Em entrevista ao “O País Económico”, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defende que empresas portuguesas poderão reforçar a sua presença em Moçambique, caso o Governo implemente reformas para dinamizar a actividade económica no País. Neste momento, há cerca de 450 empresas de capitais portugueses presentes no mercado moçambicano. O diplomata falava em Maputo, após Portugal ter disponibilizado 17 milhões de euros para financiar micro, pequenas e médias empresas moçambicanas.
Temos aqui mais uma linha de financiamento de Portugal de 17 milhões de euros para micro, pequenas e médias empresas moçambicanas. Qual é a taxa de juros que poderá ser praticada pelos bancos?
Essa é uma pergunta muito técnica que eu vou deixar para os bancos responderem. Eu aproveito só para sublinhar que o objectivo do FECOP, o Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa, é apoiar aquelas que são o motor da economia moçambicana, que são as micro, pequenas e médias empresas. São empresas que, pela sua própria natureza, têm maiores dificuldades de acesso aos mecanismos tradicionais de financiamento. Portanto, nós, através do FECOP, pretendemos oferecer mais um instrumento desenhado para essas empresas de menor dimensão, e no fundo tem uma componente de assistência técnica e uma de financiamento para ajudá-las a apresentarem projectos válidos que criem valor, que criem emprego e contribuam para o desenvolvimento do País.
O que leva Portugal a apoiar essas empresas moçambicanas através deste financiamento e a não financiar as infra-estruturas que têm criado bastante obstáculos para estas?
Portugal tem uma cooperação muito abrangente com Moçambique. Não há praticamente nenhum domínio da sociedade moçambicana em que não exista uma cooperação regular, normal e intensa em muitos casos entre Portugal e Moçambique. Moçambique é o nosso principal beneficiário da cooperação para o desenvolvimento, é um dos principais destinos do investimento português no estrangeiro, é uma economia que, acreditamos, tem um enorme potencial de desenvolvimento que ainda está por explorar e, portanto, Portugal está presente em todos os domínios onde é possível estar. Nós queremos apoiar os grandes projectos, mas queremos também olhar para aquilo que é o tecido das micro, pequenas e médias empresas, que são os principais dinamizadores da economia moçambicana. São as que criam o maior número de postos de trabalho e criam valor a nível local, por todo o País. Portanto, não poderíamos deixar de estar presentes também neste importante segmento das empresas moçambicanas.
Que mecanismos foram criados para assegurar que este novo fundo não financia o caixa dos bancos e financia propriamente essas micro, pequenas e médias empresas?
Como hoje aqui ficou claro, o próprio sistema de gestão da operacionalização do FECOP é um sistema de parceria em que juntamos a Associação Moçambicana de Bancos e o Instituto das Pequenas e Médias Empresas. Portugal é o financiador, mas deixamos nas mãos dos especialistas a definição do regulamento e das regras que serão aplicáveis aos projectos. Creio que estamos em boas mãos através da Associação Moçambicana de Bancos e do Instituto das Pequenas e Médias Empresas, que juntamente com as instituições financeiras irão definir a forma concreta de operacionalização deste fundo. O nosso único objectivo é que ele sirva para apoiar a economia, sirva para apoiar as empresas e que ajude a criar valor em Moçambique.
Como está a cooperação entre Moçambique e Portugal, em termos de comércio e Investimento Directo Estrangeiro aqui, no País?
Como eu disse há pouco, Moçambique é um dos nossos principais destinos de investimento. Nós possuímos cerca de 400 a 450 empresas de capitais portugueses, que actualmente estão presentes no mercado moçambicano. Tivemos uma cimeira bilateral há cerca de seis meses, na cidade do Porto. Foi uma cimeira histórica, porque foi uma cimeira que teve uma participação recorde em termos de áreas governativas: doze ministros portugueses e doze ministros moçambicanos participaram nessa cimeira. Realizamos um fórum empresarial que contou com a participação de 700 empresas portuguesas e moçambicanas, e isto constituiu um sinal claro da aposta que nós fazemos na economia moçambicana. Recentemente, tivemos aqui também duas grandes iniciativas europeias, o fórum de negócios do Global Gateway e a conferência RENMOZ, de energias renováveis. Portugal foi o país europeu que contou com a maior participação a nível empresarial. Contamos também com a presença do seu ministro adjunto e da Reforma do Estado, garantindo uma representação também de alto nível político, e isto sinaliza essa aposta clara e esse acreditar em Moçambique, acreditar que Moçambique tem muito para fazer e tem muito para crescer, e nós queremos apoiar Moçambique nesse caminho.
E, como está a questão do investimento português em Moçambique?
Em termos de investimentos, os investimentos têm vindo, como eu disse há pouco, a acontecer. Nos últimos anos, tivemos aqui um reforço dos investimentos portugueses em muitas áreas, desde a energia ao sector agro-industrial, às pescas, mas eu acredito que esses investimentos podem ir muito mais longe. Nós estamos muito atentos e acompanhamos muito de perto aquilo que são as políticas públicas de Moçambique e acompanhamos com grande expectativa aquilo que é a agenda de reformas deste governo. Estamos confiantes que essa agenda de reformas, quando for executada, irá contribuir fortemente para uma dinamização da actividade económica em Moçambique e, dessa forma, seguramente, os portugueses responderão, as empresas portuguesas responderão e serão capazes de levar mais longe os seus projectos de investimento em Moçambique.
A boa nova de que o país, através da Federação Moçambicana de Boxe foi aceite como membro do World Boxing, organismo que gere o boxe olímpico a nível mundial, foi avançada pelo Comité Olímpico de Moçambique, através de uma publicação na página oficial do Facebook.
O Comité Olímpico escreve que a decisão foi tomada numa reunião do Conselho Executivo realizada no dia 15 de Março, dia em que a Federação Moçambicana de Boxe foi aprovada como membro da World Boxing.
Assim, o País “passa agora a estar elegível para competir em eventos da World Boxing”, sendo que, “a vossa aceitação como membro pleno será incluída na agenda do Congresso no Panamá, em Novembro deste ano”.
Com esta entrada de Moçambique na World Boxing, “os vossos pugilistas também estão autorizados a registar-se, através do vosso CGA, para os próximos Jogos da Commonwealth”, lê-se no comunicado.
Ou seja, Moçambique está agora elegível e pode inscrever-se para disputar a próxima edição dos Jogos da Commonwealth, que estão inicialmente agendados para o mês de Julho em Glasgow, na Escócia.
A World Boxing substitui a antiga Federação Internacional de Boxe que parou com as actividades nos últimos anos devido a problemas de gestão, facto que chegou a colocar em causa o boxe nos Jogos Olímpicos.
Assim, os pugilistas moçambicanos regressam aos grandes palcos do boxe mundial, podendo ainda disputar a qualificação aos próximos Jogos Olímpicos de 2028, a partir desta edição dos Jogos da Commonwealth.
O internacional moçambicano atingiu a marca de oito golos, superando o seu melhor registo da temporada passada, quando apontou sete ao serviço do Sporting. Em mais uma noite mágica, Geny Catamo ajudou o Sporting a vencer e manter vivo o sonho de chegar ao tricampeonato português.
Ele fez de novo! Geny Catamo voltou a ter um momento de inspiração já habituado para marcar mais um golo de antologia. Foi o terceiro golo do Sporting diante do Alverca, na goleada por 1-4 imposta na noite deste domingo, mas o seu oitavo golo na temporada.
O internacional moçambicano chegou a uma marca que supera os sete golos apontados em toda a temporada passada, na partida que contava para a vigésima sétima jornada da competição.
Catamo voltou a assinar uma exibição assinalável, depois de ter participado na vitória épica, a meio da semana, na Liga dos Campeões. E mais uma vez levou a bola na direita, flectiu para a zona central e desferiu um remate que só parou no fundo das malhas: já nem festeja a nova marca de golos, apenas sorri.
O clube de Alvalade chegou ao 1-0 aos 22 minutos, por intermédio de Pedro Gonçalves, que aproveitou um mau corte do defensor, para atirar colocado para o lado esquerdo da baliza de André Gomes.
O 2-0 chegou na segunda parte por Luis Suárez, após ganhar no corpo-a-corpo com um adversário, ajeitar a bola para o pé direito e, de fora da área, rematar para o ângulo superior direito.
Marezi ainda reduziu para o Alverca aos 83 minutos, mas Pedro Gonçalves fixou o resultado final em 1-4 aos 86 minutos, a bisar na cobrança de um livre directo.
Com este resultado, o Sporting, ainda com menos um jogo, mantém-se na segunda posição, com 65 pontos, os mesmos que o Benfica, terceiro classificado. O campeonato é liderado pelo FC Porto, com 72 pontos, após vencer o Braga fora de portas por 1-2.
Ainda em Portugal, Bruno Langa e Diogo Calila estiveram em destaque na luta pela manutenção na I Liga ao verem as suas equipas vencerem nesta jornada. Bruno Langa esteve no onze do Estrela da Amadora e ajudou a equipa a vencer o Casa Pia por 4-0, consolidando a 12.ª posição com 28 pontos. Já Diogo Calila não saiu do banco de suplentes, de onde viu o Santa Clara derrotar o Gil Vicente à tangente, com golo apontado aos 90+5 minutos por Vinicios Lopes.
Já Witi Quembo entrou aos 76 minutos mas não conseguiu evitar a derrota do “seu” Nacional diante do Famalicão, por 1-0, estando mais próximo da zona de despromoção.
Destaque vai ainda para Reinildo Mandava, na Espanha, que entrou aos 92 minutos no jogo para ajudar o Sunderland a vencer o Newcastle, fora de portas, por 1-2. O internacional moçambicano ainda viu a cartolina amarela perto do fim, num lance em que evitou o perigo na sua baliza.
Três pessoas morreram na sequência de um acidente de viação, ocorrido na noite de domingo, a cerca de 10 quilómetros da vila-sede distrital de Namacurra, na província da Zambézia. O sinistro ocorreu quando uma viatura ligeira, com quatro ocupantes, despistou-se e capotou, provocando três vítimas mortais.
A viatura ligeira seguia no sentido Mocuba–Quelimane e ficou totalmente destruída. De acordo com testemunhas, o condutor terá perdido o controlo do veículo, que se despistou, capotou e embateu contra uma árvore.
Três dos quatro ocupantes perderam a vida no local. A Polícia de Trânsito esteve no local, mas, na ocasião, prestou poucas declarações, uma vez que se encontrava a apoiar na remoção dos corpos. “O carro saía de Mocuba para Quelimane. Estavam embriagados, porque lá dentro tem garafas”, disse um agente da Polícia.
O sector da Saúde, ao nível do distrito de Namacurra, confirmou os quatro óbitos. “Nós, primeiro, tivemos a imformação do acidente de viação e fomos prontamente socorrer e confirmamos três óbitos no local (…) e o quarto foi levado para o Centro de Saúde de Namacura, prestado os primeiros socorros e depois transferido para o Hospital Central de Quelimane. Ele apresentava lesões no corpo e a nível do pescoço, mas estava consciente”, avançou Saquina Missia, directora distrital da Saúde de Namacurra.
O INATRO na Zambézia lamenta a ocorrência do sinistro.
Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 89 ficaram feridas na sequência de um ataque aéreo contra um hospital universitário em Darfur, no norte do Sudão.
A informação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde, que denuncia a gravidade do bombardeamento ocorrido, na última sexta-feira, podendo agravar a crise humanitária no país.
O ataque que atingiu directamente a unidade sanitária, provocou a morte de 69 pessoas e 89 feridos, entre profissionais de saúde e pacientes, além da destruição de equipamentos e suprimentos essenciais.
A região de Darfur, actualmente sob forte influência das Forças de Apoio Rápido, tem sido alvo frequente de bombardeamentos por parte do exército sudanês, que procura recuperar o controlo do território.
Nos últimos meses, registou-se um aumento de ataques com drones contra infra-estruturas civis, incluindo escolas e hospitais, numa escalada que continua a gerar condenação internacional. Enquanto os paramilitares acusam o exército de estar por detrás deste ataque, as forças governamentais negam qualquer envolvimento.
O conflito no Sudão do Norte já provocou mais de 40 mil mortes, dos quais mais de duas mil pessoas perderam a vida em ataques contra unidades de saúde, segundo dados das Nações Unidas, embora organizações não-governamentais alertam que o número real poderá ser muito superior.
A vítima entrou em contacto com um cabo de alta tensão no bairro de Maxaquene e acabou por morrer carbonizada. O SENSAP foi tentar ajudar, mas quando chegou já não havia muito por fazer. A família lamenta que a morte do jovem tenha acontecido desta forma e considera que é uma situação muito triste.
Um homem de aproximadamente 30 anos morreu electrocutado na manhã deste domingo, no bairro de Maxaquene, na Cidade de Maputo, quando tentava reparar o telhado de um edifício.
Segundo testemunhas, a vítima utilizava uma escada que acabou por entrar em contacto com um cabo de alta tensão, provocando um choque eléctrico fatal. O incidente gerou momentos de desespero entre familiares e vizinhos, que assistiram sem poder intervir de imediato.
“Foi uma situação muito triste mesmo, porque perder o irmão, numa situação dessas, através de um acidente, é muito triste. E aquilo aconteceu pela manhã. Eu estava em casa e sou a pessoa mais próxima dos irmãos, já que a minha irmã está um bocado afastada, vive próximo à praia da Costa do Sol. Então, ela me ligou toda aflita, a dizer que era uma situação com meu sobrinho, porque estava a acontecer uma coisa. Então pediu que viesse com o pessoal do SENSAP e passei por lá para pedir para que viessem aqui”, relatou um familiar, visivelmente abalado.
De acordo com o mesmo relato, o alerta foi dado nas primeiras horas da manhã, levando à mobilização de serviços de emergência. No entanto, a intervenção foi dificultada pela presença de corrente eléctrica activa no local.
“Quando cheguei, vi a escada encostada ao fio de alta tensão e parte do corpo já exposta ao fio de alta tensão, e via-se uma parte do corpo que já estava a pegar fogo. E, quando chegaram os agentes dos bombeiros, já não havia mais nada para fazer naquele momento”, contou.
As equipas de socorro enfrentaram dificuldades para actuar enquanto a energia não era desligada. “Os bombeiros não conseguiam intervir sem o corte da corrente. Tivemos de esperar”, explicou a testemunha.
Durante o incidente, o contacto com a corrente gerou ainda focos de incêndio, agravando a situação. O cabo eléctrico acabou por, ceder devido ao calor, caindo posteriormente no local.
Familiares lamentam a forma como tudo aconteceu, destacando a impotência diante do acidente. “Foi muito triste ver tudo acontecer e não poder fazer nada”, desabafou um tio da vítima.
As autoridades deverão investigar as circunstâncias do acidente, enquanto reforçam os apelos à observância de medidas de segurança em trabalhos próximos a linhas eléctricas de média e alta tensão.
Um funcionário público aposentado denuncia uma alegada falha do Estado na prestação de assistência médica a servidores reformados, alertando que a situação poderá afectar vários cidadãos na mesma condição.
O denunciante, que trabalhou durante 40 anos para o Estado, afirma que continua a sofrer descontos para assistência médica e medicamentosa, mas, mesmo doente, não tem acesso aos cuidados de que necessita.
Segundo relata, desde Maio de 2023 aguarda uma consulta de neurocirurgia no Hospital Central de Nampula, após ter sido referenciado pelo Hospital Provincial de Pemba. No entanto, até ao momento, não conseguiu beneficiar do atendimento.
“Todas as diligências foram feitas, mas não foi possível ir ao hospital. A doença continua a agravar-se”, lamentou.
O aposentado afirma ainda que recorreu a pedidos formais de apoio junto das entidades competentes, mas diz não ter recebido qualquer resposta até agora. “Já passaram vários meses, e até hoje não tenho resposta”, disse, mostrando-se preocupado com o agravamento do seu estado de saúde.
Além da sua situação individual, o denunciante acredita que o problema pode ser mais abrangente. “Acho que a maioria deve estar a passar o mesmo que eu e continuam a dar voltas simplesmente para obter tratamento”, afirmou.
O caso levanta preocupações sobre o acesso à assistência médica por parte de funcionários públicos aposentados, sobretudo aqueles que continuam a contribuir para o sistema.
Contactadas para esclarecimentos, várias instituições governamentais responsáveis pela assistência médica e medicamentosa não se pronunciaram até ao momento, apesar das tentativas de contacto.
A denúncia reacende o debate sobre a eficácia dos mecanismos de protecção social e o cumprimento dos direitos dos servidores públicos após a aposentação.
O Presidente da Frelimo diz que as inundações e cheias que assolam o país agudizam a pobreza e a insatisfação do povo. Daniel Chapo falava em Nacala Porto, em Nampula, onde dirigiu a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.
Daniel Chapo chegou à cidade portuária de Nacala Porto, em Nampula, na manhã deste sábado, para dirigir a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.
No encontro deste sábado, alargado aos secretários distritais de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, o Presidente da Frelimo disse que as inundações e cheias que ainda assolam o país aumentaram a pobreza e a insatisfação da população.
De acordo com o Presidente da Frelimo, o terrorismo em Cabo Delgado, desde 2017, compromete as actividades do partido.
Sobre a reunião Reunião Regional Norte de Balanço em preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, Chapo explicou que um dos objectivos é preparar a vitória para os próximos pleitos eleitorais.
E desafiou os secretários distritais a ajustar os métodos de trabalho face aos desafios do momento.
A reunião teve duração de um dia.
Queimadas descontroladas destruíram pelo menos 267 mil hectares de florestas no ano passado. O alerta é da Direcção Nacional das Florestas e Fauna Bravia.
O país dispõe de 34 milhões de hectares de florestas que tendem a reduzir anualmente devido a queimadas descontroladas e desmatamento realizados por algumas pessoas.
O desmantamento resulta, muitas vezes, da prática da agricultura e da produção desorientada do carvão, segundo explica o director Nacional das Florestas e Fauna Bravia.
“Naturalmente, as preocupações são os desmatamentos. O país tem registrado níveis de desmatamentos que nós podemos reconhecer que são elevados. E que nós, internamente, ou com a ajuda de parceiros,temos estado a organizar as comunidades no sentido de gerirem de forma sustentável os recursos. Porque, como eu disse no início, essas comunidades, primeiro vivem aqui, e para o seu dia-a-dia dependem das florestas, vendendo carvão, vendendo produtos florestais não madeireiros. Então, eles têm que explorar nessa altura e garantir que os netos, os bisnetos, também possam usufruir desse recurso”, explicou Imede Fulame, director Nacional de Florestas.
Fulame falava no distrito de Matutuine, à margem das celebrações do Dia Internacional das Florestas, que se assinala a 21 de Março. Fez saber, na ocasião, que o país tem registado perdas consideráveis todos os anos como resultado da acção humana.
“Nós temos estimativas de perda das florestas na ordem de 267 mil hectares ao ano, como podem ver, que é uma área significativa que se perde no contexto não só das queimadas descontroladas, como também da produção de carvão. Então, o importante é sensibilizar, a partir de uma data como esta, que esse recurso tem que ser explorado de forma sustentável para que as gerações vendedoras também possam usufruir. Então, nós, como eu dizia, como foi feita a pergunta, nós temos o controle do foco das queimadas no país.”
Segundo a entidade pública, a província de Maputo é das mais afectadas pelas queimadas descontroladas.
“Estão ameaçadas porque tem havido necessidade de abates para além da produção de lenha e carvão, mesmo a própria habitação. E temos a área agropecuária, porque tem uma parte de produção agrícola e outra parte de criação pecuária. Estamos a fazer todo o trabalho no sentido de levantar esta floresta”, explicou Mariamo José, directora Provincial de Florestas.
Como consequência das queimadas descontroladas e do desmatamento, atualmente, há mais de 50 mil hectares de florestas que necessitam de reflorestamento.
“Nós, como operadores florestais, em primeiro lugar temos viveiros por cada distrito, uma coisa de 12 viveiros, toda a província, onde estamos a fazer as mudas para repovoar aquilo que nós já cortamos, que é no sentido de pôr as plantas, tirar as plantas velhas e pôr as novas, para poder deixar o nosso belo Maputo em verde”, disse Agostinho Nhantumbo, presidente da Associação dos Operadores Florestais.
No âmbito do Dia Mundial das Florestas, foram plantadas durante esta semana mais de 4 mil mudas de árvores, na província de Maputo e realizadas actividades de conscientização.
A Nigéria e o Reino Unido assinaram, recentemente, um novo acordo com o objetivo de acelerar o retorno de nigerianos ilegais na Grã-Bretanha, incluindo requerentes de asilo com pedido negado, pessoas que ultrapassaram o período de visto e infratores condenados.
O acordo entre os dois países foi assinado, semana passada, durante a visita de estado do Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ao Reino Unido.
Entre Retornos mais rápidos e menos atrasos, uma característica do acordo é a decisão da Nigéria de aceitar documentos de identificação alternativos, frequentemente chamados de “cartas do Reino Unido”, para indivíduos que não possuem passaportes válidos.
Com o acordo espera-se que sejam eliminados obstáculos administrativos que anteriormente atrasaram as deportações, permitindo que as autoridades do Reino Unido processem os retornos mais rapidamente.
As autoridades do Reino Unido dizem que o acordo pode ter um impacto imediato, numa altura em que dados do governo indicam que cerca de 961 nigerianos esgotaram os seus direitos de asilo.
Enquanto isso, mais de 1.100 cidadãos ilegais nigerianos aguardam por deportação.
Além das deportações, o acordo amplia a cooperação entre ambos os países no combate ao crime organizado relacionado à imigração.
A Nigéria e o Reino Unido já haviam assinado uma parceria estratégica em novembro de 2024 para reforçar a cooperação económica, migratória e de segurança de ambos países.

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