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O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está a trabalhar com o Ministério das Finanças para regularizar dívidas aos professores e mobilizar recursos para a impressão e distribuição do livro escolar para o ano lectivo de 2027.

Segundo uma actualização divulgada esta segunda-feira, está em curso a validação de dívidas relacionadas com horas extraordinárias, segunda turma, salários, progressões e actos administrativos.

O MEC informa ainda que o pagamento das horas extraordinárias referentes a 2023 está a ser feito de forma faseada, mediante disponibilidade financeira, enquanto prossegue a validação das dívidas relativas ao período de 2024 a 2026.

Os dois ministérios comprometeram-se a manter encontros mensais para acompanhar e avaliar o andamento do processo.

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O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o grande vencedor do Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, em Portugal. 

De acordo com a publicação da Imprensa Nacional de Portugal, o escritor distinguiu-se com Tratado das Coisas Sensíveis, num concurso que teve como menção honrosa A Vocação Nómada das Cidades, da autoria de André Craveiro. 

Tratado das Coisas Sensíveis, de acordo com o próprio autor, é um original de poesia, duro, íntimo, sobre as coisas da vida e, em especial, destaca Pedro Pereira Lopes na sua página Facebook, um livro sobre as coisas do cultivo da palavra. 

Ainda sem data para lançamento em Moçambique, Pedro Pereira Lopes dedica o prémio à antiga Leitora do Camões na Universidade Pedagógica de Maputo, de 1990 até 1997, Fernanda Angius, que faleceu, curiosamente, num mês de Janeiro, no caso, em 2021. “Dedico o prémio à Fernanda Angius, minha amiga e mentora, que mui feliz estaria com essa atribuição”, escreveu o autor. 

A Imprensa Nacional‑Casa da Moeda criou o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, dando continuidade à sua missão, enquanto editora pública, de promoção e preservação do património da língua e da cultura portuguesas e, simultaneamente, homenageando a figura de Vasco Graça Moura enquanto cidadão, intelectual e antigo administrador da empresa responsável pelo pelouro editorial.

O galardão tem uma periodicidade anual e visa distinguir, rotativamente, trabalhos inéditos nas áreas de actuação onde Vasco Graça Moura se destacou, nomeadamente, na Poesia, no Ensaio (no domínio das Humanidades) e na Tradução (obras no domínio público).

 

Centenas de pessoas tiveram de caminhar por falta de transporte, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, devido aos protestos. Em algumas unidades sanitárias, os pacientes tiveram de voltar para as suas casas por falta de profissionais de saúde.     

A agitação que caracteriza a Cidade de Maputo não se viu, esta segunda-feira. Foi um dia calmo, marcado pelo receio de se fazer à rua por parte de muitas pessoas.

Em algumas avenidas do centro da capital do país, cruzavam-se algumas viaturas e poucas pessoas circulavam. Não havia transporte público e quase todas as lojas estavam fechadas. 

Instituições públicas como o Ministério da Indústria e Comércio, Primeiro Cartório Notarial e as direcções de área fiscal também não abriram as portas para os utentes. 

Ao sair do centro da Cidade de Maputo, centenas de pessoas circulando pela Avenida Vladimir Lenine saltavam à vista. O clima estava fresco, mas transpirar era inevitável para quem teve que percorrer longas distâncias.  

Ao contrário do que foi nos dias anteriores de protestos pós-eleitorais, as Avenida FPLM e Acordos de Lusaka estavam livres para a circulação, mas com poucos carros a circular. Foi assim também na Avenida de Moçambique e Joaquim Chissano, tudo calmo. 

No Hospital Geral José Macamo, todos os serviços estavam abertos, mas houve poucos pacientes comparativamente ao que tem sido o normal. 

No terminal rodoviário interprovincial da Junta, o receio por conta dos protestos interrompeu viagens. 

O Governo decretou tolerância de ponto, para quarta-feira, dia da tomada de posse do novo Presidente. O anúncio foi feito pelo Ministério do Trabalho, em comunicado.

A medida é extensiva ao sector público e privado, não abrangendo, contudo, trabalhadores “cujas actividades não podem sofrer interrupções”, lê-se no documento.

São esperadas 2.500 pessoas para a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente.

A vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula, disse, na sexta-feira, que foram enviados nesse dia os convites para organismos internacionais e que esperavam ter confirmações na segunda-feira.

Portugal vai estar representado, na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira, como novo Presidente da República de Moçambique, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O chefe da diplomacia portuguesa chega a Maputo no dia 15 de Janeiro. 

Pela primeira vez em anos, Portugal vai enviar um ministro, e não o Presidente da República, à cerimónia de tomada de posse do novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, nesta quarta-feira.

Segundo escreve a imprensa portuguesa, a hipótese de ir o Presidente da República foi posta de lado nas últimas horas, chegou a ser pedida a autorização de sobrevoo em nome de Marcelo Rebelo de Sousa, ficando a escolha a ser feita entre Rangel e, mais abaixo e na versão mais minimalista possível, o embaixador em Maputo, António Costa Moura. 

Outra hipótese seria o ministro da Presidência, abaixo de Rangel, que é ministro de Estado e número dois do Governo, mas esse cenário não terá estado em cima da mesa. 

Fiscais do Parque Nacional do Limpopo, em Massingir, decidiram paralisar as actividades, como forma de contestar a falta de contratos, cortes salariais e condições precárias de trabalho. O grupo diz que só volta ao trabalho com a reposição dos seus direitos.

São mais de 60 fiscais do Parque Nacional do Limpopo, no extremo norte de Massingir, na província de Gaza, que resolveram, na manhã desta segunda-feira, paralisar por completo as actividades, em contestação à não renovação de contratos, mesmo quando continuam em actividades, além de cortes salariais desde 2019.

Os grevistas falam de condições de trabalho adversas num contexto de risco de ataques por animais selvagens e caçadores furtivos.

Sobre a paralisação de actividades e as reclamações dos fiscais, o administrador do Parque Nacional do Limpopo diz que se vai pronunciar nos próximos dias.

Em meio à violência crescente nas regiões orientais da República Democrática do Congo (RDC), o exército congolês anunciou ganhos militares significativos contra o grupo rebelde M23. 

No fim de semana, o exército congolês relatou que havia repelido com sucesso as forças do M23 de Kivu do Sul e recapturado várias cidades-chave nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.

Guillaume Ndjike Kaiko, um porta-voz do exército congolês, confirmou esses desenvolvimentos em uma declaração à imprensa. Ele enfatizou que os militares haviam recuperado o controle de várias localidades que estavam sob ocupação do M23.

O M23, um grupo rebelde predominantemente tutsi, surgiu pela primeira vez em 2012 e logo tomou a cidade de Goma, que fica na fronteira com Ruanda. O nome do grupo deriva de um acordo de paz assinado em março de 2009, que o M23 alega que o governo congolês não implementou.

Após um período de dormência, o M23 ressurgiu no final de 2021, avançando rapidamente e capturando grandes faixas de território no leste do Congo. As Nações Unidas acusaram Ruanda de apoiar os rebeldes do M23, uma alegação que Ruanda tem negado consistentemente. Em resposta ao conflito em andamento, o presidente ruandês Paul Kagame recentemente pediu negociações entre o governo congolês e os rebeldes do M23, pedindo uma resolução pacífica para a crise.

Momentos depois de terminar a sessão de investidura dos deputados da Assembleia da República, na capital do país, esta segunda-feira, o Alto Comissariado Britânico Maputo fez uma publicação na sua página Facebook. 

A presença do  Alto Comissariado Britânico Maputo, representado por Helen Lewis, na cerimónia de tomada de posse dos deputados eleitos nas eleições legislativas de 9 de Outubro, segundo se pode ler na publicação daquela instituição, reflecte o apoio do Reino Unido às instituições políticas moçambicanas, bem como as ligações históricas entre os parlamentos de Moçambique e do Reino Unido.

Para o Alto Comissariado Britânico Maputo, as ligações políticas existentes entre Moçambique e Reino Unido são essenciais para promover um diálogo significativo e credível, que avança as reformas políticas necessárias, e é para todos os actores políticos, pelo que o Reino Unido está pronto para continuar a apoiar esse processo. 

As províncias de Nampula e Zambézia poderão ser afectadas, amanhã, pelo ciclone “DIKELEDI”. O INAM avisa que o fenômeno vai provocar chuvas acima de 200 milímetros e ventos muito fortes. O epicentro do ciclone “DIKELEDI” poderá ser o distrito de Mossuril, em Nampula.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que o sistema vai provocar chuvas de acima de 200 mm/24h com trovoadas, ventos fortes com rajadas até 160Km/h nos distritos de Mossuril, Mogincual, Liupo,Angoche Larde, Moma, Mogovolas, Meconta, Monapo, Muecate e cidade de Nampula, na província de Nampula.

Já na Zambézia,  “DIKELEDI” poderá perder forças provocando chuvas entre 100 e 150 mm/24h,acompanhadas de trovoadas e ventos fortes nos distritos de Pebane, Gilé, Mocuba, Mocubela, Maganja da Costa, Mulevala, Nicoadala, Maquival, Namacurra e cidade de Quelimane.

O INAM alerta para a tomada de medidas de precaução e segurança, face ao risco associado a ventos e chuvas fortes, bem como trovoadas severas.

A Associação Black Bulls perdeu, ontem, diante do Zamalek do Egipto, por 1-3, em jogo da quinta jornada do Grupo D da fase de grupos da Taça CAF. Os “touros” precisam vencer o Al Masry no próximo domingo para continuarem a sonhar com os quartos-de-final da prova.

Kadre e Nené, duas ausências de peso. A Black Bulls partia em busca de um resultado positivo contra o Zamalek, depois da derrota na jornada anterior diante do Enyimba da Nigéria. 

Boa entrada para os touros, que conseguiram controlar o jogo e as investidas do Zamalek. Essa postura permitiu que a partida terminasse a primeira parte sem abertura de contagem. Na segunda metade da partida, os egípcios voltaram fortes e determinados. 

Hossan Ashraf abriu o activo aos 50 minutos, numa jogada em que a defensiva do representante moçambicano esteve mal. Três minutos depois, o mesmo jogador voltou a balançar as redes defendidas por Ernani Siluane, dilatando o marcador. 

A missão da Black Bulls ficou ainda mais complicada. Os “touros” esboçaram uma reacção, na tentativa de reduzir a desvantagem, mas sem a pontaria necessária para violar a baliza adversária. 

O Zamalek continuava mais pressionante e com oportunidades claras de golo. 

Ainda assim, foram os “touros” a chegarem ao golo por intermédio de Ejaita, que bem respondeu de cabeça um centro de Fidel. Abria-se, assim, uma janela de esperança.

Em mais um erro defensivo, Zizo acabou com todas as esperanças do representante moçambicano, marcando o terceiro golo. 

A Black Bulls volta a jogar no próximo domingo, diante do Al Masry, também do Egipto.

 

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