Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

Vídeos

NOTÍCIAS

Uma vez mais, o piloto internacional moçambicano, Rodrigo Almeida, voltou a deixar a sua marca em evento de automobilismo de referência mundial. Almeida fechou, com efeito, a sua participação na edição 2024 do Porsche Carrera Cup Asia na posição cinco com um total de 188 pontos ao cabo de sete rondas, num certame que foi dominado por Alessandro Ghiretti, da França, com 308.

Na 14ª e 15ª rondas, realizadas entre 25 e 27 de Outubro, no “Shanghai International Circuit”, na China, Almeida terminou na posição 6 na corrida 2. Nas qualificações, no sábado, conseguiu colocar-se, igualmente, na mesma sexta posição.

Na sua estreia na prova, em Abril, Almeida, ao volante do Porsche 911 GT3 CUP, fez duas grandes corridas em Shangai, na China, alcançando um 5º lugar honroso conquistado na geral com 26 pontos.

Destaque, ainda, ao longo da sua prestação, para o facto de o internacional piloto do país ter terminado na 5.ª posição a sua participação na segunda corrida realizada no Buriram International Circuit, na Tailândia.

Mesmo diante de temperaturas elevadas e um nível de humidade alto, Rodrigo Almeida começou a sua participação na prova com dois treinos livres, em que teve o privilégio de entrar no “pace” do top 5.

Na corrida 1, Almeida até iniciou muito bem, ao arrancar em 7.° lugar, e conseguiu acabar em 6.° com um “flat spot” provocado por um erro no pneu direito da frente, tendo sido forçado a gerir a situação até ao fim da corrida.

Já a “Q2” (segunda qualificação) correu de feição com o talentoso piloto que arrancou em 5.° lugar, mas, durante a volta 1, sofreu um toque que o fez perder três posições. Durante a corrida, e com boa resposta, Rodrigo Almeida recuperou o 5.° lugar e acabou assim a mesma.

No global, o piloto moçambicano amealhou pontos para o campeonato que o fizeram subir uma posição, sendo que, neste momento, se encontra em 4.° lugar. Porém, o melhor ainda estava por vir. À passagem da ronda 9 da Porsche Carrera Cup Asia, veio a confirmação do potencial de Rodrigo Almeida com a consumação do seu primeiro pódio na prestigiada prova de “endurance” chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Num dia de grande inspiração e aceleração ao volante do Porsche 911 GT3 CUP, no Circuito Internacional de Sepang, Almeida terminou a prova em terceiro lugar pela Team Porsche New Zealand e R&B Racing.

A PRM abriu um processo-crime contra Venâncio Mondlane e o PODEMOS, acusados de incitar à violência que culminou com o saque e incêndio ao posto policial de Chalaua, em Nampula.

A informação foi revelada, esta segunda-feira, pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Orlando Mudumane, que afirma que as acções de Mondlane e PODEMOS mudaram, de certa maneira, a tranquilidade no país.

Aliado a isto, o Comando-Geral da PRM exige que o candidato presidencial e o seu partido devolvam a arma do tipo AK-47, supostamente arrancada das mãos de agentes no distrito de Chalauala na tarde de domingo.

Durante a incursão, um agente perdeu a vida e 21 agentes ficaram feridos.

O Comando-Geral da PRM diz estar preocupado com a onda de perseguição contra agentes da polícia por parte da comunidade.

 

“Se já têm conclusões sobre o assassinto de Elvino Dias e Paulo Guambe, que nos dêm os dados para responsabilizarmos os criminosos como Estado”, diz Presidente da República. Filipe Nyusi teceu duras críticas a comunidade internacional que associa os bárbaros assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe ao partido Frelimo. Nyusi diz que as acusações limitam e que o correcto é esperar as investigações.

O chefe do estado voltou a referir o posicionamento do governo sobre o assassinato de Elvino dias, advogado do candidato presidencial apoiado pelo PODEMOS, e de Paulo Guambe, mandatário do mesmo partido. Nyusi eleogia o gesto solidário da comunidade internacional, que unanimimente condenou os assassinatos.

“Todos os pronunciamentos de missões diplomaticas foram unânimes na condenação dos assassinatos associando-os ao actual processo político, no entanto, sem acusar nas entrelinhas insinuavam que os incidentes pudessem ter algumas ligaçõoes com os vencedores, exceptuando a Commonwealth, que fez um comunicado sucinto e com base em factos disponíveis e sem quaisquer insinuações”, criticou.

O presidente foi ainda mais longe e pediu que a comunidade internacional que apresente as provas de “que o crime foi cometido pelo partido Frelimo, conforme sugerem”.
“Não se pode fazer insinuações. Isso limita o raciocínio. Um dos embaixadoresate teve coragem de emitir uma comunicação em nome do seu país associando o assassinato ao roubo de votos pela Frelimo. Como sabe disso?, se há ja conclusão é talvez, trazer-nos esses dados para responsabilizamos por esses actos como Estado. O mais correto é deixar as investigações prosseguem em todas as versões e pistas que podem estar disponíveis”, apelou.

O presidente diz que as investigações estão a ser feitas pois é do interesse do Esatado e do Governo que haja responsabilizacao.

“Estamos a investigar de modo a responsabilizar os criminosos para serem julgados e punidos de forma exemplar com vista a desencorajar actos desta natureza. Tendo em conta o historial eleitoral importa referir que nunca aconteceu um acto igual e dessa dimensão. A posição do governo e que ao invés de se presumir que foram assassinados ou que existe relação desses crimes ao processo eleitoral o mais importante e encontramos o assassino não interessa que motivação ele teve e e a unica solução que perimite que nao haja especulacoes.”

Observadores: “O processo eleitoral foi pacífico”

“Os observadores e os jornalistas acreditados pelo órgão competente, os observadores estiveram lá a ver e o jornalista esteve lá. O governo não é da Frelimo e sim do Estado moçambicano. Cada partido concorrente fez a sua campanha em ambiente de festa e tivemos observadores que não sabiam se era festa ou campanha mas era campanha.Todos víamos com excepção de uma mancha de uma linguagem ofensiva contra os outros, insultavam-se alguns, havia situação de falar mal do outro. As mesas tiveram os respectivos membros”.

“As missões de observação nacionais e internacionais constataram que o processo eleitoral em Moçambique incluindo a contagem de votos foi transparente. Disseram que as eleições foram livres e justas só que a posterior alguns referiram-se ao fenômeno dos enchimentos mas se estavam lá e eu até pergunto então colaboraram para os enchimentos, mas em geral a campanha e o processo de votação decorreram bem.

Alguns candidatos apoiados por alguns partidos para além de contestar os resultados numa plataforma digital ridicularizaram os órgãos eleitorais, sobretudo a CNE, e citando nome de pais de famílias, proferindo até impropérios de todo o tipo, ficou um pouco difícil perceber qual é o caminho que se segue. Importa referir que mesmo enquanto ainda estavam apurados menos de 10% dos votos declarou-se vencedor incontestável anunciando que já tinha criado uma comissão de transição de poderes apoiado apoiantes a manifestarem-se. Onde que ouviu-se isso é o que fez para ter certeza absoluta?”.

Na próxima quinta-feira, às 18 horas, no Teatro Avenida, em Maputo, Ramadane Matusse vai estrear “Sobre toda escuridão”, adpatação do original de Mélio Tinga. O espectáculo teatral também será exibido, no mesmo espaço, nos dias  1, 2, 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de Novembro.

Depois da morte inesperada da mulher, um homem imerge numa profunda depressão. Entre memórias e alucinações, a personagem tenta encontrar uma nova forma de vida. No entanto, à medida que as lembranças se intensificam, o protagonista vê-se diante de uma escolha difícil. Essencialmente, esta é a  sinopse do espectáculo teatral “Sobre toda escuridão”, com direcção de Ramadane Matusse.

Com a participação de Maria Auzenda e Paulo Jamine (actores), Francisca Minine (dança), Gerson Mbalango (design de som) e Fernanda Muhambe (cenografia), o espectáculo surge como resultado de um desafio dado ao director. “Já existia a ideia de levar [o texto] para o teatro, e eu surgi como solução para a materialização do projecto. Depois de receber o livro e tê-lo lido, apaixonei-me pela escrita do autor, a forma como este trata as palavras e a maneira como descreve os vários episódios desta trama”. Assim, acrescenta Ramadane Matusse, a cada capítulo do livro foi vislumbrando as possíveis formas de adaptar o texto que tem um carácter intimista, com a depressão no centro dos eventos nucleares.

Ramadane Matusse começou a trabalhar no projecto em Junho, o que lhe permitiu, muitas vezes, pensar profundamente na seguinte questão existencial: “Para que é a vida?”

Sem respostas categóricas, Matusse compreendeu a necessidade que Homem deve ter de prestar e dar mais atenção às pessoas à sua volta, sem nunca corromper a verdade. Por via da instropecção, a preparação do espectáculo tornou-se um processo terapêutico, tanto para si, como para os actores.

Com efeito, a partir do enredo de “Sobre toda escuridão”, o director do espectáculo e os actores esperam levar os espectadores a uma imersão em outros planos emotivos, muitas vezes evitados. “Queremos partilhar, em uma hora [duração do espectáculo], um pouco da nossa sensibilidade, um pouco do resultado de dias, semanas e meses de trabalho, de partilha do nosso eu. Queremos que as pessoas reflictam em torno da saúde mental”, afirmou Ramadane Matusse.

Referindo-se, particularmente, à adaptação, Mélio Tinga referiu que a sua convicção é que o texto literário, em si, não termina. Pelo contrário, sempre precisa de um elemento que o amplie ou amplifique. Dependendo do contexto, pode ser o leitor, o músico ou o actor a fazê-lo. “Aprecio este diálogo e, no caso desta peça, o encenador mostrou-me que o texto nunca é completo, pleno, mostrou-me a face não visível na escrita, interpretando a partir, também, da sua visão do mundo e do problema global que é a depressão da perda”, disse o escritor.

Os ingressos para o espectáculo “Sobre toda escuridão” podem ser adquiridos na Catalogus, no Camões – Centro Cultural Português, na Sabura e no Teatro Avenida.

Manica é uma das províncias com condições para a produção agrícola, mas, mesmo assim, regista bolsas de fome nos últimos anos, que provocam a desnutrição crónica. O fenómeno El Niño é apontado como a principal causa do problema, daí que os produtores locais estão já a recorrer a técnicas inovadoras para o aumento da produção e produtividade.

Na presente campanha agrícola, os esforços dos camponeses, em Manica, foram deitados abaixo pelo “El Niño”. No entanto, na próxima safra agrícola já não será assim, graças ao treinamento do qual pouco mais de quatro mil produtores em Manica acabam de beneficiar.

O programa inclui a componente nutricional, em que os produtores são ensinados a confeccionar os produtos e a transformá-los em outros suplementos, como, por exemplo, geleia e sumo.

Foi abortada uma tentativa de rapto na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, após perseguições entre a polícia e os raptores. O caso deu-se no fim-de-semana.

Em menos de três semanas, a cidade de Xai-Xai volta a ser palco de mais um rapto. Os supostos raptores, em número de três, invadiram uma residência, na noite de sexta-feira, tendo arrastado consigo o proprietário da mesma. Seguidamente, exigiram valores de resgate. A esposa da vítima narrou ao jornal O País episódios de terror protagonizados pelos criminosos.

A vítima percorreu cerca de 10 quilómetros no porta-malas da sua própria viatura, sem esperança de sobreviver por falta do valor exigido pelos raptores.

Vizinhos referem que os gritos de socorro da família são os que despertaram a população sobre a ocorrência do crime.

Houve perseguição entre os raptores e a polícia, o que levou ao resgate da vítima e à detenção de um dos suspeitos. O indiciado diz que a vítima seria levada para um cativeiro, no distrito de Mandlakazi.

A polícia esclarece que os criminosos abandonaram a viatura nas imediações da paragem Xiquelene, zona alta da cidade.

Na mesma madrugada de sexta-feira, uma viatura que se supõe que seja de raptores incendiou-se. A polícia não confirma que seja carro de raptores e diz que o carro se incendiou na sequência de um acidente de viação.

Samuel Simango defende que é preciso que sejam resolvidos os problemas eleitorais, antes de um diálogo entre os candidatos Venâncio Mondlane e Daniel Chapo. Simango explica que Daniel Chapo não pode assinar nenhum compromisso, visto que não é o Presidente da República. 

“É necessário dar cada passo seguro. Uma contradição que vou trazer aqui é, como negociar com um candidato que ainda não tomou posse, porque se de facto, neste momento, este país tem um presidente, embora faltem poucos dias e poucos meses, o Presidente da República, que pode discutir as questões de Estado é o Presidente Nyusi e não o Chapo”, disse Samuel Simango, no programa Noite Informativa da STV. 

Simango defende que é preciso resolver, primeiro, os problemas eleitorais, e que se a actuação da polícia trata-se de uma acção política. 

“É necessário também que os manifestantes não usem métodos brutais com a polícia, porque aqui, quem de facto está a dispersar os manifestantes não é o polícia, mas a polícia. O polícia, muitas vezes, por ser a cara do Estado, acaba sendo tido como a pessoa que não está a cumprir ordens, mas está a fazer aquilo que ele acha que deve fazer”, explicou Simango. 

Fernando Lima, por sua vez, diz que os resultados anunciados pela CNE não reflectem a vontade popular e pouco se espera do Conselho Constitucional. 

“Há uma clara captura política do Conselho Constitucional, inclusive o presidente da CNE, de algum modo teve uma atitude muito de Ponsio Pilato, lavo daí as minhas mãos, nós cumprimos o prazo e não quisemos analizar as regularidades de que estamos conscientes que existem, isso fica para o Conselho Constitucional decidir. De facto, o Conselho Constitucional que também já nos habituou… não quer conhecer este processo, submetemos extracto para o ministério público, que tire as suas providencias”, disse Lima.

Os analistas falaram este domingo no Noite Informativa, onde a tônica do debate foi as saídas para o fim da tensão pós-eleitoral.

Pelo menos 40 jihadistas foram mortos nos últimos três dias de operações das forças de segurança na região de Ségou, no Mali, anunciou o exército maliano, este domingo.

A operação de combate que culminou com a morte de 40 de jihadistas aconteceu em duas fases e as forças armadas apreenderam material bélico e meios circulantes, munições e motociclos, segundo um comunicado do Estado-Maior do Exército maliano.

O Mali é, actualmente, governado por uma junta militar instalada após um golpes de Estado, em Agosto de 2020 e Maio de 2021.

Assimi Goita, actual Presidente de transição, tem vindo a aproximar-se da Rússia ao mesmo tempo que se distancia tanto da França, como dos governos ocidentais.

Aliás, Mali deixou de fazer parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Mais de 200 mil pessoas podem ser afectadas por eventos climáticos nos próximos meses, na província de Inhambane. O governador daquela província diz que as autoridades devem evitar cenários de assistir as mesmas pessoas todos os anos.

Com a época chuvosa já em curso em Moçambique, as autoridades começam a preparar-se para enfrentar eventos extremos do clima que ciclicamente assolam o país.

Para já, prevê-se a ocorrência de chuvas e ciclones que podem afectar cerca de 200 mil pessoas.

Mas o governador de Inhambane chama atenção para o facto de que, ciclicamente, as autoridades estarem a assistir as mesmas pessoas.
Caso se concretize a previsão climática nos próximos meses, as chuvas podem destruir áreas de cultivo e diversas infra-estruturas.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria