Em entrevista ao “O País Económico”, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defende que empresas portuguesas poderão reforçar a sua presença em Moçambique, caso o Governo implemente reformas para dinamizar a actividade económica no País. Neste momento, há cerca de 450 empresas de capitais portugueses presentes no mercado moçambicano. O diplomata falava em Maputo, após Portugal ter disponibilizado 17 milhões de euros para financiar micro, pequenas e médias empresas moçambicanas.
Temos aqui mais uma linha de financiamento de Portugal de 17 milhões de euros para micro, pequenas e médias empresas moçambicanas. Qual é a taxa de juros que poderá ser praticada pelos bancos?
Essa é uma pergunta muito técnica que eu vou deixar para os bancos responderem. Eu aproveito só para sublinhar que o objectivo do FECOP, o Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa, é apoiar aquelas que são o motor da economia moçambicana, que são as micro, pequenas e médias empresas. São empresas que, pela sua própria natureza, têm maiores dificuldades de acesso aos mecanismos tradicionais de financiamento. Portanto, nós, através do FECOP, pretendemos oferecer mais um instrumento desenhado para essas empresas de menor dimensão, e no fundo tem uma componente de assistência técnica e uma de financiamento para ajudá-las a apresentarem projectos válidos que criem valor, que criem emprego e contribuam para o desenvolvimento do País.
O que leva Portugal a apoiar essas empresas moçambicanas através deste financiamento e a não financiar as infra-estruturas que têm criado bastante obstáculos para estas?
Portugal tem uma cooperação muito abrangente com Moçambique. Não há praticamente nenhum domínio da sociedade moçambicana em que não exista uma cooperação regular, normal e intensa em muitos casos entre Portugal e Moçambique. Moçambique é o nosso principal beneficiário da cooperação para o desenvolvimento, é um dos principais destinos do investimento português no estrangeiro, é uma economia que, acreditamos, tem um enorme potencial de desenvolvimento que ainda está por explorar e, portanto, Portugal está presente em todos os domínios onde é possível estar. Nós queremos apoiar os grandes projectos, mas queremos também olhar para aquilo que é o tecido das micro, pequenas e médias empresas, que são os principais dinamizadores da economia moçambicana. São as que criam o maior número de postos de trabalho e criam valor a nível local, por todo o País. Portanto, não poderíamos deixar de estar presentes também neste importante segmento das empresas moçambicanas.
Que mecanismos foram criados para assegurar que este novo fundo não financia o caixa dos bancos e financia propriamente essas micro, pequenas e médias empresas?
Como hoje aqui ficou claro, o próprio sistema de gestão da operacionalização do FECOP é um sistema de parceria em que juntamos a Associação Moçambicana de Bancos e o Instituto das Pequenas e Médias Empresas. Portugal é o financiador, mas deixamos nas mãos dos especialistas a definição do regulamento e das regras que serão aplicáveis aos projectos. Creio que estamos em boas mãos através da Associação Moçambicana de Bancos e do Instituto das Pequenas e Médias Empresas, que juntamente com as instituições financeiras irão definir a forma concreta de operacionalização deste fundo. O nosso único objectivo é que ele sirva para apoiar a economia, sirva para apoiar as empresas e que ajude a criar valor em Moçambique.
Como está a cooperação entre Moçambique e Portugal, em termos de comércio e Investimento Directo Estrangeiro aqui, no País?
Como eu disse há pouco, Moçambique é um dos nossos principais destinos de investimento. Nós possuímos cerca de 400 a 450 empresas de capitais portugueses, que actualmente estão presentes no mercado moçambicano. Tivemos uma cimeira bilateral há cerca de seis meses, na cidade do Porto. Foi uma cimeira histórica, porque foi uma cimeira que teve uma participação recorde em termos de áreas governativas: doze ministros portugueses e doze ministros moçambicanos participaram nessa cimeira. Realizamos um fórum empresarial que contou com a participação de 700 empresas portuguesas e moçambicanas, e isto constituiu um sinal claro da aposta que nós fazemos na economia moçambicana. Recentemente, tivemos aqui também duas grandes iniciativas europeias, o fórum de negócios do Global Gateway e a conferência RENMOZ, de energias renováveis. Portugal foi o país europeu que contou com a maior participação a nível empresarial. Contamos também com a presença do seu ministro adjunto e da Reforma do Estado, garantindo uma representação também de alto nível político, e isto sinaliza essa aposta clara e esse acreditar em Moçambique, acreditar que Moçambique tem muito para fazer e tem muito para crescer, e nós queremos apoiar Moçambique nesse caminho.
E, como está a questão do investimento português em Moçambique?
Em termos de investimentos, os investimentos têm vindo, como eu disse há pouco, a acontecer. Nos últimos anos, tivemos aqui um reforço dos investimentos portugueses em muitas áreas, desde a energia ao sector agro-industrial, às pescas, mas eu acredito que esses investimentos podem ir muito mais longe. Nós estamos muito atentos e acompanhamos muito de perto aquilo que são as políticas públicas de Moçambique e acompanhamos com grande expectativa aquilo que é a agenda de reformas deste governo. Estamos confiantes que essa agenda de reformas, quando for executada, irá contribuir fortemente para uma dinamização da actividade económica em Moçambique e, dessa forma, seguramente, os portugueses responderão, as empresas portuguesas responderão e serão capazes de levar mais longe os seus projectos de investimento em Moçambique.
Quatro jogos marcam o arranque da disputa da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus, com dois dos jogos a serem de importância especial, uma vez que duas equipas procuram reviravoltas históricas, nomeadamente o Sporting, diante do Bodo/Glimt, e o Manchester City, frente ao Real Madrid.
Ambos perderam os jogos da primeira mão pelo mesmo resultado de 3-0. Veja os prognósticos da UEFA.com aos jogos desta terça-feira.
Sporting CP vs. Bodø/Glimt (0-3 na 1ª mão)
O Sporting CP perdeu os seus dois jogos anteriores nos oitavos-de-final da Champions League – contra o Bayern em 2008/09 e contra o Manchester City em 2021/22 – e chegou aos quartos-de-final da principal competição europeia apenas uma vez, na Taça dos Campeões de 1982/83.
O clube de Lisboa já conseguiu dar a volta a uma desvantagem de três golos numa competição da UEFA. Perdeu por 4-1 contra o Manchester United nos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças de 1963/64, mas venceu o jogo da volta por 5-0 (e acabou por conquistar o troféu).
O Sporting CP venceu os três jogos em casa disputados na UEFA contra equipas norueguesas sem sofrer qualquer golo e ganhou os quatro jogos em casa realizados esta época na Champions League.
A equipa portuguesa não marcou nenhum golo nos últimos cinco jogos da fase a eliminar da Champions League.
O Bodø/Glimt pretende tornar-se na primeira equipa norueguesa a chegar aos quartos-de-final da Champions League desde o Rosenborg, na época de 1996/97.
A equipa norueguesa venceu sete das suas últimas nove eliminatórias da UEFA disputadas em duas mãos e todas as cinco anteriores em que tinha uma vantagem de três golos após a primeira mão em casa. Marcou dois ou mais golos em nove dos seus últimos 11 jogos na Champions League.
Arsenal vs. Leverkusen (1-1 na 1ª mão)
O Leverkusen venceu quatro das suas anteriores cinco eliminatórias a duas mãos na UEFA contra equipas inglesas, enquanto o Arsenal perdeu as últimas cinco contra adversários alemães, todas contra o Bayern. No entanto, os Gunners ganharam cinco das suas oito eliminatórias anteriores a duas mãos na UEFA em que empataram a primeira mão fora de casa.
A equipa da Bundesliga perdeu os seus últimos seis jogos nos oitavos-de-final da Champions League, enquanto o Arsenal pretende chegar aos quartos-de-final da competição pela terceira vez consecutiva, tendo posto fim a uma série de sete eliminações seguidas nos oitavos-de-final em 2023/24.
O Arsenal perdeu apenas um dos seus últimos 22 jogos na UEFA disputados no seu estádio e marcou três ou mais golos em seis dos últimos nove jogos em casa na Champions League. O Leverkusen venceu duas e perdeu outras duas das quatro eliminatórias anteriores da UEFA disputadas a duas mãos depois de ter empatado a primeira mão em casa.
Chelsea – Paris Saint-Germain (2-5 na 1ª mão)
O Paris e o Chelsea defrontaram-se nove vezes nas competições da UEFA, todas na Champions League: a equipa francesa regista quatro vitórias, o Chelsea duas e três jogos terminaram empatados. O Paris saiu vitorioso em duas das três eliminatórias a duas mãos disputadas entre as duas equipas, tendo vencido as duas últimas nos oitavos-de-final, mais recentemente em 2015/16, com uma vitória por 4-2 no total, assegurada por vitórias por 2-1 em casa e fora.
A equipa da Premier League venceu os seus últimos três jogos dos oitavos-de-final da Champions League e 13 dos últimos 16 jogos em eliminatórias da UEFA disputados a duas mãos. A única vez anterior em que perdeu a primeira mão fora de casa numa eliminatória da UEFA por três golos foi nas meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças de 1994/95, contra o Real Saragoça, quando foi derrotada por 3-0 fora de casa e acabou eliminada, apesar de uma vitória por 3-1 em casa.
O Paris perdeu apenas um dos seus últimos nove jogos na UEFA contra equipas inglesas e venceu as últimas três eliminatórias a duas mãos na UEFA contra clubes da Premier League, todas na Champions League da época passada, quando eliminou o Liverpool, o Aston Villa e o Arsenal, respectivamente nos oitavos-de-final, nos quartos-de-final e nas meias-finais.
Man City – Real Madrid (0-3 na 1ª mão)
Estas equipas defrontam-se na fase a eliminar da Champions League pela quinta época consecutiva, tendo a equipa espanhola vencido os dois últimos confrontos. Já se enfrentaram 16 vezes nas competições da UEFA, sendo o registo de seis vitórias para o Real Madrid e cinco para o Manchester City. O City venceu por 2-1 na capital espanhola na Jornada 6, antes do triunfo do Real Madrid por 3-0 na primeira mão desta eliminatória.
O clube da Premier League perdeu sete das últimas dez eliminatórias da UEFA disputadas a duas mãos contra equipas espanholas, mas venceu sete dos últimos dez jogos em casa contra adversários espanhóis.
A única vez em que o Manchester City perdeu por três golos fora de casa na primeira mão de uma eliminatória da UEFA disputada a duas mãos foi na derrota por 3-0 frente ao Liverpool nos quartos-de-final de 2017/18; na segunda mão, foi novamente derrotado por 2-1 em casa.
O Real Madrid venceu 13 dos seus últimos 15 jogos nos oitavos-de-final da Champions League e saiu vitorioso na primeira mão em dez dos últimos 12 nesta fase. A equipa espanhola marcou 99 golos contra adversários ingleses na história da Taça dos Campeões/Champions League, contando todas as fases e temporadas.
O Real Madrid marcou três golos em quatro dos seus últimos cinco jogos da fase a eliminar da Champions League contra o Manchester City.
A Finlândia e Moçambique realizaram esta segunda-feira consultas políticas em Maputo, com foco no estado das relações bilaterais e em questões regionais e internacionais, num momento em que os dois países procuram redefinir as prioridades da cooperação após décadas centradas no desenvolvimento.
O encontro decorreu depois de, em 2024, os dois países terem assinalado o 50.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas. Segundo informação divulgada após as consultas, as delegações sublinharam a importância da cooperação em fóruns multilaterais e reiteraram o apoio a uma ordem internacional baseada em regras.
Durante a reunião foi também feito um balanço do programa de cooperação para o desenvolvimento da Finlândia em Moçambique relativo ao período 2021–2024. De acordo com os dados apresentados, mais de oito mil jovens tiveram acesso a serviços de planeamento familiar e saúde materna e neonatal, enquanto mais de 11 mil raparigas adolescentes e jovens mulheres beneficiaram de apoio e mentoria na área da saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
No domínio da protecção social, cerca de 82 mil famílias vulneráveis foram alcançadas pelo sistema apoiado pela cooperação finlandesa. O apoio incluiu ainda a formação de mais de 290 organizações, com o objetivo de reforçar a participação de mulheres, jovens e pessoas com deficiência em processos de tomada de decisão, refere um comunicado de imprensa.
Na área da educação, o apoio da Finlândia incidiu no reforço da profissionalização docente. O projecto piloto Aprender+ permitiu formar mais de dois mil professores e cerca de 800 directores escolares e outros quadros do sector.
Com o término do programa bilateral de desenvolvimento em 2024, a cooperação entre os dois países está gradualmente a orientar-se para áreas económicas, incluindo investimento e parcerias com o setor privado.
Entre as iniciativas em curso está um projeto na área da cibersegurança entre o instituto finlandês HAUS e o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), destinado a apoiar a atualização da estratégia nacional de cibersegurança para o período 2026–2030. A Finlândia também colabora com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) através do projeto FIMOZA, focado no reforço dos sistemas de alerta precoce e resposta a desastres naturais.
As consultas incluíram ainda uma análise da situação de segurança no norte de Moçambique. A Finlândia participa na missão de treino da União Europeia no país, conhecida como EUMAM Mozambique, onde ocupa de forma rotativa o cargo de vice-comandante.
Segundo as autoridades, empresas finlandesas demonstram interesse em sectores como digitalização, telecomunicações, energia, logística e meteorologia. A Finlândia prevê também participar no EU Global Gateway Business Forum, agendado para Junho em Maputo, iniciativa que pretende promover investimentos e parcerias económicas.
Além da cooperação bilateral, Helsínquia indicou que continuará a apoiar Moçambique através de organizações multilaterais, sociedade civil e assistência humanitária.
O Irão descarta qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos da América e garante que vai continuar a responder militarmente aos ataques.
O posicionamento das autoridades iranianas surge após alegadamente os Estados Unidos da América terem interrompido as negociações anteriores com acções militares e insistem que, neste momento, a prioridade é a autodefesa.
Como consequência, o Irão diz que não existem motivos para retomar o diálogo com Washington e nega que Teerão tenha pedido um cessar-fogo.
Do lado israelita, o governo considera que o regime iraniano já está enfraquecido, mas avisa que a ofensiva está longe de terminar e admite que a guerra possa prolongar-se por várias semanas, para eliminar aquilo que descreve como ameaças existenciais vindas de Teerão.
O conflito está também a alastrar a outros países da região. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado dezenas de drones e mísseis nas últimas horas.
Israel rejeita a possibilidade de negociações com o Líbano para travar a violência na fronteira, e afirma que qualquer avanço rumo à paz depende de Beirute impedir novos ataques do Hezbollah contra território israelita.
A Kenmare doou kits de emergência e primeiros socorros ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), numa iniciativa destinada a apoiar as populações afectadas pelas recentes cheias e inundações em várias regiões do país.
A doação, avaliada em mais de quatro milhões e oitocentos mil meticais, visa reforçar a capacidade de resposta das autoridades e das unidades de saúde que prestam assistência às comunidades afectadas pelos recentes eventos climáticos.
Os kits foram preparados com base nas necessidades actualmente identificadas em hospitais e unidades de saúde, incluindo materiais de consumo clínico e medicamentos essenciais utilizados no atendimento de emergência. Entre os principais itens encontram-se luvas de examinação, gaze hidrófila, antibióticos de largo espectro, analgésicos e antipiréticos, anti-inflamatórios e medicamentos utilizados no tratamento de condições infecciosas e cardiovasculares.
A iniciativa enquadra-se no compromisso de responsabilidade corporativa da Kenmare e na sua visão de contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique, reforçando o papel da empresa como parceiro estratégico do país e como agente activo na promoção da saúde, segurança e bem-estar das comunidades.
Gareth Clifton, representante da Kenmare, destacou que “a Kenmare orgulha-se de continuar a apoiar Moçambique em momentos que exigem solidariedade e cooperação. Esta doação representa o nosso compromisso em contribuir, de forma concreta, para os esforços nacionais de assistência às populações afectadas pelas cheias, reforçando a capacidade de resposta das instituições responsáveis pela gestão de emergências no país.”
A entrega dos kits foi realizada em coordenação com o INGD, entidade responsável pela coordenação das acções de prevenção, gestão e resposta a desastres em Moçambique.
A Kenmare Resources plc é um dos maiores produtores mundiais de produtos de areias minerais. A empresa opera a Mina de Minerais de Titânio de Moma, na província de Nampula. Está em produção há 19 anos e representa aproximadamente 6% das exportações de Moçambique, e os seus produtos são fornecidos a clientes em mais de 15 países.
A chefe da diplomacia da União Europeia disse ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.
“Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia”, referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.
A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é “muito perigoso” para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, “mas também é problemático para os fertilizantes”.
“Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar” essa iniciativa, indicou.
Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.
Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.
“Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco”, disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, “é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido”.
Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um “futuro muito mau” se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: “É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto”.
“Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis”, referiu.
Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz “está fora da área” da Aliança e “não há países da NATO no estreito de Ormuz”, salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.
Dezenas de jovens realizaram um protesto, em Díli, no Timor-Leste, a exigir que seja cancelado o concurso de recrutamento para a Polícia Nacional do país (PNTL), suspenso pelo Governo, após acusações de irregularidades.
“Continuamos a pedir ao Governo que anule totalmente o processo de recrutamento da polícia”, afirmou Tito Orlenas, porta-voz dos manifestantes, que incluíam estudantes e candidatos ao concurso, falando com a imprensa local.
O Governo timorense suspendeu temporariamente, em 11 de Fevereiro, o concurso de recrutamento de novos polícias para a PNTL, depois de os candidatos e várias organizações da sociedade civil terem denunciado a falta de credibilidade do processo por alegados favorecimentos.
O Executivo decidiu igualmente integrar elementos independentes nacionais e internacionais na Comissão de Monitorização e Fiscalização e realizar uma revisão de todas as fases do concurso.
“As vagas para o recrutamento da PNTL são um concurso público para todos os timorenses, não apenas para filhos de polícias ou de veteranos, e devem cumprir a legislação em vigor”, sublinhou Tito Orlenas, junto à Universidade Nacional de Timor-Leste, em Caicoli, onde decorreu o protesto.
O porta-voz dos manifestantes disse também que a manifestação foi apenas um sinal de alerta público.
“Recebemos apoio de vários sectores sociais. Esperamos que a decisão do Governo vá ao encontro da nossa exigência de anulação. Caso contrário, haverá novas acções”, acrescentou Tito Orlenas.
Segundo a imprensa internacional, na semana passada, o presidente da comissão de supervisão do recrutamento de novos candidatos à PNTL, Paulo Assis Belo, informou que a equipa detetou 71 filhos de polícias e 72 filhos de veteranos colocados em posições privilegiadas na lista de vagas para novos recrutamentos.
Em Janeiro, a comissão de recrutamento da polícia timorense anunciou que 10 595 candidatos tinham sido aprovados, mas que apenas 400 candidatos foram autorizados a avançar para a fase de testes médicos.
A comissão de recrutamento nunca explicou de que forma selecionou os 400 candidatos para prosseguirem os exames médicos.
Moçambicanos residentes na Bélgica, Holanda e Luxemburgo queixam-se da falta de absorção, pelo Estado Moçambicano, dos profissionais qualificados em diversas áreas. O Presidente da República diz que tem noção do desafio e o executivo busca formas de obrigar, sobretudo as multinacionais, a contratar, primeiro, a mão de obra qualificada moçambicana residente dentro ou fora do país.
Uma parte da comunidade Moçambicana residente nos países da BENELUX, ou seja Bélgica, Holanda e Luxemburgo, foi recebida pelo Presidente da República, no segundo dia da visita de Trabalho ao Reino da Bélgica.
O que Daniel Chapo pretendia no encontro era ouvir os desafios da Diáspora e ouviu. A comunidade quer entre outros maior abertura do Governo para absorção dos quadros moçambicanos espalhados pelo mundo. Segundo dizem, até querem regressar a casa, mas precisam de acolhimento, como disse o presidente da Associação La Maison Moçambique em Luxemburgo, Pedro Fernandes.
“Ainda não existe um canal estruturado e eficaz que permita a partilha organizada de conhecimento, experiências e oportunidades no sentido de potenciar o crescimento do país através do know-how dos seus cidadãos no exterior. Há muitos moçambicanos altamente qualificados em várias áreas que, através do seu conhecimento, fazem crescer as economias dos países de acolhimento e de outros que reconhecem neles e neles apostam. Moçambique raramente olha para além fronteiras no recrutamento de recursos humanos e, quando faz, verifica-se em vários contextos a tendência de recorrer prioritariamente a especialistas estrangeiros”.
As dificuldades no acesso à documentação pessoal é outro ponto levantado pela comunidade, composta por cerca de 1500 moçambicanos.
“O facto de não ser possível obter documentos de identificação como passaportes e bilhetes de identidade no Benelux causa-nos imensos transtornos, pois temos que nos deslocar a Berlim ou a Lisboa para o fazer. O facto de Moçambique não ser signatário e membro desta Convenção (Convenção de Viena de trânsito rodoviário) tem tornado impossível aos moçambicanos conduzir legalmente e converterem as suas cartas de condução para cartas de condução dos países de acolhimento”.
Daniel Chapo ouviu as preocupações, mas preferiu antes explicar o motivo da sua presença na sede da UE- Bruxelas.
“Um dos maiores desafios que nós temos na República de Moçambique, como disseram muito bem aqui na mensagem, é o emprego para a juventude e para a mulher, que fazem parte da maioria do povo moçambicano. E para que haja emprego é extremamente importante a atração de investimentos nacionais estrangeiros para a criação, portanto, de emprego, gerar renda e criar melhores condições de vida para o povo moçambicano”,disse Daniel Chapo, acrescentando que “temos que fazer reformas, como disseram aqui, ainda há registro de muita burocracia, que é preciso desburocratizar a função pública, o Estado, ainda há corrupção. Também sabem que a União Europeia nos apoia no investimento para infraestruturas em Moçambique. Estamos a falar do Corredor de Desenvolvimento, a questão de estradas, pontes, paixão de energia elétrica, água, e também a saúde, a educação, e nós achamos que era muito importante visitar a União Europeia para reforçarmos cada vez mais os investimentos em infraestruturas em Moçambique”.
Sobre a contribuição dos Moçambicanos na Diáspora, o Chefe de Estado diz que o Governo tem noção dos desafios.
“Estamos agora a ter megaprojetos em Moçambique, e estes megaprojetos precisam de trabalhadores qualificados, e é este trabalho que estamos a fazer agora. A nossa lei é muito clara, nós temos recomendado à Direcção Nacional do Trabalho Migratório para que as empresas que estão a investir em Moçambique só coloquem trabalhadores estrangeiros nas áreas onde fica aprovado que não existe moçambicano dentro ou fora do país para trabalhar neste ponto”, disse Daniel Chapo.
Porque em Bruxelas busca-se também atrair investimentos, Chapo fala de avanços no combate ao crime organizado.
“E neste momento já estamos há cerca de cinco meses sem nenhum rapto. O último rapto que aconteceu foi a 25 de outubro do ano passado, e felizmente, acessivelmente dos três dias, conseguimos libertar o refém, que é o único que estava no cativeiro. Encontrámos-lo debilitado, com problemas de saúde, mas voltou ao convívio familiar e nós continuamos a trabalhar com os serviços de investigação criminal cêrnico para poder combater este mal, de forma que o país esteja livre de raptos, amanhã esteja livre do terrorismo”.
A próxima paragem de Daniel Chapo em Bruxelas vai ser no Palácio do Rei Dos Belgas, nesta segunda-feira, para um Tete a Tete, para abordar assuntos de âmbito bilateral entre Moçambique e o Reino da Bélgica.
Mais de 251 mil jovens foram recenseados em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no estrangeiro, no âmbito do recenseamento militar realizado entre Janeiro e Fevereiro deste ano.
O processo abrangia jovens nascidos em 2008, bem como cidadãos que, por diferentes razões, não conseguiram efectuar o recenseamento nos anos anteriores.
Segundo o Director Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional, Jorge Leonel, o processo superou as metas inicialmente planificadas. “De 2 de Janeiro a 28 de Fevereiro foram recenseados 251.961 jovens, correspondente a uma execução de 113,9% da meta estabelecida”, afirmou.
Para o presente ano, as autoridades tinham previsto recensear 221.141 jovens. Entre as províncias que ultrapassaram os objectivos definidos destacam-se Maputo, Zambézia e Manica.
Apesar do desempenho positivo, o número de inscritos ficou ligeiramente abaixo do registado no ano passado, quando foram recenseados cerca de 256 mil jovens.
De acordo com as autoridades, a redução está associada a factores climáticos e ao calendário escolar. “Este decréscimo deveu-se às intensas chuvas e inundações que afectaram sobretudo as regiões Sul e Centro do País, aliadas ao adiamento do início do ano lectivo”, explicou o responsável.
Embora o recenseamento tenha terminado oficialmente a 28 de Fevereiro, o Ministério da Defesa mantém aberto até 31 de Março de 2026 o período de regularização para jovens que ainda não se registaram.
“O jovem que não tenha conseguido se recensear pode dirigir-se aos centros provinciais de recrutamento e mobilização para efeitos de regularização do recenseamento militar”, acrescentou Jorge Leonel.
Questionado sobre a situação na província de Cabo Delgado, o responsável garantiu que o processo decorreu sem incidentes.
A paralisação de importações e exportações em Moçambique, provocada pela actual insegurança marítima mundial, foi confirmada pela empresa privada Exportamos, que actua no sector de exportação. A situação está a criar constrangimentos logísticos que afetam o comércio internacional e preocupam o setor empresarial.
Segundo responsáveis da empresa, o problema está relacionado com o encerramento temporário de rotas marítimas estratégicas, em particular o Estreito de Hormuz, devido ao agravamento das tensões no Médio Oriente.
“Moçambique não vive isolado do mundo e actualmente estamos a enfrentar um dos maiores desafios logísticos globais, que é o encerramento temporário do Estreito de Hormuz por causa da guerra entre Israel, Estados Unidos e o Irã”, explicou Miguel Santos, CEO do ExportaMoz.
De acordo com a empresa, a situação está a criar um estrangulamento no comércio internacional, afectando tanto as importações como as exportações. Como consequência, mercadorias destinadas ao mercado externo encontram-se actualmente armazenadas à espera de transporte.
“Neste momento temos mercadoria por exportar nos armazéns de exportação e também no porto de Pemba, o que demonstra o impacto direto desta situação nas cadeias logísticas”, acrescentou Miguel Santos.
O bloqueio nas operações comerciais pode ainda afectar o ambiente de investimentos no País e comprometer projectos estratégicos, incluindo o desenvolvimento do gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma, recentemente retomado após anos de suspensão devido à insegurança provocada pelo terrorismo em Cabo Delgado.
Apesar dos desafios, a iniciativa Exportamos pretende dinamizar o sector exportador na província. “O que queremos é acelerar ao máximo as exportações dentro do ecossistema de Cabo Delgado, para que a província tenha acesso a mais divisas e maior capacidade de importação”, sublinhou Governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo.
A situação do comércio externo foi apresentada na cidade de Pemba durante um workshop dedicado à aceleração das exportações na província de Cabo Delgado.
O encontro reuniu empresários de diversos sectores, membros do governo e representantes da sociedade civil, que partilharam experiências e discutiram estratégias para impulsionar as exportações locais.
Segundo os participantes, apesar dos progressos registados em algumas iniciativas, a província continua a enfrentar desafios significativos, entre os quais se destacam as acções terroristas que ainda afectam parte do território.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |