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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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Aposta na selecção Sub-23, no torneio Cossafa, vai permitir a renovação da equipa principal. Este pensamento é defendido pelos comentadores desportivos do programa Ao ataque, da Stv, Víctor Miguel e José Secanhe, que acreditam que a decisão vai permitir que os Sub-23 estejam melhor preparados.

A selecção moçambicana vai disputar, esta quarta-feira, na África do Sul, o seu primeiro jogo, no torneio Cossafa, com a equipa sul-africana, Bafana-Bafana. Para o jogo foi convocada a selecção sub 23.

Víctor Miguel diz que a decisão da equipa técnica da selecção mostra que o país está preocupado em dar continuidade ao trabalho da equipa “A”, ou seja, os Mambas. “Indicar os Sub-23 vai garantir a continuidade em termos de renovação da selecção nacional, e vai permitir que estes jogadores ganhem um pouco mais de experiência, afinal são os futuros jogadores da selecção AA”.

Miguel acrescenta que os Sub-23 estarão, depois desta experiência, prontos para integrar ao primeiro grupo sem grandes turbulências. “Estes jogadores estarão, quando forem chamados, em altura de substituir os jogadores mais velhos”.

O mesmo pensamento foi partilhado por José Secanhe, que explica que o torneio Cossafa foi criado com o objectivo de dar oportunidade para os mais novos, por isso, a decisão da federação é “mais do que acertada”.

Diz ainda que a selecção nacional está melhor capacidade para fazer frente aos desafios que vem pela frente.

De referir que Moçambique está inserido no grupo A, tendo três jogos em frente.

 

Um jovem está detido em Manica indiciado de falsificar a nova série do metical. A detenção do suspeito ocorreu quando tentava comprar máquinas de barbear num estabelecimento comercial na cidade de Chimoio.

A nova série do metical foi lançada há pouco mais de uma semana e em paralelo, um jovem na cidade de Chimoio decidiu também produzir as suas. O jovem escolheu mil Meticais e produziu nove notas falsas.

Conforme contou, a sua primeira experiência de transação comercial foi feita numa loja onde pretendia usar quatro notas mas não conseguiu.

Revelou também que as notas falsas foram produzidas em seu local de trabalho e garantiu que fê-lo sozinho e sem conhecimento dos seus patrões.

A Polícia diz que o mesmo foi detido em flagrante numa loja onde o suspeito pretendia comprar máquinas de barbear, o dono tendo se apercebido denunciou à Polícia.

A se provar a falsificação das notas, o indiciado poderá incorrer em uma pena de 8 a 12 anos de prisão.

Reintegrar ex-terroristas nas comunidades é um problema complexo que precisa ser consensual e aprofundado concordam os analistas Moisés Mabunda, Fernando Lima e Samuel Simango. Os mesmos defendem igualmente que o que interessa neste momento é como será feita esta reintegração que algumas comunidades recusam.

Receber os ex-integrantes dos grupos terroristas não de forma discriminatória, da forma mais sustentável possível para evitar que voltem e a necessidade do perdão são as três fundamentações que sustentam a criação do programa de reintegração social de pessoas que fizeram parte dos grupos terroristas no país.

Em seguimento do recente decreto presidencial, o anúncio foi feito pelo Secretário de Estado da província de Cabo Delgado, António Supeia,  que apesar de reconhecer que há discordância das comunidades, pelo menos as de Nangade e Palma, onde houve recusa em receber os “ex-terroristas”, o mesmo reforçou que a medida é necessária, pois que não existem “cadeias suficientes para todos”.

A ideia foi recebida por António Matimula, Juiz presidente do Tribunal Judicial de Cabo Delgado que defendeu ser imperiosa a participação da comunidade neste processo de reintegração.

A ser possível reintegrar os ex-terroristas, o Conselho Cristão de Moçambique denunciou o desaparecimento de alguns reintegrados e disse que estes estarão expostos a uma ameaça tripla da parte das comunidades, das Forças de Defesa e Segurança e também dos próprios terroristas, ou seja, não estarão seguros.

Sobre a “insegurança dos ex-terroristas” causada pela chamada “tripla ameaça”, Moisés Mabunda disse que é legítimo que se sintam ameaçados pois cometaram os “piores crimes” contra as comunidades e é mesmo das comunidades onde esse processo de reintegração deveria partir.

Deste pressuposto, Mabunda disse que o anúncio do presidente foi “precipitado” e começou de “frente para trás”, por ter anunciado a medida sem referir como será feita a sua execução.

“Não é só as pessoas reaparecerem. Devia haver primeiro um guião de como é que se faz para apresentar um grupo que estava no terrorismo as comunidades. Este guião ser consensual onde deve-se saber de quem é a responsábilidade, ao contrário do papel que o SGE de Cabo Delgado está a assumir (de questionador), sobre o que se faz?. A questão não é o que mas como se faz?, porque o que o chefe do Estado já disse, devemos perdoar.”

É um assunto que Mabunda considera “muito complexo” e é urgente que seja consensual e aprofundado. Mesmo com vista ao aprofundamento do processo de reintegração, sugeriu que  o primeiro passo deve ser o perdão público dessas pessoas diante das comunidades. “Para se perdoar alguém que nos ofende é preciso que a pessoa confesse e dê a dimensão do arrependimento”, disse.

Fernado Lima concordou com Mabunda, porém, trouxe outros elementos e um dos quais a razão que leva as pessoas a se juntarem aos grupos radicais, que segundo defendeu, “cerca de 70% das pessoas que se juntam ao terrorismo são forçadas”, entre si mulheres e crianças, grupos que deverão ter um tratamento diferenciado.

Outro ponto avançado por Lima, que sustenta a ideia de implementação do programa de reintegração é que “as prisões são lugares que podem efectivar a radicalização”.

Já Samuel Simango, alertando que o processo não deve servir aos interesses políticos secundou também que o processo é “complexo”, por conseguinte deve envolver a todos os actores da sociedade moçambicana.

Ao contrário de Lima e Mabunda que não sabem qual é o melhor modelo de reintegração entre a passagem directa para as comunidades e a reintegração por via de um centro transitório, Simango disse que é contra devido a falta de informação clara sobre “como e quem” vai gerir os centros de reintegração.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida conquistou, fim-de-semana, dois lugares de pódio na 3.ª ronda do campeonato Carrera Cup Swiss, prova que se realizou no Autódromo Enzo e Dino Ferrari (Imola), na Itália.

Numa das provas de referência do automobilismo mundial, Almeida começou a 1ª corrida, realizada no sábado na segunda posição, tendo tomado a liderança logo na primeira volta e permanecendo por mais da metade da mesma.

No entanto, a entrada de um “safety car” na pista forçou que os pilotos que estavam de “slicks” se aproximassem do pelotão da frente, situação que fez com que perdesse o 1.° lugar para um adversário que se encontrava de “slicks” e muito mais rápido.

Domingo, dia da corrida 2, o mais destacado piloto da actualidade em Moçambique conquistou o 3.° lugar, fechando, desta forma, a sua participação na prova com dois pódios em igual número de corridas.

A Porsche Cup Suisse reúne os pilotos em seis etapas em outros circuitos na Áustria, França e Itália. Em Imola, pista que está no calendário há anos, os 80 Porsches inscritos competiram no formato “Sprint e Endurance”.

Esta prova contou com a participação tanto dos carros Porsche homologados para a circulação rodoviária assim como os preparados para a competição, demonstrando o “ADN” desportivo que é a base e o sinal distintivo de cada criação da empresa de Estugarda.

Recentemente, Rodrigo Almeida teve uma excelente prestação no Porsche Carrera Cup Asia (PCCA) ao ocupar a 5.ª posição na segunda corrida disputada no Buriram International Circuit, na Tailândia.

Com este desempenho, o valoroso piloto conseguiu subir para o 4.° lugar na classificação geral da prova.

Perdeu a vida, na madrugada de hoje, Jennifer Chude Mondlane, filha do fundador da Frelimo, Eduardo Mondlane, vítima de doença. 

Jennifer Chude Mondlane estava internada numa clínica em Joanesburgo, na vizinha África do Sul, a receber cuidados médicos, mas não resistiu à doença.
Perdeu a vida na madrugada de hoje, aos 66 anos de idade.

Seguia a carreira artística. Passava a vida entre Moçambique, África do Sul e os Estados Unidos da América. Desenvolvia a sua vida profissional em Moçambique na indústria da música como cantora, artista performática e promotora musical.
Chude Mondlane era formada em Antropologia e Estudos Africanos.

 

Subiu para 10 o número de partidos, incluindo o ANC, que se juntam para o recém proclamado governo de unidade nacional, na vizinha África do Sul. A assinatura do acordo que integra mais partidos foi anunciada pelo Secretário-Geral do Congresso Nacional Sul Africano.

A adesão de mais partidos sul-africano ao recém criado governo de unidade nacional, aconteceu no último sábado, depois da assinatura de um acordo de coligação que integra 10 partidos, incluindo o ANC.

Assim, o recém-eleito, Cyril Ramaphosa, passa a contar com 10 dos 18 partidos com assento na Assembleia Nacional da África do Sul.

Trata-se de partidos que juntos, trazem vantagens ao ANC, em termos de assentos, representando mais de 70% da Assembleia Nacional, constituindo assim a maioria parlamentar.

Quanto aos nomes das figuras que comporão o novo governo, estes, Ramaphosa poderá anunciar nos próximos dias, de acordo com o Secretário Geral do ANC.

Subiu para 10 o número de partidos, incluindo o ANC, que se juntam para o recém proclamado governo de unidade nacional, na vizinha África do Sul. A assinatura do acordo que integra mais partidos foi anunciada pelo Secretário-Geral do Congresso Nacional Sul Africano.

A adesão de mais partidos sul-africano ao recém criado governo de unidade nacional, aconteceu no último sábado, depois da assinatura de um acordo de coligação que integra 10 partidos, incluindo o ANC.
Assim, o recém-eleito, Cyril Ramaphosa, passa a contar com 10 dos 18 partidos com assento na Assembleia Nacional da África do Sul.
Trata-se de partidos que juntos, trazem vantagens ao ANC, em termos de assentos,
representando mais de 70% da Assembleia Nacional, constituindo assim a maioria parlamentar.
Quanto aos nomes das figuras que comporão o novo governo, estes, Ramaphosa poderá anunciar nos próximos dias, de acordo com o Secretário Geral do ANC.

Três pessoas de idades compreendidas entre 18 e 22 anos, morreram no início da noite deste domingo, no bairro Ndunda, na cidade da Beira, quando um engenho explosivo que encontraram num antigo paiol, e que tentavam abrir, explodiu.

Para além dos três mortos, outras três pessoas, com menos de 25 anos, ficaram feridas com gravidade e estão neste momento internadas e a receberem cuidados intensivos no Hospital Central da Beira.

O “O País” sabe que todas as vítimas eram adolescentes e jovens que estavam ao longo da tarde a jogar a bola, num desafio entre bairros naquela zona.

Há cerca de 10 mil famílias que não têm acesso à água potável em Mahubo, Boane, província de Maputo, o que as obriga a consumir água dos charcos. As famílias até estão cientes das várias doênças a que estão expostas, mas dizem não ter outra opção.

Para se ter água potável em Mahubo, as famílias teriam de percorrer mais de 15 quilómetros. Porque não conseguem, os charcos são a “salvação”, recorrendo a água literalmente suja para o consumo e outros afazeres.

A caminhada para a busca do precioso líquido não é longa, mas chega a ser penosa, muitas vezes, é feita com crianças carregadas nas costas, e no meio do mato.

A chegada, um ritual quase que regra, mas que não muda nada, os recipientes são lavados para dar espaço a água do charco. Virgínia Enoque, residente de Mahubo, diz que mesmo não sabendo da origem da água do charco, não tem outra opção senão usa-la.

“Esta água é da chuva que se concentra aqui, não sabemos de onde vem, mas porque não temos alternativa é esta que usamos”.
O charco é usado por morradores de todo o bairro, não se sabe ao certo por quantas famílias, e a cada minuto chegam mais pessoas que dependem exclusivamente daquele local para ter água em casa.
Os homens também não estão isentos desta realidade. Julião Manuel, residente de Mahubo, é dos muitos que também usa a água dos charcos para o consumo. “Tiro esta água por conta do sofrimento, venho de Mahubo 24 para aqui, dependemos apenas desta água. Estamos todos, desta zona, a sofrer por causa de água”.

Cientes das impurezas que a água contém, os morradores de Mahubo adoptaram alguns métodos para a purificação de água. Xavier Vasco diz que usa cinza para tratar a água. “Estou a colocar cinza na água para purificar, para matar os micróbios, porque esta água é imprópria. Bebemos por causa da pobreza”.

Depois de aparentemente tratada, a água é usada para o consumo, para servir as crianças, afinal a caminhada para a escola é longa, e elas precisam de água para ajudar a aguentar o percurso.
Por um lado estão as crianças, por outro, idosos como a vovó Carline João, que não consegue andar e vive sozinha. Devido a sua condição física os outros vizinhos é que trazem água para o seu consumo, que também é tirada dos charcos.

Os morradores de Mahubo também usam água da chuva para o consumo, entretanto, já há muito tempo que não chove.

Mas afinal por que esta população tira água deste charco para fazer as suas actividades e até para beber?

Quem responde a essa pergunta é Carlos Maquingua, residente de Mahubo, que conta que o problema da falta de água não é uma novidade no bairro. “O Problema da falta de água não é recente, já há muito sofremos devido a falta de água, quando fazemos uma pequena manifestação, queimamos pneus na estrada, eles abrem e a água jorra nas nossas torneiras, mas depois fecham, porque a água não é do estado é de um fornecedor privado e ele faz o que quiser”.

Depois de mais de quatro meses sem água, na última quarta- feira jorrou um pouco nas torneiras, mas apenas de madrugada, quem chegou tarde não apanhou nada.

“Fecharam a água por volta das oito horas, não consegui tirar nem um bidon, por isso estou aqui, porque nem dinheiro para ir tirar a Boane e tirar água no Umbeluzi não tenho”, contou Carlos Maquingua.

É isso mesmo, quem quer ter água potável aqui, é percorrendo cerca de 15 km até a vila de boane, mas as contas não batem e é isso que fazem quando este charco seca, por falta de chuva.
Mahubo faz parte do município de Boane e a presidente reconhece o problema.

As bombas foram concertadas, mas este ano, com a passagem da tempestade Filipo as mesmas bombas voltaram a sofrer.

Ainda não há datas para que o projecto conjunto da FIPAG e o Município com financiamento do banco mundial possa efectivar-se, mas a edil garante que com o projecto os problemas serão ultrapassados, mas enquanto isso não acontece, as cerca de 10 mil famílias, de todo boane, incluindo mahubo, continuaram a sofrer.

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