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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, desafiou, hoje, os jovens da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) a serem mais fortes e inclusivos. Chapo apelou também a capacitação contínua dos jovens para que estejam aptos a lidar com as novas dinâmicas da sociedade. 

Daniel Chapo dirigiu, nesta quinta-feira, a cerimónia de abertura da VII conferência da OJM, na qual serão eleitos o novo secretário-geral da organização e todo secretariado. Durante o seu discurso, Chapo apelou que os jovens mantivessem a convivência pacífica, independentemente das suas aspirações políticas. 

O Presidente da Frelimo desafiou os jovens membros da OJM a serem actores do desenvolvimento sustentável e da paz no país, trabalhando para que Moçambique não volte a viver momentos de tensão, como os assistidos durante as manifestações pós-eleitorais. 

Daniel Chapo recomendou, por fim, a revisão adequada dos estatutos da OJM e uma votação consciente do novo secretariado. 

O Presidente da República manifestou hoje o  seu comprometimento com o Diálogo Público-Privado, com vista  a acelerar as reformas e melhoria do ambiente de negócios no  país. 

O Chefe do Estado falava durante uma audiência concedida à Confederação das Associações Económicas (CTA), com o objectivo a apresentação do novo corpo directivo da  agremiação, bem como dos pelouros que constituem os grupos  

de Trabalho Sectoriais já em pleno funcionamento. 

Na ocasião, Daniel Chapo expressou a abertura do  Governo em colaborar com o sector privado na agenda de reformas para atrair investimentos, aumentar a produção nacional  e impulsionar as exportações. 

Chapo exortou a CTA a apresentar propostas  de reformas concretas, de acordo com as dificuldades que  enfrentam no seu dia-a-dia. 

Durante a apresentação do novo corpo directivo do agremiação, o Presidente do CTA, Álvaro Massinga, fez saber que a agenda de  trabalho da equipa recentemente formada está ancorada num  Manifesto estruturado em cinco áreas estratégicas, nomeadamente, a Promoção de Reformas Económicas  Estruturantes; Promoção do Desenvolvimento Associativo e  Institucional, Participação Activa do Sector Privado nas Infra estruturas e Serviços Públicos; Participação Activa do Sector  Privado nas Infra-estruturas e Serviços Públicos e; Desenvolvimento do Capital Humano e Promoção do Conteúdo Local. Álvaro Massinga fez saber, igualmente, a realização ainda este  mês do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CEMAN), a ser liderado pela Primeira-Ministra e da Conferência do  Sector Privado (CASP), entre os meses de Outubro e Novembro,  evento tradicionalmente presidido pelo Chefe do Estado. 

O Presidente da República dirigiu as cerimónias centrais dos 130 anos dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Na Cidade de Maputo, Daniel Chapo afirmou que, nesta terça-feira, o país celebrava uma marca que orgulha os moçambicanos 

Quem passou pela Praça dos Trabalhadores, hoje à noite, na Baixa da Cidade de Maputo, viu uma combinação de cores invulgar. Não obstante, com o destaque para o verde, marca visual dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Nada ao acaso. Na verdade, o espectáculo visual foi uma das formas encontradas pela empresa para celebrar os seus 130 anos de existência. 

A cerimónia central de mais um aniversário dos Caminhos de Ferro de Moçambique, com efeito, contou com a presença do Presidente da República. No seu discurso, Daniel Chapo chamou a atenção de todos para uma aventura virtual pelo séc. XIX, altura em que a empresa foi criada na então Cidade de Lourenço Marques. 

Por conseguinte, Daniel Chapo sublinhou que a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique é um marco cujos feitos ultrapassaram a imaginação dos moçambicanos na altura em que se tornou nacional. Para o Presidente da República, a empresa conseguiu entrar para o domínio do orgulho dos moçambicanos.

Falando a uma audiência igualmente constituída pelos antigos chefes de Estado, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi, Daniel Chapo afirmou que há 130 anos construiu-se, na actual Cidade de Maputo, uma estrada do progresso, com promessas de modernidade que se tornaram, nas mãos dos moçambicanos, instrumentos de coesão social, de cidadania e afirmação nacional. Por isso mesmo, “Festejamos a capacidade de resistir, de transformar e de fazer o futuro”.

Para o Presidente da República, a história dos Caminhos de Ferro confunde-se com a de Moçambique. “Muitas das nossas cidades surgiram à volta das estações ferroviárias. Os CFM tornaram-se a espinha dorsal de economia, de cultura, de sonhos e de desenvolvimento”.

Finalmente, Daniel Chapo chamou considerou pertinente a preservação dos CFM, porque constitui símbolo de esperança, resistência e revolução. 

PAPEL DOS CFM NA LOGÍSTICA 

Intervindo na cerimónia desta terça-feira, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, considerou que, volvidos 130 anos, o país celebra as realizações dos CFM reflectindo sobre o papel estratégico do transporte ferroviário na logística do país e da região. 

Ontem, João Matlombe reiterou a determinação do Governo em tornar os transportes ferroviários mais competitivos, em sintonia com o compromisso relacionado à agenda transformacional. Tal compromisso, reiterou, está associado a mais dinâmica e competitividade. Assim, acrescentou, será viável a consolidação de parcerias capazes de tornar as infra-estruturas mais eficientes e alinhadas com programas de desenvolvimento. 

CFM: SÍMBOLO DE MEMÓRIA COLECTIVA

Ao intervir na cerimónia central de celebração dos 130 dos Caminhos de Ferro de Moçambique, o presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, referiu que a instituição não é apenas uma empresa de transporte, mas símbolo de memória colectiva de Moçambique e integração social ao nível regional.

Para o edil Maputo, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique é um motor da economia nacional, pois liga pessoas e culturas do país, e ainda concorre para o conhecimento das cidades nacionais. Também por isso, destacou, “Celebrar os 130 anos dos Caminhos de Ferro de Moçambique é, igualmente, celebrar a resiliência, a inovação e o compromisso com o futuro”.

Segundo Rasaque Manhique, orgulha a capital do país acolher parte significativa da infra-estrutura, pois Maputo deve muito aos CFM, aos operários e engenheiros que promovem o progresso urbano.

“Reiteramos o compromisso de continuarmos a ser parceiros dos CFM para a construção de uma mobilidade urbana que contribua para inclusão social”, finalizou.

O Conselho de Ministros apreciou,  e aprovou o Decreto que revoga o Decreto n.º 58/2004, de 8 de Dezembro, que confere o pagamento de subsídios de Estudantes do 6.º Ano do Curso de Medicina das Instituições de Ensino Superior Públicas; A Resolução que autoriza as empresas Electricidade de Moçambique, Empresa Pública, e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, Sociedade Anónima, a subscreverem,

cada uma delas, até 15 % das participações sociais da CHMN – Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa; a Resolução que ratifica o Acordo de Crédito celebrado entre o Governo da República de Moçambique e o Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (BADEA), no dia 29 de Abril de 2024, no valor de USD 20.000.000,00 (vinte milhões de Dólares Americanos), destinado ao financiamento do Projecto de Construção e Apetrechamento dos Hospitais Distritais de Mecanhelas e Ngauma, na Província de Niassa. a Resolução que exonera Higino Francisco de Marrule, do cargo de Coordenador Nacional do Gabinete de Desenvolvimento do Compacto II.

Durante a sessão, o Governo apreciou ainda o Relatório da Participação do Presidente da República, Daniel Chapo, na IV Conferência Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, de 30 de Junho a 03 de Julho, em Sevilha, Espanha, e o Relatório da Visita de Trabalho de Daniel Chapo a Portugal, de 03 a 04 de Julho de 2025.

Ainda na mesma Sessão, o Governo apreciou as informações sobre o Balanço das

Celebrações dos 50 anos da Independência Nacional.

O partido Frelimo condenou os recentes assassinatos que aconteceram na província de Maputo e apela a um rápido esclarecimento para manter a confiança da população nos órgãos de justiça.

De acordo com Pedro Guiliche, porta-voz do partido, a Frelimo apela a população a continuar a trabalhar com as autoridades para o esclarecimento dos casos, bem como para a manutenção da paz e da concórdia.

A 51ª sessão ordinária da Comissão Política da Frelimo, reunida esta segunda-feira, que analisou profundamente a situação política, socioeconómica e cultural do país, debateu outros quatro pontos, nomeadamente a análise das celebrações dos 50 anos da independência nacional e 63 anos da criação da Frelimo, a realização da sétima conferência nacional da OJM, o funcionamento dos órgãos do partido nas províncias e o desempenho da bancada da Frelimo na Assembleia da República.

Pedro Guiliche disse que a Comissão Política faz avaliação positiva da realização do evento na medida em que as celebrações dos 50 anos começaram com o lançamento da tocha em Nangade, que percorreu todo país e regressou à província de Maputo para poder estar presente no Estádio da Independência Nacional.

“Durante o percurso testemunhamos a coesão e união entre a fraternidade da família moçambicana, onde vivenciamos o engajamento e participação de muitos, o que demonstra que a unidade nacional continua sendo a prioridade dos moçambicanos”, disse Guiliche.

Para o porta-voz do partido, a celebração foi uma oportunidade para os moçambicanos fazerem radiografia dos 50 anos do país independente, bem como perspectivar os desafios futuros. Por isso, “a Comissão Política saúda a forma estratégica e inteligente com que o presidente Daniel Chapo dirigiu as cerimónias e queremos que continuem até Dezembro porque a independência deve ser exaltada por todos”, destacou.

Relativamente às parcerias estratégicas para o desenvolvimento, a Comissão Política saudou a participação de Daniel Chapo na Espanha e os encontros que teve com o Rei da Espanha para o fortalecimento das relações entre os dois países.

“A cimeira  permitiu foi uma oportunidade para o camarada presidente Daniel Chapo levar a visão de governação dos próximos cinco anos”, disse o porta-voz.

A passagem de Daniel Chapo por Portugal,  onde manteve conversações com o presidente português e o Primeiro Ministro, também foi saudada, uma vez que “serviu de oportunidade do estreitamento das relações entre os dois países”.

Sobre a Conferência da OJM, a Comissão Política da Frelimo foi informada da realização do evento, entre os dias 12 e 13 deste mês e foram aprovadas as candidaturas para o Secretário Geral da organização, que é o braço juvenil do partido.

Quanto aos órgãos do partido, a Comissão Política fez análise extensiva ao nível nacional e destaca que o partido continua a trabalhar a contento e encoraja o recém eleito Primeiro Secretário do partido na província da Zambézia e por fim encorajou e saudou os trabalhos dos deputados da Frelimo nos seus círculos e espera que mantenham os contactos com a base.

O novo Alto-Comissário da República da Tanzânia em Moçambique, Hamad Khamis Hamad, garantiu que o seu país nunca deixou Moçambique sozinho na luta contra o terrorismo. Segundo o diplomata, as forças tanzanianas permanecem no terreno, a cooperar directamente com as autoridades moçambicanas, sobretudo nas zonas fronteiriças entre os dois países

Em declarações feitas após um encontro esta segunda-feira com a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, Hamad sublinhou:

“A Tanzânia está a colaborar estreitamente com Moçambique. Temos tropas no norte de Moçambique que operam lado a lado com as forças moçambicanas. Estamos conscientes dos desafios naquela região e também no sul da Tanzânia, onde um grupo continua a criar instabilidade. Por isso, a Tanzânia mantém-se firme ao lado de Moçambique para eliminar essa ameaça.”

A Missão Militar da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SAMIM) terminou em julho do ano passado, após um ano de operações em Cabo Delgado. Contudo, a Tanzânia assegura que não retirou o seu apoio, reforçando o compromisso com a segurança regional.

Durante o encontro com Margarida Talapa, o Alto-Comissário expressou ainda o interesse em intensificar os laços culturais, através da criação de um Centro Cultural Moçambique-Tanzânia. O espaço deverá dinamizar várias atividades, como aulas de suaíli, para aproximar ainda mais os dois povos.

“Estamos a trabalhar num projeto para inaugurar o centro cultural, que incluirá o ensino do suaíli. Já oferecemos aulas a jornalistas moçambicanos. O suaíli é uma língua bantu reconhecida pela UNESCO e queremos que mais moçambicanos possam aprendê-la,” disse o diplomata.

Hamad destacou também a importância da cooperação parlamentar entre os dois países, salientando que, apesar de o parlamento tanzaniano estar focado nas eleições gerais previstas para novembro, o objetivo é reforçar as relações institucionais após a formação do novo órgão legislativo.

O representante, que também responde pela Tanzânia junto aos Reinos de Eswatini e Madagascar, afirmou não ter dúvidas de que Moçambique é uma inspiração para o seu país, sobretudo num período de transição política.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende que a sequência de homicídios ocorridos na cidade da Matola, província de Maputo,  revela falta de amor ao próximo e apela ao não uso da força para resolução dos problemas.

Margarida Adamugi Talapa está em Tete na visita de trabalho de dois dias. Questionada sobre a onda de assassinatos na Matola, província de Maputo, último dos quais ocorrido na manhã desta sexta feira, a governante mostrou-se preocupada com a sequência de homicídios e fez saber que na sua linha de pensamento, tais actos violentos revelam a ausência de amor ao próximo.

Talapa apela ao não uso de forças  para resolução dos problemas e diz ainda que tais actos comprometem  o desenvolvimento humano.

A presidente da Assembleia da República falava, nesta sexta-feira, pouco depois de efectuar uma visita ao hospital provincial de Tete, mercados municipais e estabelecimento penitenciário feminino localizado no bairro Chingodzi. Na ocasião, procedeu a entrega de sessenta e oito colchões  e bens alimentares com vista a melhorar a qualidade de vida  das detentas.

A Primeira-Dama da República,Gueta Chapo, participa, a partir de hoje, em Nova Iorque,  Estados Unidos da América, na Terceira Edição Anual da Global First  Partners Academy, um encontro internacional de alto nível que reúne  Primeiras-Damas e Primeiros-Parceiros de todo o mundo.

A Academia Global dos Primeiros-Parceiros, organizada pela  Fundação Ford, tem como objectivo fortalecer capacidades de  liderança, promover redes colaborativas e inspirar acções transformadoras a partir das plataformas ocupadas pelas Primeiras Damas. O evento decorre sob o lema “Liderar a partir de Dentro: O  Poder do Eu e os Métodos para uma Liderança Resiliente”.

Durante os três dias principais de sessões, (08, 09 e 10 de Julho), a  Primeira-Dama participará em diversas sessões temáticas que incluem: Descoberta dos Pontos Fortes de Liderança; Gerir uma Plataforma de Primeiros-Parceiros de Sucesso; • Preparar os Jovens para o Futuro; Inovações na Saúde da Mulher e Inteligência Artificial; • Tendências Tecnológicas e Segurança Alimentar; Mobilização de Recursos para Iniciativas de Impacto Social,  entre outros.

Acompanham a Primeira-Dama nesta deslocação aos Estados Unidos  da América, a esposa do Governador da província de Nampula,  Nazira Abdula, e Quadros da Presidência da República e de outros  sectores do Governo.

O Governo, através do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, lançou no dia 23 de junho o Portal de Funcionários e Agentes do Estado, uma nova plataforma digital que visa modernizar a administração pública e facilitar o acesso dos servidores públicos a informações sobre sua vida profissional.

De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, a ferramenta foi desenvolvida por técnicos moçambicanos e permitirá maior agilidade nas respostas às solicitações dos funcionários, além de melhorar a comunicação interna e promover a transparência nos serviços públicos.

O portal disponibiliza serviços como: Consulta de carreira profissional, enquadramento na Tabela Salarial Única e tempo de serviço; Acesso a recibos de salários, declaração de rendimento e informações sobre créditos bancários; Divulgação de oportunidades de formação, bolsas de estudo, eventos e legislação relevante.

Impissa apelou ao uso massivo da plataforma e incentivou os funcionários a apresentarem sugestões de melhoria, sublinhando que o portal é dinâmico e em constante aperfeiçoamento.

O Governo diz que este lançamento insere-se no esforço de transformação digital do país, com foco na modernização da função pública, combate à corrupção e valorização dos quadros do Estado.

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