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Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem em Moçambique desde 2017, devido à violência armada no norte do país. Deste total, 661.532 continuam deslocadas internamente, enquanto 721.691 regressaram aos seus distritos de origem, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No relatório operacional referente ao primeiro semestre de 2026, a agência indica que os ataques de grupos armados provocaram 26.184 novos deslocados entre Janeiro e Junho, em vários distritos da província de Cabo Delgado. Muitos dos afectados foram obrigados a deslocar-se mais de uma vez.

O ACNUR considera que a situação humanitária continua complexa, devido à persistência da violência em distritos como Ancuabe, Chiúre, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe e Nangade.

Para além dos ataques contra civis e infra-estruturas, a agência assinala que os grupos armados têm visado cada vez mais os meios de subsistência das populações, incluindo campos agrícolas, actividades pesqueiras e locais de exploração mineira, agravando a vulnerabilidade das comunidades.

O relatório indica ainda que Moçambique acolhe 24.217 refugiados e requerentes de asilo, provenientes sobretudo de países da África Central e Oriental.

Entre Janeiro e Junho deste ano, o ACNUR prestou assistência directa a 39.699 pessoas, incluindo deslocados internos, refugiados e famílias vulneráveis, através da distribuição de bens essenciais e apoio monetário. A agência apoiou igualmente 15.804 pessoas com assistência jurídica e 8.637 na obtenção de documentos de identificação.

No âmbito do reforço dos serviços de protecção, está em curso um projecto de 34 meses, lançado em Março, em parceria com os Governos de Moçambique e do Japão. A iniciativa prevê a construção ou reabilitação de 27 postos de atendimento em Cabo Delgado, com o objectivo de facilitar o acesso à documentação civil de mais de 100 mil pessoas e prestar assistência jurídica a outras 45 mil.

Para 2026, o ACNUR solicitou 61,3 milhões de dólares para financiar as suas operações em Moçambique e Angola. Contudo, até Junho, apenas 38% do montante tinha sido disponibilizado, deixando um défice de financiamento de 38,2 milhões de dólares.

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As principais equipas que lutam pelas vagas do Moçambola 2025 têm testes de fogo este fim-de-semana, nas partidas da segunda jornada de todas as séries das três regiões do país. As equipas de Nampula marcam a sua estreia na competição, depois da “folga” na jornada inaugural.

Desportivo da Matola e Estrela Vermelha de Maputo, candidatas pela Série A da zona Sul, têm deslocações a Inhambane e Gaza, respectivamente, em busca de cimentar a sua posição na tabela classificativa, enquanto Maxaquene e Incomáti de Xinavane, pela Série B, jogam em casa.

Os “alvi-negros” da Matola deslocam-se a Inhambane para defrontar o Temusa Costa do Sol da Massinga, com intenção clara de repetir o feito da jornada anterior e somar mais três pontos na competição.

E vai com estatuto de forte candidato a vencer, não só a partida, mas também a fase zonal. E porque é jogo de campeões provinciais, o Temusa terá uma palavra a dizer, mesmo para contrariar a derrota sofrida na jornada anterior, diante do Estrela Vermelha de Maputo.
O mesmo acontece na deslocação do Estrela Vermelha de Maputo a Gaza, onde vai defrontar o Clube de Gaza, equipa que perdeu na semana passada diante do Desportivo da Matola por 2-0.

Os “alaranjados” venceram na primeira jornada ao Temusa Costa do Sol por 3-0 e sabem muito bem que, para além da vitória em si, cada golo sempre vai contar nas contas finais. Ao resultado passado, a turma da capital do país quer marcar mais golos, mas terá um Clube de Chibuto ferido no orgulho e quer devolver a província ao Moçambola, depois de ter sido o último a lá estar.

Pela Série B, o Maxaquene e Incomáti de Xinavane recebem duas equipas que perderam em casa na jornada passada. Tanto os “tricolores” quanto os “açucareiros” são claros favoritos a vencer os seus jogos, mas terão de provar dentro das quatro linhas.

O Maxaquene, que foi a Inhambane derrotar o Ferroviário local por 0-2, defronta as Águias Especiais de Xai-xai, que perderam em casa diante do Incomáti de Xinavane, por 0-1.

No fim, saber-se-á qual das duas equipas líderes vai cimentar a liderança, não só pelos pontos, mas também pelos golos marcados.

 

Embate de “militares” que pode favorecer os de Mocuba

Na zona Centro, há um embate entre os Matchedjes, com o de Mocuba a receber o de Chimoio. A turma da Zambézia entra como claro favorito a vencer, até porque está nesta competição para lutar pelo regresso ao Moçambola. E a turma de Manica terá poucos argumentos para contrariar o favoritismo do Matchedje de Mocuba.

O mesmo pode dizer-se do favoritismo da Liga Desportiva de Sofala, que, depois de vencer fora de portas na jornada passada, tem todas as possibilidades de somar mais três pontos diante do Ferroviário de Moatize.

Nesta Série, serão a Liga Desportiva de Sofala e o Matchedje de Mocuba a lutarem pela finalíssima.

Já na Série B, o FC da Beira e o Chingale de Tete são claros favoritos a chegarem à finalíssima, mas terão de lutar até às últimas consequências. E esta jornada, neste embate entre ambos, pode ser uma boa oportunidade para qualquer que vencer distanciar-se e posicionar-se como forte candidato.

O Chingale, a jogar em casa, com apoio do seu público, é candidato a vencer, o FC da Beira tem palavra a dizer, mesmo jogando em casa.
Já a Trans KS Company e a Só Protecção de Quelimane, equipas que perderam na jornada passada, defrontam-se em busca dos primeiros pontos, para além de procurarem intrometer-se na disputa entra as candidatas. Quem vencer estará bem posicionado para ver as suas forças e sonhos redobrarem-se para os próximos jogos.

 

Equipas de Nampula entram em cena

Pela Série A da zona Norte, a formação do Ferroviário de Nacala estreia-se na prova defrontando as Águias Especiais de Niassa, equipa que na primeira jornada perdeu em casa. Resta saber se, diante da poderosa “locomotiva” de Nacala terá traquejo para contrariar o favoritismo da turma de Nacala, a jogar em plena pedreira.

Já o Sporting de Nampula estreia-se fora de portas, defrontando a UP de Lichinga, equipa que também perdeu na jornada passada. Os “leões” de Nampula têm todas as possibilidades de sair de Niassa com os três pontos, mas a UP vai querer provar que a derrota na primeira jornada foi apenas obra do acaso.

Uma jornada que vai começar a posicionar os candidatos a chegar à finalíssima, para depois lutarem pelo acesso ao Moçambola 2025.

As autoridades sanitárias do distrito de Machaze, em Manica, diagnosticaram mais de sete mil e seiscentos casos de malária, de Janeiro a Setembro deste ano.

O número de casos diagnosticados representa uma redução em oitenta por cento, em relação a igual período do ano passado, em que foram registados perto de seis mil casos da doença.

O chefe da repartição de saúde pública no distrito de Machaze, Nelson Sombreiro, explicou que a redução dos casos se deve à sensibilização das comunidades e à distribuição massiva das redes mosquiteiras, além da queda irregular da chuva.

Por outro lado, a nossa fonte assegurou que o sector de saúde em Machaze continua a sensibilizar as comunidades para o uso correcto das redes mosquiteiras e melhoria do saneamento do meio.

Os centros de saúde de Chitobe, Chipudji, Mutefu, Chipopopo e Mavende são os que diagnosticaram mais casos de malária, uma doença que afecta mais as crianças.

O antigo secretário permanente do Ministério da Educação, Manuel Rego, diz que o processo de aquisição do livro escolar leva um ano até chegar ao aluno e que não é possível esperar-se pelo Plano Económico e Social de 2025 para se adquirir livro para o mesmo ano.

É a voz de quem, por mais de três anos, dirigiu o Ministério da Educação como secretário permanente e conhece muito bem o processo de aquisição do livro escolar, porquanto, durante 10 anos, foi director de planificação na mesma instituição.

Pela necessidade de concursos públicos e demais fases para a aquisição do livro até que chegue ao aluno, Manuel Rego diz ser necessário pelo menos um ano para se iniciar o processo antes da disponibilização do manual.

“O livro para 2025 tem de ser adquirido este ano. Não pode ser adquirido no próximo ano. Precisamos de um ano para estarmos folgados, e termos as margens de manobra e termos as reservas a tempo para que tenhamos os livros a tempo e comecem a ser distribuidos em Janeiro, num processo complicado, porque o ano lectivo começa em Fevereiro. A distribuição deve ser feita em Dezembro e durante o mês de Janeiro para que, em princípios de Fevereiro, os alunos, quando iniciar o ano lectivo, possam ter o livro escolar”, disse Manuel Rego, em entrevista ao jornal O País.

O Governo já tinha dito que pretendia financiar a produção do livro internamente. Com este financiamento interno, sendo o plano para 2025, mudaria o tempo de produção do livro até à sua disponibilização? Esta foi a questão colocada a Rego, que respondeu: “Não creio que mude. A aquisição deve ser feita de acordo com a lei. A lei estabelece que há um processo de procurement que deve ser exigido, tem de ser seguido. Este processo de procurement tem os seus prazos claramente definidos na lei. Portanto, não vejo, por serem fundos internos, que o processo não possa ser rápido.”

A certeza que Manuel Rego tem é de que o discurso do porta-voz do MINEDH é de incertezas sobre o material escolar, com destaque para o livro.

“Se o Ministério da Educação tivesse garantido já o material para 2025, então, certamente, diria isso com segurança, estar seguro de que isso ia acontecer e podia confirmar isso. Se faz um discurso em que não diz nem sim nem não, então pode, eventualmente, dizer que o material não vai estar disponível ou ainda não sabe se vai estar disponível em tempo útil. Quer dizer, não se sente segurança, profissionalismo, certeza(…)”.

O académico moçambicano, Elísio Macamo, diz que a acumulação dos cargos de Presidente da República e o da Frelimo não configura inconstitucionalidade uma vez que a constituição não especifica as funções privadas que não devem ser ocupadas pelo Chefe de Estado. Macamo diz que o debate é infundado.

O debate sobre a incompatibilidade na ocupação do cargo de Presidente da República e, em simultâneo, presidente do partido, reacendeu com os pronunciamentos do membro sénior da Frelimo, Oscar Monteiro, a dizer que tal configura inconstitucionalidade.

Feitas várias análises, a noite de quarta-feira sobrou para o académico Elísio Macamo, que entende não haver elementos claros de incompatibilidade, uma vez que o invocado artigo 148 da Constituição não especifica as funções privadas vedadas ao chefe de Estado.

“Parece-me um problema um pouco falso que, naturalmente, pode ser resolvido também de forma constitucional. A Constituição pode tornar claro que nessas funções privadas é incluída também a função do Partido, do chefe do Partido, e o problema resolve-se. E aí, nesse aspecto, eu discordo daquilo que o Oscar Monteiro diz, não vejo nenhuma ilegalidade, porque a Constituição não define claramente o que é uma função privada”, afirma o académico.

Para Macamo, o debate devia assentar na falta de coerência entre a letra e o espírito da Constituição e a correção deve ser com base na revisão constitucional. Para o acadêmico, “Teoricamente, não há nenhum problema que ele continue a ser o presidente do seu Partido. E o fato de, na Constituição, constar que há certas funções privadas que são incompatíveis com isso aí, ainda não constitui, para mim, uma ilegalidade. Mas isso pode ser corrigido, se as pessoas quiserem assim, pode ser corrigido através de uma precisão que se deve introduzir.”

Aliás, Macamo diz que os críticos devem identificar o problema para posteriores soluções eficazes, e entende que a disfuncionalidade do Estado deve-se à não separação de poderes.

“Nós temos, por um lado, a forte dominação do sistema político por um Partido político, que é a Frelimo. Praticamente, todos esses lugares de soberania são ocupados por gente da Frelimo e, quando é assim, é muito difícil garantir essa situação de poder, e nós temos visto como  até a Frelimo tem abusado do seu poder para benefício próprio”, aponta Macamo.

O académico vai mais longe ao relacionar  o presente debate com a suposta falta de democracia dentro do partido Frelimo.O Presidente da República já reagiu ao assunto e disse estar aberto para quaisquer mudanças caso o partido decidir mexer com os estatutos.

A 19ª jornada do Moçambola 2024, a disputar-se este fim-de-semana, tem jogos aliciantes e de registo, com destaque para o embate entre candidatos ao título, nomeadamente a Black Bulls e a União Desportiva de Songo. O Costa do Sol, líder da prova, desloca-se a Cabo Delgado, onde vai defrontar o Baía de Pemba

Jogo de grandes decisões no Complexo Desportivo de Tchumene, este domingo, a partir das 15:00h, quando Black Bulls e União Desportiva de Songo, terceiro e segundo classificados, respectivamente, e candidatos ao título, defrontarem-se para a 19ª jornada.

Decisões porque o resultado final do jogo pode ter repercussões nas contas finais do Moçambola e, principalmente, na luta pelo título. Não só para as duas equipas, mas também para o Costa do Sol, a terceira equipa que luta pelo título nacional.

A Black Bulls sempre se posicionou como candidato principal a conquista da prova, uma vez que veio liderando o Moçambola até a 15ª jornada, onde ficou com jogos em atraso e o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo aproveitaram para passar para frente. Mas os “touros”, com ajuda dos jogos em atraso, querem recuperar a posição inicial e isso pode começar este domingo, diante da União Desportiva de Songo.

Separados por apenas um ponto, a maior para os “hidroeléctricos”, uma vitória da Black Bulls recoloca a equipa acima da turma de Songo e, pressiona o Costa do Sol na liderança, que também estará a jogar em Pemba.

Mas a União Desportiva de Songo não quer perder a caravana e, sabendo que a Black Bulls tem dois jogos em atraso, vai entrar em campo para contrariar o factor casa dos “touros” para esticar a diferença pontual, esperando por desaires nos jogos em atraso e na partida entre Baía de Pemba e Costa do Sol.

Black Bulls e União Desportiva de Songo estão equilibrados no confronto directo de jogos do Moçambola, já que em sete confrontos cada uma das equipas venceu dois jogos e houve registo de três empates.
Em 2022 a União Desportiva de Songo venceu os dois jogos para o Moçambola e conquistou a prova, na única vitória fora, enquanto os “touros” venceram os dois jogos em Songo. Na primeira volta houve empate a um golo.

Mas há o factor vingança em perspectiva: afinal a Black Bulls conquistou a Taça de Moçambique, ano passado, às custas da União Desportiva de Songo, e os “hidroeléctricos” vão querer querer dar o troco este ano para o Moçambola.

As duas equipas tem jogos em atraso e que podem ser uma mais valia nas contas futuras.

Mas está ainda um Costa do Sol acima dos dois, pelo menos até esta altura. Os “canarinhos” tem a totalidade das jornadas cumpridas e estão com um ponto de vantagem em relação aos “hidroeléctricos” e dois sobre os “touros”.

Um desaire do Costa do Sol na deslocação a Cabo Delgado, diante do Baía de Pemba, e uma vitória de um dos dois que jogam em Tchumene (Black Bulls e UD Songo), pode ser negativo para os “canarinhos”, que podem começar a ver a luz do título a apagar-se, tendo em conta os jogos que ainda vem pela frente.

Ferroviário de Maputo: é para manter a ascensão final

A fechar a jornada 19, na segunda-feira, o Ferroviário de Maputo desloca-se a Tchumene para defrontar o Brera FC, com claro objectivo de manter a sua ascensão na prova. É que os “locomotivas” de Maputo tiveram uma ascensão de se lhe tirar o chapéu, com oito vitórias nos últimos 10 jogos, saída da causa para a quarta posição.

E não quer, de certeza, deixar escapar a sua posição na perseguição ao trio da frente, bem como terminar a competição no top-5. Mas o Brera tem uma palavra a dizer, tendo em conta que quer sair da zona de perigo em que se encontra, para garantir a sua manutenção.

Ainda assim o Brera está espectante no que o Textáfrica de Chimoio pode fazer no Chiveve, diante do Ferroviário da Beira. Duas equipas que não tem estado em boa forma este ano e que podem terminar em posições que não esperavam.

“Locomotivas” em choque em Nampula

Na capital do norte teremos duas “locomotivas” sem vapor a cruzarem-se, numa autêntica tentativa de procurar roubar pontos uma da outra. Aliás, a estes dois Ferroviários só resta mesmo roubarem-se pontos, uma vez que aos outros há sempre dificuldades em alcançar bons resultados.

O Ferroviário de Nampula está proibido de perder, sob pena de João chissano ver pressionado a sua posição na equipa, depois da derrota passada, enquanto o Ferroviário de Lichinga pode estar em maus lençõies em caso de derrota, já que continuará numa posição menos confortante na tabela classificativa.

Quem quer subir na tabela classificativa são as duas equipas que se defrontam na Maxixe. Associação Desportiva de Songo e Desportivo de Nacala estão separadas por apenas um ponto e qualquer das equipas que vencer faz um salto grande na tabela classificativa.

Será, do resto, uma jornada que vai trazer alterações na tabela classificativa, com as equipas a buscar suas posições finais na prova.

A Polícia de Trânsito só deve fazer fiscalização de automóveis apenas nos 23 postos de controlo rodoviário oficiais em todo o país. O controlo de velocidade deve passar a ser feito em locais com boa visibilidade e devidamente sinalizados. Esta é uma instrução do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique.

Através de uma Instrução para a Polícia de Trânsito, o Comando-Geral prevê apenas 23 postos de controlo rodoviário. Para as províncias de Maputo, Inhambane, Nampula e Cabo Delgado, o documento fala de três postos de fiscalização para cada uma delas.

Em Maputo, os carros poderão ser fiscalizados em: Salamanga (EN1), Nhongonhane (EN1) e Matola-Rio (EN2).

Em Inhambane, a Polícia de Trânsito só deve fazer o controlo de automóveis em Zandamela (EN1), Lindela (EN1) e Rio-Save, também na EN1.

Na província de Nampula, os postos previstos são: Rio Ligonha, Mutawanha e Anchilo, todos na EN1.

Para Cabo Delgado, só serão legais os postos de: Posto de Controlo de Rio Lúrio, Posto de Controlo de Ilva Macua e Posto de Controlo de Pemba, todos na EN1.

O Comando-Geral decidiu também que Sofala terá quatro postos de controlo, sendo: Posto de Controlo de Inhamizua (EN6), Posto de Controlo de Mutunduri (EN1), Posto de Controlo de Rio Zambeze (EN1) e Posto de Controlo de Muxúnguè (EN1).

As províncias de Manica,Tete e Zambézia terão cada uma delas dois postos de fiscalização, a saber: Manica – Posto de Controlo de Gondola e Posto de Controlo de Zonoe, todos na EN6. Tete – Posto de Controlo de KM18, em Changara, e Posto de Controlo de Mboza, na EN7. Zambézia – Posto de Controlo de Mocuba e Posto de Controlo de Namuaca, todos na EN1.

Apenas a província de Gaza terá um posto de controlo, no caso de Incoluane, em Bilene-Macia.

O controlo de velocidade deverá ser feito em locais com boa visibilidade e devidamente sinalizados com cones.

Caso se viole esta instrução, os chefes de departamentos e de operações da Polícia de Trânsito podem incorrer a medidas disciplinares.

 

Uma ponteca sobre o rio inhamgome, construída com material precário, foi arrastada pela fúria das águas, uma vez que visava dar lugar à transitabilidade provisória de pessoas enquanto decorriam obras da plataforma em betão. O investimento na obra é de mais de 98 milhões de Meticais, fundos do Banco Mundial.

A situação está a condicionar a vida das famílias, que se socorrem de pequenas embarcações para fazer a travessia.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, mostra-se agastado com o empreiteiro. “Estamos extremamente desgastados com a empresa do senhor Victor Duarte. Nós informámos por mais de três vezes e alertámos que esta estratégia não era das melhores. E, neste momento, o contrato está suspenso. O que nós propusemos é que, não tendo capacidade, esta empresa devia passar o contrato para outra que tem capacidade técnica, isso para que nos possa facultar uma estratégia que nos leve a terminar esta ponte em tempo útil”, disse.

Manuel de Araújo apelou aos empreiteiros para cumprirem os prazos das obras e executarem as mesmas com qualidade. “Nós damos oportunidade aos empreiteiros nacionais, aos empreiteiros locais. Esta é a segunda empresa. Tivemos o caso da avenida Max Love, que tivemos de suspender.”

A população lamenta o arrastamento da ponteca, situação que diz estar a impactar negativamente as suas vidas. “Estamos mal. Os nossos filhos não conseguem atravessar para o outro lado da margem para irem à escola. Pedimos que resolvam esta situação”, lamentou um dos populares.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e empresas petrolíferas, que operam em Angola, prevêem, nos próximos seis anos, investir acima de 60 mil milhões de dólares, em actividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, escreve o “Jornal de Angola”.

O director de Negócios da ANPG, Hélder Iombo, que avançou, ontem, em Luanda, este dado, durante a pré-conferência da V edição da Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), referiu que o investimento a ser aplicado se deve ao reporte de excelentes indicadores em bacias terrestres e marítimas existentes no território nacional.

“Estamos a estimular investimentos, tanto no Onshore quanto no Offshore, numa altura em que já existe um considerável número de empresas a desenvolver actividades nas bacias terrestres do Baixo Congo e Kwanza. Nessas bacias, a Sonangol também perfurou dois poços de pesquisa, enquanto outras empresas efectuam actividades sísmicas”, referiu.

Para o director de Negócios da ANPG, no Offshore, onde decorre a maior parte das actividades petrolíferas, decorrem trabalhos de sísmica, levados a cabo por várias empresas, como a Exxon Mobil, que está a perfurar o primeiro poço de pesquisa na Bacia do Namibe, e presente no Bloco 15 a pesquisar o poço de Mukembo. Adiantou que a TotalEnergies está a desenvolver trabalhos de perfuração no Bloco 16, tendo aprovado recentemente um projecto de desenvolvimento no Bloco 20.

Questionados sobre as fontes de financiamento, Hélder Iombo indicou que as empresas estão a trabalhar com bancos comerciais ou consórcios, em que foram identificadas, até agora, 30 oportunidades, ou seja, 11 blocos em ofertas permanentes, seis blocos Onshore disponíveis, seis oportunidades de blocos marginais prestes a produzir e nove a serem licitados em 2025.

O PCA da Associação das Empresas Prestadoras de Serviço da Indústria Petrolífera (AECIPA), Bráulio de Brito, enalteceu o empenho do Executivo pela organização da V edição da Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas, que representa um dos maiores eventos internacionais do sector.

“A Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas representa uma janela de oportunidades para que novos investidores apostem no mercado nacional, e por esta via, as empresas nacionais que operam no sector também tenham oportunidade para alargar o seu campo de acção, gerar emprego e riqueza no país”, notou.

O Centro de Convenções de Talatona (CCTA) será o foco de atenção dos principais actores da indústria petroquímica mundial quando, a partir das 9h00, congregar mais de 2500 delegados, em representação de mais de 40 países e 100 organizações na quinta edição da Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gas (AOG).

Promovido pelo Executivo angolano, por intermédio do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e empresas subsidiárias, o certame conta com a participação das principais instituições financiadoras à escala mundial, promotores de projectos e técnicos de alto nível que, durante dois dias, vão passar em revista as potencialidades de Angola no domínio dos hidrocarbonetos com vista o crescimento económico e inovação.

Sob o lema “Impulsionar a Exploração e o Desenvolvimento para Aumentar a Produção”, a Angola Oil & Gas terá início com o discurso de abertura do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

A selecção de futebol de praia intensifica a preparação, tendo em vista a sua participação no Campeonato africano da modalidade, prova que será disputada no Egipto, a partir do dia 19 deste mês.

Com sessões intercaladas entre o período da manhã e o da tarde, o conjunto moçambicano, às ordens de Saidate Moveia, procura aprimorar os aspectos técnico-tácticos, tendo em vista encarar a competição com muita tranquilidade.
Com todos os 29 jogadores à disposição de Saidate Moveia, o combinado nacional cumpre a derradeira fase de preparação, esperando por um possível estágio fora de portas, tal como é o desejo da equipa técnica.

O plano de trabalho desenhado por Saidate inclui jogos de controlo com alguns países da região, facto que, caso se efective, poderá servir para medir o grau de assimilação do trabalho até agora desenvolvido.

A selecção nacional parte para esta competição com a missão de alcançar os lugares de pódio, objectivo falhado em 2022 em Vilankulo. Moçambique está inserido no grupo “B”, juntamente com as congéneres do Senegal, Malawi e Mauritânia. Esta é a terceira presença do combinado nacional numa fase final do CAN.

O Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia será realizado em Hurghada, Egipto, de 19 a 26 de Outubro próximo.
Eis os pré-convocados para a preparação da selecção nacional de futebol de praia:

Ntsondzo FC: Martinho Manuel, Ângelo Tomás, Bachir Mussá, Hélder Mahumane, António Namape Jr., Júlio Manjate, Ramossete Cumbe, Rachide Simithe, Paulo Gervásio;

Vulcano FC: Hélio Mahota, Jaime Sitóe, Yuran Malate, Hermínio Ernesto, Polana Cimento, Trezenta Eduardo Cumbe, Trezenta Eduardo;

Colectividade dos Amigos da Praia: Fabião Coana, Julião Estêvão, Valter Manuculane;

Clube Ferroviário de Maputo: Manuel Tivane, Nelson Manuel;

Recreativo da Polana Caniço: Fidel Cossa;

Desportivo da Matola: Gonçalves Bila;

Associação Brera de Tchumene: Horácio Tivane

Macaneta FC: João July;

Clube Ferroviário de Gaza: Mário Machanguana;

Lago Niassa: Denilson Rajabo;

Chamanculo FC: Paulo Macuácua;

Clube Desportivo de Pemba: Saíde Silva; e,

Bagamoyo FC: Filipe Vilanculos.

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