalização da economia moçambicana.

 

PR defende em Luanda o turismo como pilar da diversificação económica de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de transformar o turismo num dos principais motores da diversificação económica de Moçambique, reduzindo a dependência do país das receitas provenientes do gás natural.

A posição foi apresentada durante o painel de Diálogo Presidencial da Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, sob o lema “Moldando o Futuro do Turismo em Destinos Emergentes”, onde o Chefe de Estado destacou o potencial turístico e natural do país como eixo estratégico de desenvolvimento.

Chapo sublinhou que Moçambique dispõe de cerca de 2.700 quilómetros de costa, além de vastas áreas de elevado valor ecológico e turístico, que podem ser exploradas de forma sustentável para impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.

Diversificação para além do gás natural

O Presidente reconheceu a importância dos grandes projectos de gás natural liquefeito em carteira, avaliados em dezenas de milhares de milhões de dólares, envolvendo empresas como a ENI, TotalEnergies e ExxonMobil, mas enfatizou que o futuro económico do país não deve depender exclusivamente do sector extractivo.

“Nós não queremos concentrar-nos apenas no gás. Queremos diversificar a nossa economia”, afirmou Daniel Chapo.

Segundo o Chefe do Estado, a estratégia do Governo passa por equilibrar o investimento em hidrocarbonetos com o desenvolvimento de sectores como o turismo, agricultura e serviços, considerados mais inclusivos em termos de geração de emprego.

Infra-estruturas e conectividade como prioridade

Chapo apontou o desenvolvimento de infra-estruturas básicas como condição essencial para a expansão do turismo, incluindo estradas, corredores de desenvolvimento e acesso regular a água e energia, de modo a tornar as zonas de interesse turístico mais atractivas para o investimento privado.

O Presidente revelou ainda que o Governo está a trabalhar na definição de um plano específico para áreas com maior potencial turístico e ecológico, com enfoque na organização territorial e melhoria das condições de acesso.

Outro desafio destacado foi a conectividade aérea no continente africano, que, segundo o estadista, continua limitada e pouco eficiente, dificultando o fluxo turístico entre países.

Chapo saudou a ligação aérea Luanda–Maputo, mas defendeu o reforço das rotas regionais na SADC e maior cooperação entre países africanos, com apoio de instituições financeiras como o Banco Africano de Desenvolvimento.

Reformas e facilitação de investimento

Na sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu a simplificação de processos administrativos e a criação de um ambiente de negócios mais competitivo, incluindo a digitalização de serviços públicos e a facilitação na concessão de vistos.

Chapo chegou mesmo a sugerir a introdução de mecanismos de incentivo para grandes investidores, como os chamados “vistos dourados”, destinados a atrair capitais estrangeiros e promover a residência de investidores com impacto económico relevante.

Turismo como gerador de emprego inclusivo

O Presidente destacou ainda o impacto social do turismo, defendendo que o sector tem maior capacidade de inclusão económica em comparação com as indústrias extractivas.

“O turismo gera emprego desde a mulher que vende na rua até ao gestor de um hotel ou resort”, afirmou.

Segundo o estadista, esta característica torna o turismo um sector estratégico para a redução da pobreza e para a criação de oportunidades em diferentes níveis da sociedade.

Segurança e imagem internacional

Chapo abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação não deve ser generalizada a todo o território nacional e que o país continua a registar avanços na estabilização da província.

O Presidente afirmou ainda que projectos de grande dimensão no sector energético têm vindo a retomar, reforçando a confiança dos investidores internacionais na economia moçambicana.

Integração africana no centro da visão

No encerramento da sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu uma maior integração económica africana, apelando à remoção de barreiras comerciais e ao reforço da Zona de Comércio Livre Continental Africana como instrumento de desenvolvimento do continente.

Chapo manteve ainda encontros com o Presidente angolano, João Lourenço, centrados no reforço da cooperação bilateral, incluindo a expansão de ligações aéreas e a articulação entre fundos soberanos e empresas estatais dos dois países, com vista ao fortalecimento das parcerias económicas regionais.

Um grupo de deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar da Assembleia da República (AR) manifestou-se preocupado com o baixo nível de reembolso dos valores concedidos aos jovens através do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ), uma situação que compromete a possibilidade de mais jovens beneficiarem desta iniciativa para a criação de renda.

Esta preocupação foi manifestada esta quinta-feira durante um encontro de trabalho que o grupo manteve com o Governo do Distrito de Inharrime, tendo-o incentivado a reforçar as acções de sensibilização junto dos mutuários, de modo a garantir o cumprimento dos reembolsos para a sustentabilidade do FAIJ.

“Quando não há reembolso dos valores concedidos há impedimento que outros jovens possam beneficiar destes valores, comprometendo desta feita o principal objectivo da iniciativa em ajudar mais jovens a criar mais empregos e renda para o seu sustento”, disse o Presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar, Inocêncio Fani.

O deputado Fani alertou ao Governo de Inharrime para a necessidade de privilegiar o incentivo de mais associações juvenis produtivas para que a iniciativa consiga abranger mais jovens e não apenas jovens singularmente.

Na ocasião, a Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, Maria Ana Ernesto Cambula, assegurou que o governo está a desencadear acções tendentes a sensibilizar os mutuários para o devido reembolso dos financiamentos, tendo sublinhado que “este programa, os mutuários reembolsaram 35.500 meticais e falta por reembolsar 326.100 meticais”.

Cambula partilhou com os jovens deputados que o Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL) beneficiou 30 indivíduos dos 15 são mulheres e 15 jovens num valor de 1.500.000 de meticais, dos quais 12 iniciaram com o reembolso, cujo valor totaliza 97.817 de meticais.

No que concerne aos desafios do distrito, concretamente nos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, Cambula relatou a exiguidade e/ou demora na libertação de fundos para a execução de algumas actividades e a falta de oportunidades de emprego para a juventude.

“Neste sentido estamos a sensibilizar a comunidade que vive na periferia da Vila de Inharrime para disponibilizar mais espaços para expansão da habitação de jovens e interagir com eles para abandonarem o consumo de álcool e drogas”, disse Cambula.

A Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Inhambane sublinhando ainda que o sector que dirige se desdobra na criação de parcerias para alcançar a independência financeira, através do auto-emprego e alocar os serviços básicos no povoado do Ngulela de modo a acomodar os jovens naquela zona de expansão.

Dados apresentados pelo Governo de Inharrime indicam que o Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia, no âmbito da implementação do FAIJ, financiou de 2014 e 2018 um total de 17 projectos num valor global de 361.500 meticais, dos quais 12 beneficiaram homens e os restantes 05 são mulheres.

Ainda no Distrito de Inharrime, os deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar reuniram-se com os jovens para uma reflexão sobre os problemas e avanços da juventude a nível daquele ponto do País.

Os secretários-gerais da FRELIMO e do Congresso Nacional Africano (ANC) reafirmaram esta quinta-feira o compromisso de reforçar as relações históricas entre os dois partidos e de consolidar a cooperação entre Moçambique e África do Sul, defendendo uma resposta conjunta aos desafios sociais, políticos e económicos que afectam ambos os países.

O encontro teve lugar na cidade de Maputo, após uma visita do secretário-geral do ANC, que também prestou homenagem aos Heróis Nacionais moçambicanos antes de se deslocar à sede da FRELIMO para a reunião de trabalho com a direcção do partido no poder.

Segundo os dois dirigentes, a relação entre a FRELIMO e o ANC continua a desempenhar um papel fundamental na promoção da solidariedade entre os dois povos e na coordenação de posições comuns face a desafios regionais.

A visita decorreu num contexto marcado por episódios de xenofobia na África do Sul, tema que esteve em destaque nas conversações entre as duas delegações. As lideranças partidárias manifestaram preocupação com o impacto destes fenómenos nas relações entre os dois países vizinhos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, sublinhou que os dois partidos estão alinhados na condenação de actos de discriminação e violência contra cidadãos estrangeiros, considerando que tais práticas prejudicam a coesão regional e a convivência entre povos irmãos.

Por seu turno, o secretário-geral do ANC destacou os ganhos económicos resultantes da cooperação entre Moçambique e África do Sul, sublinhando a interdependência entre as duas economias em sectores estratégicos.

“As nossas economias estão ligadas. A energia de Cahora Bassa, o alumínio da Mozal, o gás e energia, os portos e logística, a agricultura e o turismo”, afirmou.

O dirigente sul-africano defendeu ainda a necessidade de avançar para uma nova fase da cooperação bilateral, centrada na industrialização e na transformação de matérias-primas, de modo a aumentar o valor acrescentado das economias nacionais.

Segundo o responsável, os dois países devem apostar na criação de cadeias produtivas integradas, reduzindo a dependência da exportação de produtos não transformados e promovendo o desenvolvimento industrial conjunto.

A reunião reforçou a ligação histórica entre a FRELIMO e o ANC, partidos que lideraram as lutas de libertação em Moçambique e na África do Sul, respectivamente, e que mantêm uma relação política de longa data baseada na solidariedade e cooperação.

Os dois lados coincidiram na necessidade de aprofundar a colaboração em áreas estratégicas e de continuar a trabalhar em conjunto para enfrentar desafios comuns, incluindo questões de desenvolvimento económico, integração regional e estabilidade social.

O encontro em Maputo é visto como mais um passo no reforço das relações entre os dois partidos e na consolidação da parceria entre Moçambique e África do Sul no contexto da África Austral.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou, nesta quarta-feira, condolências ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pela morte do seu secretário das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, classificando o desaparecimento do dirigente angolano como uma “perda irreparável” para a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), para o povo moçambicano e para as históricas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Angola.

A manifestação de pesar ocorreu durante uma visita à sede do MPLA, em Luanda, onde o Chefe do Estado moçambicano se deslocou pouco depois de chegar à capital angolana para participar na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026. No local, Daniel Chapo transmitiu mensagens de solidariedade à direcção do partido, à família enlutada e ao povo angolano.

Segundo o Presidente da República, a notícia da morte de Manuel Augusto provocou profunda consternação em Moçambique, sobretudo devido ao papel que desempenhou no fortalecimento das relações entre a FRELIMO e o MPLA, movimentos que estiveram na vanguarda das lutas de libertação nacional nos dois países.

“Para nós, foi um choque, como moçambicanos, e sobretudo como FRELIMO”, declarou Daniel Chapo.

O estadista destacou que Manuel Augusto era uma figura de referência na diplomacia angolana e um dos principais impulsionadores da cooperação política entre os dois partidos históricos, contribuindo para a consolidação dos laços bilaterais construídos ao longo de décadas.

“A perda do camarada Manuel Augusto, secretário das Relações Exteriores do MPLA, foi uma perda irreparável para nós, como Frente de Libertação de Moçambique, e para nós, como moçambicanos”, afirmou.

Durante a visita, Chapo recordou a longa trajectória de solidariedade entre Moçambique e Angola, países que conquistaram a independência em 1975 e que mantêm uma cooperação estreita em diversas áreas, incluindo política, economia, defesa e integração regional.

O Presidente sublinhou que a morte de Manuel Augusto representa, não apenas a perda de um dirigente político experiente, mas também de um interlocutor fundamental no aprofundamento das relações institucionais entre os dois Estados.

Ao evocar os seus encontros com o falecido dirigente, Chapo revelou que a última conversa entre ambos ocorreu em Maputo, onde discutiram mecanismos para reforçar a cooperação bilateral e fortalecer os vínculos entre os dois partidos no poder.

O Chefe do Estado revelou ainda que tomou conhecimento da morte de Manuel Augusto durante uma sessão do Conselho de Ministros, momento que descreveu como particularmente difícil para o Executivo moçambicano.

“Foi um grande choque para todos nós”, afirmou, acrescentando que acompanhava a evolução do estado de saúde do dirigente angolano, sem prever um desfecho tão repentino.

A reacção de Chapo evidencia o peso político de Manuel Augusto nas relações entre os dois países e a influência que exerceu ao longo de décadas na diplomacia angolana. O dirigente desempenhou vários cargos governamentais e partidários de relevo, tendo sido uma das figuras mais influentes da política externa de Angola.

Na mensagem deixada na sede do MPLA, o Presidente moçambicano apelou à preservação do legado político e patriótico de Manuel Augusto, defendendo que os seus ideais devem continuar a inspirar as novas gerações de angolanos e moçambicanos.

Para Daniel Chapo, a melhor homenagem ao dirigente passa pela continuidade dos valores que marcaram a sua trajectória, nomeadamente a defesa da paz, da independência nacional, da integridade territorial e da cooperação entre povos irmãos.

“Temos de continuar com os valores que o camarada Manuel Augusto sempre nos ensinou: preservar a paz, preservar a independência, preservar a integridade territorial e, sobretudo, lutarmos juntos como dois povos unidos e irmãos para o desenvolvimento dos nossos dois países”, concluiu.

A visita à sede do MPLA reafirmou os laços históricos entre Moçambique e Angola, num momento de luto para o partido angolano e para os sectores políticos que acompanharam o percurso de uma das figuras mais destacadas da diplomacia e da cooperação entre os dois países africanos.

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