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Residentes dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, denunciam o recrudescimento de esquemas de venda múltipla de terrenos, por valores que variam entre 20 e 50 mil meticais, e apontam o alegado envolvimento de algumas autoridades locais. Os moradores exigem medidas para travar o fenómeno. O presidente do município revela que há cerca de 20 casos em investigação e anuncia a prorrogação do prazo de regularização de terrenos até ao final de agosto.

Moradores dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, voltam a denunciar alegados esquemas de venda ilegal de terrenos, envolvendo suspeitas de participação de algumas autoridades locais. Segundo os denunciantes, a mesma parcela chega a ser comercializada para duas ou três pessoas diferentes, com valores que variam entre 20 e 50 mil meticais.

Os residentes afirmam que a prática tem gerado conflitos entre compradores e disputas pela posse de terrenos, um problema que, segundo dizem, persiste há vários anos sem uma solução definitiva. Perante o cenário, exigem uma intervenção mais firme das autoridades para travar o fenómeno e responsabilizar os envolvidos.

“Há pessoas que compram um espaço, pagam o dinheiro, começam a construir e depois aparece outra pessoa com documentos a dizer que também comprou o mesmo terreno. Isso tem criado muitos problemas nos bairros”, denuncia um morador.

Confrontado com as acusações, o chefe do Posto Administrativo de Patrice Lumumba, Pedro Sitoe, reconhece que a venda ilegal de terrenos é uma preocupação das autoridades locais. Segundo explica, quatro indivíduos já foram neutralizados no âmbito das ações de combate a esta prática.

“Nós temos conhecimento dessas situações e estamos a trabalhar para travar este fenómeno. Já conseguimos neutralizar quatro indivíduos envolvidos na venda ilegal de terrenos. Em relação ao suposto envolvimento de líderes locais, até ao momento não temos elementos que confirmem essas acusações, mas qualquer denúncia será investigada”, esclarece Pedro Sitoe.

Também chamado a pronunciar-se sobre o assunto, o presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, revela que a autarquia acompanha cerca de 20 processos relacionados com conflitos de terrenos.

“Temos cerca de 20 casos em investigação e estamos a seguir os procedimentos administrativos e legais para responsabilizar quem estiver envolvido. A população deve continuar a denunciar situações de ocupação e comercialização ilegal de terrenos”, afirma o edil.

Face à persistência dos conflitos fundiários, o município decidiu prolongar por mais 30 dias o prazo para a regularização de cinco mil terrenos considerados ociosos. Segundo Ossemane Adamo, terminado o período, as parcelas que permanecerem sem regularização poderão reverter para o património municipal.

“Estamos a dar mais uma oportunidade aos titulares para regularizarem a situação. Depois deste prazo, os terrenos que continuarem sem qualquer procedimento de regularização serão tratados de acordo com a legislação em vigor”, explica.

Até ao momento, pelo menos  1.800 parcelas já foram regularizadas, de um universo de cinco mil abrangidas pelo processo. As autoridades municipais apelam aos titulares para concluírem a regularização até ao final de agosto, alertando que o incumprimento poderá resultar na perda do direito sobre os respetivos terrenos.

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É um imponente edifício que marca o fim do sofrimento a que os vendedores do mercado central estavam submetidos. Segundo contaram ao “O País”, o antigo mercado já era pequeno para a demanda actual, sem mencionar que se acomodavam em bancas pequenas, com infra-estruturas de apoio deficiente. “Era muito complicado vender ali”, recorda uma das antigas vendedeiras do mercado de Inhambane.

O novo Mercado Central de Inhambane foi reabilitado e requalificado para conferir melhores condições aos vencedores e aos compradores. Cigarra Perim, uma estilista moçambicana que tem o seu ateliê instalado no Mercado Central, diz que, com a nova infra-estrutura melhorada, os turistas poderão visitar Inhambane e, chegado ali, além de comer uma boa comida típica da terra da boa gente, poderão conhecer um pouco mais sobre a cultura de Inhambane, quer através da moda, quer através das obras de arte que serão feitas e vendidas no local.

O Presidente da República procedeu à inauguração do mercado, que tem dois pisos, com espaços para a venda de hortícolas, produtos frescos, artesanato e restaurantes.

Filipe Nyusi diz que o Mercado Central de Inhambane é fruto da governação descentralizada que o Governo tem estado a implementar, pois, no seu entender, se os municipes de Inhambane ficassem à espera de que o Governo central decidisse pela construção de qualquer infra-estrutura social, provavelmente iria demorar ou não sairia de acordo com as necessidades das comunidades locais. Nyusi defende que o papel do Governo central deve ser mobilizar recursos, dar apoio necessário para a execução, enquanto os Governos locais devem decidir quais e como construir infra-estruturas, de acordo com as necessidades locais.

Com a nova infra-estrutura cómoda e moderna, Filipe Nyusi diz que a mesma deve servir para o desenvolvimento da cidade de Inhambane e disse que não fará sentido que, depois da construção daquele mercado, continue a haver vendedores espalhados pelas ruas da cidade, com todo os riscos associados, desde o risco de acidentes de viação, péssimas condições de conservação dos produtos, entre outros. O Presidente da República apelou, por isso, aos vendedores para permanecerem dentro do mercado e aos compradores para que não aceitem comprar coisas nas ruas, para não fomentar o comércio em locais impróprios.

A infra-estrutura é, na verdade, o maior mercado na província de Inhambane. Tem mais de 300 pontos de venda, desde bancas, lojas e restaurantes, e emprega mais de 400 pessoas. O edil de Inhambane diz que a infra-estrutura terá uma gestão autónoma, para permitir que a mesma possa gerar a sua própria renda e, com isso, suportar as despesas de funcionamento, tais como serviços de limpeza, água, energia, pagamento de salários e manutenções. Benedito Guimino diz que esse modelo de gestão, vai garantir não só a sustentabilidade do mercado, como também vai aliviar o peso que era para o Município, que deveria fazer a gestão financeira do mercado, que, muitas vezes, chegou a ficar sem água por falta de pagamento de facturas.

As obras de requalificação do Mercado Central de Inhambane arrancaram em 2019 e custaram mais de 130 milhões de Meticais, dinheiro desembolsado pelo Governo alemão, através do Banco KFW.

Já está oficialmente composto o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique. Os nove membros escolhidos pelo Parlamento foram seleccionados de um total de trinta e oito candidatos cujos nomes foram à votação esta quarta-feira.

Vão ser nove e foram eleitos na noite desta quarta-feira pelos deputados da Assembleia da República, ao fim de um exercício que levou mais de seis horas.

Responsável por controlar e acompanhar matérias como receitas, depósitos, supervisão da gestão, entre outras, o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique vai ter a seguinte composição: Sociedade civil – Benilde Nhalivilo e Estrela Charles; Comunidade empresarial – Inocêncio Paulino; Academia – Alcides Nobela e Emanuel da Conceição; Ordem dos Advogados – Celestino Sitoe; Ordem dos Contabilistas e Auditores – Altino Mavile; e Associações religiosas – Juliasse Sandramo e Mussa Suefe.

A lista final aprovada é praticamente a mesma proposta pela Comissão Ad-Hoc da Assembleia da República sobre o assunto, com excepção do representante da Ordem dos Advogados, sendo que o eleito é diferente do proposto.

O mandato do comité é de três anos renováveis. O presidente do órgão vai ser eleito dentre os seus pares.

O Fundo Soberano foi criado para assegurar que as receitas provenientes da exploração do gás natural sejam utilizadas de maneira sustentável para impulsionar o desenvolvimento da economia nacional.

“Metamiserismo – uma nova escola literária” é o título do livro de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, que será lançado no próximo dia 08 de Agosto, pelas 17h30, no Camões, Centro Cultural Português, em Maputo.

Escrito a quatro mãos, “Metamiserismo – uma nova escola literária” é um livro que é publicado sob a chancela da Alcance Editores, contando com o prefácio do ensaísta e professor universitário Sávio Freitas. Já a apresentação, no Camões, será feita pelo ensaísta Francisco Noa.

Segundo uma nota de imprensa, “‘Metamiserismo’ é uma proposta de reflexão impactante, de autoria de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, a que estes dois poetas erguem a possibilidade de reconstrução da sociedade. Descrevem o caos que afecta a humanidade, por via de pandemias, guerras, crimes ambientais, neocolonialismo invasor, novas ditaturas, feminicídios, racismos, homofobia, transfobia, negacionismos, necropolítica”, acrescenta a nota: “Estes poetas representam uma fase neo-combate na literatura moçambicana. Esta fase surge para reivindicar o lugar de uma literatura de protesto estético e ideológico frente aos novos rumos de discussão que a arte vem tomando no mundo e cada vez mais hasteando uma bandeira de humanitarismo”.

Os auto-designados “Poetas Metamiseristas”, Dom Midó das Dores e Deusa d’África, avança a nota de imprensa, entregam uma colectânea de poesias que fazem (re) pensar temas por demais polêmicos se tratando da cartografia de escrita literária moçambicana de uma fase neo-combate.

Assinando em autoria, os autores inauguram o que acreditam ser a possibilidade de humanitarismo literário que se constrói por quatro mãos e duas mentes insatisfeitas com o sistema político machista, opressor e desumano que torna escatológica qualquer forma de viver que esteja fora do padrão.

A colectânea de poemas Metamiserismo não só continua o trabalho da Associação Xitende, para além disso, recupera a fase nacionalista moçambicana ao ponto que representa a voz de uma colectividade de artistas que, sob ritmo do xitende, traz à baila a voz de tantos ancestrais invisibilizados pelo memoricídio de uma colonização sangrenta, desumana e oportunista. Uma colonização que continua sendo reproduzida por um neocolonialismo opressor e sistematizador de classes, de raças e de género, lê-se na nota de imprensa.

Para os autores, “o metamiserismo nasce da constatação axiológica de que a miséria do Homem moçambicano vem de dentro. Não é possível combater a miséria sem uma fenomenologia do Homem moçambicano. A disposição espiritual do Homem moçambicano determina a sua acção material e nessa dialéctica podemos ver a desgraça, a indigência, a corrupção material e moral, a aculturação e a promoção das perversões como uma cultura de tudo dependente ou é consequência da miséria espiritual”.

Sobre os autores

Dom Midó das Dores é Doutorando em História de África Contemporânea pela Universidade Pedagógica, Mestre em Ciências Políticas e Estudos Africanos, Licenciado em Relações Internacionais e Diplomacia. Nascido a 05 de Fevereiro de 1978, em Xai-Xai. É Autor do romance editado pela Índico Editores, em 2009, intitulado “A Bíblia dos pretos”. Em 2000, Dom Midó venceu o prémio literário Teatro Rádio Fónico da Rádio Moçambique. Docente na universidade Pedagógica, foi Deputado na Assembleia da República, foi Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Xai-Xai e é Administrador do Distrito de Mandimba. É co-fundador do Núcleo Literário Xitende. Actualmente ocupa o cargo de Revisor e Conselheiro da Associação Xitende.

Tem publicações em revistas nacionais e internacionais. Tem textos antologiados pela Editora de Letras “Vozes do Hiterland”, em 2015, antologiado na Espanha em “Galiza-Moçambique: Numa Linguagem e Numa Sinfonia”, em 2016, foi antologiado em 2020, pela Xitende, em “Fique em Casa, Amor!” e “19 Cartas para Covid19”.

Deusa d’África é Mestre em Contabilidade e Auditoria e mestranda em Língua Portuguesa Aplicada ao Ensino. Docente na Universidade Save e Contabilista do Fundo Global – Malária. Possui textos (prosa, ensaios e poesia) publicados na imprensa nacional e estrangeira.

Coordenadora-Geral da Associação Cultural Xitende, curadora do Festival Internacional de Poesia, de saraus culturais, feiras de livro, concursos de poesia, palestras escolares, semanas literárias, oficinas de escrita e mentora do projecto Círculo de Leitores, desde 2011. Viu alguns dos seus trabalhos traduzidos para sueco, inglês e mandarim.

É autora de seguintes obras: “A Voz das minhas entranhas” (poesia), editada pelo FUNDAC, em 2014; “Equidade no Reino Celestial” (romance), pela Editora de Letras, em 2014; “Ao encontro da vida ou da morte” (poesia), pela Editora de Letras, em 2014; “Cães à estrada e poetas à morgue’’, pela Alcance Editores, em 2022, e “Uma onça na cidade”, pela Alcance Editores, em 2023;

Foi distinguida pelo Governo Provincial de Gaza, como Personalidade do Ano, 2016, em reconhecimento do seu patriotismo e pela sua contribuição no desenvolvimento e promoção das artes e cultura.

Em Março de 2017 representou Moçambique no Festival Literário de Macau.

Escreveu o hino para o Festival Nacional de Jogos Escolares e Desportivos em Moçambique em 2017. É membro do Conselho Editorial da Revista Kilimar.

 

 

A Stv Notícias transmite, sábado, às 14h30, o duelo Costa do Sol vs. Associação Black Bulls, inserido na primeira “mão” dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP ao nível da zona Sul. Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo mede forças com o Ferroviário de Maputo, em partida agendada para o Campo Municipal de Maxixe.

É o duelo mais apetecível dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Não estivéssemos, aliás, em presença de dois sérios candidatos à conquista de todas as competições em que estão envolvidos. Quis o sorteio realizado há duas semanas que “canarinhos” e “touros” cruzassem, de resto, caminho no acesso às meias-finais da segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.

Primeiro (Black Bulls) e segundo (Costa do Sol) classificados do Moçambola 2024 com 27 e 26 pontos, respectivamente, travam argumentos no relvado sintético dos “canarinhos” na primeira mão dos “quartos”.

E mais: estamos a falar das duas formações com melhor ataque no campeonato nacional, sendo que a Black Bulls marcou 27 golos, enquanto o Costa do Sol concretizou 20.

É sempre um jogo susceptível de atrair ao “ninho do canário” muitos adeptos do futebol que, seguramente, irão querer acompanhar esta partida que pode definir quem segue em frente na eliminatória.

As duas formações voltam a defrontar-se cerca de quatro meses depois de os “touros” terem vencido por 3-2, em duelo inserido na jornada inaugural do Moçambola 2024.

Os golos dos “touros” foram apontados por Chamito (2′) e Hamed (71′ e 85′), enquanto os “canarinhos” marcaram por Chisala (27′) e Chester (56′).

Curiosamente, estas duas equipas jogaram nesta mesma fase da Taça de Moçambique, ano passado, sendo que a Associação Black Bulls levou a melhor ao vencer por 5-2.

Na época passada, precisamente na 3.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol, os “touros” venceram os “canarinhos” por um a zero com tento solitário de Melque.  Já na 13ª jornada, ou seja, na segunda volta, nova vitória da Black Bulls, desta feita por 3-1.

Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo defronta, no Campo Municipal de Maxixe, o Ferroviário de Maputo, em duelo a ser seguido também com muita atenção. É que, com uma campanha menos conseguida no Moçambola, prova na qual ocupa a última posição, o Ferroviário de Maputo aposta todas as faixas na Taça de Moçambique ZAP.

Em Maio deste ano, a Associação Desportiva de Vilankulo foi ao campo do Afrin derrotar o Ferroviário de Maputo, por 1-0.
Já no domingo, o Desportivo de Nacala trava argumentos com a União Desportiva do Songo, em  partida que coloca frente-a-frente dois conjuntos que evoluem no Moçambola.

Finalistas vencidos do ano passado, os “hidroeléctricos” ambicionam conquistar esta competição. Em duelo da décima primeira e última jornada da primeira volta do Moçambola 2024, a União Desportiva do Songo recebeu e venceu, em Maio último, o Desportivo de Nacala por 2-0.

No campo da Soalpo, o Textáfrica de Chimoio mede forças com o Ferroviário da Beira, campeão nacional que não está a atravessar uma boa fase no Moçambola 2024. Aliás, no encerramento da última jornada da primeira volta, os “locomotivas” do Chiveve perderam com o Baía de Pemba por 1-0.  E, no confronto com o Textáfrica esta temporada, o Ferroviário da Beira perdeu por 1-0.

Quadro de jogos:
Sábado, 3 de Agosto de 2024:
Zona Sul:
Campo Municipal da Maxixe
Associação Desp. Vilankulo vs.  Ferroviário de Maputo
14h30
Campo do Costa do Sol
Costa do Sol vs.  Black Bulls
14h30
𝐙𝐨𝐧𝐚 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨/𝐍𝐨𝐫𝐭𝐞
Domingo, 4 de Agosto de 2024:
Campo do Ferroviário de Nacala
Desportivo de Nacala vs. U.D. Songo
14h30
Campo da Soalpo
GD Textáfrica vs Ferroviário da Beira
14h30

A  República Centro-Africana e o Quénia declararam novos surtos de varíola Símia, popularmente chamada de Varíola dos Macacos ou MPOX. Enquanto isso, as autoridades de saúde africanas lutam para conter a disseminação da doença em uma região carente de vacinas.

A República Centro-Africana foi a primeira a declarar um novo surto na segunda-feira, dizendo que estava se espalhando para sua capital, Bangui. No entanto, Nairóbi, capital do Quénia, anunciou um novo surto da varíola dos macacos, na quarta-feira, depois de detectar a doença em um passageiro que viajava de Uganda para Ruanda.

A doença é causada por um vírus que se origina em animais selvagens e, ocasionalmente, é transmitido aos humanos, que podem transmitir uns para os outros.

“Estamos muito preocupados com os casos de varíola que estão devastando a Região 7 do país”, disse Pierre Somsé, Ministro da Saúde Pública da República Centro-Africana, na segunda-feira.

A MPOX tornou-se uma preocupação global durante um surto internacional em 2022, que viu a doença se espalhar para mais de 100 países.

Embora os surtos de varíola no Ocidente tenham sido contidos com vacinas e tratamentos, eles são praticamente inexistentes em partes da África, onde vários países relataram surtos nos últimos meses.

O país mais atingido no continente é o Congo, que registrou mais de 12.000 casos e pelo menos 470 mortes neste ano em seu maior surto. A África do Sul , que registrou um último caso de MPOX em 2022, também reportou um surto neste ano.

 

O secretário do comitê provincial da Frelimo na província da Zambézia diz que o povo Moçambicano deve olhar para o futuro do país centrado no desenvolvimento, com esperança e sem espectro da guerra.

“Estamos a travar uma guerra em Cabo delgado, a nossa palavra de ordem é acabar com aquele cenário e trazer a paz, para que a nossa juventude viva o desenvolvimento almejado, no próximo ciclo governativo”, disse.

Momade Juízo está a fazer périplo pela província, escalando de forma sucessiva os distritos de Gurué, Ile e Mulevala com vista a mobilizar militantes do partido e vários outros, no sentido de afluirem as urnas no dia 9 de Outubro.

Manter a paz, criação de um banco de desenvolvimento para garantir financiamento para empregabilidade da Juventude, educação centrada para o futuro são são alguns dos principais objectivos da próxima governação.

“Nós, a Frelimo, estamos cientes que há coisas que é preciso ultrapassar, e como conhecemos o país e a nossa realidade, vamos continuar a dar respostas daquilo que se pretende para o bem do povo”, explicou Momade Juízo.

Por falar em guerra, Juízo defendeu a vigilância e união entre os moçambicanos, para que os infiltrados, com objectivos de dividir o país, sejam denunciados. “Como disse, precisamos de desenvolver o nossa província e pais no geral, e sobre isto estamos cientes que temos de trabalhar para melhorar as nossas estradas. Ter vias em condições é um imperativo porque sabemos que vai permitir que as pessoas produzam e escoem os produtos agrícolas”.

O Banco de Moçambique reduziu, ontem, a taxa de juro que aplica aos bancos comerciais de 15 para 14,25 por cento. Após o anúncio, o governador negou que haja escassez de dólares, euro e rands no país, conforme queixou-se recentemente o sector privado.

O custo do dinheiro ficou menos caro em Moçambique, segundo dados oficiais anunciados nesta quarta-feira pelo Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique.

Com a redução da taxa de juro da Política Monetária, de 15 para 14,25 por cento, os bancos comerciais podem, agora, financiar-se e fornecer ao mercado dinheiro mais acessível.

“Esta decisão é sustentada pela contínua consolidação das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo, num contexto em que a nossa avaliação dos riscos e das incertezas associados às projecções mantêm-se favoráveis”, diz Rogério Zandamela.

Segundo o governador, as perspectivas da subida generalizada dos preços mantêm-se em um dígito no médio prazo, ou seja, abaixo de 10% nos próximos três anos. “Em Junho de 2024, a inflação anual manteve-se estável ao fixar-se em 3% após 3,1% em Maio”, disse.

O Estado moçambicano é das entidades elegíveis para ter o financiamento da banca, mas tem recorrido bastante a esse endividamento dentro do país, o que tem pressionado muito o sistema financeiro, segundo alerta o Banco de Moçambique.

“A pressão sobre o endividamento público interno mantem-se elevada, como temos vindo a mencionar. O individamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora situam-se em 377,9 mil milhões de Meticais, o que representa de 65,6 mil milhões em relação a Dezembro de 2023”, referiu Zandamela.

No tocante à queixa do sector privado de falta de dólares, euro, rands e outras moedas estrangeiras na economia, Rogério Zandamela considera que os “patrões” estão equivocados.

“Hoje, do ponto de vista de reservas do banco central, estamos a falar de mais de cinco meses de importação, de cobertura, é muito. Comparado ao que é recomendável de 3. Abaixo de 3 já começa a preocupar-nos. Cinco é um valor confortável. O problema não é disponibilidade, porque a entrega de reservas do fundo cambial, que depende da banca, depende de muita coisa, entre as quais o modelo de negócios de cada instituição, o tipo de clientes. Se o banco quer ou não financiar aquele cliente ou aquela actividade, da avaliação de risco, do sector, dos clientes. Os bancos avaliam o risco e podem cortar certos clientes”, explicou o governador do Banco de Moçambique.

Zandamela diz ainda que o Banco de Moçambique está a usar modelos internacionais, que não permitem aplicar, para já, a taxa de reservas obrigatórias em moeda estrangeira inferior a 39%, conforme solicita a Confederação das Associações Económicas (CTA).

Já o crescimento económico, que se estima que tenha sido de 3,2% no primeiro trimestre, poderá continuar a esses níveis modestos até ao fim do ano, segundo o Banco, devido a factores internos e externos que afectam a economia nacional.

Uma mulher deu à luz a quatro gémeas, no distrito de Murrupula, província de Nampula. Uma das gémeas perdeu a vida dois dias depois do parto. As más condições de transporte, durante a transferência para o Hospital Central de Nampula, podem ter agravado o estado de saúde da recém-nascida.

As bebés nasceram no dia 22 de Julho, no distrito de Murrupula, a pouco mais de 80 km da cidade de Nampula. A gravidéz era de sete meses e nem a gestante, Maria Octávia, sabia que esperava quatro gémeas.

As quatro gémeas nasceram completas e com vida, mas houve necessidade de terem melhor assistência sanitária num hospital de referência e a solução foi a transferência para o Hospital Central de Nampula, onde deram entrada no beráçrio para serem estabilizadas, explicoun Victória Mucavele, Médica pediatra do Hospital Central de Nampula.

As condições inadequadas de transporte terão piorado o estado de saúde da gémea que acabou perdendo a vida no berçário do Hospital Central de Nampula.

A mãe de 30 anos de idade é camponesa e já soma sete filhos. A médica pediatra alerta para a necessidade de ela continuar a dar o leite materno e o artificial para evitar o risco das recém-nascidos desenvolverem um quadro de desnutrição.

O Ministério da Terra e Ambiente distinguiu, esta quarta-feira, o Presidente da  República, Filipe Nyusi, como campeão dos “Big 5” pelos feitos alcançados na conservação da biodiversidade. Falando no Parque Nacional da Gorongosa, por ocasião do Dia Internacional do Fiscal, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Chefe do Estado no processo de conservação da biodiversidade no país. Maibaze falou, a título de exemplo, do Parque Nacional do Zinave, que se tornou numa referência por conta da intervenção e atenção dada por Filipe Nyusi a questões de biodiversidade.

“Desta forma, senhor Presidente, o Ministério da Terra e Ambiente distingui-o como campeão dos ‘big 5’ pelos feitos alcançados na conservação da biodiversidade no nosso país. Foi na vossa liderança, excelência, que Moçambique posicionou o Parque Nacional do Zinave como uma área de conservação no país pelos ‘big 5.”

Na sua intervenção por ocasião da efeméride, o Presidente da República, Filipe Nyusi, pediu a todos os moçambicanos para se unirem na conservação do meio ambiente e lamentou a morte de seis fiscais nos últimos 12 meses no país, vítimas de caçadores furtivos e de ataques de animais.

“Destruir a fauna é destruir o homem. Há quem pergunte o que a fauna faz. Fauna são animais. Não se pode destruir a fauna, porque senão ficamos sem a nossa casa”, frisou Filipe Nyusi.

O Presidente da República lembrou ainda  que o fiscal florestal e da fauna é o protector da terra, da vida selvagem e do ambiente, das queimadas assim como contra a caça e pesca ilegal, entre outros crimes e riscos ecológicos. “O fiscal é um herói silencioso que garante a harmonia e tranquilidade nas nossas áreas de conservação. O fiscal é o nosso guardião, na totalidade, do património e da natureza.”
Nyusi lamentou, depois, a morte de seis fiscais nos últimos 12, assassinados por caçadores furtivos.

Os fiscais, representados por Óscar Nhamais, disseram que, apesar de estarem  a ser registadas reduções  significativas da caça furtiva e outras actividades ilegais, há enormes desafios que a área enfrenta. “Nós, os fiscais, enfrentamos desafios no dia-a-dia, que é o de reflectir sobre o papel que desempenhamos.”

De recordar que a celebração do Dia Internacional do Fiscal foi marcada pela colocação de colares  de localização por satélite a um  casal de leões por parte de Filipe Nyusi. Esta não é a primeira vez que Nyusi coloca colares aos principais cinco animais de áreas de conservação, nomeadamente, leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte.

A cerimónia fechou-se com a distinção de quatro fiscais do PNG que se destacaram nas suas actividades nos últimos meses.

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