Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Mais de 300 ex-trabalhadores da distribuidora sul-africana Kawena voltaram a manifestar-se, esta quinta-feira, na cidade de Maputo, para exigir o pagamento das indemnizações prometidas após o encerramento das operações da empresa em Moçambique. Os antigos funcionários acusam a administração de incumprimento dos compromissos assumidos e denunciam atrasos no processo judicial que deveria garantir os seus direitos.

Entre os manifestantes estavam trabalhadores que dedicaram grande parte da sua vida profissional à empresa e que afirmam enfrentar dificuldades económicas desde o encerramento das actividades.

“Sinto-me espezinhado. Tenho 34 anos de trabalho na empresa. Estava prestes a completar 35 anos de serviço e hoje encontro-me nesta situação”, lamentou Ismael Miambo, um dos antigos funcionários.

O sentimento é partilhado por Pinto Muanga, que descreve a situação como desesperante.

“Não estamos a trabalhar, não temos dinheiro sequer para pagar o transporte. O assunto já foi submetido ao tribunal, mas até agora não vemos qualquer solução”, afirmou.

A concentração decorreu em frente a um dos antigos armazéns da Kawena, localizado no bairro George Dimitrov, na cidade de Maputo. Os manifestantes dizem representar cerca de 300 ex-trabalhadores distribuídos por 17 armazéns aduaneiros que a empresa mantinha em diferentes pontos do país, incluindo Maputo e Vilankulo.

Segundo Vasco Langa, antigo gerente da Kawena, os valores das indemnizações chegaram a ser calculados em consenso entre as partes, mas o processo nunca avançou para o pagamento.

“Estamos aqui por causa das nossas indemnizações. Representamos cerca de 300 trabalhadores dos 17 armazéns aduaneiros. Levámos o caso ao Tribunal de Trabalho, mas a empresa nunca compareceu. Foram afixados éditos na sede da empresa e até no Conselho Municipal da Machava, mas continua sem qualquer resposta”, explicou.

Os ex-trabalhadores afirmam que, apesar de o processo ter dado entrada no Tribunal de Trabalho da Província de Maputo, em Abril deste ano, pouco ou nenhum avanço foi registado. Dizem que a falta de resposta da empresa e a morosidade processual estão a agravar a situação social de dezenas de famílias que dependiam daqueles empregos.

Entre as críticas apresentadas pelos manifestantes está também a forma como foi conduzido o processo de cálculo das indemnizações.

“Quem está a impedir que este caso tenha sucesso é o senhor Carlos Martins, advogado da empresa e bastonário cessante da Ordem dos Advogados. Foi ele quem calculou as indemnizações e propôs que fossem pagas entre 14 e 36 prestações”, acusou um dos representantes dos trabalhadores.

Perante o impasse, os antigos funcionários decidiram recorrer a outras instituições do Estado. Para além do Tribunal de Trabalho, dizem já ter submetido exposições à Procuradoria-Geral da República e à Assembleia da República, esperando uma intervenção que permita desbloquear o processo e garantir o cumprimento da legislação laboral.

Um encerramento marcado pela crise

A Kawena foi, durante várias décadas, uma das principais empresas de logística e distribuição aduaneira em Moçambique, operando uma vasta rede de armazéns alfandegados e prestando serviços a empresas nacionais e internacionais ligadas ao comércio externo.

Em 2025, a empresa anunciou o encerramento das suas operações no país, justificando a decisão com a deterioração do ambiente de negócios. Entre as razões apresentadas estiveram os prejuízos causados pelos protestos pós-eleitorais, que afectaram a circulação de mercadorias e o funcionamento normal da actividade económica, bem como os sucessivos atrasos no reembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), situação que, segundo a empresa, comprometeu a sua liquidez financeira.

Na altura, o encerramento afectou centenas de trabalhadores e gerou preocupação no sector logístico, tendo em conta o peso que a Kawena desempenhava nas operações de armazenagem e desembaraço aduaneiro no país.

Passado mais de um ano desde o fecho da empresa, os antigos trabalhadores afirmam que continuam sem receber as compensações previstas na lei e garantem que não vão desistir da luta.

“Só queremos aquilo que conquistámos ao longo de décadas de trabalho. Não estamos a pedir favores, estamos a exigir um direito”, resumiu um dos manifestantes.

Os ex-funcionários prometem manter a pressão junto das autoridades judiciais e governamentais até que o processo conheça um desfecho e as indemnizações sejam finalmente pagas. Entretanto, até ao momento, a administração da Kawena não voltou a pronunciar-se publicamente sobre as reivindicações apresentadas pelos antigos trabalhadores nem sobre o andamento do processo judicial.

Vídeos

NOTÍCIAS

Detido o cidadão indiciado de perpetrar assassinatos em série de mulheres no distrito de Mandlakazi, em Gaza, nos meses de Março e Abril passados, tendo criado uma onda de agitação e manifestações populares.

De trinta e cinco anos de idade, o individuo foi capturado, na noite desta terça-feira, no distrito municipal Katembe, na cidade de Maputo, como resultado do trabalho do SERNIC, para o esclarecimento de crimes de homicídios ocorridos em Mandlakazi, escreve o sítio da Rádio Moçambique.

Segundo o chefe das Relações públicas no comando provincial da PRM, em Gaza, que confirmou a detenção do suposto assassino de mulheres em Mandlakazi, depois da sua captura, em Maputo, o individuo foi transferido para Gaza, para o seguimento e devido esclarecimento dos crimes praticados.

Carlos Macuácua explicou o processo que culminou com a neutralização daquele suposto homicida de mulheres.

O indiciado, que agora se encontra internado no Hospital Provincial de Xai-Xai, assume os crimes de homicídios de que é acusado, que segundo ele totalizam onze mulheres mortas, incluindo uma criança.

O individuo que agora se diz arrependido, explica que não sabe porque perpetrava os assassinatos de mulheres e pede desculpas.

Refira-se que antes do assassinato em série de mulheres, no distrito de Mandlakazi, em Gaza, este individuo, tido como cadastrado, era foragido da penitenciaria de Mabalane, onde tinha cumprido seis anos de cadeia, dos dezasseis que havia sido condenado por matar a sua esposa.

Os alunos só poderão ter os livros escolares daqui a mais um mês, na primeira semana de Julho. A garantia é do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. O MINEDH explica, ainda, que imprimiu os cadernos de actividade para classes iniciais para colmatar a falta dos manuais.

Em entrevista exclusiva ao jornal “O País”, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano deu novos prazos para a chegada de livros escolares ao país, que estão a ser impressos na Índia.

“Depois de ter falhado o prazo de Março, que era a nossa previsão para termos os livros dos alunos, fizemos diligências e, por este andar, só podemos ter os livros para a primeira semana de Julho. Eventualmente, nos finais de Junho poderemos ter, mas o mais certo, se calhar, prevemos que seja na primeira semana de Julho”, revelou Silvestre Dava, porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

A previsão era que os livros escolares para as classes iniciais fossem impressos dentro do país, mas nem tudo correu como o esperado. “O que estava previsto era que os livros fossem impressos mais perto do utilizador. Significa que deveriam ser impressos no país. Acontece que as regras do concurso que estão instituídas, impuseram que fosse lançado um concurso internacional e ganharam empresas de fora, daí que quem está a imprimir não é uma empresa de Moçambique”, reconheceu Silvestre Dava.
Como os livros, que estão a vir de fora do país, ainda não chegaram, o Ministério da Educação e Desenvolvimento recorreu aos cadernos de actividade como plano “B”.

“Depois de nos apercebermos que não havíamos de ter os livros em tempo útil, os técnicos do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano lançaram mãos à obra para percebermos que material alternativo podíamos colocar nas mãos dos alunos para que facilitasse a sua aprendizagem e definimos que deveriam ser elaborados os cadernos de actividade, que foram financiados, na sua totalidade, pelo orçamento do Estado e a sua impressão é nas mesmas quantidades que os livros escolares”, explicou o porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

A previsão é que sejam impressos mais de seis milhões de livros escolares da primeira e segunda classes.

O antigo Edil de Nacala-Porto está de costas voltadas a Renamo. Raúl Novinte afirma que já não confia no partido, e anunciou, publicamente, que vai se juntar a Venâncio Mondlane numa nova formação política a ser conhecida dentro de dias.

O cabeça-de-lista da Renamo derrotado nas últimas eleições autárquicas em Nacala-Porto, Raul Novinte, fez saber, esta quarta-feira, que será anunciada, dentro de dias, uma nova formação política, da qual farão parte ele e Venâncio Mondlane, também cabeça-de-lista da Renamo derrotado na Cidade de Maputo.

“Na próxima semana, ou dentro de dias, vocês vão conhecer o partido que o engenheiro Venâncio Mondlane está inserido. Vão ouvir o anúncio da candidatura oficial na Comissão Nacional de Eleições, e serão conhecidos os cabeças-de-lista que vão acompanhar a candidatura em cada província.” afirma o ex-edil de Nacala-Porto.

Na sequência, Novinte diz que o eleitorado para o próximo escrutínio deve estar focado nas promessas de cada candidato e não apenas num determinado partido. “Temos que olhar o manifesto que o candidato traz, o partido não pode ser o elemento que governa o país. Este país já foi sufocado por muito tempo, chega!”.

E sobre a mais recente proibição de uso indevido da marca Renamo, Raul Novinte fez pouco caso do assunto, garantindo que já não confia no partido.

“Pelo menos eu não penso mais em usar a camiseta da Renamo, talvez, na próxima semana, poderão ver a camiseta que pretendo pôr. Vão ver a bandeira que irei pendurar na minha parede, para mostrar que já não confio na Renamo” concluiu

Estes pronunciamentos surgem dias depois de Novinte ter-se reunido com a população em Nacala, para dizer que Venâncio Mondlane é o candidato certo para a presidência da República, e que a Renamo é um partido anti-democrático.

De recordar que Venâncio Mondlane precisa de pelo menos 100 mil assinaturas para sustentar a sua candidatura como independente, anunciada no passado dia 19, depois de não ter participado do Congresso da Renamo.

O Município de Tete vai remover todas as viaturas ligeiras e pesadas abandonadas e as sucatas de automóveis espalhadas pela cidade. De acordo com a edilidade, a medida visa requalificar o espaço público, aumentar a capacidade de estacionamento e  melhorar as condições de mobilidade.

É comum ver,  um pouco por todos os bairros, no centro da cidade de Tete, carros mal estacionados e aparentemente abandonados, incluindo viaturas de instituições públicas. Ademais, há mecânicos que prestam vários serviços nas bermas da estrada e outros locais proibidos, dificultando a movimentação dos utentes.

César de Carvalho promete, como solução, remover das estradas, ainda este ano, todas as viaturas abandonadas e sucatas. Porém, refere que, antes do processo de remoção dos veículos, será desencadeada uma campanha de sensibilização para serem os proprietários dos carros a tirarem as viaturas dos passeios.

O edil de Tete falava esta terça-feira, depois da inauguração da Praça Mulambe Ndacira, localizada no bairro Filipe Samuel Magaia. As obras custaram 600 mil Meticais, desembolsados pela edilidade.

Pelo menos 23,6 por cento das mulheres e raparigas dos 15 aos 49 anos de idade foram vítimas do crime de violência baseada no género, de acordo com os dados do Inquérito Demográfico de Saúde 2022–2023.

A província de Cabo Delgado é apontada como o epicentro do crime, devido à prevalência do terrorismo. De 2015 a 2023, os casos subiram 4,8 por cento, facto que preocupa as autoridades.

O Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime afirma que o facto se deve à subida do número de pessoas deslocadas e à permanência de centros de acolhimento.

“A situação do Cabo Delgado é uma realidade cada vez mais preocupante e é onde existem factores de vulnerabilidade para todos, uma vez que a quantidade de deslocados internos está cada vez mais crescente”, disse António de Vivo, da UNODC, que afirmou, ainda, que a sua organização se encontra presente no terreno com o objectivo de mitigar os impactos, apesar de reconhecer a complexidade do acesso às vítimas.

A Procuradoria-Geral da República reconhece haver dificuldades de intervenção devido à fraca denúncia das vítimas, associada a factores sociais e culturais. “Os casos não podem continuar a ser resolvidos e a ficar num círculo restrito e familiar. É preciso que todos digamos basta. É momento de começarmos a responsabilizar com eficácia os infractores”, disse Amabélia Chuquela, procuradora-geral-adjunta, que falava após o evento.

Os dados foram partilhados à margem de mais um ciclo de mesas redondas sobre mecanismos mais eficazes para prevenção e combate à violência baseada no género, sendo que a próxima edição está marcada para Cabo Delgado.

Dados do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime apontam que uma em cada três mulheres sofre violência baseada no género na região austral de África, onde se estima que 33 por cento das melhores casadas foram vítimas de uniões prematuras.

A demanda de navios de grande porte, no canal de Moçambique, é cada vez maior, com alguns deles a transportarem grandes quantidades de hidrocarbonetos, deixando as águas moçambicanas propensas a derrames e consequente poluição.

Face a esta situação, e com o objectivo de aprimorar as suas capacidades de resposta a eventuais incidentes na costa moçambicana, o Instituto Nacional do Mar organizou, nas praias da cidade da Beira, um evento de simulação de preparação e resposta à poluição por derrame de hidrocarbonetos.

O exercício, no qual foram ensaiados vários cenários, envolveu  os bombeiros, polícia costeira, lacustre e fluvial, a marinha de guerra, a Administração Marítima e o Conselho Municipal da Beira. O mesmo contou com o apoio da Administração Costeira Norueguesa.

Refira-se que, aquando da ocorrência do ciclone Idai, em Março de 2019, grande parte do material de resposta a derrames de hidrocarbonetos ficou destruída.

O Município de Nampula reconhece que não há condições de saneamento no Mercado dos Belenenses. A Edilidade promete construir novas bancas e fábrica de gelo, mas não apresenta datas.

O posicionamento do Conselho Municipal de Nampula surge na sequência das  queixas feitas pelos vendedores de mariscos naquela infra-estrutura, mostrando-se agastados com o facto de estarem a desenvolver actividades num local com lixo, águas turvas e moscas.

O vereador de Mercados e Feiras do Município de Nampula, Augusto Tauancha, refere que a edilidade tem um  projecto de construção de novas bancas e fábrica de gelo. Sem avançar datas, garantiu ainda que toda a logística está acautelada.

Tauancha prometeu, igualmente, que o projecto também acomodará os vendedores informais que fazem comércio nas ruas e nos passeios.

Importa frisar que o Mercado dos Belenenses é o maior de venda de peixe e outros produtos do mar na cidade de Nampula.

Moçambique defende que os países em conflito devem investir recursos para lidar com efeitos indirectos dos problemas de paz e segurança.

Entre estes efeitos, destacam-se as consequências socioeconómicas negativas causadas pela insegurança, particularmente para as mulheres e jovens.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação entende que esta é uma abordagem imperativa.

Uma abordagem que, segundo Verónica Macamo, citada pela Rádio Moçambique, deve ter a perspectiva de reconstrução e desenvolvimento como mecanismos de prevenção e combate a conflitos.

Este é um posicionamento que a chefe da diplomacia moçambicana apresentou, esta terça-feira, no Debate Aberto do Conselho de Segurança da ONU, sobre o papel da mulher e da juventude na manutenção de paz e segurança internacionais.

Para Verónica Macamo, o contexto actual impõe a urgência de os países alocarem recursos orçamentais com vista a materializar agendas de mulheres e jovens em questões de paz.

Nesta perspectiva, alinha igualmente a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU.

Rosemary DiCarlo destaca a necessidade de garantir mais participação das mulheres e dos jovens em acções de desenvolvimento para evitar conflitos, melhorando as suas condições e gerando emprego.

Os árbitros moçambicanos Celso Alvação, Arsénio Maringule e Simões Guambe foram nomeados pela FIFA para ajuizarem o jogo entre o Togo e o Sudão do Sul, referente à terceira jornada do grupo B de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se no dia 5 de Junho em lomé, capital do Togo.

Celso Alvação, árbitro da COPAF de Inhambane, vai ser o árbitro principal do jogo, enquanto Arsénio Maringule, da COPAF da Província de Maputo, será o primeiro assistente. Por sua vez, Simões Guambe, da COPAF da Cidade de Maputo, vai exercer as funções de quarto árbitro.

O quarteto fica completo com a integração do segundo assistente proveniente de Angola, nomeadamente Ivanildo Lopes.

Esta não é a primeira vez que os árbitros moçambicanos são chamados para ajuizarem jogos internacionais, sendo porta para mais pontuação para fazerem parte da lista restrita da Confederação Africana de Futebol para as fases finais da provas continentais.

 

+ LIDAS

Siga nos

Galeria