O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.
Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.
O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.
Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.
O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.
No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.
O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.
Alcinda Panguana, Rady Gramane e Tiago Muxanga adbicaram de participar no Campeonato Africano de Boxe. A decisão é do seleccionador nacional de boxe, Lucas Sinoia, que diz que os três atletas tiveram pouco tempo para se prepararem depois dos Jogos Olímpicos.
Bicampeãs africanas em título, Alcinda Panguana e Rady Gramane não poderão defender as coroas conquistadas em Maputo, em 2022, e Yaoundé, Camarões, no ano passado. Por seu turno, Tiago Muxanga perde a oportunidade de conquistar a sua primeira medalha africana.
Os três atletas abdicaram de participar da competição, que terá lugar na República Democrática do Congo a partir desta quinta-feira, por decisão do seleccionador nacional, Lucas Sinoia.
É que depois da sua participação nos Jogos Olímpicos, Alcinda, Rady e Tiago tiveram 30 dias de descanso, tendo retomado as actividades à porta da competição. Nesse sentido, Lucas Sinoia decidiu levar quatro puglistas que estavam melhor preparados para encarar o “africano”.
As bicampeãs africanas e Tiago Muxanga vão virar as baterias para o campeonato regional da modalidade, prova que terá lugar em Maputo, em Dezembro. Moçambique parte para o “africano” com a responsabilidade acrescida, tendo em conta que é uam referência do boxe continental.
Um jovem foi morto a socos numa bebedeira no distrito de Manica, na província do mesmo nome. Segundo o SERNIC, a vítima terá tido um desentendimento com o suposto agressor que o espancou até a morte.
Uma sessão de bebedeira terminou em tragédia. Um homem está a contas com as autoridades policiais, indiciado por espancar o seu amigo até à morte. A disputa por uma garrafa de cerveja terá precipitado a confusão, na qual um dos envolvidos acabou partindo para o eterno descanso.
O indiciado negou todas as acusações. “Disseram que eu bati alguém e essa pessoa acabou por morrer. Não sei nada disso, porque não briguei com ninguem” .
O SERNIC diz que o indivíduo detido já tem um histórico de violência, particularmente em locais de consumo de bebidas alcóolicas.
O Tribunal distrital de Manica já legalizou a prisão do indivíduo, que a ser provada a acusação em sede do tribunal, poderá ser condenado por crime de homicídio, tipo legal de crime cuja moldura penal é de 20 a 24 anos de prisão.
Geny Catamo é o segundo melhor jogador do “onze” ideal da quarta jornada de qualificação ao CAN-2025, enquanto Bruno Langa é o segundo melhor defesa da jornada. Tal como Moçambique, que coloca dois jogadores na equipa ideal da jornada, Argélia e Marrocos também colocam dois jogadores, cada uma das selecções. O guarda-redes argelino Alexis Guendouz foi o melhor da jornada, com 9.3 pontos
Os internacionais moçambicanos Bruno Langa e Geny Catamo constam da equipa ideal da quarta jornada da fase de qualificação para o CAN 2025, segundo a SOFASCORE, um site de avaliação e dados de jogadores.
Os dois jogadores foram determinantes para a vitória dos Mambas diante do Eswatini, por três bolas sem respostas, esta segunda-feira, em Mbombela, na África do Sul, em partida da quarta jornada do grupo I de qualificação ao CAN de Marrocos.
Bruno Langa contribuiu com duas assistências no jogo, sendo a primeira para Dominguez, aos 12 minutos, e a segunda para Ratifo, aos 43, ainda na primeira parte. O jogador teve a segunda maior pontuação do quarteto defensivo, com 8.4 pontos, apenas atrás do argelino Ramy Bensebaini (8.4 pontos), mas à frente do marroquino Achraf Hakimi (8.3) e do congolês Bryan Passi (7.9).
O guarda-redes argelino, Alexis Guendouz, foi o melhor da jornada, com 9.3 pontos, curiosamente, o homem da jornada.
Já o atacante moçambicano foi autor do terceiro golo do combinado nacional, após assistência de Stanley Ratifo, numa partida em que foi um verdadeiro Mamba, com jogadas de encher o olho em campo. Aliás, a actuação do extremo moçambicano que joga no Sporting de Portugal mereceu a segunda maior pontuação entre os onze eleitos, nomeadamente 9 pontos, ainda que os mesmos do marroquino Ben Seghir.
Bruno e Ratifo foram também determinantes no jogo da terceira jornada, com o lateral nacional a fazer uma assistência. Feitas as contas, Bruno é o jogador com mais assistências, quatro, e, Geny Catamo já apontou dois golos, em quatro jogos.
Fazem ainda parte do “onze” da quarta jornada de qualificação ao Campeonato Africano das Nações de Marrocos, o defesa argelino Ramy Bensebaini (8.5), os médios congolês Meschack Elia (8.9), zimbabweano Walter Musona (8.2), e o atacante guinnense Serhou Guirassy (8.7).
21 milhões de crianças estão em situação de desnutrição crónica, na África Austral, devido a seca e fome, que afectaram mais de 27 milhões de pessoas na região. Moçambique e Angola estão entre os sete países que enfrentam a pior crise alimentar das últimas décadas, situação precipitada pelo fenómeno El Niño.
A informação foi partilhada, esta terça-feira, pelo Programa Mundial para Alimentação, que alertou, na ocasião, que a sua capacidade de fornecer ajuda corre o risco de ser prejudicada por insuficiência de financiamento.
Segundo o Programa das Nações Unidas, milhões de pessoas enfrentam a maior fome na região e um total de 21 mil crianças estão desnutridas.
“É uma seca histórica, a pior crise alimentar até agora, que devastou mais de 27 milhões de vidas na região. Cerca de 21 milhões de crianças estão desnutridas. Para muitas comunidades, esta é a pior crise alimentar em décadas” apontou Tomson Phiri, Porta-voz do PMA na África Austral.
As Nações Unidas apelam para a união de esforços, com vista a mitigar os impactos.
“O Programa Mundial de Alimentação, das Nações Unidas, apela por apoio urgente para assistência, a fim de evitar uma seca generalizada desencadeada pelo El-Ninõ, que pode se transformar em uma catástrofe humanitária em grande escala” , disse na conferência de imprensa realizada em Genebra, o Porta-Voz.
Entre os países mais afectados na região, encontram-se: Lesoto, Malawi, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, que já declararam estado de desastre e apelaram ao apoio humanitário internacional.
Apesar de não terem declarado estado de desastre, Moçambique e Angola, também, estão na lista dos países onde a situação é extremamente crítica, de acordo com o Programa Mundial para Alimentação.
A agência tem o plano de fornecer alimentos e, em alguns casos, assistência monetária a mais de USD 6,5 milhões de pessoas nos sete países mais atingidos, para cobrir o período até à próxima colheita, em Março.
O PMA disse, no entanto, que recebeu apenas cerca de um quinto dos 369 milhões de dólares de que precisava.
Segundo o responsável, “as colheitas fracassaram, o gado morreu e as crianças têm a sorte de receber pelo menos uma refeição por dia. A situação é terrível e a necessidade de acção nunca foi tão clara”.
A selecção cabo-verdiana deslocou-se à Botswana e perdeu por 1-0 com o único tento a ser apontado por Thabang Sesinyi aos 52 minutos de jogo. Uma segunda derrota consecutiva por 1-0 frente ao Botswana neste Grupo C para os cabo-verdianos.
O grupo é liderado pelo Egipto com 12 pontos e já apurado, enquanto o Botswana ocupa a segunda posição com seis pontos, à frente de Cabo Verde e da Mauritânia com três pontos cada um.
De referir que no outro encontro do agrupamento, o Egipto triunfou por 0-1 na deslocação à Mauritânia.
Quanto à selecção guineense, em Bissau, não foi além de um empate sem golos frente ao Mali num jogo a contar para o Grupo I. Um resultado que beneficiou Moçambique, que assim regressou à liderança do grupo, com os mesmos oito pontos do Mali, seu próximo adversário em Novembro, no jogo que pode decidir o primeiro apurado do grupo.
Guiné-Bissau segue na terceira posição, com quatro pontos, e Eswatini com apenas um ponto.
OITO SELECÇÕES JÁ TEM LUGAR EM MARROCOS
Para além de Angola houve mais selecções qualificadas para o CAN de Marrocos, ao cabo de quatro jornadas disputadas. São elas Egipto, Senegal, República Democrática do Congo, Argélia, Camarões e Burkina Faso, que se juntam à anfitriã Marrocos, que recebe a competição entre 21 de Dezembro de 2025 e 18 de Janeiro de 2026.
Os campeões em título, Costa do Marfim, foram surpreendidos (0-1) pela Serra Leoa num encontro disputado na Libéria. Líderes do Grupo G, falharam assim a possibilidade de selar a qualificação, deixando tudo para a próxima jornada.
As duas últimas jornadas decorrem no mês de Novembro, na data-FIFA que se disputa de 11 a 19, altura que serão conhecidas as restantes 16 selecções qualificadas.
Recorde-se que uma vitória de Moçambique diante do Mali, No Estádio Nacional do Zimpeto, será suficiente para garantir o apuramento à fase final, mas também um empate com os malianos, conjugado com um empate entre Eswatini e Guiné-Bissau, já assegura a qualificação.
A fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos vai decorrer de 21 de Dezembro de 2025 e 18 de Janeiro de 2026.
O Aeroporto Internacional de Vilankulo recebeu, de Janeiro a esta parte, cerca de 4500 aeronaves, desde comerciais e de transporte privado de passageiros, transportando mais de 60 mil passageiros.
A Presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, Amélia Muendane, diz que, pela procura que se regista, aquela infra-estrutura pode tornar-se auto-sustentável a breve trecho.
Questionada sobre a sustentabilidade da infra-estrutura, a PCA da empresa Aeroportos de Moçambique foi cautelosa e diz que, no futuro, pode haver boas notícias.
Muendane disse ainda que, à medida que cresce o número de aeronaves que escalam Vilankulo, a infra-estrutura construída há menos de 15 anos já começa a ficar pequena para responder à demanda.
Amélia Muendane iniciou uma série de visitas aos aeroportos em Moçambique, para, segundo ela, conhecer todos e saber dos principais desafios.
Faltando poucos dias para a cidade de Hurghada, no Egipto, receber a sexta edição do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, a contagem regressiva começou oficialmente para a tão esperada final continental.
Oito nações africanas competirão pela coroa continental, que será acompanhada por um ingresso para o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol de Praia que África vai acolher, concretamente nas Seychelles, no próximo ano, onde os finalistas, vão se juntar à selecção anfitriã na fase final da prova que terá lugar em 2025.
Dois grupos de quatro irão se enfrentar oficialmente nas praias de Hurghada entre 19 e 26 de Outubro, no que está perfeitamente preparado para ser duas semanas emocionantes de futebol de praia.
No dia de abertura, Marrocos inicia oficialmente o torneio com um confronto do Grupo A contra os estreantes no torneio, a Tanzânia, antes dos anfitriões e vice-campeão da última edição, o Egipto, enfrentar Gana, que apareceu pela última vez no CAN de 2016.
O actual campeão, Senegal, que almeja o quinto título consecutivo, que seria para o recorde total, abre oficialmente o Grupo B no dia seguinte, domingo, defrontando outro estreante na prova, a Mauritânia.
No final da tarde de domingo, Moçambique, que pretende ir além do segundo lugar em 2021, defronta o Malawi, que regressa ao torneio pela segunda vez após a estreia em Vilankulo, em 2022.
“Guerreiros da Praia” ensaiam em Portugal para implementar no Egipto
A selecção nacional de futebol de praia, os “Guerreiros da Praia”, estão em Portugal a preparar a sua participação na prova do Egipto. Os pupilos de Saidate Moveia estiveram a preparar-se durante quase dois meses, praticamente logo a seguir a qualificação à fase final.
Uma preparação feita em duas fases, com a primeira em Maputo e a segunda em Portugal, para onde se deslocaram no passado dia 9 de Outubro. De Portugal partem para Egipto, esta sexta-feira, depois de terem limado as últimas arestas para a estreia frente ao Malawi, um adversário que Moçambique defrontou no último CAN e venceu por 4-2, mas que tem vindo a demonstrar uma boa evolução.
Os vice-campeões do CAN de 2021, campeões e vice-campeões do Cosafa, querem fazer boa figura nesta competição e procurar mais uma vaga que os leve a mais um mundial, pela segunda vez na história, depois de terem estado na Rússia, em 2022.
Dentro de 15 dias, os professores poderão paralisar actividades por incumprimento no pagamento das horas extras. O problema se arrasta a um ano e meio. A ANAPRO diz que o Governo faltou com a verdade ao anunciar que os valores já estavam a cair nas contas.
Duas semanas é tempo dado pelos professores ao Governo para regularizar o pagamento do subsídio de horas extraordinárias referentes aos anos 2022, 2023 e 2024 corrente.
Na Província de Gaza, professores reiteram o desagrado face ao incumprimento de todas as promessas do Executivo e dizem haver inverdades à volta dos pagamentos recentemente efectuados.
A classe ameaça não divulgar as notas do trimestre em curso e inviabilizar a realização dos exames escolares agendados para Novembro.
O Governo, por seu turno, reitera impossibilidade de satisfazer a principal inquietação dos professores, tendo em conta os custos orçamentais envolvidos.
Na Província de Manica, a pobreza tem contribuído para que muitas raparigas se casem precocemente, sujeitando-se à situação de maior vulnerabilidade ao HIV/SIDA. Para travar o fenómeno, o Governo e parceiros estão promover formação vocacional e incentivo ao empreendedorismo para maior independencia financeira das raparigas.
Em Manica, é comum as raparigas casarem-se com homens mais velhos, que têm um risco maior de serem portadores do vírus causador da SIDA.
A falta de poder de decisão dessas meninas nos casamentos torna mais difícil para elas adotarem medidas de prevenção, como o uso de contraceptivos, aumentando assim o risco de contaminação.
Para estancar o problema, a ANDA, através do projecto Chenguetai Wana, adoptou uma estratégia que inclui a formação vocacional e o incentivo ao empreendedorismo, permitindo que as meninas tenham maior independência financeira e possam evitar uniões prematuras.
Na província, há um grupo de raparigas que foram formadas em Culinária, Hortiocultura, Pintura e Colagem de Mosaicos, Ornamentação, Confeitaria e Serralharia Mecânica.
Em paralelo, segundo a Governadora de Manica, há esforços de reabilitação, como a reintegração escolar e o suporte psicossocial para meninas resgatadas de casamentos precoces. Segundo Francisca Tomás, 204 raparigas vítimas de uniões prematuras foram reintegradas nas escolas e há apoio a mais de quinhentas raparigas para que se tornem empoderadas com recurso ao empreendedorismo.
A governante avançou que as acções visam acabar com uniões prematuras, numa província onde quase metade das mulheres casam antes de 18 anos.