Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

O Presidente da República recebeu, esta quarta-feira, uma carta do seu homólogo da República Árabe Saharauí Democrática, Brahim Ghali, na qual este manifesta gratidão pelo apoio que Moçambique tem prestado à causa da autodeterminação do povo saharauí.

A mensagem foi entregue pelo representante especial do Presidente saharauí, Mohamed Yeslem Beisat, durante uma audiência concedida pelo Chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, em Maputo.

Falando à imprensa após o encontro, o emissário explicou que a carta aborda os mais recentes desenvolvimentos da luta do povo saharauí, bem como questões relacionadas com a cooperação bilateral entre os dois países.

Segundo Mohamed Yeslem Beisat, a mensagem expressa o reconhecimento da República Árabe Saharauí Democrática pelo apoio constante de Moçambique à causa da liberdade, libertação e autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

“O Presidente Brahim Ghali agradece ao Presidente Daniel Chapo e à República de Moçambique pelo apoio permanente à luta do povo saharauí pela liberdade e autodeterminação”, afirmou o diplomata.

Durante o encontro, as duas partes passaram igualmente em revista assuntos de interesse comum, com destaque para o reforço das relações de amizade e cooperação entre os dois Estados.

Moçambique mantém, desde há vários anos, uma posição de apoio ao direito do povo saharauí à autodeterminação, defendendo uma solução pacífica para a questão do Sahara Ocidental, em conformidade com os princípios das Nações Unidas e da União Africana.

A audiência serviu, assim, para reafirmar os laços históricos de solidariedade e cooperação que unem os dois países.

A relação entre Venâncio Mondlane e Raúl Novinte atravessa um momento de tensão, com ambas as partes a apresentarem versões divergentes sobre a situação de Novinte no seio do ANAMOLA.

A polémica surgiu após a realização da primeira Convenção Nacional do partido, que terminou na segunda-feira com a eleição de Venâncio Mondlane para a presidência do ANAMOLA, com mais de 94% dos votos, sendo candidato único.

Durante uma entrevista concedida à DW no último dia da convenção, Venâncio Mondlane foi questionado sobre uma eventual exclusão de Raúl Novinte do encontro. Em resposta, afirmou que Novinte abandonou o partido por vontade própria e considerou que este não reúne condições para se apresentar como exemplo de exclusão.

Raúl Novinte rejeita estas declarações e esclarece que continua a ser membro do ANAMOLA, uma vez que nunca abandonou o partido nem renunciou ao cargo de chefe de mobilização da zona Norte.

Segundo Novinte, o seu isolamento começou depois de ter contactado Venâncio Mondlane para manifestar a intenção de concorrer à presidência do partido, disputando as eleições internas.

Para já, Raúl Novinte não avançou quais serão os próximos passos a adoptar na sequência deste desacordo com a liderança do ANAMOLA.

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou esta quarta-feira a nova direcção da Academia de Altos Estudos Estratégicos (AAEE) a transformar a instituição num centro de excelência dedicado à produção de conhecimento e de pensamento estratégico, capaz de responder aos desafios de segurança e desenvolvimento do País.

Falando durante a cerimónia de tomada de posse de António Njanje Taimo Supeia e Nelson Valente Rego para os cargos de reitor e vice-reitor da AAEE, respectivamente, o Chefe do Estado afirmou que a academia deve assumir um papel central na formação de quadros superiores nas áreas da inteligência, defesa, segurança e governação estratégica.

Segundo Daniel Chapo, as ameaças que Moçambique enfrenta actualmente, incluindo o terrorismo em Cabo Delgado, os raptos, o crime organizado transnacional, o tráfico de droga e de seres humanos, os crimes cibernéticos, a exploração ilegal de recursos naturais e a desinformação, exigem respostas assentes na investigação científica e no pensamento estratégico.

O Presidente da República defendeu que a academia deve reforçar a componente de pesquisa e investigação sobre os principais desafios da segurança nacional, produzindo conhecimento adaptado à realidade moçambicana e contribuindo para a definição de políticas públicas eficazes.

“A segurança do Estado deixou de ser apenas uma questão militar. Hoje é multidimensional e exige quadros altamente qualificados, capazes de antecipar riscos e propor soluções sustentáveis”, afirmou.

Daniel Chapo sublinhou igualmente que a missão da Academia de Altos Estudos Estratégicos vai para além da formação académica, considerando-a uma instituição fundamental para a defesa da soberania, da independência nacional e dos interesses estratégicos do Estado moçambicano.

O Chefe do Estado apelou ainda à nova direcção para garantir uma gestão eficiente, transparente e assente em princípios de integridade, coordenação e trabalho em equipa, destacando a importância de uma relação harmoniosa entre o reitor e o vice-reitor para o alcance dos objectivos institucionais.

Durante a cerimónia, realizada na véspera das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, Daniel Chapo defendeu que a conquista da independência económica constitui o principal desafio da actual geração de moçambicanos e considerou que a academia deve contribuir activamente para esse processo através da produção de conhecimento estratégico.

Na ocasião, o Presidente da República reconheceu o trabalho desenvolvido pelos dirigentes cessantes, Manuel Crispo Bucuto e António Caetano Lourenço, destacando o seu papel na implantação e consolidação da Academia de Altos Estudos Estratégicos desde a sua criação.

Os novos dirigentes assumem funções com a missão de consolidar a instituição como uma referência nacional, regional e internacional na formação e investigação nas áreas da inteligência, defesa e segurança.

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou novos dirigentes para a Academia de Altos Estudos Estratégicos (AAEE), no âmbito das competências que lhe são conferidas pela Constituição da República e pela legislação que rege o ensino superior no país.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, o Chefe do Estado exonerou Manuel Crispo Bucuto do cargo de Reitor da Academia de Altos Estudos Estratégicos e António Caetano Lourenço do cargo de Vice-Reitor da mesma instituição.

Em despachos presidenciais separados, Daniel Chapo nomeou António Njanje Taimo Supeia para o cargo de Reitor da Academia de Altos Estudos Estratégicos e Nelson Valente Rego para o cargo de Vice-Reitor.

A cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes está marcada para esta quarta-feira, 24 de Junho, às 13 horas, no Gabinete da Presidência da República, e será dirigida pelo Chefe do Estado.

A Academia de Altos Estudos Estratégicos é uma instituição vocacionada para a formação, investigação e produção de conhecimento em matérias ligadas à segurança, defesa e estratégia nacional.

O Governo está a terminar os preparativos para a retoma dos actos administrativos na Função Pública, suspensos desde 2021, num processo que deverá beneficiar, numa primeira fase, parte dos mais de 300 mil funcionários abrangidos em todo o país.

Segundo o Ministério da Administração Estatal e Função Pública, já estão disponíveis mil milhões de meticais para financiar o processo este ano. No entanto, o valor está longe de cobrir todas as necessidades identificadas.

De acordo com dados preliminares, seriam necessários cerca de 11 mil milhões de meticais para regularizar os actos administrativos de todos os funcionários públicos que aguardam progressões, promoções e outras actualizações de carreira.

Face à insuficiência de recursos, o Governo está a definir critérios de priorização para determinar quais serão os primeiros beneficiários. Entre os grupos com maior probabilidade de serem contemplados estão cerca de 5.200 funcionários cujos processos ficaram praticamente concluídos em 2021, mas não chegaram a ser formalizados devido à suspensão dos actos administrativos.

Outra prioridade poderá recair sobre os funcionários enquadrados nas categorias salariais mais baixas, numa estratégia que visa permitir a sua progressão gradual na carreira.

As autoridades garantem que os recursos destinados à primeira fase já estão assegurados e que serão mobilizados fundos adicionais para dar continuidade ao processo nos próximos anos.

Neste momento, o Ministério está a recolher e processar informação proveniente de todos os sectores e províncias do país, com vista a determinar o universo exacto de beneficiários e a aplicação dos critérios de selecção.

O Governo prevê que os actos administrativos abrangidos por esta primeira fase comecem a ser implementados nos próximos meses, estando a conclusão do processo programada para Outubro deste ano.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, em Maputo, o Director Executivo da SICPA Holding, Philippe Amon, para analisar possibilidades de cooperação visando a valorização dos activos soberanos de Moçambique, o reforço da transparência económica e a promoção da imagem do país no cenário internacional.

No final da audiência, Philippe Amon classificou o encontro como produtivo e destacou a convergência de interesses entre o Governo moçambicano e a empresa suíça.

Segundo o responsável, a iniciativa pretende contribuir para uma maior valorização dos recursos estratégicos do país e aumentar a sua visibilidade junto dos investidores e parceiros internacionais. A SICPA manifestou ainda disponibilidade para actuar como parceira estratégica de Moçambique neste processo.

A reunião enquadra-se nos esforços do Chefe do Estado para atrair investimento, fortalecer a mobilização de receitas internas e promover soluções tecnológicas capazes de melhorar a gestão dos recursos nacionais.

Fundada na Suíça há cerca de cem anos, a SICPA é reconhecida mundialmente pelas suas tecnologias de segurança e autenticação, utilizadas na protecção de grande parte das cédulas monetárias em circulação no mundo. Nas últimas décadas, a empresa expandiu as suas actividades para a área da mobilização de receitas governamentais, através de sistemas que permitem monitorar, em tempo real, a produção, circulação e comercialização de produtos estratégicos para a arrecadação fiscal.

As soluções desenvolvidas pela empresa são utilizadas por diversos governos para reforçar o controlo sobre recursos naturais e produtos industriais, melhorar a previsibilidade das receitas públicas e apoiar a planificação orçamental por meio de mecanismos digitais de rastreabilidade e monitoria.

A SICPA actua igualmente no combate ao comércio ilícito, à fraude fiscal e à evasão de receitas, áreas consideradas fundamentais para a consolidação financeira e o desenvolvimento sustentável dos Estados.

O presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, anunciou que o partido vai investir na formação dos seus membros através de uma escola política vocacionada para a capacitação em diversas áreas, com destaque para as estratégias eleitorais e a fiscalização do voto, de forma a reduzir a fraude eleitoral nos próximos pleitos.

As declarações foram feitas no encerramento da primeira Convenção Nacional do partido, realizada na cidade de Nampula, onde Mondlane foi eleito líder do ANAMOLA com mais de 94% dos votos.

Segundo o dirigente, a formação dos membros será uma das prioridades da organização, permitindo preparar quadros capazes de acompanhar todo o processo eleitoral, desde o recenseamento até à contagem dos votos.

Entretanto, Venâncio Mondlane reconheceu que o partido enfrentará desafios significativos nos próximos tempos, apontando a segurança dos seus membros como uma das principais preocupações.

O líder do ANAMOLA defendeu a necessidade de criar mecanismos que garantam a protecção dos militantes e simpatizantes, num contexto que considera desafiante para a actividade política.

Mondlane abordou ainda a meta de alcançar mais de seis milhões de membros até 2029, revelando que o partido está a desenhar estratégias de expansão e mobilização para aumentar a sua implantação em todo o território nacional.

A primeira Convenção Nacional da ANAMOLA ocorreu desde o último sábado na cidade de Nampula e serviu para definir as linhas orientadoras do partido para os próximos anos, além de eleger os seus órgãos dirigentes.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações a  todos os Funcionários e Agentes do Estado por ocasião do Dia  Internacional da Função Pública, assinalado nesta terça-feira, 23 de  Junho, destacando o seu papel fundamental na construção,  consolidação e desenvolvimento do País. 

Na mensagem, o Chefe do Estado reconhece o contributo diário  dos servidores públicos, sublinhando o seu compromisso, dedicação  e espírito de missão na prestação de serviços aos cidadãos em todo  o território nacional. 

A celebração deste ano decorre sob o lema “Transformar as  Instituições Públicas: Promovendo a Inovação, a Participação e a Inclusão”, que reflete os desafios actuais da Administração Pública  e a necessidade de aprofundar a sua modernização. 

O Presidente da República reafirma o compromisso do Governo  com a construção de um Estado moderno, eficiente, transparente e  orientado para resultados, sublinhando a importância de tornar as  instituições públicas mais capazes de responder às expectativas dos  cidadãos. 

Nesse contexto, o Chefe do Estado destaca a necessidade de  simplificar procedimentos, eliminar burocracias desnecessárias,  acelerar a digitalização dos serviços e reforçar a transparência e a  prestação de contas na Administração Pública. 

O Presidente da República sublinha igualmente que nenhuma  reforma será bem-sucedida sem servidores públicos qualificados,  motivados e comprometidos com os valores da função pública. 

O documento destaca ainda a aposta do Governo na formação e  capacitação dos quadros do Estado, com especial enfoque para a  criação da Escola de Governação, vista como um instrumento  estratégico para a profissionalização da Administração Pública. 

A mensagem presidencial reforça igualmente a importância da  participação e inclusão, defendendo uma Administração Pública  aberta ao diálogo com os cidadãos e orientada para a melhoria  contínua dos serviços. 

O Presidente da República termina a sua mensagem felicitando  todos os Funcionários e Agentes do Estado, apelando à  continuidade do seu trabalho com dedicação, disciplina,  humildade e elevado sentido de responsabilidade, em prol do  desenvolvimento de Moçambique. 

O político moçambicano Venâncio Mondlane foi eleito presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, ANAMOLA, e tomou posse no cargo ainda esta segunda-feira, durante a primeira Convenção Nacional da formação política, realizada na cidade de Nampula.

Mondlane foi eleito com cerca de 94,04% dos votos, segundo avançou Abdul Nariz, assessor de imprensa do partido. O político era o único candidato à presidência da organização, que fundou em Agosto e liderava interinamente desde a sua criação.

De acordo com a fonte, todos os delegados presentes com direito a voto aprovaram a eleição de Venâncio Mondlane para a liderança máxima da ANAMOLA.

Após a proclamação dos resultados, o novo presidente do partido prestou juramento e assumiu formalmente as funções, numa cerimónia que marcou a consolidação da estrutura de liderança da nova formação política.

A primeira Convenção Nacional da ANAMOLA reuniu cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros, tendo como principais objectivos definir orientações estratégicas, aprovar linhas de actuação política e eleger os órgãos internos da organização, incluindo o Conselho Nacional e a Comissão Executiva.

Os trabalhos decorreram durante três dias, iniciando com um programa aberto ao público, que incluiu uma marcha, e prosseguindo com sessões de debate e deliberação interna até ao encerramento em formato restrito.

A eleição e tomada de posse de Venâncio Mondlane acontecem numa fase de organização interna da ANAMOLA, que procura preparar-se para os próximos ciclos eleitorais, nomeadamente as eleições autárquicas previstas para 2028 e as eleições gerais de 2029.

O novo presidente do partido já admitiu a possibilidade de voltar a candidatar-se à Presidência da República, uma decisão que dependerá das estratégias e deliberações internas da formação política.

A liderança da ANAMOLA deverá apresentar, no encerramento da Convenção Nacional, as principais resoluções aprovadas e o roteiro político do partido para os próximos anos.

+ LIDAS

Siga nos