O Governo diz que se deve sempre garantir clareza e interesse público na informação difundida pelas instituições. O posicionamento foi defendido durante o primeiro Fórum Nacional dos Comunicadores do Governo. Enquanto isso, pesquisadores e organizações desafiam o Governo a promover uma comunicação clara, inclusiva e isenta de manipulação.
O Governo reuniu, nesta quinta-feira, em Maputo, mais de 120 gestores de comunicação institucional Estatal, para a identificação dos desafios do sector e suas soluções.
O primeiro diagnóstico do executivo é a clareza da informação difundida e fraco interesse público.
“O comunicador de Governo deve compreender que cada informação que transmite representa uma instituição pública e, em última análise, o próprio Estado. A comunicação pública deve, por isso, ser orientada pelo interesse público e pelo compromisso com a verdade e com a responsabilidade institucional. Por isso, a comunicação do Governo deve ser articulada, coerente e harmonizada. Precisamos fortalecer mecanismos de coordenação e de partilha de informação entre comunicadores dos diferentes sectores do Governo e este Fórum é um espaço privilegiado para esse efeito”, referiu Inocêncio Impissa, ministro da Administração Estatal e Funcao Público, durante a sessão de abertura do fórum.
Impissa, que representava a Primeira-ministra na cerimónia, apontou ainda a necessidade de domínio das novas tecnologias, para fazer face à onda de desinformação.
“Perante este cenário e para evitar reiterados desmentidos através de comunicados, briefings e sessões de esclarecimento, cabe aos comunicadores se transfigurarem e se adaptarem às novas realidades, devendo utilizar as novas plataformas como a inteligência artificial e responsabilidade, para além de se antecipar a alguns fatos, fatores ou fenómenos. Devem dominar as redes sociais, adaptar conteúdos às novas abordagens e às novas tecnologias e plataformas, facilitando a inclusão digital e transformando a comunicação institucional em um diálogo aberto com a sociedade”.
Subordinada ao tema “Fortalecendo a governação através de uma comunicação eficiente e inovadora”, o evento é tido como uma plataforma essencial para melhorar a actuação dos comunicadores do Governo.
Quem o diz é Luis Canhemba, Director do Gabinete de Informação do Governo, Gabinfo.
“Estão na lista assessores, adidos de imprensa, chefes dos gabinetes de comunicação, que para nós termos uma voz única para encontrarmos uma plataforma de comunicar bem e quase que de forma uníssona em relação àquilo que o Governo tem feito. Vamos, neste fórum, perceber o que de errado temos estado a fazer e como é que podemos melhorar. E, para isso, convidamos alguns oradores portugueses e outros moçambicanos para entendermos quais são as melhores práticas internacionais e percebermos como é que nós podemos melhorar e como é que podemos, de forma antecipada, transmitir informação útil até o lugar mais recôndito do nosso país”, disse.
Da sessão de abertura, seguiu-se um painel de debate.
O Pesquisador e Director executivo do Misa Moçambique desafia o Governo a promover uma comunicação clara, inclusiva e isenta de manipulação.
“Temos de sair da ideia de que podemos controlar a opinião pública, que muito marca o nosso pensamento político, que é objectivamente contrário ao princípio da comunicação política. Porque a comunicação política define-se como o uso de técnicas diversificadas para influenciar a opinião pública. Ora, meus caros, há dois conceitos que eu introduzi aqui.
O controlo e a influência. São duas coisas totalmente diferentes. E uma das grandes críticas que temos vindo a receber como Governo é a nossa baixa capacidade de sermos proativos na comunicação. Temos uma comunicação reactiva e muitas vezes incipiente na própria tentativa de reagir”.
A consequência directa desta manipulação, de acordo com o orador, é o descrédito dos órgãos tradicionais.
“Sejam eles controlados por entes privados, sejam eles controlados pelo Estado, muito pelo facto de as pessoas terem ganhado consciência de que o jornalismo tradicional passou muito tempo na lavagem de que é objectivo, é verdadeiro, para tal esconder muita propaganda. Por quê? Porque esses órgãos são detidos por pessoas que têm interesses comerciais e políticos. Esses órgãos são detidos, nos nossos contextos, pelo Estado, que tem partidos dominantes. Então as pessoas já estão a se dar contas disto. Estão a desacreditar. Então, se não nos confiarmos em passar a nossa mensagem só na imprensa tradicional, corremos sérios riscos de falhar. ”
Já Fernando Ribeiro, especialista em propaganda, defende que o executivo deve separar claramente a comunicação pública e propaganda partidária. E diz mais: reconhece que o papel dos comunicadores do Governo é promover a boa imagem do seu Governo, mas isso deve ser acompanhado por “boa Governação”, para que a sua comunicação seja baseada na verdade.
Ribeiro diz que a mentira, embora usada por políticos, não deve ser base para a comunicação.
A Secretária de Estado e a Governadora de Niassa, Lina Portugal e Elina Massenguele visitaram na manhã de hoje, no Hospital Provincial de Lichinga, parte das 100 pacientes com fístula obstétrica que serão operadas por uma missão organizada pela Focus Fístula e pelo Ministério da Saúde.
Durante a visita, as governantes dialogaram com as beneficiárias do tratamento e interagiram com a equipa médica envolvida na missão de tratamento, tendo no final se mostrado satisfeitas com o decurso dos trabalhos.
“Nós vínhamos aqui para acompanhar as cirurgias de fístulas que estão sendo feitas e transmitir conforto às nossas queridas mães que estão aqui, na qualidade de mulheres que somos. É uma campanha que visa devolver dignidade a estas mulheres que em algum momento vinham sofrendo estigma ao nível das suas famílias e da comunidade”, disse a Secretária de Estado de Niassa, Lina Portugal.
A governante reconhece haver desafios para se acabar com a doença, mas avança com algumas medidas que devem ser tomadas para acabar com o estigma que as mulheres com fístula sofrem.
“Queremos que estas mulheres que já foram intervencionadas voltem as suas comunidades como embaixadoras e transmitam as outras que sofrem com a doença, que é possível reverter a situação em que se encontram devendo se dirigir a uma unidade sanitária.”
Por sua vez, a Governadora de Niassa convida as mulheres a recorrerem às unidades sanitárias a tempo para terem o devido acompanhamento e assim evitar o risco de ter um parto complicado que pode resultar em uma fístula.
Desde o início da campanha já foram alistadas mais de 100 mulheres com idades que variam entre 15 e 62 anos, provenientes dos distritos de Mandimba, Sanga, Muembe, Lago, Metarica, Lichinga, Maua, Nipepe, Ngauma, Chimbonila, Marrupa e Majune.
Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, em seniores masculinos, cumpriram, na dupla jornada do Campeonato da Cidade de Basquetebol, realizada entre sexta-feira e sábado. Os “canarinhos”, orientados por Miguel Guambe, começaram por vencer o Aeroporto por 95-27, resultado desnivelado que espelha a sua superioridade na quadra.
No sábado, o Costa do Sol derrotou as Águias Especiais por 20 pontos, ou seja, 67-47. Com estas vitórias, os “canarinhos” cimentaram a liderança da prova com oito pontos. O vice-campeão da cidade, Ferroviário de Maputo, “vingou-se” da derrota sofrida no duelo com o Maxaquene na fase de apuramento da zona Sul para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, batendo, sábado, os “tricolores” por 77-70.
Destaque ainda para a A Politécnica de José Macuácua que venceu o Maxaquene “B” por 71-46. Já o Desportivo de Maputo levou a melhor no encontro com o Ferroviário “B” por 57-44. No sábado, a equipa comandada por Carlos “Carlinhos” Ferro bateu a Universidade Pedagógica de Maputo por 57-55.
Ao nível dos seniores femininos, o Costa do Sol venceu o Ferroviário “B” por 87-40, enquanto a A Politécnica bateu o Maxaquene por 78-46. Campeão da cidade, o Ferroviário de Maputo “A” bateu o Desportivo de Maputo por 119-21.
Aníbal Manave foi eleito vice-presidente da Federação Internacional de Basquetebol. Por sua vez, Clarrisse Machanguana foi indicada para a Comissão das selecções jovens da FIBA-Mundo.
Reunida em Congresso ordinário em Manila, nas Filipinas, a Federação Internacional de Basquetebol, FIBA-Mundo, reconheceu dois moçambicanos, nomeando-os para cargos importantes no organismo que gere a modalidade da bola ao cesto no planeta.
Aníbal Aurélio Manave foi eleito, por unanimidade, vice-presidente da FIBA-Mundo. Manave acumula, desta forma, este cargo com o de presidente da FIBA-África para o qual fora eleito a 17 de Junho, no decurso do congresso da agremiação realizado em Maputo.
Manave, que era candidato único à sua própria sucessão, foi reeleito por unanimidade de votos por cerca de 200 delegados em representação de 50 países africanos.
O também presidente do Comité Olímpico de Moçambique integra ainda a Direcção Centralda FIBA-Mundo. Única moçambicana a evoluir na WNBA, liga profissional de basquetebol feminino dos EUA, Clarisse Eulália Machanguana, foi nomeada para a Comissão das Selecções Jovens da FIBA-Mundo.
Machanguana tem estado em evidência nos últimos anos, integrando acções de formação da Basketball África League e FIBA-África.

A antiga basquetebolista participa de programas que inspiram raparigas africanas a praticarem o basquetebol no continente.
Clarisse Machanguana, antiga internacional basquetebolista, fez parte, em Maio, no Cairo, Egipto, de um painel da sessão da Basketball Africa League (Bal) – denominado “BAL4Her program” – que abordou temas como a contínua inspiração, capacitação e elevação da nova geração de mulheres líderes africanas.
Participaram nesta acção 50 jovens profissionais e 12 especialistas da indústria desportiva com cotação internacional, com destaque para a directora de inovação e experiência da Ignite, Deana Shabaan; directora de Responsabilidade Social e programas de jogadores da BAL, Marie-Laurence Archambault; jornalista e comentadora da BAL, Usher Komughisha; e a líder de Marketing da BAL, Acha Diop.
PR FELICITA ANÍBAL MANAVE
Em mensagem publicada na rede social Facebook, o Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou Aníbal Manave pela eleição ao cargo de vice-presidente da FIBA-Mundo.
“O nosso compatriota Aníbal Manave foi ontem eleito vice-presidente da FIBA-Mundo, em Manila, nas Filipinas, onde decorre o Campeonato Mundial de basquetebol. Este é mais um marco para celebrar como país, pois demonstra a competência dos moçambicanos para dirigir organismos internacionais, o que prestigia todos nós como Nação. De recordar que o nosso compatriota ora eleito à vice-presidência daquele organismo também foi reeleito em Junho para o cargo de presidente da FIBA- África. Felicitamos Aníbal Manave por esta conquista”, lê-se na mensagem do Presidente da República.
O Governo, através do Ministério da Saúde, recebe hoje um donativo constituído por 15 mil doses de vacina anti-rábica humana, refere um comunicado enviado ao jornal O País.
O donativo é do Governo da República Federativa do Brasil, e resulta de uma solicitação do MISAU, para fazer face à demanda desta vacina nas Unidades Sanitárias e nos Centros de Exames Médicos, onde ela é administrada a todos os pacientes vítimas de mordeduras por animais.
A cerimónia de recepção das vacinas será dirigida pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, e contará com a presença do embaixador do Brasil e com o representante residente da Organização Mundial da Saúde.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, discursou esta manhã, durante a comemoração do mês da Amnistia em África, na Cidade de Maputo, que decorre sob o lema “Desarmamento como Oportunidade Para o Silenciar das Armas em África: Lições da República de Moçambique”.
Organizada pela União Africana, em parceria com as Nações Unidas, a celebração tem como propósito a mobilização de esforços para acelerar a materialização da iniciativa africana referente ao Silenciar das Armas em África até 2030, uma contribuição para a promoção e reforço da paz e estabilidade no continente africano, refere um comunicado do MINEC.
Participam nesta comemoração quinze Estados-Membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, representantes da Comissão da União Africana, das Nações Unidas e de outros organismos internacionais.
De acordo com a nota, o evento ocorre na sequência da 29ª Cimeira da União Africana, realizada em Adis-Abeba, Etiópia, em Julho de 2017, que declarou o mês de Setembro de cada ano, como o Mês Africano da Amnistia para a entrega e recolha de armas ilícitas, ligeiras e de pequeno porte.
A celebração é organizada anualmente, segundo o princípio de rotatividade geográfica das cinco sub-regiões do continente africano.
Pelo menos 26 pessoas morreram ontem na Nigéria, quando um barco naufragou num rio no estado ocidental do Níger. A informação é dos serviços de emergência, citados pelo Notícias ao Minuto.
Segundo a fonte, a embarcação virou no rio Níger, no território de Mokwa, sendo que as vítimas estavam a caminho de uma fazenda situada na outra margem.
“Até agora, 26 corpos foram recuperados e mais de 30 pessoas foram resgatadas à medida que a operação de salvamento continua”, disse em comunicado o porta-voz da Agência de Emergência do Estado do Níger , Ibrahim Husseini.
Segundo Ibrahim Husseini, mais de 100 pessoas encontravam-se no barco quando o incidente ocorreu.
O director-geral da NSEMA, Garba Salihu, notou que o acidente ocorreu por volta das 07:30 horas na comunidade de Gbajibo, entre as barragens de Jabba e Kainji.
O governador do estado do Níger, Umaro Bago, lamentou a tragédia “chocante e dolorosa”, enviando apoio às comunidades afetadas.
O Estádio Nacional do Zimpeto, qual ovo de Colombo, rebentou pelas costuras sábado último. O povo, esse, não quis perder a oportunidade de se deleitar do seu próprio ópio, neste caso o futebol. Disse, por isso, “sim” ao chamamento da pátria para uma missão hercúlea e histórica.
Hirto, os adeptos fizeram do Zimpeto um “inferno” para os visitantes. Embora, claro, em alguns momentos o ar gélido tenha pairado quando as redes de Ernani balançaram. Não só: quando, após uma distração, o ferro negou o golo ao Benin. Realistas, mas nem por isso fatalistas, os adeptos perceberam que o Benin não era pêra doce. Era preciso acertar agulhas. O bom, nisso tudo, é que estávamos perante milhões de braços, uma só força. O verso do “Pátria Amada” foi, seguramente, uma inspiração “divina” ou mote para colocar em marcha a corrida à Costa do Marfim. Uma causa, uma Nação. Todos eram Mambas, todos entendedores de futebol. O protagonismo e outros “ismos” enchia os egos. Era preciso, afinal, dar a entender que conhecemos algo. Ainda bem que assim foi, embora seja preciso separar águas de uma modalidade que hoje por hoje é ciência.No final do jogo, os jogadores dos Mambas exultaram com a qualificação para o CAN, treze anos depois.

“Fomos à procura do resultado. Achamos que fomos crescendo no jogo. Foi um jogo difícil mas nós sabíamos o que queríamos. Fomos muito felizes e agora é só comemorar”, disse Geny Catamo, jogador dos Mambas.
Em modo eufórico estava outrossim Edmilson Dove, um dos esteios da defensiva da selecção nacional de futebol. “É um momento de euforia não só para nós jogadores como também para o povo moçambicano. É um feito histórico. O nosso povo está de parabéns, sempre acreditou em nós. Esta vitória é de todo o povo moçambicano. Agora temos é que festejar”, regozijou-se Edmilson Dove.

Especial, claramente, para Mexer Sitoe é a qualificação para o CAN 2023 depois de ter feito parte do grupo que, em 2010, esteve na campanha para Angola.
“É um momento especial. Estivemos a semana toda a conversar sobre isso. Se calhar é o último CAN, pode ser o último CAN. Para nós é um momento gratificante, é um momento histórico. Nós estamos felizes por isso”, disse, emocionado, Mexer.
Autor de um dos golos dos Mambas, Witi, jogador do Nacional da Madeira, encheu o peito e ainda que ofegante por tamanho feito, precisou que “estamos todos orgulhosos” e “lutamos muito para alcançar esta qualificação”. Para o esquerdino, “enfrentamos muitas batalhas ao longo desta campanha, e, felizmente, conseguimos o que queriamos”.
Não há nenhum moçambicano entre as mais de duas mil vítimas mortais do sismo no Marrocos. Vivem naquele país da África Ocidental dois moçambicanos que viveram os efeitos do fenómeno natural mas saíram ilesos.
Houve pânico na noite de sexta-feira em várias cidades do Marrocos, cujos momentos foram captados por vídeos amadores.
No país assolado pelo trágico sismo, com um saldo, para já, de acima de duas mil mortes, vivem apenas dois moçambicanos, um dos quais contou ao “O País” que também viveu momentos de pânico.
Jurista de profissão, Lumbela e o outro moçambicano residente no Marrocos estão bem mas lamentam as vítimas mortais do sismo, algumas das quais pessoas que conheceram.
Há vários edifícios reduzidos a escombros em diferentes cidades.
O balanço provisório do terramoto que atingiu Marrocos na sexta-feira à noite subiu para cerca de 2.020 mortos e mais de 2.000 feridos, dos quais 1.404 em estado grave.
O anterior balanço do Governo marroquino dava conta de 1.305 mortos e 1.832 feridos.
O balanço de vítimas tende a agravar-se, uma vez que o terramoto atingiu uma área montanhosa de difícil acesso. As operações de busca, socorro e resgate estão em curso pelas regiões afectadas.
O tremor de terra, cujo epicentro se registou numa localidade a 63 quilómetros da cidade de Marraquexe, é o mais violento em Marrocos nos últimos 120 anos.
Marraquexe foi uma das cidades mais atingidas, sobretudo o centro histórico, que é património mundial da UNESCO.
O sismo foi sentido também em Portugal e Espanha, tendo atingido uma magnitude de 6,8 na escala de Richter, segundo o Instituto Nacional de Geofísica de Marrocos.
A Argélia, que havia fechado em 2021 o espaço aéreo a todos os voos civis e militares de Marrocos, anunciou a reabertura para aviões de ajuda humanitária às vítimas do sismo.
Mais de 300 mil pessoas foram afectadas pelo terramoto. Marrocos decretou três dias de luto nacional.